sábado, 9 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 9 DE MAIO DE 2026 (Genesis 21.33)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
9 DE MAIO DE 2026
DEUS CUMPRE OS PROPÓSITOS ATRAVÉS DAS GERAÇÕES

Genesis 21.33 “E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno.”

 

“E plantou um bosque em Berseba,”

Abraão havia feito uma aliança de sinceridade com Abimeleque. E chamou aquele lugar em que habitavam de Berseba:  Por isso se chamou aquele lugar Berseba, porquanto ambos juraram ali” (v.31). O nome “Berseba” consiste de suas palavras hebraicas: (beer), que significa “poço”, e (sheba), que conota “sete”. Juntas, elas significam literalmente “Poço de Sete”, uma referência às sete cordeiras que o patriarca deu ao rei (v.30). O nome também pode significar “Poço do Juramento”, em homenagem ao local onde os dois homens fizeram o juramento.

Após Abimeleque e Ficol voltaram para Gerar.  O patriarca ficou e plantou tamargueiras (NVI) em Berseba. Tamargueiras sempre foram extremamente importantes para promover sombra na parte sul do Negueve, e são compatíveis com o clima semi-árido dessa região. Entre os beduínos é tradição se plantar essas árvores porque elas crescem até quase dez metros de altura, fornecendo uma boa sombra. No Antigo Testamento, árvores – especialmente as sempre-verdes – simbolizam vida, fertilidade e as bênçãos de Deus (Genesis 2:9; 13:10; Salmos 1:3; Jeremias 17:7, 8; Ezequiel 47:12).

 

“... e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno.”

Depois de plantar a tamargueira, o patriarca prestou um ato de adoração, alguns veem nesse gesto de plantar a árvore como algo análogo a edificar um altar. Os antigos cananeus usavam árvores, colunas e altares na adoração e esses elementos estavam associados a degradantes ritos de fertilidade. Mais tarde, por causa da tendência os israelitas de imitar os pagãos, a lei de Moisés proibiu o uso de árvores sagradas na adoração a Iavé: “Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do Senhor teu Deus, que fizeres para ti (Deuteronômio 16:21). Como Abraão sempre evitou altares cananeus e construiu seus próprios altares de adoração a Deus, é possível que ele desconhecesse os ritos de fertilidade em que se usavam árvores.

A árvore recém-plantada pode ter servido apenas como um memorial dos juramentos dos dois homens naquele lugar, fazendo referência à posse do poço. Cheio de gratidão, Abraão naturalmente reagiu em adoração: a seguir, ele invocou ali o nome do Senhor, Deus Eterno (El Olam). Ele sabia que o Senhor, diferente dos deuses pagãos da mitologia, os quais, supostamente, tendo nascido, estavam destinados a morrer, porém o Deus Eterno que não tem começo nem fim: "Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus" (Isaías 44:6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_07.pdf

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 8 DE MAIO DE 2026 (Deuteronômio 7:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
8 DE MAIO DE 2026
DEUS É FIEL E GUARDA O CONCERTO

Deuteronômio 7:9 "Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. "


“Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, ” 

