sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 20 DE FEVEREIRO DE 2026 (2 Tessalonicenses 2:13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
20 DE FEVEREIRO DE 2026
O ESPÍRITO OPERA A SANTIFICAÇÃO DO CRENTE

2 Tessalonicenses 2:13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

 

“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor,”

A frase: “devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos”, é virtualmente idêntica a 1.3: “Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós”. A repetição desta frase é bastante natural, tais coisas muitas vezes ocorrem inconscientemente, mas é pode ser deliberada porque Paulo está renovando a confiança dos seus leitores por meio de lembrar-lhes de que não pode refrear-se de dar graças pelo estado cristão deles.

Todos nós com certeza devemos também ser agradecidos por nossos irmãos. Conforme observado em 1 Tessalonicenses 1:4, “irmãos” é um termo afetuoso usado por Paulo com freqüência – mais de vinte vezes nas duas epístolas aos tessalonicenses. Não devemos usá-lo muito mais vezes?

Todos os seres humanos são amados pelo Senhor (João 3:16), mas somente os cristãos, os que aceitaram a oferta de amor, são “amados do Senhor” num sentido especial: “Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Judas 21). Pois eles foram reconciliados com o Senhor Deus mediante Cristo (2 Coríntios 5:19).

 

“... por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

Desde o princípio parece refletir o ponto de vista paulino de uma eleição antes da criação (Efésios 1:4). Alguns manuscritos traduziram por primícias em vez de desde o princípio. Esta tradução, adotada por alguns editores (Nestle, Moffatt, por exemplo), seria adequada porque os tessalonicenses contavam entre os primeiros convertidos europeus de Paulo.

Deus nos elegeu. Isso faz-nos lembrar da eleição de Israel: “E hoje o Senhor declarou que vocês são o seu povo, o seu tesouro pessoal, conforme ele prometeu, e que vocês terão que guardar todos os seus mandamentos” (Deuteronômio 26:18). Nós crentes fomos acrescentados à Israel na qualidade de povo eleito de Deus: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:10).

Paulo prosseguiu dizendo que aqueles tessalonicenses estavam salvos “por” duas coisas. Primeiramente, pela santificação do Espírito, do lado divino, e, em segundo lugar, pela fé na verdade, do lado humano.

 De um lado, há santificação do Espírito. A frase tem seu paralelo em 1 Pedro 1.2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”. Paulo se refere à obra que o Espírito Santo faz através da Palavra. Jesus orou: “Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade” (João 17:17) e Paulo nos disse que a “espada do Espírito... é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Fica evidente nessas passagens que o Espírito santifica, ou torna santo, mediante o instrumento da Palavra de Deus. Isto acontece, num sentido inicial, no momento da conversão (1 Coríntios 1:2) e, num sentido contínuo, à medida que o Espírito continua operando em direção à salvação final nas vidas de cristãos (1 João 1:7). Esta operação é o lado divino.

Lado a lado com esta ação divina há uma ação humana de fé na verdade. A verdade é, naturalmente, a revelação divina contida no evangelho, Em vez de crer em mentiras (v. 4) do “homem do pecado”, aqueles tessalonicenses tinham crido na verdade de Deus, segundo a qual Jesus e não o homem do pecado é Senhor. Pela crença nessa verdade, Jesus prometeu que todo indivíduo poderia ser liberto do pecado e salvo: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MARSHALL, Howard. I e II Tessalonicenses - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201505_02.pdf

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 19 DE FEVEREIRO DE 2026 (Romanos 8:11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
19 DE FEVEREIRO DE 2026
O ESPÍRITO É O AGENTE DA RESSURREIÇÃO

Romanos 8:11 “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

 

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós,”

O destino final de nosso corpo não é a morte, mas a ressurreição. Nossos corpos ainda não foram redimidos, mas o serão, e nós aguardamos com ansiedade este evento. Paulo escreveu que “aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Filipenses 3:20b,21a).

Mas como podemos estar tão certos dele? É por causa da natureza do Espírito que habita em nós. Ele não é apenas "o Espírito de vida", mas é também o Espírito de ressurreição. Pois ele é o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. Ou seja, sabendo que o Espírito desse Deus habita em nós, esse mesmo Espírito que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal.

