sábado, 11 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 11 DE ABRIL DE 2026 (Gálatas 3:7)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
11 DE ABRIL DE 2026
ABRAÃO, PAI DOS FILHOS DA FÉ

Gálatas 3:7 “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.”

 

“Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.”

 

“Sabei, pois, que”

Paulo passa a demonstrar o resultado lógico da declaração bíblica acerca de Abraão: “Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (v.6). O verbo (saber) e subentende aqui a percepção mental. Os leitores devem saber o que está implícito na fé possuída por Abraão.

O apóstolo procura mostrar que o fato de os cristãos serem considerados filhos de Abraão não é algo novo, afinal as Escrituras já haviam previsto isso. Essa questão está baseada no fato de que todas as nações da terra seriam abençoadas em Abraão. A utilização do nome de Abraão não é um mero incidente, mas parte vital do argumento.

 

“... os que são da fé são filhos de Abraão.”

A expressão “os que são da fé” tem um sentido amplo: são as pessoas que têm na fé o fundamento de sua vida; são as pessoas de fé, às quais se contrapõem as da lei (Romanos 4.16, Gálatas 3.10). Para Paulo é a fé “cristã”, a fé no Deus que se revela em Cristo. Só aqueles que vivem da fé são filhos de Abraão. Isso é totalmente oposto à pretensão daqueles que vivem de acordo com as obras da carne e querem ter Abraão por pai, pois pregam que da mesma forma que ele cumpriu toda a lei, também eles se sujeitam a ela: “Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão” (João 8:39).

Abraão era o pai físico e espiritual dos judeus. Os judeus costumavam depositar uma falsa confiança em sua linhagem abraâmica, como se o fato de descenderem de Abraão os tornasse justos (João 8:33, 39, 53). João Batista confrontou saduceus e fariseus não arrependidos que tinham essa crença errônea. Disse-lhes que, se Deus quisesse, poderia levantar filhos a Abraão até mesmo de pedras (Mateus 3:9). Em vez de “os filhos da carne”, são “os filhos da promessa” que são considerados “descendentes” de Abraão (Romanos 9:8). Ser filho de Abraão não é ter o sangue de Abraão correndo em suas veias, mas ter a fé de Abraão em seu coração: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa” (Gálatas 3.29).

O judaizantes defendiam que para serem filhos de Abraão era essencial que os gentios fossem circuncidados. Paulo argumentou que a circuncisão exterior ou física não transformava um indivíduo num verdadeiro judeu; isso era realizado pela circuncisão interior do coração. Debaixo da nova aliança, os da fé são os que crêem em Jesus Cristo – quer judeus quer gentios, quer circuncisos quer incircuncisos: “E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que creem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada; E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão” (Romanos 4:11, 12).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. — São Paulo: Hagnos, 2011. 

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

GUTHRIE, Gálatas: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201805_02.pdf

 

 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Tiago 2:16

Tiago 2:16 “E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?”

 

“E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos;”

Tiago continua usando uma ilustração para mostrar a seus ouvintes que a fé expressa só em palavras não tem valor.  Se um cristão qualquer após contemplar entre seus irmãos uma pessoa nua ou necessitada de alimento disser: “Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos” e depois se ausentar dele. Estaria expressando uma saudação de despedida semelhante ocorre em Juízes 18:6; 2 Samuel 3:21 e Atos 16:36. As palavras de Tiago podem ser assim traduzidas: “Passe bem. Vista-se bem e coma bem”.

Ide em paz” Tal homem se mostra civil e cortês em sua maneira de falar, cuidando em cumprir as gentilezas sociais. Mas nada faz daquilo que poderia aliviar o sofrimento. “Aquentai-vos” significa aquecer-se com boas roupas (Jó 31:20; Ageu 1:6). Às pessoas em foco faltava o agasalho suficiente para as intempéries, quanto mais para o decoro que as vestes podem dar a quem as usa. “Fartai-vos” significa comer alimentos que as pessoas não possuíam. Como poderiam comer? Elias pediu comida a uma viúva pobre que lhe respondeu: “Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois gravetos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos” (1 Reis 17:12).

 

“... e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?”

O necessário para o corpo são, evidentemente, o alimento e as roupas essenciais para se viver. Tiago tinha demonstrado a necessidade das obras de misericórdia para com os pobres (2:13). Ele se coloca ao lado de uma tradição bíblica longa e bem representada. Isaías convoca o povo de seus dias a que desse um significado real a seus ritos religiosos: “repartas o teu pão com o faminto, recolhas em casa os pobres desabrigados, e se vires o nu o cubras... então clamarás, e o Senhor te responderá...” (Isaías 58.7-9). Jesus prometeu o reino àqueles que dessem de comer e vestissem “a um destes meus pequeninos irmãos” (Mateus 25.31-46).

