quinta-feira, 4 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 4 DE JUNHO DE 2026 (João 1:42)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
4 DE JUNHO DE 2026
DEUS TRANSFORMOU COMPLETAMENTE A VIDA DE PEDRO

João 1:42 “E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

 

“E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas;”

Um dos dois discípulos de João Batista que ouviu falar de Jesus e se comprometeu a segui-lo foi André, o irmão de Simão. Depois que André achar o Senhor, a primeira coisa que fez foi procurar o seu próprio irmão, Simão (v.41). Embora pouco seja dito sobre André, cada menção dele o descreve levando alguém até Jesus (João 6:8, 9; 12:20–22).

Ele levou-o a Jesus” Levar seu irmão até Jesus talvez tenha sido o maior ato de serviço de André. Anos mais tarde, quando Simão Pedro fazia obras tão grandiosas em nome de Jesus em Jerusalém no primeiro Pentecoste cristão, em Cesaréia quando os gentios pela primeira vez ouviram e creram no evangelho, e em lugares bem mais distantes.  André deve ter se lembrado com profunda satisfação daquele dia em que promoveu o encontro entre seu irmão e seu mestre. Ninguém pode prever, ao levar um homem ou uma mulher a Jesus, o que ele fará desta pessoa.

Jesus já o conhecia o irmão de André e o chama pelo seu próprio nome: “Tu és Simão, filho de Jonas”. Este é o nome completo pelo qual Simão era conhecido, ele é abreviado em Mateus 16.17 para “Simão Barjonas" e traduzido aqui por Simão, o filho de Jonas.

 

“... tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

Jesus olhou cuidadosamente para o recém chegado e mudou seu nome para Cefas: “tu serás chamado Cefas”, um nome aramaico que significa “pedra” e o equivalente ao vocábulo grego (Petros). Na Bíblia, a mudança de nome freqüentemente significava mudança da natureza da pessoa, da sua situação ou experiência (Genesis 32.28). Este encontro com Jesus se constituiu em ponto crítico na vida de Pedro, a hora em que ele passou a ser de Cristo.

No entanto esse nome não parece descrever o temperamento impulsivo de Pedro. A mudança de nome poderia se aplicar à pessoa que o Senhor esperava que Pedro se tornasse e ao homem que Pedro acabou se tornando: “o homem rocha”.

O novo nome foi sinal da autoridade de Cristo exercida sobre Pedro, assim como um rei pode alterar o nome dc alguém que levou cativo (Genesis 41.45). Daquele momento em diante, Pedro ficou pertencendo a Cristo e, com todo amor, chamava-o de Mestre.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_03.pdf

 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Texto Áureo Lição 10: A experiência transformadora de Jacó. Genesis 28.15

TEXTO ÁUREO

Gênesis 28:15 “E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 3 DE JUNHO DE 2026 (Gênesis 32:28)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

3 DE JUNHO DE 2026
DEUS TRANSFORMOU JACÓ EM ISRAEL

Gênesis 32:28 “Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”

 

“Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel;”

O anjo informou ao patriarca que ele já não se chamaria Jacó, que significa “aquele que pega pelo calcanhar” (Genesis 25:26; 27:36), e sim Israel. É admirável o grande número de possíveis sentidos que os intérpretes dão a esse nome: “Deus luta”. Essa é a etimologia popular, que também pode indicar o verdadeiro sentido do nome. “Deus governa". “Aquele que luta com Deus” (Oséias 12.3,4) ou “Aquele que prevalece com Deus”(NVI). “Príncipe de Deus”. Pois o termo hebraico “sar" (como se vê no nome de Sara), que significa “príncipe” King James Version [somente na versão inglesa]. Por extensão, “príncipe de Deus que tem poder diante de Deus” ou “Príncipe que prevalece diante de Deus".

Se os estudiosos do idioma hebraico não nos podem fornecer uma resposta única, pelo menos fica claro um ponto: o fraco Jacó tornou-se o poderoso Israel, aquele que lutara com um ser angelical e vencera, mediante um poder miraculoso; agora era um príncipe de Deus que poderia prevalecer diante de Deus e dos homens; tinha lutado contra disparidades impossíveis e tinha vencido.

