segunda-feira, 17 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 17 DE JUNHO DE 2024 (Romanos 8.24)

  

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
17 DE JUNHO DE 2024
A ESPERANÇA É UMA EXPECTATIVA AO QUE NÃO SE VÊ

Romanos 8.24 “Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?”

 

“Porque em esperança fomos salvos.”

A esperança para a qual Deus nos salvou é a libertação do corpo sob a pressão do pecado, e do estado de limitação mortal na qual aguardamos o dia quando, vestidos de imortalidade, veremos a Deus.

O que é esperança? Paulo diz que é a confiante expectação das bênçãos prometidas, ainda não presentes, nem vistas. Esta esperança não é o desejo de ter alguma coisa boa demais para ser verdade e improvável de acontecer. O objeto ou a bênção esperada (aqui, a redenção do corpo) é real e distinto, mas ainda não presente.

John Stott diz que a esperança cristã não é algo incerto como nossas esperanças comuns do dia-a-dia, mas uma expectativa jubilosa e confiante que se baseia nas promessas de Deus.

Quando o mundo criado foi sujeito à vaidade ou inutilidade, ele passou a “esperar” ser um dia “libertado”: “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (vv. 20, 21). Paulo nos mostra que a nossa esperança não é incerta; é tão segura quanto qualquer coisa que possuímos.

Essa esperança, porém, nunca nos decepcionará, nem nos envergonhará por termos confiado nela, porque ela é mantida viva e demonstrada como verdadeira pelo amor de Deus que o Espírito Santo derramou em nosso coração (Romanos 5.5).

 

“Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?”

Se alguém nos perguntar: “Quem espera pelo que já vê?” com certeza responderemos: “Nós”. “Todos os dias eu vejo a casa que um dia espero possuir”, ou “Espero comprar o vestido que vi numa vitrine”. Uma criança pode dizer: “Eu vi o brinquedo que estou querendo que meus pais me dêem”. Todavia nesse versículo a resposta desejada é “não!”.

Quando Paulo usou a palavra “vê”, ele estava falando de algo que não pode ser visto atualmente com os olhos físicos: “Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Coríntios 4:18), ou seja a redenção do corpo quando Cristo voltar.

Quando finalmente “virmos” isso acontecer, será realidade. Talvez seja útil pensarmos em “ter ou possuir finalmente”. Uma possível tradução seria: “Quem espera por aquilo que já tem?” Phillips parafraseia assim: “a esperança sempre significa esperar por alguma coisa que ainda não vemos”.

O único motivo por que a promessa da nossa ressurreição, do nosso corpo glorificado, do nosso reinar com Cristo, e do nosso futuro eterno é chamada ‘esperança’ é porque ainda não os alcançamos. Mas esperamos que “o mesmo Deus de paz nos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5.23)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/6/2024

FONTES:

HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

LOPES, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_03.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 17 DE JUNHO DE 2024 (Romanos 8.25)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
17 DE JUNHO DE 2024
A ESPERANÇA É UMA EXPECTATIVA AO QUE NÃO SE VÊ

Romanos 8.25 “Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.”

 

“Mas, se esperamos o que não vemos,”

No versículo 24 Paulo levanta uma contestação dizendo: “...porque o que alguém vê como o esperará?” A contestação é respondida nesse versículo: “Mas se esperamos o que não vemos com paciência o esperamos” .

A esperança se baseia na fé e, “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). Embora fé e esperança sejam qualidades diferentes, elas estão intimamente ligadas. Quando definiu “fé”, o autor de Hebreus disse: “A fé é a certeza de coisas que se esperam” (Hebreus 11:1; grifo meu). Sem esperança, a fé não salva ninguém.

A esperança é a expectação das coisas que se não vêem. A fé é a progenitora da esperança. Portanto, nossa esperança tem fundamento nas promessas da glória futura.

