quarta-feira, 18 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 18 DE MARÇO DE 2026 (João 16.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
18 DE MARÇO DE 2026
O ESPÍRITO NÃO BUSCA GLÓRIA PRÓPRIA, MAS REVELA E EXALTA O FILHO 

João 16.14 “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.”

 

“Ele me glorificará,”

O Espírito Santo enviado pelo Pai em nome de Jesus. Identificado também como o Espírito da Verdade, ensinaria aos discípulos todas as coisas, e traria à memória deles tudo quanto Jesus dissera (João 14.26). Ele também testificaria ao mundo a respeito de Jesus, e capacitaria os crentes a fazê-lo de igual modo (João 15.26,27; ilustrado em Atos 5.32). Como Consolador Ele também convenceria o mundo sobre o pecado, mostraria os acontecimentos futuros (relacionados com a vinda de Cristo e com a consumação dos séculos), e glorificaria a Jesus, ao receber as palavras de Cristo (que são de Deus) e transmiti-las aos seus discípulos (João 16.13-15).

O propósito do Espírito não seria chamar a atenção para Si mesmo, mas glorificar o Filho. Assim como o Filho glorificou o Pai com seu trabalho na terra: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (João 17.4), o Espírito glorificará o Filho com sua vinda.

Pai, Filho e Espírito Santo — glorificam-se mutuamente, vivendo em um relacionamento eterno de amor, honra e comunhão. Essa glorificação mútua é uma expressão da unidade divina, onde cada pessoa, embora distinta, compartilha a mesma essência e poder. 

O Pai glorifica o Filho: O Pai glorifica o Filho ao dar testemunho dele (como no batismo e na transfiguração) e ao exaltá-lo após a obra de redenção. Jesus, em João 17:1-5, pede ao Pai que o glorifique para que Ele, por sua vez, glorifique o Pai. O Filho glorifica o Pai: Jesus glorificou o Pai na terra ao cumprir Sua vontade e realizar a obra da salvação, revelando o nome e o caráter do Pai aos homens. O Espírito Santo glorifica o Filho: O papel do Espírito é glorificar a Cristo, tomando do que é de Jesus e revelando-o, além de convencer o mundo do pecado e da justiça (João 16:14).

As três pessoas trabalham juntas, glorificando-se umas às outras em amor e dependência mútua. Essa dinâmica de mútua glorificação mostra que não há disputa de poder ou glória dentro da Divindade, mas uma harmonia perfeita de amor, onde o louvor a uma pessoa glorifica a Trindade inteira. 

 

 “...porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.”

Poderíamos ampliar esta declaração fazendo referência ao ensino sobre o Espírito em outras passagens do Novo Testamento (em especial as cartas de Paulo), mas no presente contexto o Espírito glorifica o Filho desvendando claramente o significado da sua pessoa e obra.

O que é meu inclui seu ensino e sua atividade em geral. Como já foi enfatizado que Jesus proferiu todas as suas palavras e fez todas as suas obras por autoridade do Pai (de modo que as palavras e obras também eram as do Pai), o que ê meu nos lábios de Jesus significa “tudo o que o Pai me deu". E como o Pai lhe deu "todas as coisas” (João 13.3), o que o Espírito revela aos discípulos é tudo quanto o Pai tem. Ao tornar conhecido o Filho, o Espírito ao mesmo tempo torna conhecido o Pai que é revelado no Filho.

A missão instrutiva do Espírito seria em primeiro lugar de receber o depósito da verdade cristocêntrica, depois mostrá-las aos crentes. Isso significa que um ministério orientado pelo Espírito, deve sempre magnificar a Cristo e não a si mesmo: “Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça” (João 7.18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

HORTON, Stanley. O que a Bíblia Diz sobre o Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1993.

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terça-feira, 17 de março de 2026

Genesis 12.1

Genesis 12.1 “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.”

 

“Ora, o SENHOR disse a Abrão:”

Abrão, cujo nome Deus mais tarde mudou para Abraão, havia nascido em uma das principais cidades do mundo antigo, Ur dos caldeus. Ur era o centro de uma rica cultura, uma cidade localizada na mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, que ostentava uma arquitetura monumental e enorme riqueza. Em sua terra natal Abrão servia “a outros deuses” (Josué 24.2).

O contexto imediato sugere que Deus chamou Abrão quando habitava em Harã, mais tarde Pada-Arã (Genesis 11.31). Todavia o contexto geral da bíblia nos revela que Abrão foi chamado estando na Mesopotâmia (Ur):  O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã” (Atos 7:2). E nos narra posteriormente a mesma história: “E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar” (Atos 7:3).