A partir do capítulo 5 de Deuteronômio Moisés chama a todo o Israel para relembra-los dos estatutos estabelecidos no Sinai: “Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir. “ Deus reconhece que com eles havia feito uma aliança (Deuteronômio 5:2), não porque eles eram melhores ou mais numerosos que os demais povos, mas porque o Senhor os amava (Deuteronômio 7:8). O amor de Deus é expresso a Israel por conta do seu cuidado especial com eles: “Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não era Esaú irmão de Jacó? Disse o Senhor; todavia amei a Jacó, E odiei a Esaú” (Malaquias 1:2-3a). Esse versículo de Malaquias não trata de indivíduos, mas das nações que procederam deles. Edom estava sentenciada por causa da sua injustiça: Ainda que Edom diga: “Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o Senhor dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre. ” (Malaquias 1:4) Todavia Israel “a menina dos olhos de Deus” permaneceria apesar da mesma origem, Isaque. O Senhor Jesus sobre o povo judeu profetizou: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. ”(Mateus 24:34). A palavra “ geração” na presente passagem tem um sentido escatológico. É a palavra grega “genea”, e segundo o doutor C. I. Scofield ela traz em si a ideia de “raça, família, espécie, etc.”. É certo que a palavra se empregada apenas como um a geração familiar (um filho sucedendo a um pai), não se coaduna com a tese principal, porque nenhum a destas “ coisas”, a saber: a pregação do Evangelho do Reino em todo o mundo; a volta de Jesus em glória; o ajuntamento dos escolhidos pelos anjos, não aconteceu antes da destruição de Jerusalém, que todos sabem , deu-se no ano 70 d.C. A promessa é, portanto, que a Geração - a Nação de Israel ou família israelita será conservada até o fim como nação: ninguém a destruirá. A consequência do amor de Deus a Israel é a sua fidelidade, pois cumpre e cumprirá todos as promessas feitas ao seu povo Israel. Expressões semelhantes a estas ocorrem em outras partes do Velho Testamento (cf. Êxodo 20: 6; 34: 6, 7) e têm a aparência de fórmulas litúrgicas ou frases de antigas confissões de fé. Quando exatamente assumiram sua forma definitiva jamais poderemos saber com absoluta certeza. Não é inconcebível pensar que Moisés tenha descrito Javé em termos nobres e que a fórmula litúrgica aqui apresentada possa representar uma versão polida e expandida de algo que Moisés tenha dito. Sua forma atual é rica em significado. Javé é descrito como o “Deus fiel”, ou seja, absolutamente digno de confiança, cumprindo fielmente a Sua promessa.


 “...que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. ” 

Deus havia jurado fidelidade ao Pacto que firmara com Abraão e com todos os pais da nação de Israel. Agora esse amor era protestado a Moisés e a Josué. Todavia, o pacto estava condicionado à obediência e ao amor de Israel a Yahweh (6.5). Israel quebrou a lei; eles anularam o pacto em várias oportunidades; mas o propósito divino ficou de pê, e, finalmente, o Messias coroou o Pacto com a graça, o poder e a universalidade (ver o terceiro capítulo de Gálatas).Misericórdia para com os obedientes. (Ezequiel 18.20) mostra o princípio da justiça. Os justos recebem misericórdia e bênção da parte de Deus. Mas a misericórdia estende-se a mil gerações (Ou seja, para sempre), o que mostra que a misericórdia é um princípio muito mais poderoso do que o da aplicação da justiça. Seja como for, não há qualquer contradição, visto que a ira de Deus é uma medida de disciplina que promove a causa do amor.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/07/2021

Fontes:

POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no período dos reis de Israel.Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

SILVA, Severino Pedro. Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1988.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 2

quinta-feira, 7 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 7 DE MAIO DE 2026 (Atos 3:25)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

7 DE MAIO DE 2026
O DESTAQUE DA PROMESSA ABRAÂMICA

Atos 3:25 “Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.”

 

“Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais,”

Em seu sermão após a cura do coxo da porta formosa, Pedro anuncia a Jesus, o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos (v.15) e desafia os seus ouvintes a se arrependerem e se voltarem a Deus (v.19). Para confirmar suas afirmações Pedro mencionara os profetas diversas vezes (vv. 18, 21) e nessas palavras finais, o apóstolo faz uma aplicação pessoal aos ouvintes.

Eles eram filhos dos profetas e da aliança”. No Antigo Testamento, a expressão “filhos dos profetas” referia-se aos homens nas escolas dos profetas, os profetas em treinamento. Pedro, porém, usou o termo referindo-se aos ouvintes que eram herdeiros espirituais dos profetas, assim como os filhos são herdeiros legais e físicos.  Pedro trouxe-lhes à lembrança outra vantagem dos judeus eles eram filhos da aliança dos patriarcas, ou seja os herdeiros diretos das promessas.

