sábado, 28 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 28 DE FEVEREIRO DE 2026 (Gálatas 5.16-17, 22)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
28 DE FEVEREIRO DE 2026
O FRUTO DO ESPÍRITO É A EVIDÊNCIA PRÁTICA DA NOVA VIDA 

Gálatas 5.16-17, 22 "Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. [...] Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ” 

 

"Digo, porém"

Paulo já tinha advertido os gálatas a não usarem “a liberdade para dar ocasião à vontade da carne” (5:13). Agora, ele continua as ideias já iniciadas desenvolvendo-as em um novo sentido, explicando-as e, sobretudo, sobrepujando-as.


"Andai em Espírito,”.

Ou viver no espírito. O tempo verbal (presente) indica uma ação habitual.“Andar” na frase “andai no Espírito” significa literalmente “passear”. É frequentemente usado no sentido figurado no Novo Testamento conotando “comportar-se”, “conduzir-se” ou “viver”, tem o sentido geral de conduta de uma pessoa. Esse termo é usado somente por Paulo e João. Portanto, “andar no Espírito” é “comportar-se” em harmonia com “a mente do Espírito” (Romanos 8:27). 

Viver pelo Espírito é ser guiado no Espírito ou deixar-se guiar pelo Espírito. Espírito é o que possibilita ao homem tal comportamento ou sua causa. Assim, a expressão representa o fundamento e modo do comportamento. Precisamente este proceder tem a consequência e a promessa de que, se assim fizerem, não irão satisfazer as obras da carne.


“... e não cumprireis a concupiscência da carne."

A palavra grega traduzida aqui por concupiscência, significa desejos por algo. No contexto se fala da carne com estranha neutralidade e objetividade como se ela fosse um poder personificado. Paulo fala da carne, e pensa em nossa carne; nosso corpo humano, tal e como existimos; “segundo a qual” caminhamos. 

Pensa-se na carne, portanto, que é a medida e a norma do nosso agir e pensar. Esse poder carnal tem seus próprias vontades(concupiscências), com os quais tenta desviar o crente de sua conduta espiritual, que deve ser vivida segundo o Espírito (Romanos 8.3,6-8; 9.8; Gálatas 5.13,19). Esse poder da carne está em constante luta contra outro, que é o Espírito.

Entretanto, Paulo demonstra confiança de que uma vida dirigida pelo Espírito torna impossível ceder às paixões da carne. Assim, o Espírito tem todo o poder de destruir a carne. Aqueles que seguem o caminho do Espírito são dotados de um método eficaz para resistir à tentação e vencer o pecado. Paulo escreveu aos romanos: “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Romanos 8:13).


"Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”. 

A luta explícita da carne contra o espírito representa os conflitos internos entre a natureza pecaminosa (velho homem) e a nova natureza produzida na regeneração (Novo nascimento): “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5). O apostolo Paulo expressa sua própria luta a igreja de Roma: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço” (Romanos 7:14,15).

Os que estão na carne, ou vivem segundo a carne “não podem agradar a Deus “ (Romanos 8.8). Porque eles vivem manifestando as obras da carne que são: “...adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas...” (Gálatas 5:19-21). Segundo esse texto os que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Os que vivem na carne também não são capazes de discernir a vontade de Deus, pois, seus propósitos se discernem espiritualmente: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

Aquele que atenta para o Espírito conseguem então discernir a vontade de Deus, afinal seu Espírito está dentro de nós e através da renovação do entendimento nos ajuda a pensar como Cristo: “Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Coríntios 2:16).

 

“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ” 


Após de uma exposição sobre a luta da carne contra o Espírito, Paulo nos apresenta as chamadas “Obras da Carne” (Gálatas 5.19-21) elas são listadas: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

 

“Mas o fruto do Espírito é: “ 

A fim de evidenciar a vida de comunhão com Deus, Paulo começa agora a falar do que acontece com aqueles que se submetem ao Espírito Santo: em lugar de obras aparecem o fruto e em lugar de carne aparece o Espírito. As mais belas virtudes cristãs são destacadas na vida daqueles que vivem sob o controle do Espírito Santo. O singular fruto, como sempre é usado por Paulo, na verdade trata-se de um recurso para destacar a unidade que o Espírito Santo cria na vida daqueles que se sujeitam a Ele, produzindo as diversas virtudes, mas tendo uma só fonte. No viver carnal a desunião é grandiosa, ao contrário daqueles que vivem sob a vida dinâmica do Espírito Santo, que busca levar o crente a viver como Jesus viveu neste mundo, tendo um só sentimento, em total perfeição (Gl 4.19). O viver na carne traz diversos problemas, conflitos, pecados, mas o viver no Espírito produz uma vida segundo o querer de Jesus. A lista de Paulo começa da seguinte maneira:


“...amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ”

a) Amor (Agápe). É importante entender que Paulo não está dizendo aqui, que as demais virtudes vêm do amor, na verdade, ao o amor é a decisão de tudo (1 Coríntios 13.13; 1 João 4.8).

b) Gozo (Chard — alegria com motivos certos). Quer dizer alegria, não é produto do crente, mas vem ao crente por meio de Jesus e do Espírito (João 15.11; 1 Tessalonicenses 1.6).

