segunda-feira, 19 de outubro de 2026

OUVINDO A PALAVRA DE DEUS PARA VIVER COM FÉ (Romanos 10:17) 19/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
19 DE OUTUBRO DE 2026
OUVINDO A PALAVRA DE DEUS PARA VIVER COM FÉ

Romanos 10:17 “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”

 

“De sorte que a fé é pelo ouvir,”

Essa declaração expressa o tema principal dessa seção. É o novo método para a salvação revelado “a fé”. Diz Charles R. Erdman, que “o evangelho não é questão de intuição, ou imaginação, ou conjectura, ou desvario, mas de revelação. É uma mensagem outorgada por Deus aos homens; sua síntese e substância são a pessoa e a obra de Cristo; e a fé consiste na humilde e grata aceitação dessa mensagem. A fé não responde num vácuo ou às cegas.

As pessoas precisam ouvir as boas novas da salvação em Cristo a fim de crerem “E como crerão naquele de quem não ouviram?“E como ouvirão, se não há quem pregue?” (v.14). Deus escolheu o método “a loucura da pregação” (1 Coríntios 1.21). Paulo se identificando a Tito em sua epístola, diz que Deus manifestou a sua palavra pela pregação: “Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos; Mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador” (Tito 1:1-3).

A fé nasce quando cremos naquilo que nos foi dito (Naquilo que ouvimos) a respeito da oferta de Deus da salvação, e na pessoa de Jesus Cristo, nosso Senhor. A mensagem literal do versículo seria: “Portanto, a fé vem proveniente de dentro do ouvir-atendendo, e este ouvir-atendendo vem por operação de a Palavra  de Deus.”

 

“... e o ouvir pela palavra de Deus.”

Inicialmente lembramos que literalmente o ouvir, o dom de ouvir, veio pela Palavra de Deus.Quando Moisés foi chamado ele argumento a Deus que não seria ouvido: “Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu” (Êxodo 4:1b), porém, Deus lhe repreendedo dosse : “Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor?” (Êxodo 4:11b). Tanto o ouvir como ouvido, tanto o falar como a fala vieram a existir pela palavra de Deus. Jesus respondeu a pergunta de João, o Batista, com essa afirmação: “Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem” (Mateus 11.5).

Mas o caso aqui é justamente o ouvir-atendendo da tradução literal. Esse ouvir-atendendo vem de Deus, Este transmite graça através da pregação: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Apocalipse 1:3). A depravação total nos impede de ir a Cristo por nós mesmos, mas quando sua palavra nos é transmitida Cristo se apresenta a nós. Isso nos concede um estado de Graça para recebê-lo. Este estado de Graça pode ser resistido: “Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação?” (v.16).

Os próprios judeus cometeram o erro de se negarem a ouvir atentamente a mensagem de Jesus. Durante Seu ministério terreno, Jesus citou Isaías 6:10: “Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados” (Mateus 13:15).

Não apenas judeus resistem ao Espírito Santo transmitido através da pregação. Alguns são como crianças que colocam as mãos nos ouvidos para não ouvir um colega. Fato é que quem não “ouve-atendendo”, conseqüentemente, não crê, ou seja não permite que a fé nasça em seu coração pelo ouvir.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

Comentário do Novo Testamento: Aplicação Pessoal. Tradução: Degmar Ribas. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200903_04.pdf

 

domingo, 18 de outubro de 2026

Lição 4: O chamado à obediência . 4 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO

 “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir." (Deuteronômio 5.33)

 

 “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus,”

 

Moisés recomenda novamente ao povo que façam tudo aquilo que Deus lhes tinha ordenado:  “Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir” (Deuteronômio 5:1b). Vendo que Deus tinha se mostrado tão misericordioso com eles, e tão disposto a considerar a sua estrutura e satisfazê-los naquilo que desejavam, e completamente disposto a fazer o melhor possível para eles.

Os seus pais haviam prometido solenemente obedecer aos estatutos de Deus, porém não puderam cumprir:  “Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre” (Deuteronômio 5:29). Agora através de Moisés Deus renova essa aliança: “O Senhor nosso Deus fez conosco aliança em Horebe. Não com nossos pais fez o Senhor esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos” (Deuteronômio 5:2,3).

Então Moisés lhes recomenda que andem em todos os caminhos que Deus lhes tinha mandado, assegurando lhes que fazer isto seria altamente benéfico para eles. Pois a obediência importava para Deus. Este é um dos versículos mais largamente conhecidos de todo o livro de Deuteronômio.

