sexta-feira, 24 de julho de 2026

A FIDELIDADE AO EVANGELHO SUSTENTA O CRENTE (Atos 16.25)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
24 DE JULHO DE 2026
A FIDELIDADE AO EVANGELHO SUSTENTA O CRENTE

Atos 16.25 “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

 

“E, perto da meia-noite,”

Não havia sono para os missionários naquela noite, por causa da dor, e da sua posição desconfortável. Eles haviam levados muitos açoites (v.23). E o carcereiro que recebeu ordens para “guardar [Paulo e Silas] com toda a segurança” se mostrou muito zeloso “lhes prendeu os pés no tronco” (v. 24b). A vítima ficava sentada no chão, suas pernas eram afastadas ao máximo uma da outra, a seguir, os pés eram presos no tronco. O tronco nos pés não era só um aparato para constranger; era também um instrumento de tortura. O que quer que o carcereiro tenha aprendido no exército não incluía bondade.

Paulo e Silas sentaram-se na escuridão opressiva; com os pés presos, começaram a sentir cãibras nas pernas, incapazes sequer de inclinar-se para trás por causa dos cortes profundos e sangrentos nas costas (v. 33). No meio do seu sofrimento, no entanto, revelaram a sua confiança em Deus, bem como a sua alegria nEle, enquanto oravam e cantavam louvores a Deus.

 

“Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

Estes dois pregadores estavam na prisão, mas a prisão não estava neles! Não oravam apenas, o que seria natural com as costas ensangüentadas: “Está aflito alguém entre vós? Ore”, mas também cantavam louvores a Deus! “Está alguém alegre? cante louvores(Tiago 5.13). A fé cristã revela sua nobreza de caráter quando triunfa sobre as circunstâncias. E as pessoas se regozijam numa situação que provocaria gemidos nos menos espirituais. Estes homens estavam servindo ao Deus “que dá salmos entre a noite” (Jó 35.10; Atos 5.40,41).

É bem possível que estivessem num estado de enlevo espiritual que os fez insensíveis aos sofrimentos.  Os relatos da Igreja Primitiva descrevem mártires tão conscientes da presença de Cristo que parecem insensíveis às torturas. Vemos isso na execução do primeiro mártir Estêvão, em Atos 7.55,56.

Lucas observou que os outros prisioneiros “escutavam” (v. 25b). Os demais prisioneiros, sem dúvida, costumavam ouvir gritos e xingamentos do cárcere interno, mas louvores, orações e cânticos se constituíam em novidade para eles!

Marshal em seu comentário escreveu que temos aqui um retrato concreto de “gloriar-se no meio da tribulação” (Romanos 5:3; Tiago 1:2) um ideal cristão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_01.pdf

 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Atos 20:32

Atos 20:32 “Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. ”

 

“Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; ”

O passo final de Paulo foi encomendar os líderes ao cuidado de Deus. “Encomendar” é tradução de um vocábulo grego que significa entregar aos cuidados de alguém um depósito qualquer, para ser conservado e guardado. Trata-se da mesma palavra, no original grego, que o Senhor Jesus usou ao entregar a sua alma às mãos de Deus Pai: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46).

Esta ação não deve ser considerada algum tipo de rito de ordenação no seu cargo como supervisores do rebanho, visto que já detinham aquela posição (v. 17). O que está acontecendo é que Paulo como ato de despedida entrega a eles a total responsabilidade da igreja, da mesma forma que ocorreu na Galácia: “E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (Atos 14:23).

Os líderes estão colocados nas mãos de Deus e submetidos à palavra da sua graça, isto é, o evangelho da graça (v. 24). Graça é uma palavra particularmente paulina, para expressar o favor de Deus, livre e imerecido; Lucas a emprega frequentemente, especialmente para referir-se à mensagem do evangelho (Lucas 4:22; Atos 14:3) como aqui. Paulo havia feito tudo quanto estivera ao seu alcance, no que concerne a testemunho pessoal e a ensino doutrinário. Mas agora só lhe restava deixar aqueles discípulos e o destino dos mesmos nas mãos graciosas de Deus.