Que valor teria uma saudação desejando bênçãos e palavras de despedida, nesse caso? Além de inúteis, soariam como zombaria. A aplicação ao contexto será apresentada no próximo versículo. Que proveito haveria para o beneficio humano ou para a justificação da alma? Não há proveito em qualquer dessas áreas para as palavras piedosas que não se transmutam em ação. O amor não deve ser só em palavras, mas também em ações (1 João 3:17, 18). Deve haver piedade nas ações da vida diária, para que haja proveito em um e outro sentido.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

MOO, Douglas J. Tiago - Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1990.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202207_05.pdf

Tiago 2:15

Tiago 2:15 “E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento cotidiano,”

 

“E, se o irmão ou a irmã estiverem nus,”

Esta ilustração, à semelhança da apresentada em 2.2-3, é claramente hipotética; Tiago não está fazendo referência a um incidente específico. Por outro lado, é evidente que a ilustração reflete uma profunda e real preocupação de Tiago. Fornecer assistência aos pobres é um daqueles atos de misericórdia que “triunfam sobre” o julgamento de Deus (v. 13).

Nesta ilustração Tiago inicia a exposição sobre o mérito da alegação da fé sem obras ou fé não operante com a ilustração de um suposto cristão, um irmão ou uma irmã, desprovido das necessidades básicas da vida. Com isto, ele salienta de forma concreta a necessidade da obra de fé: “O cristão tem o dever de fazer o bem a todos, especialmente aos que pertencem à família da fé” (Gálatas 6:10).

Nu (João 21:7) indica pouca roupa ou roupas que são praticamente nada, isto é, sem a capa externa, ou, simplesmente, sem vestuário adequado. Embora o termo “nu” seja geralmente usado em sentido relativo no Novo Testamento indicando provação. Essa tal pessoa vem à reunião com uma camisa ou blusa desgastada; a irmã só tem um vestido para usar no domingo; e mesmo essa roupa há muito deixou de ser decente.

Uma outra crente, que tem cinco vestidos novos em seu guarda-roupa, outro possui carias camisas. Eles podem perceber isso sem sentir qualquer tipo de empatia e não fazer nada para remediar a situação da primeira. A fé destes últimos seria fingida, ou seja morta (v.17).

 

“... e tiverem falta de mantimento cotidiano,”

Algumas pessoas, entre as classes mais pobres, literalmente não sabem de onde lhes virá sua próxima refeição, e muito menos como poderão passar o mês. Muitas delas não possuem dinheiro bastante para garantir, de modo absoluto, que elas e seus filhos terão o necessário para a alimentação diária. Algumas dessas pessoas se encontram na igreja cristã.

Deveríamos fazer uma espécie de provisão para elas. Os membros mais abastados deveriam estar dispostos a fazer donativos. Essa é a lei do amor, o que é exigência da fé autêntica. O fato que o autor sagrado menciona o alimento cotidiano mostra-nos que o caso suposto pela parábola é urgente. Exige ações imediatas e generosas.

A falta de roupas e comida enfatiza o estado de miséria dessa pessoa. João, o batista, respondendo seus seguidores afirmava: “Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira” (Lucas 3:11). O cristão que não se dispõe a ajudar seu irmão em tamanha carência não tem o amor de Deus (1 João 3:17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

MOO, Douglas J. Tiago - Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1990.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202207_05.pdf

Romanos 1.17

Romanos 1.17 “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé.”

 

“Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé,”

Em outras palavras, o texto está afirmando que a justiça de Deus se revela no Evangelho. Certo escritor assim se manifestou sobre a justiça de Deus: “A justiça de Deus é a soma total de tudo quanto Deus provê ao pecador através de Jesus Cristo”. E essa justiça é outorgada, concedida e imputada por Deus ao pecador arrependido quando ele crê em Cristo. O pecador é justificado em Cristo, mediante a justiça de Deus manifestada na cruz do Calvário em favor dele. E mediante a fé, e não pelas obras. A fé não é a base da justificação, mas seu instrumento de apropriação. O homem não é salvo por causa da fé, mas mediante a fé.

Francis Schaeffer diz que a salvação envolve mais do que justificação. Somos justificados pela fé, mas também devemos viver de acordo com a mesma fé no presente. Depois de termos sido justificados pela fé, devemos viver pela fé. Este é o segundo aspecto da salvação, a nossa santificação.

 

“... como está escrito: Mas o justo viverá pela fé.”

Estas palavras oriundas de Habacuque 2:4 já tinha sido citada por Paulo em Gálatas 3:11: “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé  para provar que não é pela lei que o homem é justificado perante Deus. O hebraico emunuh, traduzido "fé" em Habacuque 2:4 (LXX pistis), significa "perseverança" ou "fidelidade". Na passagem de Habacuque esta perseverança ou fidelidade baseia-se numa firme confiança em Deus e Sua Palavra, e é esta firme confiança que Paulo compreende pelo termo.

