domingo, 11 de outubro de 2026

Deuteronômio 5.33

Deuteronômio 5.33 “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir." 

 

 “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus,”

 

Moisés recomenda novamente ao povo que façam tudo aquilo que Deus lhes tinha ordenado:  “Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir” (Deuteronômio 5:1b). Vendo que Deus tinha se mostrado tão misericordioso com eles, e tão disposto a considerar a sua estrutura e satisfazê-los naquilo que desejavam, e completamente disposto a fazer o melhor possível para eles.

Os seus pais haviam prometido solenemente obedecer aos estatutos de Deus, porém não puderam cumprir:  “Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre” (Deuteronômio 5:29). Agora através de Moisés Deus renova essa aliança: “O Senhor nosso Deus fez conosco aliança em Horebe. Não com nossos pais fez o Senhor esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos” (Deuteronômio 5:2,3).

Então Moisés lhes recomenda que andem em todos os caminhos que Deus lhes tinha mandado, assegurando lhes que fazer isto seria altamente benéfico para eles. Pois a obediência importava para Deus. Este é um dos versículos mais largamente conhecidos de todo o livro de Deuteronômio.

 

“... para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir."

 

Quando este versículo foi escrito, estavam em pauta a vida física e o bem-estar diário, na Terra Prometida, visto que o Pentateuco não apresenta nenhum quadro claro sobre a alma que sobrevive à morte física, e que encontra no além-túmulo, ou uma existência bem-aventurada ou um juízo severo.

O Pentateuco também não ameaça os desobedientes à lei com o juízo eterno, tal como não promete a vida eterna aos obedientes. Todavia, há indícios acerca da realidade da alma, como na doutrina da criação do homem segundo a imagem de Deus (Gênesis 1.26,27), e no fato de que ali se fala sobre o Deus dos espíritos (Números 16.22; 27.16). Ficou reservado ao Novo Testamento desenvolver esses indícios em doutrinas e dogmas.

Enquanto Javé fosse obedecido, Israel desfrutaria da bênção da própria vida, e além disso sua existência seria feliz, longa e perpetuada em prole generosa. A promessa consiste em prosperidade e longevidade. No Antigo Testamento, as bênçãos eram terrenas e temporais, como a posse da terra. No Novo Testamento, nós somos abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo (Efésios 1.3).

No Antigo Testamento, a longevidade está associada à obediência a Deus: “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Provérbios 3:1-2). Adam Clarke (1762–1832) observa que uma longa vida na terra é uma grande bênção, se é que estamos vivendo para Deus, porquanto é somente na vida, exclusivamente enquanto ela perdura, que nos podem os preparar para a glória eterna.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/05/efesios-63.html

1 João 1:9

1 João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.”

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados,”

Em vez de tentar justificar nossos pecados negando, temos  que reconhecê-los francamente para termos comunhão com Deus. A atitude cristã correta para com o pecado não é negá-lo, mas admiti-lo e receber o perdão que Deus tornou possível e nos promete. Se confessarmos os nossos pecados, reconhecendo perante Deus que somos pecadores, não só por natureza (pecado), mas também pela prática (nossos pecados), Deus nos perdoará os nossos pecados. O que se diz aqui pode ser ilustrado pelos que foram até João Batista a fim de serem batizados, “confessando seus pecados” (Mateus 3:6), ou pelos que, depois de crer, “vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras” (Atos 19:18).

Os crentes que confessam seus pecados são perdoados por Deus, o qual é fiel e justo. Deus é fiel no sentido de que não voltará atrás na promessa que fez em Cristo Jesus. O autor de Hebreus discorre acerca desse conceito de perdão: “Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados e de suas iniquidades não me lembrarei mais”(Hebreus 8:12).

 Mas Deus também é justo ao conceder o perdão. Ele não é meramente um juiz tolerante que deixa o pecado livre e impune. Visto que a base do nosso perdão (como no versículo 7) é o sangue de Jesus, faze-se justiça pelos pecados perdoados. Assim Deus é justo e ainda perdoa os pecados. Ele é fiel para perdoar porque prometeu fazê-lo, e justo porque Seu Filho morreu por nossos pecados.

 

 “... e nos purificar de toda a injustiça.”

