domingo, 1 de novembro de 2026

Lição 6: A Aliança e as bênçãos da obediência . 4 Trimestre de 2026.

 

TEXTO ÁUREO

“Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há.” (Deuteronômio 7.6)

 

“Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus;”

O motivo de Israel ser um povo santo foi à eleição divina. Da mesma forma que aceitar a fé nos torna justos. Israel conforme a eleição se tornou santos. Deus escolheu Israel dentre todos os povos que há sobre a terra. Isto faz lembrar de Êxodo 19:5, 6: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”, essa é a clássica formulação do singular status teocrático para o qual Israel foi escolhido.

Essa vocação superior veio acompanhada da tentação à jactância (Moisés confessa este problema nos caps. 8-10 e demonstra preocupação). Portanto, Israel foi lembrada de se gloriar apenas no nome de Deus e jamais crer que foi por sua força e justiça que alcançou benefícios divinos: “Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade destas nações o Senhor teu Deus as lança fora, de diante de ti, e para confirmar a palavra que o Senhor jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Deuteronômio 9:5).

 

“... o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há.”

Por que Israel fora escolhido por Javé? A nação era apenas um pequeno grupo de pessoas sem grande cultura ou prestígio. Israel não possuía qualidade pessoais que motivassem tal escolha. A eleição foi puramente um ato divino. A causa básica de tal escolha se encontra no mistério do amor divino. No entanto, o fato é que Deus amou e escolheu a Israel, honrando assim a promessa que fizera aos patriarcas. Ele veio a um grupo pobre e oprimido, escravizado a Faraó, e o libertou mediante grandes atos salvadores.

A graça da eleição manifestou-se na escolha do povo de israel, segundo aprendemos no capítulo 9 de Romanos. A vontade soberana de Deus achava-se presente, visando a propósitos especiais. Israel haveria de tornar-se um instrumento da vontade divina, tendo em mira o bem de todos os povos. Isso se daria especialmente no caso de Jesus, Filho de Davi, filho de Abraão. Todas as nações e povos participariam, desse modo, desse propósito espiritual. E assim, em um sentido muito importante, todas as nações foram escolhidas em Israel, pois “Deus amou o mundo de tal maneira” (João 3.16). Em conseqüência, a escolha de Deus foi, ao mesmo tempo, sábia e benévola, e isso em um sentido universal. Deus escolheu as coisas fracas (1 Coríntios 1.26-31).

Vale observar que o crente em Cristo também é escolhido por Deus (João 15: 16) num ato de pura graça divina. Deus, em Cristo, veio aos homens que eram escravos do pecado, libertando-os do poder das trevas e transportando-os para o reino de Seu Filho amado: “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;  Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”  (Colossenses 1:13,14). Por isso a igreja também é chamada de nação santo: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz ” (1 Pedro 2.9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

sábado, 31 de outubro de 2026

VIVENDO O AMOR A DEUS COM FIDELIDADE NO DIA A DIA (Deuteronômio 6:5/João 14.15) 31/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
31 DE OUTUBRO DE 2026
VIVENDO O AMOR A DEUS COM FIDELIDADE NO DIA A DIA

Deuteronômio 6:5 “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”

 

“Amarás, pois, o Senhor teu Deus”

Esse versículo está incluído no Shemá Israel. O Shemá é composto de três trechos da Torá (Deuteronômio 6:4-9; 11:13-21; e Números 15:37-41). È uma prece recitada duas vezes ao dia: ao deitar-se e ao levantar-se, conforme preceito da Torá.  Este verso também é conhecido como o grande mandamento (Marcos 12.29,30). O Senhor Jesus citou este trecho do em Seu sumário da natureza e da nossa obrigação diante a lei.

