segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A LUZ DO EVANGELHO RESPLANDECE EM AMBIENTES DESAFIADORES (Atos 18:4) 3/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

3 DE AGOSTO DE 2026
A LUZ DO EVANGELHO RESPLANDECE EM AMBIENTES DESAFIADORES 

Atos 18:4 “E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos.”

 

“E todos os sábados disputava na sinagoga,”

Era costume do apóstolo Paulo começar sua evangelização pelos judeus e na grande cidade de Corinto não seria diferente. Em sua primeira viagem missionária, acompanhado por Barnabé, na cidade de Salamina, em Chipre, já fazia assim: “E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus” (Atos 13:5). Em Antioquia da Psídia, Paulo explicou aos judeus nas sinagoga o motivo porque fazia assim: “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra” (Atos 13:46,47).

A palavra “disputava” ou “discorria” nos mostra de que modo Paulo propagava o evangelho. Propagava ele p evangelho mediante argumentos razoáveis, que requeriam o raciocínio. Por semelhante modo, Deus nos convida para que cheguemos e raciocinemos com ele: “Vinde então, e raciocinemos juntos” (Isaías 1:18). Paulo era tanto um pregador pentecostal como um pregador racional.

 

“... e convencia a judeus e gregos.”

Paulo ia às sinagogas para persuadir os seus ouvintes em prol da causa de Cristo.  Ele convencia pelos argumentos, ou seja, ele persuadia, isto é, prevalecia contra os opositores. Ele fazia com que passassem para a sua opinião própria. Alguns ficavam convictos ante tais raciocínios, e cediam a Cristo. Para que o pregador convença seus ouvintes, ele como Paulo deve “manejar bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15), “retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tito 1.9).

A sua evangelização foi bem sucedida, tanto entre os judeus, quanto entre os gregos que freqüentavam a sinagoga. Os “gregos” aqui mencionados eram os “tementes a Deus”, não eram judeus que falavam esse idioma como sua língua principal, e, sim, refere-se a gentios de nascimento, ainda que mantivessem algum contacto com a sinagoga, porquanto eram atraídos pela adoração mais pura que a do paganismo, que a li era levada a efeito. Alguns desses gregos chegavam mesmo a se tornarem membros completos das sinagogas judaicas, sendo circuncidados e batizados; a maioria deles, entretanto, eram convertidos ao judaísmo apenas em parte, e eram chamados prosélitos do portão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

domingo, 2 de agosto de 2026

Lição 06: A Suficiência da Graça na Cidade de Corinto – 3 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

Atos 18.10 “Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.”

 

“Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal,”

A ordem divina vem reforçada pela promessa de que o Senhor estará com Paulo: “Não temas, pois, porque estou contigo” (Isaías 43:5). Este tipo de promessa é uma forma de Deus assegurar os que chama de que teriam forças para cumprir o Seu mandamento. Ele disse isso a Gideão : "O Senhor é contigo, homem valoroso" (Juízes 6:12); Maria ouviu isso do anjo Gabriel: “Salve, agraciada; o Senhor é contigo” (Lucas 1:28).

Como resultado da proteção divina de Paulo, ninguém poderia colocar nele as mãos para fazer-lhe mal. Isto sugere que Paulo temia o inevitável mal causado pelos judeus invejosos. Talvez ele até pensasse já ter feito em Corinto tudo o que estava ao seu alcance, e estivesse pensando em sair, antes que seus inimigos tivessem uma oportunidade para maltratá-lo. Até homens fortes podem se abalar sob constante pressão.

Mas Cristo deu a Paulo a promessa solene de que, em Corinto, ele não sofreria mal algum, como sofrera nas outras cidades. Geralmente, o cumprimento das promessas de Deus dão-se anos depois. Neste caso, o cumprimento deu-se imediatamente. Nos versículos seguintes, Lucas mostrou como Deus cumpriu Sua palavra operando através de Gálio, proconsul da Acaia: “Se houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime enorme, com razão vos sofreria, Mas, se a questão é de palavras, e de nomes, e da lei que entre vós há, vede-o vós mesmos; porque eu não quero ser juiz dessas coisas” (Atos 18:14,15).

 

“... pois tenho muito povo nesta cidade.”