 

 “... dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.”

A promessa citada encontra-se em Gênesis 22:18: “E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz”; referia-se à vinda de Jesus. Posteriormente, Paulo citou Gênesis 22, observando: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo” (Gálatas 3:16; grifo meu).

Os ouvintes de Pedro não eram ignorantes quanto à promessa de Gênesis 22. Todos do povo deveriam ter reconhecido o Messias quando Ele veio, mas não o reconheceram. Foi aos judeus que os porta-vozes de Deus escreveram as profecias messiânicas. As centenas de previsões foram como um holofote iluminando Jesus — e os judeus ainda eram incapazes de vê-lo! Uma vez não reconhecendo a Jesus os judeus estavam rejeitado os profetas de Deus e menosprezado as promessas de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_02.pdf

 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 6 DE MAIO DE 2026 (Lucas 1:37)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
6 DE MAIO DE 2026
PARA DEUS NÃO HÁ NADA ABSOLUTAMENTE IMPOSSÍVEL

Lucas 1:37 “Porque para Deus nada é impossível.”

 

“Porque para Deus nada é impossível.”

Após o anjo anunciar a Maria o nascimento de um filho no seu ventre virgem. Maria ficou perplexa, porém não duvidou. Diferentemente de Zacarias que pediu um sinal: “Como saberei isto? Pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade” (Lucas 1:18) e acabou por isso se tornado mudo. Maria não pediu sinal algum. Porém o anjo Gabriel lhe deu um sinal para que não duvidasse do poder de Deus que estaria sobre ela: “E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril” (Lucas 1:36).

Aquela parenta de Maria que era estéril e avançada em idade conceberia. Evidentemente, Maria não tinha ouvido dizer da experiência de Isabel. Gabriel agora a informa que já é o sexto mês da gravidez desta. E Maria deve ficar encorajada pela experiência de Isabel.Maria devia estar familiarizada com o relato do Antigo Testamento do nascimento de Isaque a Abraão e Sara (Genesis 18: 1-15). Como Zacarias e Isabel, Abraão e Sara eram muito além de seus anos férteis.

Conforme ocorreu com Sara, acontecera também com alguém próximo de Maria“Porque para Deus nada é impossível”. Esse verso faz referencia a pergutata retórica que o Senhor fez a Sara: “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?”. Nada é difícil demais para Iavé: “Ah Senhor Deus! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil” (Jeremias 32:17).

Se nada é muito difícil para a onipotência de Deus, então tudo é possível com Ele (Salmo 115:1:. Salmo 115:3; Daniel 4:35.). Deus, cujo poder não conhece limites (Deuteronômio 3:24; Jó 9:4.), E que não está vinculado às leis da natureza que Ele criou, pode realizar qualquer coisa. O lembrete de Gabriel do que Deus havia feito no passado assegurou Maria do seu poder para manter a sua palavra para ela. Ele é o mesmo Deus “Todo-Poderoso” (Genesis 17:1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

MACARTHUR, John F. Bíblia de estudo MacArthur. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2019.

 

Texto Áureo Lição 6: O nascimento de Isaque. Genesis 18.14

TEXTO ÁUREO

 “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e sara terá um filho.” (Genesis 18.14).

Lição 6 - Lições Bíblicas Adultos do 2º Trimestre de 2026 - CPAD

terça-feira, 5 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 5 DE MAIO DE 2026 (Gênesis 21:2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
5 DE MAIO DE 2026
NO TEMPO DETERMINADO POR DEUS A PROMESSA SE CUMPRE 

Gênesis 21:2 “E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado.”