A obediência de Israel não deveria surgir de um legalismo estéril baseado na necessidade e no dever. Deveria surgir de um relacionamento baseado em amor. O termo bíblico “amar”, tem uma conotação muito profunda. Oséias usa esse verbo para expressar a afeição de Javé por Israel, fazendo uso de poderosas metáforas, extraídas da vida doméstica, do relacionamento entre marido e esposa: “E o Senhor me disse: Vai outra vez, ama uma mulher,…” (Oséias 3:1a) e do relacionamento entre pai é filho: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho” (Oséias 11:1).

O homem não pode amar a Deus conforme ama a outro ser humano. O amor a Deus envolve santo temor e reverência (vs. 13), e exprime-se por meio daquela lealdade devotada e singela de onde se deriva um serviço obediente e de todo o coração. O amor a Deus, desacompanhado da obediência, não é amor (1 João 4.7-21).

 

“... de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”

A extensão do amor do homem a Deus deveria ser total. Israel deveria amar a Deus com todo o seu ser. A expressão de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força é uma das favoritas em Deuteronômio (4: 29; 10: 12; 11: 13; 13: 3; 26: 16; 30: 2, 6, 10), e nos oferece uma percepção parcial da antiga psicologia hebraica.

O coração era considerado a sede da mente e da vontade bem como de uma vasta gama de emoções: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Provérbios 23.26). O termo alma é de difícil definição, mas parece ser referir à fonte de vida e vitalidade, ou mesmo do próprio “ser”. Nesse sentido Cristo derramou sua alma na morte por nós (Isaias 53.12). Os dois termos, coração e alma entre si indicam que o homem deve amar a Deus sem qualquer reserva em sua devoção. Para dar ainda mais força à ordem, uma terceira expressão é acrescentada, de toda a tua força, que diz respeito ao lado fisico e mental do ser humano.

Os que amam a Deus verdadeiramente precisam evidenciar isso por meio de ações, não só sentimentos. Isso tudo mostra que nosso amor para com o Senhor precisa ser relacional, ativo, intencional e abarcar todas as áreas da vida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216847/jewish/Shem-Israel.htm

 

João 14.15 “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.”

 

“Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.”

Até aqui Jesus falou do seu amor pelos discípulos e da obrigação deles de se amarem uns aos outros; agora, pela primeira vez neste evangelho, ele fala do amor deles por ele. O vínculo vital entre este amor é a obediência deles: “ Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14.23).

Esse é um tema que aparece diversas vezes nos escritos joaninos. “Este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos” (1 João 5.3), e o principal destes mandamentos é que os seguidores de Jesus devem se amar uns aos outros; na verdade, “nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos” (1 João 5.2). Amar o Pai implica em amar seus filhos; amar o Filho implica em amar seus seguidores; entre estes, o amor mútuo implica em amar o Pai e o Filho. Neste amor, a obediência aos mandamentos divinos alcança sua perfeição. E neste contexto de amor é feita a primeira promessa sobre o Parácleto.

Alguns pensam que essa linguagem é contrária ao amor. Jesus, porém, nunca viu a obediência e o amor como atos diferentes um do outro. Pelo contrário, Ele disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama, e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” (João 14.21). O amor a Deus é expresso na obediência a Ele.

Para Jesus, obedecer significou morrer na cruz (João 14:31). Após a longa e tentadora noite registrada nos capítulos 13 a 19, Jesus foi preso. No dia seguinte, Ele foi pregado numa cruz pelos pecados do mundo. Ao fazer isso, Ele ensinou a Seus discípulos à importância da obediência não só por palavras, mas também pelo exemplo: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 João 3.18). Obedecer é a maneira de expressarmos nosso amor a Deus.

C. K. Barrett  comenta: "João nunca permitiu que o amor se convertesse em um sentimento ou uma emoção. Sua expressão sempre é moral e se revela na obediência." Sabemos muito bem que sempre há pessoas que juram seu amor com palavras e empregam as ações exteriores do amor, mas que, ao mesmo tempo, infligem dor e destroçam o coração daquelas pessoas a quem dizem amar. Há meninos e jovens que afirmariam com toda certeza que amam a seus pais, mas que, apesar disso, causam-lhes dor e ansiedade. Há maridos que asseguram amar a suas esposas e esposas que dizem amar a seus maridos, mas que, mediante sua falta de consideração e sua irritabilidade fazem sofrer ao casal.

