segunda-feira, 9 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 9 DE MARÇO DE 2026 (Romanos 8:15)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
9 DE MARÇO DE 2026
O ESPÍRITO NOS LIVRA DO TEMOR E NOS TORNA FILHOS POR ADOÇÃO 

Romanos 8:15 “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”

 

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor,”

Uma vez vencida a carne e mortificadas as obras do corpo pelo Espírito (v.13), o pecador é restaurado da escravidão “porque não recebestes o espírito da escravidão”, e é conduzido ao direito adotivo de ser chamado “filho de Deus” (João 1.12). Esse versículo apresenta duas expressões singulares: “ o espírito de escravidão” e “ espírito de adoção” que são opostas. Era a diferença entre cativeiro e liberdade, entre tremer de medo e confiar, entre ver Deus como um punidor e vê-lO como Pai.

Os que estão sob o domínio do “espírito de escravidão” vivem em temor, medo, dúvida e prisão. Os leitores originais de Paulo entendiam melhor do que nós a diferença entre escravidão e filiação. Se havia uma coisa que definia a relação de um escravo com seu senhor, era o medo; por isso Paulo disse que “não recebemos o espírito de escravidão, para vivermos, outra vez, atemorizados”.

 

“... mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”

Paulo esclarece “recebemos o espírito de adoção [como filhos]”! Não somos escravos que tremem ao se aproximarem do seu Senhor; somos filhos que se sentem confortáveis na presença do Pai. Em 1 Coríntios 2:12 Paulo escreveu: "Nós não temos recebido o espírito do mundo, e, sim, o Espírito que vem de Deus"; em 2 Timóteo 1:7: "Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação." "Eis aí uma bela cadeia de versículos que refletem experiência, todos amoldados na mesma forma, construídos segundo o mesmo modelo, primeiro com os elementos negativos, depois com os positivos; de um lado, escravidão, mundanismo e medo; de outro lado, filiação, dons espirituais, poder e amor."

"O Espírito de adoção" ou de filiação é, em outras palavras, o Espírito que torna os crentes filhos de Deus e os capacita a chamarem a Deus seu Pai. Adoção” vem de huiothesia, um termo composto por huios (“filho”) e thesis (“um lugar”). Refere-se a uma pessoa receber o lugar, posição e privilégio de um filho, mesmo que esse indivíduo não tenha parentesco com seus pais por nascimento. Pelo que se sabe, a adoção não era praticada entre os judeus, mas era comum em outras sociedades.

F. F. Bruce escreveu que no mundo romano do primeiro século “um filho adotivo era um filho escolhido por seu pai para perpetuar o seu nome e herdar seus bens”. Sua condição não era nem um pouco inferior à de um filho segundo as leis comuns da natureza, e bem podia desfrutar da afeição paterna o mais completamente e reproduzir o mais dignamente a personalidade do pai. Dizem que Deus só tem um Filho “natural” e que os demais são filhos por adoção.

 

Porque fomos assim abençoados, “clamamos: Aba, Pai” . “Aba” é um vocábulo aramaico quesignifica “pai”, mas é mais do que isso. É uma palavra usada por crianças para chamar o “pai” semelhante a “papai”. A maioria dos judeus não usava essa palavra íntima para se reportar a Deus, mas Jesus a usou. No Jardim do Getsêmani, Ele rogou: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). Os que estão sob o domínio do “espírito de adoção” estão capacitados a orarem com intimidade e a dizerem a Deus: “ Abba, Pai”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

 

domingo, 8 de março de 2026

Lição 11: O Pai e o Espírito Santo. 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” (Romanos 8.14).

 

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus,”

Ser guiado pelo Espírito significa tê-lo na vida diária, regendo, governando e orientando, sobretudo significa estar sob o seu total domínio. Pois o Espírito de Deus nos conduz à santidade. Aqueles que através do Espírito fizeram morrer os seus atos pecaminosos são os que são guiados pelo Espírito de Deus. O fazer morrer diariamente, hora após hora, os estímulos e as armadilhas da carne pecaminosa por intermédio do Espírito é uma questão de ser guiado, dirigido, impelido, controlado pelo Espírito.

Godet escreve que existe aqui "como que uma noção de santa violência; o Espírito arrasta o homem [se. a pessoa] para onde a carne não se disporia a ir". O professor Dunn concorda com ele e diz que "o sentido mais natural" é o de "ser constrangido por uma força compulsiva, ou de render-se a um impulso dominante e incontrolável. Dr. Lloyd-Jones faz um alerta teológico com relação à natureza e à operação do Espírito Santo: "Não existe violência alguma no cristianismo ...", diz ele. "O que o Espírito faz é iluminar e persuadir."

Como podemos ter certeza que somos guiados pelo Espírito? Uma das maneiras é recorrendo à Palavra, pois o Espírito Santo jamais conduz alguém a fazer algo contrário à Bíblia, a Palavra escrita que Ele inspirou. Nunca é demais enfatizar que a única maneira objetiva de sabermos como o Espírito quer que vivamos é lendo e estudando a Bíblia. Quanto mais estudo a Bíblia e torno seus preceitos parte do meu modo de pensar, mais eu me aproximo do coração de Deus. Quanto mais me esforço para fazer o que a Bíblia ensina, mais confiante fico de que estou sendo guiado pelo Espírito de Deus.

 

“... esses são filhos de Deus.”

Paulo nos assegurou que somos de fato “filhos de Deus” se seguimos o Espírito! A vida nova, que é desfrutada por aqueles que fazem morrer os seus atos pecaminosos consiste justamente na experiência de se tornarem filhos de Deus. É, pois, evidente que a conhecida noção acerca da "paternidade universal de Deus" não é verdadeira.Todos os seres humanos são de fato"descendência" de Deus por criação; mas "filhos" reconciliados com ele, nós só nos tornamos por adoção ou por meio do novo nascimento. Assim como só quem é habitado pelo Espírito é que pertence a Cristo (v.9), da mesma forma somente aqueles que são guiados pelo Espírito é que são filhos e filhas de Deus.