c) Paz (Eiréne — ordem, segurança, felicidade, ausência de ódio, vida confiante no que Cristo fez). Essa paz vem de Cristo e concede tranquilidade ao crente (João 14.27; Filipenses 4.6), ela visa atingir também os relacionamentos.

d) Longanimidade (makrothumía-paciência). Dominado por esse fruto o cristão não se apressa em tomar atitude ásperas de imediato, nem fica dominado com o sentimento de vingança, mas deixa tudo nas mãos de Deus (Romanos 12.19).

e) Benignidade (Crestótes — generosidade, amabilidade). A ênfase está em fazer o bem e envolve atitudes sociais.

f) Bondade (Agathosyne — retidão, bondade benéfica). Essa bondade trata-se mais de uma conduta, alguém que faz o bem porque é reto e sua alma aborrece o mal. Dominado por esse fruto o cristão nunca agirá com intenções e motivos maléficos.

g) Fidelidade (Pístis — entenda que não se trata de fé, mas sim de fidelidade, lealdade). São diversos os conceitos que essa palavra recebe, mas nesta ocasião ela ganha uma conotação de integridade, dignidade que merece confiança (Mateus 23.23; 2 Timóteo 4.7; Tito 2.10).

h) Mansidão (Praótes — gentileza, faz o bem para o outro com toda humildade, pois o eu carnal está subjugado).

i) Domínio próprio (Encrateia — autocontrole. Domínio sobre os desejos e as paixões, especialmente os apetites sensuais). Estudiosos falam desse controle como um ato de reprimir com mão forte, por intermédio do Espírito, os desejos do eu carnal.

Observe que no tocante às obras da carne, Paulo diz que aqueles que são dominados por ela jamais entrarão no reino dos céus. Para as obras carnais existe restrição, exigências, mas quanto aos frutos do Espírito Santo, Paulo diz que não há Lei, ou melhor, restrição. Não há Lei para frear o fruto do Espírito, pois todas as virtudes do fruto do Espírito são benéficas para nossa vida (Romanos 8.4; 1 Timóteo 1.9). O cristão deve procurar sempre viver sob o poder do Espírito Santo para que esses frutos estejam em sua vida (João 15.2; Efésios 5.9; Colossenses 3.12; 1 Coríntios 13.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/3/2023-6/6/2023-27/11/2025

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

SOARES, Germano. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201806_06.pdf

 

 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 27 DE FEVEREIRO DE 2026 ( 2 Coríntios 5.17-18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
27 DE FEVEREIRO DE 2026
EM CRISTO, RECEBEMOS NOVA IDENTIDADE E O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO 

2 Coríntios 5.17-18 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação;”

 

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; ”

Falando primeiramente de si mesmo e depois de todos os que conheceram a Cristo, Paulo disse que estar em Cristo é participar de uma nova forma de ser. A cruz e a ressurreição efetuaram uma ruptura radical com antiga vida de Paulo, trazendo-o a uma união vital com Cristo e a uma esfera de existência totalmente nova. Paulo se tornou uma nova pessoa com uma nova identidade: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2.20).

Agora ele pertence a um “novo mundo”. A mudança é tão dramática, que somente pode ser descrita como uma “nova criação”. Cristo já havia dito a Nicodemos: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6).

Paulo usou parcamente a terminologia do novo nascimento. O conceito de nova criação está contido no novo nascimento, mas há uma ênfase diferente. Paulo via a novidade em Cristo como um conceito mais coletivo do que individual. O novo nascimento tende a enfatizar o indivíduo e seu relacionamento com Deus, enquanto a nova criação é uma nova ordem mundial.

Ser salvo, redimido e reconciliado é, ao mesmo tempo, tomar uma decisão individual e passar a fazer parte de um novo povo: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2.10). Isso implica uma nova maneira de se relacionar com as pessoas, pois fomos criados de novo para boas obras: ”Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.10).

 

“... as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

Toda a sua antiga vida — suas relações, condições, e situações— “já passaram” (tempo verbal aoristo em grego, denotando um fato realizado); em seu lugar veio, e agora existe (a implicação do tempo verbal perfeito em grego), uma nova vida “em Cristo”.

Empregando uma linguagem escatológica do fim dos tempos Paulo disse que Deus, por meio de Cristo, invadiu a antiga ordem da humanidade. Depois que Deus criou a humanidade e o pecado entrou nos seres humanos, a velha criação prevaleceu. Então, em Cristo, Deus voltou aos seres humanos para recriar um povo. Eis que se fizeram novas.

Talvez o apóstolo estivesse conscientemente ratificando o profeta Isaías: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo” (Isaías 65.17-18).

Em Cristo participamos de uma nova era. O reino do Messias está dentro de nós: “É chegado o reino dos céus” (Mateus 10.7).

 

“E tudo isto provém de Deus,”

Paulo sublinha o fato de que tudo provém de Deus. O grande plano da salvação mediante o qual toda a criação deve redimir-se pertence a Deus, sendo ele quem, mediante Cristo, nos reconciliou consigo mesmo. É o próprio Deus quem toma a iniciativa e executa a reconciliação, mediante Jesus Cristo.