Para Jesus, o amor autêntico não é algo fácil. O verdadeiro amor só se mostra na obediência real. E, como resultado disso, o que os homens denominam amor não o é, pois o amor genuíno é assim.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200408_01.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

BARCLAY, William. The Gospel of John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

 

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

AMANDO A DEUS POR MEIO DA OBEDIÊNCIA SINCERA (Deuteronômio 10:12) 30/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
30 DE OUTUBRO DE 2026
AMANDO A DEUS POR MEIO DA OBEDIÊNCIA SINCERA

Deuteronômio 10:12 “Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus pede de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma,”

 

“Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus pede de ti,”

Essa frase é uma pergunta retórica que terá resposta no mesmo versículo e no próximo. A pergunta retórica é: “Agora, pois, ó Israel, que é que Javé teu Deus requer de ti?”. Essa pergunta deve ser comparada a Miquéias 6:8: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8).

A totalidade da exortação deuteronômia será aqui poderosamente sumariada. Os vss. 12 e 13 repetiram as exigências totais que Deus impôs ao Seu povo. Os requisitos de Deus podem ser resumidos sob cinco exigências: temê-lo, reverenciá-lo, andar em todos os Seus caminhos, amá-lo, servi-lo com a totalidade do ser, e guardar Seus mandamentos e estatutos (v.13).

 

“... senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma,”

A palavra Temer (Reverenciar) ocorre muitas vezes em Deuteronômio (6: 13s.; 10: 12, 20; 11: 22; 13: 4, etc.). Esse contexto vai além da reverência de respeito que alguns intérpretes reduzem a questão. Pois o Deus de Israel estava pronto para destruir os desobedientes, conforme fez em várias outras ocasiões. Por conseguinte, um temor genuíno é indispensável para que alguém se relacione com êxito com o Senhor: "O temor do Senhor é fonte de vida para evitar os laços da morte" (Provérbios 14:27).

O temor de Deus é o ponto de partida, é principio da sabedoria (Provérbios 1.7). Esse temor deve ser uma característica de todos os santos: “Então aqueles que temeram ao Senhor falaram frequentemente um ao outro; e o Senhor atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o Senhor, e para os que se lembraram do seu nome” (Malaquias 3:16), bem como uma fonte de alegria para eles (Salmo 2.11)

O Amor é a afeição e devoção total do coração, alma e forças (6:4-5). É o motor que impede que a obediência vire apenas um legalismo frio. O amor é à base de todos os atos realmente espirituais e de toda conduta cristã. É a essência da lei, conforme Paulo nos diz em Romanos 13.8-10 : ”porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” A quem Jesus fez o maior dos mandamentos (Mateus 22:37).

 

Andar em seus caminhos refere-se à conduta diária e ao estilo de vida. O ato de andar expressa a natureza geral da vida espiritual, muito comum nas páginas do NT. (Gálatas  5:16,25; 6:16; Romanos 4:12).Quem teme e ama escolhe trilhar a estrada que Deus apontou. Essa expressão é uma metáfora. A maneira de andar, ou a conduta deve identificar o cristão: “Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus” (2 Reis 4:9).

Servir diz respeito a dedicação ativa e o culto exclusivo a Deus, rejeitando totalmente a idolatria. Este é o cumprimento prático da lei do amor. E, no contexto da lei, indicava o cumprimento de todos os deveres cerimoniais do tabernáculo, como os sacrifícios, os ritos etc. Mas essa palavra também indica atos de amor e misericórdia e a prática das boas obras.