E, como filhos, é-nos concedido um relacionamento especial, íntimo e pessoal com o nosso Pai celestial, acesso amplo e imediato a sua presença através da oração, participação em sua família no mundo todo e nomeação como herdeiros seus. No primeiro século A. D., um filho adotivo era um filho escolhido deliberadamente por seu pai adotivo para perpetuar seu nome e herdar seus bens. Sua condição não era nem um pouco inferior à de um filho segundo as leis comuns da natureza, e bem podia desfrutar da afeição paterna o mais completamente e reproduzir o mais dignamente a personalidade do pai. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, o de sermos chamados filhos e filhas de Deus” (1 João 3:1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

sábado, 7 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 7 DE MARÇO DE 2026 (Gálatas 5.22)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
7 DE MARÇO DE 2026
O FRUTO DO ESPÍRITO É A EVIDÊNCIA CONTÍNUA DE UMA VIDA DE PLENITUDE DO ESPÍRITO 

Gálatas 5.22 “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ” 


Após de uma exposição sobre a luta da carne contra o Espírito, Paulo nos apresenta as chamadas “Obras da Carne” (Gálatas 5.19-21) elas são listadas: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

 

“Mas o fruto do Espírito é: “ 

A fim de evidenciar a vida de comunhão com Deus, Paulo começa agora a falar do que acontece com aqueles que se submetem ao Espírito Santo: em lugar de obras aparecem o fruto e em lugar de carne aparece o Espírito. As mais belas virtudes cristãs são destacadas na vida daqueles que vivem sob o controle do Espírito Santo. O singular fruto, como sempre é usado por Paulo, na verdade trata-se de um recurso para destacar a unidade que o Espírito Santo cria na vida daqueles que se sujeitam a Ele, produzindo as diversas virtudes, mas tendo uma só fonte. No viver carnal a desunião é grandiosa, ao contrário daqueles que vivem sob a vida dinâmica do Espírito Santo, que busca levar o crente a viver como Jesus viveu neste mundo, tendo um só sentimento, em total perfeição (Gl 4.19). O viver na carne traz diversos problemas, conflitos, pecados, mas o viver no Espírito produz uma vida segundo o querer de Jesus. A lista de Paulo começa da seguinte maneira:


“...amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ”

a) Amor (Agápe). É importante entender que Paulo não está dizendo aqui, que as demais virtudes vêm do amor, na verdade, ao o amor é a decisão de tudo (1 Coríntios 13.13; 1 João 4.8).

b) Gozo (Chard — alegria com motivos certos). Quer dizer alegria, não é produto do crente, mas vem ao crente por meio de Jesus e do Espírito (João 15.11; 1 Tessalonicenses 1.6).

c) Paz (Eiréne — ordem, segurança, felicidade, ausência de ódio, vida confiante no que Cristo fez). Essa paz vem de Cristo e concede tranquilidade ao crente (João 14.27; Filipenses 4.6), ela visa atingir também os relacionamentos.

d) Longanimidade (makrothumía-paciência). Dominado por esse fruto o cristão não se apressa em tomar atitude ásperas de imediato, nem fica dominado com o sentimento de vingança, mas deixa tudo nas mãos de Deus (Romanos 12.19).

e) Benignidade (Crestótes — generosidade, amabilidade). A ênfase está em fazer o bem e envolve atitudes sociais.

f) Bondade (Agathosyne — retidão, bondade benéfica). Essa bondade trata-se mais de uma conduta, alguém que faz o bem porque é reto e sua alma aborrece o mal. Dominado por esse fruto o cristão nunca agirá com intenções e motivos maléficos.

g) Fidelidade (Pístis — entenda que não se trata de fé, mas sim de fidelidade, lealdade). São diversos os conceitos que essa palavra recebe, mas nesta ocasião ela ganha uma conotação de integridade, dignidade que merece confiança (Mateus 23.23; 2 Timóteo 4.7; Tito 2.10).

h) Mansidão (Praótes — gentileza, faz o bem para o outro com toda humildade, pois o eu carnal está subjugado).

i) Domínio próprio (Encrateia — autocontrole. Domínio sobre os desejos e as paixões, especialmente os apetites sensuais). Estudiosos falam desse controle como um ato de reprimir com mão forte, por intermédio do Espírito, os desejos do eu carnal.

Observe que no tocante às obras da carne, Paulo diz que aqueles que são dominados por ela jamais entrarão no reino dos céus. Para as obras carnais existe restrição, exigências, mas quanto aos frutos do Espírito Santo, Paulo diz que não há Lei, ou melhor, restrição. Não há Lei para frear o fruto do Espírito, pois todas as virtudes do fruto do Espírito são benéficas para nossa vida (Romanos 8.4; 1 Timóteo 1.9). O cristão deve procurar sempre viver sob o poder do Espírito Santo para que esses frutos estejam em sua vida (João 15.2; Efésios 5.9; Colossenses 3.12; 1 Coríntios 13.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/3/2023

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

 

sexta-feira, 6 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 6 DE MARÇO DE 2026 (1 Coríntios 14.12, 26)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
6 DE MARÇO DE 2026
OS DONS ESPIRITUAIS SÃO PARA A EDIFICAÇÃO DA IGREJA 

1 Coríntios 14.12, 26 “Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja. [...] Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” 


Corinto na Acaia era uma cidade cosmopolita, marcada pela idolatria, paganismo e imoralidade. Ser um crente fiel naquela cidade não era fácil. Logo, Deus concedeu muitos dons do Espírito Santo àqueles irmãos a fim de que tivessem condições de lutar contra a idolatria, a imoralidade e permanecessem em santidade até a Volta de Cristo. A Igreja de Corinto é agraciada com toda a diversidade de dons: “De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo,” (1 Coríntios 1:7).