 

“Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai,

Neste chamado, as instruções divinas sobre a partida de Abrão foram bem abrangentes. O vocabulário do chamado passou de coisas gerais para específicas, indicando uma separação completa das relações familiares. Primeiramente, sua “terra” que se remete a região que outrora habitava e em segundo lugar da sua “parentela” que diz respeito ao grupo étnico mais amplo ao qual ele pertencia. Por fim, “casa do teu pai” indicava a família extensiva de Tera, identificada na genealogia de 11:27–32.

No capítulo anterior nos é revelado que toda a casa de Terá, seu pai, havia saído de Ur dos caldeus com destino a Canaã: “E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali” (Gênesis 11:31). Esse fato é nos confirmado por Estevão no Novo Testamento: “Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora” (Atos 7:4).

A mensagem para se afastar da parentela, parece que foi difícil para Abrão. Pois, após sua chamada em Ur toda a sua parentela o acompanhou e possivelmente Abrão não era o líder da jornada (Terá). Então Terá e seus filhos Abrão e Naor e sua famílias deixaram Ur, após a morte do outro filho de Terá, Harã, e enfim chegaram a cidade de Harã, na Síria. E naquele lugar faleceu Terá.

Em Harã Abrão deixa seu irmão Naor e sua casa, mas leva consigo o filho do seu finado irmão Harã, Ló: “Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã” (Gênesis 12:4). Mais tarde Abrão teve também, de se afastar dele. Disse Abrão ao seu sobrinho Ló: “Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda” (Gênesis 13:9).

 

“... para a terra que eu te mostrarei.”

Apesar de Canaã ser o destino da família de Abrão quando saíram de Ur dos caldeus. O texto bíblico de Hebreus confirma que Abrão não sabia o lugar: “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia” (Hebreus 11:8). Essa ação do patriarca o transformou no “pai da fé”. Essa afirmação "pai da fé" é fundamentada na Bíblia, principalmente através dos ensinamentos de Paulo em Romanos 4:11-16 e Gálatas 3, onde ele é descrito como o pai espiritual de todos os que crêem, tanto judeus quanto gentios, por ter confiado nas promessas de Deus.

Henry comenta que Deus não diz: “E uma terra que eu te darei”, mas apenas: “uma terra que eu te mostrarei”. Tampouco Ele lhe diz qual era esta terra, nem que tipo de terra era. Mas ele devia seguir a Deus com uma fé implícita, e aceitar a palavra de Deus sobre a terra, de maneira geral, embora não tivesse recebido nenhuma garantia especial de que não sairia perdendo ao deixar a sua terra para seguir a Deus.

Observe que aqueles que lidam com Deus, devem lidar com a mesma confiança que Abrão. Nós devemos substituir todas as coisas que são vistas por coisas que não são vistas, e submeter-nos às aflições deste tempo presente esperando uma glória que ainda há de ser revelada (Romanos 8.18). Pois ainda não é manifesto o que havemos de ser (1 João 3.2), não mais do que a Abrão, quando Deus o chamou a uma terra que lhe mostraria, ensinando-o, assim, a viver dependendo constantemente da sua orientação, e com seus olhos voltados para Ele.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2012

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 17 DE MARÇO DE 2026 (João 1.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
17 DE MARÇO DE 2026
O FILHO ETERNO SE ENCARNOU EM PERFEITA SUBMISSÃO AO PLANO TRINITÁRIO 

João 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ”

O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.

A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7.14; Mateus 1.123) são obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35). Tal encarnação do Verbo é considerada um mistério (1 Timóteo 3.16).

 

“... e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, “

E vimos a sua glória”. Não meramente a glória externa revelada na transfiguração na qual João testificou: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). E que Pedro mencionou: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo” (2 Pedro 1.16-18), mas, o esplendor do seu divino caráter.

Era a mesma glória de Deus, pois, Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Afinal, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 12.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são um. Não era um a glória refletida como a glória de um santo, e sim a “glória do unigênito do Pai”.

A etimologia do termo “unigênito” em grego, indica a deidade do Filho. O vocábulo vem de monós, “único”, e de genés, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”. Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: “E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”.

 

“... cheio de graça e de verdade. ”

A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. E a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (v.16). Afinal “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (v.17).

A palavra que acompanha graça é verdade, e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: “Eu sou.… a verdade”.