Deus não só perdoa, mas também nos purifica de toda injustiça. Na primeira parte do verso pecado é um débito que Ele quita, nesta segunda parte é uma mancha que Ele remove. João havia dito anteriormente que, quando andamos na luz, mantemos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, “nos purifica de todo pecado” (v.7).

O fato de o pecador poder ser assim purificado completamente, viabilizando a verdadeira comunhão com Deus, o qual é pura luz, é enfatizado pelo fato de que essa purificação inclui toda injustiça. Mais tarde, João se dirigirá a seus leitores com plena confiança de que eles são pessoas cujos “pecados são perdoados” (tempo perfeito no grego, que significa que já estão no estado de perdão) “por causa do seu nome”: "Filhinhos, eu escrevo a vocês, porque os seus pecados foram perdoados por causa do nome de Jesus" (1 João 2:12).

Barclay comenta: A essência da vida cristã é, primeiro, aceitar nosso pecado; depois, acudir a Deus por esse perdão que pode cancelar o passado e por essa purificaçãoque pode fazer novo nosso futuro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf

Lição 3: A fidelidade de Deus diante da infidelidade de Israel. 4 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO

 “Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há." (Deuteronômio 4:39)

 

“Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração”

Moisés termina seu primeiro sermão exortando Israel a considerar a obra do Senhor. Existem muitas coisas que nós sabemos, mas não são bem aproveitadas, pois, uma vez que não as consideramos, não as aplicamos a nós mesmos nem extraímos delas as influências adequadas. Tiago escreveu que não devemos ser ouvintes esquecidos: “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito” (Tiago 1:25).

O escritor aos hebreus pergunta: “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos... “ (Hebreus 12.5). E a conclusão ele mesmo dá é que: “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas ” (Hebreus 2.1).

 

“... que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há."

Eis uma verdade tão evidente que não pode deixar de ser valorizada, e tão influente que, se devidamente considerada, realmente transformaria o mundo: “só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há." Esta segunda parte do versículo repete a mensagem do verso 35: “A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele”.

Apesar de Deus se manifestar a todos através da sua criação (Revelação Natural): “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz” (Salmos 19:1-3). Deus escolher o povo de Israel para ser conhecido de todos os povos (Revelação Especial): “A ti te foi mostrado”.

Eles foram chamados para ser um reino sacerdotal: “se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Êxodo 19:5b,6ª). A eles foi revelado que somente o Senhor é Deus e não existe nenhum outro. Deuteronômio 6:4, a confissão de fé judaica, declara: “Ouve, ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor”.

Esperava-se que o povo de Israel testemunhasse para as nações ao redor que existia apenas um único Senhor e que não havia nenhum outro deus: “Não vos assombreis, nem temais; porventura desde então não vo-lo fiz ouvir, e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Isaías 44:8).

Isso seria visto especialmente no poder de Deus para proporcionar a eles os meios para vencerem as batalhas contra inimigos mais fortes: “Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?” (Deuteronômio 4:7).  As nações ao redor precisavam aprender com Israel que os seus deuses eram falsos e que na verdade adoravam demônios: "Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios" (1 Coríntios 10.20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005. 

GARDNER, Paul (Ed.). Quem é quem na Bíblia Sagrada: a história de todas as personagens das Escrituras. Tradução de Valdemar L. Tozi. São Paulo: Editora Vida, 2005.

sábado, 10 de outubro de 2026

A OBEDIÊNCIA NO TEMPO DE DEUS CONDUZ À VITÓRIA (Isaías 1:19) 10/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
10 DE OUTIBRO DE 2026
A OBEDIÊNCIA NO TEMPO DE DEUS CONDUZ À VITÓRIA

Isaías 1:19 “Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra.”

 

“Se quiserdes, e obedecerdes,”

Apesar da maldade do seu povo, Deus lhes oferece uma nova chance de se converter: “Converte-te, ó Israel, ao Senhor teu Deus; porque pelos teus pecados tens caído” (Oséias 14.1). Nessa oferta Deus orienta ao povo para que se afastassem de sua maldade para receber as benévolas promessas do Senhor, e se fossem obedientes (isto é, a apresentassem-se como sacrifícios vivos para fazer a vontade de Deus, fazendo disso o propósito principal de suas vidas), então seria certo e próprio que Deus lhes concedesse o Seu favor.