 

“... para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir."

 

Quando este versículo foi escrito, estavam em pauta a vida física e o bem-estar diário, na Terra Prometida, visto que o Pentateuco não apresenta nenhum quadro claro sobre a alma que sobrevive à morte física, e que encontra no além-túmulo, ou uma existência bem-aventurada ou um juízo severo.

O Pentateuco também não ameaça os desobedientes à lei com o juízo eterno, tal como não promete a vida eterna aos obedientes. Todavia, há indícios acerca da realidade da alma, como na doutrina da criação do homem segundo a imagem de Deus (Gênesis 1.26,27), e no fato de que ali se fala sobre o Deus dos espíritos (Números 16.22; 27.16). Ficou reservado ao Novo Testamento desenvolver esses indícios em doutrinas e dogmas.

Enquanto Javé fosse obedecido, Israel desfrutaria da bênção da própria vida, e além disso sua existência seria feliz, longa e perpetuada em prole generosa. A promessa consiste em prosperidade e longevidade. No Antigo Testamento, as bênçãos eram terrenas e temporais, como a posse da terra. No Novo Testamento, nós somos abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo (Efésios 1.3).

No Antigo Testamento, a longevidade está associada à obediência a Deus: “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Provérbios 3:1-2). Adam Clarke (1762–1832) observa que uma longa vida na terra é uma grande bênção, se é que estamos vivendo para Deus, porquanto é somente na vida, exclusivamente enquanto ela perdura, que nos podem os preparar para a glória eterna.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/05/efesios-63.html

sábado, 17 de outubro de 2026

Deuteronômio 28.1

Deuteronômio 28.1 “E será que, se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.” 

 

“E será que, se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje,”

Este capítulo de Deuteronômio forma a conclusão do segundo discurso de Moisés. Moisés convocou o povo de Israel para uma obediência resoluta a tudo quanto lhes fora revelado pelo Senhor. A partir de Deuteronômio 5.1 Moisés introduz uma repetição dos Dez Mandamentos para que a nova geração de hebreus ouvisse, aprendesse e guardasse a fim de cumpri-los. Daí em diante ele é incisivo nas repetições em todo o livro a fim de que o povo não se esquecesse.

Deuteronômio 10.12-13 revela particularidades desta instrução, que inclui: O temor ao Senhor;  a necessidade de andar em Seu caminho; o amor ao Senhor;  o serviço que deve ser prestado ao Senhor;  a repetida observância dos mandamentos do Senhor.

 

“... o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.”

O fato da nação de Israel possuir a lei mosaica para obedecer a tornaria uma nação distinta de todas as outras. Ele eram “propriedade peculiar dentre todos os povo” (Êxodo 19:5). Por essa eleição divina eles seriam exaltados sobre todas as demais nações da terra.

Literalmente, o verbo “exaltar" significa aqui “torna-te-á a altíssima dentre as nações” (Figueiredo). Como é claro, essa promessa utiliza-se de um dos nomes de Deus — “Deus Altíssimo” — conforme também se vê em Deuteronômio 26.19: “Hoje declaraste ao Senhor que ele te será por Deus, e que andarás nos seus caminhos, e guardarás os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e darás ouvidos à sua voz.  E o Senhor hoje te declarou que tu lhe serás por seu próprio povo, como te tem dito, e que guardarás todos os seus mandamentos. Para assim te exaltar sobre todas as nações que criou, para louvor, e para fama, e para glória, e para que sejas um povo santo ao Senhor teu Deus, como tem falado” (Deuteronômio 26:17-19).

Assim como um dia serão exaltados os vencedores com o nome divino: "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome" (Apocalipse 3.12).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

O ARREPENDIMENTO SINCERO CONDUZ AO PERDÃO E À RESTAURAÇÃO (1 João 1:9) 17/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
17 DE OUTUBRO DE 2026
O ARREPENDIMENTO SINCERO CONDUZ AO PERDÃO E À RESTAURAÇÃO

1 João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.”

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados,”

Em vez de tentar justificar nossos pecados negando, temos  que reconhecê-los francamente para termos comunhão com Deus. A atitude cristã correta para com o pecado não é negá-lo, mas admiti-lo e receber o perdão que Deus tornou possível e nos promete. Se confessarmos os nossos pecados, reconhecendo perante Deus que somos pecadores, não só por natureza (pecado), mas também pela prática (nossos pecados), Deus nos perdoará os nossos pecados. O que se diz aqui pode ser ilustrado pelos que foram até João Batista a fim de serem batizados, “confessando seus pecados” (Mateus 3:6), ou pelos que, depois de crer, “vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras” (Atos 19:18).