Ainda esperamos o cumprimento de nossa esperança. Nós confiamos na promessa que Deus nos deu, de que depois dos primeiros frutos virá a colheita, a escravidão dará lugar à libertação e a decadência à incorrupção, e que as dores de parto trarão o nascimento de um novo mundo. Toda esta seção é um exemplo notável do que significa viver "num intervalo", entre a dificuldade presente e o destino futuro, entre o já e o ainda não, entre os sofrimentos e a glória.

 

“... com paciência o esperamos.”

Dizem que quando Deus faz uma promessa, a fé crê nela, a esperança anseia por ela e a perseverança aguarda por ela.

A palavra grega para “paciência” refere-se à capacidade de perseverar, suportar, continuar sem desistir independentemente do que aconteça. O autor de Hebreus escreveu que precisamos “correr, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12:1).

Stott diz que paciência e esperança é uma combinação significativa. Não é o caso de esperar com tanta expectativa que se acaba perdendo a paciência, e nem esperar com tanta paciência que se perde a esperança. São as duas coisas juntas: expectativa e paciência.

Jesus disse que “aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mateus 10:22). O apóstolo Paulo escreveu aos Romanos: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” (Romanos 12.12).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/6/2024

FONTES:

HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_03.pdf

domingo, 16 de junho de 2024

Lição 12: A Bendita Esperança: A Marca do Cristão – 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO:

“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo. ”  (Tito 2.13)

Esse texto claramente confirma a doutrina Pré-Tribulacionista que afirma que a segunda vinda do Senhor ocorrerá em duas fases. Uma primeira de maneira invisível e particular (1 Tessalonicenses 4:16-17, I Coríntios 15:5-52) e outra de maneira visível e pública (Mateus 24:30, Apocalipse 1:7).

Esse versículo faz referência a dois eventos distintos: “a bem-aventurada esperança” e “o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.”

 

O primeiro Evento: 

"A Bem-aventurada esperança" refere-se a promessa que Cristo fez de maneira particular aos seus discípulos no momento de sua ascensão através de dois anjos: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir “ (Atos 1:10,11).

Ou seja, Cristo ascendeu ao céu diante dos seus discípulos e retornará para eles, para que onde Ele estiver, estejamos nós também. Afinal ele prometeu: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra” (Apocalipse 3:10). 

A frase: A Bem-aventurada Esperança, refere-se à forma impar do acontecimento. Não é qualquer Felicidade cristã, é a principal Felicidade, não qualquer promessa, é a maior de todas elas. “Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.Porque em esperança fomos salvos” (Romanos 8:21-24).

 

O segundo Evento: 

"O aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" refere-se a sua manifestação visível e em Glória descrita em muitas passagens bíblicas e confundidas muitas vezes com o arrebatamento da igreja já descrito acima. 

Essa manifestação cumprirá cabalmente todas as profecias referidas a sua vinda que era entendida pelos judeus como um evento único, fato que os induz a descrer no messias que recebemos pela fé. Note na profecia de Isaías 61:1-2“O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes;”. 

Agora acompanhe o texto lido por Cristo nos Evangelhos: "O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos" (Lucas 4:18-21). 

Note que Cristo não anuncia o cumprimento da segunda parte do segundo versículo de Isaías 61 “e o dia da vingança do nosso Deus”, apenas o da primeira parte. Ou seja, o cumprimento será futuro e se cumprirá em sua segunda vinda em glória “O aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”

 

Segundo o livro Manual de Escatologia de J.Dwight Pentecost: a profecia muito das vezes possui camadas, não sendo o seu cumprimento para o mesmo tempo como no caso das 70 semanas de Daniel que sabemos ainda restar uma semana de anos a se cumprir.  

Cabe ainda ressaltar mais um esclarecimento por se tratar de uma tão controversa doutrina escatológica. Muitas doutrinas bíblicas são entendidas através da observação e comparação dos textos bíblicos. Exemplo: Observamos as três pessoas da Trindade de maneira distinta em um só tempo no Batismo de Jesus. Da mesma maneira somos capazes de observar a segunda vinda de Cristo em eventos distintos. 

