domingo, 26 de julho de 2026

Lição 05: Cristo entre os Filósofos: o Deus Desconhecido se Revela – 3 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

Atos 17.30 “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

 

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ”

Paulo, no final de sua palestra, volta ao assunto inicial que era a ignorância humana: “Homens atenienses, em tudo vos vejo como sendo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: ao deus desconhecido. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” (Atos 17:22,23). Pela inscrição no altar, os atenienses reconheciam ser ignorantes em relação a Deus, e Paulo estava dando provas dessa ignorância. Aquilo que os gregos imaginavam ser refinada sabedoria não passava de crassa ignorância espiritual aos olhos do apóstolo Paulo.

Deus não levou em conta os tempos da ignorância. Isso não significa que ele não percebesse a ignorância, nem que tivesse aquiescido, considerando-a desculpável, mas que em sua longânima misericórdia, não deixou cair sobre eles o juízo que mereciam: “O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos (Atos 14.16).

Durante séculos, Deus se mostrou paciente com o pecado e a ignorância dos homens: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Romanos 3:25).

 

“... ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

Até à vinda da revelação da verdadeira natureza de Deus, através de Jesus Cristo, os homens viviam em ignorância dEle. Agora, porém, a proclamação do evangelho traz ao fim este tempo. Paulo enfatiza a grandeza de Deus, não apenas como o começo e o fim de todas as coisas, mas como aquele a quem devemos a nossa existência e a quem precisamos prestar contas.

E afirmou que todos os seres humanos já sabem disso, portanto, indesculpáveis. Pois Deus nunca "se deixou ficar sem testemunho de si mesmo", pois ele tem nos beneficiado lá do céu, dando-nos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os nossos corações” (Atos 14:17). Ele sempre se revelou por revelação natural ou geral (Salmo 19:1), mas os seres humanos têm detido a verdade pela injustiça: Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou” (Romanos 1.18-19).

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra” (v.24) ordena a partir desse tempo que todos os homens que se arrependam. O arrependimento é uma exigência imperativa para todos os seres humanos, sem exceção e deve ser exercitado por todas as nações ou por toda a criatura (Marcos 16.15). Assim Paulo os repreendeu com grande solenidade, para que se arrependessem antes que fosse tarde demais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/06/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

sábado, 25 de julho de 2026

A SALVAÇÃO PELA FÉ EM CRISTO TRANSFORMA FAMÍLIAS INTEIRAS (Atos 16.31)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
25 DE JULHO DE 2026
A SALVAÇÃO PELA FÉ EM CRISTO TRANSFORMA FAMÍLIAS INTEIRAS 

Atos 16.31 “E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. ”

 

“E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. ”

Quando o carcereiro viu a porta da prisão aberta depois do terremoto, seu primeiro impulso foi tirar a própria vida (v.27). Assim, evitaria a degradação pública seguida pela pena de morte. De acordo com a lei romana, o carcereiro que deixasse escapar a presa era submetido à pena de seu prisioneiro (Atos 12.18-19). Mas Paulo gritou para que não se matasse, pois, todos os prisioneiros ainda estavam ali (v. 28).

Então, o carcereiro lembrando os maus tratos que ele mesmo dera aos dois servos de Deus, com peso na consciência ele agora com temor os pergunta: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?” (v.30). O carcereiro quis ser preservado da ira do Deus a quem Paulo servia. O Deus que sacudira a terra. O terremoto despertou na consciência do carcereiro a lembrança da maldade de sua vida.

Não se sabe bem o que o carcereiro quis dizer com a sua pergunta sobre a salvação. Teria ouvido a pregação de Paulo e Silas? Teria ouvido a adivinha declarar que esses homens proclamavam o caminho da salvação? Independentemente do que o carcereiro quis dizer com tais palavras, elas proporcionaram a abertura perfeita para Paulo e Silas que responderam: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua casa”.

O que significa crer no Senhor Jesus Cristo? É crer em fatos concernentes a Cristo (1 Coríntios 15.1-8). O Cristianismo é uma religião baseada em eventos reais e históricos que ocorreram há mais de 19 séculos. Essa salvação só é operada através de Cristo. Perante o Sinédrio, Pedro já enfatizara isso: “porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (4:12). O carcereiro só poderia ser salvo por intermédio de Jesus.

Às vezes, as pessoas imaginam por que o carcereiro não recebeu a mesma resposta que foi
dada aos judeus no Pentecostes, quando perguntaram o que fazer (Atos 2:37): “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Ato 2:38). Alguns podem perguntar por que ele não recebeu a mesma resposta dada a Saulo, quando perguntou: “Que farei, Senhor?” (Ato 22:10); a saber: “Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele” (Ato 22:16).

Fazer algo em nome de Jesus, ou invocar o nome de Jesus, pressupõe que se saiba quem é Jesus e se creia nele. O carcereiro não tinha esse conhecimento; ele não tinha essa fé. Se lhe dissessem para fazer algo “em o nome de Cristo”, como o cego, ele perguntaria: “Quem é... para que eu nele creia?” (João 9:36).