 

“... a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. ”

Através da palavra da graça os cristãos são edificados por Deus, isto é, tornam-se maduros (Efésios 4:12). A ideia da edificação espiritual é um a expressão paulina favorita, podendo ser encontrada nos trechos de 1 Coríntios 3:10-14; 3:9; 2 Coríntios 5:1; Efésios 2:20-22 e 2 Timóteo 3:15.

Essa edificação visa o recebimento de uma herança celestial: "E, se somos filhos, também somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. Se de fato sofremos com ele, também com ele seremos glorificados" (Romanos 8:17). Esta frase Parece referir-se à dádiva, outorgada por Deus, de uma participação nas bênçãos do Seu reino soberano que os ouvintes de Paulo desfrutarão juntamente com o povo de Deus na sua totalidade. É significante que estas bênçãos advêm através da dedicação à Palavra.

Um número demasiado de crentes, quando ouvem falar nessa doutrina, pensam em alguma distante cidade dourada, onde haverão de herdar um a rica mansão, passando a ser proprietários de possessões fantásticas. É verdade que na qualidade de filhos de Deus, haveremos de habitar em um lugar celestial, tendo obras divinas a realizar que ultrapassam toda a imaginação presente. Ora, tudo isso faz parte da herança de Cristo

Mas o que é aqui particularmente destacado não é a posse das coisas materiais (embora possa também esteja incluso), mas antes, a possessão da vida espiritual e tudo quanto nisso está envolvido. Mais definidamente, está envolvida a participação em tudo quanto Cristo é em sua pessoa, em que o crente vai sendo transformado segundo a imagem de Cristo, em todos os detalhes, a fim de que venha a ser tudo quanto ele é moralmente e em seu ser essencial: ²⁹ “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8.29),

Os Santificados neste caso, não quer dizer meramente separados, conforme o sentido da raiz dessa palavra, tanto no hebraico como no grego, mas, realmente, a ideia é a de feito santo. Refere-se à transformação moral dos crentes, o que é um a parte necessária da transformação metafísica deles. Trata-se da formação de um a disposição santa, conforme a disposição divina, nos remidos, o que, finalmente, atingirá um estágio perfeito, porquanto esse é o alvo de todos os verdadeiros crentes, em Cristo e através dele.

Essa santificação tem início quando um indivíduo se achega a Cristo, por meio de um ato do Espírito Santo; e faz parte integrante da conversão. Em seguida, gradualmente, o crente vai crescendo em santidade e poder. Finalmente, na glorificação, esse estado atingirá uma fase perfeita e absoluta.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 


 

Filipenses 1.21

Filipenses 1.21 “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.”

 

“Porque para mim o viver é Cristo,”

Nessa primeira parte, Paulo começou apresentando sua razão para viver: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo. ” Este é “um dos textos clássicos do Novo Testamento”. Esse trecho tem sido chamado de o coração da carta. Paulo estava basicamente dizendo: “Independentemente do que a vida seja para os outros, para mim, ela é Cristo”. A tradução de J. B. Phillips diz: “Pois, para mim, viver significa apenas ‘Cristo’”.

Cristo era o começo da vida de Paulo, o desafio da sua vida, a motivação da sua vida, a força da sua vida e o objetivo da sua vida. Em Gálatas 2.20, ele disse: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. Na sua mente, continuar vivo fisicamente significaria continuar fazendo o seu trabalho missionário.

E quanto a nós? Como completaríamos esta frase: “Para mim, o viver é _______________”. Será que preencheríamos a lacuna com palavras como “dinheiro”, “bens”, “fama”, “poder” ou “influência”? Qual é a coisa mais vital do mundo para nós? É Cristo—ou outra coisa? Somos afetados pelo que é mais importante para nós.

 

“... e o morrer é ganho. ”

Paulo poderia não ser absolvido desse julgamento; poderia perder a vida. (De fato, ele foi condenado à morte anos depois, em sua segunda prisão em Roma.) Na última parte do versículo 21, Paulo apresentou uma razão por que essa possibilidade não o preocupava: morte = lucro. “Porquanto... o morrer é lucro. ”  Ele concluiu que isso seria muito bom. Pois Ele ainda estaria perto de Cristo. A morte lhe traria lucro pessoal porque poderia estar para sempre com o Senhor.