O modo de servir deve ser de todo o coração, ilimitado e intenso, a saber, de todo coração e alma, tal como nos é ordenado amar a Deus desse modo (Deuteronomio 6.5). A espiritualidade deve envolver todos os aspectos da vida, e não meramente algo adicionado a ela. Essa é uma lição que só pode ser aprendida pelos homens mais espirituais. Todas as outras coisas dependem da espiritualidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia. São Paulo: Candeia, 1995.

 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Deuteronômio 32.4

 

Deuteronômio 32.4 “Ele é a Rocha cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.”

 

“Ele é a Rocha cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são;”

Deus é a Rocha. Ele é assim chamado por seis vezes neste capítulo. O erudito Sr. Hugh Broughton calcula que Deus é chamado de Rocha dezoito vezes no Antigo Testamento (além destas neste capítulo), e acusa, os papistas, de fazerem do apóstolo Pedro um deus quando o consideram a rocha sobre a qual a igreja é edificada.

O Novo Testamento ensina peremptoriamente que a Rocha é Cristo: “E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1 Coríntios 10:4). Conforme o uso que se faz do termo no Antigo Testamento (32.15,18; 2 Samuel 22.2,3; Salmo. 18.2; Habacuque 1.12).

Deus é estável, permanente, Todo-poderoso. E isso faz um violento contraste com os deuses de madeira, de pedra e de metal. Ele não é moral e caprichoso como os deuses imaginários do Oriente Próximo:  "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação" (Tiago 1:17).

A sua “obra é perfeita”. Sua obra da criação assim o era, muito boa: “Deus viu tudo o que havia feito e percebeu que tudo havia ficado muito bom” (Gênesis 1:31 NVI). As suas obras de providência o são, ou o serão, no devido tempo. E quando o mistério de Deus estiver terminado, a perfeição das suas obras será manifesta a todo o mundo. Nada do que Deus faz pode ser modificado, ou melhorado. As melhores das obras dos homens são imperfeitas, têm as suas falhas e os seus defeitos, e são inacabadas. Mas, quanto a Deus, a sua obra é perfeita. Ele sempre conclui aquilo que começa: “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele” (Eclesiastes 3.14).

“Todos os seus caminhos juízo são”. Caminho diz respeito a padrão de conduta e comportamento ético e moral. Juízo significa prudência e também justiça. Os caminhos do Senhor são retos e justos: “Quem é sábio, para que entenda estas coisas? Quem é prudente, para que as saiba? Porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (Oséias 14:9).

 

“Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.”

Ele é um Deus de verdade, cuja palavra podemos aceitar, e nela podemos confiar, pois não pode mentir aquele que é fiel a todas as suas promessas, nem suas ameaças cairão por terra:

 “Não há nele injustiça”, Deus jamais enganou a ninguém que confiasse nele, jamais prejudicou a ninguém que apelasse à sua justiça, nem foi duro com ninguém que se colocasse sob a sua misericórdia: “nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca” (Isaías 53:9). Assim como Ele não prejudicará a ninguém, punindo mais do que a pessoa merece, pois “Justo e reto é”, e também não deixará de recompensar a todos aqueles que o servem, ou que sofrem por Ele: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça” (Lucas 18:7,8).

Ele é a nossa rocha, e nele não há injustiça. Nem pode haver: "Para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha e nele não há injustiça" ( Salmos 92.15.).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ENSINANDO A PALAVRA NO LAR PARA FORMAR GERAÇÕES FIÉIS (Deuteronômio 6.7/Provérbios 22.6) 29/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
29 DE OUTUBRO DE 2026
ENSINANDO A PALAVRA NO LAR PARA FORMAR GERAÇÕES FIÉIS

Deuteronômio 6.7 “E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.”

“E as ensinarás a teus filhos“

No antigo testamento os pais tinham a responsabilidade de ensinar os filhos a respeito dos atos do Senhor em favor do povo de Israel: “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; ” (Salmos 78.5). Assim os filhos, mediante o testemunho dos pais, conheceriam a Deus e aprenderiam a teme-lo.