A princípio, os missionários dão ao carcereiro o evangelho em poucas palavras: A salvação é somente pela fé em Jesus. Então eles falam a palavra do Senhor a todos os membros da casa do carcereiro (v.32). Eles explicam quem é Jesus e como a pessoa pode ser salva crendo nele como Senhor. Da mesma maneira que o carcereiro fez, sua família põe a fé e confiança em Jesus.

A promessa de salvação para sua casa não significa que uma pessoa possa crer por outra. Antes, a salvação está disponível à sua família nos mesmos termos que ao carcereiro. As relações de parentesco oferecem circunstâncias favoráveis ao evangelismo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_01.pdf

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

A FIDELIDADE AO EVANGELHO SUSTENTA O CRENTE (Atos 16.25)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
24 DE JULHO DE 2026
A FIDELIDADE AO EVANGELHO SUSTENTA O CRENTE

Atos 16.25 “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

 

“E, perto da meia-noite,”

Não havia sono para os missionários naquela noite, por causa da dor, e da sua posição desconfortável. Eles haviam levados muitos açoites (v.23). E o carcereiro que recebeu ordens para “guardar [Paulo e Silas] com toda a segurança” se mostrou muito zeloso “lhes prendeu os pés no tronco” (v. 24b). A vítima ficava sentada no chão, suas pernas eram afastadas ao máximo uma da outra, a seguir, os pés eram presos no tronco. O tronco nos pés não era só um aparato para constranger; era também um instrumento de tortura. O que quer que o carcereiro tenha aprendido no exército não incluía bondade.

Paulo e Silas sentaram-se na escuridão opressiva; com os pés presos, começaram a sentir cãibras nas pernas, incapazes sequer de inclinar-se para trás por causa dos cortes profundos e sangrentos nas costas (v. 33). No meio do seu sofrimento, no entanto, revelaram a sua confiança em Deus, bem como a sua alegria nEle, enquanto oravam e cantavam louvores a Deus.

 

“Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

Estes dois pregadores estavam na prisão, mas a prisão não estava neles! Não oravam apenas, o que seria natural com as costas ensangüentadas: “Está aflito alguém entre vós? Ore”, mas também cantavam louvores a Deus! “Está alguém alegre? cante louvores(Tiago 5.13). A fé cristã revela sua nobreza de caráter quando triunfa sobre as circunstâncias. E as pessoas se regozijam numa situação que provocaria gemidos nos menos espirituais. Estes homens estavam servindo ao Deus “que dá salmos entre a noite” (Jó 35.10; Atos 5.40,41).

É bem possível que estivessem num estado de enlevo espiritual que os fez insensíveis aos sofrimentos.  Os relatos da Igreja Primitiva descrevem mártires tão conscientes da presença de Cristo que parecem insensíveis às torturas. Vemos isso na execução do primeiro mártir Estêvão, em Atos 7.55,56.

Lucas observou que os outros prisioneiros “escutavam” (v. 25b). Os demais prisioneiros, sem dúvida, costumavam ouvir gritos e xingamentos do cárcere interno, mas louvores, orações e cânticos se constituíam em novidade para eles!

Marshal em seu comentário escreveu que temos aqui um retrato concreto de “gloriar-se no meio da tribulação” (Romanos 5:3; Tiago 1:2) um ideal cristão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_01.pdf

 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Atos 20:32

Atos 20:32 “Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. ”

 

“Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; ”

O passo final de Paulo foi encomendar os líderes ao cuidado de Deus. “Encomendar” é tradução de um vocábulo grego que significa entregar aos cuidados de alguém um depósito qualquer, para ser conservado e guardado. Trata-se da mesma palavra, no original grego, que o Senhor Jesus usou ao entregar a sua alma às mãos de Deus Pai: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46).

Esta ação não deve ser considerada algum tipo de rito de ordenação no seu cargo como supervisores do rebanho, visto que já detinham aquela posição (v. 17). O que está acontecendo é que Paulo como ato de despedida entrega a eles a total responsabilidade da igreja, da mesma forma que ocorreu na Galácia: “E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (Atos 14:23).

Os líderes estão colocados nas mãos de Deus e submetidos à palavra da sua graça, isto é, o evangelho da graça (v. 24). Graça é uma palavra particularmente paulina, para expressar o favor de Deus, livre e imerecido; Lucas a emprega frequentemente, especialmente para referir-se à mensagem do evangelho (Lucas 4:22; Atos 14:3) como aqui. Paulo havia feito tudo quanto estivera ao seu alcance, no que concerne a testemunho pessoal e a ensino doutrinário. Mas agora só lhe restava deixar aqueles discípulos e o destino dos mesmos nas mãos graciosas de Deus.

 

“... a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. ”

Através da palavra da graça os cristãos são edificados por Deus, isto é, tornam-se maduros (Efésios 4:12). A ideia da edificação espiritual é um a expressão paulina favorita, podendo ser encontrada nos trechos de 1 Coríntios 3:10-14; 3:9; 2 Coríntios 5:1; Efésios 2:20-22 e 2 Timóteo 3:15.