“como desejais dons espirituais” 

O apóstolo afirma que eles desejavam isso e é justamente por isso que não lhes faltava dom algum. “A Bíblia nos orienta a buscar os dons espirituais”Portanto, procuraicom zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente.“(I Coríntios 12:31) -“...procurai com zelo os dons espirituais (1 Coríntios 14:1) Nos dias atuais a corrente cessacionista prega e ensina a cessação dos dons espirituais,porém através deste versículo entendemos porque no meio deles não há dom algum “eles não desejam”. As Assembléias de Deus surgiram dentro de uma denominação cessacionista. Por influência dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, ambos batizados no Espírito Santo, um pequeno grupo desta denominação passou a crer na existência dos dons espirituais em especial no dom de línguas. E conforme creram foram todos sendo batizados com o Espírito Santo. Só deseja e recebe dons espirituais aquele que crê: “Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? ” (João 11:40) – “Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. (João 4:10)


“procurai sobejar neles” 

sobejar significa exceder os limites, por mais que possuamos dons espirituais devemos sempre buscar mais afinal: “qualquer que pede recebe; e quem busca acha...” (Lucas 11:10). Paulo orienta os coríntios que possuem o dom de línguas a buscar o dom de interpretação “Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar.” (1 Coríntios 14:13)


“para a edificação da igreja”. 

Paulo no capítulo 14 de I Coríntios está enaltecendo a importância da profecia, pois ela edifica a toda a igreja: “Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. ” (1 Coríntios 14:3) E afirma que o que fala língua desconhecida fala mistérios e só Deus entende e que quem fala mistérios edifica a si mesmo, mas visando a edificação de toda a igreja ele orienta os crentes em coríntios a buscar o dom de Interpretação para que toda a igreja fosse edificada: “eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. ” (1 Coríntios 14:5). Afinal a edificação é o propósito do Dons concedidos pelo Espírito Santo: “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;” (Efésios 4:12)


“Que fareis, pois, irmãos?”

Depois de usar a palavra para regulamentar os dons espirituais e estabelecer limites a igreja de Corinto para que tudo fosse feito com ordem e decência. (I Coríntios 14:37)“Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.” Paulo faz uma pergunta retórica “Que fareis, pois, irmãos? ”. Em sua resposta ele apresenta uma liturgia, que não deve ser entendida de maneira cronológica.


“Tem Salmo” 

(gr. psalmon, um cântico ou hino com acompanhamento musical) O livro de Salmos era o hinário da Igreja Primitiva e ainda deveria fazer parte de nosso culto. (Salmos 22:3) “Porém tu és Santo, tu que habitas entre os louvores de Israel”


“tem doutrina” 

Doutrina diz respeito aos ensinamentos sistemáticos contidos nas Escrituras. (2 Timóteo 3:16,17) Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.


“tem revelação” 

Ou seja, um dos dons de revelação como, por exemplo: 1) Palavra da sabedoria: refere-se a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis. De acordo com Estêvam Ângelo de Souza, “a palavra da sabedoria é a sabedoria de Deus, ou, mais especificamente, um fragmento da sabedoria divina, que nos é dada por meios sobrenaturais”.2) Palavra da ciência: Este dom é o resultado da iluminação do Espírito acerca das revelações dos mistérios de Deus e se relaciona à capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo ao crente para este conhecer fatos e circunstâncias ocultas. 3) Dom de discernir os espíritos: É uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais. De acordo com o termo grego diakrisis, a palavra discernir significa “julgar através de”; “distinguir”. Ela denota o sentido de “se penetrar da superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos”. Stanley Horton afirma que este dom “envolve uma percepção capaz de distinguir espíritos, cuja preocupação é proteger-nos dos ataques de Satanás e dos espíritos malignos” (cf. I João 4.1).


“tem língua” 

Refere-se ao Dom de Línguas que produz edificação particular, quem fala em línguas fala de mistérios e só Deus entende. (I Coríntios 14:39) “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas.”


“tem interpretação” 

Esse último dom do espírito santo é o fruto do contexto pregado, pois uma língua interpretada para toda a congregação é mais preciosa aos olhos de Paulo, pois pode edificar a todos na igreja. (I Coríntios 14:13) “Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar.”


“Faça-se tudo para a edificação” 

Aqui nos é esclarecido o propósito dos dons espirituais e do culto “A edificação”. (I Coríntios 3:10,11) “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”


1 Coríntios 14.26
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2021

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., RJ: CPAD, 2012.

SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. 2 ed., RJ: CPAD, 1987.


1 Coríntios 14.12
Deivy Ferreira Paniago Junior
10/04/2021

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: os fundamentos da nossa fé. 5.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

quinta-feira, 5 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 5 DE MARÇO DE 2026 (1 Coríntios 12.4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
5 DE MARÇO DE 2026
OS DONS ESPIRITUAIS SÃO DIVERSOS, MAS VÊM DO MESMO ESPÍRITO 

1 Coríntios 12.4 “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. “

 

“Ora, há diversidade de dons, “

A unidade dos crentes era uma preocupação de Paulo desde a abertura dessa carta aos coríntios: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10).

Os irmãos da igreja de Corinto não haviam perguntado sobre unidade; mas sobre dons espirituais, como deveriam exercê-los e qual a importância deles. Paulo entendeu que essas perguntas eram uma oportunidade para ele esclarecer acerca da unidade do corpo de Cristo. Pois o orgulho humano estava transformando essas dádivas espirituais numa comprovação da posição pessoal.

