sábado, 29 de agosto de 2026

CONFESSAR CRISTO DIANTE DOS HOMENS E A FIDELIDADE CRISTÃ (Mateus 10:32-33) 29/8/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
29 DE AGOSTO DE 2026
CONFESSAR CRISTO DIANTE DOS HOMENS E A FIDELIDADE CRISTà

Mateus 10:32-33 “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. ”

 

“Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, ”

A expressão “portanto”, indica que o que Jesus está prestes a dizer é uma conclusão ou lição para Seus pensamentos anteriores. Jesus querendo inspirar seus seguidores a serem destemidos, promete uma grande bênção a todo aquele que [O confessasse]diante dos homens. A palavra grega para “confessar” significa declarar ou reconhecer. A confissão de fé em Cristo é um dos requisitos para quem quer se tornar um cristão (Romanos 10:9, 10; 1 Timóteo 6:12). Implica confessá-lo como seu Senhor e Salvador.

Todavia, confessar a Cristo é mais que uma declaração de lábios. Muitos repelem o Credo, como papagaio, sem saber o que estão dizendo. Externamente, Judas confessou a Cristo, enquanto Pedro, uma vez, o negou. Judas, porém, era apóstata, e Pedro, verdadeiro discípulo. Tanto que Pedro professou o que tem sido chamado de “a boa confissão”, ao declarar: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16).

Os discípulos seriam levados perante tribunais judaicos e governadores e reis gentios (Mateus 10:17,18). Tais confrontos seriam oportunidades para que reconhecessem o Cristo. Os discípulos teriam que vencer todos os medos relativos à perseguição para manterem essa confissão. Eles poderiam até perder a vida por causa de sua profissão de fé, como aconteceu com Tiago, irmão de João. Realmente confessar Cristo significa testificar com os lábios e a vida, aconteça o que acontecer.

No Evangelho de João, muitos dos judeus temiam declarar a fé em Jesus porque seus líderes haviam decidido que, “se alguém confessasse ser Jesus o Cristo, [seria] expulso da sinagoga” (João 9:22). Algumas das autoridades criam em Jesus, mas não O confessaram, “para não serem expulsos da sinagoga” (João 12:42).

Henry diz que é nosso dever, não apenas crer em Cristo, mas também professar esta fé, sofrendo por Ele, quando isto nos for exigido, e também servindo a Ele. Nunca devemos nos envergonhar do nosso relacionamento com Cristo, da nossa presença com Ele, e das expectativas que temos em relação a Ele: com isto, a sinceridade da nossa fé é evidenciada, o seu nome glorificado, e muitos, edificados.

 

“... eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. ”

Embora mesmo que isto possa nos expor à reprovação e a problemas agora, nós seremos abundantemente recompensados por tudo isso na ressurreição dos justos, quando será nossa honra e felicidade indescritível ouvir Jesus –“o mediador entre Deus e os homens” (1 Timóteo2:5; NVI) – nos confessar diante de [Seu] Pai, que está nos céus. No lugar de “diante de meu Pai que está nos céus”, Lucas diz “diante dos anjos deDeus” (Lucas 12:8, 9).

Imagine Cristo dizendo sobre nós: “Eu falarei coisas boas dele, quando ele comparecer diante de meu Pai para receber o seu destino”. Eu o apresentarei e o representarei ao meu Pai”. Aqueles que honram a Cristo, da mesma forma Ele honrará. Eles o honram diante dos homens. Isto é pouco. Ele os honrará diante do seu Pai, o que é muito.

 

“Mas qualquer que me negar diante dos homens,”

Após falar de como serão honrados aqueles que o confessarem diante dos homens. Jesus advertiu todo discípulo que virasse as costas para Ele: “Mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai,que está nos céus”. O verbo “negar” significa “desconhecer” ou “repudiar”.

Os cristãos do começo da igreja foram colocados sob intensa pressão para que negassem a Cristo. Por exemplo, no segundo século d.C.,Plínio, o Jovem, governador de Ponto/Bitínia,escreveu uma carta ao imperador romano Trajano sobre sua política para lidar com cristãos que eram denunciados a ele. Primeiro, ele interrogava-os acusados de serem cristãos duas ou três vezes, dando-lhes oportunidade de negar a Cristo. Depois, executava os que não se retratavam. Todavia, se fossem cidadãos romanos, enviava-os a Roma. Aqueles que negavam ser cristãos eram soltos depois de amaldiçoar a Cristo, invocar os deuses e oferecer oração com incenso e vinho à imagem do imperador.

