domingo, 31 de maio de 2026

Lição 10: A experiência transformadora de Jacó – 2 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO

 Gênesis 28:15 “E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

 

“E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra;”

Deus incentivou Jacó adicionando promessas para encorajá-lo em sua solidão, medo e incerteza quanto aos perigos que o aguardavam até Padã-Arã. Padã-Arã é uma a planície de Arã, era um distrito situado perto de Harã, a noroeste da Mesopotâmia, onde se estabelecera Naor, irmão de Abraão. Era a terra natal de Rebeca. O Senhor disse: “eis que eu Estou contigo”. Jacó estava distante de casa, em um território desconhecido, sem nenhum amigo por perto; mas a presença divina estava com Ele, e nunca o abandonaria. Esta é a mesma promessa que Deus fez a Isaque, quando este se mudou para habitar entre os inconfiáveis e às vezes hostis filisteus (Genesis 26:3, 24; 31:3; 46:4; 48:21).

Iavé também assegurou que ele o guardaria por onde quer que fosse, vigiando-o e protegendo-o (Salmos 91:11–16). Haveria animais ferozes nos campos; haveria assaltantes nas estradas; haveria vizinhos hostis; o próprio Esaú seria um perigo imediato. Deus também disse que faria [Jacó] voltar à terra de Canaã, de onde ele estava fugindo. Sua viagem não terminaria em Harã; ele regressaria ao lar no futuro. Seus pais o mandaram sair da Terra Prometida, mas Iavé guiaria o seu regresso ao lar. Para Jacó, essas palavras foram proféticas. Isso se cumpriria em Gênesis 31:3: “E disse o Senhor a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo”.

 

“... porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

Quaisquer que fossem os obstáculos confrontados por Jacó naquela viagem solitária, a promessa solene de Deus era que Ele não o desampararia, até cumprir tudo que prometera: “porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la” (Jeremias 1:12). 

Iavé era diferente dos deuses locais de Canaã, da Síria e da Mesopotâmia, considerados impotentes fora de seus territórios. Ele estava com Jacó em Betel, estaria com ele em Harã e tornaria com ele a Canaã. O Deus único e verdadeiro fez uma promessa, um voto, absoluto a Jacó de que nada poderia atrapalhar ou impedir o sucesso de sua missão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_05.pdf

sábado, 30 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 30 DE MAIO DE 2026 (Romanos 12:12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
30 DE MAIO DE 2026
O VALOR DO AMOR FRATERNAL

Romanos 12:12 “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;”

 

“Alegrai-vos na esperança,”

Mesmo que hoje seja um dia mau, o amor derramado em nossos corações pelo Espírito Santo tem esperança de que amanhã será melhor. Não é concebível um cristão sem esperança. O cristão deve ser essencialmente um otimista. Justamente porque Deus é Deus, o cristão sabe sempre que "o melhor ainda está por vir". Afinal ele conhece a graça suficiente para todas as coisas, e a força que se aperfeiçoa na fraqueza, o cristão sabe que não há empresa demasiado grande para ele. "Não há na vida situações desesperadas; só há homens que desesperaram de si mesmos." Davi louvou assim: “Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes” (Salmos 27:13).

No capítulo 8 Paulo disse que “os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8. 18). A esperança sempre é motivo para se alegrar. Leon Morris escreveu: Os cristãos do primeiro século geralmente tinham pouco para se alegrar ou esperar neste mundo, mas eles se alegravam no Senhor sempre (Filipenses 4:4) e sabiam que Cristo estava dentro deles, “a esperança da glória” (Colossenses 1:27).

Devemos cruzar os vales da vida com os olhos cravados na esperança da gloriosa volta de Cristo. Esta não é uma esperança vaga nem vazia. E uma esperança segura, que não nos decepciona nem nos deixa envergonhados. William Hendriksen diz que a esperança da salvação futura estimula a alegria presente.