Aqueles que amam o Senhor Deus devem fazer tudo o que puderem para atrair a Ele as afeições de seus filhos, e assim conservar o vínculo da religião em suas famílias e impedir que seja cortado. Tu as estimularás em teus filhos, assim alguns o interpretam.

Repita frequentemente essas coisas a eles, e tente por todos os meios incuti-las na mente deles, e fazê-las penetrar em seus corações; assim como, ao afiar uma faca, ela é afiada, primeiro, em um lado e depois no outro. Seja cuidadoso e preciso ao ensinar teus filhos. E visa, assim como na afiação, a avivá-los e colocar neles um gume. Ensine-as aos teus filhos, não apenas àqueles que forem teus filhos carnais (dizem os judeus), mas a todos aqueles que estiverem, de qualquer forma, sob os teus cuidados e ensinos.

Portanto, esta preciosidade que nos é confiada, nós devemos transmitir cuidadosamente para aqueles que vêm depois de nós, para que possa ser perpetuada.

 

“...e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. ”

Que a palavra de Deus seja o assunto da nossa conversa familiar, onde quer que estejamos. Especialmente com os nossos filhos, que devem ser ensinados a servir a Deus. Grande esforço e cuidado devem ser empreendidos para familiarizar os filhos desde cedo, e fazê-los apreciar a palavra de Deus e as coisas maravilhosas da sua lei.

Falarás a eles enquanto tu te assentares em tua casa para trabalhar ou para comer, ou para descansar, ou para receber visitas. Nos momentos de diversão ou em conversas, ou em viagens, quando à noite tu estás te despedindo da família para ir dormir, e quando pela manhã te levantares e retornares novamente ao convívio com a tua família.

Aproveite todas as ocasiões para discorrer sobre as coisas divinas com aqueles que estiverem à tua volta. Não sobre mistérios não revelados (29.29), ou questões de discussão duvidosa, mas sobre as claras verdades e as leis de Deus, e as coisas que dizem respeito à nossa paz.

Pois quanto mais nos familiarizarmos com elas mais as admiraremos e seremos influenciados por elas. Nada irá contribuir mais para a prosperidade e perpetuidade da fé em Deus em uma nação do que a boa educação dos filhos: se a semente for santa, a essência de uma terra será santa.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.


Provérbios 22.6 “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. ”

 

“Educa a criança no caminho em que deve andar;

Provérbios são declarações sucintas que geralmente empregam linguagem metafórica para expressar uma verdade geral. Às vezes chamados de “máximas” ou “aforismos”, são encontrados ao longo de toda a Bíblia (SaImos 49.16-20; Isaías 5.21; Jeremias 23.28b; 31.29 etc.). Os mais conhecidos, naturalmente, estão em Provérbios e talvez esse seja um dos mais famosos. Provérbios não podem ser considerados leis absolutas, porque há exceções. Eles são, na realidade, verdades gerais. Não devem então ser considerados como promessas.

Segundo o Dicionário Houaiss “a palavra educar vem do latim educo e significa ‘criar uma criança’; cuidar, instruir”. Podemos definir educação como ensino e instrução. Educar ou ensinar uma criança sempre foi dever dos pais. No antigo testamento os pais tinham a responsabilidade de ensinar os filhos a respeito dos atos do Senhor em favor do povo de Israel: “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; ” (Salmos 78.5).

Assim os filhos, mediante o testemunho dos pais, conheceriam a Deus e aprenderiam a temê-lo: “No dia em que estiveste perante o SENHOR, teu Deus, em Horebe, o SENHOR me disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos” (Deuteronômio 4.9,10).