Então Paulo esclarece que havia diversidade de dons distribuídos pelo Espírito. Era importante os coríntios saberem que nem todo cristão tinha recebido dons do Espírito, pois o Espírito reparte “particularmente a cada um como quer” (v.11). A obra do mesmo Espírito se manifestava de várias maneiras entre os crentes e cada cristão precisava aprender a respeitar os dons dos outros e encontrar alegria naquilo que proporcionava fé e edificação para o corpo.

A palavra grega mais comum para “dom” é (dōron); mas Paulo selecionou cuidadosamente charismata como sua palavra para “dons”. Ao usar essa terminologia, Paulo estava sugerindo que os dons a que se referia eram conferidos por Deus como extensões da graça e da alegria que acompanham a confissão de que Cristo é Senhor.

Os “dons” (charismata) da graça divina incluem tudo o que Deus faz pelo Seu povo, até e incluindo a vida eterna (Romanos 6:23); mas o contexto de 1 Coríntios 12 a 14 impõe limites a essa palavra, afinal, Paulo estava respondendo dúvidas sobre “dons espirituais”: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes”.  (1 Coríntios 12:1).

 

“... mas o Espírito é o mesmo.”

Apesar da diversidade dos dons espirituais “o Espírito é o mesmo”.  No verso 11 Paulo reafirma essas palavras: Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas”.  Aos efésios Paulo escreveu: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós” (Efésios 4:4-6).

O mesmo Espírito” unia todos os coríntios num só corpo, independentemente da natureza dos dons individuais. Paulo estava admoestando os que possuíam dons espirituais. Esses cristãos especialmente capacitados pareciam estar entusiasmados com seus dons. Paulo julgou necessário pôr um freio na competição relativa a quem possuía os melhores dons.

O Espírito Santo sempre quer honrar a Jesus. Ele tem a função de glorificar a Cristo: (João 16.14). Ele faz isso não somente chamando-o de Senhor, mas distribuindo uma “diversidade” de dons espirituais para que nós também o glorifiquemos na sua obra. No entanto, as disputas em Corinto por causa dos dons estavam minando “a unidade do Espírito” e só era possível glorificar Cristo restaurando o “ vínculo da paz” (Efésios 4:3).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/(X(1)S(kljxmxq42qhhao45w3qqusv5))/portuguese/po_lessons/PO_201704_02.pdf

HORTON, Stanley. I e II Corintios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

 

quarta-feira, 4 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 4 DE MARÇO DE 2026 (Atos 2.38-39)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
4 DE MARÇO DE 2026
A PROMESSA DO BATISMO NO ESPÍRITO É PARA TODOS OS QUE CREEM 

Atos 2.38-39 “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. ”


Após Pedro pregar seu primeiro sermão pentecostal na festa de Pentecoste, a multidão que o ouviu perguntaram a respeito do caminho a seguir: “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? ” (Atos 2.37).

As palavras de Pedro foram como flechas. A travessaram a casca dura do preconceito judaico, a ponto de os ouvintes serem feridos de remorsos pela ideia de terem assassinado seu Messias. O incidente aponta para o dia em que a nação inteira lamentará por causa daquele a quem traspassaram (Zacarias 12.10).

Queriam saber como seriam perdoados por tão grande pecado. Como seriam aceitos no Reino do Messias. Tal pergunta é o primeiro passo para a conversão.


“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, “

O verbo “arrepender-se” é a tradução de uma palavra grega composta que significa literalmente “mudar de ideia ou atitude em relação a”; aplicado ao ser humano, geralmente quer dizer “mudar de ideia em relação ao pecado” — decidir parar de pecar e viver um tipo de vida diferente!

No texto o arrependimento pode ser explicado nos seguintes termos: “Vocês mataram o Messias, no entanto, Deus derrotou os seus propósitos ao ressuscitá-lo. O que vocês fizeram realmente ajudou a cumprir o plano dele. Vocês, porém, fizeram isso por ódio: seu pecado é patente e permanece. Arrependam-se enquanto a misericórdia divina lhes é oferecida. Logo, Cristo virá como Juiz. Tornem-se seus amigos a fim de que sua vinda lhes seja motivo de alegria, não de condenação”.

Arrependimento é uma santa tristeza pelo pecado, seguida pelo abandono deste. E uma total reviravolta feita pela pessoa que descobriu estar andando pelo caminho errado. É um ato da vontade mediante o qual a pessoa, sob convicção, altera totalmente sua atitude para com Deus e com o pecado. Cumpre assim a ordem do profeta: “Criai em vós um coração novo e um espírito novo...” (Ezequiel 18.31).


“... e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, ”

“Batizado em nome de Jesus Cristo”. Não há conflito com a fórmula trinitariana: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”(Mateus 28.19). Não se declara aqui que Atos 2.38 é uma fórmula de batismo. É apenas uma declaração da fonte de autoridade para o batismo do crente. Quem é batizado em nome de Jesus segue sua liderança. Por seu intermédio passa da antiga para uma nova vida de retidão, em obediência ao mandamento do Pai e por meio do Espírito Santo.

À primeira vista, estas palavras ensinam que o batismo na água é, de certa forma, essencial ao perdão dos pecados. No entanto, a remissão dos pecados está sendo mencionada em conexão com o arrependimento e não apenas com o batismo na água.

A maneira oriental de falar muitas vezes coloca o símbolo antes da experiência ou outra coisa simbolizada. Desta forma o ouvinte ocidental tem a impressão de que é o símbolo ou a coisa simbolizada que produz a experiência (Atos 22.16).

O que Pedro queria dizer era: “Arrependei-vos, e recebereis a remissão dos vossos pecados, e, como testemunho público disto, deveis ser batizados na água”.

