Atos 18:4 “E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos.”
“E todos os sábados disputava na sinagoga,”
Era costume do apóstolo Paulo começar sua evangelização pelos judeus e na grande cidade de Corinto não seria diferente. Em sua primeira viagem missionária, acompanhado por Barnabé, na cidade de Salamina, em Chipre, já fazia assim: “E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus” (Atos 13:5). Em Antioquia da Psídia, Paulo explicou aos judeus nas sinagoga o motivo porque fazia assim: “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra” (Atos 13:46,47).
A palavra “disputava” ou “discorria” nos mostra de que modo Paulo propagava o evangelho. Propagava ele p evangelho mediante argumentos razoáveis, que requeriam o raciocínio. Por semelhante modo, Deus nos convida para que cheguemos e raciocinemos com ele: “Vinde então, e raciocinemos juntos” (Isaías 1:18). Paulo era tanto um pregador pentecostal como um pregador racional.
“... e convencia a judeus e gregos.”
Paulo ia às sinagogas para persuadir os seus ouvintes em prol da causa de Cristo. Ele convencia pelos argumentos, ou seja, ele persuadia, isto é, prevalecia contra os opositores. Ele fazia com que passassem para a sua opinião própria. Alguns ficavam convictos ante tais raciocínios, e cediam a Cristo. Para que o pregador convença seus ouvintes, ele como Paulo deve “manejar bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15), “retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tito 1.9).
A sua evangelização foi bem sucedida, tanto entre os judeus, quanto entre os gregos que freqüentavam a sinagoga. Os “gregos” aqui mencionados eram os “tementes a Deus”, não eram judeus que falavam esse idioma como sua língua principal, e, sim, refere-se a gentios de nascimento, ainda que mantivessem algum contacto com a sinagoga, porquanto eram atraídos pela adoração mais pura que a do paganismo, que a li era levada a efeito. Alguns desses gregos chegavam mesmo a se tornarem membros completos das sinagogas judaicas, sendo circuncidados e batizados; a maioria deles, entretanto, eram convertidos ao judaísmo apenas em parte, e eram chamados prosélitos do portão.
DEIVY
FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2026
FONTES:
GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.