A educação cristã de nossos filhos deve ser de suma importância para nós, tanto quanto a educação secular nas escolas. Por isso, é importante levá-los à Escola Dominical, onde aprenderão sistemática e didaticamente a Palavra, por meio de histórias, leitura da Bíblia. Lamentavelmente, muitos pais vão à igreja sem seus filhos.

As crianças e os jovens devem ser persuadidos, com amor, a ir à Casa do Senhor. Jesus repreendeu os discípulos quando tentaram impedir que crianças chegassem a Ele: “Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus” (Marcos 10.14). A Educação Cristã começa no lar e é fortalecida na Igreja, notadamente na Escola Dominical.

 

“... e até quando envelhecer não se desviará dele. ”

Por ser o temor o princípio da sabedoria (Provérbios 9.10). Pode se esperar uma inclinação da agora crescida criança para o Reino de Deus. Pois o temor será para ela como um freio contra o pecado (Êxodo 20.20), pois ela aprendeu a afastar-se do que é mal.

Uma criança, depois de crescida, pode seguir ou não os caminhos do Senhor. Todavia, o que aprendeu na infância e na igreja a levará por toda a vida. São as chamadas "primeiras impressões", que se gravam na mente plástica da criança e vão com ela para sempre.

Os filhos devem ser admoestados de forma branda e benevolente, pois de outra maneira poderão apreender a odiar as coisas de Deus: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.4).

Podemos inferir que Manoá e sua esposa criaram Sansão de acordo com as orientações recebidas pelo Anjo do Senhor. Podemos ver que Sansão observava o protocolo do nazireado (Números 6.1-7), vindo a violá-lo progressivamente mais tarde.

Mas seus pais fizeram a parte deles, educando-o segundo a orientação divina recebida. Infelizmente, veremos que Sansão teve fraqueza de caráter e não honrou o voto de nazireu para com o Senhor. O que mostra que há pais zelosos que ensinam seus filhos no caminho em que devem andar, mas, infelizmente, algumas vezes, os filhos escolhem o caminho oposto. Por isso, a partir de uma certa idade, a responsabilidade diante de Deus é individual (Ezequiel 18.20; Romanos 2.6). Outrossim, por exemplo, Caim e Abel tiveram a mesma formação, mas comportamentos completamente distintos (Genesis 4.1-5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

STEIN, Robert H. Guia Básico para Interpretação da Bíblia. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RENOVATO, Elinaldo. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.


quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos do 4º Trimestre de 2026 da CPAD

Texto Áureo Lição 5: O grande mandamento. Deuteronomio 6.5

TEXTO ÁUREO

“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” 
(Deuteronomio 6.5)

GUARDANDO A PALAVRA NO CORAÇÃO E PRATICANDO COM FIDELIDADE (Deuteronômio 6:6) 28/10/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
28 DE OUTUBRO DE 2026
GUARDANDO A PALAVRA NO CORAÇÃO E PRATICANDO COM FIDELIDADE

Deuteronômio 6:6 “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;”

 

“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;”

Ou seja, toda a legislação mosaica (vs. 1), e isso sumariado e posto em prática através da Lei do Amor (vs. 5). A lei cai por terra quando não é acolhida no coração do ser humano. Pois do coração manam as intenções, as resoluções nobres e a força para cumprir a lei. A necessidade de ter a lei de Deus no teu coração ao invés de em simples tábuas de pedra é apresentada também em Deuteronômio 11:18: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma”.

O versículo anterior nos fornece três vocábulos, “coração”, “alma” e “força”. E agora o autor sagrado sumaria tudo com a palavra “coração”. A obediência espiritual é uma questão do coração, e não apenas da mente. O Targum de Jonathan diz aqui de modo pitoresco: “Nas tábuas do coração”, da mesma forma que a lei mosaica fora inscrita em tábuas de pedra (4.13).