Que o perdão dos pecados, dado por Deus, ocorre separadamente do batismo na água se comprova em Atos 10.44-48, pois os convidados de Cornélio após se arrependerem foram selados com o Dom do Espírito. E que nenhum poder existe inerente na água é demonstrado em Atos 8.13.21,22, Simão após ser batizado tinha que se arrepender:“Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade”. Naturalmente, isto não diminui a importância do batismo na água. Como um rito estabelecido por ordem divina exige assim a nossa obediência.

Por que a fé não é mencionada como condição prévia do batismo? A fé é entendida nas palavras: “em nome de Jesus Cristo". O batismo na água é uma expressão exterior da fé nele.


“... e recebereis o dom do Espírito Santo. ”

A purificação do pecado é seguida pelo revestimento do poder. "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo...” O livro de Atos indica que estas são experiências distintas, embora possam ser recebidas simultaneamente (cf. At 19.4-7; 10.44).

Na época do Antigo Testamento, o Espírito era concedido a indivíduos especialmente escolhidos: profetas, reis e sacerdotes. Agora o dom é para “toda a carne”.

Pedro ensina que a promessa é universal.Sendo assim, eles não deviam pensar que a dádiva do Pentecoste era apenas para apóstolos, ou para os cento e vinte discípulos que tinham aguardado a vinda do Espírito por dez dias, ou para um grupo de elite, ou apenas para aquela nação ou geração. Deus não colocou esse tipo de limitação em sua oferta e dádiva. Pelo contrário: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39. Se Pedro tivesse explicado a salvação do ponto de vista humano, teria dito: “Para quantos aceitarem a chamada divina à salvação”.

Num só dia foram acrescentados 3000 aos 120 membros originais da primeira igreja - um acréscimo de 2500 por cento ־ a divina adição e multiplicação: “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”.

 

“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, ”

O fenômeno do Pentecoste é o cumprimento da promessa de Deus Pai para a sua igreja, feito ainda na antiga aliança pelo profeta Joel, onde ele diz: “ E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões e também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias derramarei o meu Espírito “.

Na época do Antigo Testamento, o Espírito era concedido a indivíduos especialmente escolhidos: profetas, reis e sacerdotes. Agora o dom do Espírito é para “toda a carne”. Pedro ensina que a promessa é universal.

É para qualquer pessoa presente, pois “a promessa diz respeito a vós”. Para todos os judeus. Todos aqueles que buscam essa promessa recebem de graça: “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (João 7.37-39).

A promessa é para todas as próximas gerações “vossos filhos”, ou seja, aos descendentes dos judeus convertidos. Promessas semelhantes ocorrem em Isaías 44: 3: “Derramarei meu Espírito sobre a tua descendência e minhas bênçãos sobre a tua descendência”; e em Isaías 59:21 : “O meu Espírito que está sobre ti e as minhas palavras que eu coloquei na tua boca não se apartarão da tua boca, nem da boca da tua semente, nem da boca da tua boca, Semente da semente, diz o Senhor, de agora em diante e para sempre. ” É uma promessa para os pais que as bênçãos de Deus não se limitam a eles, mas também se estendam à sua posteridade.

 

“...e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. ”

A promessa inclui também a “todos os que estão longe”, ou seja, diretamente os judeus que habitavam em outras terras. Os que foram espalhados em outras nações. Pedro até o momento desse sermão não tinha entendido que o evangelho também deveria ser pregado aos gentios (Romanos 10:12, Romanos 10: 14-20) . Os gentios são algumas vezes claramente indicados pela expressão “longe” de Efésios 2:13 , Efésios 2:17 ; e eles são representados como tendo sido trazidos para “perto” pelo sangue de Cristo. A frase é igualmente aplicável àqueles que estiveram longe de Deus por seus pecados e suas más afeições. Para eles também a promessa é estendida se eles voltarem.

 

E ainda a promessa é “a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”, ou seja, aqueles que não ouviram o evangelho e por isso não acetaram a fé. Esses cristãos do futuro, nós, e as próximas gerações somos alcançados por essa promessa. Jesus já orava por nós:  Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crêr em mim".

E nós temos muitos exemplos bíblicos de Batismo no Espírito Santo após o Pentecostes. Na casa de Cornélio (Atos 11.13-15); os crentes em Samaria (Atos 8.14- 17); Saulo (Atos 9.17); os discípulos de Éfeso (Atos 19.1-7), esse fato aconteceu após vinte e cinco anos depois do derramamento do Espírito Santo em Pentecostes. Desde o evento em Atos dos apóstolos nunca mais o Espírito Santo abandonou a igreja do SENHOR,

Não há restrição de tempo — de geração em geração; não há restrição social— de jovem a velho, de mulher a homem e de escravos a pessoas livres (vs. 17,18); não há restrição geográfica — de Jerusalém até aos confins da terra (Atos 1.8). Deus deseja que todo o seu povo tenha a mesma experiência que os discípulos receberam no Dia de Pentecostes. O cumprimento da promessa do Espírito, dada no Antigo Testamento, não se exaure no Livro de Atos, mas permanece uma bênção presente e universal na história e na presente era. Temos muitos fatos históricos:

Tertuliano (160- 220 d.C) “ foi o primeiro a identificar um rito separado do Batismo que marcava o recebimento do Espírito Santo. Evidências do Espírito Santo na Alemanha e Grã-Bretanha “Pietismo", Metodismo Wesleyanos, Movimento de Santidade nos Séculos XIX e XX na América do Norte. No Brasil no dia 9 de junho de 1911, a irmã Celina Albuquerque recebeu o Batismo no Espírito Santo com evidência de falar em línguas estranhas. Poderíamos citar inúmeros eventos, mas podemos afirmar historicamente que os dons não cessaram.

 

Atos 2.39
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

26/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro. CPAD, 2020.

