terça-feira, 18 de agosto de 2026

VIVER PARA CRISTO DÁ SENTIDO À VIDA E SUSTENTA A MISSÃO (Filipenses 1.21) 18/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
18 DE AGOSTO DE 2026
VIVER PARA CRISTO DÁ SENTIDO À VIDA E SUSTENTA A MISSÃO 

Filipenses 1.21 “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.”

 

“Porque para mim o viver é Cristo,”

Nessa primeira parte, Paulo começou apresentando sua razão para viver: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo. ” Este é “um dos textos clássicos do Novo Testamento”. Esse trecho tem sido chamado de o coração da carta. Paulo estava basicamente dizendo: “Independentemente do que a vida seja para os outros, para mim, ela é Cristo”. A tradução de J. B. Phillips diz: “Pois, para mim, viver significa apenas ‘Cristo’”.

Cristo era o começo da vida de Paulo, o desafio da sua vida, a motivação da sua vida, a força da sua vida e o objetivo da sua vida. Em Gálatas 2.20, ele disse: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. Na sua mente, continuar vivo fisicamente significaria continuar fazendo o seu trabalho missionário.

E quanto a nós? Como completaríamos esta frase: “Para mim, o viver é _______________”. Será que preencheríamos a lacuna com palavras como “dinheiro”, “bens”, “fama”, “poder” ou “influência”? Qual é a coisa mais vital do mundo para nós? É Cristo—ou outra coisa? Somos afetados pelo que é mais importante para nós.

 

“... e o morrer é ganho. ”

Paulo poderia não ser absolvido desse julgamento; poderia perder a vida. (De fato, ele foi condenado à morte anos depois, em sua segunda prisão em Roma.) Na última parte do versículo 21, Paulo apresentou uma razão por que essa possibilidade não o preocupava: morte = lucro. “Porquanto... o morrer é lucro. ”  Ele concluiu que isso seria muito bom. Pois Ele ainda estaria perto de Cristo. A morte lhe traria lucro pessoal porque poderia estar para sempre com o Senhor.

No versículo 23 Paulo mencionou o resultado mais maravilhoso de sua morte; mas, por enquanto, analisemos mais um benefício mundano: na morte, ele encontraria descanso. O apóstolo deveria estar cansado. O Livro de Filipenses contém várias referências aos problemas que ele enfrentou e estava enfrentando (1:7, 13, 17, 30; 4:3, 14). Se a bênção de Apocalipse 14:13 se aplica a todos, também se aplica a Paulo: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor... para que descansem das suas fadigas”. Para Paulo, a morte o aliviaria do pecado, da doença e do sofrimento.

É necessário, porém, termos o cuidado de não separar a primeira e a segunda parte do versículo: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. “Morrer é lucro” somente quando “viver é Cristo”. A promessa de Apocalipse 14:13 é para quem “morre no Senhor”. Em Mateus 16:26: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Se, para você, o viver é Cristo, então o morrer será lucro. Se, para você, viver é qualquer outra coisa, então morrer será perda.

A consagração de Paulo a Cristo era total e completa. Cristo era o principio, a essência e o fim na sua vida pessoal. NEle vivia e se movia para a sua glória, por isso, podia dizer: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_05.pdf

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A FIDELIDADE CRISTÃ SE REVELA EM HUMILDADE E PERSEVERANÇA (Atos 20:19) 17/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
17 DE AGOSTO DE 2026
A FIDELIDADE CRISTÃ SE REVELA EM HUMILDADE E PERSEVERANÇA 

Atos 20:19 “Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;”

 

“Servindo ao Senhor com toda a humildade,”

Paulo descreve sua obra aos presbíteros de Éfeso em Mileto como “servindo ao Senhor”, ele freqüentemente se chamava servo do Senhor (Romanos 1:1; 12:11; Filipenses 2:22), e este conceito de serviço tem prioridade sobre qualquer pensamento acerca da posição que lhe fosse atribuída: “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo” (Filipenses 3:5-7).

Como conseqüência, a primeira característica do seu ministério que é selecionada para ser mencionada é a humildade, a recusa de reivindicar coisa alguma para si mesmo. Quem serve a Deus não busca projeção pessoal. Quem serve a Deus não anda atrás de aplausos e condecorações. Quem serve a Deus não depende de elogios nem desanima com as críticas: “E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados” (1 Tessalonicenses 2:6).