A Palavra nos diz: "Dá-me, filho meu, o teu coração" (Provérbios 23.26) Quando o coração é dado, tudo se segue em encantadora ordem moral. Um coração amorável encontra o seu mais profundo gozo em obedecer a todos os mandamentos de Deus; e nada é de valor algum para Deus senão o que emana de um coração amoroso. O coração é a origem de todas “as saídas da vida” (Provérbios 4:23); e, por isso, quando é governado pelo amor de Deus há uma resposta amorosa a todos os Seus mandamentos. Nós amamos os Seus mandamentos, porque o amamos a Ele: “aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (João 14: 21; 1 João 5: 2).

Os pais destes hebreus falharam em guardar os mandamentos no coração: “Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre” (Deuteronômio 5:29). Posteriormente, seus descendentes também falharão, pois tornar-se-ão obstinados, teimosos e rebeldes. Seus corações ficarão completamente insensíveis à vontade de Deus, e se tornaram pedras; seus ouvidos estavam surdos aos clamores do Senhor: “Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração” (Deuteronômio 9:6).

Então Deus usará seus profetas para anunciar que criaria neles um novo coração: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne” (Ezequiel 36.26). A implantação do Espírito de Deus dentro deles transformará seus motivos e lhes capacitará a viver de acordo com os estatutos e os juízos de Deus: “Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jeremias 31.32-33).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

MACKINTOSH, C. H. Estudos sobre o livro de Deuteronômio. 2. ed. São Paulo: Associação Religiosa Impressa da Fé, 1979.

 

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Números 27:18

 

Números 27:18 “Então disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe a tua mão sobre ele.”

 

“Então disse o Senhor a Moisés: “

Moisés é avisado de que chegou a sua hora. Ele deve subir ao monte Abarim (Monte Nebo) a fim de ver a terra que seria dada aos filhos de Israel. Para que isto não desperte novas esperanças de que ele, afinal de contas, pudesse entrar em Canaã, Moisés é lembrado do seu pecado.

Então, Moisés ora para que Deus seja misericordioso para com o Seu povo, e tome providências para o seu futuro bem-estar, nomeando alguém para guiá-lo na batalha. Assim seu sucessor é anunciado: “Então disse o Senhor a Moisés...”

 

Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito,

Deus ordena que lhe separe Oséias, filho de Num, a quem Moisés chamava profeticamente de Josué, seu assistente (Êxodo 24,13), que foi um dos espias que havia visitado Canaã pessoalmente (13:8). A narrativa deixa claro que a sua liderança não será do mesmo tipo da de Moisés. Enquanto que com Moisés Deus falava face a face (12:6-8), Josué será instruído por Eleazar, o sumo sacerdote, que usará o Urim e Tumim, as sortes sagradas, para descobrir a vontade de Deus (Êxodo 28:30).

O Senhor identifica Josué, além do nome, como o homem em que há o Espírito. À semelhança de Moisés, o novo líder seria também cheio do Espírito. Josué já havia demonstrado as suas habilidades espirituais. Os Targuns de Onkelos e de Jonathan falam sobre os dons espirituais de Josué, que o qualificavam para o seu ofício, incluindo as qualidades de sabedoria para governar, coragem, prudência e grandeza mental. Ele tinha também o espírito de profecia, porque o Senhor freqüentemente falou através dele (Josué 4.1; 6.2; 7.10). Josué tinha sido fiel sobre o pouco, pelo que agora seria dirigente sobre muito (Mateus 25.21).

 

e impõe a tua mão sobre ele.”

A nomeação de Josué como sucessor de Moisés foi publicamente anunciada pela imposição de mãos deste: “E sobre ele impôs as suas mãos, e lhe deu ordens, como o Senhor falara por intermédio de Moisés” (27:23). Com este gesto simbólico, Josué foi identificado com Moisés, e tomou-se o seu representante para o futuro. A imposição de mãos continuou no Novo Testamento, para ordenar ocupantes para os cargos eclesiásticos (Atos 6:6; 1 Timóteo 4:14).