 

 “... sede pacientes na tribulação,”

Porque o amor se alegra na esperança, ele é “paciente na tribulação”. A palavra traduzida por “tribulação” significa basicamente “pressão”, uma pressão que “queima o espírito”. Na época de Paulo, os cristãos compunham um pequeno segmento da sociedade, vulnerável aos editos das autoridades governamentais e alvo fácil de inimigos religiosos. Para o cristão daquela época, a tribulação era um fato da vida: “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22).

A tribulação é pedagógica. Ela gera paciência triunfadora. Não poderíamos exercer a paciência sem o sofrimento, porque sem este não haveria necessidade de paciência. A paciência nasce do sofrimento. As grandes lições da vida, nós as aprendemos no vale da dor. O sofrimento é não apenas o caminho da glória, mas também o caminho da maturidade. O rei Davi afirmou: “Foi-me bom ter passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (SaImo 119.71). O patriarca Jó disse que antes do sofrimento conhecia a Deus só de ouvir falar, mas por meio do sofrimento seus olhos puderam contemplar o Senhor (Jó 42.5).

 

Em meio a tribulação, o cristão deve exercer a paciência. “Paciente” significa “permanecer embaixo de”. O amor não desiste; tudo suporta; não pula fora; ele nos impede de abandonar a fé quando as pressões da vida parecem esmagadoras.

 

“... perseverai na oração;”

Um fator importante para estar cheio de esperança e ter paciência é a oração. A oração é a linha de comunicação com o Criador. A oração não é um ato opcional; ela é imprescindível. Em outra passagem Paulo disse: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17). A parábola da viúva persistente mostra que a oração intermitente em tempos de crise é o meio pelo qual os discípulos do Reino se valem da justiça do Pai a seu favor. Perseverante” significa “ser firme” ou “agüentar”. Significa “persistir, continuar firmemente”.

Não é certo que existem períodos em que transcorrem dias e semanas sem falar com Deus? Quando um homem deixa de orar se despoja a si mesmo da força de Deus nosso Senhor. Quem persevera na oração se prepara para ser paciente na tribulação e se alegra, afinal possui esperança que suas orações serão ouvidas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200904_05.pdf

 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 29 DE MAIO DE 2026 (Efésios 6.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
29 DE MAIO DE 2026
PRINCÍPIOS DO SENHOR PARA OS PAIS

Efésios 6.4 “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor. ” 


“E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos” 

O sentido da palavra "ira" nesse versículo é represália ou repulsa. Um tipo de exigência irracional e incompreensível não oferece aos filhos a condição espontânea de obedecer. Ao contrário, cria neles a revolta e uma espécie de antipatia em relação ao tipo de obediência exigida. Não provocar "a ira" a nossos filhos equivale a reconhecer que eles são iguais a nós como pessoas dotadas de sentimentos. A ira pode ser representada por aqueles sentimentos que criam o ódio, a amargura, o rancor. Os pais, quando tratam com os filhos, devem lembrar-se de que eles são seres humanos, não máquinas nem robôs. Deve-se respeitar o sentimento deles. A provocação da ira nos filhos afasta-os da comunhão com os pais e os torna, muitas vezes, alienados dentro do lar. Os pais podem facilmente abusar da autoridade, ou por fazerem exigências irritantes ou absurdas que não levam em conta a inexperiência, ou por severidade e crueldade num extremo, ou por favoritismo e agrados exagerados no outro, ou por humilhar e oprimir os filhos, ou por fazer uso de duas armas vingativas: a ironia e a ridicularizarão. Estas são algumas das atitudes dos pais que provocam ressentimento e ira nos filhos. O mesmo versículo apresenta o caminho para que os pais levem seus filhos à obediência, que é a disciplina:


"..., mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor". 