 

“... eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. ”

Apesar de o negando o nosso sofrimento neste mundo possa ser aliviado. Como Pedro que quando temeu a própria vida assim fez: “E como certa criada, vendo-o estar assentado ao fogo, pusesse os olhos nele, disse: Este também estava com ele. Porém, ele negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço” (Lucas 22:56,57). Qualquer pessoa negue e rejeite a Cristo diante dos homens serão negados por Ele no grande dia, quando mais precisarem dele: Ele não considerará como servos aqueles que não o considerarem seu Messias. Ele lhes dirá abertamente: “Nunca vos conheci” (Mateus. 7.23).

Nos primeiros tempos do cristianismo, quando, para um homem, confessar a Cristo significava arriscar tudo o que lhe era caro neste mundo, esta era uma prova de sinceridade maior do que passou a ser mais tarde, quando já havia até mesmo vantagens seculares para aqueles que o confessassem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O TESTEMUNHO FIEL É SUSTENTADO PELO PODER DE DEUS (2 Timóteo 1:8) 28/8/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
28 DE AGOSTO DE 2026
O TESTEMUNHO FIEL É SUSTENTADO PELO PODER DE DEUS 

2 Timóteo 1:8 “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, ”

 

“Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu;”

A vergonha entrou no mundo quando o pecado entrou no mundo. Antes que o primeiro casal pecasse, “o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:25). No entanto, depois que pecaram, perderam a inocência pueril e conheceram a vergonha da nudez (Gênesis 3:10; Apocalipse 16:15).

Quando agimos mal, nossas consciências dadas por Deus, são projetadas para nos fazer sentir culpados, até mesmo envergonhados. Devemos ter vergonha quando cometemos qualquer espécie de pecado. A vergonha deve nos levar a nos arrependermos de nossos pecados e a corrermos para Deus em busca de perdão.

O problema é que nossa capacidade de nos envergonharmos às vezes sai do prumo. Algumas pessoas não têm vergonha dos atos pecaminosos que cometeram. Suas consciências estão tão cauterizadas (1 Timóteo 4:2) que a sua “glória está na sua infâmia” (Filipenses 3:19; Jeremias 6:15). Por outro lado, é possível sentir vergonha quando não devemos. Este é o problema que Paulo estava abordando.

Ele orienta a Timóteo a não se envergonhar do evangelho, nem dele, seu mestre, pelo fato de estar na prisão. Certamente, Timóteo já tinha a consciência de que um discípulo de Cristo não pode envergonhar-se dEle: “E bem-aventurado é aquele que em mim não se escandalizar (Mateus 11.16). Para isso Paulo declara solenemente sua certeza e firmeza na fé para estimular a Timóteo a não fraquejar em qualquer circunstância: “[...] por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, por­ que eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Timóteo 1.12). E o informa da postura de Ônesiforo: “O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias” (2 Timóteo 1:16). Essa exortação nos mostra que o crente em Jesus não deve jamais se envergonhar dEle nem dos seus pastores que dão suas vidas pela igreja do Senhor.

 

“... antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, ”

Depois dessa orientação o apóstolo concita Timóteo a participar “das aflições do evangelho”. Ele sabia o que falava, não por ouvir dizer, ou por teoria ou retórica humana. Paulo passou pelo fogo do sofrimento pelo amor a Deus e à sua obra. Timóteo tinha conhecimento das experiências de Paulo, em suas jornadas em prol da igreja do Senhor Jesus. Mais do que qualquer outro apóstolo, ele sofreu de modo intenso para cumprir sua missão.

Ele lembrou tais fatos a Timóteo, para que o jovem obreiro sentisse orgulho dos sofrimentos oriundos da causa de Cristo: “Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados” (1 Pedro 3:14).  O governo romano considerava Paulo prisioneiro de Nero; mas ele se considerava prisioneiro de Cristo, encarcerado pela causa de Cristo (Efésios 3:1; 4:1; Filemom 1, 9). Por esse sentimento Paulo escreveu aos gálatas: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17).