Bruce sobre esse verso escreveu: Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Êxodo 33.18.). E, passando o Senhor por diante dele, clamou: “Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êxodo 34.5).

Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus, pois, as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade (aiêtheia), facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase “grande em misericórdia (hesed) e fidelidade (emeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra a todos os que nele creem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

segunda-feira, 16 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 16 DE MARÇO DE 2026 (Lucas 1:35)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
16 DE MARÇO DE 2026
A CONCEPÇÃO DE JESUS FOI OBRA SOBRENATURAL DO ESPÍRITO 

Lucas 1:35 “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

 

“E, respondendo o anjo, disse-lhe:”

Após Maria ter questionado o anjo que lhe falara: “Como será isto, visto que não conheço varão?” Segundo pearlman estas palavras não expressam dúvida. Maria apenas não entende a maneira como se cumprirá a profecia. O anjo então lhe responde. Esse anjo chama-se Gabriel. Gabriel foi o anjo enviado a Daniel, na Babilônia, para explicar ao profeta a visão do carneiro e do bode e anunciar a profecia das 70 semanas (Daniel 8.16-27; 9.21-27).

Depois de um intervalo de vários séculos, ele foi enviado a Jerusalém como arauto para anunciar a Zacarias o nascimento de João Batista (Lucas 1.11-22), e agora a Nazaré para anunciar a Maria o nascimento do Messias. Ele Identifica-se a Zacarias como alguém que vive na presença de Deus: “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas” (Lucas 1:19).

 

“Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra;”

Em contraste com as lendas pagãs da antiguidade relacionadas com reputada descendência de deuses e homens, não houve nenhuma intervenção física. O Espírito Santo, por meio de um ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a Encarnação.

Jesus relacionava-se com o Espírito Santo desde o primeiro momento de sua existência humana. O Espírito Santo veio sobre Maria, e o que dela nasceu tinha o direito de ser chamado santo. Através do nascimento virginal, o Filho de Deus tomou sobre si natureza humana. A união das naturezas divina e humana resultou numa Pessoa, Jesus Cristo: ”E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14).

Altíssimo (superlativo do adjetivo alto) é usado como um título para Deus, destacando a sua supremacia (Genesis 14.18; Salmo 7.17; 9,2; Isaías 14.14). Melquisedeque, o sacerdote de Salém, é identificado como servo de El Elyon (Altíssimo). Na LXX e no Novo Testamento, esse título aparece como a palavra grega hupaistos (Lucas 1.32; Atos 7.48).

O “Altíssimo” a cobriria com sua sombra. Esta expressão sugere grande proximidade. Nós devemos andar muito próximos a um companheiro, se desejamos que a sua sombra caia sobre nós. Podemos imaginar alguma expressão mais perfeita ao descrever a constante presença de Deus com os Seus escolhidos, do que esta — eles “descansarão à Sua sombra"? (Salmo 91).

Na bela alegoria de Salomão, a igreja, em época de especial comunhão com Cristo, diz, a respeito dEle — “desejo muito a Sua sombra e debaixo dela me assento” (Cantares 2.3) — Maria não precisaria temer. Poderia confiar em Deus e habitar no seu esconderijo (esconderijo do Altíssimo) e descansar á sombra do Todo-poderoso (El Shaday).

 

“... por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

Por ser filho do “altíssimo”, nascido de uma virgem, embora homem, Jesus seria santo e Filho de Deus. Na linguagem bíblica, “filho de” significa quem participa da natureza de algo ou alguém. O Filho do Altíssimo participa da natureza de Deus. É verdadeiramente divino. Afinal sua vida vinha de cima (João 8.23), ele é o Homem que veio do céu (1 Coríntios 15.47).

Santo também é um atributo divino e um dos títulos de Deus. Jesus se identifica a igreja de Filadélfia como aquele que é santo. Por possuir a natureza divina, Jesus compartilha da santidade de Deus Pai: “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo,” (Apocalipse 3:7). Aquele que é Santo só poderia ter nascido do Espírito Santo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

domingo, 15 de março de 2026

Lição 12: O Filho e o Espírito. 1 Trimestre de2026.


