quarta-feira, 15 de julho de 2026

Atos 19:23

Atos 19:23 “E, naquele mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.”

 

“E, naquele mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.”

O tempo diz respeito à estada do apóstolo na sua terceira viagem missionária. Ao final de sua segunda viagem, Paulo já havia passado por Éfeso e pregado aos judeus: “E chegou a Éfeso, e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus” (Atos 18.19). Nessa terceira viagem missionária Paulo permanece ali por muito mais tempo. Esse não pequeno alvoroço citado serve de introdução para a confusão causada por Demétrio contra o apóstolo citada detalhadamente nos versículo seguintes. A oposição em Efeso foi semelhante à que aconteceu em Filipos, ou seja, teve origens pagãs.

O termo "caminho” refere-se à fé cristã, ainda não nomeada. Os cristãos são descritos como sendo “os que eram do Caminho”. Isso é uma peculiaridade de Atos que ocorre por seis vezes, cada uma em um contexto não-cristâo de hostilidade ao Evangelho. A declaração dos cristãos de que o caminho deles era aquele indicado por Deus levou ao uso absoluto do termo, como aqui.

Diante do Sinédrio, Paulo confessou: “Persegui este Caminho até à morte, prendendo e metendo em cárceres homens e mulheres” (Atos 22.4). Em sua defesa diante de Felix, Paulo falou sobre a acusação de ser ele "o principal agitador da seita dos nazarenos". Isso o levou a uma afirmação e, também, a uma negação. De fato ele era um "seguidor do Caminho", mas isso não era uma "seita", como eles a chamavam, pois ele adorava o Deus de seus pais e cria no ensinamento das Escrituras: “Mas confesso-te isto que, conforme aquele Caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas” (Atos 24:14)

Apesar de Lucas afirmar que os tumultos começaram por causa "do Caminho" (o movimento cristão). No fundo, a razão não era de natureza doutrinária, nem ética, mas sim econômica. Pois Demétrio, provável presidente da sociedade dos artífices de prata daquele ano", dirigiu a atenção dos outros artesãos para o sucesso de Paulo em convencer o povo, afirmando "não serem deuses os que são feitos por mãos humanas" (v.26). Como resultado, as vendas dos "nichos de Diana" (pequenos modelos do templo ou imagens da deusa) estavam diminuindo, ameaçando o alto padrão de vida deles. Assim , "interesses econômicos foram disfarçados de patriotismo local - neste caso, também sob o manto do zelo religioso".

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Atos 19:11

Atos 19:11 “E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.”

 

“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.”

A pregação de Paulo em Éfeso foi acompanhada por curas e exorcismos dos mais notáveis. Lucas as descreveu como “maravilhas extraordinárias”. Essas maravilhas assemelhavam-se às atividades do também apóstolo Pedro: “De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em macas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos; os quais eram todos curados” (Atos 5:15,16)

O próprio Paulo afirma que estes sinais e maravilhas acompanharam o seu ministério: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas” (2 Coríntios 12:12). Porém, estes sinais não eram realizados pelo poder inerente dos líderes, mas realizados por Deus por intermédio deles. Os milagres não são o evangelho, mas abrem as portas para ele. Os apóstolos não administravam os milagres, eles eram realizados conforme a soberania divina e para a glória do próprio Deus.