Vinculada a essa promessa declarada havia uma promessa implícita nas palavras de Jesus: “pois tenho muito povo nesta cidade”. Essa promessa relaciona a garantia de Deus de que Ele constituiria “dentre os gentios, um povo para o seu nome” (Atos 15:14). Deus, que conhece o coração do homem, sabia que existiam gentios receptivos em Corinto, os quais se converteriam a Ele se tivessem tal oportunidade.

Com efeito, Jesus estava prometendo a Paulo que se ele permanecesse na cidade e continuasse a pregar, muitos seriam batizados . (Sem dúvida, o Senhor também poderia nos dizer que tem “muito povo” em nossas cidades e regiões — mas eles nunca O conhecerão, a menos que falemos dEle!).

Howard Marshall diz que a declaração indica a presciência divina do sucesso do evangelho em Corinto. Fortalecido por esta mensagem, Paulo podia aguardar o duplo cumprimento: a sua própria proteção contra a perseguição e a evangelização bem-sucedida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_07.pdf

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

sábado, 1 de agosto de 2026

DEUS CHAMA TODOS AO ARREPENDIMENTO E À SALVAÇÃO (Atos 17.30) 1/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

1 DE AGOSTO DE 2026
DEUS CHAMA TODOS AO ARREPENDIMENTO E À SALVAÇÃO

Atos 17.30 “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

 

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ”

Paulo, no final de sua palestra, volta ao assunto inicial que era a ignorância humana: “Homens atenienses, em tudo vos vejo como sendo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: ao deus desconhecido. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” (Atos 17:22,23). Pela inscrição no altar, os atenienses reconheciam ser ignorantes em relação a Deus, e Paulo estava dando provas dessa ignorância. Aquilo que os gregos imaginavam ser refinada sabedoria não passava de crassa ignorância espiritual aos olhos do apóstolo Paulo.

Deus não levou em conta os tempos da ignorância. Isso não significa que ele não percebesse a ignorância, nem que tivesse aquiescido, considerando-a desculpável, mas que em sua longânima misericórdia, não deixou cair sobre eles o juízo que mereciam: “O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos (Atos 14.16).

Durante séculos, Deus se mostrou paciente com o pecado e a ignorância dos homens: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Romanos 3:25).

 

“... ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

Até à vinda da revelação da verdadeira natureza de Deus, através de Jesus Cristo, os homens viviam em ignorância dEle. Agora, porém, a proclamação do evangelho traz ao fim este tempo. Paulo enfatiza a grandeza de Deus, não apenas como o começo e o fim de todas as coisas, mas como aquele a quem devemos a nossa existência e a quem precisamos prestar contas.

E afirmou que todos os seres humanos já sabem disso, portanto, indesculpáveis. Pois Deus nunca "se deixou ficar sem testemunho de si mesmo", pois ele tem nos beneficiado lá do céu, dando-nos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os nossos corações” (Atos 14:17). Ele sempre se revelou por revelação natural ou geral (Salmo 19:1), mas os seres humanos têm detido a verdade pela injustiça: Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou” (Romanos 1.18-19).

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra” (v.24) ordena a partir desse tempo que todos os homens que se arrependam. O arrependimento é uma exigência imperativa para todos os seres humanos, sem exceção e deve ser exercitado por todas as nações ou por toda a criatura (Marcos 16.15). Assim Paulo os repreendeu com grande solenidade, para que se arrependessem antes que fosse tarde demais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/06/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

DEUS É O CRIADOR E SUSTENTADOR DE TODAS AS COISAS (Atos 17.24) 31/7/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
31 DE JULHO DE 2026
DEUS É O CRIADOR E SUSTENTADOR DE TODAS AS COISAS 

Atos 17.24 “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; “


“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, “

Observe que quando Paulo falou a pessoas que tinham um conceito errôneo de Deus, ele não começou falando de Jesus, mas de Deus. Todas as falsas religiões do mundo baseiam-se numa visão falsa de Deus. Lembre-se: você deve começar de onde as pessoas estão, não de onde gostaria que estivessem.

Paulo não começou com provas filosóficas da existência de Deus. A maioria das pessoas crê em algo chamado “deus”, como os atenienses criam. Pelo contrário, o sermão de Paulo começou onde o Antigo Testamento começa: “No princípio criou Deus o céu e a terra”(Gênesis 1:1), referindo-se ao Deus “que fez o mundo”. Paulo estava dizendo que eles não haviam feito Deus, mas que Deus os fizera; eles não tinham feito uma casa para Deus, mas Ele fizera uma casa para eles — a terra “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:8).