Essa oferta de perdão para limpar e renovar os corações e mentes estaria condicionada sobre a obediência e a boa vontade “Se quiserdes, e obedecerdes”. Eles precisavam “querer” ou  “estar disposto a”. Davi orou: “Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (Salmos 51:12). O Senhor nos fez como agentes moralmente livres. Temos o poder de escolha. Deus não nos compele a obedecer-Lhe.

Jesus disse: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina” (João 7:17). A salvação da mesma maneira é oferecida gratuitamente, mas precisa ser aceita por um coração voluntário: “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5.9).

 

 “... comereis o bem desta terra.”

O destino do povo dependia de sua reação diante desta oferta. Se aceitassem Deus selaria o Seu favor concedendo-lhes as bênçãos visíveis da prosperidade material: “comereis o bem desta terra”.  Tudo o que o Senhor fez nesta terra para o homem é bom, ele espera que voluntariamente o sigamos e assim desfrutaremos também das suas bênçãos: “E comereis abundantemente e ficareis satisfeitos, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo não será mais envergonhado” (Joel 2.26)

A terra de Israel, antiga Canaã, foi descrita por Deus como “terra que mana leite e mel” (Êxodo 3.8).  Ao usar essa expressão  Deus estava afirmando que levaria Israel a um bom lugar. Ele não tiraria os israelitas do Egito para conduzi-los a uma terra estéril, mas os conduziria a uma terra fértil e abundante.

O verbo “manar” traduz um termo hebraico que transmite o sentido de “brotar” ou “correr” no sentido de “ter um fluxo”. Em outras palavras, a Terra Prometida manava “leite e mel”. A palavra “leite” freqüentemente era empregada nos tempos antigos justamente como uma metáfora para a abundância da terra. Uma terra que produz leite é uma terra fértil, pois possui pastagem para o gado: “Ó Vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Isaías 55.1).

Já a palavra “mel” traduz uma palavra hebraica que vem de uma raiz que traz a idéia de “ser grudento” ou “melado”. A expressão "mel" não se refere ao mel de abelhas especificamente, mas ao xarope ou néctar doce extraído de frutas, especialmente das tâmaras. Então na expressão “terra que mana leite e mel” a idéia é a de que a terra de Canaã não apenas era boa para a criação de gado, mas também para o cultivo e para obtenção de produtos naturais. Tudo isso indica o caráter benevolente da promessa do Senhor.

Deus havia providenciado uma terra que poderia acolhê-los com fartura; uma terra onde eles poderiam se estabelecer e desfrutar das bênçãos da aliança se o obedecessem, no entanto o povo desobedeceu acarretando sobre eles a maldição: “O teu boi será morto aos teus olhos, porém dele não comerás; o teu jumento será roubado diante de ti, e não voltará a ti; as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos, e não haverá quem te salve [...] O fruto da tua terra e todo o teu trabalho, comerá um povo que nunca conheceste; e tu serás oprimido e quebrantado todos os dias” (Deuteronômio 28:31 e 33)

Embora os invasores estrangeiros estivessem comendo o fruto da terra, o verdadeiro arrependimento asseguraria que Deus tornaria possível ao seu povo que desfrutasse novamente dos seus frutos. Como o Filho Pródigo de Lucas 15.1 1—32, eles poderiam retornar para casa, a Deus, e receber as suas bênçãos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo - Vol.5. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201005_02.pdf

https://estiloadoracao.com/terra-que-mana-leite-e-mel/

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Deuteronômio 4:4

Deuteronômio 4:4 “Porém vós, que vos achegastes ao Senhor vosso Deus, hoje todos estais vivos.”

 

“Porém vós, que vos achegastes ao Senhor vosso Deus, hoje todos estais vivos.”

Em Baal-Peor os hebreus haviam se envolvidos com idolatria. Quando certos homens se ajuntaram sexualmente a mulheres moabitas, praticando ritos idólatras, adorando assim o deus Baal. Esse ato atraiu contra eles um imediato e severo julgamento. Vinte e quatro mil pessoas morreram em resultado de uma praga (Números 25.9). Todavia, aqueles  que se apegaram ao SENHOR foram preservados e alguns ainda estavam vivos no momento em que Moisés falava.

