sexta-feira, 23 de outubro de 2026

João 14:21

João 14:21 “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.”

 

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama;”

O amor mencionado em João 14:15 resulta em obediência: “Se me amais, guardai os meus mandamentos”, e aqui , esse amor é demonstrado na posse e na observância dos mandamentos de Jesus. Ter os mandamentos não significa simplesmente possuí-los, mas sim preservá-los no coração e permitir que produzam um efeito no comportamento diário. O seguidor de Cristo deve ter um entendimento intelectual do conteúdo dos seus mandamentos, mas também deve guardá-los.

Essas palavras de Jesus foram também ditas por Moisés em Moabe, antes de entrarem em Canaã: “Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir” (Deuteronômio 30:16).

Essa obediência em amor vai além de uma mera observância de regras ou concordância exterior. Inclui um coração agradecido àquele que gratuitamente deu as instruções. Jesus alertou sobre aqueles que o honravam com a boca, mas cujo coração estava longe dele (Mateus 15:8).

 

“... e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.”

O resultado dessa obediência por amor é a habitação mútua do Deus trino desfrutada pelo cristão. Esta unidade tríplice é uma unidade de amor, pois, são admitidos a ela aqueles que amam seu Senhor vivo, e demonstram seu amor com sua obediência. O Pai que ama o Filho (3.35, 5.20) ama os que estão unidos ao Filho, e estes, amados assim pelo Pai: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14:23).

Agostinho levou este pensamento um pouco mais longe ligando o ensino das passagens sobre o Parácleto com o do seu contexto. De acordo com ele, o Espírito é o vínculo do amor (vinculum caritatis) que une Pai e Filho, e é a expressão plena do amor que flui entre o que ama e o Amado. Os discípulos são amados pelo Pai e pelo Filho, e agora recebem o mesmo Espírito, sendo introduzidos por ele no círculo do amor divino, e capacitados a corresponder a este amor e a evidenciá-lo uns pelos outros e por toda a humanidade: “porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:5).

Os amados podem ter a certeza de que o Filho se manifestará a eles. Jesus não explicou o que ele quis dizer com esse manifestar-se, mas afirmou se manifestaria. Isso pode incluir seus aparecimentos pós-ressurreição; as manifestações posteriores a Estêvão (Atos 7:55, 56) e Saulo (Atos 9:3–6) e a sua segunda vinda: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 João 3:2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Romanos 6:23

Romanos 6:23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”

 

“Porque o salário do pecado é a morte,”

Este verso, um dos mais conhecidos do livro de Romanos. Aqui o apóstolo Paulo resume as conseqüências de servir o pecado ou a Deus. Primeiro  “o salário do pecado é a morte”. Muitas pessoas pensam que o salário do pecado consiste de prazer, popularidade e sucesso; mas Paulo disse que não é assim, é “a morte”, especificamente a morte espiritual.

A palavra traduzida por “salário” indica o pagamento de serviços prestados. Cabral diz que a idéia ilustrada para pagamento é tirada do feitor ou senhor de escravos que  pagava seus escravos por serviços prestados. Daí se entende que o pecado escravizador paga aos seus escravos com a morte. Terrível senhor é o pecado, que não perdoa, não tem respeito humano, mas castiga com poder destrutivo!

Outros escritores sugerem que Paulo usou novamente “a imagem militar”. Barclay escreveu: “Opsonia era o soldo do soldado, algo que ele conquistara arriscando seu corpo e com o suor do seu rosto, algo que lhe era devido e não lhe podia ser tirado”. O que uma pessoa merece por uma vida pecaminosa? Morte! João, o batista, disse aos soldados: "contentai-vos com o vosso soldo", da mesma forma aqueles que servem ao pecado devem se contentar com a recompensa.