No Antigo Testamento era o pecador que levava um Cordeiro em sacrifício para a remissão dos pecados. No Novo Testamento João, o batista, quando vê a Cristo testemunha: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Deus nos envia o Cordeiro para nos reconciliar consigo mesmo.



“... que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo,

Os seres humanos estavam perdidos no pecado e éramos classificados como inimigos de Deus. Desde o início, construíram barreiras entre eles e o Eterno. Deus tomou a iniciativa de remover essas barreiras e efetuar a reconciliação: “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Romanos 5:10).

O significado de “reconciliação”, num sentido amplo, é: acordo entre duas ou mais partes, após um desentendimento ou estranhamento. A palavra implica diferenças esquecidas de boa fé e erros perdoados. Sugere arrependimento onde é necessário e perdão oferecido por quem foi injustiçado.

O meio pelo qual Deus efetuou a reconciliação com a raça humana foi Cristo, que morreu em favor de todos: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Coríntios 5.14-15). Childs colocou isto desta forma: …na morte e ressurreição de Cristo, no derradeiro evento do Deus-conosco, Cristo fez a ponte entre o divino e o humano, entre o Ser Único e os muitos seres criados, para nos tornar uma nova criação.

 

“... e nos deu o ministério da reconciliação;”

Em se tratando de Cristo, a reconciliação se aplica primeiramente à paz entre Deus e o homem. Isto aconteceu quando “aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós” (2 Coríntios 5:21a), mas a mensagem do evangelho traz reconciliação para outras áreas da vida. Quem atende ao chamado de Cristo se reconcilia também com seu semelhante.

Jesus expôs o conceito de reconciliação uma só vez. Ele usou uma palavra quase sinônima à que Paulo escolheu para falar de reconciliação entre as pessoas. Disse Jesus aos Seus seguidores: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mateus 5:23-24).



DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
18/5/2024-29/10/2024

FONTES:

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_00.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_03.pdf

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 26 DE FEVEREIRO DE 2026 (1 Pedro 1:22-23)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
26 DE FEVEREIRO DE 2026
O NOVO NASCIMENTO OCORRE PELA PALAVRA VIVA E ETERNA DE DEUS. 

1 Pedro 1:22-23 “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

 

“Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido;”

Pela terceira vez neste primeiro capítulo, o apostolo Pedro referiu-se à obediência de seus leitores (1:2, 14, 15, 22); pela terceira vez, fica evidente que a obediência e a santificação são partes de um todo.

A tradução ACF dá ideia de uma Purificação em progresso. Todavia, todas as outras traduções, inclusive a ARA fala de uma purificação já realizada: “Tendo purificado a vossa alma”. Deus os purificou porque Jesus os redimiu, derramando Seu “precioso sangue, como de cordeiro” (1:19). Ainda assim, a decisão de obedecer à verdade do evangelho, crer que Cristo morreu por eles, era o ato efetivo que resulta no perdão dos pecados.

Quando obedecemos à verdade através do Espírito, nascemos de novo e fomos santificados para o reino de Deus. Raymond C. Kelcy comentou o seguinte sobre Pedro: “Ele está retrocedendo ao momento em que seus leitores responderam ao evangelho em obediência submissa, o momento em que concordaram com os requisitos da verdade”.

A palavra que Pedro usou para “amor fraternal” é Filadélfia (3:8). Filadélfia é o amor entre irmãos. Todos os membros da igreja são assim colocados “dentro da família”, sendo irmãos no sentido próprio do termo (vv.5.9,12), afinal Deus é Pai de todos (v.17).

“O amor não fingido, não-hipócrita”, ou seja, sincero implica uma entrega desinteressada; por essa razão, uma pessoa egoísta não pode amar de verdade. O amor de Deus e seu perdão nos libera da possibilidade de nos olhar a nós mesmos e nos motiva a satisfazer as necessidades de outros. Ao sacrificar Cristo sua vida, provou-nos que em realidade nos ama. Agora você pode amar a outros seguindo seu exemplo e entregando-se de um modo altruísta.

 

“... amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro;”

Pedro usa uma segunda palavra para amor: “ágape” que significa amor divino ou sacrificial. O cristão possui amor fraternal, mas precisa demonstrar energia espiritual e amar os outros da mesma forma que Deus o ama. Cabe ao cristão, controlado pelo Espírito, demonstrar amor agape pelos outros, pois até os não-salvos são capazes de mostrar o amor fraternal: “E, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam” (Lucas 6.32).

Por causa do seu amor pela humanidade, Jesus assumiu a forma humana (João 3:16). Há um sentido em que os discípulos de Cristo, seguindo o exemplo do Senhor, devem amar todos os seres humanos (1 João 3:16). O pensamento de Pedro era este: uma vez que vocês obedeceram a uma mensagem que os submeteu a um amor sincero pelos que compartilham a mesma fé e esperança, tornem-se o que Deus os escolheu para serem, e amem-se, de coração, uns aos outros ardentemente. 