 

 “... pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”

O significado de “Israel” é paradoxal: somente quando Jacó se dispôs a sujeitar-se a Deus e deixar que Ele prevalecesse em sua vida, pôde ele prevalecer sobre as circunstâncias que atravessava. Em outros relatos bíblicos, quando um nome foi modificado, isso implicou uma mudança de caráter e de vida (Genesis 17:4, 5, 15, 16; Números 13:16; João 1:40–42). Parece ser esse o caso aqui. A mudança de nome veio acompanhada de uma bênção divina sobre Jacó e seus descendentes.

Deus lutaria por meio dele na futura nação de Deus, e essa nação venceria. O Messias viria ao mundo por intermédio dele, a fim de abençoar todas as nações, em consonância com o Pacto Abraâmico. Por meio desse pacto, todos os povos haverão de ter poder diante de Deus e de prevalecer.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201602_04.pdf

 

terça-feira, 2 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 2 DE JUNHO DE 2026 (Gênesis 17:15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
2 DE JUNHO DE 2026
DEUS TRANSFORMOU SARAI EM SARA

Gênesis 17:15 “Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome.”

 

“Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai,”

Antes deste capítulo, Deus fez a Abraão a promessa de um filho; mas Ele não fez referência a Sarai ser a mãe do menino. Certamente foi por isso que Sarai convenceu o marido de que a maternidade através de Agar era o meio lógico de cumprir a profecia do Senhor. Iavé descartou essa estratégia no capitulo 16 e aqui Ele confirmou explicitamente que a posteridade se daria através de Sarai.

Para deixar isso claro, o Senhor informou ao patriarca que sua mulher teria um novo nome. Nomes novos indicavam novas circunstâncias que agora surgiriam, um novo passo no desenvolvimento do pacto: uma nova intervenção divina nas atividades dos homens. Ela já não se chamaria Sarai; porém Sara. A mudança de nome não significou somente que ela tinha sido admitida ao pacto. Mas mostrou que ela seria uma personagem importante no seu cumprimento.

 

“... mas Sara será o seu nome.”

Embora Deus tenha explicado a mudança de nome de Abraão, Ele não explicou razão alguma para a mudança de nome de sua esposa. Parece que Sarai e Sara são apenas uma forma antiga e outra mais nova da mesma palavra, “princesa”. “Sara” é apenas uma grafia alternativa de “Sarai”. Mas o fato de se lhe dar nome de novo constituiu um marco e a introduziu na promessa por seus próprios direitos.

Sara foi escolhida como aquela por meio de quem nasceria o filho prometido por Deus. Ela tornou-se a princesa absoluta, pois dela descenderia toda a linhagem real, que culminaria no Rei dos reis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 1 DE JUNHO DE 2026 (Gênesis 17:5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
1 DE JUNHO DE 2026
DEUS TRANSFORMOU ABRÃO EM ABRAÃO

Gênesis 17:5 “E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

 

“E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome;”

A relevância desta promessa ficou evidente na mudança do nome do patriarca de Abrão, que significa “pai exaltado”, dando talvez a entender que Abrão descendia de uma linhagem real.  Para Abraão “Pai de uma multidão", dando a entender as muitas nações que procederiam dele (vs. 4). Ainda que a etimologia exata desses termos seja discutida pelos eruditos, afinal a mudança não parece significativa, é perceptível que Deus estava fazendo um jogo de palavras.

Segundo Henry Deus faz essa mudança para honrar seu amigo Abraão. Está escrito que é a glória da igreja que ela seja chamada por um novo nome, que a boca do Senhor nomeará: “E os gentios verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor designará” (Isaías 62.2). Desta maneira foi Abraão dignificado por aquele que é, na verdade, a fonte de toda a honra. Um dia todos os crentes receberão um novo nome: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17).

No mundo antigo do Oriente Próximo, uma mudança de nome era muito mais significativa do que é para nós. Hoje, um nome pode ser dado em homenagem a um antepassado genealógico ou a um herói moderno, ou pode ser um mero rótulo que soa agradável aos pais. No Antigo Testamento, os nomes eram mais importantes; geralmente expressavam as esperanças dos pais em relação ao tipo de pessoa que o filho seria e, às vezes, articulavam até o destino da criança: “E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou” (Gênesis 5:28,29). Uma mudança de nome costumava significar uma mudança do caráter do indivíduo ou um papel futuro em acontecimentos mundiais: “Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste” (Gênesis 32:28).