Muitos batem no peito, anunciando arrogantemente que são servos de Deus. Outros, besuntados de orgulho, fazem propaganda de seu próprio trabalho. Outros servem a Deus, mas gostam dos holofotes. Há aqueles que fazem do serviço a Deus um palco onde se apresentam como os atores ilustres sob as luzes da ribalta. Um servo não busca autoglorificação. Fazer a obra de Deus sem humildade é construir um monumento para si mesmo. E levantar outra modalidade da Torre de Babel.

 

“... e com muitas lágrimas e tentações,

A segunda característica do seu ministério diz respeito às lágrimas que ele sofria. Paulo servia a Deus com lágrimas. As lágrimas de Paulo eram nascidas do intenso desejo pelo bem-estar espiritual de seus convertidos e demais irmãos na fé: “Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho” (2 Coríntios 2:4). Paulo era um homem profundamente intelectual, mas não da variedade seca e empedernida. Tinha o seu lado emocional, e não se envergonhava de demonstrá-lo.

Porém essas lágrimas citadas eram nascidas da sensibilidade para com os abusos praticados por indivíduos odiosos, ímpios e desvairados: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Filipenses 3:18). Matthew Henry afirma que orações e lágrimas são os braços da igreja. E com isso que ela luta contra os inimigos e a favor dos amigos.

 

“... que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;”

A terceira característica do seu ministério dá a entender que era a paciência e fortaleza com que continuava sua obra a despeito das tentações no sentido de tudo abandonar, por causa da perseguição dos judeus que sempre lhe armavam ciladas: “E, passando ali três meses, e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela Macedônia” (Atos 20:3).

Essas ciladas não dizem respeito às ações de Demétrio, e, sim, essencialmente, a perseguições e tentativas de homicídio não registradas, mas tão-somente subentendidas. A vida ministerial não lhe foi amena. Em vez de ganhar aplausos do mundo, recebeu ameaças, açoites e prisões. Viveu num campo minado. Enfrentou inimigos reais, porém, às vezes ocultos. Porém Paulo sempre manteve sua consciência pura diante de Deus e dos homens e está aqui deixando isso claro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

domingo, 16 de agosto de 2026

2 Timóteo 2:9

2 Timóteo 2:9 “Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.”

 

“Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor;”

Quando Paulo escreveu estas palavras estava na prisão romana, preso com uma cadeia. Isto era literalmente certo, porque durante todo o tempo que esteve na prisão, de noite e de dia Paulo estaria encadeado ao braço de um soldado romano. Roma não se arriscava a que escapassem seus prisioneiros. Depois de mencionar o evangelho no versículo 8, Paulo disse sibre ele:” pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor”(ARA). Ele não estava sofrendo por ter feito algo errado, mas por ter pregado o evangelho. Os aborrecimentos, a oposição e a prisão brotaram diretamente do seu testemunho firme sobre a Ressurreição.

 “Malfeitor” era a palavra contemporânea para um criminoso comum. A outra ocorrência do termo no Novo Testamento é na designação dos “malfeitores” crucificados com Jesus (Lucas 23:32, 33, 39). No que dizia respeito a Roma, Paulo era membro de uma religião ilegal e líder da seita odiada responsável pela destruição da cidade. Jesus sofreu e morreu como um criminoso comum, e agora Paulo faria o mesmo. Pois a prisão nerônica era terrível, muito mais do que o aprisionamento brando da sua primeira prisão (Atos 28).

 

“... mas a palavra de Deus não está presa.”

Paulo inseriu uma nota positiva da sua terrível prisão: contudo, a palavra de Deus não está algemada. Os inimigos do evangelho podiam algemar ou prender o mensageiro, mas não podiam algemar ou prender a mensagem. Ela fora proclamada a muitas testemunhas. Cartas inspiradas circulavam. Relatos do Evangelho haviam sido escritos.