 

“E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice,”

O Senhor visitou Sara (v.1). que, por conta disso, engravidou e deu à luz. Todavia, a idéia não é de paternidade divina do filho gerado, como no caso dos deuses pagãos, que supostamente visitavam mulheres sexualmente. Antes, o termo é uma figura de linguagem, que significa que Deus libertou Sara de um estado de infertilidade e capacitou-as a engravidar. Nesse caso, a visita de Deus revitalizou tanto o marido como a esposa, que, por terem idade avançada, já haviam passado da idade de procriação: “E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara” (Romanos 4:19).

O escritor ao Hebreus também faz menção desse incrível milagre “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar” (Hebreus 11:11,12).

 

“... ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado.”

Há cerca de um ano atrás o Senhor havia falado com Abraão em sua tenda. Após perguntar por Sara ele disse: “Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho” (Gênesis 18:10). Ele repete as mesmas palavras no verso 14. Antes dessa ocasião, as promessas de Deus sobre um filho eram indefinidas, sem indicar uma data ou tempo para a chegada do herdeiro. Em contraste com essas revelações anteriores, o anúncio do Senhor nessa ocasião foi específico: “tornarei a ti por este tempo da vida”.

Algumas traduções dizem aqui “na primavera”. No hebraico, literalmente, temos “de acordo com um tempo de vida”. Esta expressão, que também ocorre em 2 Reis 4:16 e 17, é uma alusão à primavera, “o tempo de reviver”. Mas a maioria dela entende “por este tempo” como daqui a um ano: “Existe alguma coisa impossível para o SENHOR? Dentro de um ano, voltarei a você, e Sara terá um filho” (NVI).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_07.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/04/genesis-1814.html

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Filemom 24

Filemom 24 “Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.

 

“Marcos, Aristarco, Demas e Lucas,”

Além do mais conhecido aos colossenses Epafras. O apóstolo envia a Filemom e sua casa saudação também de mais dos seus cooperadores:

O primeiro é chamado Marcos também conhecido como João Marcos. Sendo João seu nome judaico (significa agraciado por Deus) e Marcos seu nome romano (significa “guerreiro”, o “grande orador”), ele era filho de Maria de Jerusalém, em sua casa havia uma igreja: “E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam” (Atos 12.12). Era primo de Barnabé: “e Marcos, o sobrinho de Barnabé, acerca do qual já recebestes mandamentos; se ele for ter convosco, recebei-o” (Cl 4.10).

Por esse parentesco, possivelmente levita: “Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé(que, traduzido, é Filho da consolação),levita, natural de Chipre” (Atos 4:36). Foi também discípulo de Pedro: “A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda, e meu filho Marcos” (1 Pe 5.13). Pedro, após sua miraculosa libertação da prisão, Pedro vai à casa da mãe de Marcos, onde estava localizada a igreja de Jerusalém (Atos 12.12). Acompanhou Paulo na primeira viagem missionária e retrocedeu: “E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, daPanfília. Mas João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém” (Atos 13.13). Na segunda viagem missionária, apesar da indicação de Barnabé, Paulo recusou levá-lo pelo abandono na primeira viagem: “E alguns dias depois,disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão. E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos. Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra. E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus” (Atos 15.36-40).

Porém Paulo, já no fim de sua carreira apostólica recorre à ajuda de Marcos. “Só Lucas está comigo. Toma Marcos, e traze-oc ontigo, porque me é muito útil para o ministério” (2 Timoteo 4.11). Esse mesmo Marcos escreveu o Evangelho de Marcos, sobre esse fato nos acrescenta Euzébio de Cesáreia: Os romanos ouvintes de Pedro, que não ficavam satisfeitos apenas ouvindo-o uma vez, nem com o ensinamento não escrito da pregação divina, mas com todo tipo de pedidos importunavam Marcos - de quem se diz que é o Evangelho e que era companheiro de Pedro para que lhes deixasse também um memorial escrito da doutrina que de viva voz lhes era transmitida, e não o deixaram em paz até que o homem o tivesse terminado, e desta forma tornaram-se a causa do texto chamado Evangelho de Marcos. Dizem que este Marcos foi o primeiro a ser enviado ao Egito, e que ali pregou o Evangelho que ele havia posto por escrito e fundou igrejas, começando pela de Alexandria.John Foxe no Livro dos mártires nos diz sobre seu martírio: Marcos, o evangelista e primeiro bispo de Alexandria, pregou o evangelho no Egito e lá, amarrado e arrastado para a fogueira, foi queimado e depois sepultado num lugar chamado ‘Bucolus’, sob o imperador Trajano.