 

“... porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

Iavé não só garantiu a Abraão que ele seria o progenitor de “uma grande nação” (Gênesis 12:2) com muitos descendentes (Gênesis 15:5), mas também garantiu que Ele faria dele pai de numerosas nações. Para demonstrar o compromisso de Deus com a aliança, o autor de Gênesis traçou este tema através de vários ramos da genealogia de Abraão.

De Abraão descenderam muitas nações a partir de seu filho Ismael (Genesis 25:12-16). “Nações” se formariam também a partir dos descendentes de sua esposa Quetura (Gênesis 25:1–4), e seu neto Esaú (Gênesis 36:1–43). Mas Israel viria através de Isaque, o filho prometido; e de Israel viria o Cristo, o Pai espiritual de todos os homens de fé, sem importar sua origem racial: “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” (Gálatas 3:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

 

domingo, 31 de maio de 2026

Lição 10: A experiência transformadora de Jacó – 2 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO

Gênesis 28:15 “E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

 

“E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra;”

Deus incentivou Jacó adicionando promessas para encorajá-lo em sua solidão, medo e incerteza quanto aos perigos que o aguardavam até Padã-Arã. Padã-Arã é uma a planície de Arã, era um distrito situado perto de Harã, a noroeste da Mesopotâmia, onde se estabelecera Naor, irmão de Abraão. Era a terra natal de Rebeca. O Senhor disse: “eis que eu Estou contigo”. Jacó estava distante de casa, em um território desconhecido, sem nenhum amigo por perto; mas a presença divina estava com Ele, e nunca o abandonaria. Esta é a mesma promessa que Deus fez a Isaque, quando este se mudou para habitar entre os inconfiáveis e às vezes hostis filisteus (Genesis 26:3, 24; 31:3; 46:4; 48:21).

Iavé também assegurou que ele o guardaria por onde quer que fosse, vigiando-o e protegendo-o (Salmos 91:11–16). Haveria animais ferozes nos campos; haveria assaltantes nas estradas; haveria vizinhos hostis; o próprio Esaú seria um perigo imediato. Deus também disse que faria [Jacó] voltar à terra de Canaã, de onde ele estava fugindo. Sua viagem não terminaria em Harã; ele regressaria ao lar no futuro. Seus pais o mandaram sair da Terra Prometida, mas Iavé guiaria o seu regresso ao lar. Para Jacó, essas palavras foram proféticas. Isso se cumpriria em Gênesis 31:3: “E disse o Senhor a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo”.

 

“... porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

Quaisquer que fossem os obstáculos confrontados por Jacó naquela viagem solitária, a promessa solene de Deus era que Ele não o desampararia, até cumprir tudo que prometera: “porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la” (Jeremias 1:12). 

Iavé era diferente dos deuses locais de Canaã, da Síria e da Mesopotâmia, considerados impotentes fora de seus territórios. Ele estava com Jacó em Betel, estaria com ele em Harã e tornaria com ele a Canaã. O Deus único e verdadeiro fez uma promessa, um voto, absoluto a Jacó de que nada poderia atrapalhar ou impedir o sucesso de sua missão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_05.pdf

sábado, 30 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 30 DE MAIO DE 2026 (Romanos 12:12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
30 DE MAIO DE 2026
O VALOR DO AMOR FRATERNAL

Romanos 12:12 “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;”

 

“Alegrai-vos na esperança,”

Mesmo que hoje seja um dia mau, o amor derramado em nossos corações pelo Espírito Santo tem esperança de que amanhã será melhor. Não é concebível um cristão sem esperança. O cristão deve ser essencialmente um otimista. Justamente porque Deus é Deus, o cristão sabe sempre que "o melhor ainda está por vir". Afinal ele conhece a graça suficiente para todas as coisas, e a força que se aperfeiçoa na fraqueza, o cristão sabe que não há empresa demasiado grande para ele. "Não há na vida situações desesperadas; só há homens que desesperaram de si mesmos." Davi louvou assim: “Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes” (Salmos 27:13).

No capítulo 8 Paulo disse que “os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8. 18). A esperança sempre é motivo para se alegrar. Leon Morris escreveu: Os cristãos do primeiro século geralmente tinham pouco para se alegrar ou esperar neste mundo, mas eles se alegravam no Senhor sempre (Filipenses 4:4) e sabiam que Cristo estava dentro deles, “a esperança da glória” (Colossenses 1:27).