 

“... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”

Em contraste com isso, Paulo disse que “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. O pecado tem um salário, mas Deus tem um presente, um dom. Sublinhe a palavra “dom” [charisma]. Paulo reforçou a importância da obediência neste capítulo (vv. 16, 17). A obediência é uma expressão da fé (1:5; 16:26). Isto significa que, crendo e obedecendo, adquirimos [compramos] ou merecemos nossa salvação? Não, absolutamente não. A vida eterna não é um prêmio que conquistamos; mas uma dádiva divina inteiramente gratuita e absolutamente imerecida. Fé e obediência são simplesmente a forma determinada por Deus de aceitarmos Seu maravilhoso presente. Portanto, “a vida eterna” não é exatamente um salário de Deus, mas é um dom [charisma]  gratuito de Deus. “

Pondere estes dois resultados: “morte” versus “vida eterna”. Qual deles você receberá um dia? Qual deles você quer receber? Já foi dito que você é livre para escolher a quem servirá, mas, tomada a decisão, você não estará livre para escolher as conseqüências da sua escolha. Se não quiser a morte, se quiser de fato a vida eterna, então decida hoje entregar sua vida ao Senhor, em vez de ao pecado!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_01.pdf

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos do 4º Trimestre de 2026 da CPAD

DEUS REVELA-SE AO SEU POVO E CHAMA-O À OBEDIÊNCIA (1 Timóteo 2.5) 23/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
23 DE OUTUBRO DE 2026
DEUS REVELA-SE AO SEU POVO E CHAMA-O À OBEDIÊNCIA

1 Timóteo 2.5 “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. ”

 

“Porque há um só Deus,”

Uma das razões de orarmos por todos os homens é que há um só Deus. Não vivemos num mundo como o produzido pelos gnósticos quando inventavam suas teorias a respeito dos dois deuses, hostis entre si. Não vivemos num mundo como aquele que produziam os pagãos quando inventavam uma horda de deuses, muitas vezes em competição e guerra entre si.

Missionários relatam que um dos alívios maiores que o cristianismo brinda aos pagãos é a convicção de que há um só Deus. Quando descobrem que existe um só Deus cujo nome é Pai e cuja natureza é o amor, eles se sentem libertados e emancipados.

Há um só Deus e esse Deus tem uma boa vontade por toda a humanidade. Esse único Deus quer que todos os homens se salvem; Ele não deseja a morte e destruição de ninguém: “Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho” (Ezequiel 33.11), mas o bem-estar e salvação de todos.

Ele quer que todos sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade, para serem salvos da forma como Ele estabeleceu, e não de outra forma. Cabe a nós obter o conhecimento da verdade, porque essa é a maneira de ser salvo: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3).

A divindade de nosso “Deus único” tem de ser reconhecida para que haja unidade entre a humanidade. Jeová não é só o Deus dos judeus, é dos gentios também (Romanos 3.29-30).

 

“... e um só Mediador entre Deus e os homens,”

Um mediador é aquele que faz a mediação, ou seja, aquele que age como um intermediário para trabalhar com lados opostos a fim de trazer uma solução.

Deus tem uma disputa conosco por causa do pecado,pois o pecado é descrito como transgressão da lei de Deus (1 João 3: 4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18). O pecado se interpõe entre nós e Ele. "Não há justo, nem um sequer" (Romanos 3:10). Todos os seres humanos são pecadores devido ao pecado que herdamos de Adão e devido ao pecado que cometemos em uma base diária. A penalidade justa por esse pecado é a morte (Romanos 6:23), não apenas morte física, mas a morte eterna (Apocalipse 20: 11-15).

Nada que pudéssemos fazer por nossa conta seria suficiente para mediar entre nós e Deus. Nenhuma quantidade de boas obras ou observância da lei nos torna justos o bastante para estarmos diante de um Deus santo (Isaías 64:6; Romanos 3:20; Gálatas 2:16). Sem um mediador, estamos destinados a passar a eternidade no inferno, pois por nós mesmos a salvação do nosso pecado é impossível. No entanto há um Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.

 

“Jesus Cristo homem.”

A igreja de Roma mantém até hoje uma pluralidade de mediadores e até mesmo os judeus acreditam que há muitos mediadores entre Deus e os homens. Para judeus,  anjos são mediadores. O Testamento de Dan (6:2) diz: "Lembra-te a Deus, e ao anjo que intercede por ti, porque ele é o mediador entre Deus e o homem." Mas a Bíblia afirma que há apenas um mediador entre a humanidade e Deus, e esse é Jesus Cristo Homem.