Aqui o amor é reforçado ainda por um advérbio de intensidade, ardentemente, acrescentando-se ainda que isso deve acontecer de coração, vindo realmente lá de dentro. O amor dos crentes uns pelos outros deveria ser constante, indissolúvel e expressivo. Tal amor entre irmãos é seguramente um dos marcos mais distintivos da novidade que invade o mundo a partir da encarnação de Jesus Cristo. Segundo o evangelho de João, ele é o sinal que caracteriza os discípulos de Jesus, e pelo qual todos saberão quem eles são: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (João 13.35).


Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,”

De novo gerados quer dizer nascidos de novo: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3.3). Fomos gerados de semente corruptível, somos carne e sangue. Paulo diz que: “carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” (1 Coríntios 15.10).

Por isso Cristo disse a Nicodemos: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7), pois “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6). Todavia, todos aqueles que recebem a Cristo, receberam o poder de se tornarem feitos filhos de Deus, pois que crêem no seu Filho (João 1.12). João afirma destes de novo gerados que eles “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.13).

 

“... pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

O novo nascimento operado em nós é mediado pela palavra de Deus.: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10.17). A palavra divina é enviada à terra, a fim de cumprir o propósito que lhe foi destinado. Este “envio” da Palavra é comparado ao envio da chuva que rega a terra, fazendo nela brotar a semente: “Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Isaías 55.10-11).

Ela é o instrumento que o Espírito Santo usa para convencer o mundo do pecado, e da justiça e do juízo (João 16.8). Esta mesma Palavra encontra plena expressão no Evangelho - as boas novas: “E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada” (1 Pedro 1.25). Por isso Paulo afirma: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Romanos 1.16). O Evangelho (Palavra) é o poder de Deus para nos trazer a Salvação.

Deus exaltou soberanamente a sua Palavra. O salmista escreveu: ”Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome” (Salmo 138.1). E Cristo afirmou que tudo que foi escrito nela se cumpriria: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5.18). E acrescentou que ela permanece para sempre: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Marcos 13.31).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/6/2024-15/12/2025

FONTES:

HORTON, Stanley. I e II Pedro – a razão da nossa esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 1995. 

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo. Cristão, 1988.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_03.pdf

 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 25 DE FEVEREIRO DE 2026 (Efésios 2.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
25 DE FEVEREIRO DE 2026
PELA GRAÇA, SOMOS SALVOS EM CRISTO E CRIADOS PARA PRATICAR AS BOAS OBRAS 

Efésios 2.8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. ” 


“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; “

Aqui temos três palavras fundamentais das boas novas cristãs — a salvação, a graça e a fé. A salvação é mais do que o perdão. É a libertação da morte, da escravidão e da ira descritas nos versículos 1-3. Inclui a totalidade da nossa nova vida em Cristo, juntamente com quem fomos vivificados, exaltados e feitos assentar no âmbito celestial. A graça é a misericórdia de Deus, livre e imerecida, para conosco, e fé é a confiança humilde com que nós a recebemos.A afirmação do apóstolo de que o indivíduo é salvo pela graça não sugere que a salvação se efetua pela graça somente. Pode-se dizer que todas as coisas às quais a salvação é atribuída emanam da graça de Deus, mas o Novo Testamento não ensina que somos salvos por uma única coisa isoladamente. A graça é uma somatória de tudo que Deus fez para levar a salvação até a humanidade. Esta graça de Deus “se manifestou... a todos os homens” (Tito 2:11). Por que, então, nem todos são salvos? A simples resposta é que nem todos recebem a graça de Deus da maneira certa, ou seja, “mediante a fé”. Em 2 Coríntios 6:1 Paulo advertiu: “não recebais em vão a graça de Deus”. Enquanto “graça” sintetiza a parte de Deus na salvação do homem, “fé” sintetiza a resposta do homem a Deus. No Novo Testamento, a ideia de ter “fé”, ou crer, é às vezes usada de um modo geral ou amplo incluindo a reação completa de um indivíduo a Deus (veja João 3:16; Romanos 1:16; 5:1). As palavras “fé” e “crença” também são usadas no Novo Testamento de um modo específico, como uma de várias respostas a Deus (veja Marcos 16:16; Atos 18:8). Em Atos 16:25–34, Lucas registrou a conversão do carcereiro em Filipos.A afirmação do apóstolo de que o indivíduo é salvo pela graça não sugere que a salvação se efetua pela graça somente. Pode-se dizer que todas as coisas às quais a salvação é atribuída emanam da graça de Deus, mas o Novo Testamento não ensina que somos salvos por uma única coisa isoladamente. A graça é uma somatória de tudo que Deus fez para levar a salvação até a humanidade. Esta graça de Deus “se manifestou... a todos os homens” (Tito 2:11). Por que, então, nem todos são salvos? A simples resposta é que nem todos recebem a graça de Deus da maneira certa, ou seja, “mediante a fé”. Em 2 Coríntios 6:1 Paulo advertiu: “não recebais em vão a graça de Deus”. Enquanto “graça” sintetiza a parte de Deus na salvação do homem, “fé” sintetiza a resposta do homem a Deus. No Novo Testamento, a ideia de ter “fé”, ou crer, é às vezes usada de um modo geral ou amplo incluindo a reação completa de um indivíduo a Deus (veja João 3:16; Romanos 1:16; 5:1). As palavras “fé” e “crença” também são usadas no Novo Testamento de um modo específico, como uma de várias respostas a Deus (veja Marcos 16:16; Atos 18:8). Em Atos 16:25–34, Lucas registrou a conversão do carcereiro em Filipos.