Pearlman diz que esses milagres especiais foram concedidos com propósitos. Primeiro para derrotar Satanás. Éfeso era uma cidadela conhecedora do poder do diabo (Apocalipse 2.13). O Senhor, então, concedeu a Paulo algumas “munições” espirituais peculiares. Segundo, para desmascarar embusteiros. Em Éfeso havia mágicos alegando possuir capacidade de curar enfermos e expulsar demônios. Como distinguir entre os milagres falsos e o poder do Evangelho? Assim como o sol brilha mais do que uma vela, o poder de Deus brilhava mais que o dos falsificadores. Terceiro,  para propagar o Evangelho. Paulo era desconhecido em Éfeso. O poder de Deus fez a diferença. Deus operando milagres especiais por meio de Paulo causou forte impressão, de tal maneira que as atenções se voltaram para o que o apóstolo anunciava. Milagres nem sempre produzem conversão (Lucas 16.31), mas fazem com que o povo preste atenção à mensagem pregada. E quarto, para libertar os prisioneiros de Satanás. O filho de Deus se manifestou para destruir as obras do diabo (1 João 3.8). num determinado sábado entrou na sinagoga uma mulher que andava encurvada há dezoito anos. Jesus pôs as mãos sobre ela e a curou. Após isso justificou dizendo que convinha que libertasse esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa. (Lucas 13:16). Os seguidores de Cristo também são enviados com esse propósito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Atos 19:8

Atos 19:8 “E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus.”

 

“E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses,”

Ao final de sua segunda viagem missionária, Paulo já havia passado por Éfeso e pregado aos judeus: “E chegou a Éfeso, e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus” (Atos 18.19). Mesmo com a insistência dos judeus para que ele permanecesse por mais tempo, o apóstolo não acedeu e viajou rumo a Jerusalém. Agora, de volta a Éfeso, Paulo retorna à sinagoga e dessa vez prega ali por três meses. Essa associação entre Paulo e a sinagoga por três meses, era mais tempo do que Paulo usualmente pregava. Isso possivelmente ocorreu pela insistência de alguns judeus que respondiam a fé anunciada.

Era costume do apóstolo Paulo começar sua evangelização pelos judeus e na grande cidade de Éfeso não seria diferente. Em Antioquia da Psídia, Paulo explicou aos judeus nas sinagoga o motivo porque fazia assim: “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra” (Atos 13:46,47). Aqui em Éfeso o padrão também seguiria, pois alguns judeus se mostrariam empedernidos contra a mensagem e começariam a falar contra ela.

 

“... disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus.”

Lucas usa uma pequena série de verbos para expressar o esforça evangelístico de Paulo. Além de “falar”, ele “disputava” e “persuadia. A palavra “disputava” ou “discorria” nos mostra de que modo Paulo propagava o evangelho. Propagava ele o evangelho mediante argumentos razoáveis, que requeriam o raciocínio. Por semelhante modo, Deus nos convida para que cheguemos e raciocinemos com ele: “Vinde então, e raciocinemos juntos” (Isaías 1:18). Paulo era tanto um pregador pentecostal como um pregador racional.

Além de disputar ele persuadia os seus ouvintes em prol da causa de Cristo. Ele convencia pelos argumentos, isto é, prevalecia contra os opositores. Ele fazia com que passassem para a sua opinião própria. Alguns ficavam convictos ante tais raciocínios, e cediam a Cristo. Para que o pregador convença seus ouvintes, ele como Paulo deve “manejar bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15), “retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tito 1.9).

Ele dissertava sobre o reino de Deus a partir do Antigo Testamento, ou seja, ele argumentava que Jesus inaugurou esse reino: : “Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum”(Atos 28:31). Essa afirmação foi pregada por João, o batista e pelo próprio Cristo: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mateus 3.2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/07/atos-184.html

A SALVAÇÃO É UM DOM GRATUITO DE DEUS (Efésios 2.8) 15/7/2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
15 DE JULHO DE 2026
A SALVAÇÃO É UM DOM GRATUITO DE DEUS

Efésios 2.8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. ” 