A disciplina deve ser coerente com os padrões familiares expostos na Bíblia. A disciplina deve ser consistente, ainda que flexível, isto é, ela deve ser aplicada com firmeza e não deve sofrer alteração depois de emitida uma ordem disciplinar. Entretanto, a disciplina deve ser flexível quanto ao método aplicado. Os pais não devem persistir num método cujo efeito não alcance o objetivo educacional. Os filhos devem sentir a força e o peso da disciplina aplicada e mantida, para que os pais não caiam em descrédito perante eles.A disciplina feita na "admoestação do Senhor" formará personalidades fortes e sadias, moral e espiritualmente. A disciplina dentro dos padrões bíblicos corrige não só os filhos, mas também os pais quanto aos métodos aplicados. O padrão bíblico de disciplina familiar equilibra os métodos aplicados. Esses métodos não devem ser excessivos nem permissivos. A disciplina excessiva traz amargura e alienação dentro do lar. A disciplina permissiva satisfaz todos os desejos dos filhos maus ou bons, e os transforma em tiranos e libertinos. A Bíblia também é instrumento de correção, conforme está escrito: "Toda a escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir e para instruir em justiça" (2Timoteo 3.16).

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
18/04/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD.

CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios 3a Ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_03.pdf

STOTT, Jonh. A mensagem e Efésios – A nova sociedade de Deus. São Paulo:  Abu editora, 2001.

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Texto Áureo Lição 9: Jacó e Esaú: irmãos em conflito. Genesis 25.23

TEXTO ÁUREO

 Gênesis 25:23 “E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.”

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 28 DE MAIO DE 2026 (Deuteronômio 6.7)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
28 DE MAIO DE 2026
OS PAIS DEVEM SER EXEMPLO

Deuteronômio 6.7 “E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.”

“E as ensinarás a teus filhos“

No antigo testamento os pais tinham a responsabilidade de ensinar os filhos a respeito dos atos do Senhor em favor do povo de Israel: “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; ” (Salmos 78.5). Assim os filhos, mediante o testemunho dos pais, conheceriam a Deus e aprenderiam a teme-lo.

Aqueles que amam o Senhor Deus devem fazer tudo o que puderem para atrair a Ele as afeições de seus filhos, e assim conservar o vínculo da religião em suas famílias e impedir que seja cortado. Tu as estimularás em teus filhos, assim alguns o interpretam.

Repita frequentemente essas coisas a eles, e tente por todos os meios incuti-las na mente deles, e fazê-las penetrar em seus corações; assim como, ao afiar uma faca, ela é afiada, primeiro, em um lado e depois no outro. Seja cuidadoso e preciso ao ensinar teus filhos. E visa, assim como na afiação, a avivá-los e colocar neles um gume. Ensine-as aos teus filhos, não apenas àqueles que forem teus filhos carnais (dizem os judeus), mas a todos aqueles que estiverem, de qualquer forma, sob os teus cuidados e ensinos.

Portanto, esta preciosidade que nos é confiada, nós devemos transmitir cuidadosamente para aqueles que vêm depois de nós, para que possa ser perpetuada.

 

“...e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. ”

Que a palavra de Deus seja o assunto da nossa conversa familiar, onde quer que estejamos. Especialmente com os nossos filhos, que devem ser ensinados a servir a Deus. Grande esforço e cuidado devem ser empreendidos para familiarizar os filhos desde cedo, e fazê-los apreciar a palavra de Deus e as coisas maravilhosas da sua lei.

Falarás a eles enquanto tu te assentares em tua casa para trabalhar ou para comer, ou para descansar, ou para receber visitas. Nos momentos de diversão ou em conversas, ou em viagens, quando à noite tu estás te despedindo da família para ir dormir, e quando pela manhã te levantares e retornares novamente ao convívio com a tua família.

Aproveite todas as ocasiões para discorrer sobre as coisas divinas com aqueles que estiverem à tua volta. Não sobre mistérios não revelados (29.29), ou questões de discussão duvidosa, mas sobre as claras verdades e as leis de Deus, e as coisas que dizem respeito à nossa paz.