O versículo termina com a expressão “segundo o poder de Deus”. Uma possível tradução seria “na força que vem de Deus”. Às vezes, Deus nos salva do sofrimento (como aconteceu quando Pedro estava na prisão em Atos 12), e às vezes Ele nos dá força para suportar o sofrimento (como fazia quando Paulo estava na prisão).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201903_04.pdf

 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

DEUS TRANSFORMA PRISÕES E ADVERSIDADES EM OPORTUNIDADES (Filipenses 1:12) 27/8/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
27 DE AGOSTO DE 2026
DEUS TRANSFORMA PRISÕES E ADVERSIDADES EM OPORTUNIDADES 

Filipenses 1:12 "E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram antes para maior proveito do evangelho." 

 

"E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram”

Os filipenses estavam profundamente preocupados com o estado físico de Paulo na prisão. Nutriam por ele um grande afeto. Sabiam que ele estava preso, aguardando o julgamento, e que não demoraria o seu julgamento perante o supremo tribunal do Império. Por causa dessa situação, a igreja se preocupava em saber como ele estava se sentindo. Na verdade, a preocupação maior dos filipenses estava em saber o que aconteceria com a igreja plantada por todo o mundo romano se Paulo fosse condenado à morte.

A expressão “coisas que me aconteceram” inclui tudo que Paulo sofreu no passado e estava enfrentando no presente. Paulo estava falando dos seus sofrimentos, mas sua avaliação sobre esses sofrimentos era que eles não deviam ser a razão de compaixão dos filipenses. Ele queria que os filipenses entendessem que o foco, o vértice de tudo e a pessoa para quem deviam olhar era Jesus. Ele avalia seus sofrimentos com uma visão positiva. Ele tinha consciência da importância da sua missão. Na sua mente, todo e qualquer sofrimento infringido contra a sua pessoa no exercício do ministério cristão era circunstancial e estava sob os cuidados de Deus.

Paulo então se regozijava em Cristo. Ele se regozijava nos seus sofrimentos. Aos colossenses, ele repetiu a mesma mensagem quando disse: “Regozijo-me, agora, no que padeço por vós e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja” (Colossenses 1.24). Ele reagia aos sofrimentos com atitude de aceitação positiva e não permitia que a amargura dos sofrimentos ou qualquer resquício de auto-piedade o impedisse de fazer a obra de Deus.

 

“... contribuíram antes para maior proveito do evangelho."

Paulo estava preso em Roma, mas as suas cadeias não o impediam de proclamar o evangelho. Pelo contrário, as coisas que lhe haviam acontecido em sua viagem missionária não eram um entrave para o progresso do evangelho. Além da epístola de Filipenses, na mesma prisão Paulo escreveu as epistolas de Colossensses, Efésios e Filemom e todas chegaram até nós.

Warren Wiersbe, em seu comentário sobre a Carta aos Filipenses, diz “que o mesmo Deus que usou o bordão de Moisés, os jarros de Gideão e a funda de Davi usou as cadeias de Paulo” para a proclamação do evangelho.

A prisão de Paulo, em vez de reter a força do evangelho, promoveu ainda mais a sua disseminação. Nos versículos posteriores ele cita mais desses proveitos: “as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares;  E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor” (Filipenses 1:13,14). O Espírito Santo usou a prisão de Paulo para tornar o evangelho ainda mais dinâmico e poderoso no seu avanço no mundo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

NÃO É POSSÍVEL SILENCIAR QUEM FOI ALCANÇADO PELO EVANGELHO (Atos 4:19) 26/8/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
26 DE AGOSTO DE 2026
NÃO É POSSÍVEL SILENCIAR QUEM FOI ALCANÇADO PELO EVANGELHO 

Atos 4:19 “Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;”

 

“Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram:”

Os sacerdotes haviam prendido Pedro e João, logo após eles terem curado um coxo junto a porta formosa em nome de Jesus: “hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo” (Atos 4:9). Até mesmo os sacerdotes conheciam o coxo e não podiam negar o milagre que foi feito: “Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar” (Atos 4:16).