Os crentes que confessam seus pecados são perdoados por Deus, o qual é fiel e justo. Deus é fiel no sentido de que não voltará atrás na promessa que fez em Cristo Jesus. O autor de Hebreus discorre acerca desse conceito de perdão: “Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados e de suas iniquidades não me lembrarei mais”(Hebreus 8:12).

 Mas Deus também é justo ao conceder o perdão. Ele não é meramente um juiz tolerante que deixa o pecado livre e impune. Visto que a base do nosso perdão (como no versículo 7) é o sangue de Jesus, faze-se justiça pelos pecados perdoados. Assim Deus é justo e ainda perdoa os pecados. Ele é fiel para perdoar porque prometeu fazê-lo, e justo porque Seu Filho morreu por nossos pecados.

 

 “... e nos purificar de toda a injustiça.”

Deus não só perdoa, mas também nos purifica de toda injustiça. Na primeira parte do verso pecado é um débito que Ele quita, nesta segunda parte é uma mancha que Ele remove. João havia dito anteriormente que, quando andamos na luz, mantemos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, “nos purifica de todo pecado” (v.7).

O fato de o pecador poder ser assim purificado completamente, viabilizando a verdadeira comunhão com Deus, o qual é pura luz, é enfatizado pelo fato de que essa purificação inclui toda injustiça. Mais tarde, João se dirigirá a seus leitores com plena confiança de que eles são pessoas cujos “pecados são perdoados” (tempo perfeito no grego, que significa que já estão no estado de perdão) “por causa do seu nome”: "Filhinhos, eu escrevo a vocês, porque os seus pecados foram perdoados por causa do nome de Jesus" (1 João 2:12).

Barclay comenta: A essência da vida cristã é, primeiro, aceitar nosso pecado; depois, acudir a Deus por esse perdão que pode cancelar o passado e por essa purificaçãoque pode fazer novo nosso futuro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

A IDOLATRIA ROMPE A ALIANÇA E AFRONTA O DEUS ZELOSO (Romanos 1.25) 16/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
16 DE OUTUBRO DE 2026
A IDOLATRIA ROMPE A ALIANÇA E AFRONTA O DEUS ZELOSO

Romanos 1.25 “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém! ” 


“Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, “

A NTLH diz: “trocam a verdade sobre Deus pela mentira”. De fato, o texto grego diz literalmente: “a mentira”.Segundo Paulo, a rejeição da revelação divina que resulta em idolatria é “a mentira”. Francis Schaeffer diz que, quando o homem se rebela e se afasta da sua referência primeira em Deus, do relacionamento apropriado com Deus, tudo se torna mentira. O ser humano não sabe quem é. Toda verdade é negada. Ele passa questionar não apenas a existência de Deus. Questiona igualmente a própria existência. Quando as pessoas jogam fora o Deus da verdade, a verdade desaparece como um todo. E tudo o que resta são conjuntos de opiniões, deuses e prazeres pessoais.


 “...e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, “ 

De que maneira honram a criatura? “E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (V.23). Qual foi o resultado? O resultado disto foi a idolatria. A glória de Deus foi mudada em imagens de formas humanas e animais. Qual é a raiz pecaminosa da idolatria? A raiz pecaminosa da idolatria é o egoísmo. O homem faz um ídolo. Traz-lhe ofertas e lhe apresenta suas orações. Por que? A fim de que sejam promovidos seus próprios esquemas e sonhos e propósitos. Todo o seu culto é por causa de si mesmo e não por causa de Deus. Na totalidade desta passagem somos confrontados face a face com o fato de que a verdadeira essência e base do pecado é colocar-se a si mesmo no lugar de Deus. A maneira mais comum em que muitos servem “a criatura no lugar do Criador” é servindo a si mesmos e esforçando-se para saciar seus próprios desejos em vez de procurar saber qual é a vontade de Deus e esforçar-se para agradá-lo. Tal atitude torna “Deus pequeno e nós, grandes”.