Observe: No texto de Apocalipse 19 a palavra do Senhor nos revêla que após acontecer as Bodas do Cordeiro, Cristo desce sobre com o Cavalo branco acompanhado dos exércitos dos céus “E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro” (19:14). Referência aos santos da Igreja que já terão sido glorificados e galardoados: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (3:5). 

Fato citado também por Judas: “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele" (Judas 1:14,15). 

O senhor virá com seus santos para fazer juízo contra os ímpios. Ora, se Cristo virá com sua Igreja em Glória, é fato que a Igreja será tira do mundo antes. “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória”(Colossenses 3:4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2021

Fontes:

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

PENTECOST, J. Dwight. Manual de Escatologia. São Paulo: Editora Vida.

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

Texto Áureo Lição 12 - A Bendita esperança: A marca do cristão. Tito 2.13

Lição 12 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2024 - CPAD

Rute 3.11

 

Rute 3.11 “Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois, toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa. ” 

 

“Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei,

Surpreso pela firme convicção de Rute, por não tem procurado alguém mais jovem (v.10), mas, priorizado a lei do levirato. Boaz entende perfeitamente a atitude de Rute e o seu pedido de casamento. Boaz diz a Rute para não ter medo, porque ele faria o que ela lhe pedia.

Todavia, havia uma questão em aberto. Boaz era apenas sobrinho de Elimeleque, enquanto que havia ainda um irmão vivo. Embora pronto a assumir a responsabilidade do go'el (isto é, de "remidor"). A obrigação do casamento em levirato caía sobre este "outro resgata­dor" antes de cair sobre Boaz. Apenas se o outro não aprouvesse resgatá-la (v.13) este poderia agir como levir. E isso de fato aconteceu: “Então disse o remidor: Para mim não a poderei redimir, para que não prejudique a minha herança; toma para ti o meu direito de remissão, porque eu não a poderei redimir” (Rute 4.6).

Boaz empenhou sua honra e sua palavra de que cumpriria os desejos do coração de Rute e trabalharia na direção de atender plenamente ao seu pedido. Então a orienta como ela deveria proceder.

 

“... pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa. ”

A palavra traduzida por cidade literalmente é “portão”. Nas cidades palestinas, o lugar de encontro usualmente era ao lado do portão. “Todo o portão”, assim, significa “todas as pessoas que se reúnem na cidade”.

Todo o povo que se reunia à porta da cidade para conversar ou tratar de negócios estivera falando dela, comen­tando sua virtude, chamando-a de mulher virtuosa, "uma noiva digna de ser conquistada" (como Knox prefere traduzir livremente).

Essa palavra é usada a respeito da mulher ideal (Provérbios 31:10), a mulher que é “coroa de seu marido” (Provérbios 12:4). A Bíblia diz: “Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (Provérbios 31.30).

Rute foi uma mulher que impactou a cidade não pela sua beleza, mas pelas suas virtudes. Sua beleza interior era mais esplêndida do que sua beleza exterior. O maior patrimônio que possuímos é o nosso nome, o nosso caráter. O bom nome vale mais do que as riquezas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

LOPES, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

Rute 2.12

 

Rute 2.12 “O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. ” 

 

“O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor, ”

A fama de Rute chegou na sua frente no campo de Boaz. Suas virtudes precederam sua chegada a Belém. Elas são destacadas pelos trabalhadores de Boaz (2.7) e depois por ele próprio (2.11).

Boaz sabia que ele não poderia recompensar Rute adequadamente por sua lealdade. Por isso, orou para que Rute fosse abundantemente recompensada pelo Senhor.

A devoção cristã sempre teve a devida cautela de não fazer o bem "por amor a uma recompensa". Mas as palavras que Boaz usa aqui são "retribuição" e "recompensa". Essa oração de Boaz pedindo a Deus um "pagamento" para Rute por seu devotado serviço deve ser entendida no contexto de sua fé no Senhor da aliança.