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

https://versiculoscomentados.com.br/estudos-biblicos/estudo-de-atos-2-39-comentado-e-explicado/

 

Atos 2.38
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2023

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

 

terça-feira, 3 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 3 DE MARÇO DE 2026 (Atos 2:1, 4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
3 DE MARÇO DE 2026
O ESPÍRITO SANTO DESCEU COM PODER E LÍNGUAS NO PENTECOSTES 

Atos 2:1, 4 “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; [...] E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”

 

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, “

O nome “Pentecoste” deriva da palavra grega “cinquenta” por ser realizada 50 dias após a Páscoa (Levítico 23.15-21). Essa festa religiosa do Antigo Testamento era conhecida também como festas das semanas (Shavuot). Além de Festa das Semanas, era chamada de Festa da Colheita (Êxodo 23:16) — (porque celebrava o fim do ciclo do cultivo da cevada) e a Festa da Sega, dos primeiros frutos (Êxodo 23:16; Números 28:26). Esta festa judaica celebra a entrega da Torá a Moisés no Monte Sinai, cinquenta dias após o início da Páscoa.

No sábado, após a noite de Páscoa, os sacerdotes colhiam o molho de cevada, previamente selecionado. Eram as primícias da colheita, que deviam ser oferecidas ao Senhor. Quarenta e nove dias eram contados após o oferecimento do molho movido diante do Senhor. E no qüinquagésimo dia - o Pentecoste - eram movidos diante de Deus dois pães. Os primeiros feitos da ceifa de trigo. Não se podia preparar e comer nenhum pão antes de oferecer os dois primeiros a Deus. Isto mostrava que se aceitava sua soberania sobre o mundo. Depois, outros pães podiam ser assados e comidos.

O Pentecoste foi a evidência da glorificação de Cristo. A descida do Espírito era como um “telegrama” sobrenatural, informando a chegada de Cristo à mão direita de Deus. Também testemunhava que o sacrifício de Cristo fora aceito no Céu. Havia chegado a hora de proclamar sua obra consumada.

 

“... estavam todos concordemente no mesmo lugar; “

O horário era por volta das nove da manhã (terceira hora do dia). O lugar era o cenáculo (Atos 1.13) duma casa particular, local regular para a observância de festas religiosas, tais como a Páscoa. Embora esses judeus provavelmente freqüentassem as reuniões de culto três vezes por dia no Templo (Lucas 24.53) estavam no cenáculo onde “perseveravam unânimes em oração” aguardado a promessa do pai.

Segundo o historiador Lucas cento e vinte crentes que louvavam e bendiziam ao Senhor reunidos (Atos 1.15). Os mais ilustres reunidos ali eram os onze discípulos: “Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago, Maria mãe de Jesus, e seus irmãos” (Atos 1.13-14).


“E todos foram cheios do Espírito Santo...”  

Quem são esses todos? Quase 120 pessoas (Atos 1:15). Esses quase 120 permaneceram no mesmo lugar, em Jerusalém (Atos 2:1), obedecendo a ordem de Jesus para aguardarem a Promessa do Pai de Serem batizados com o Espírito Santo (Atos 1:4). Essa promessa do Pai diz respeito a promessa que Deus o fez a Abraão de todas as nações serem benditas nele: “Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito “ (Gálatas 3:14). O fato de todos terem recebidos a promessa demonstra o que Pedro afirma na casa de Cornélio:  Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo “ (Atos 10:34,35). Afinal o próprio Jesus durante o último dia da festa dos tabernáculos: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado. ” (João 7:38,39). Importante ressaltar a diferença do termo “ser cheio do Espírito Santo” Na teologia de Lucas e do Apóstolo Paulo, segundo o contexto de Lucas ser cheio do Espírito Santo sempre está associado ao dom de línguas, enquanto para Paulo uma vida cheia do Espírito refere-se a evidenciar o fruto do espírito: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18).


“...e começaram a falar em outras línguas, ”. 

Notemos alguns fatos importantes sobre o falar em línguas. O que produz esta manifestação? O impacto do Espírito de Deus sobre a alma humana. É tão direto e com tanto poder, que a pessoa fica extasiada, falando de modo sobrenatural. Isto pelo fato de a mente ficar totalmente controlada pelo Espírito. Para os discípulos, era evidência de estarem controlados pelo poder do Espírito prometido por Cristo. Quando a pessoa fala uma língua que nunca aprendeu, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural assumiu o controle sobre ela. Alguns argumentam que a manifestação do falar em línguas limitou-se à época dos apóstolos. Aconteceu para ajudá-los a estabelecer o Cristianismo, uma novidade naquela época. Não existe, no entanto, limites à continuidade dessa manifestação no Novo Testamento. Mesmo no quarto século depois de Cristo, Agostinho, o notável teólogo do Cristianismo, escreveu: “Ainda fazemos como fizeram os apóstolos, quando impuseram as mãos sobre os samaritanos, invocando sobre eles o Espírito mediante a imposição das mãos. Espera-se por parte dos convertidos que falem em novas línguas. ” Ireneu (115-202 d.C.), notável líder da Igreja, era discípulo de Policarpo, que por sua vez foi discípulo do apóstolo João. Ireneu escreveu: “Temos em nossas igrejas muitos irmãos que possuem dons espirituais e que. por meio do Espírito, falam toda sorte de línguas” . A Enciclopédia Britânica declara que a glossolalia (o falar em línguas) “ocorreu em reavivamentos cristãos durante todas as eras; por exemplo, entre os frades mendicantes do século XIII, entre os jansenistas e os primeiros quaquers, entre os convertidos de Wesley e Whitefield, entre os protestantes perseguidos de Cevennes, e entre os irvingitas”. Podemos multiplicar as referências, demonstrando que o falar em línguas, por meios sobrenaturais, tem ocorrido em toda a história da Igreja. (Nota: O falar em línguas nem sempre é em língua conhecida. Ver 1 Coríntios 14.2.)