“...e isto não vem de vós; é dom de Deus. ” 

Para reforçar a declaração positiva de que fomos salvos somente pela graça de Deus por meio da fé em Cristo, Paulo acrescenta essas duas negações que se equilibram: a primeira “isso não vem de vós”, a segunda “é dom de Deus ”.Apesar da exigência de fé obediente, nós não nos salvamos a nós mesmos. Paulo disse: “E isto não vem de vós; é dom de Deus” (v. 8b). “Isto”, tradução de touvto (touto), representa todo o processo de salvação. A graça de Deus possibilita a salvação, e a fé do homem é o meio pelo qual a salvação é aceita. A salvação, portanto, não é uma realização humana, mas chega ao homem como um dom, uma dádiva. Embora a salvação seja um presente de Deus, quem alega que o homem não faz nada no sentido de contribuir para o processo de ser salvo deveria observar que ninguém pode se beneficiar de um presente sem antes aceitá-lo. O presente de Deus, a salvação, é oferecido pela graça, mas é aceito pela fé. Quando um pai humano oferece um presente ao filho em forma de herança, o filho precisa aceitar o presente para se beneficiar dele. A exposição sobre o papel do homem na salvação continua no versículo 9: “Não de obras, para que ninguém se glorie”. Esta afirmação enfatiza ainda mais que a salvação é um dom da graça, não um resultado de esforço humano


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

8/7/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

STOTT, JohnA mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus. 6.a ed.  São Paulo: ABU Editora, 2001.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201305_07.pdf

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 24 DE FEVEREIRO DE 2026 (Tito 3.5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
24 DE FEVEREIRO DE 2026
A REGENERAÇÃO É RESULTADO DA MISERICÓRDIA E GRAÇA DIVINAS 

Tito 3.5 “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, ”

 

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia,

A E.R.C, traduz corretamente: Não por obras de justiça praticadas por nós. Isto elimina toda e qualquer obra; não só as que foram praticadas pela justiça própria dos homens perdidos, como também as obras praticadas em verdadeira justiça. A misericórdia de Deus o constrangeu a entregar seu Filho e não poupá-lo. John Stott diz que a base da nossa salvação não são as nossas obras de justiça, mas a obra de misericórdia.

Assim, a salvação tem sua origem no coração de Deus. É por causa da sua misericórdia que ele interveio em nosso favor; que ele tomou a iniciativa, não pelas ações corretas que realizaram, mas sim pela grande misericórdia de seu coração.

O cristão nunca deve pensar no que conquistou; e sim no que Deus lhe outorgou. Enquanto a justiça nos daria aquilo que mereceríamos ganhar, a misericórdia nos concedeu aquilo que jamais seriamos dignos de receber.

 

“... nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, ”

A misericórdia de Deus nos salvou pela lavagem. Lavar (loutron) quase que com certeza refere-se ao batismo nas águas. Todos os primitivos pais da igreja entenderam dessa forma. Isso não implica que eles (ou Paulo) ensinassem a regeneração pelo batismo, assim como Ananias não acreditava desse modo, quando disse a Saulo de Tarso: “Levante-se, seja batizado e lave os seus pecados, invocando o nome dele”.

As igrejas evangélicas, em sua maioria, consideram o batismo “um sinal exterior e visível de uma graça espiritual interior”, a saber, o lavar dos pecados e o novo nascimento pelo Espírito Santo. Mas não confundem o sinal (o batismo) com o que ele significa (a salvação).

Regeneração é como se traduz “palingenesia”, que Jesus usou ao falar da regeneração final de todas as coisas e que os estoicos aplicaram à restauração periódica do mundo, em que eles acreditavam. Aqui, entretanto, o novo nascimento é individual (como a “nova criação” de 2 Coríntios 5.17) e não cósmico. Ele se refere a um radical novo início, uma vez que “Deus não nos consertou, mas nos fez completamente novos”.

A outra palavra, “renovação”, é a tradução de “anakainôsis”. Ela pode ser um sinônimo de “regeneração”, entendendo-se a repetição como um efeito retórico. Ou ela pode referir-se ao processo da renovação moral, da transformação, que se segue ao novo nascimento, um processo contínuo de se tornar uma nova criatura em Cristo, à medida que seguimos o conselho do Espírito Santo (Romanos 12.2; Gálatas 3.3).

O Espírito Santo é, certamente, o agente pelo qual somos renascidos e renovados, e é ele que Deus derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador (v. 6b). Tanto o uso do verbo “derramou”, como o emprego do tempo aoristo dão a entender que a referência é ao derramamento do Espírito no dia de Pentecostes, e a afirmação de que ele foi derramado em nós denota a nossa participação pessoal no dom pentecostal.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo: ABU Editora, 2004. 