Suas palavras refutavam o conceito materialista dos epicureus de que este mundo veio a existir como resultado de uma colisão de átomos casual. "O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1:9).

Qualquer compreensão correta do propósito da vida deve começar com uma compreensão e reconhecimento do Criador. Por isso Satanás continua a lançar um ataque intrépido contra o conceito de criação especial — e precisamos nos opor diligentemente à mentira do diabo de que viemos à existência por acaso!
 

“...sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; “

Paulo prosseguiu revelando o Deus que fez todas as coisas: sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas e nem tampouco é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse (25a).

A afirmação de que Deus não habita em templos humanos, se refere a sua imensidão, ele não pode ser contido em um lugar. Essa afirmação não é exclusiva do apóstolo Paulo, podemos observa-la na pregação de Estevão, “Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens...” (Atos 7:48), ambos fazem referência a profecia do profeta Isaías que diz: “Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? ” (Isaías 66:1) e antes disso as palavras do Rei Salomão em (I Reis 8:27) “Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado”. (1 Reis 8:27).

Paulo estava cercado pela maior hoste de templos pagãos do mundo. Distante dali estava o templo de Zeus, o maior já construído. Abaixo ficava a praça envolta com ídolos e templos e acima, ficava a Acrópole com mais quarenta templos, incluindo o incomparável Partenon. Deus, porém, não precisava de templos, por mais belos que fossem. Diferente dos ídolos daqueles templos, sem vida e inúteis, Deus não precisava que os atenienses O servissem; mas eles, sim, precisavam de Sua ajuda!



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

PEARMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_05.pdf

 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

A FÉ CRISTÃ CONFRONTA VISÕES DE MUNDO QUE NEGAM A RESSURREIÇÃO (Atos 17.23) 30/7/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
30 DE JULHO DE 2026
A SABEDORIA ESPIRITUAL DISCERNE PONTES CULTURAIS

Atos 17.23 “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.” 

 

“Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO.”

Historiadores seculares registraram que esses altares a divindades desconhecidas não eram raros naquela região.  Pausânias, documentou que os gregos dedicavam altares a divindades sem nome para evitar ofender qualquer deus esquecido que pudesse estar causando problemas (como uma praga) à cidade. O conselho de um velho sábio, chamado Epimênides para explicar pragas foi aceito. “Deve haver algum deus que vocês não conheçam que esteja descontente com vocês”. 

Outro afirmou que quando visitou Pérgamo (do outro lado do Mar Egeu, vindo de Atenas), viu as ruínas do templo de Demétrio, onde os arqueólogos encontraram um altar dedicado “ao Deus desconhecido”, outro exemplar preservado foi encontrado no Monte Palatino, em Roma. Um antigo historiador disse que havia 3000 ídolos na cidade. O provérbio popular daqueles dias era: "Há mais deuses do que homens em Atenas”.

 

“Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.”

Tendo visto um desses altares com seus próprios olhos, Paulo podia começar seu discurso com uma referência gentil à religiosidade deles. Ele ainda não estava pronto a desafiar a tolice da idolatria ateniense e nem era a hora. Mas Paulo percebeu que eles mesmos reconheciam a sua ignorância. Paulo então faz desse altar o ponto de partida do seu discurso. O apóstolo lhes anunciou o verdadeiro Deus, a quem os pagãos procuravam, tateado cegamente: “Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio”.

Os termo “sem conhecer” poderia soar como um insulto, principalmente aos atenienses. Paulo, porém, usou a mesma palavra que aplicara ao “deus desconhecido”. O grego traduzido por “desconhecido” é agnosto, um composto de a (prefixo de negação) com gnosis (“conhecimento”), e denota falta de conhecimento. Paulo disse, com efeito: “Ouçam- me e vocês conhecerão o Deus que pensavam ser impossível de se conhecer”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_05.pdf

 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

2 Timóteo 1:8

2 Timóteo 1:8 “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, ”

 

“Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu;”

A vergonha entrou no mundo quando o pecado entrou no mundo. Antes que o primeiro casal pecasse, “o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:25). No entanto, depois que pecaram, perderam a inocência pueril e conheceram a vergonha da nudez (Gênesis 3:10; Apocalipse 16:15).

