quarta-feira, 17 de junho de 2026

2 Pedro 3.18

2 Pedro 3.18 “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

 

“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.”

As palavras finais de Pedro em sua segunda epístola é um modelo de admoestação cristã. “Antes crescei”, disse ele. Em vez de dar atenção às heresias dos escarnecedores, os crentes são desafiados a se apegarem ainda mais à Palavra, crescendo nela. Não é a primeira vez que Pedro insistiu que a jornada cristã fosse uma escalada para o alto. Quando o apóstolo apresentou sua lista de virtudes cristãs em 1:5–8, ele convocou todos a crescerem.  O alvo do crente tem que ser o seu crescimento.  A vida cristã jamais pode ser estática. Como um organismo vivo, o cristão sempre cresce ou declina.

Esse crescimento não deve acontecer de qualquer forma. Pedro incentivou seus leitores a crescerem na “graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”. A admoestação para crescer parece mais apropriada quando o assunto é conhecimento do que quando é graça. Na abertura da carta ele orou: “Graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (1:2). Parece que convinha que o apóstolo retomasse o tema do “conhecimento” no último versículo da carta. Aparentemente, Pedro quis dizer o seguinte: O favor de Jesus Cristo se estenderá aos crentes, à medida que eles o conhecerem melhor.

Quanto mais os crentes se alimentarem da Palavra, mais crescerão na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. Quanto mais conhecermos a Cristo, mais cresceremos na graça. O conhecimento de Cristo é a raiz; a graça é o fruto. Não se trata apenas de conhecer um dogma, mas de conhecer uma Pessoa. Há aqui um equilíbrio fundamental: conhecimento e graça; mente e coração, verdade e experiência. O conhecimento intelectual, sem a adição da graça, o levará a uma vida árida. Da mesma forma, esse mesmo crescimento, onde se privilegia apenas a revelação e menospreza a razão, o conduzirá ao fanatismo. Combinando os dois, porém, temos uma ferramenta maravilhosa para edificar outras vidas e a igreja.

 

“A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

A doxologia final da carta é em louvor ao Salvador Jesus Cristo. É incomum uma doxologia ser expressamente direcionada para Cristo. É mais comum que Deus Pai seja o objeto de louvor. Tendo dito isso, não surpreende que Pedro encerre a carta dizendo que a Cristo seja a glória tanto agora como no dia eterno.

No versículo inicial da carta ele havia falado da “justiça de nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Oferecer uma doxologia de louvor a Cristo para Pedro era também oferecê-la a Deus. Pois, Jesus é divino em cada aspecto. “No dia eterno” equivale ao “Dia de Deus”, o “Dia de Cristo”, “o dia da volta do Senhor”, “o dia do juízo”. Tudo se resume na última frase: “A Ele seja a glória tanto agora como no dia eterno. Amém. Jesus é o centro dessa carta e de toda a Bíblia. Jesus é o centro da história e da eternidade. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A glória vem dele e retorna para ele. Ele deve ser glorificado agora e pelos séculos sem fim.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201501_02.pdf

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-02-03.htm

Lopes, Hernandes Dias. 2 Pedro e Judas : quando os falsos profetas atacam a Igreja. São Paulo: Hagnos, 2013.

Atos 13:47

Atos 13:47 “Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra.”

 

“Porque o Senhor assim no-lo mandou:

Após responder aos judeus que era mister primeiro lhes pregar (v.46). Pois essa era a vontade de Deus " primeiro o enviou a vós" (Atos 3:26). E essa ordem deveria permanecer, como Paulo escreveu mais tarde: "primeiro ao judeu, e também ao grego". Mas devida a rejeição deles as palavras da vida eterna eles se voltariam aos gentios para também lhe pregar a palavra de Deus. Pois os gentios haviam lotado a sinagoga naquele segundo sábado para ouvi-los, fato que levaram os judeus a ter inveja dos missionários, decerto, os esforços missionários dos judeus aqueles gentios tinham tido muito menos sucesso.

Sem dúvida, foi apenas uma seção dos judeus que adotou esta atitude, conforme demonstra o verso 43: “E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé; os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus”. Mesmo assim, ficou claro que o judaísmo oficial, representado pela sinagoga, estava rejeitando o evangelho. Agora, depois de os judeus, como um grupo, dizerem “Não” ao evangelho, sendo assim desqualificados para receber a vida eterna, os missionários ficaram desobrigados quanto a eles, e podiam dedicar aos gentios a totalidade da sua atenção. Isso porque o Senhor assim no-lo mandou”. A NVI traduz assim: “Pois assim o Senhor nos ordenou”.

 

“Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra.”

Esta ação, no entanto, não deve ser considerada um tipo de revide à rejeição do evangelho da parte dos judeus. Desde o início, os missionários perceberam que a sua tarefa incluía os gentios, pois o Antigo Testamento claramente declarara que a tarefa do Servo de Deus era ser uma luz para as nações e ser um meio de salvação em toda parte do mundo.

Esta citação de Isaías 49:6 faz parte de uma das passagens que descrevem a obra do Servo de Deus: “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”. Em Isaías 44:1, claramente identifica o servo como sendo Israel. De onde vem o conceito de Israel ser "luz para as nações" (em hebraico: Or LaGoyim). Isso é um dos pilares do judaísmo fundamentado nas profecias de Isaías.

Porém no texto de Isaías 49:5-6, o Servo tem uma missão para Israel, e, portanto, deve ser identificado como sendo uma pessoa ou grupo de pessoas dentro de Israel. Lucas já relatou como Simeão aplicou esse versículo a Jesus: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo Israel“ (Lucas 2:29-32),  e logo relatará como Jesus a aplica isso a Paulo: “Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (Atos 26:17-18).