Habacuque, clamando a Deus contra a opressão sob a qual seu povo gemi, recebeu de Deus a segurança de que a impiedade não triunfaria indefinidamente, a justiça seria finalmente vindicada, e a terra se encheria "do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar" (Habacuque 2:14). Esta visão poderia demorar a realizar-se, mas se cumpriria com toda a certeza. Enquanto isso, os justos resistiriam até o fim, dirigindo as suas vidas por uma lealdade a Deus inspirada pela fé em Sua promessa.

Quando Paulo focaliza as palavras de Habacuque e vê nelas a verdade central do Evangelho, parece atribuir-lhes este sentido: "aquele que é justo (justificado) pela fé é que viverá." Os termos do pronunciamento divino mediante Habacuque são gerais o bastante para permitir a aplicação que Paulo faz deles, aplicação que, longe de fazer violência à intenção do profeta, expressa a permanente validez da sua mensagem.

Nada além da fé faz o pecador obter a aceitação diante de Deus. Israel apresentava seus privilégios religiosos, e os gentios apresentavam suas obras. Nem as obras, nem cultura, nem raça, nem herança têm aceitação diante de Deus. Somente pela fé em Cristo Jesus. A fé é o meio pelo qual a justiça de Deus tornou possível uma nova relação com Ele. Lopes escreveu que o justo viverá pela fé. O justo é salvo pela fé, vive pela fé, vence pela fé e caminha de fé em fé.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

SCHAEFFER, Francis A. A Obra Consumada de Cristo: A verdade de Romanos 1-8. São Paulo: Cultura Cristã, 2022.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

Hebreus 11.6

Hebreus 11.6 “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

 

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe;”

Esse verso explica por que a fé de Enoque, descrita no versículo 5, levou-o a um estado de comunhão com Deus a ponto de ser transportado para o céu. Ninguém jamais agradou a Deus sem crer nEle. Enoque agradou muito a Deus porque a fé dele foi além de mero consentimento mental, para uma obediência total e confiante. Este é o elemento essencial implícito na “fé” encontrado em Hebreus. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Isso não significa que é difícil agradar a Deus sem fé, mas que não é possível.

A palavra grega para “fé” (pistis) é traduzível tanto por “fé” como por “crença”. Essas duas palavras da língua portuguesa são sintetizadas numa única palavra grega. Este versículo afirma explicitamente que “sem fé” não se pode agradar a Deus, pois é “preciso crer”. Quem crê tem fé. “Crentes” no Novo Testamento são os mesmos que têm “fé”.

A fé é a condição essencial para agradar a Deus ou ter com unhão com Ele. O homem que se aproxima de Deus como adorador terá de “crer” (isto é, ter fé) que Deus existe e exerce o governo moral do Universo.

 

“... porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

A Bíblia não faz um esforço sistemático para provar que Deus existe. Com todas as alegações da atuação divina encontradas nestes versículos nenhum argumento é oferecido para convencer um cético da existência divina. As Escrituras simplesmente afirmam que “o insensato” nega que há Deus (Salmos 14:1).

Deus por fim desiste dos que obstinada e persistentemente O rejeitam (Romanos 1:18–24). A Bíblia começa sem nenhuma incerteza da existência de Deus, mas com a certeza de que Ele existe e de que tudo vem dEle (Gênesis 1:1–3; João 1:1–3). O conceito de Deus não é designado para devaneios filosóficos da mente. Ele é a grande realidade do mundo. Sequer chegamos perto dEle sem crer que Ele existe.

Quando uma pessoa é convidada a aceitar a Cristo pela fé, pelo arrependimento, pela confissão e pelo batismo (João 1:11, 12) e ela faz isso, não está dando um passo para a escuridão, mas para a luz. A fé não é cega, nem é uma aberração psicológica aceita por mentes ignorantes. Negar a existência de Deus “é tão imoral quanto irracional”.

 

“... e que é galardoador dos que o buscam.”

Esta segunda idéia deve incluir uma crença na bondade essencial de Deus, a qual é questionada por muitos céticos ou incrédulos. Só “buscamos” a Deus se cremos numa recompensa final. A palavra “buscar” (ekzeteo) significa “procurar com cuidado, diligentemente”. A recompensa certamente não está na aquisição de automóveis, casas e outros bens. Nossa recompensa por encontrarmos a Deus só será totalmente alcançada na eternidade. Até lá, nesta vida, podemos contar com a perfeita providência de Deus (Romanos 8:28). Isto é prometido àquele que O busca persistentemente, pois esse é o tipo de pessoa que O encontrará.

Barclay conclui: Devemos crer não só que Deus existe, mas também que Ele se importa com o mundo, e está envolto na situação humana. E para o cristão isto é fácil, porque em Jesus Cristo Deus veio ao mundo para nos dizer quanto nós lhe importamos: “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Barclay, William. The Letter to The Hebrews (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_01.pdf