Mais tarde sua autoridade seria confirmada por Deus em pessoa, quando apareceu na coluna de nuvem no pátio do tabernáculo (Deuteronomio 31:14-15, 23). Mas somos informados de que foi a travessia do Jordão que realmente convenceu o povo de que Josué era o sucessor de Moisés escolhido por Deus: “Naquele dia o Senhor engrandeceu a Josué diante dos olhos de todo o Israel; e temeram-no, como haviam temido a Moisés, todos os dias da sua vida” (Josué 4:1).

Desta forma, a cerimônia registrada aqui estabelece uma co-regência, na vigência da qual Moisés e Josué foram co-líderes do povo, ou seja, um período de transição que terminou com a morte de Moisés no Monte Nebo, registrada em Deuteronômio 34.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

WENHAM, G. J. Números: Introdução e Comentário. Tradução Adiel Almeida de Oliveira. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova & Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, 1985.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Deuteronômio 31:3

 

Deuteronômio 31:3 “O Senhor teu Deus passará adiante de ti; ele destruirá estas nações de diante de ti, para que as possuas; Josué passará adiante de ti, como o Senhor tem falado.”

 

“O Senhor teu Deus passará adiante de ti; ele destruirá estas nações de diante de ti, para que as possuas;”

O Senhor tinha prometido que seguiria diante do povo de Israel à Terra Prometida, preparando o caminho, e então acompanharia os hebreus na conquista militar: "O Senhor vosso Deus que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, conforme a tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito" (1: 30).

Moisés lembra o povo que “o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite” (Êxodo 13:21). E pelejaria por eles (Êxodo 14.14) destruindo as nações para que eles possuíssem a terra.

Sete povos diferentes tinham de ser destruídos. Esses povos eram mais numerosos e mais poderosos do que Israel, mas faltava-lhes a ajuda divina, pelo que sucumbiram diante de um poder militar inferior: "Quando o Senhor, o seu Deus, os fizer entrar na terra da qual tomarão posse, ele expulsará de diante de vocês muitas nações: os heteus (ou hititas), os girgaseus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus (ou perizeus), os heveus e os jebuseus. São sete nações maiores e mais fortes do que vocês" (7.1).

Seria a presença de Deus que garantiria a vitória do povo: “quando saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo” (Deuteronômio 20.1).

 

“... Josué passará adiante de ti, como o Senhor tem falado.”

Josué já havia sido nomeado como o sucessor de Moisés. Após o Senhor se indignar contra Moisés, por causa do povo, lhe disse: “Também tu lá não entrarás. Josué, filho de Num, que está diante de ti, ele ali entrará; fortalece-o, porque ele a fará herdar a Israel” (Deuteronômio 1:37b,38).

Josué nasceu no Egito. Seu nome original era Oséias, mas Moisés o chamou Josué, que significa "Jeová é a salvação" ou "Deus salva" (Números 13.16). A história revela pouco sobre sua família, exceto pelo nome de seu pai, Num (Números 11:28). Ele nasceu na tribo de Efraim, provavelmente na região de Gósen, no Delta do Nilo. Ele nasceu escravo durante a opressão dos israelitas pelos egípcios. Josué era antes um assistente pessoal de Moisés e a partir daqui seria o líder que dirigiria os israelitas na conquista da Terra Prometida (Josué 1:1-9). 

Josué não seria um grande profeta como Moisés, o qual conheceu o Senhor face a face (Êxodo 33:11); mas seria um excelente instrumento para a missão de introduzir Israel na Terra Prometida, apto como general e um excelente líder. A missão de Josué era diferente da missão de Moisés, embora fosse uma missão necessária, que confirmava e ampliava o poder e a missão de Moisés. Os dois faziam parte da mesma equipe, e não competiam um com o outro.Na prática o representante do Senhor seria Josué, mas o líder de Israel continuaria a ser o Senhor que seria com ele: “Ninguém te poderá resistir, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei” (Josué 1:5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

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