Essa edificação visa o recebimento de uma herança celestial: "E, se somos filhos, também somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. Se de fato sofremos com ele, também com ele seremos glorificados" (Romanos 8:17). Esta frase Parece referir-se à dádiva, outorgada por Deus, de uma participação nas bênçãos do Seu reino soberano que os ouvintes de Paulo desfrutarão juntamente com o povo de Deus na sua totalidade. É significante que estas bênçãos advêm através da dedicação à Palavra.

Um número demasiado de crentes, quando ouvem falar nessa doutrina, pensam em alguma distante cidade dourada, onde haverão de herdar um a rica mansão, passando a ser proprietários de possessões fantásticas. É verdade que na qualidade de filhos de Deus, haveremos de habitar em um lugar celestial, tendo obras divinas a realizar que ultrapassam toda a imaginação presente. Ora, tudo isso faz parte da herança de Cristo

Mas o que é aqui particularmente destacado não é a posse das coisas materiais (embora possa também esteja incluso), mas antes, a possessão da vida espiritual e tudo quanto nisso está envolvido. Mais definidamente, está envolvida a participação em tudo quanto Cristo é em sua pessoa, em que o crente vai sendo transformado segundo a imagem de Cristo, em todos os detalhes, a fim de que venha a ser tudo quanto ele é moralmente e em seu ser essencial: ²⁹ “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8.29),

Os Santificados neste caso, não quer dizer meramente separados, conforme o sentido da raiz dessa palavra, tanto no hebraico como no grego, mas, realmente, a ideia é a de feito santo. Refere-se à transformação moral dos crentes, o que é um a parte necessária da transformação metafísica deles. Trata-se da formação de um a disposição santa, conforme a disposição divina, nos remidos, o que, finalmente, atingirá um estágio perfeito, porquanto esse é o alvo de todos os verdadeiros crentes, em Cristo e através dele.

Essa santificação tem início quando um indivíduo se achega a Cristo, por meio de um ato do Espírito Santo; e faz parte integrante da conversão. Em seguida, gradualmente, o crente vai crescendo em santidade e poder. Finalmente, na glorificação, esse estado atingirá uma fase perfeita e absoluta.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 


 

Filipenses 1.21

Filipenses 1.21 “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.”

 

“Porque para mim o viver é Cristo,”

Nessa primeira parte, Paulo começou apresentando sua razão para viver: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo. ” Este é “um dos textos clássicos do Novo Testamento”. Esse trecho tem sido chamado de o coração da carta. Paulo estava basicamente dizendo: “Independentemente do que a vida seja para os outros, para mim, ela é Cristo”. A tradução de J. B. Phillips diz: “Pois, para mim, viver significa apenas ‘Cristo’”.

Cristo era o começo da vida de Paulo, o desafio da sua vida, a motivação da sua vida, a força da sua vida e o objetivo da sua vida. Em Gálatas 2.20, ele disse: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. Na sua mente, continuar vivo fisicamente significaria continuar fazendo o seu trabalho missionário.

E quanto a nós? Como completaríamos esta frase: “Para mim, o viver é _______________”. Será que preencheríamos a lacuna com palavras como “dinheiro”, “bens”, “fama”, “poder” ou “influência”? Qual é a coisa mais vital do mundo para nós? É Cristo—ou outra coisa? Somos afetados pelo que é mais importante para nós.

 

“... e o morrer é ganho. ”

Paulo poderia não ser absolvido desse julgamento; poderia perder a vida. (De fato, ele foi condenado à morte anos depois, em sua segunda prisão em Roma.) Na última parte do versículo 21, Paulo apresentou uma razão por que essa possibilidade não o preocupava: morte = lucro. “Porquanto... o morrer é lucro. ”  Ele concluiu que isso seria muito bom. Pois Ele ainda estaria perto de Cristo. A morte lhe traria lucro pessoal porque poderia estar para sempre com o Senhor.

No versículo 23 Paulo mencionou o resultado mais maravilhoso de sua morte; mas, por enquanto, analisemos mais um benefício mundano: na morte, ele encontraria descanso. O apóstolo deveria estar cansado. O Livro de Filipenses contém várias referências aos problemas que ele enfrentou e estava enfrentando (1:7, 13, 17, 30; 4:3, 14). Se a bênção de Apocalipse 14:13 se aplica a todos, também se aplica a Paulo: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor... para que descansem das suas fadigas”. Para Paulo, a morte o aliviaria do pecado, da doença e do sofrimento.

É necessário, porém, termos o cuidado de não separar a primeira e a segunda parte do versículo: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. “Morrer é lucro” somente quando “viver é Cristo”. A promessa de Apocalipse 14:13 é para quem “morre no Senhor”. Em Mateus 16:26: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Se, para você, o viver é Cristo, então o morrer será lucro. Se, para você, viver é qualquer outra coisa, então morrer será perda.

A consagração de Paulo a Cristo era total e completa. Cristo era o principio, a essência e o fim na sua vida pessoal. NEle vivia e se movia para a sua glória, por isso, podia dizer: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_05.pdf