Jesus, que é Deus e homem ao mesmo tempo representa todos aqueles que colocaram a sua confiança nEle diante do trono da graça de Deus. Ele é o único mediador porque se deu a si mesmo em preço de redenção e medeia por nós, tanto quanto um advogado de defesa medeia pelo seu cliente.

Vemos mais uma prova dessa verdade reconfortante em Hebreus 9:15: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados."

É por causa do grande Mediador que somos capazes de estar diante de Deus vestidos com a justiça de Cristo. Na cruz, Jesus trocou o nosso pecado pela sua justiça (2 Coríntios 5:21). A sua mediação é o único meio de salvação.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf

BARCLAY, William. The First Letter to Timothy - Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

https://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-mediador.html

 

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

AMANDO O PRÓXIMO COM VERDADE, JUSTIÇA E ATITUDES (1 João 3:18) 22/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
22 DE OUTUBRO DE 2026
AMANDO O PRÓXIMO COM VERDADE, JUSTIÇA E ATITUDES

1 João 3:18 “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas em obra e em verdade.”

 

“Meus filhinhos,”

 A palavra, Filhinhos, sugere tanto a idade avançada do autor como o terno e afetuoso relacionamento que havia entre ele e seus leitores. Estes são simplesmente “teknia”, “filhinhos”, em 2:12,28; 3:7,18; 4:4; 5:21. Essa palavra grega ocorre no evangelho de João a partir dos lábios de Jesus, em (João 13:33) “ Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e, como tinha dito aos judeus: para onde eu vou não podeis vós ir, eu vo-lo digo também agora “.

 

“... não amemos de palavra, nem de língua, mas em obra e em verdade.”

O amor fraternal revela um coração compassivo. A compaixão nasce do amor fraternal. Por isso, não pode haver compaixão onde não há amor fraternal. Compaixão é a capacidade de sentir a necessidade do outro o suficiente para fazer algo a respeito. Compaixão é mais ação do que palavras; resulta do amor de Deus que habita no coração (João 3:17).

O cristão compassivo não só vê a necessidade do outro, mas também a supre. João disse: “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (3:17). A compaixão cristã segue uma trajetória definida: habilidade, consciência, ação. O que fazemos para ajudar um irmão é mais importante do que o que dizemos.

O amor que temos pelos nossos irmãos reflete a nossa devoção a Deus. Esse amor anuncia a nossa conversão a Cristo, o nosso compromisso com o exemplo de Cristo e a nossa compaixão pelos outros. As manifestações externas do amor refletem os compromissos internos da alma.

Certo garotinho foi mandado até uma mercearia para comprar uma dúzia de ovos. Feita a compra, pôs-se a voltar para casa. No caminho, o menino acidentalmente caiu e quebrou quatro ovos. Em sua mente, voltar para casa com quatro ovos quebrados era impensável! Tudo o que fez diante daquela situação foi sentar-se ao lado dos ovos quebrados e chorar.

Nisto, um homem veio andando. Vendo a situação do menino, expressou sua tristeza e prosseguiu. Outro homem também passou por ali. Vendo a necessidade, parou, entregou uma moeda de cinquenta centavos ao menino e disse: “Pegue e vá comprar mais quatro ovos”. As ações do segundo homem revelaram seu coração compassivo.

Você é uma pessoa compassiva? Examine suas ações em relação à necessidade alheia!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/02/1-joao-521.html

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_02.pdf

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Deuteronômio 30.19

Deuteronômio 30.19 “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente.” 

 

“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti,”

A invocação de testemunhas é uma característica normal dos tratados seculares. Os deuses de ambas as partes pactuantes eram normalmente invocados como testemunhas. Em Israel tal apelo aos deuses era rejeitado, mas de maneira simbólica céus e terra eram convocados a testemunhar: "Hoje tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra, que certamente perecereis depressa da terra, a qual, passado o Jordão, ides possuir; não prolongareis os vossos dias nela; antes, sereis de todo destruídos" (Deuteronômio 4: 26).