O verbo traduzido aqui como "apegar" significa basicamente "agarrar-se" ou "segurar-se a". Expressa proximidade emocional e lealdade. Moisés usa o mesmo verbo em Gênesis 2:24 para explicar como um homem deixa seus pais para "unir-se" à sua esposa e "tornar-se uma só carne". Podemos dizer com segurança que aqueles que se recusaram a violar a aliança de Deus o fizeram com base no amor e na lealdade a Deus. Em contraste, aqueles que se envolveram no culto pagão o fizeram por causa da infidelidade à aliança de Deus.

Este incidente nos mostra a importância de nos submetermos aos mandamentos de Deus: “Após o Senhor, vosso Deus, andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis” (Deuteronômio 13:4). Em um sentido mais amplo, a vida e a morte espiritual dependiam da obediência de Israel. Contudo, também em um sentido mais imediato, a vida e a morte física dependiam de sua obediência. No Novo Testamento, Jesus afirmou: “E sei que o seu mandamento é a vida eterna” (João 12:50ª).

Moisés advertiu aqueles que estavam vivos, aqueles que permaneceram fiéis que eles deviam continuar nessa fidelidade. Israel estava prestes a atacar um povo forte e expulsá-lo da Terra Prometida. Se Israel não tivesse a bênção do Senhor sobre si, logo poderia sofrer grandes perdas e ser expulso de Canaã.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://thebiblesays.com/pt/commentary/deu+4:1

Deuteronômio 4:39

Deuteronômio 4:39 “Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há." 

 

“Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração”

Moisés termina seu primeiro sermão exortando Israel a considerar a obra do Senhor. Existem muitas coisas que nós sabemos, mas não são bem aproveitadas, pois, uma vez que não as consideramos, não as aplicamos a nós mesmos nem extraímos delas as influências adequadas. Tiago escreveu que não devemos ser ouvintes esquecidos: “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito” (Tiago 1:25).

O escritor aos hebreus pergunta: “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos... “ (Hebreus 12.5). E a conclusão ele mesmo dá é que: “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas ” (Hebreus 2.1).

 

“... que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há."

Eis uma verdade tão evidente que não pode deixar de ser valorizada, e tão influente que, se devidamente considerada, realmente transformaria o mundo: “só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há." Esta segunda parte do versículo repete a mensagem do verso 35: “A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele”.

Apesar de Deus se manifestar a todos através da sua criação (Revelação Natural): “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz” (Salmos 19:1-3). Deus escolher o povo de Israel para ser conhecido de todos os povos (Revelação Especial): “A ti te foi mostrado”.

Eles foram chamados para ser um reino sacerdotal: “se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Êxodo 19:5b,6ª). A eles foi revelado que somente o Senhor é Deus e não existe nenhum outro. Deuteronômio 6:4, a confissão de fé judaica, declara: “Ouve, ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor”.

Esperava-se que o povo de Israel testemunhasse para as nações ao redor que existia apenas um único Senhor e que não havia nenhum outro deus: “Não vos assombreis, nem temais; porventura desde então não vo-lo fiz ouvir, e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Isaías 44:8).

Isso seria visto especialmente no poder de Deus para proporcionar a eles os meios para vencerem as batalhas contra inimigos mais fortes: “Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?” (Deuteronômio 4:7).  As nações ao redor precisavam aprender com Israel que os seus deuses eram falsos e que na verdade adoravam demônios: "Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios" (1 Coríntios 10.20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005. 

GARDNER, Paul (Ed.). Quem é quem na Bíblia Sagrada: a história de todas as personagens das Escrituras. Tradução de Valdemar L. Tozi. São Paulo: Editora Vida, 2005.

A INCREDULIDADE IMPEDE O CUMPRIMENTO DA PROMESSA DIVINA (Deuteronômio 1:35) 9/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
9 DE OUTIBRO DE 2026
A INCREDULIDADE IMPEDE O CUMPRIMENTO DA PROMESSA DIVINA

Deuteronômio 1:35 “Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais.”

 

“Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais.”

A Terra Prometida havia sido prometida aos antepassados dos israelitas no Pacto Abraâmico. Pertencia a eles por serem eles descendentes dos patriarcas, mas eles não quiseram tom ar posse da bênção. Assim a “geração potencialmente bendita e vitoriosa” tornou-se a “geração maligna” e rebelde.