Quando agimos mal, nossas consciências dadas por Deus, são projetadas para nos fazer sentir culpados, até mesmo envergonhados. Devemos ter vergonha quando cometemos qualquer espécie de pecado. A vergonha deve nos levar a nos arrependermos de nossos pecados e a corrermos para Deus em busca de perdão.

O problema é que nossa capacidade de nos envergonharmos às vezes sai do prumo. Algumas pessoas não têm vergonha dos atos pecaminosos que cometeram. Suas consciências estão tão cauterizadas (1 Timóteo 4:2) que a sua “glória está na sua infâmia” (Filipenses 3:19; Jeremias 6:15). Por outro lado, é possível sentir vergonha quando não devemos. Este é o problema que Paulo estava abordando.

Ele orienta a Timóteo a não se envergonhar do evangelho, nem dele, seu mestre, pelo fato de estar na prisão. Certamente, Timóteo já tinha a consciência de que um discípulo de Cristo não pode envergonhar-se dEle: “E bem-aventurado é aquele que em mim não se escandalizar (Mateus 11.16). Para isso Paulo declara solenemente sua certeza e firmeza na fé para estimular a Timóteo a não fraquejar em qualquer circunstância: “[...] por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, por­ que eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Timóteo 1.12). E o informa da postura de Ônesiforo: “O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias” (2 Timóteo 1:16). Essa exortação nos mostra que o crente em Jesus não deve jamais se envergonhar dEle nem dos seus pastores que dão suas vidas pela igreja do Senhor.

 

“... antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, ”

Depois dessa orientação o apóstolo concita Timóteo a participar “das aflições do evangelho”. Ele sabia o que falava, não por ouvir dizer, ou por teoria ou retórica humana. Paulo passou pelo fogo do sofrimento pelo amor a Deus e à sua obra. Timóteo tinha conhecimento das experiências de Paulo, em suas jornadas em prol da igreja do Senhor Jesus. Mais do que qualquer outro apóstolo, ele sofreu de modo intenso para cumprir sua missão.

Ele lembrou tais fatos a Timóteo, para que o jovem obreiro sentisse orgulho dos sofrimentos oriundos da causa de Cristo: “Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados” (1 Pedro 3:14).  O governo romano considerava Paulo prisioneiro de Nero; mas ele se considerava prisioneiro de Cristo, encarcerado pela causa de Cristo (Efésios 3:1; 4:1; Filemom 1, 9). Por esse sentimento Paulo escreveu aos gálatas: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17).

O versículo termina com a expressão “segundo o poder de Deus”. Uma possível tradução seria “na força que vem de Deus”. Às vezes, Deus nos salva do sofrimento (como aconteceu quando Pedro estava na prisão em Atos 12), e às vezes Ele nos dá força para suportar o sofrimento (como fazia quando Paulo estava na prisão).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201903_04.pdf

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos do 3º Trimestre de 2026 - CPAD

Texto Áureo Lição 05: Cristo entre os Filósofos: o Deus Desconhecido se Revela. Atos 17.30

TEXTO ÁUREO

Atos 17.30 “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

A FÉ CRISTÃ CONFRONTA VISÕES DE MUNDO QUE NEGAM A RESSURREIÇÃO (Atos 17:18)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
29 DE JULHO DE 2026
A FÉ CRISTÃ CONFRONTA VISÕES DE MUNDO QUE NEGAM A RESSURREIÇÃO 

Atos 17:18 ”E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este tagarela? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.”

 

”E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele;”

Alguns ouvintes de Paulo aderentes das filosofias epicureanas e estóicas disputavam com ele. Os epicureus tomavam seu nome do seu fundador Epicuro (341-270 a.C.). Os filósofos epicureus buscavam o prazer moderado e a ausência de sofrimento como bem supremo e não o deleite dos caprichos e instintos momentâneos. Não acreditavam em imortalidade da alma. o ensino deles era: “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”.

Eram materialistas e negavam a providência divina, os milagres, a profecia e a imortalidade. Eles negavam que os deuses exercessem qualquer governo sobre o mundo ou os seus habitantes. Para os epicureus, a divindade, por sua natureza, era transcendente e indiferente ao sofrimento humano. Epicuro repudiava a astrologia e ensinava que a religião era uma superstição; dizia que, para ser feliz, era necessário ser liberto do medo dos deuses.

A familiaridade de Paulo com essa filosofia é evidente. Menandro, escritor e amigo de Epicuro, é aparentemente citado por Paulo em 1 Coríntios 15.33: "As más companhias corrompem os bons costumes".