O céu e a terra também acompanhariam a escolha que os filhos de Israel fizessem, entre obedecer e desobedecer, conforme era requerido por condições do Pacto Palestínico. Na presença deles a escolha é apresentada a Israel, vida ou morte, bênção ou maldição.

 

“... que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente.”

Moisés já havia resumido resumido todos os seus argumentos a favor da obediência, em duas palavras, a bênção e a maldição (Deuteronômio 11:27-28), agora ele acrescenta vida e morte. A neutralidade nesta decisão é simplesmente excluída. Dois caminhos são apresentados: o caminho da obediência, que conduz à bênção e garante vida e o caminho da desobediência, que conduzirá à maldição gerando a morte. A decisão final cabia a Israel, dependendo do livre arbítrio do povo.

O mediador Moisés deixa bem claro as alternativas e então apela a Israel a escolher a vida, pois a escolha que fizessem teria efeitos a longo prazo, afetando a vida de seus descendentes e o próprio futuro da nação: “para que vivas, tu e a tua descendência”.

O propósito do Novo Testamento é praticamente o mesmo. De igual maneira, apresenta diante de nós a vida e a morte, o bem e o mal. “Quem crer... será salvo. Mas quem não crer será condenado”(Marcos 16.16). A quem crer Deus dará a vida eterna. Mas àqueles que são desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade (e assim, na verdade, adoram a outros deuses, e os servem), serão entregues a indignação e a ira de um Deus imortal, cuja conseqüência necessariamente será a tribulação e a angústia de uma alma imortal (Romanos 2.7-9).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Hebreus 10:26

 

Deuteronômio 7:18 “Delas não tenhas temor; não deixes de te lembrar do que o Senhor teu Deus fez a Faraó e a todos os resta mais sacrifício pelos pecados,”

 

“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade,”

De vez em quando o autor de Hebreus fala com uma severidade que quase não tem paralelo no Novo Testamento. Há poucos escritores que possuam tal sentido de horror e terror frente ao pecado (Deuteronômio 17:2-7). Este verso é uma reminiscência daquilo que foi escrito no capítulo 6.4-8, quando o escritor sagrado adverte os cristãos sobre o perigo de caírem num estado de apostasia e por meio desta, entristecerem o Espírito Santo.

Sobre os que pecam voluntariamente. O Dr. F. W. Grant observa que este ato de pecar “voluntariamente” representa mais que um fruto da ignorância, sendo uma aberta oposição a Deus e a tudo que é divino. Não se trata de uma fraqueza da alma, mas de uma atitude obstinada do espírito.

Neste caso não há falta de compreensão da verdade como em Mateus 13:19: ”Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado junto ao caminho”. Eles receberam o entendimento da verdade e desprezaram pecando intencionalmente. Em 2 Pedro 2:20, 21 a mesma palavra  foi duas vezes usadas para conhecimento: “Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado”.

 

 “... já não resta mais sacrifício pelos pecados,”

O pecado voluntario é a razão por que “não resta mais sacrifício pelos pecados” para tais transgressores, visto que voluntariamente se entregaram à prática da iniqüidade. Sem um sacrifício expiador no qual se possa confiar tudo quanto permanece é juízo e fogo vingador: “Visto que amou a maldição, ela lhe sobrevenha, e assim como não desejou a bênção, ela se afaste dele. Assim como se vestiu de maldição, como sua roupa, assim penetre ela nas suas entranhas, como água, e em seus ossos como azeite” (Salmos 109:17,18).

Uma rejeição deliberada da cruz por alguém que conhece o caminho deixa Deus sem alternativa. Quando a misericórdia é rejeitada, o juízo deve cair. Não haverá nova chance: “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, E provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do século futuro, E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.” (Hebreus 6:4-6).