No versículo 23 Paulo mencionou o resultado mais maravilhoso de sua morte; mas, por enquanto, analisemos mais um benefício mundano: na morte, ele encontraria descanso. O apóstolo deveria estar cansado. O Livro de Filipenses contém várias referências aos problemas que ele enfrentou e estava enfrentando (1:7, 13, 17, 30; 4:3, 14). Se a bênção de Apocalipse 14:13 se aplica a todos, também se aplica a Paulo: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor... para que descansem das suas fadigas”. Para Paulo, a morte o aliviaria do pecado, da doença e do sofrimento.

É necessário, porém, termos o cuidado de não separar a primeira e a segunda parte do versículo: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. “Morrer é lucro” somente quando “viver é Cristo”. A promessa de Apocalipse 14:13 é para quem “morre no Senhor”. Em Mateus 16:26: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Se, para você, o viver é Cristo, então o morrer será lucro. Se, para você, viver é qualquer outra coisa, então morrer será perda.

A consagração de Paulo a Cristo era total e completa. Cristo era o principio, a essência e o fim na sua vida pessoal. NEle vivia e se movia para a sua glória, por isso, podia dizer: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_05.pdf

O NOME DE JESUS TEM AUTORIDADE SOBRE AS TREVAS (Atos 16:18) 23/7/2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
23 DE JULHO DE 2026
O NOME DE JESUS TEM AUTORIDADE SOBRE AS TREVAS

Atos 16:18 “E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu. ”

 

“E isto fez ela por muitos dias. ”

A jovem escrava de Filipos que tinha um espirito de adivinhação por muitos dias seguia Paulo e Silas e clamava que eles eram servos do Deus altíssimo. O diabo possuía essa jovem, dando-lhe a clarividência. Ela adivinhava pelo poder dos demônios. O diabo falava pela boca dela. As coisas do diabo parecem funcionar. A moça adivinhava mesmo, e seus donos ganhavam dinheiro.

O efeito da proclamação da jovem, que foi repetida no decurso de muitos dias, cada vez que se encontrava com Paulo, foi dar aos missionários uma publicidade inesperada. Paulo não fez tentativa alguma para tratar do caso na primeira ocasião, por razões que não ficam claras. Talvez, de início, os gritos da jovem não parecessem perigosos; na realidade, não havia sugestão alguma de que ela era hostil aos missionários.

 

“Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.”

Dias depois isso mudou. Paulo já não aturava esta publicidade indesejável, e expulsou o demônio da mulher: “Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela”. Ele, como Jesus, não aceitou o testemunho dos demônios nem conversou com eles; antes, repreendeu o espírito e expulsou o demônio (Marcos 1.23-25). 

Entendeu Paulo que Satanás empregava um truque de testemunho para causar empecilhos ao Evangelho. Levando seus agentes através daquela adivinha a se pronunciarem seguidores da obra evangelística. Seu era objetivo era desacreditar o Evangelho, fazendo com que o povo em geral tenha péssima impressão dos cristãos. Se aquela pobre possessa tivesse continuado a gritar atrás de Paulo, todos teriam dito: “Aí vai uma das convertidas dele!” Isto não seria um elogio à obra de Paulo.  

A história não nos conta se a jovem se converteu; o interesse de Lucas aqui se focalizava no efeito que o incidente teve sobre Paulo e seus companheiros. O que ficou claro é que o exorcismo privou a jovem da sua capacidade de adivinhar ou da sua disposição para assim fazer. Quando Paulo exorcizou o espírito que dominava a jovem pitonisa, exorcizou também a fonte de renda daqueles que a exploravam e isso causaria posteriormente uma acusação perante os magistrados romanos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

QUANDO O CORAÇÃO SE ABRE, A PALAVRA É RECEBIDA COM FÉ (Atos 16:14) 22/7/2026


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
22 DE JULHO DE 2026
QUANDO O CORAÇÃO SE ABRE, A PALAVRA É RECEBIDA COM FÉ 

Atos 16:14 “E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. ”

 

“E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia,”

Entre as mulheres que se reuniam para a oração naquele sábado em Filipos, havia uma chamada Lídia que provinha de Tiatira (Apocalipse 2:18-29), Tiatira era uma cidade da região da Ásia Menor Essa mulher e ocupava-se com a venda dos artigos de púrpura dos quais Lídia era produtora afamada.