Com certeza Paulo estava transmitindo o evangelho mesmo durante seus julgamentos em Roma. Agora, Timóteo transmitiria a Palavra a outros, iniciando uma progressão sem fim (2 Timóteo 2:2). Ficamos lembrando Filipenses 1:12-18, onde nota que sua prisão (a primeira), longe de impedir o evangelho, deu aos seus colegas cristãos a confiança de pregar a palavra de Deus com excepcional destemor.

A chama tinha sido acesa e todos os esforços dos homens não conseguiriam apagá-la. Se o esforço humano pudesse ter apagado o evangelho, ele teria se extinguido há muito tempo; mas a Palavra permanece “viva e eficaz” (Hebreus 4:12). “O céu e a terra passarão”, disse Jesus, “mas as Minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35). Dois mil anos depois, ainda estamos lendo e estudando essa Palavra!

O imperador romano Diocleciano protagonizou a "Grande Perseguição" (iniciada em 303 d.C.), que foi o ataque mais sistemático do Império Romano contra os cristãos e, de forma inédita, o primeiro a colocar a destruição da Bíblia como meta central. Apesar de ter mandado erguer monumentos celebrando a suposta "extinção da fé cristã", a campanha de Diocleciano fracassou. Apenas dez anos após o início da perseguição, o imperador Constantino assumiu o poder, promulgou o Édito de Milão (313 d.C.), garantindo liberdade aos cristãos, e posteriormente encomendou a reprodução de dezenas de novas cópias da Bíblia financiadas pelo próprio império.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

BARCLAY, William. The letters to Timothy, Titus, and Philemon Tradução: Carlos Biagini

CESARÉIA, Eusébio. História Eclesiástica. São Paulo: Novo Século, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_01.pdf

 

Marcos 13.10

Marcos 13.10 “Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.”

 

“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.”

Apesar da perseguição por concílios, sinagogas, presidentes e reis, os cristãos devem mesmo através destas servir de testemunho. Porque importa que o evangelho seja pregado entre todas as nações. Pedro e João foram levados perante o sinédrio e após haverem sido açoitados: “Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo seu nome” (Atos 5:41).

Paulo em audiência perante o rei Agripa II, usou da sua defesa para persuadir o rei e os seus ouvintes. Quando Agripa lhe disse: “Por pouco me persuades a me fazer cristão!” (Atos 26:28b), Paulo respondeu a sua intenção: “Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias” (Atos 26:29b).

A maior preocupação de Paulo sempre foi a propagação do evangelho. Ele pediu orações aos colossenses “para que Deus nos abra porta à palavra... para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4:3, 4). O sentimento de Paulo deve ser também o nosso sentimento. O evangelho é a mensagem de salvação divina, pela graça, por meio da fé em Cristo Jesus. O evangelho deve ser pregado a todas as nações. Desde o início, os gentios foram incluídos no plano de Deus. Cristo morreu para salvar os que procedem de todas as nações. A Igreja precisa fazer discípulos de todas as nações. O campo de ação da Igreja é o mundo. A pregação do evangelho é um mandamento claro de Jesus.

Alguns acreditam que Jesus somente voltará quando a evangelização terminar. Isso faz da igreja e sua missão uma espécie de Relógio de Deus. Jesus só voltará quando a igreja cumprir sua missão. Isso não está completamente correto, pois todo o mundo foi alcançado na era apostólica:  Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro”(Colossenses 1:23). Aos romanos ele escreveu: A fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo. Mas eu pergunto: Eles não a ouviram? Claro que sim: A sua voz ressoou por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo” (Romanos 10.17-18).

Até a consumação de todas as coisas profetizadas o evangelho deve ser pregado. Em Mateus está escrito que após a pregação do evangelho a todas as nações o que viria seria o fim, no caso fim do mundo. Que deve ocorrer após o milênio: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim (Mateus 24:14).

Importa que o evangelho seja pregado pela igreja enquanto ela ainda habitar na terra. Após o rapto o evangelho ainda será pregado durante a tribulação. Pelos 144 mil judeus selados, pelas duas testemunhas e por um anjo: ”E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo” (Apocalipse 14:6).