Um antigo teólogo escreveu um catecismo. No final termina perguntando o que acontece se o homem menospreza a verdade e a apelação do oferecimento de Jesus Cristo. Sua resposta é que o resultado necessário é a condenação, "e tanto mais porque leu este livro". Quanto maior é o conhecimento, tanto maior é o pecado.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Barclay, William. The Letter to The Hebrews (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Isaías 59:2

 

Deuteronômio 7:18 “Delas não tenhas temor; não deixes de te lembrar do que o Senhor teu Deus fez a Faraó e a todos osIsaías 59:2 “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”

 

“Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus;”

A capacidade de Deus para “salvar” e “ouvir” as orações do seu povo não está de qualquer forma limitada (v.1). A alienação e a distância sentidas pelo povo não eram culpa de Deus. “Vossas iniqüidades” (Avon) e “vossos pecados” (Chataá) estão em posição enfática no texto hebraico, salientando a origem da alienação e distância. No original hebraico pecado (chataá) significa "errar o alvo" ou tropeçar, descrevendo um ato ou deslize. Já iniqüidade diz respeito a deformidade de caráter, pecado voluntario e consciente. Apesar da distinção da definição das palavras os efeitos os mesmos para ambos (separar e encobrir).

Todas as iniqüidades e os pecados formam uma barreira entre Deus e nós. As iniqüidades não nos separam necessariamente da presença do amor de Deus, afinal Deus está presente em todos os lugares (Salmo 139:7) e ama os pecadores (Romanos 5:8). Porém os pecados nos separam da comunhão com Deus, porque quando a cometemos deixamos de pensar como Deus: “Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 João 1:6)

Eles também nos separam da bênção de Deus e de alguma forma, da proteção de Deus, porque Ele permite que provações venham ao nosso caminho para nos corrigir. Separam-nos de muitos dos outros benefícios do amor de Deus, mesmo que o Filho Pródigo (Lucas 15:11-32) ainda fosse amado pelo pai, ele não desfrutasse dos benefícios desse amor enquanto estava em iniqüidade.

 


“... e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”

A adoração era uma espécie de busca do rosto de Javé. Porém os homens entraram no santuário para buscar a face de Deus, mas para eles não houve a glória shekinah, nem a grande nem a pequena. Davi orou: “Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação” (Salmos 27:9).

A presença divina poderia curar, mas a barreira de pecados não permitia uma operação graciosa. Fizeram o Senhor ocultar o Seu rosto por trás daquele véu de pecados e o tornaram surdo diante de tantas iniqüidades. O versículo de Lamentações 3:44 na tradução NVI diz: "Tu te cercaste de nuvens para que as nossas orações não chegassem a ti". Por causa dos pecados Deus fica indisposto a responder a às nossas orações.

Jesus na cruz clamou: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mateus 27:46 e Marcos 15:34). Ele não foi abandonado num sentido absoluto e definitivo, mas de alguma forma desamparado por se tornar maldito e isso se devia aos nossos pecados e não aos Seus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

AMANDO A DEUS ACIMA DE TUDO EM PLENA OBEDIÊNCIA (Deuteronômio 5:7- Mateus 22:37) 21/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
21 DE OUTUBRO DE 2026
AMANDO A DEUS ACIMA DE TUDO EM PLENA OBEDIÊNCIA

Deuteronômio 5:7 “Não terás outros deuses diante de mim;”

 


“Não terás outros deuses...”


Esse é o primeiro mandamento do decálogo (10 Mandamentos em pedra). O propósito deste mandamento é levar Israel a amar e a temer a Deus, e a adorar somente a Ele com sinceridade.

Este mandamento foi promulgado numa época que a idolatria norteava as nações e essa ordem era algo novo num código de leis. Trata-se do monoteísmo revelado que influenciou o mundo inteiro com a expansão do cristianismo.

O monoteísmo é a crença em um só Deus, como sugere a própria palavra: monos, "único", e theos, "Deus". A ênfase nesta unidade contrasta de maneira visível com o henoteísmo e a monolatria, além do politeísmo.

Não se conhecia a idolatria antes do dilúvio. O monoteísmo ara a crença experimentada pelos primeiros homens. A Bíblia afirma que todas essas formas falsas de adoração são uma degeneração do monoteísmo original: "Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” (Romanos 1:21-25)

Os patriarcas do Gênesis, Abraão, Isaque e Jacó, eram monoteístas e instruíram seus descendentes nessa crença (Deuteronômio 13.6; 28.64; Jeremias 19.4). Todavia os fiéis haviam se tornado poucos. Tornou-se então monoteísmo nesta época uma inovação, visto que as nações da época eram politeístas.