 TEXTO ÁUREO 

Lucas 1:35 “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

 

“E, respondendo o anjo, disse-lhe:”

Após Maria ter questionado o anjo que lhe falara: “Como será isto, visto que não conheço varão?” Segundo pearlman estas palavras não expressam dúvida. Maria apenas não entende a maneira como se cumprirá a profecia. O anjo então lhe responde. Esse anjo chama-se Gabriel. Gabriel foi o anjo enviado a Daniel, na Babilônia, para explicar ao profeta a visão do carneiro e do bode e anunciar a profecia das 70 semanas (Daniel 8.16-27; 9.21-27).

Depois de um intervalo de vários séculos, ele foi enviado a Jerusalém como arauto para anunciar a Zacarias o nascimento de João Batista (Lucas 1.11-22), e agora a Nazaré para anunciar a Maria o nascimento do Messias. Ele Identifica-se a Zacarias como alguém que vive na presença de Deus: “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas” (Lucas 1:19).

 

“Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra;”

Em contraste com as lendas pagãs da antiguidade relacionadas com reputada descendência de deuses e homens, não houve nenhuma intervenção física. O Espírito Santo, por meio de um ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a Encarnação.

Jesus relacionava-se com o Espírito Santo desde o primeiro momento de sua existência humana. O Espírito Santo veio sobre Maria, e o que dela nasceu tinha o direito de ser chamado santo. Através do nascimento virginal, o Filho de Deus tomou sobre si natureza humana. A união das naturezas divina e humana resultou numa Pessoa, Jesus Cristo: ”E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14).

Altíssimo (superlativo do adjetivo alto) é usado como um título para Deus, destacando a sua supremacia (Genesis 14.18; Salmo 7.17; 9,2; Isaías 14.14). Melquisedeque, o sacerdote de Salém, é identificado como servo de El Elyon (Altíssimo). Na LXX e no Novo Testamento, esse título aparece como a palavra grega hupaistos (Lucas 1.32; Atos 7.48).

O “Altíssimo” a cobriria com sua sombra. Esta expressão sugere grande proximidade. Nós devemos andar muito próximos a um companheiro, se desejamos que a sua sombra caia sobre nós. Podemos imaginar alguma expressão mais perfeita ao descrever a constante presença de Deus com os Seus escolhidos, do que esta — eles “descansarão à Sua sombra"? (Salmo 91).

Na bela alegoria de Salomão, a igreja, em época de especial comunhão com Cristo, diz, a respeito dEle — “desejo muito a Sua sombra e debaixo dela me assento” (Cantares 2.3) — Maria não precisaria temer. Poderia confiar em Deus e habitar no seu esconderijo (esconderijo do Altíssimo) e descansar á sombra do Todo-poderoso (El Shaday).

 

“... por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

Por ser filho do “altíssimo”, nascido de uma virgem, embora homem, Jesus seria santo e Filho de Deus. Na linguagem bíblica, “filho de” significa quem participa da natureza de algo ou alguém. O Filho do Altíssimo participa da natureza de Deus. É verdadeiramente divino. Afinal sua vida vinha de cima (João 8.23), ele é o Homem que veio do céu (1 Coríntios 15.47).

Santo também é um atributo divino e um dos títulos de Deus. Jesus se identifica a igreja de Filadélfia como aquele que é santo. Por possuir a natureza divina, Jesus compartilha da santidade de Deus Pai: “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo,” (Apocalipse 3:7). Aquele que é Santo só poderia ter nascido do Espírito Santo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

sábado, 14 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 14 DE MARÇO DE 2026 (1 Pedro 1:4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
14 DE MARÇO DE 2026
A HERANÇA DO CRENTE É INCORRUPTÍVEL E GUARDADA NOS CÉUS 

1 Pedro 1:4 “Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, “

 

“Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar,”

As esperanças do homem natural são desapontadoras. Haja vista que o verdadeiro significado da palavra esperança adquiriu um sentido de contingência, quase de improbabilidade. Costumamos dizer, “espero que sim”. Mas ao dizê-lo, exprimimos incerteza que nos obstruem a expectativa. Todavia, não há incerteza na esperança cristã. Não é uma esperança do tipo “espero que sim”, mas do tipo “sei que sim”.

É nos assegurada pelo amor que levou Jesus à cruz e o ressuscitou dos mortos a certeza de uma herança, um presente que Deus nos reservou nos céus. Pois, o propósito ou alvo final do novo nascimento é definido desta feita em termos de uma herança. Essa herança é caracterizada pelo uso de uma série de três adjetivos gregos traduzidos em ARA por "incorruptível, sem mácula, imarcescível". O propósito, sem dúvida, é ressaltar a singularidade e a incomparabilidade da herança.