Pois quanto mais nos familiarizarmos com elas mais as admiraremos e seremos influenciados por elas. Nada irá contribuir mais para a prosperidade e perpetuidade da fé em Deus em uma nação do que a boa educação dos filhos: se a semente for santa, a essência de uma terra será santa.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 27 DE MAIO DE 2026 (Genesis 27.13)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
27 DE MAIO DE 2026
A MÃE INDUZIU O FILHO A MENTIR

Genesis 27.13 “E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, trazemos.”

 

“E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição;”

Na tentativa de dissipar o medo de Jacó de que Isaque descobrisse o embuste e pronunciasse uma maldição em vez de uma bênção: “Eis que Esaú meu irmão é homem cabeludo, e eu homem liso; Porventura me apalpará o meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição, e não bênção” (vv.11,12), Rebeca o acalmou, dizendo: “Caia sobre mim essa maldição, meu filho”. Isso nos lembra as palavras dos judeus perante Pilatos quanto a crucificação de Jesus: “Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mateus 27:24,25).

Em outras palavras, ela prometeu a Jacó todos os benefícios da bênção de seu pai, e ele ainda não sofreria nenhum dos castigos de uma maldição, caso a conspiração falhasse. Rebeca com certeza estava equivocada. Não havia com o tomar sobre si mesma algo que fosse dirigido contra Jacó. A história nos mostra que Deus cobrou Jacó no seu futuro usando Labão para também enganá-lo por diversas vezes.

 

“... somente obedece à minha voz, e vai, trazemos.”

Rebeca estava disposta a suportar sérias conseqüências em sua vida e no seu casamento por causa daquele plano; sendo assim, ela insistiu para que Jacó obedecesse à voz [dela] e lhe trouxesse os dois cabritos para ela preparar a refeição de Isaque: “Vai agora ao rebanho, e traze-me de lá dois bons cabritos, e eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta” (Gênesis 27:9).

Frederick W. Robertson, um dos maiores pregadores ingleses de todos os tempos, fez uma poderosa afirmação sobre a conduta de Rebeca nesse episódio: “Vemos aqui a idolatria da mulher: ela sacrificou seu marido, seu filho mais velho, todo princípio superior, sua própria alma, e tudo por uma pessoa idolatrada (Jacó). Não nos enganemos. Ninguém jamais amou demais a filho, irmão ou irmã. O que compõe a idolatria não é a intensidade da afeição, mas sua interferência na verdade e no dever. Rebeca amou a seu filho mais do que à verdade, mais do que Deus: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10:37).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_03.pdf

 

terça-feira, 26 de maio de 2026

Eclesiastes 12:7

Eclesiastes 12:7 “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”

 

“E o pó volte à terra, como o era,”

A ignomínia final é o pó voltando à terra. Mais uma vez o Pregador alude a aspectos diferentes da natureza humana:Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó (Eclesiastes 3:20).  

A terra é feita de pó. Esta palavra enfatiza a origem terrena da humanidade: "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás" (Gênesis 3:19) e a fraqueza física: “Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó (SaImo 103:14).

Voltar ao pó é percorrer o caminho reversivo de Gênesis 2:7: "E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente", e tornar-se um cadáver, que se sujeita à deterioração completa. Significa não estar mais animado pelo fôlego que provém de Deus: “Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito e o seu fôlego, Toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó” (Jó 34:14,15).

 

“... e o espírito volte a Deus, que o deu.”

O espírito humano/alma é o princípio da vida responsável e inteligente. Quando ele se retira, dá-se o fim da vida terrena, e a dissolução do corpo: “E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), ela chamou o seu nome Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim” (Gênesis 35:18).

 O espírito volte a Deus não é desenvolvido, aqui. É colocado, entretanto, em contraste com “a volta ao pó”, e dissolução do corpo, não podendo, por isso, referir-se à dissolução física. O espírito de Deus nos é dado juntamente com o corpo, e quando este vai ao pó, de onde veio, ele volta ao lugar de onde procedeu - Deus. Cada coisa no seu lugar. O termo dá indício, portanto, de existência contínua; entretanto, deveremos esperar até que a luz do Novo Testamento brilhe, e tenhamos mais detalhes: “E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” (2 Timóteo 1:10).

O que ecoa aqui é o contraste entre “para cima” e “ para baixo”, de Eclesiastes 3:21:”Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?”. E entre “ terra” e “ céu” , de 5:2: “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras”. Afirmando que o Espírito é uma parte especial do ser humano.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/05/2026

FONTES:

MESQUITA, Antônio Neves de. Estudo nos livros de Eclesiastes e Cantares de Salomão. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista (JUERP), 1978.

EATON, Michael A; CARR, G. Lloyd. Eclesiastes e Cantares: introdução e comentário. Mundo Cristão, 1989.

Eclesiastes 12:6

cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,”

 

“Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro,”

O vocábulo reiterado “antes” retoma o fio do versículo 2 e recorda o principal tema desta pitoresca descrição. A beleza das palavras tem um propósito prático: “ A poesia começa com a delícia e termina com a sabedoria” (Robert Frost). O ato terminal da morte é retratado em quatro expressões, divididas em duas partes.

No primeiro par, uma taça de ouro está atada a um fio ou cordão de prata. Um fio de prata poderia ser usado para suspender uma taça preciosa ou outro objeto de decoração. O fio de prata tem sido tradicionalmente compreendido como uma forma de energia fina que liga o corpo físico ao corpo espiritual e imaterial, ou alma. Trata-se de uma corda umbilical espiritual, e, quando esse fio se rompe, há separação final entre o corpo físico e a alma. Ao “remover-se” o cordão (hebraico; uma tradução variante seria desatar-se), o copo cai e fica irreparavelmente danificado. A imagem literária retrata o valor da vida (prata... ouro), e o drama no fim de uma vida cujos pedaços não podem ser juntados outra vez.

O vaso ou copo ornamental que estava suspenso pelo fio de prata, quando este se rompeu, se quebrou. Talvez esta parte do versículo seja independente da outra. Um homem pode quebrar acidentalmente um vaso precioso, sem que seja dito como a coisa sucedeu. Isso simboliza a morte. O vaso é o homem ou seu corpo. O corpo se “parte", morre, e é o fim da história daquele homem na terra.

 

“... e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,”

O segundo par de imagens visualiza um cântaro que se faz descer num poço, mediante uma corda enrolada numa roda. O quebrar-se o cântaro representa a morte. O hebraico conciso diz: “A roda arrebentase dentro do poço”, podendo expandir-se para: “A roda arrebenta-se e desaparece no poço” . A fraseologia precisa dá-nos um quadro do aparelho arruinado, mais a roda, no momento em que despencaram para dentro da velha cisterna.

A roda junto ao poço, o aparelho que era empregado para tirar água do poço, quebra-se e torna-se inútil. Por semelhante modo, o corpo de um homem, cheio de mecanismos e funções maravilhosas, desconjunta-se completamente e torna-se inútil. O homem está morto. Estabelece-se a putrefação. Talvez a roda (o sarilho), o aparelho que há à beira do poço, faça alusão ao coração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/05/2026

FONTES:

MESQUITA, Antônio Neves de. Estudo nos livros de Eclesiastes e Cantares de Salomão. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista (JUERP), 1978.

EATON, Michael A; CARR, G. Lloyd. Eclesiastes e Cantares: introdução e comentário. Mundo Cristão, 1989.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

Lucas 3:22

Lucas 3:22 “E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.”

 

“E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba;”

Todos os quatro Evangelistas mencionam a descida do Espírito como pomba. Mateus e Marcos nos dizem que Jesus a viu, e João que o Batista a viu: : “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus” (João 1:32-34). Cada um pode ter falado de uma visão subjetiva, mas a expressão de Lucas, em forma corpórea, mostra que havia uma realidade objetiva.