  • A Mesopotâmia é o berço da civilização humana e o centro irradiador da idolatria. Abraão nasceu em Ur dos caldeus, cidade da Mesopotâmia (Genesis 11.27-31). Seus ancestrais serviam a outros deuses (Josué 24.2,15). Os babilônios/caldeus adoravam a diversos deuses: como Sin, o deus-sol de Ur e Harã; Istar, a deusa do amor e da guerra; e Enlil, deus do vento e da terra.Bel, que veio a ser identificado como Marduque ou Merodaque, o patrono da cidade de Babilônia.
  • Os assírios adoravam: Adrameleque e a Nisroque.
  • A terra do Nilo foi grandemente afetada por essa idolatria. E Israel e seus ancestrais tiveram vínculos com as culturas mesopotâmica e egípcia.Os antigos egípcios empregavam o termo "terra dos deuses", para o seu país. Cada grande cidade contava com suas tríades de acordo com as dinastias: em Ábidos, Osíris, ísis e Hórus; em Mênfis, Ptah, Sekhmet e Nefertum, e, em Tebas, Amom, Mut e Khonsu.
  • Os cananeus adoravam a Baal (Jz 6.31). Astarote ou Astarte (Jz 10.6), identificada em nossas versões como "postes sagrados", deusa cananeia da fertilidade" era deusa nacional dos sidônios.
  • Dagom e Baal-Zebube eram deuses dos filisteus (Jz 16.23-24; 2 Rs 1.2-3, 6,16).
  • Camos era o deus nacional dos moabitas (Nm 21.29; Jz 11.24;).
  • Malcam ou Milcom (1 Rs 11.33) era o deus nacional dos amonitas. Milcom, e Moloque. Parecem ser nomes alternativos.


As principais formas de adoração no paganismo do Antigo Oriente Médio eram três: politeísmo, henoteísmo e monolatria.

  • O politeísmo é a crença em muitos deusespoli, "muito", e theos, "Deus". Era a religião dos antigos mesopotâmios, egípcios, gregos, romanos e do atual hinduísmo.
  • O henoteísmo é uma forma primitiva de religião que admite a existência de muitos deuses; no entanto, apenas um deles tem a supremacia. A forma henoteísta deve ser definida como uma crença em um Deus, mas admitindo a existência de outros deuses.
  • A palavra monolatria vem de monos, "único", e latreia, "serviço sagrado, culto". Define-se como adoração ou culto "de uma deidade única para cada grupo étnico-político (clã, tribo, povo).



Os ídolos, de fato, não são deuses (Dt 32.21; Gl 4.8). Apenas são chamados assim por existirem na mente dos seus adoradores (1 Co 8.5), mas não reais de fato. O objeto de adoração dos gentios são representações demoníacas; os pagãos adoram os próprios demônios (Lv 17.7; Dt 32.17; 1 Co 10.20). Não existe Deus além de Javé (Is 44.6; 45.5, 6). Os cristãos devem manter distância dos ídolos (1 Co 10.14; 1 Jo 5.21).



“...diante de mim. ” 

Literalmente “ à minha face”. Esta frase vagamente incomum também parece ser usada em relação ao ato de tomar uma segunda esposa enquanto a primeira ainda estivesse viva. Tal uso, de uma quebra de um relacionamento pessoal exclusivo, ajuda a explicar o seu significado aqui.

Portanto, nenhum outro deus pode ser adorado simultaneamente com YHWH.Ele não dividirá seu louvor com quem quer que seja: Ele é único: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42:8)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/10/26

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

SOARES, Esequias. Os dez mandamentos - Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/exodo-203.html


Mateus 22:37 “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”

 

“E Jesus disse-lhe:”

Um dos fariseus, doutor da lei, interrogou Jesus para o experimentar, após Ele ter emudecido os saduceus no mesmo lugar, respondendo-lhes acerca da ressurreição: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mateus 22:29b,30).