Devemos cruzar os vales da vida com os olhos cravados na esperança da gloriosa volta de Cristo. Esta não é uma esperança vaga nem vazia. E uma esperança segura, que não nos decepciona nem nos deixa envergonhados. William Hendriksen diz que a esperança da salvação futura estimula a alegria presente.

 

 “... sede pacientes na tribulação,”

Porque o amor se alegra na esperança, ele é “paciente na tribulação”. A palavra traduzida por “tribulação” significa basicamente “pressão”, uma pressão que “queima o espírito”. Na época de Paulo, os cristãos compunham um pequeno segmento da sociedade, vulnerável aos editos das autoridades governamentais e alvo fácil de inimigos religiosos. Para o cristão daquela época, a tribulação era um fato da vida: “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22).

A tribulação é pedagógica. Ela gera paciência triunfadora. Não poderíamos exercer a paciência sem o sofrimento, porque sem este não haveria necessidade de paciência. A paciência nasce do sofrimento. As grandes lições da vida, nós as aprendemos no vale da dor. O sofrimento é não apenas o caminho da glória, mas também o caminho da maturidade. O rei Davi afirmou: “Foi-me bom ter passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (SaImo 119.71). O patriarca Jó disse que antes do sofrimento conhecia a Deus só de ouvir falar, mas por meio do sofrimento seus olhos puderam contemplar o Senhor (Jó 42.5).

 

Em meio a tribulação, o cristão deve exercer a paciência. “Paciente” significa “permanecer embaixo de”. O amor não desiste; tudo suporta; não pula fora; ele nos impede de abandonar a fé quando as pressões da vida parecem esmagadoras.

 

“... perseverai na oração;”

Um fator importante para estar cheio de esperança e ter paciência é a oração. A oração é a linha de comunicação com o Criador. A oração não é um ato opcional; ela é imprescindível. Em outra passagem Paulo disse: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17). A parábola da viúva persistente mostra que a oração intermitente em tempos de crise é o meio pelo qual os discípulos do Reino se valem da justiça do Pai a seu favor. Perseverante” significa “ser firme” ou “agüentar”. Significa “persistir, continuar firmemente”.

Não é certo que existem períodos em que transcorrem dias e semanas sem falar com Deus? Quando um homem deixa de orar se despoja a si mesmo da força de Deus nosso Senhor. Quem persevera na oração se prepara para ser paciente na tribulação e se alegra, afinal possui esperança que suas orações serão ouvidas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200904_05.pdf

 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 29 DE MAIO DE 2026 (Efésios 6.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
29 DE MAIO DE 2026
PRINCÍPIOS DO SENHOR PARA OS PAIS

Efésios 6.4 “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor. ” 


“E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos” 

O sentido da palavra "ira" nesse versículo é represália ou repulsa. Um tipo de exigência irracional e incompreensível não oferece aos filhos a condição espontânea de obedecer. Ao contrário, cria neles a revolta e uma espécie de antipatia em relação ao tipo de obediência exigida. Não provocar "a ira" a nossos filhos equivale a reconhecer que eles são iguais a nós como pessoas dotadas de sentimentos. A ira pode ser representada por aqueles sentimentos que criam o ódio, a amargura, o rancor. Os pais, quando tratam com os filhos, devem lembrar-se de que eles são seres humanos, não máquinas nem robôs. Deve-se respeitar o sentimento deles. A provocação da ira nos filhos afasta-os da comunhão com os pais e os torna, muitas vezes, alienados dentro do lar. Os pais podem facilmente abusar da autoridade, ou por fazerem exigências irritantes ou absurdas que não levam em conta a inexperiência, ou por severidade e crueldade num extremo, ou por favoritismo e agrados exagerados no outro, ou por humilhar e oprimir os filhos, ou por fazer uso de duas armas vingativas: a ironia e a ridicularizarão. Estas são algumas das atitudes dos pais que provocam ressentimento e ira nos filhos. O mesmo versículo apresenta o caminho para que os pais levem seus filhos à obediência, que é a disciplina:


"..., mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor". 