“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; “

Aqui temos três palavras fundamentais das boas novas cristãs — a salvação, a graça e a fé. A salvação é mais do que o perdão. É a libertação da morte, da escravidão e da ira descritas nos versículos 1-3. Inclui a totalidade da nossa nova vida em Cristo, juntamente com quem fomos vivificados, exaltados e feitos assentar no âmbito celestial. A graça é a misericórdia de Deus, livre e imerecida, para conosco, e fé é a confiança humilde com que nós a recebemos.A afirmação do apóstolo de que o indivíduo é salvo pela graça não sugere que a salvação se efetua pela graça somente. Pode-se dizer que todas as coisas às quais a salvação é atribuída emanam da graça de Deus, mas o Novo Testamento não ensina que somos salvos por uma única coisa isoladamente. A graça é uma somatória de tudo que Deus fez para levar a salvação até a humanidade. Esta graça de Deus “se manifestou... a todos os homens” (Tito 2:11). Por que, então, nem todos são salvos? A simples resposta é que nem todos recebem a graça de Deus da maneira certa, ou seja, “mediante a fé”. Em 2 Coríntios 6:1 Paulo advertiu: “não recebais em vão a graça de Deus”. Enquanto “graça” sintetiza a parte de Deus na salvação do homem, “fé” sintetiza a resposta do homem a Deus. No Novo Testamento, a ideia de ter “fé”, ou crer, é às vezes usada de um modo geral ou amplo incluindo a reação completa de um indivíduo a Deus (veja João 3:16; Romanos 1:16; 5:1). As palavras “fé” e “crença” também são usadas no Novo Testamento de um modo específico, como uma de várias respostas a Deus (veja Marcos 16:16; Atos 18:8). Em Atos 16:25–34, Lucas registrou a conversão do carcereiro em Filipos.A afirmação do apóstolo de que o indivíduo é salvo pela graça não sugere que a salvação se efetua pela graça somente. Pode-se dizer que todas as coisas às quais a salvação é atribuída emanam da graça de Deus, mas o Novo Testamento não ensina que somos salvos por uma única coisa isoladamente. A graça é uma somatória de tudo que Deus fez para levar a salvação até a humanidade. Esta graça de Deus “se manifestou... a todos os homens” (Tito 2:11). Por que, então, nem todos são salvos? A simples resposta é que nem todos recebem a graça de Deus da maneira certa, ou seja, “mediante a fé”. Em 2 Coríntios 6:1 Paulo advertiu: “não recebais em vão a graça de Deus”. Enquanto “graça” sintetiza a parte de Deus na salvação do homem, “fé” sintetiza a resposta do homem a Deus. No Novo Testamento, a ideia de ter “fé”, ou crer, é às vezes usada de um modo geral ou amplo incluindo a reação completa de um indivíduo a Deus (veja João 3:16; Romanos 1:16; 5:1). As palavras “fé” e “crença” também são usadas no Novo Testamento de um modo específico, como uma de várias respostas a Deus (veja Marcos 16:16; Atos 18:8). Em Atos 16:25–34, Lucas registrou a conversão do carcereiro em Filipos.


“...e isto não vem de vós; é dom de Deus. ” 

Para reforçar a declaração positiva de que fomos salvos somente pela graça de Deus por meio da fé em Cristo, Paulo acrescenta essas duas negações que se equilibram: a primeira “isso não vem de vós”, a segunda “é dom de Deus ”.Apesar da exigência de fé obediente, nós não nos salvamos a nós mesmos. Paulo disse: “E isto não vem de vós; é dom de Deus” (v. 8b). “Isto”, tradução de touvto (touto), representa todo o processo de salvação. A graça de Deus possibilita a salvação, e a fé do homem é o meio pelo qual a salvação é aceita. A salvação, portanto, não é uma realização humana, mas chega ao homem como um dom, uma dádiva. Embora a salvação seja um presente de Deus, quem alega que o homem não faz nada no sentido de contribuir para o processo de ser salvo deveria observar que ninguém pode se beneficiar de um presente sem antes aceitá-lo. O presente de Deus, a salvação, é oferecido pela graça, mas é aceito pela fé. Quando um pai humano oferece um presente ao filho em forma de herança, o filho precisa aceitar o presente para se beneficiar dele. A exposição sobre o papel do homem na salvação continua no versículo 9: “Não de obras, para que ninguém se glorie”. Esta afirmação enfatiza ainda mais que a salvação é um dom da graça, não um resultado de esforço humano


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

8/7/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

STOTT, JohnA mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus. 6.a ed.  São Paulo: ABU Editora, 2001.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201305_07.pdf