Talvez seja conveniente fazer aqui uma distinção entre o que se costuma chamar de recompen­sas "arbitrárias" e aquelas que são "verdadeiras" recompensas. As recompensas arbitrárias não têm qualquer relação direta com o comportamento que as causou. Não há necessariamente nada de errado em se ser recompensado arbitrariamente (como receber di­nheiro por uma pintura a óleo que você criou).

As "verdadeiras" recompensas, pelo contrário, são consequências diretas e integralmente relacionadas com o comportamento (como a satisfação de ser capaz de pintar depois de muita prática). Assim, a verdadeira recompensa de se dar esmolas, orar e jejuar é o relacio­namento com Deus, o que essas atividades pretendem expressar.

Quando Jesus insiste em que as boas obras deveriam ser feitas sem interesse em recompensa, ele também dá a entender que a "verdadeira" recompensa pela bondade deve ser deixada com Deus. Um precioso relacionamento com Deus é a "devida recom­pensa" da obediência amorosa em resposta à sua iniciativa de graça e amor: A Abrão Deus disse: "Não temas ... eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão" (Génesis 15:1).

 

“Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. ”

A oração de Boaz termina com esta frase, que de diversas maneiras focaliza o tema de todo o livro. Ela inclui este gracioso quadro de Deus como uma águia que estende as asas sobre os seus filhotes: “Como a águia desperta a sua ninhada, move-se sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas” (Deuteronômio 32.11)

Embora Rute se visse como uma “estrangeira”, Boaz a enxerga como um membro da família de Javé, sob cujas asas ela “veio buscar refúgio”:

 

Rute, antes de chegar a Israel, creu no Deus de Israel; antes de entrar nos campos de Belém, a Casa do Pão, já havia saciado sua fome naquele que é o Pão da Vida. Todo aquele que busca abrigo sob as asas do Onipotente encontra refúgio seguro. Deus jamais desampara aqueles que nEle esperam.

Não há mérito em nós, mas todos aqueles que buscam refúgio sob as asas do Onipotente encontram salvação. A mensagem central do evangelho mostra que todos os que se humilham e buscam refúgio encontram ampla provisão, forte proteção e rica comunhão sob as asas do Onipotente. Como uma galinha ajunta seus pintinhos sob as asas para protegê-los do mal, assim Deus protege aqueles que O buscam (Mateus 23.37).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

LOPES, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

Rute 1.1

 

Rute 1.1 “E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele, e sua mulher, e seus dois filhos.” 

 

“E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam,”

Este verso coloca o episódio do livro numa época certa, mesmo que não tivesse sido escrito nela. Pertence, pois, ao período dos juízes, mas a ocasião exata não sabemos. O período, como vimos, compreende 350 anos, tempo suficiente para um desenvolvimento muito além, superior àquele que o livro nos mostra. Ele reflete uma época muito anterior a Samuel, mas alguns comentadores o colocam na era desse juiz e sacerdote.

O livro de Juízes termina com uma referência ao caos social e à miséria pessoal resultantes da falta de autoridade justa entre o povo: ”Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Juízes 21.25).

 

“... houve uma fome na terra;

Mesquita diz que as chuvas na Palestina não são muito abundantes e com bastante frequência são insuficientes para regarem adequadamente a lavoura básica. Houve fomes durante a vida de Abraão (Genesis 12:10), Davi (2 Samuel 11:1) e Elias (I Reis 17:1).

Todavia essa fome era fora do comum. Alguns comentaristas crêem que a fome local na região de Belém devia-se em parte às pilhagens associadas com o período caótico dos juizes. A invasão midianita no período de Gideão, por exemplo, destruiu a lavoura e o gado.

 

“... pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe,

Esse homem é chamado Elimeleque que significa "meu Deus é rei". Por causa da fome, Elimeleque decidiu que ele e sua família iriam morar durante algum tempo como estrangeiros residentes (peregri­nos) na terra de Moabe.