A disciplina deve ser coerente com os padrões familiares expostos na Bíblia. A disciplina deve ser consistente, ainda que flexível, isto é, ela deve ser aplicada com firmeza e não deve sofrer alteração depois de emitida uma ordem disciplinar. Entretanto, a disciplina deve ser flexível quanto ao método aplicado. Os pais não devem persistir num método cujo efeito não alcance o objetivo educacional. Os filhos devem sentir a força e o peso da disciplina aplicada e mantida, para que os pais não caiam em descrédito perante eles.A disciplina feita na "admoestação do Senhor" formará personalidades fortes e sadias, moral e espiritualmente. A disciplina dentro dos padrões bíblicos corrige não só os filhos, mas também os pais quanto aos métodos aplicados. O padrão bíblico de disciplina familiar equilibra os métodos aplicados. Esses métodos não devem ser excessivos nem permissivos. A disciplina excessiva traz amargura e alienação dentro do lar. A disciplina permissiva satisfaz todos os desejos dos filhos maus ou bons, e os transforma em tiranos e libertinos. A Bíblia também é instrumento de correção, conforme está escrito: "Toda a escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir e para instruir em justiça" (2Timoteo 3.16).

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
18/04/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD.

CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios 3a Ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_03.pdf

STOTT, Jonh. A mensagem e Efésios – A nova sociedade de Deus. São Paulo:  Abu editora, 2001.

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Texto Áureo Lição 9: Jacó e Esaú: irmãos em conflito. Genesis 25.23

TEXTO ÁUREO

 Gênesis 25:23 “E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.”

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 28 DE MAIO DE 2026 (Deuteronômio 6.7)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
28 DE MAIO DE 2026
OS PAIS DEVEM SER EXEMPLO

Deuteronômio 6.7 “E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.”

“E as ensinarás a teus filhos“

No antigo testamento os pais tinham a responsabilidade de ensinar os filhos a respeito dos atos do Senhor em favor do povo de Israel: “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; ” (Salmos 78.5). Assim os filhos, mediante o testemunho dos pais, conheceriam a Deus e aprenderiam a teme-lo.

Aqueles que amam o Senhor Deus devem fazer tudo o que puderem para atrair a Ele as afeições de seus filhos, e assim conservar o vínculo da religião em suas famílias e impedir que seja cortado. Tu as estimularás em teus filhos, assim alguns o interpretam.

Repita frequentemente essas coisas a eles, e tente por todos os meios incuti-las na mente deles, e fazê-las penetrar em seus corações; assim como, ao afiar uma faca, ela é afiada, primeiro, em um lado e depois no outro. Seja cuidadoso e preciso ao ensinar teus filhos. E visa, assim como na afiação, a avivá-los e colocar neles um gume. Ensine-as aos teus filhos, não apenas àqueles que forem teus filhos carnais (dizem os judeus), mas a todos aqueles que estiverem, de qualquer forma, sob os teus cuidados e ensinos.

Portanto, esta preciosidade que nos é confiada, nós devemos transmitir cuidadosamente para aqueles que vêm depois de nós, para que possa ser perpetuada.

 

“...e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. ”

Que a palavra de Deus seja o assunto da nossa conversa familiar, onde quer que estejamos. Especialmente com os nossos filhos, que devem ser ensinados a servir a Deus. Grande esforço e cuidado devem ser empreendidos para familiarizar os filhos desde cedo, e fazê-los apreciar a palavra de Deus e as coisas maravilhosas da sua lei.

Falarás a eles enquanto tu te assentares em tua casa para trabalhar ou para comer, ou para descansar, ou para receber visitas. Nos momentos de diversão ou em conversas, ou em viagens, quando à noite tu estás te despedindo da família para ir dormir, e quando pela manhã te levantares e retornares novamente ao convívio com a tua família.

Aproveite todas as ocasiões para discorrer sobre as coisas divinas com aqueles que estiverem à tua volta. Não sobre mistérios não revelados (29.29), ou questões de discussão duvidosa, mas sobre as claras verdades e as leis de Deus, e as coisas que dizem respeito à nossa paz.

Pois quanto mais nos familiarizarmos com elas mais as admiraremos e seremos influenciados por elas. Nada irá contribuir mais para a prosperidade e perpetuidade da fé em Deus em uma nação do que a boa educação dos filhos: se a semente for santa, a essência de uma terra será santa.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.