Os estóicos, fundados por Zenão (340-265 a.C.), adotaram o nome das stoas ou colunatas onde ele ensinava. Ressaltavam a importância da razão, da virtude e do autocontrole. Tinham um conceito panteístico de Deus como alma do mundo. Para eles Deus não era um ser pessoal, mas uma força espiritual ou energia mental imanente aos homens e às coisas. Ele recebeu muitos nomes, como: Logos ou Razão, Natureza, Providência, Espírito divino e outros.

Ao discursar aos atenienses, Paulo o filosofo Cleantes e o poeta Aratus, ambos estóicos: "Porque nele vivemos, nos movemos e existimos” (Cleantes) ,como até mesmo alguns de seus próprios poetas disseram: 'Pois também nós somos seus filhos’ (Aratus)" (Atos 17.28). A filosofia estóica foi adotada por muitos romanos como Sêneca, tutor de Nero, e o imperador Marco Aurélio.

 

“... e uns diziam: Que quer dizer este tagarela?

A impressão inicial que tiveram de Paulo não era favorável. Desfizeram dele, com desprezo, como sendo um tagarela, a palavra se refere a um pássaro que recolhe restos de comida dos esgotos. Essa palavra foi usada também para descrever um mestre que, não tendo idéias próprias, inescrupulosamente plagiava os outros, apanhando restos de conhecimento daqui e dali.

Aludia àquele tipo de pessoa que fazia de seus sistemas ideológicos nada mais do que um saco de trapos, cheio de idéias e frases de outras pessoas. Era um plagiador ignorante, um charlatão, um papagaio, um tagarela intelectual.

 

“E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.”

Os atenienses compreenderam os argumentos de Paulo, mas relutaram com o que ele queria dizer. Pela forma de raciocinarem, diziam que Paulo era um “pregador de estranhos deuses”. Observe a forma plural “deuses”. Quando Paulo pregou a “Jesus e a ressurreição”, concluíram que ele estivesse pregando sobre duas divindades: uma chamada “Jesus” e outra chamada “Ressurreição”.

Acostumados com tantos deuses, os atenienses pensaram que Paulo lhes apresentava novas divindades estrangeiras. A ignorância é sempre preconceituosa. O preconceito pode roubar de uma pessoa preciosas oportunidades. Os atenienses rejeitaram o evangelho por não estarem abertos à pregação do evangelho.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_04.pdf

 

terça-feira, 28 de julho de 2026

O EVANGELHO DEVE SER ANUNCIADO NOS AMBIENTES DO COTIDIANO (Atos 17:17) 28/7/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
28 DE JULHO DE 2026
O EVANGELHO DEVE SER ANUNCIADO NOS AMBIENTES DO COTIDIANO 

Atos 17:17 “De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.”

 

“De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos,”

A reação de Paulo contra a idolatria da cidade não foi apenas negativa (horror e desânimo), mas também positiva. Ele aproveitou o ensejo para testemunhar. Não basta identificar os problemas que afligem a sociedade. Precisamos apontar a solução divina! Embora Silas e Timóteo ainda não tivessem chegado, Paulo começou a pregar. “Por isso, dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos (ARA)”.

Como era costume de Paulo, ele foi à sinagoga aos sábados: “E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras, Expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo” (Atos 17:2,3).

 

“... e todos os dias na praça com os que se apresentavam.”

Paulo não limitou seu ensino aos judeus e tementes a Deus aos sábados na sinagoga local. Nos outros dias da semana ele dissertou as verdades bíblicas com “os que se encontravam” na praça”. Ou seja, na Ágora, ou praça, era o centro dos negócios e das atividades cívicas, como também da propaganda e da troca informal de idéias e novidades.

Em outras cidades, a praça era o centro cultural, comercial e religioso. Em Atenas, era o centro educacional onde os filósofos se encontravam. Sócrates, Platão e Aristóteles haviam ensinado na praça de Atenas. A inclinação natural dos atenienses para ouvir “as últimas novidades” pode não ser elogiável, mas deu a Paulo uma perfeita oportunidade para pregar o evangelho.

Entre os que discursaram com Paulo na praça estavam os adeptos de duas grandes escolas de pensamento atenienses. O versículo 18a diz que “alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele” [Paulo].

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_04.pdf