Este doutor da lei lhe perguntou: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei?”(v.36). E Jesus lhe responde citando Deuteronômio 6.5 que diz:

 

 “Amarás, pois, o Senhor teu Deus”

Deuteronômio 6.5 está incluído no Shemá Israel. O Shemá é composto de três trechos da Torá (Deuteronômio 6:4-9; 11:13-21; e Números 15:37-41). È uma prece recitada duas vezes ao dia: ao deitar-se e ao levantar-se, conforme preceito da Torá.  Este verso também é conhecido como o grande mandamento (Marcos 12.29,30). O Senhor Jesus citou este trecho do em Seu sumário da natureza e da nossa obrigação diante a lei.

A obediência de Israel não deveria surgir de um legalismo estéril baseado na necessidade e no dever. Deveria surgir de um relacionamento baseado em amor. O termo bíblico “amar”, tem uma conotação muito profunda. Oséias usa esse verbo para expressar a afeição de Javé por Israel, fazendo uso de poderosas metáforas, extraídas da vida doméstica, do relacionamento entre marido e esposa: “E o Senhor me disse: Vai outra vez, ama uma mulher,…” (Oséias 3:1a) e do relacionamento entre pai é filho: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho” (Oséias 11:1).

O homem não pode amar a Deus conforme ama a outro ser humano. O amor a Deus envolve santo temor e reverência (vs. 13), e exprime-se por meio daquela lealdade devotada e singela de onde se deriva um serviço obediente e de todo o coração. O amor a Deus, desacompanhado da obediência, não é amor (1 João 4.7-21).

 

“... de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”

A extensão do amor do homem a Deus deveria ser total. Israel deveria amar a Deus com todo o seu ser. A expressão de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força é uma das favoritas em Deuteronômio (4: 29; 10: 12; 11: 13; 13: 3; 26: 16; 30: 2, 6, 10), e nos oferece uma percepção parcial da antiga psicologia hebraica.

O coração era considerado a sede da mente e da vontade bem como de uma vasta gama de emoções: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Provérbios 23.26). O termo alma é de difícil definição, mas parece ser referir à fonte de vida e vitalidade, ou mesmo do próprio “ser”. Nesse sentido Cristo derramou sua alma na morte por nós (Isaias 53.12). Os dois termos, coração e alma entre si indicam que o homem deve amar a Deus sem qualquer reserva em sua devoção. Para dar ainda mais força à ordem, uma terceira expressão é acrescentada, de toda a tua força, que diz respeito ao lado físico e mental do ser humano.

O texto hebraico inclui as três palavras “coração”, “alma” e “força”. A citação de Mateus insere o termo “entendimento”, mas omite “força”. Quando a passagem é citada em Marcos e Lucas, eles relatam quatro termos: “coração”, “alma”, “entendimento” e “força” (Marcos 12:30; Lucas 10:27). Variações nos Evangelhos Sinópticos podem ser resultantes do uso da versão Septuaginta. Algumas cópias antigas dessa tradução grega traduzem o vocábulo hebraico equivalente a “coração” para “entendimento” ou “mente”.

Uma possível razão pela qual Jesus usou a palavra mente, quando Deuteronômio não o fez, foi porque Moisés e seu público judaico estavam limitados à língua hebraica. Em hebraico não há palavra específica para mente. Em hebraico, o termo para coração, "Lebahb", inclui a mente. No pensamento judaico, o coração e a mente não são separados ou distintos. Os gregos (e, portanto, os romanos) fazem essa distinção. Como mencionado acima, os gregos viam o coração — "kardia" — como a fonte de emoções, desejos e escolhas. A mente, de acordo com os gregos, era o lugar do intelecto e da consciência mental.

Amar a Deus com todo o teu pensamento/entendimento. Significar submeter o “intelecto” ou os “pensamentos” à sua vontade. Amar sua lei e seu evangelho mais do que fazemos as decisões de nossas próprias mentes. Estar disposto a submeter todas as nossas faculdades ao seu ensino e orientação, e dedicar a ele todas as nossas realizações intelectuais e todos os resultados de nossos esforços mentais intelectuais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216847/jewish/Shem-Israel.htm

https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/09/deuteronomio-65.html

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201210_02.pdf

https://thebiblesays.com/pt/commentary/mat+22:37