Eles perderam a sua oportunidade, porquanto a incredulidade os tornara surdos para as razões de Deus. Afastaram-se do amor de Deus e tiveram de enfrentar a Sua ira: “O Senhor jurou, em sua ira, que eles não entrariam em seu descanso” (Salmos 95.11).  Se “a ocasião faz o ladrão”, conforme diz um provérbio antigo, a ocasião foi furtada de Israel por causa do seu pecado, que foi o ladrão que os atacou, nas fronteiras da Terra Prometida. Esse ladrão furtou-lhes as possessões que lhes pertenciam por direito.

Deus então jurou: “Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá” (Números 14:23). Eles deveriam continuar nas suas peregrinações pelo deserto por tanto tempo que a maior parte deles desapareceria naturalmente. Eles foram todos condenados a morrer no deserto, e nenhum deles teria permissão de entrar em Canaã, com exceção de Calebe e Josué, w. 34,38.

Desta maneira, eles não puderam entrar por causa da incredulidade. Não foi a transgressão a nenhum dos mandamentos da lei que os impediu de entrar em Canaã, não, nem o bezerro de ouro, mas a sua falta de fé naquela promessa que era um tipo da graça do Evangelho, para indicar que nenhum pecado nos destruirá exceto a falta de fé, que é um pecado contra o remédio.

O próprio Moisés, posteriormente, tinha caído no desagrado de Deus, por uma palavra impensada que eles o levaram a proferir: “Também o Senhor se indignou contra mim por causa de vós”, v. 37. Pelo fato de toda a geração anterior ter que desaparecer, o próprio Moisés não podia permanecer. A falta de fé deles fez a morte entrar no arraial e, tendo entrado, até mesmo Moisés fracassa na sua comissão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

 

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A INCREDULIDADE DISTORCE A VISÃO E ENFRAQUECE O CORAÇÃO (Deuteronômio 1:28) 8/10/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
8 DE OUTIBRO DE 2026
A INCREDULIDADE DISTORCE A VISÃO E ENFRAQUECE O CORAÇÃO

Deuteronômio 1:28 “Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós, as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes.”

 

“Para onde subiremos?”

Após chegaram a montanha dos amorreus. Moisés apresentou a terra que o Senhor havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó e disse: “sobe, toma posse dela, como te falou o Senhor Deus de teus pais; não temas, e não te assustes” (v.21). Porém os filhos de Israel lhe disseram: “Mandemos homens adiante de nós, para que nos espiem a terra e, de volta, nos ensinem o caminho pelo qual devemos subir, e as cidades a que devemos ir” (Deuteronômio 1:22b).

Esses homens deveriam indicar o caminho pelo qual o povo deveria subir, porém as notícias das dificuldades que havia na terra desfaleceram o povo. Que ao invés de subir e tomar posse conforme o mandado do Senhor, retrocedeu e murmurou conta ele. Agora questionam como se não houvesse um lugar para eles: “Para onde subiremos?”. “Por sua covardia, o povo rebelou-se e murmurou contra o Senhor (Êxodo 15.24; 16.2; 17.3).

 

“Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós, as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes.”

Os dez espias incrédulos apresentaram toda sorte de razões para seu temor.  A visão dos gigantescos Anaquins e de suas cidades fortificada fez com que o coração do povo se derretesse, mas o contrário poderia ter ocorrido. O temor de Israel poderia ter feito com que os corações seus inimigos se derretessem. Conforme ocorrerá quase quarenta anos mais tarde: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desfalecidos diante de vós. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Siom e a Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes. O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e embaixo na terra” (Josué 2:9b-11).

Os habitantes cananeus da terra eram gigantescos (Núm. 13.31-33); as suas cidades eram fortificadas, com muralhas que chegavam aos céus; os temidos filhos de Anaque, gigantes notórios por sua crueldade e grande força física estavam ali (Núm. 13.33), pelo que os israelitas viam a si mesmos como se fossem meros gafanhotos em comparação a eles.

A descrição deles sobre os cananeus (mais fortes e mais altos do que nós) revela que eles pensavam que a tarefa era impossível tanto para eles mesmos quanto para Deus”. A incredulidade sempre apresenta as suas razões que nos furtam a vitória, por causa dela os israelitas não conseguiam prever a vitória que estava tão próxima. Eles precisavam ter tido fé.  Ter fé, por muitas vezes, consiste em ignorar as razões que nos convidam a não nos arriscarmos. A fé é a vitória que vence o mundo (1 João 5.4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/9/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.