 

“... aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

Conseqüentemente o Deus cujo Espírito ele é, a saber, aquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, também dará vida a nossos corpos mortais, e isso ele fará por meio do seu Espírito que já habita em nós. John R. W. Stott comentou que “ressurreição implica transformação; significa que os nossos corpos se reerguerão e serão transformados em um novo e glorioso veículo de nossa personalidade, libertados de toda fragilidade, doença, dor, decomposição e morte”.

Paulo disse que Deus vivificará nossos corpos mortais, “vivificar” significa mais do que simplesmente ser ressurreto dos mortos. Os corpos tanto dos bons como dos maus sairão dos túmulos na segunda vinda de Cristo (João 5:28, 29). Em Romanos 8:11 “vivificar” refere-se a dar “vida” em sua plenitude: estar na presença de Deus. Os fiéis ganharão corpos que poderão comparecer diante de Deus — corpos que podem e irão, viver na gloriosa presença divina para sempre. Nossos “corpos mortais” serão então “imortalizados”.

Como se pode ver, Paulo alude sem o menor constrangimento às três pessoas da Trindade: o Pai que ressuscita, o Filho ressuscitado e o Espírito da ressurreição. E tem mais: a ressurreição de Cristo é o penhor e o padrão da nossa ressurreição. O mesmo Espírito que o ressuscitou haverá de nos ressuscitar. O mesmo Espírito que dá vida ao nosso espírito também haverá de dar vida a nossos corpos.


 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/07/2025 


FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_08.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/05/romanos-89.html

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 18 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 14.26)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
18 DE FEVEREIRO DE 2026
O ESPÍRITO ENSINA E FAZ LEMBRAR DA VERDADE

João 14.26 “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”



“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo,”

O Consolador anteriormente denominado “o Espírito da verdade” (14:17), é aqui identificado como o Espírito Santo, a típica designação da terceira pessoa da Divindade.

A palavra grega (paraklētos), traduzida por “Consolador” na RA, “originalmente significava no sentido passivo… ‘aquele que é chamado para auxiliar alguém’”. No grego secular, referia-se a alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, sem, contudo, se restringir ao significado técnico do latim advocatus, relativo a um conselheiro jurídico . Johannes Behm observou que “a forma passiva não descarta a idéia de paraklētos como um ser ativo que fala ‘em nome de alguém perante alguém’”. O termo ocorre uma vez fora do Evangelho de João, em 1 João 2:1, onde o sentido jurídico é devidamente aplicado a Jesus como nosso “Advogado” nos tribunais celestiais.

O ensino principal de Jesus sobre o Consolador que ele prometeu enviar encontra-se em cinco passagens de João: 14:16, 17; 14:25, 26; 15:26, 27; 16:7–11 e 16:12–15. F. F. Bruce observou que nessas passagens “o Espírito é apresentado sucessivamente como auxiliador, intérprete, testemunha, advogado e revelador”. Edgar J. Goodspeed disse: “Defensor” é um equivalente muito próximo, porém, o sentido pretendido parecer ser mais do que uma testemunha de defesa.

O Espírito, portanto, vem com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos, que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. E chamado de “outro” Consolador porque seria de modo invisível e espiritual, aquilo que Cristo tinha sido para eles de modo visível e literal durante três anos e meio de convívio. Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.



“... que o Pai enviará em meu nome,”

O relacionamento íntimo do Espírito com os outros dois membros da Trindade se evidencia no fato de que o Pai o enviaria em nome do Filho.

João não fez nenhuma distinção significativa sobre como Jesus disse que o Auxiliador seria enviado, se pelo Pai a pedido do Filho (14:16), pelo Pai em nome de Jesus (14:26), ou pelo próprio Jesus (15:26; 16:7). Sempre que repetia um conceito, João o fazia com variações. No entanto, pode haver algo mais na expressão “em meu nome”.

Se o Auxiliador fosse enviado em nome de Jesus, então ele seria o representante de Jesus, assim como Jesus foi enviado em nome do Pai como representante do Pai (5:43). Jesus veio em nome do Pai para revelar o seu caráter e propósito, e o Espírito viria em nome de Jesus para revelar a missão de Jesus.



“... esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”

Jesus apresentou a obra do Espírito Santo como sendo dupla: ensinar aos discípulos todas as coisas e fazer lembrar tudo o que Jesus lhes ensinou. As duas tarefas são semelhantes, senão idênticas. Por todo o Evangelho, os discípulos não conseguiram entender o que Jesus estava ensinando (2:22; 12:16). Todavia, assim que o Espírito fosse enviado, teriam com certeza “a clareza da revelação” e “a continuidade da revelação”.