Durante o milênio essa evangelização mundial será realizada pelos judeus: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda sucederá que virão os povos e os habitantes de muitas cidades. E os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: Vamos depressa suplicar o favor do Senhor, e buscar o Senhor dos Exércitos; eu também irei. Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao Senhor dos Exércitos, e a suplicar o favor do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zacarias 8:20-23).

Consumando a pregação, Jesus se assentará no grande torno branco e julgará a todos os mortos, grandes e pequenos e a terra e o céu se esconderão diante da sua glória. Então se fará novos céus e nova terra: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202006_01.pdf

Lopes, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.

Atos 28.31

Atos 28.31 “Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.”

 

“Pregando o reino de Deus,”

Mesmo agora aprisionado o apóstolo Paulo não muda o seu discurso. Ele continua pregando acerca do Reino de Deus. Mensagem essa anunciada por João, o batista: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mateus 3.2). O reino de Deus está em vigência dentro de todo aquele que recebeu Cristo como Senhor e salvador da sua vida. Jesus pregava: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho (Marcos 1.15).

Essa também foi a mensagem dos apóstolos e profetas:  E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:7). E esta mesma mensagem deve ser transmitida por nós a toda criatura até que se cumpram todas as coisas: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mateus 24.34).

 

“...e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.”

Paulo recebeu permissão para abrir a casa: “...onde recebia todos que o procuravam” (v. 30b) — judeus e gentios, cristãos e não cristãos igualmente. Além do ensino oral, Paulo estendeu sua influência por meio da escrita. Algumas de suas mais belas epístolas foram escritas durante esse período : Efésios, que fala de Cristo e Sua igreja; Filipenses, a carta de amor de Paulo à igreja em Filipos; Colossenses, na qual as palavras de Paulo combatem a heresia exaltando Jesus; e Filemom, uma carta pessoal a um amigo. Essas cartas acrescentam muito ao que se sabe de Paulo no período em que esteve em Roma.

A maior preocupação de Paulo sempre foi a propagação do evangelho. Ele pediu orações aos colossenses “para que Deus nos abra porta à palavra... para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4:3, 4)56 . Escreveu o seguinte com grande alegria aos filipenses: “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus” (Filipenses 1:12–14).

As mãos de Paulo estavam algemadas, mas sua língua estava livre. Ele não podia se movimentar livremente, mas o evangelho podia. Estava encarcerado, mas a Palavra não (2 Timóteo 2:9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200207_03.pdf

Mateus 10:29

Mateus 10:29 “Não se vendem dois passarinhos por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.”

 

“Não se vendem dois passarinhos por um asse?”

Os seguidores de Jesus não deveriam temer porque Deus Pai cuida e protege os Seus. Passarinhos significam qualquer pássaro pequeno, em particular pardais. Os pardais valiam e valem tão pouco. O salmista inspirado quando olhava para a construção do templo disse a Deus: “Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu” (Salmos 84:3).

No primeiro século, os pardais eram às vezes comidos pelos pobres porque eram baratos. Compravam-se dois pardais por um asse, ou um centavo. A palavra grega para “asse” denota uma moedinha de cobre que circulava na época de Jesus. Valia um dezesseis avos de um denário.  Em Lucas 12:6, cinco pardais foram vendidos por dois asses, pressupondo que o quinto pardal não custou nada.

Deus cuida até do passarinho que se recebe grátis, que, segundo as contas que os homens fazem, não tem valor algum. Até o passarinho que se dá de presente ao comprador tem valor para Deus.

 

“E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.”

Apesar de sua aparente insignificância, nenhum pardal cai em terra, ou morre, sem o consentimento de Deus. O Talmude contém um adágio relacionado a isso: “Sem céu [Deus], uma ave não perece; quanto mais um ser humano!”. Essa imagem é ainda mais vívida se lançamos mão do original grego. Porque em grego a palavra que nossas versões traduzem cair em terra (o qual nos faz pensar na morte do pardal) provavelmente represente um termo aramaico que significa "pousar" sobre a terra. Não se diz, então, que Deus tem em conta o pardal quando morre, e sim mesmo cada vez que a ave pousa suas patas sobre a terra.