O segundo cooperador é Aristarco, um macedônio de Tessalônica (Atos 19.29; 27.2), provavelmente de origem judaica (Colossenses 4.10-11), que acompanhou Paulo em sua terceira viagem missionária. Em Éfeso, ele foi arrastado para o teatro na confusão dos artesãos da prata (Atos 19.29). De lá ele partiu com Paulo da Macedônia para a Grécia (Atos 20.2), e com outros velejou diretamente para Trôade onde esperou a chegada de Paulo que seguiu pelo caminho de Filipos (Atos 20.3-6). Aristarco também velejou com Paulo para Roma para o julgamento (Atos 27.2), e evidentemente compartilhou seu aprisionamento (Colossenses 4.10). De acordo com a tradição ele foi martirizado sob o governo de Nero.

O Terceiro cooperador é Demas. Ele é mencionado apenas três vezes no Novo Testamento (Aqui e em Colossenses 4.14; 2 Timóteo 4.10). Esta pode ser uma forma encurtada de Demétrio. Ele era um crente, e estava evidentemente com Paulo quando escreveu Colossenses e Filemom. Mais tarde, quando escreveu 2 Timóteo, Paulo registra o fato desolador deque Demas o havia abandonado: “Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica” (2 Timóteo 4:10).

O último cooperador é Lucas, que significa luminoso. Ele é um dos evangelistas literários e o único escritor gentio do Novo Testamento. Era Médico: “Saúda-vos Lucas, o médico amado, e Demas” (Colossenses 4:14). É considerado o primeiro historiador da Igreja cristã escreveu também o livro de Atos que (alguns historiadores classificam como um único livro chamando de Lucas-Atos). A tradição diz que Lucas era de Antioquia da Síria, gentio, esta cidade era a base missionária de Paulo (Atos 13.1-3). A amizade com Paulo era tão profunda, que até mesmo quando muitos o havia abandonado, ele permanecia ao lado do Apostolo: “Bem sabes isto, que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim; entre os quais foram Figelo e Hermógenes”(2 Timóteo 1.15); “Só Lucas está comigo. Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério” (2 Timoteo 4.11).

 

“... meus cooperadores.”

“Cooperador” é um termo usado nas epístolas paulinas também em Colossenses 4:11: “são estes unicamente os meus cooperadores no reino de Deus; e para mim têm sido consolação”, aplicado de modo geral a várias das pessoas. Em 1 Tessalonicenses 3:2, alude a Timóteo; em Filipenses 4:3 fala sobre um a certa mulher, cujo nome não é dado, e sobre Clemente; em Romanos. 16:3, refere-se a Priscila e Aqúila; e: em Romanos  16:9 fala também acerca de outras pessoas.

O próprio Filemom, no primeiro versículo desta epístola, é assim denominado. Paulo queria indicar com essa palavra a todos quantos trabalhavam juntamente com ele, pela mesma causa do evangelho, sem importar se costumavam viajar ou não em sua companhia, e sem importar se o conheciam pessoalmente ou não. Estas alusões aos cooperadores de Paulo são importantes para demonstrarem o quanto Paulo respeitava o princípio da colegialidade na missão cristã. Em Atos os nomes dos homens que estão com Paulo aparecem mais como os de companheiros de viagem do que como de colegas.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/5/2026

FONTES:

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

FOXE, John. O livro dos mártires. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984