Belém de Judá era uma cidade, cerca de oito quilómetros ao sul da atual Jerusalém. Seu nome significa "casa do pão", nome que aponta para a incomum fertilidade daquela região para o plantio de cereais (como o esclarece o capítulo 2 do livro de Rute).

Moabe foi um filho de Ló, o fruto funesto de um relacionamento incestuoso de Ló com uma de suas filhas (Genesis 19:36, 37 ). Os moabitas pagaram a Balaão para amaldiçoar Israel (Numeros 22:1-8), durante a peregrinação de Israel a Canaã. Sob circunstâncias normais os moabitas eram excluídos da participação da vida nacional e cooperativa de Israel (Deuteronomio 23:3-6). No entanto havia um relacionamento amistoso entre indivíduos israelitas e moabitas. Quando fugia da ira de Saul, Davi encontrou um amigo no rei de Moabe (I Samuel 22:3, 4).

 

“..., ele, e sua mulher, e seus dois filhos.”

A esposa - Noemi significa "amável, encantadora, agradável". E o comovente significado deste nome destaca-se mais tarde, quando ela volta de Moabe com sua nora Rute, entristecida pelas experiências amargas que ela cria ter recebido da mão do Senhor. "Não me chameis de Noemi", ela diz aos seus vizinhos, "chamai-me Mara; porque grande .unargura me tem dado o Todo-poderoso" (Rute 1:20).

Os filhos - Os nomes dos dois filhos de Elimeleque e Noemi expressam fraqueza física. Malom significa "doentio", “delicado”e Quiliom, "definhante", “fraco”. Na verdade não viveram muito tempo depois de se estabelecerem em Moabe.

Família de quatro pessoas, bem comportadas, família caseira e unida, seria um estímulo aos seus aparentados moabitas, cujos costumes eram bem diferentes, pelo que sabemos das suas crônicas religiosas (Números 25). Todavia, essa gentil família infelizmente encontraria naquele lugar a morte.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo nos Livros de Josué Juízes e Rute - Uma Nação Que se Forma. Juerp, 1973.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

Rute 4.14

 

Rute 4.14 “Então, as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel.” 

 

“Então, as mulheres disseram a Noemi:”

Após Boaz receber Rute por mulher, o Senhor fez Rute conceber, e deu à luz um filho (v.13). As mulheres da cidade ficaram encantadas, pelo nascimento da criança. Quando Noemi retornou de Moabe com Rute essas mulheres já haviam mostrado interesse nelas: “Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi?” (Rute 1.19).

Vêm a ela, agora, ao invés de a Rute, provavelmente porque a conhecem há mais tempo, ou talvez porque ela é quem tenha maior necessidade de companhia. Afinal, Rute tem um marido e agora um filho para ocupar toda sua atenção.

Às mulheres congratulam-se com Noemi e, de maneira consistente com aquilo que temos visto através deste livro, atribuem tudo quanto aconteceu à mão do Senhor.

 

“Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor,”

Seja o Senhor bendito era modo usual de exprimir gratidão. A mais antiga forma de oração judia que conhecemos (que se admite ser bem mais antiga do que esta sob discussão) é denominada “as oito bênçãos”, porque cada oração inicia-se com “bendito sejas tu, Senhor”.

A razão atribuída para a gratidão é que Deus não deixou Noemi sem um resgatador. Até este ponto, teríamos pensado que resgatador era Boaz; contudo, esta declaração prossegue, culminando no fim do versículo seguinte, onde há uma referência a Rute, que o deu à luz. Torna-se claro que as mulheres estão falando do bebê. Deus enviou a criança a fim de que fosse o resgatador de Noemi (Knox: um herdeiro).

Continuamente Deus está trabalhando a favor de Noemi para provar-lhe Seu favor. Quando ela perdeu seu marido e filhos, Deus deu a ela Rute. Quando ela pensou num resgatador, Deus deu a ela Boaz. Quando Rute casou-se com Boaz, Deus deu a ela um filho.