BARCLAY, William. The Letter to Titus. Tradução: Carlos Biagini

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 23 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 3.3)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
23 DE FEVEREIRO DE 2026
O NOVO NASCIMENTO É ESSENCIAL PARA ENTRAR NO REINO DE DEUS 

João 3.3 “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” 

 

“Jesus respondeu e disse-lhe:”

Nicodemos, um príncipe dos judeus, foi ter de noite com Jesus. Apesar de que no momento não queria ser visto por muitas pessoas falando com Jesus possivelmente por sua posição de Mestre. Ele reconheceu Jesus como um Mestre vindo de Deus. Sua convicção estava nos sinais que se faziam através de Jesus: “... ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2). Fala-se da covardia de Nicodemos cm vir à noite. Devemos, no entanto, dar valor ao fato dele ter procurado a Jesus, mesmo daquele modo. Mais tarde, foi ele quem tomou sobre si a defesa de Jesus perante o Sinédrio (João 7.50,51) e ajudou a enterrar o seu corpo (João 19.39).

A esse principal da sinagoga Jesus esclarece acerca das coisas que ele chamou de terrena: “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? “ (João 3:12). Quando ele chama o novo nascimento de coisa terrena está implicitamente atestando que todo o homem está destituído da glória de Deus e precisam se religar em Deus. Sendo assim Cristo afirma:

 

“Na verdade, na verdade vos digo”

A expressão “na verdade” traduz o original “amem”, em hebraico ela transmite o sentido de verdade ou fidelidade. No Evangelho de João, essa expressão aparece composta com uma repetição a mais, isto é, “em verdade em verdade vos digo” ou “na verdade na verdade te digo". Essa repetição traduz um duplo amém. Na Bíblia Jesus usa essa expressão como introdução de uma declaração solene, como um alerta profundo. Indica que o que se segue após a expressão deve ser recebido, refletido, assimilado e obedecido.

 

“... que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”

O Senhor Jesus afirmou a Nicodemos que ele precisava nascer de novo, um novo nascimento vindo diretamente do céu. Como homem, ele estava na condição caída de todos os seres humanos “porque todos pecaram” (Romanos 3.23). Nesse sentido, todo ser humano precisa passar pelo processo de regeneração, experimentar uma ação divina no interior, ou seja, nascer de novo (João 3.5; 20.22; 15.5; 2 Coríntios 5.17).

Jesus revela que todo homem precisa de uma mudança radical e completa da totalidade da natureza e do caráter. A natureza total do homem foi torcida pelo pecado, em decorrência da queda, e esta perversão se reflete na sua conduta individual e nos seus vários relacionamentos. Quando Jesus estava em Jerusalém por causa da páscoa fez muitos milagres e muitos creram nele. Todavia a bíblia informa: “... o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia;  E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (João 2:24,25).

Antes de poder viver uma vida que agrade a Deus, sua natureza precisa passar por uma mudança tão radical que é nada menos do que um segundo nascimento. O homem não pode efetuar semelhante mudança por si mesmo. A transformação deve vir de cima.

No verso 5 Jesus complementa a ideia: “aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” Nascer da água significa passar por uma profunda experiência da purificação (cf. Efésios 5.26). Nascer do Espírito significa passar por uma profunda experiência de receber a vida divina. A alma humana precisa ser lavada de toda impureza e vivificada pela vida celestial, antes de estar pronta para o Céu. Deus nos salvou: 1) pela “lavagem da regeneração e 2) da renovação do Espírito Santo” (Tito 3.5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/03/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está Proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Lição 9: Espírito Santo — O Regenerador. 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

“Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João 3.3)

 

“Jesus respondeu e disse-lhe:”

Nicodemos, um príncipe dos judeus, foi ter de noite com Jesus. Apesar de que no momento não queria ser visto por muitas pessoas falando com Jesus possivelmente por sua posição de Mestre. Ele reconheceu Jesus como um Mestre vindo de Deus. Sua convicção estava nos sinais que se faziam através de Jesus: “... ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2). Fala-se da covardia de Nicodemos cm vir à noite. Devemos, no entanto, dar valor ao fato dele ter procurado a Jesus, mesmo daquele modo. Mais tarde, foi ele quem tomou sobre si a defesa de Jesus perante o Sinédrio (João 7.50,51) e ajudou a enterrar o seu corpo (João 19.39).

A esse principal da sinagoga Jesus esclarece acerca das coisas que ele chamou de terrena: “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? “ (João 3:12). Quando ele chama o novo nascimento de coisa terrena está implicitamente atestando que todo o homem está destituído da glória de Deus e precisam se religar em Deus. Sendo assim Cristo afirma:

 

“Na verdade, na verdade vos digo”

A expressão “na verdade” traduz o original “amem”, em hebraico ela transmite o sentido de verdade ou fidelidade. No Evangelho de João, essa expressão aparece composta com uma repetição a mais, isto é, “em verdade em verdade vos digo” ou “na verdade na verdade te digo". Essa repetição traduz um duplo amém. Na Bíblia Jesus usa essa expressão como introdução de uma declaração solene, como um alerta profundo. Indica que o que se segue após a expressão deve ser recebido, refletido, assimilado e obedecido.