“...que é bendito eternamente. Amém! ”

Quando Paulo analisou como a humanidade havia negligenciado a Deus e deixado de glorificá-lo, ele não pôde se conter. Encerrou o versículo 25 com estas palavras. A palavra grega traduzida por “bendito” tem a mesma raiz que “elogio” (“uma palavra boa”). Significa “digno de ser louvado”. No Novo Testamento, o termo é aplicado somente a Deus. A NTLH diz: “que deve ser louvado para sempre. Amém! ”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200809_05.pdf

SCHAEFFER, Francis A. A obra consumada de Cristo. Cultura Cristã.

BARCLAY, William. The LettertotheRomans - Tradução: Carlos Biagini

J. W. McGarvey e Philip Y. Pendleton, Thessalonians, Corinthians, GalatiansandRomans. Cincinnati: Standard Publishing, s.d., p. 305.

LOPES, Hernandes Dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos, 2010.

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Deuteronômio 7:18

 

Deuteronômio 7:18 “Delas não tenhas temor; não deixes de te lembrar do que o Senhor teu Deus fez a Faraó e a todos os egípcios;”

 

“Delas não tenhas temor;”

Independente do tamanho do exército ou nação que se colocasse diante de Israel. Eles não deveriam temer, pois o Senhor estaria com eles. O Senhor dos exércitos é aquele que “faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo” (Salmos 46:9).

Ele ia adiante deles:  “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite” (Êxodo 13:21). E pelejaria por eles (Êxodo 14.14). E a sua presença garantia a vitória do povo: “quando saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo” (Deuteronômio 20.1).

Para Israel, na Guerra Santa que estava para empreender, a vitória já estava assegurada porque Javé era seu Capitão. Em qualquer hipótese, Ele cumpriria Seus propósitos. Moisés lhes assegurou que este mesmo Deus terrível ainda estava no meio deles para lutar em seu favor contra os reis cananitas (vs. 19b-24). A quem deviam então temer?

 

“... não deixes de te lembrar do que o Senhor teu Deus fez a Faraó e a todos os egípcios;”

A cura para o medo ao inimigo era: lembrar-te-ás do que o Senhor teu Deus fez a Faraó e a todo o Egito. A recordação dos atos salvadores de Deus é um tema constante tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Ela eleva o homem acima de seus pensamentos e receios íntimos para enxergar algo de objetivo. O apóstolo Pedro relembrou a seus leitores: “Ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5.7). O que Deus fez no passado deve nos dar esperança que ele fará também no nosso futuro.

Moisés relembra o que eles tinham visto acontecer no Egito, onde seus inimigos tinham todas as vantagens possíveis contra eles e ainda assim foram derrotados e humilhados. O exército egípcio sendo dificultados pela nuvem da presença de Deus confessaram: “Fujamos da face de Israel, porque o Senhor por eles peleja contra os egípcios” (Êxodo 14.25). Na época, o Egito era a maior potência militar do mundo. E, no entanto, o Senhor derrotara os egípcios. Os habitantes da terra de Canaã, embora formassem sete nações, não constituíam um obstáculo maior do que o Egito

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Mateus 6:33

 

Mateus 6:33 “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

 

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça,”

Jesus sugere modos de derrotar a ansiedade e um deles está aqui. A aceitação da vontade divina, e o propósito de pô-la em ação em nossas vidas, é a primeira maneira de derrotar a preocupação. Em vez de correr primeiramente atrás das necessidades físicas da vida, Jesus instruiu Seus discípulos a buscar, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça. A busca de alimentação e vestuário como o bem supremo é característica dos ímpios (v.32), que nada sabem de um Pai celestial a cujos olhos cada um dos seus filhos é infinitamente precioso e que está plenamente ciente de todas as suas necessidades.

As palavras “reino” (basileia) e “justiça” (dikaiosune) aparecem com freqüência em todo o Sermão do Monte (5:3, 6, 10, 19, 20; 6:1, 10, 13, 33; 7:21). O “Seu reino” refere-se ao governo ou domínio de Deus, que tomou forma no estabelecimento da igreja de Cristo. Mais adiante em Mateus, os termos “reino” (basiléia) e “igreja” (ekklesia) são usados quase alternadamente designando a mesma coisa (16:18, 19).

A “Sua justiça” refere-se ao padrão de vida de Deus, que requer seguir os Seus mandamentos de coração. No passado, os decretos justos de Deus foram revelados por meio da lei de Moisés. Contudo, Cristo veio para instituir uma nova aliança. Aqueles que se tornam participantes desta aliança precisam concordar em aceitar todo o ensinamento de Cristo, fazendo assim o seu querer e sua vontade. Buscar o Reino de Deus e fazer a vontade de Deus nesse contexto são a mesma coisa: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6:10).