“...conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”

Cremos e ensinamos que o Espírito Santo é uma pessoa. Sua personalidade está presente em toda a Bíblia de maneira abundante e inconfundível e tem sido crença da Igreja desde o princípio. A Bíblia revela todos os elementos constitutivos da personalidade do Espírito Santo, como intelecto, emoção e vontade, em 1 Coríntios 12:11 está escrito: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer“. Esse versículo nos revela que o Espírito Santo possui vontade, nos indicando sua personalidadecomo quer “ Essa vontade nunca contradiz as outras pessoas da Trindade, pois possuem uma mesma natureza e essência. O Espírito Santo relaciona-se com os crentes de maneira pessoal, pois somente uma pessoa poderia agir como mestre, consolador, santificador e guia. Cremos e declaramos que o Espírito Santo ensina, fala, guia em toda a verdade, julga, ama, contende, convida e intercede. Ele é Deus, Ele é pessoal. Até por isso os cristãos são batizados também em seu nome: "batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28.19).

 

Atos 2.4
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/03/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

SOARES, Esequias. Declaração de Fé das Assembleias de Deus.Rio de Janeiro: CPAD, 2017.


Atos 2:1
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2025

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

 

segunda-feira, 2 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 2 DE MARÇO DE 2026 (Joel 2:28)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
2 DE MARÇO DE 2026
A PROMESSA DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO ALCANÇA TODO TIPO DE PESSOA DO REINO 

Joel 2:28 “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.” 

 

“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne,”

Essa mesma passagem do livro de Joel é citada pelo apóstolo Pedro no Dia de Pentecostes, conforme Atos 2.16-21, e é puramente escatológica. Um dos sinais da proximidade do Fim dos Tempos seria, segundo a profecia de Joel, o Derramamento do Espírito Santo “sobre toda a carne”. Essa promessa, conforme as próprias palavras de Pedro, começou a ser cumprida a partir daquele dia especial para a Igreja em Jerusalém (Atos 2.16).

Pedro interpreta a palavra “depois” por “últimos dias”, e seu cumprimento tem se estendido até os nossos dias: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39). Entretanto, o cumprimento total dessa promessa (“sobre toda a carne”) só se dará quando do retorno de Cristo. Isso  é nada menos que o cumprimento do desejo de Moisés de que “todo o povo do Senhor fosse profeta” (Números 11.29). Muitas outras passagens do Antigo Testamento aludem a esse Derramamento do Espírito Santo, tais como Isaías 32.15-17 e Ezequiel 11.1 9,20.

 

“... e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.”

O profeta Joel afirma, inspirado pelo Espírito Santo, que um dos resultados marcantes do Derramamento do Espírito nos últimos dias seria a distribuição dos dons espirituais. Como lembra Stamps, a manifestação dos dons evidencia a manifestação do Espírito Santo na Igreja e, conseqüentemente, a presença de Deus no meio do seu povo: “Mas, se todos profetizarem, e algum incrédulo ou indouto entrar, por todos é convencido, por todos é julgado;  os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, declarando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1 Coríntios 14.24,25).

Algo a se enfocar aqui ainda é que pessoas de todas as nações, de todos os sexos, de todas as faixas etárias e de todas as condições sociais seriam alcançadas pelo Derramamento do Espírito Santo. Joel fala de homens e mulheres, velhos e jovens, servos e livres,  todos teriam a bênção da efusão do Espírito a seu alcance se voltassem suas vidas totalmente para Deus.

Lucas altera a ordem das duas linhas que se referem a jovens tendo visões e velhos sonhando sonhos. Em Joel, os velhos sonhando sonhos vem primeiro. Mas Lucas inverte a ordem: “Os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (Atos 2.17). Isso indica que velho sonhar e jovem ter visão não seria uma regra, mas qualquer pessoa poderia receber ambos os dons.

Lucas dá prioridade às “visões”, a fim de destacar um tema que ele entende que é de vital importância e que se repete ao longo da narrativa. Embora as palavras associadas com “sonhos” sejam raras em Lucas-Atos, Lucas gosta de contar histórias em que Deus dirige a igreja através de visões. As visões de Paulo e Ananias (At 9.10,11), de Pedro e Cornélio (Atos 10.3,17), a visão paulina do macedônio (Atos 16.9,10) e sua visão em Corinto (Atos 18.9,10) são apenas alguns exemplos. Lucas não está obcecado em visões. Ao contrário, ele procura incentivar os leitores a aceitar uma verdade importante: Deus gosta muito de nos conduzir, seus profetas do fim dos tempos, de formas muito pessoais e especiais, entre elas visões, visitações angelicais e a orientação do Espírito, para que possamos cumprir nosso chamado de levar o evangelho “até aos confins da terra”.

Deus falou através de Sonhos em todo o antigo testamento: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12:6).  Já no primeiro livro da Bíblia, no Gênesis, lemos como José do Egito interpretou os sonhos do Faraó que eram profecias referentes a sete anos de fartura, mas também a sete anos de fome. Foi a partir desses sonhos proféticos que Deus conseguiu salvar seu povo da fome.. Outro exemplo foi o sonho de Mardoqueu, pai adotivo de Ester, que era uma profecia sobre a grande perseguição que se levantaria contra o povo eleito pela mão de Amã, e posteriormente o socorro de Deus que viria pela intercessão de Ester ao Rei Assuero. Já o livro de Daniel, por sua vez, traz inúmeros exemplos de sonhos proféticos, mostrando como Deus intervém na vida de seus amigos de forma providencial. Vale a pena conhecer a história desse grande homem que predisse coisas futuras iluminado por Deus.