A descida do Espírito sobre Jesus é um dos maiores testemunhos da divindade de Cristo no Novo Testamento. O Espírito Santo desceu sobre Jesus como forma corpórea de uma pomba para que João pudesse identificá-lo como o Messias. O emblema é bastante apropriado, pois a pomba, entre os pássaros, tem a mesma correspondência que o cordeiro em relação aos outros animais. Ela é gentil, tenra e sem malícia. É o símbolo do poder exercido com ternura.

 

 “... e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.”

Lucas nos fala da aprovação do Pai dada na voz do céu. Esta voz se refere a Jesus como meu Filho amado (na voz semelhante na Transfiguração, Ele é “o meu Filho, amado,”). Em Marcos a frase é praticamente igual: “Tu és o meu Filho amado” (Marcos 1.11), em Mateus consta: “Este é o meu Filho amado”. Não significa o mais amado (superlativo), nem o único amado, mas amado em sentido especial, particular. Essa linguagem também é semelhante à descrição de Isaque, o filho amado da promessa, a quem Abraão foi chamado a sacrificar: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas” (Gênesis 22:2).

“Em ti me comprazo” significa “Sobre ti repousa meu favor” mais do que “Estou muito contente contigo.” Tasker indica que o significado das palavras é “sobre quem se centraliza meu plano para a salvação da humanidade.”

Podemos ver nelas também uma combinação dalgumas palavras do Salmo 2:7 e um eco de Isaías 42:1. Tu és meu filho amado – do Salmo 2:7, que foi sempre aceito como uma descrição do Messias Rei. Em ti tenho complacência – é parte de Isaías 42:1 e pertence a uma descrição do servo do Senhor cujo retrato culmina nos sofrimentos de Isaías 53. Portanto em seu batismo Jesus se deu conta, em primeiro lugar, de que era o Messias, o Rei Ungido de Deus; e, em segundo lugar, de que isso não envolvia nem poder nem glória, e sim sofrimento em uma cruz.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2026

FONTES:

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

BARCLAY, William. The Gospel of Luke. Philadelphia: Westminster Press, 1976. (Tradução: Carlos Biagini)

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/marcos-110.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/marcos-111.html

Lucas 3:21

Lucas 3:21 “E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu;”

 

“E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus,”

Lucas começa seu relato do ministério de Jesus com o batismo de nosso Senhor por João (sem, porém, mencionar aqui o nome de João). Esta é a única ocasião em que se registra que o Batista estava com Jesus. Em sua narrativa do Batismo, Lucas é muito mais conciso que Mateus, e até mesmo ligeiramente mais conciso que Marcos.

À primeira vista, é estranho que Jesus tivesse aceitado o batismo às mãos de João, pois este batismo era um “batismo de arrependimento” (V.3). Visto que Lucas retrata Jesus como sendo isento de pecado, não é óbvio por que nos diz que foi batizado desta maneira.

Jesus, porém, via os pecadores indo em grandes números para o batismo de João: “como todo o povo se batizava”. Claramente resolveu tomar Seu lugar com eles. No começo do Seu ministério publicamente Se identificou com os pecadores que viera salvar.

 

“... orando ele, o céu se abriu;”

Lucas afirma que os céus foram abertos e que o Espírito Santo desceu. A abertura do céu significa que se segue uma revelação da parte de Deus. Lucas é ó único dos Evangelistas que nos diz que a descida do Espírito ocorreu enquanto Jesus estava a orar. Aconteceu, portanto, não no batismo, mas, sim, imediatamente depois dele.

A oração de Jesus nesta ocasião deve ter sido curta - como foi a sua oração no túmulo de Lázaro (João 11.41-42). Mas a oração era tão significativa para Ele, que até mesmo esta breve oração deve ser mencionada juntamente com sua relação com a descida do Espírito Santo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2026

FONTES:

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)