Porém os sacerdotes sabiam que não gozavam de popularidade entre o povo. E não se interessavam em investigar a verdade nas declarações. Só desejavam sufocar uma doutrina que ameaçava a supremacia deles. Após discutirem sobre a questão controversa os sacerdotes decidiram ameaçar Pedro e João: “Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los rigorosamente para que não falem mais nesse nome a homem algum” (Atos 4:17).

 

“Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;”

Para os apóstolos a situação era difícil, afinal Pedro e João eram cidadãos leais. Eles deviam obedecer às autoridades constituídas, especialmente em se tratando de autoridade religiosa. Juízes justos têm de optar entre o caminho de punir e o de declarar inocente. Estes sacerdotes, no entanto, não eram justos. Irritados contra os apóstolos não ousavam fazer nada mais grave contra eles, “por causa do povo”.

Os apóstolos após ouvirem as ameaças responderam: “Julgai vós se é justo, diante de Deus. ouvir-vos antes a vós do que a Deus? Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido".

Pedro estabeleceu, para sempre, o princípio fundamental entre os limites da obediência cívica e do dever cristão de testemunhar. Quando existe clara contradição entre os mandamentos dos homens e os de Deus, de tal forma que obedecer a uns é desobedecer aos outros, não sobra mais nenhuma dúvida quanto ao que o crente deve fazer.

Os apóstolos tinham sido convocados a serem testemunhas de Jesus Cristo; e eram obrigados por seu dever a continuarem o seu testemunho.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

O TESTEMUNHO CRISTÃO NASCE DO ENCONTRO PESSOAL COM CRISTO (Atos 26:16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
25 DE AGOSTO DE 2026
O TESTEMUNHO CRISTÃO NASCE DO ENCONTRO PESSOAL COM CRISTO 

Atos 26:16 “Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; ”

 

“Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés,”

Em seu relato diante de Agripa II, Paulo enfatizou não a sua conversão, mas a sua comissão, não a maneira como se tomou discípulo de Cristo, mas como foi escolhido para ser um apóstolo. Paulo detalha para Agripa II o seu comissionamento para ser testemunha de Cristo entre os gentios, com o propósito de abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam remissão de pecados e herança entre os santificados pela fé.

A primeira ordem emitida por Cristo a ele foi "levanta-te e firmate sobre teus pés".  Ele, que junto com todos que o acompanhavam, haviam caído com o resplendor: “e caindo nós todos por terra” (v.14), recebe a ordem de não permanecer numa postura de medo e reverência, mas, sim, levantar-se para realizar tarefas ao Senhor.O profeta Ezequiel, também caiu "com o rosto em terra" quando viu "a aparência da glória do senhor". Mas Deus lhe ordenou imediatamente, "Filho do homem, põe-te em pé ... eu te envio aos filhos de Israel... tu lhes dirás as minhas palavras” (Ezequiel 2).

 

“... porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;”

O Senhor continua a falar sem interrupção e revela a razão por que lhe aparecera. Cristo o nomeou servo e testemunha daquilo que Paulo acabara de ver e daquilo que ainda haveria de ver, para ser testemunha com base nestas coisas.

Jesus apareceria a Paulo por diversas ocasiões. Além da estrada no caminho de Damasco, Jesus apareceria a ele na Arábia (Gálatas 1:12, 17-18); apareceu a ele em uma visão do céu (provavelmente antes de sua primeira viagem missionária) onde o Senhor lhe disse: “Minha graça te basta…” (2 Coríntios 12:1-9); apareceu a ele em Corinto (Atos 18:9-10); apareceu a ele enquanto ele orava no Templo em Jerusalém (Atos 22:17-21); e por fim quando Paulo estav preso em prisão de Jerusalém (Atos 23:11).

A descrição de Paulo como ministro e testemunha relembra Lucas 1:2, onde Lucas descreve como a tradição do evangelho foi derivada daqueles que eram testemunhas oculares e ministros (servos) da palavra, e indica que este grupo incluía pessoas tais como Paulo que não acompanharam Jesus durante o Seu ministério terrestre. Assim como Deus "enviou" os seus profetas para anunciarem a sua palavra ao seu povo, Cristo também "enviou" os seus apóstolos para pregarem e ensinarem o seu nome, incluindo Paulo que fora "enviado" para ser apóstolo dos gentios.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

https://thebiblesays.com/pt/tough-topics/resurrect-appearance