Havia uma comunidade judaica em Tiatira, e ali, ou noutro lugar, Lídia aderira à religião judaica. Agora, correspondeu à mensagem de Paulo que, sem dúvida, dizia respeito à vinda do Messias na pessoa de Jesus: “Expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo” (Atos 17:3).

 

“... e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. ”

A conversão dela atribui-se ao fato de que o Senhor lhe abriu o coração. Lucas ressalta que a conversão se deve à ação de Deus em abrir os corações, isto é, as mentes, dos homens e mulheres para receberem a Sua Palavra: “Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lucas 24:45).

Este- conceito é exatamente o mesmo que achamos em Paulo, que diz que as pessoas não creem porque as suas mentes estão escurecidas pelo deus deste mundo: “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:4), mas que são convertidas quando vem a elas o evangelho, “porque o nosso evangelho não chegou até vós tão somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção” (1 Tessalonicenses 1:5).

Certamente, este modo de encarar as coisas não diminui a responsabilidade do missionário de persuadir as pessoas e implorar-lhes que recebam a Palavra: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:20), nem remove, de qualquer forma, a responsabilidade do ouvinte quanto ao arrepender-se e crer no evangelho: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

 

terça-feira, 21 de julho de 2026

Atos 20:19

Atos 20:19 “Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;”

 

“Servindo ao Senhor com toda a humildade,”

Paulo descreve sua obra aos presbíteros de Éfeso em Mileto como “servindo ao Senhor”, ele freqüentemente se chamava servo do Senhor (Romanos 1:1; 12:11; Filipenses 2:22), e este conceito de serviço tem prioridade sobre qualquer pensamento acerca da posição que lhe fosse atribuída: “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo” (Filipenses 3:5-7).

Como conseqüência, a primeira característica do seu ministério que é selecionada para ser mencionada é a humildade, a recusa de reivindicar coisa alguma para si mesmo. Quem serve a Deus não busca projeção pessoal. Quem serve a Deus não anda atrás de aplausos e condecorações. Quem serve a Deus não depende de elogios nem desanima com as críticas: “E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados” (1 Tessalonicenses 2:6).

Muitos batem no peito, anunciando arrogantemente que são servos de Deus. Outros, besuntados de orgulho, fazem propaganda de seu próprio trabalho. Outros servem a Deus, mas gostam dos holofotes. Há aqueles que fazem do serviço a Deus um palco onde se apresentam como os atores ilustres sob as luzes da ribalta. Um servo não busca autoglorificação. Fazer a obra de Deus sem humildade é construir um monumento para si mesmo. E levantar outra modalidade da Torre de Babel.

 

“... e com muitas lágrimas e tentações,

A segunda característica do seu ministério diz respeito às lágrimas que ele sofria. Paulo servia a Deus com lágrimas. As lágrimas de Paulo eram nascidas do intenso desejo pelo bem-estar espiritual de seus convertidos e demais irmãos na fé: “Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho” (2 Coríntios 2:4). Paulo era um homem profundamente intelectual, mas não da variedade seca e empedernida. Tinha o seu lado emocional, e não se envergonhava de demonstrá-lo.

Porém essas lágrimas citadas eram nascidas da sensibilidade para com os abusos praticados por indivíduos odiosos, ímpios e desvairados: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Filipenses 3:18). Matthew Henry afirma que orações e lágrimas são os braços da igreja. E com isso que ela luta contra os inimigos e a favor dos amigos.

  

“... que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;”

A terceira característica do seu ministério dá a entender que era a paciência e fortaleza com que continuava sua obra a despeito das tentações no sentido de tudo abandonar, por causa da perseguição dos judeus que sempre lhe armavam ciladas: “E, passando ali três meses, e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela Macedônia” (Atos 20:3).

Essas ciladas não dizem respeito às ações de Demétrio, e, sim, essencialmente, a perseguições e tentativas de homicídio não registradas, mas tão-somente subentendidas. A vida ministerial não lhe foi amena. Em vez de ganhar aplausos do mundo, recebeu ameaças, açoites e prisões. Viveu num campo minado. Enfrentou inimigos reais, porém, às vezes ocultos. Porém Paulo sempre manteve sua consciência pura diante de Deus e dos homens e está aqui deixando isso claro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.