No novo testamento também temos referencias. Enquanto José processava a informação de Maria sobre estar grávida do Espírito Santo eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (Mateus 1,20). E depois novamente a ele quando estava no Egito (Mateus 2:19). A esposa de Pilatos sofreu por Cristo em um sonho e disse ao seu marido: “Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” (Mateus 27:19). Paulo foi avisado em sonhos para se dirigir a Macedônia (Atos 16,9). Deus, nesses últimos dias, continua se revelado através de sonhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/02/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

DANIEL, Silas; COELHO, Alexandre. Os doze profetas menores.Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MENZIES, Robert, P. Pentecostes – Essa história é a a nossa história. Rio de Janeiro: Cpad, 2016.

https://idemais.com.br/noticias/quando-deus-falou-por-meio-de-sonhos-historias-da-biblia/

 

domingo, 1 de março de 2026

Lição 10: Espírito Santo — O Capacitador. 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.” (Joel 2:28)

 

“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne,”

Essa mesma passagem do livro de Joel é citada pelo apóstolo Pedro no Dia de Pentecostes, conforme Atos 2.16-21, e é puramente escatológica. Um dos sinais da proximidade do Fim dos Tempos seria, segundo a profecia de Joel, o Derramamento do Espírito Santo “sobre toda a carne”. Essa promessa, conforme as próprias palavras de Pedro, começou a ser cumprida a partir daquele dia especial para a Igreja em Jerusalém (Atos 2.16).

Pedro interpreta a palavra “depois” por “últimos dias”, e seu cumprimento tem se estendido até os nossos dias: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39). Entretanto, o cumprimento total dessa promessa (“sobre toda a carne”) só se dará quando do retorno de Cristo. Isso  é nada menos que o cumprimento do desejo de Moisés de que “todo o povo do Senhor fosse profeta” (Números 11.29). Muitas outras passagens do Antigo Testamento aludem a esse Derramamento do Espírito Santo, tais como Isaías 32.15-17 e Ezequiel 11.1 9,20.

 

“... e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.”

O profeta Joel afirma, inspirado pelo Espírito Santo, que um dos resultados marcantes do Derramamento do Espírito nos últimos dias seria a distribuição dos dons espirituais. Como lembra Stamps, a manifestação dos dons evidencia a manifestação do Espírito Santo na Igreja e, conseqüentemente, a presença de Deus no meio do seu povo: “Mas, se todos profetizarem, e algum incrédulo ou indouto entrar, por todos é convencido, por todos é julgado;  os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, declarando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1 Coríntios 14.24,25).

Algo a se enfocar aqui ainda é que pessoas de todas as nações, de todos os sexos, de todas as faixas etárias e de todas as condições sociais seriam alcançadas pelo Derramamento do Espírito Santo. Joel fala de homens e mulheres, velhos e jovens, servos e livres,  todos teriam a bênção da efusão do Espírito a seu alcance se voltassem suas vidas totalmente para Deus.

Lucas altera a ordem das duas linhas que se referem a jovens tendo visões e velhos sonhando sonhos. Em Joel, os velhos sonhando sonhos vem primeiro. Mas Lucas inverte a ordem: “Os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (Atos 2.17). Isso indica que velho sonhar e jovem ter visão não seria uma regra, mas qualquer pessoa poderia receber ambos os dons.

Lucas dá prioridade às “visões”, a fim de destacar um tema que ele entende que é de vital importância e que se repete ao longo da narrativa. Embora as palavras associadas com “sonhos” sejam raras em Lucas-Atos, Lucas gosta de contar histórias em que Deus dirige a igreja através de visões. As visões de Paulo e Ananias (At 9.10,11), de Pedro e Cornélio (Atos 10.3,17), a visão paulina do macedônio (Atos 16.9,10) e sua visão em Corinto (Atos 18.9,10) são apenas alguns exemplos. Lucas não está obcecado em visões. Ao contrário, ele procura incentivar os leitores a aceitar uma verdade importante: Deus gosta muito de nos conduzir, seus profetas do fim dos tempos, de formas muito pessoais e especiais, entre elas visões, visitações angelicais e a orientação do Espírito, para que possamos cumprir nosso chamado de levar o evangelho “até aos confins da terra”.

Deus falou através de Sonhos em todo o antigo testamento: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12:6).  Já no primeiro livro da Bíblia, no Gênesis, lemos como José do Egito interpretou os sonhos do Faraó que eram profecias referentes a sete anos de fartura, mas também a sete anos de fome. Foi a partir desses sonhos proféticos que Deus conseguiu salvar seu povo da fome.. Outro exemplo foi o sonho de Mardoqueu, pai adotivo de Ester, que era uma profecia sobre a grande perseguição que se levantaria contra o povo eleito pela mão de Amã, e posteriormente o socorro de Deus que viria pela intercessão de Ester ao Rei Assuero. Já o livro de Daniel, por sua vez, traz inúmeros exemplos de sonhos proféticos, mostrando como Deus intervém na vida de seus amigos de forma providencial. Vale a pena conhecer a história desse grande homem que predisse coisas futuras iluminado por Deus.

No novo testamento também temos referencias. Enquanto José processava a informação de Maria sobre estar grávida do Espírito Santo eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (Mateus 1,20). E depois novamente a ele quando estava no Egito (Mateus 2:19). A esposa de Pilatos sofreu por Cristo em um sonho e disse ao seu marido: “Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” (Mateus 27:19). Paulo foi avisado em sonhos para se dirigir a Macedônia (Atos 16,9). Deus, nesses últimos dias, continua se revelado através de sonhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/02/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

DANIEL, Silas; COELHO, Alexandre. Os doze profetas menores.Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MENZIES, Robert, P. Pentecostes – Essa história é a a nossa história. Rio de Janeiro: Cpad, 2016.

https://idemais.com.br/noticias/quando-deus-falou-por-meio-de-sonhos-historias-da-biblia/