Essa herança é Incorruptível. Tem o sentido básico de algo que não perece, não apodrece: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem” (Mateus 6.19). Essa herança é Incontaminável ou sem mácula. Tem o sentido de algo que é extremamente limpo, sem qualquer tipo de sujeira ou contaminação que possa levar ao apodrecimento. Essa herança também é imarcescível ou que não se pode murchar. Ela não é alterável é praticamente sinônima de incorruptível, mas mais aplicada às coisas da natureza.

 

“... guardada nos céus para vós, “

Coisas físicas são perecíveis e efêmeras. A herança cristã, ao contrário, está reservada nos céus. Estamos então mais do que seguros, afinal ela está guardada. Não por uma guarnição de soldados, mas pela força operante de Deus. Ela está fora do alcance de assaltantes, tal como em Mateus 6:19. O poder de Deus a guarda de tal forma que com certeza obteremos essa herança: “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”(Apocalipse 22.12).

Quão grande é esse tesouro! Quão seguro está ele em Cristo! Quão firme é para os que crêem. Por igual modo  a coroa da justiça  está reservada para aqueles que amam a volta do Senhor (2 Timóteo. 4:8). Essa herança é guardada pelo poder de Deus: está reservada em toda a sua grandeza e plenitude.  E é um tesouro incalculável.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – a razão da nossa esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo. Cristão, 1988.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

sexta-feira, 13 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 13 DE MARÇO DE 2026 (Romanos 8:17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
13 DE MARÇO DE 2026
SOMOS HERDEIROS DE DEUS E COERDEIROS COM CRISTO

Romanos 8:17 “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

 

“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo:”

Tendo apresentado provas de que somos verdadeiramente filhos de Deus, Paulo diz: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” Esta expressão confirma o direito legal concedido aos filhos de Deus, a herança do Pai Celestial. Paulo expressou isso da seguinte maneira em Gálatas 4:7: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus”.

Como filhos, nascidos ou adotados, nos tomamos participantes da natureza divina (2 Pedro 1.4). Outrossim, a herança prometida aos filhos de Deus nada tem a ver com o ponto de vista materialista, que interpreta essa herança em termos materiais e temporais. Mas diz respeito a posse da herança pertencente a Cristo, pois somos co-herdeiros com Cristo” , isto é, participamos da mesma glória.

Tente por um instante imaginar a glória e a honra que Cristo recebeu ao retornar ao Pai. O escritor de Hebreus disse que “a alegria que lhe estava proposta” capacitou Jesus a suportar a cruz (Hebreus 12:2). Paulo disse que Cristo foi “recebido na glória” (1 Timóteo 3:16). Você e eu participaremos dessa glória! No fim de Romanos 8:17, Paulo falou de sermos “com ele glorificados”. No versículo 18 ele se referiu à “glória a ser revelada em nós”. No versículo 30, olhando para o futuro, o apóstolo disse que Deus também “glorificou“ aqueles a quem Ele justificou.

Tenhamos em mente que Jesus recebeu a Sua herança por direito, enquanto nós receberemos a nossa pela graça. Em 8:29 Cristo é chamado de “o primogênito entre muitos irmãos”. Quando nos referimos à família de Deus, podemos pensar em Cristo como nosso “Irmão mais velho espiritual”. Jesus mereceu o que herdou; nós, não. Já vimos filhos adultos brigando por uma herança, cada um tentando ficar com uma parte maior. Esse é um espetáculo trágico. Jesus não é assim. Ele é o Único que realmente tem direito à herança, mas, voluntariamente, Ele a divide com Seus irmãos e irmãs!

 

 “... se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

O sofrimento é o necessário prelúdio da glória. Todos sofrimentos que temos nesta vida temporal contra o pecado, contra o Diabo e contra todas as seqüelas do pecado servem de trampolim para a vida eterna, para a glorificação. assim como Ele (Jesus) sofreu em seu corpo os mesmos sofrimentos humanos, e foi depois glorificado, também nós o seremos. Observe que a Bíblia diz que “ a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”.

Quando Paulo diz em 2 Coríntios 4:16 que "mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia", ele quer dizer que as mesmas aflições e privações que destroem o "homem exterior" constituem o meio que o Espírito de Deus emprega para renovar o "homem interior" mais e mais, até que por fim o "homem exterior" desaparece completamente e o "homem interior" se forma plenamente segundo a imagem de Cristo: "Levando sempre no corpo o morrer de Jesus para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo." (2 Coríntios 4:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf