quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O VERDADEIRO PASTOREIO É EXERCIDO COM VIGILÂNCIA, AMOR E EXEMPLO (1 Pedro 5.2-3) 20/8/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
20 DE AGOSTO DE 2026
O VERDADEIRO PASTOREIO É EXERCIDO COM VIGILÂNCIA, AMOR E EXEMPLO 

1 Pedro 5.2-3 “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.”

 

“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós,”

Em grego o verbo imperativo traduzido por pastorear vem de (poimai-no). O substantivo “pastor” que aparece em Efésios 4:11, é poimen. Agir como um pastor é ser um cuidador de ovelhas. O começo do versículo poderia ser traduzido simplesmente por “seja um pastor” para o rebanho.

Os homens a quem Pedro incentivava a trabalharem como um pastor eram os que ele chamara de presbíteros como ele. Além desta passagem, outras no Novo Testamento deixam claro que “presbíteros” equivale a “pastores”. A mesma correlação de palavras é vista em Atos 20. Paulo convocou os presbíteros da igreja de Éfeso em Mileto (Atos 20:17). Entre outras coisas, ele os admoestou a “pastorearem” a igreja de Deus (Atos 20:28). O mesmo verbo grego “pastorear” em 1 Pedro 5:2 é usado em Atos 20:28.

 

“tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente;”

Além de pastorear o rebanho de Deus era também responsabilidade dos presbíteros servir ao rebanho que Deus lhes havia confiado. Mas eles devem se submeter voluntariamente. Há casos em que um presbítero é mantido financeiramente pela igreja, porém geralmente não é assim. É um trabalho de amor. Eles assumem suas responsabilidades porque querem glorificar o Senhor e edificar o Seu povo. Querem ser parceiros do Senhor na tarefa de salvar as almas dos homens. Não é um trabalho que deve ser aceito por constrangimento.

Homens piedosos devem assumir o trabalho com zelo, entusiasmo, espontaneamente. O escritor de Hebreus disse: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo” (Hebreus 13:17). Quando homens bons não aceitam o ministério do presbitério, deixam a porta aberta para os que são menos qualificados. E os resultados nesses casos são desastrosos.

 

“nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;”

Embora nos tempos modernos até haja presbíteros que são mantidos financeiramente por igrejas, essa prática parecia ser mais comum no período neotestamentário. Paulo disse a Timóteo que o presbítero deve ser “não avarento” ou “não apegado a dinheiro” (NVI) (1 Timóteo 3:3). Os diáconos não devem ser “cobiçosos de sórdida ganância” (1 Timóteo 3:8), nem os presbíteros (Tito 1:7).

Embora estas palavras possam significar apenas que presbíteros e diáconos devam ser generosos, há razões para se pensar que Paulo as escreveu porque era comum presbíteros, e talvez diáconos, serem remunerados pelo seu trabalho.

Em 1 Timóteo. Paulo admoestou seu cooperador mais jovem a prestar honra dobrada ao presbítero que trabalhasse arduamente na pregação e no ensino. Ele usou o mesmo tipo de linguagem que usou em Coríntios. O apóstolo citou Deuteronômio 25:4: “Não amordaces o boi, quando pisa o trigo”, e acrescentou: “O obreiro é digno do seu salário” (1 Timóteo 5:18; 1 Coríntios 9:9, 14)

Assim como Paulo, Pedro parecia ter a expectativa de que presbíteros recebessem sustento financeiro pelo trabalho prestado ao Senhor. Isso explicaria por que ele disse que os  presbíteros não deveriam servir por sórdida ganância. Antes, deveriam servir de boa vontade.

No Evangelho de João, Jesus contou a história de um pastor que foi comparado a um mercenário (João 10:11–15). Não há espaço no reino de Deus para quem trabalha meramente por dinheiro, tanto Paulo como Pedro queriam assegurar a igreja seja servida por homens que trabalham por coisas mais substanciosas do que um contracheque no fim do mês.

Concluindo, os presbíteros tinham de evitar, a qualquer custo, o mero profissionalismo e as atitudes dos líderes de Israel, no Antigo Testamento, que a si mesmos se apascentavam em detrimento do rebanho de Deus (Isaías 56.11; Jeremias 50.6; Ezequiel 34.2-8; Zacarias 10.3; 11.4,5). O Salmo 23 é própria imagem de Jesus como o Bom Pastor. Que os pastores tenham sempre diante de si essa passagem do Livro Santo.

 

“Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus,”

Quando se deposita autoridade na mão de um indivíduo com cargo político, empresarial ou na igreja, existe potencial para ocorrer abusos. É impossível haver liderança sem a delegação de autoridade. A autoridade pode ser, e às vezes é, usada pelo indivíduo para servir a seus próprios propósitos. É por isso que a advertência de Pedro era necessária.

Os presbíteros não devem também usar de sua liderança para se assenhorearem da herança de Deus, ou seja: da porção que pertence realmente a Deus, mas que Cristo de boa mente lhes confiou.

O apóstolo João teve um problema com um obreiro que segundo ele procurava ter entre eles o primado: “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja” (3 João 9-10).

Outro obreiro, porém na mesma carta recebeu louvor dele: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade.  Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade” (3 João 2-4).

Em vez de procurar ter o primado com Diótrefes devem os Presbíteros serem exemplos para todo o rebanho como Gaio.

 

“... mas servindo de exemplo ao rebanho.”

O ensinamento de Pedro é semelhante ao de Jesus que, ao perceber que seus discípulos começavam a demonstrar ciúmes sobre quem deveria sentar-se à sua direita ou à sua esquerda no Reino, afirmou-lhes: “Bebereis o meu cálice; mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me compete concedê-lo; é, porém para aqueles a quem está preparado por meu Pai. Ora, ouvindo isto os dez, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como Filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.23-28). Para a liderança cristã, “autoridade” não é uma palavra prática; a palavra prática é “servir”.

O exemplo de Cristo é a chave para o preenchimento de tais requisitos. Os pastores que agirem como o Senhor Jesus agiu podem não receber uma coroa na terra, mas quando Jesus, nosso Sumo Pastor, vier, dar-lhes-á a recompensa - uma coroa de glória que, ao contrário das grinaldas postas sobre as cabeças dos atletas, há de durar eternamente. A glória que Ele conferirá com o seu “missão cumprida!” será uma coroa que nem o tempo, nem a eternidade ofuscará (1 Pedro 5.4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201411_02.pdf

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O ESPÍRITO SANTO ESTABELECE LÍDERES PARA CUIDAR DO REBANHO (Atos 20.28) 19/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
19 DE AGOSTO DE 2026
O ESPÍRITO SANTO ESTABELECE LÍDERES PARA CUIDAR DO REBANHO 

Atos 20.28 “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. ”

 

 “Olhai, pois, por vós...”

Paulo chega à segunda parte do seu discurso em Mileto aos anciões das igrejas de Éfeso. Na primeira parte exortou os seus ouvintes no sentido de seu exemplo pessoal visar ser um padrão para eles, mas agora volta-se à exortação direta, dizendo como devem agir quando ele já não mais estiver com eles.

Eles devem prestar atenção à sua própria condição espiritual: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16). Pois eles não podem dar um cuidado adequado aos outros se negligenciam o cuidado e a instrução de suas próprias almas e da sua própria família: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?) (1 Timóteo 3:4,5) ”.

 

“...e por todo o rebanho...”

Eles devem "pastorear" a igreja de Deus; pastorear em termos gerais, significa "cuidar" de um rebanho e, em específico, "levar um rebanho ao pasto para alimentá-lo". Essa é a primeira tarefa dos pastores. "Não apascentarão os pastores as ovelhas?  (Ezequiel 34.2). No salmo 23 Davi descreve essa função do pastor: “Deitar-me faz em verdes pastos...” (Salmos 23:2).

No período que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe (Rute 1:1). Os pastores devem se dedicar a alimentar as ovelhas, com pastos verdejantes e pão de qualidade para que essas não procurem alimentos em outros rebanhos.

Olhar por todo o rebanho também nos exortar a zelarmos por todas as faixas etárias da igreja. Deus nos comissionou para pregar a toda a criatura. Devemos olhar para os jovens, para os anciões, para as crianças e nos preocuparmos com o alimento adequado para todos, pois, seria um grande pecado negligenciar o povo de Deus, comprado a tão alto preço.

 

“...sobre o que o Espirito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes...”.

O Termo grego “episkopos” transmite a ideia de supervisão espiritual e de cuidados pastorais. Tais pessoas devem a sua nomeação à escolha que Deus delas fez mediante o Espírito. As pessoas que aqui se descrevem como sendo “bispos” são as mesmas que são chamadas “presbíteros” no v. 17, e em 14:23 lemos como Paulo os nomeava nalgumas das suas igrejas com oração e jejum, isto é, em dependência da orientação do Espírito. Sua tarefa era pastorear a igreja, isto é, agir como pastores; refere-se de todos os cuidados que devem ser exercidos com relação ao rebanho.

 

“...a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”

A igreja aqui é chamada a igreja de Deus. A expressão “igreja de Deus” significa que a Igreja pertence a Deus. Pelo sangue de seu Filho Jesus ele comprou a igreja: “Aquele que nem mesmo poupou a seu próprio Filho, antes, o entregou por todos nós” (Romanos 8.32).

Todavia aqui a afirmação é que Deus comprou a Igreja com seu próprio sangue, derramado na cruz para expiar os pecados. Isso só faz sentido com as palavras de Jesus ao Judeus: Eu e o Pai somos um” (João 10.30). Uma vez que tanto pai quanto Filho representam uma só divindade. Deus resgatou a igreja com seu próprio sangue.

O grande preço que Deus pagou para adquirir a Igreja deveria motivar os anciãos a fazer os sacrifícios necessários para o bem-estar dela.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/11/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1982.

STOTT, John. A Mensagem de Atos – Até aos confins da Terra. São Paulo: ABU s/c, 1994

 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

VIVER PARA CRISTO DÁ SENTIDO À VIDA E SUSTENTA A MISSÃO (Filipenses 1.21) 18/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
18 DE AGOSTO DE 2026
VIVER PARA CRISTO DÁ SENTIDO À VIDA E SUSTENTA A MISSÃO 

Filipenses 1.21 “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.”

 

“Porque para mim o viver é Cristo,”

Nessa primeira parte, Paulo começou apresentando sua razão para viver: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo. ” Este é “um dos textos clássicos do Novo Testamento”. Esse trecho tem sido chamado de o coração da carta. Paulo estava basicamente dizendo: “Independentemente do que a vida seja para os outros, para mim, ela é Cristo”. A tradução de J. B. Phillips diz: “Pois, para mim, viver significa apenas ‘Cristo’”.

Cristo era o começo da vida de Paulo, o desafio da sua vida, a motivação da sua vida, a força da sua vida e o objetivo da sua vida. Em Gálatas 2.20, ele disse: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. Na sua mente, continuar vivo fisicamente significaria continuar fazendo o seu trabalho missionário.

E quanto a nós? Como completaríamos esta frase: “Para mim, o viver é _______________”. Será que preencheríamos a lacuna com palavras como “dinheiro”, “bens”, “fama”, “poder” ou “influência”? Qual é a coisa mais vital do mundo para nós? É Cristo—ou outra coisa? Somos afetados pelo que é mais importante para nós.

 

“... e o morrer é ganho. ”

Paulo poderia não ser absolvido desse julgamento; poderia perder a vida. (De fato, ele foi condenado à morte anos depois, em sua segunda prisão em Roma.) Na última parte do versículo 21, Paulo apresentou uma razão por que essa possibilidade não o preocupava: morte = lucro. “Porquanto... o morrer é lucro. ”  Ele concluiu que isso seria muito bom. Pois Ele ainda estaria perto de Cristo. A morte lhe traria lucro pessoal porque poderia estar para sempre com o Senhor.

No versículo 23 Paulo mencionou o resultado mais maravilhoso de sua morte; mas, por enquanto, analisemos mais um benefício mundano: na morte, ele encontraria descanso. O apóstolo deveria estar cansado. O Livro de Filipenses contém várias referências aos problemas que ele enfrentou e estava enfrentando (1:7, 13, 17, 30; 4:3, 14). Se a bênção de Apocalipse 14:13 se aplica a todos, também se aplica a Paulo: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor... para que descansem das suas fadigas”. Para Paulo, a morte o aliviaria do pecado, da doença e do sofrimento.

É necessário, porém, termos o cuidado de não separar a primeira e a segunda parte do versículo: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. “Morrer é lucro” somente quando “viver é Cristo”. A promessa de Apocalipse 14:13 é para quem “morre no Senhor”. Em Mateus 16:26: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Se, para você, o viver é Cristo, então o morrer será lucro. Se, para você, viver é qualquer outra coisa, então morrer será perda.

A consagração de Paulo a Cristo era total e completa. Cristo era o principio, a essência e o fim na sua vida pessoal. NEle vivia e se movia para a sua glória, por isso, podia dizer: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_05.pdf

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A FIDELIDADE CRISTÃ SE REVELA EM HUMILDADE E PERSEVERANÇA (Atos 20:19) 17/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
17 DE AGOSTO DE 2026
A FIDELIDADE CRISTÃ SE REVELA EM HUMILDADE E PERSEVERANÇA 

Atos 20:19 “Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;”

 

“Servindo ao Senhor com toda a humildade,”

Paulo descreve sua obra aos presbíteros de Éfeso em Mileto como “servindo ao Senhor”, ele freqüentemente se chamava servo do Senhor (Romanos 1:1; 12:11; Filipenses 2:22), e este conceito de serviço tem prioridade sobre qualquer pensamento acerca da posição que lhe fosse atribuída: “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo” (Filipenses 3:5-7).

Como conseqüência, a primeira característica do seu ministério que é selecionada para ser mencionada é a humildade, a recusa de reivindicar coisa alguma para si mesmo. Quem serve a Deus não busca projeção pessoal. Quem serve a Deus não anda atrás de aplausos e condecorações. Quem serve a Deus não depende de elogios nem desanima com as críticas: “E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados” (1 Tessalonicenses 2:6).

Muitos batem no peito, anunciando arrogantemente que são servos de Deus. Outros, besuntados de orgulho, fazem propaganda de seu próprio trabalho. Outros servem a Deus, mas gostam dos holofotes. Há aqueles que fazem do serviço a Deus um palco onde se apresentam como os atores ilustres sob as luzes da ribalta. Um servo não busca autoglorificação. Fazer a obra de Deus sem humildade é construir um monumento para si mesmo. E levantar outra modalidade da Torre de Babel.

 

“... e com muitas lágrimas e tentações,

A segunda característica do seu ministério diz respeito às lágrimas que ele sofria. Paulo servia a Deus com lágrimas. As lágrimas de Paulo eram nascidas do intenso desejo pelo bem-estar espiritual de seus convertidos e demais irmãos na fé: “Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho” (2 Coríntios 2:4). Paulo era um homem profundamente intelectual, mas não da variedade seca e empedernida. Tinha o seu lado emocional, e não se envergonhava de demonstrá-lo.

Porém essas lágrimas citadas eram nascidas da sensibilidade para com os abusos praticados por indivíduos odiosos, ímpios e desvairados: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Filipenses 3:18). Matthew Henry afirma que orações e lágrimas são os braços da igreja. E com isso que ela luta contra os inimigos e a favor dos amigos.

 

“... que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;”

A terceira característica do seu ministério dá a entender que era a paciência e fortaleza com que continuava sua obra a despeito das tentações no sentido de tudo abandonar, por causa da perseguição dos judeus que sempre lhe armavam ciladas: “E, passando ali três meses, e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela Macedônia” (Atos 20:3).

Essas ciladas não dizem respeito às ações de Demétrio, e, sim, essencialmente, a perseguições e tentativas de homicídio não registradas, mas tão-somente subentendidas. A vida ministerial não lhe foi amena. Em vez de ganhar aplausos do mundo, recebeu ameaças, açoites e prisões. Viveu num campo minado. Enfrentou inimigos reais, porém, às vezes ocultos. Porém Paulo sempre manteve sua consciência pura diante de Deus e dos homens e está aqui deixando isso claro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

domingo, 16 de agosto de 2026

2 Timóteo 2:9

2 Timóteo 2:9 “Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.”

 

“Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor;”

Quando Paulo escreveu estas palavras estava na prisão romana, preso com uma cadeia. Isto era literalmente certo, porque durante todo o tempo que esteve na prisão, de noite e de dia Paulo estaria encadeado ao braço de um soldado romano. Roma não se arriscava a que escapassem seus prisioneiros. Depois de mencionar o evangelho no versículo 8, Paulo disse sibre ele:” pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor”(ARA). Ele não estava sofrendo por ter feito algo errado, mas por ter pregado o evangelho. Os aborrecimentos, a oposição e a prisão brotaram diretamente do seu testemunho firme sobre a Ressurreição.

 “Malfeitor” era a palavra contemporânea para um criminoso comum. A outra ocorrência do termo no Novo Testamento é na designação dos “malfeitores” crucificados com Jesus (Lucas 23:32, 33, 39). No que dizia respeito a Roma, Paulo era membro de uma religião ilegal e líder da seita odiada responsável pela destruição da cidade. Jesus sofreu e morreu como um criminoso comum, e agora Paulo faria o mesmo. Pois a prisão nerônica era terrível, muito mais do que o aprisionamento brando da sua primeira prisão (Atos 28).

 

“... mas a palavra de Deus não está presa.”

Paulo inseriu uma nota positiva da sua terrível prisão: contudo, a palavra de Deus não está algemada. Os inimigos do evangelho podiam algemar ou prender o mensageiro, mas não podiam algemar ou prender a mensagem. Ela fora proclamada a muitas testemunhas. Cartas inspiradas circulavam. Relatos do Evangelho haviam sido escritos.

Com certeza Paulo estava transmitindo o evangelho mesmo durante seus julgamentos em Roma. Agora, Timóteo transmitiria a Palavra a outros, iniciando uma progressão sem fim (2 Timóteo 2:2). Ficamos lembrando Filipenses 1:12-18, onde nota que sua prisão (a primeira), longe de impedir o evangelho, deu aos seus colegas cristãos a confiança de pregar a palavra de Deus com excepcional destemor.

A chama tinha sido acesa e todos os esforços dos homens não conseguiriam apagá-la. Se o esforço humano pudesse ter apagado o evangelho, ele teria se extinguido há muito tempo; mas a Palavra permanece “viva e eficaz” (Hebreus 4:12). “O céu e a terra passarão”, disse Jesus, “mas as Minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35). Dois mil anos depois, ainda estamos lendo e estudando essa Palavra!

O imperador romano Diocleciano protagonizou a "Grande Perseguição" (iniciada em 303 d.C.), que foi o ataque mais sistemático do Império Romano contra os cristãos e, de forma inédita, o primeiro a colocar a destruição da Bíblia como meta central. Apesar de ter mandado erguer monumentos celebrando a suposta "extinção da fé cristã", a campanha de Diocleciano fracassou. Apenas dez anos após o início da perseguição, o imperador Constantino assumiu o poder, promulgou o Édito de Milão (313 d.C.), garantindo liberdade aos cristãos, e posteriormente encomendou a reprodução de dezenas de novas cópias da Bíblia financiadas pelo próprio império.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

BARCLAY, William. The letters to Timothy, Titus, and Philemon Tradução: Carlos Biagini

CESARÉIA, Eusébio. História Eclesiástica. São Paulo: Novo Século, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_01.pdf

 

Marcos 13.10

Marcos 13.10 “Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.”

 

“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.”

Apesar da perseguição por concílios, sinagogas, presidentes e reis, os cristãos devem mesmo através destas servir de testemunho. Porque importa que o evangelho seja pregado entre todas as nações. Pedro e João foram levados perante o sinédrio e após haverem sido açoitados: “Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo seu nome” (Atos 5:41).

Paulo em audiência perante o rei Agripa II, usou da sua defesa para persuadir o rei e os seus ouvintes. Quando Agripa lhe disse: “Por pouco me persuades a me fazer cristão!” (Atos 26:28b), Paulo respondeu a sua intenção: “Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias” (Atos 26:29b).