 

“... e seja o seu nome afamado em Israel.”

O neto de Noemi é alvo das orações das mulheres de Belém. Ele era o resgatador de Noemi. A sua família se perpetuaria na terra por intermédio dele. Através dele que se faria perpetuar o nome da família de Noemi sobre a terra e foi seu arrimo na velhice.

Seja afamado em Israel o nome deste é uma oração para que a criança se torne famosa, da mesma forma como os homens haviam orado pelo mesmo objetivo quanto a Boaz (v.11).

A oração dessas vizinhas sobre a criança foi atendida por Deus, elas lhe nomearam: “E deram-lhe o nome de Obede” (v.17). Caprichosamente o escritor do livro antecipa quem foi Obede: “Este é o pai de Jessé, pai de Davi” (v.17). Isso tornou seu nome afamado.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

Lopes, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

sábado, 15 de junho de 2024

Hebreus 2:15

 

Hebreus 2:15 “E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. “

 

O medo da morte é recorrente e comum. Apesar de ela ser um fato humano a tememos. Mas uma vez que Cristo triunfou sobre a morte: “Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela;” (Atos 2.24). Cristo possui as chaves  da morte: “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:18).

A morte não é o fim da estrada; é apenas uma curva na estrada. A estrada apenas serpenteia através desses caminhos pelos quais Cristo mesmo caminhou. Freqüentemente dizemos que Cristo nos encontrará do outro lado: “Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor  (Porque andamos por fé, e não por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2 Coríntios 5.6-8)

Havia uma menina que morava ao lado de um cemitério e para chegar mais rápido em casa quando voltava da escola ela atravessava o cemitério. Um espectador curioso a perguntou a menininha se ela não sentia medo de atravessar o cemitério. Ela replicou: “Não, não tenho medo, pois minha casa é do outro lado!”. Nunca se deve temer um êxodo se for o caminho para um lugar melhor.

E assim é. Na morte, os cristãos mudam de um lugar para outro. Há motivo para pranto, mas não “como os outros que não têm esperança”. Essa confiança faz com que os descrentes percebam que os cristãos morrem de maneira distinta. Cristo garante a nós: “E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (João 14:3).

Aristides, maravilhou-se com o sucesso extraordinário do Cristianismo e escreveu a um amigo: “Se algum homem justo entre os cristãos partir deste mundo, eles regozijam-se, agradecem a Deus e acompanham o corpo com cânticos e ações de graças como se estivessem partindo de um lugar para outro lugar próximo.”

Crisóstomo criticou as lamentações públicas exibidas em sepultamentos de sua época: Quando eu presencio os lamentos em lugares públicos, os gemidos pelos que já partiram desta vida, os uivos e todo tipo de comportamento inadequado, envergonho-me perante os pagãos e judeus e hereges que assistem a isso, e de fato perante todos que por essa razão riem e escarnecem de nós... Que Deus conceda que todos vocês partam desta vida sem serem pranteados! Ele acreditava que a tendência de chorar inconsolavelmente pela morte de um ente querido gerava descrentes.

Martinho Lutero disse: “Quem teme a morte ou não a vê com bom grado não é suficientemente cristão. Porquanto, tal pessoa carece de fé na ressurreição e ama esta vida mais do que a vida por vir.

Paulo, disse: ”tenho grande desejo de “partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” (Filipenses 1:23) Cristo disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente” (João 11:25,26).

Como uma fé forte ajuda o cristão a não ter medo da morte? Primeiramente, ela dá a segurança de um lar celestial (2 Coríntios 5:1).  Em segundo lugar, ela acaba com o aguilhão da morte (1 Coríntios 15:54, 55).  Em terceiro lugar, ela provê a crença numa eternidade que “é incomparavelmente melhor” do que a vida na terra (Filipenses 1:22, 23).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/3/2024

FONTES:

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremacia de Cristo: Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD,2017.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201403_03.pdf