A argumentação de Jesus é que se Deus tem tal cuidado com os pardais quanto mais cuidado terá de nós. Deus controla o universo no sentido geral e no particular. Cada acontecimento é dEle conhecido. Não sendo indiferente o dia a dia de um pardal, quanto mais às necessidades daqueles feitos à sua semelhança! Certamente os filhos da luz estão mais próximos do coração de Deus que uma ave barata. Por que temer, então, se a mão que controla o universo é a mesma que deles cuida? Se Deus cuida dos pardais, não podemos duvidar de que também cuidará de nós.

A coragem do mensageiro do Rei se baseia na convicção de que, seja o que for que lhe aconteça, jamais estará mais à frente do amor e o cuidado divinos. Sabe que seus dias estão pela eternidade nas mãos de Deus; que Deus não o abandonará nem se esquecerá dele; que está para sempre rodeado pelo amoroso cuidado divino. E sendo assim, a que ou a quem haveremos de temer?

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

Lição 08: Despedida em Éfeso: entre Lágrimas e Alertas – 3 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

Atos 20.28 “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. ”

 

 “Olhai, pois, por vós...”

Paulo chega à segunda parte do seu discurso em Mileto aos anciões das igrejas de Éfeso. Na primeira parte exortou os seus ouvintes no sentido de seu exemplo pessoal visar ser um padrão para eles, mas agora volta-se à exortação direta, dizendo como devem agir quando ele já não mais estiver com eles.

Eles devem prestar atenção à sua própria condição espiritual: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16). Pois eles não podem dar um cuidado adequado aos outros se negligenciam o cuidado e a instrução de suas próprias almas e da sua própria família: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?) (1 Timóteo 3:4,5) ”.

 

“...e por todo o rebanho...”

Eles devem "pastorear" a igreja de Deus; pastorear em termos gerais, significa "cuidar" de um rebanho e, em específico, "levar um rebanho ao pasto para alimentá-lo". Essa é a primeira tarefa dos pastores. "Não apascentarão os pastores as ovelhas?  (Ezequiel 34.2). No salmo 23 Davi descreve essa função do pastor: “Deitar-me faz em verdes pastos...” (Salmos 23:2).

No período que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe (Rute 1:1). Os pastores devem se dedicar a alimentar as ovelhas, com pastos verdejantes e pão de qualidade para que essas não procurem alimentos em outros rebanhos.

Olhar por todo o rebanho também nos exortar a zelarmos por todas as faixas etárias da igreja. Deus nos comissionou para pregar a toda a criatura. Devemos olhar para os jovens, para os anciões, para as crianças e nos preocuparmos com o alimento adequado para todos, pois, seria um grande pecado negligenciar o povo de Deus, comprado a tão alto preço.

 

“...sobre o que o Espirito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes...”.

O Termo grego “episkopos” transmite a ideia de supervisão espiritual e de cuidados pastorais. Tais pessoas devem a sua nomeação à escolha que Deus delas fez mediante o Espírito. As pessoas que aqui se descrevem como sendo “bispos” são as mesmas que são chamadas “presbíteros” no v. 17, e em 14:23 lemos como Paulo os nomeava nalgumas das suas igrejas com oração e jejum, isto é, em dependência da orientação do Espírito. Sua tarefa era pastorear a igreja, isto é, agir como pastores; refere-se de todos os cuidados que devem ser exercidos com relação ao rebanho.

 

“...a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”

A igreja aqui é chamada a igreja de Deus. A expressão “igreja de Deus” significa que a Igreja pertence a Deus. Pelo sangue de seu Filho Jesus ele comprou a igreja: “Aquele que nem mesmo poupou a seu próprio Filho, antes, o entregou por todos nós” (Romanos 8.32).

Todavia aqui a afirmação é que Deus comprou a Igreja com seu próprio sangue, derramado na cruz para expiar os pecados. Isso só faz sentido com as palavras de Jesus ao Judeus: Eu e o Pai somos um” (João 10.30). Uma vez que tanto pai quanto Filho representam uma só divindade. Deus resgatou a igreja com seu próprio sangue.

O grande preço que Deus pagou para adquirir a Igreja deveria motivar os anciãos a fazer os sacrifícios necessários para o bem-estar dela.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/11/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1982.

STOTT, John. A Mensagem de Atos – Até aos confins da Terra. São Paulo: ABU s/c, 1994