 

“... que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”

O Senhor Jesus afirmou a Nicodemos que ele precisava nascer de novo, um novo nascimento vindo diretamente do céu. Como homem, ele estava na condição caída de todos os seres humanos “porque todos pecaram” (Romanos 3.23). Nesse sentido, todo ser humano precisa passar pelo processo de regeneração, experimentar uma ação divina no interior, ou seja, nascer de novo (João 3.5; 20.22; 15.5; 2 Coríntios 5.17).

Jesus revela que todo homem precisa de uma mudança radical e completa da totalidade da natureza e do caráter. A natureza total do homem foi torcida pelo pecado, em decorrência da queda, e esta perversão se reflete na sua conduta individual e nos seus vários relacionamentos. Quando Jesus estava em Jerusalém por causa da páscoa fez muitos milagres e muitos creram nele. Todavia a bíblia informa: “... o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia;  E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (João 2:24,25).

Antes de poder viver uma vida que agrade a Deus, sua natureza precisa passar por uma mudança tão radical que é nada menos do que um segundo nascimento. O homem não pode efetuar semelhante mudança por si mesmo. A transformação deve vir de cima.

No verso 5 Jesus complementa a ideia: “aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” Nascer da água significa passar por uma profunda experiência da purificação (cf. Efésios 5.26). Nascer do Espírito significa passar por uma profunda experiência de receber a vida divina. A alma humana precisa ser lavada de toda impureza e vivificada pela vida celestial, antes de estar pronta para o Céu. Deus nos salvou: 1) pela “lavagem da regeneração e 2) da renovação do Espírito Santo” (Tito 3.5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/03/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está Proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 21 DE FEVEREIRO DE 2026 (Atos 13.2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
21 DE FEVEREIRO DE 2026
O ESPÍRITO CHAMA E DESIGNA PARA A MISSÃO

Atos  13.2 “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ” 


“E, servindo eles ao Senhor e jejuando,”

Um grupo de mestres de profetas (que exerciam o dom de falar sob inspiração) dedicavam-se a um período especial de oração e jejum. É provável que o restante da igreja estivesse orando também. Os acontecimentos subsequentes indicam a busca de luz sobre o programa missionário da igreja. Oravam em gratidão pelo que Deus realizara entre os gentios daquela cidade (Antioquia). E também, em favor das multidões não evangelizadas da Ásia Menor e Europa.

O Espírito Santo não procurou os missionários entre os que “esperavam algo para fazer”; Ele fez sua seleção a partir dos que estavam ativos no serviço do Senhor! Se você ainda não encontrou seu lugar adequado na igreja, talvez seja porque não está envolvido em fazer aquilo que pode. “Deus chama pessoas ocupadas.”

Esta é a primeira vez que o jejum (abstinência deliberada de alimento por um período) é mencionado em Atos. No Antigo Testamento, o jejum era uma prática relacionada a um momento de humilhação diante de Deus, seja para receber de Deus o perdão, expressava arrependimento: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto”(Joel 2:12), no Novo Testamento, indica prioridades: “E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” (Lucas 2:37). Jesus jejuou no deserto, antes de ser tentado. Ensinou aos seus discípulos que há espíritos malignos que só seriam expulsos após um período de jejum e oração (Marcos 9.29). Em Atos 10, o centurião Cornélio jejuou por quatro dias e recebeu uma orientação divina para chamar Pedro para falar em sua casa.

O alimento não era tudo o que importava para os primeiros cristãos. Às vezes, para cumprir os propósitos de Deus, eles ignoravam à hora das refeições.


 “[…] Disse o Espírito Santo:”

A pessoa do Espírito Santo fala e direciona os líderes da igreja como Cristo havia prometido aos seus discípulos: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar “(João 16: 13,14). Esse mesmo Espírito está disponível hoje a toda a igreja, pois habita dentro dela: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14:17); “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus “ (1 Coríntios 2:12). Quando o ouvimos devemos atentar ao seu mandar e orientação, pois Ele fala com autoridade divina: “Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. ” (Hebreus 4:7); “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:29).

“Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.”

A pessoa do Espírito Santo convoca para a obra missionária dois entre os seus líderes: “Barnabé e Saulo”.  

Barnabé era um levita de Chipre. Seu nome era José; o nome Barnabé lhe foi dado pelos apóstolos para indicar o seu caráter (Filho da Consolação, Atos 4.36). Foi o primeiro homem mencionado por sua generosidade, que vendeu uma propriedade e trouxe o dinheiro da venda aos apóstolos para que as necessidades dos membros mais pobres da igreja fossem supridas (Atos 4.36). Ele aparece novamente em Atos 9.27 prestando os seus bons serviços a Saulo de Tarso, quando Saulo retornou a Jerusalém no terceiro ano após a sua conversão, recomendando-o aos apóstolos, afirmando que Saulo era um crente genuíno. Isto sugere que ele já conhecia Saulo. Quando, alguns anos mais tarde, chegou a Jerusalém a notícia de que uma evangelização em larga escala havia ocorrido em Antioquia da Síria, por cristãos helenistas refugiados da perseguição que teve início na Judéia após a morte de Estêvão, Barnabé foi enviado até lá para investigar a situação e agir da forma que julgasse ser mais apropriada. Não podiam ter enviado um homem mais adequado. Longe de sentir-se chocado pelas inovações que ali encontrou, Barnabé sentiu prazer por ver a graça de Deus em ação na conversão dos pagãos em Antioquia, e assim encorajou tanto os evangelistas quanto os novos convertidos com todas as suas forças. Barnabé fortaleceu grandemente os laços de amizade entre a congregação de Antioquia e a igreja-mãe em Jerusalém (At 11.22-30).

Saulo, um israelita circuncidado da tribo de Benjamin, que falava a língua aramaica em sua casa, herdeiro da tradição do farisaísmo, estrito observador das exigências da Torá, e mais avançado no judaísmo do que seus contemporâneos era o primeiro e o mais proeminente entre os judeus (Filipenses 3.5,6; Gálatas 1.14). Era um judeu da Dispersão, nascido em Tarso da Cilicia, um lugar que não era insignificante (At 21.39), apesar de ser natural de Tarso estudou desde cedo em Jerusalém como ele mesmo diz aos pés de Gamaliel: “...e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois”(Atos 22:3). Após sua célebre conversão no caminho de Damasco procurou conhecer os demais apóstolos em Jerusalém por intermédio de Barnabé, depois de algum tempo em Jerusalém foi enviado para sua terra natal, pois em Jerusalém procuravam matá-lo: “Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesaréia, e o enviaram a Tarso” (Atos 9:30). Após algum tempo em Tarso, foi convidado por Barnabé para ajudá-lo na supervisão daquela da igreja de Antioquia: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia” (Atos 11:25).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
14/11/2023 

FONTES: 

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022. 

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 20 DE FEVEREIRO DE 2026 (2 Tessalonicenses 2:13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
20 DE FEVEREIRO DE 2026
O ESPÍRITO OPERA A SANTIFICAÇÃO DO CRENTE

2 Tessalonicenses 2:13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

 

“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor,”

A frase: “devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos”, é virtualmente idêntica a 1.3: “Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós”. A repetição desta frase é bastante natural, tais coisas muitas vezes ocorrem inconscientemente, mas é pode ser deliberada porque Paulo está renovando a confiança dos seus leitores por meio de lembrar-lhes de que não pode refrear-se de dar graças pelo estado cristão deles.

Todos nós com certeza devemos também ser agradecidos por nossos irmãos. Conforme observado em 1 Tessalonicenses 1:4, “irmãos” é um termo afetuoso usado por Paulo com freqüência – mais de vinte vezes nas duas epístolas aos tessalonicenses. Não devemos usá-lo muito mais vezes?

Todos os seres humanos são amados pelo Senhor (João 3:16), mas somente os cristãos, os que aceitaram a oferta de amor, são “amados do Senhor” num sentido especial: “Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Judas 21). Pois eles foram reconciliados com o Senhor Deus mediante Cristo (2 Coríntios 5:19).

 

“... por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

Desde o princípio parece refletir o ponto de vista paulino de uma eleição antes da criação (Efésios 1:4). Alguns manuscritos traduziram por primícias em vez de desde o princípio. Esta tradução, adotada por alguns editores (Nestle, Moffatt, por exemplo), seria adequada porque os tessalonicenses contavam entre os primeiros convertidos europeus de Paulo.

Deus nos elegeu. Isso faz-nos lembrar da eleição de Israel: “E hoje o Senhor declarou que vocês são o seu povo, o seu tesouro pessoal, conforme ele prometeu, e que vocês terão que guardar todos os seus mandamentos” (Deuteronômio 26:18). Nós crentes fomos acrescentados à Israel na qualidade de povo eleito de Deus: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:10).

Paulo prosseguiu dizendo que aqueles tessalonicenses estavam salvos “por” duas coisas. Primeiramente, pela santificação do Espírito, do lado divino, e, em segundo lugar, pela fé na verdade, do lado humano.

 De um lado, há santificação do Espírito. A frase tem seu paralelo em 1 Pedro 1.2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”. Paulo se refere à obra que o Espírito Santo faz através da Palavra. Jesus orou: “Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade” (João 17:17) e Paulo nos disse que a “espada do Espírito... é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Fica evidente nessas passagens que o Espírito santifica, ou torna santo, mediante o instrumento da Palavra de Deus. Isto acontece, num sentido inicial, no momento da conversão (1 Coríntios 1:2) e, num sentido contínuo, à medida que o Espírito continua operando em direção à salvação final nas vidas de cristãos (1 João 1:7). Esta operação é o lado divino.

Lado a lado com esta ação divina há uma ação humana de fé na verdade. A verdade é, naturalmente, a revelação divina contida no evangelho, Em vez de crer em mentiras (v. 4) do “homem do pecado”, aqueles tessalonicenses tinham crido na verdade de Deus, segundo a qual Jesus e não o homem do pecado é Senhor. Pela crença nessa verdade, Jesus prometeu que todo indivíduo poderia ser liberto do pecado e salvo: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MARSHALL, Howard. I e II Tessalonicenses - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201505_02.pdf