A maior preocupação de Paulo sempre foi a propagação do evangelho. Ele pediu orações aos colossenses “para que Deus nos abra porta à palavra... para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4:3, 4). O sentimento de Paulo deve ser também o nosso sentimento. O evangelho é a mensagem de salvação divina, pela graça, por meio da fé em Cristo Jesus. O evangelho deve ser pregado a todas as nações. Desde o início, os gentios foram incluídos no plano de Deus. Cristo morreu para salvar os que procedem de todas as nações. A Igreja precisa fazer discípulos de todas as nações. O campo de ação da Igreja é o mundo. A pregação do evangelho é um mandamento claro de Jesus.

Alguns acreditam que Jesus somente voltará quando a evangelização terminar. Isso faz da igreja e sua missão uma espécie de Relógio de Deus. Jesus só voltará quando a igreja cumprir sua missão. Isso não está completamente correto, pois todo o mundo foi alcançado na era apostólica:  Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro”(Colossenses 1:23). Aos romanos ele escreveu: A fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo. Mas eu pergunto: Eles não a ouviram? Claro que sim: A sua voz ressoou por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo” (Romanos 10.17-18).

Até a consumação de todas as coisas profetizadas o evangelho deve ser pregado. Em Mateus está escrito que após a pregação do evangelho a todas as nações o que viria seria o fim, no caso fim do mundo. Que deve ocorrer após o milênio: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim (Mateus 24:14).

Importa que o evangelho seja pregado pela igreja enquanto ela ainda habitar na terra. Após o rapto o evangelho ainda será pregado durante a tribulação. Pelos 144 mil judeus selados, pelas duas testemunhas e por um anjo: ”E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo” (Apocalipse 14:6).

Durante o milênio essa evangelização mundial será realizada pelos judeus: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda sucederá que virão os povos e os habitantes de muitas cidades. E os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: Vamos depressa suplicar o favor do Senhor, e buscar o Senhor dos Exércitos; eu também irei. Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao Senhor dos Exércitos, e a suplicar o favor do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zacarias 8:20-23).

Consumando a pregação, Jesus se assentará no grande torno branco e julgará a todos os mortos, grandes e pequenos e a terra e o céu se esconderão diante da sua glória. Então se fará novos céus e nova terra: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202006_01.pdf

Lopes, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.

Atos 28.31

Atos 28.31 “Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.”

 

“Pregando o reino de Deus,”

Mesmo agora aprisionado o apóstolo Paulo não muda o seu discurso. Ele continua pregando acerca do Reino de Deus. Mensagem essa anunciada por João, o batista: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mateus 3.2). O reino de Deus está em vigência dentro de todo aquele que recebeu Cristo como Senhor e salvador da sua vida. Jesus pregava: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho (Marcos 1.15).

Essa também foi a mensagem dos apóstolos e profetas:  E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:7). E esta mesma mensagem deve ser transmitida por nós a toda criatura até que se cumpram todas as coisas: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mateus 24.34).

 

“...e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.”

Paulo recebeu permissão para abrir a casa: “...onde recebia todos que o procuravam” (v. 30b) — judeus e gentios, cristãos e não cristãos igualmente. Além do ensino oral, Paulo estendeu sua influência por meio da escrita. Algumas de suas mais belas epístolas foram escritas durante esse período : Efésios, que fala de Cristo e Sua igreja; Filipenses, a carta de amor de Paulo à igreja em Filipos; Colossenses, na qual as palavras de Paulo combatem a heresia exaltando Jesus; e Filemom, uma carta pessoal a um amigo. Essas cartas acrescentam muito ao que se sabe de Paulo no período em que esteve em Roma.

A maior preocupação de Paulo sempre foi a propagação do evangelho. Ele pediu orações aos colossenses “para que Deus nos abra porta à palavra... para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4:3, 4)56 . Escreveu o seguinte com grande alegria aos filipenses: “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus” (Filipenses 1:12–14).

As mãos de Paulo estavam algemadas, mas sua língua estava livre. Ele não podia se movimentar livremente, mas o evangelho podia. Estava encarcerado, mas a Palavra não (2 Timóteo 2:9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200207_03.pdf