Deus quer que as pessoas O “busquem” (Atos 17:26, 27; Hebreus 11:6). A palavra grega traduzida por “buscar” (zeteo) aparece inúmeras vezes no Novo Testamento. Aqui, é um imperativo presente que indica busca contínua e não um acontecimento único. A prioridade da vida de uma pessoa deve ser buscar “o reino e sua justiça”. O resultado, nas palavras de Paulo, será “justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17).

 

 “... e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

Colocar o reino de Deus e Sua justiça em primeiro lugar remove as preocupações insensatas com questões materiais. Se este for o nosso objetivo primário, as nossas outras solicitações necessárias serão satisfeitas. Ele prometeu que, se os filhos de Deus fizerem isto, todas estas coisas (as necessidades da vida) estarão disponíveis a eles.

Em outras palavras, se seus filhos orarem primeiro, “Venha o teu reino”, o seu “ pão de cada dia” será providenciado. Orígenes atribui ao “ Salvador” um pronunciamento que parece de fato ser uma variante deste versículo. “Pedi as grandes coisas, e as pequenas coisas vos serão acrescentadas; pedi as coisas celestiais, e as terrenas vos serão dadas também”.

Deus há de suprir cada uma de vossas necessidades, ou seja, todas: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (Filipenses 4.19). Isto significa que Deus nos dará toda e qualquer coisa que quisermos? Não. Alguém disse que Ele suprirá as nossas “carências”, e não as nossas “querências”. O Senhor supre aquilo que realmente precisamos, aquilo que é bom para nós. Earl Palmer escreveu: “Nossas necessidades são definidas pelo que Deus quer que nos tornemos, e não pelo que queremos ser ou fazer”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_03.pdf

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

Deuteronômio 7.6

 

Deuteronômio 7.6 “Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há.” 

 

“Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus;”

O motivo de Israel ser um povo santo foi à eleição divina. Da mesma forma que aceitar a fé nos torna justos. Israel conforme a eleição se tornou santos. Deus escolheu Israel dentre todos os povos que há sobre a terra. Isto faz lembrar de Êxodo 19:5, 6: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”, essa é a clássica formulação do singular status teocrático para o qual Israel foi escolhido.

Essa vocação superior veio acompanhada da tentação à jactância (Moisés confessa este problema nos caps. 8-10 e demonstra preocupação). Portanto, Israel foi lembrada de se gloriar apenas no nome de Deus e jamais crer que foi por sua força e justiça que alcançou benefícios divinos: “Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade destas nações o Senhor teu Deus as lança fora, de diante de ti, e para confirmar a palavra que o Senhor jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Deuteronômio 9:5).

 

“... o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há.”

Por que Israel fora escolhido por Javé? A nação era apenas um pequeno grupo de pessoas sem grande cultura ou prestígio. Israel não possuía qualidade pessoais que motivassem tal escolha. A eleição foi puramente um ato divino. A causa básica de tal escolha se encontra no mistério do amor divino. No entanto, o fato é que Deus amou e escolheu a Israel, honrando assim a promessa que fizera aos patriarcas. Ele veio a um grupo pobre e oprimido, escravizado a Faraó, e o libertou mediante grandes atos salvadores.

A graça da eleição manifestou-se na escolha do povo de israel, segundo aprendemos no capítulo 9 de Romanos. A vontade soberana de Deus achava-se presente, visando a propósitos especiais. Israel haveria de tornar-se um instrumento da vontade divina, tendo em mira o bem de todos os povos. Isso se daria especialmente no caso de Jesus, Filho de Davi, filho de Abraão. Todas as nações e povos participariam, desse modo, desse propósito espiritual. E assim, em um sentido muito importante, todas as nações foram escolhidas em Israel, pois “Deus amou o mundo de tal maneira” (João 3.16). Em conseqüência, a escolha de Deus foi, ao mesmo tempo, sábia e benévola, e isso em um sentido universal. Deus escolheu as coisas fracas (1 Coríntios 1.26-31).

Vale observar que o crente em Cristo também é escolhido por Deus (João 15: 16) num ato de pura graça divina. Deus, em Cristo, veio aos homens que eram escravos do pecado, libertando-os do poder das trevas e transportando-os para o reino de Seu Filho amado: “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;  Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”  (Colossenses 1:13,14). Por isso a igreja também é chamada de nação santo: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz ” (1 Pedro 2.9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

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