Isso, porém, não é uma contradição, pois o servo sofredor do Senhor é o Messias, reuniria em torno de si uma comunidade messiânica para participar do seu ministério às nações. A tarefa que outrora Israel não cumpriu, passou para Jesus, e, depois, para Seu povo como o novo Israel; é a tarefa de trazer a todos os povos da terra a luz da revelação e da salvação. Durante a grande tribulação essa missão passará para os 144 mil judeus selados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 17 DE JUNHO DE 2026 (Colossenses 3.13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
17 DE JUNHO DE 2026
PERDOANDO UNS AOS OUTROS

Colossenses 3.13 “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”

 

“Suportando-vos uns aos outros,”

Paulo espera que os colossenses continuem desenvolvendo as virtudes de tolerância e perdão. Suportai-vos (anechomai) significa ser tolerante com os outros, disposto a suportar situações difíceis e irritantes, e provocação dos outros. Em Efésios 4:2, Paulo afirmou que o amor deve ser acrescentado à característica de suportar uns aos outros: “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”. O amor é a base de todo relacionamento do cristão com seus irmãos ou mesmo com os descrentes.

Jesus suportou aqueles cujas ações poderiam provar a Sua paciência (Mateus 17:17; Marcos 9:19; Lucas 9:41). Também devemos estar disposta a suportar insultos e atos abusivos de outros por causa da fé. Falando positivamente, “suportar” significa tolerar gentilmente a maldade e abençoar em vez de retaliar (Lucas 6:28; Romanos 12:14; 1 Pedro 2:21–23).

Falando negativamente, significa não ficar chateado e enfurecido quando injustiçado ou tratado mal. Os colossenses deveriam aprender a não reagir inapropriadamente à descortesia de outros, mas a agir com um espírito tolerante. Paulo usou uns aos outros e mutuamente para expressar a proximidade que deveria existir na comunidade de crentes. Como irmãos e irmãs em Cristo, precisamos ter o cuidado de não agir como membros de uma família que se irritam mais uns com os outros do que com quem é de fora da família.

 

“... e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro;”

O verbo perdoai-vos (charizomai) se referir ao perdão de uma dívida ou ofensa (Lucas 7:42, 43; 2 Coríntios 2:7, 10; Efésios 4:32). Sugere um sentido pleno de perdão, como no caso dos dois devedores cujas dívidas foram totalmente perdoadas em Lucas 7:42. Paulo usou o verbo num tempo que indica que os colossenses deveriam perdoar continuamente uns aos outros.

Jesus ensinou que o perdão deve ser praticado perpetuamente: “setenta vezes sete” (Mateus 18:22). Jesus ilustrou este conceito com uma parábola sobre um escravo que foi perdoado pelo seu senhor por uma grande dívida, mas que depois exigiu que um colega escravo lhe pagasse uma pequena dívida. O senhor, então, puniu esse escravo implacável (Mateus 18:23–34).  Jesus concluiu a parábola, afirmando: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mateus 18:35). Deus não perdoará quem se recusar a perdoar o seu próximo (Mateus 6:14).

Queixa (momfe), como substantivo no grego, só aparece neste versículo do Novo Testamento e significa “culpar” ou “criticar” (Marcos 7:2; Romanos 9:19; Hebreus 8:8). Paulo não sugeriu que a queixa tivesse que ser justa. Estejamos ou não justificados por nos ofender com alguma coisa, temos que oferecer perdão a quem nos ofendeu. Depois que a ofensa for perdoada, ela deve ser esquecida.

Em todos os lugares onde há pessoas, há problemas de relacionamento humano. Entre os cristãos, não poderia ser diferente. Não são anjos, ou espíritos, mas pessoas, de carne e osso, com suas virtudes e defeitos. Há ocasiões em que a velha natureza carnal levanta-se e cobra “seus direitos”, e os crentes comportam-se como se nunca tivessem nascido de novo.

É comum, em muitas igrejas, haver um espírito de murmuração, de “disse-me-disse”, de fuxico, de mexerico. Isso não é atitude digna de quem é cristão: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo...” (Levítico 19.16). Porém, Paulo, em sua mensagem aos colossenses, exorta que, havendo queixas entre irmãos, o caminho não é agir pela carne, mas pelo Espírito.

 

“... assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”

Na frase como o Senhor vos perdoou (charizomai), o verbo “perdoou” é o mesmo usado anteriormente no versículo; porém está no tempo aoristo, indicando que o Senhor concluiu o ato de perdoar os antigos pecados dos colossenses. O perdão é uma característica importante para os cristãos. Se Deus nos perdoa todas as muitas vezes que violamos a Sua vontade, também devemos nos perdoar uns aos outros. Só uma pessoa sem pecado teria o direito de não perdoar. Jesus nos deu o exemplo e o motivo para perdoarmos.

O texto original diz apenas: “E assim como o Senhor vos perdoou, também vós”. O complemento da oração é subentendido: “...também vós deveis perdoar”. Quem experimentou o perdão de Deus deve se dispor a perdoar os outros. Há pessoas que dizem: “Perdoo, mas não esqueço”. Quem diz isso, na verdade, está querendo dizer que não perdoou. Quando oramos o Pai Nosso, dizemos: “Perdoa as nossas dívidas [ofensas], assim como nós perdoamos aos nossos devedores [ofensores]” (Mateus 6.12). Queremos ser perdoados da mesma forma que perdoamos os outros? Muitos estão selando sua culpa com essa oração. Se quisermos que Deus nos perdoe, precisamos esquecer a ofensa, perdoando o ofensor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_01.pdf