Quanto à primeira tarefa, como mestre, o Espírito “ensinaria” aos discípulos “todas as coisas” que Jesus havia dito e feito; com isto, teriam clareza da revelação. Tudo o que não estava claro para eles antes se tornaria compreensível através do Espírito.

Em relação à segunda tarefa, o Espírito lhes faria lembrar do que Jesus havia ensinado durante seu ministério público, resultando em continuidade da revelação. A obra do Espírito neste aspecto não consistia em fornecer uma nova revelação, e sim em fazer os discípulos se lembrarem dos ensinos dados pelo próprio Jesus. Sem dúvida, eles se esqueceriam ou talvez negligenciariam muito do que Jesus havia dito.

Sem a ajuda do Espírito, eles não teriam compreendido o significado ou a importância dos ensinamentos de Jesus. O Senhor prometeu que o Espírito os capacitaria a compreender com exatidão todas as verdades por ele reveladas.

Myer Pearlman Diz que Cristo poderia ter dado mais explicações, mas os discípulos não estavam espiritualmente em condições de entender tudo quanto Jesus queria ensinar-lhes no pouco tempo que ainda sobrava. Para explicações adicionais, fez referencia ao Ensinador que estava por vir - o Espírito Santo, que daria um testemunho inspirado das palavras de Jesus: “Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas [o que levou à escrita das Epístolas], e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito [o que levou à escrita dos Evangelhos]” .




DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta – O caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 17 DE FEVEREIRO DE 2026 (1 Coríntios 12.11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
17 DE FEVEREIRO DE 2026
O ESPÍRITO DISTRIBUI OS DONS SOBERANAMENTE

1 Coríntios 12.11 “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. “ 


“Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, “

Aos efésios Paulo escreveu: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós” (Efésios 4:4-6). Reafirmando como nesse texto que o Espírito é apenas um, acrescentando que devemos “guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Efésios 4:3).

Apesar de ser um só Espirito, João o chama de “os setes espíritos de Deus”, isso porque Ele possui sete manifestações segundo Isaias 11.2: “E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor”. Da mesma sorte o contexto nos diz:“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (1 Coríntios 12:4)

Estas coisas se referem a lista divulgada de dons espirituais no contexto. O apóstolo diz: “Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las” (12.8-10). Paulo não diz que estes nove dons são os únicos e nem os apresenta em alguma ordem de importância. Há pelo menos cinco listas de dons espirituais: Romanos 12.6-8; I Coríntios 12.8-10; I Coríntios 12.28; I Coríntios 14; Efésios 4.11-13.

Todos são manifestações de um Espírito Santo. O interesse, de Paulo é que cada crente tenha uma parte no ministério do Espírito, como o capítulo vai mostrar.


 “... repartindo particularmente a cada um como quer. “

Esses dons são soberanamente dados pelo Espírito Santo como Ele quer (determina ou lhe agrada) e não como o crente, quer ou deseja; só Ele sabe o que é verdadeiramente, necessário e Ele usa quem Ele quer: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim método aquele que é nascido do Espírito” (João 3:8).

Ele são dados a indivíduos. No entanto, eles não são para o benefício dos indivíduos, mas para o benefício do corpo, para edificá-lo espiritualmente e numericamente: "Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil” (1 Coríntios 12:7)

Não são dados à igreja para projeção humana nem como um aferidor para medir o grau da espiritualidade de uma pessoa. Pelo exercício dos dons a igreja cresce de forma saudável. Todos os membros da igreja, assim como todos os membros do corpo físico, devem trabalhar juntos. Quando um membro do corpo de Cristo é abençoado com uma capacidade especial, essa é uma oportunidade de alegria para todo o corpo: “De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (1 Coríntios 12:26)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. I e II Corintios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201704_02.pdf

HORTON, Stanley. Apocalipse – as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 16 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 14.16)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
16 DE FEVEREIRO DE 2026
O ESPÍRITO É O CONSOLADOR PROMETIDO

João 14.16 “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.”

 

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,”

A palavra original traduzida por “rogar” dá a entender a apresentação de um desejo ou pedido de igual para igual; a palavra denota o sentido de aproximação e presença, e descreve a obra mediadora de Cristo na presença do Pai. Isso sugere incidentalmente: A divindade de Cristo, pois pede a Deus, em termos de condição de igualdade, que o Espírito Santo seja doado à humanidade; Sugere implicitamente a Trindade. Pois, refere-se aqui as três Pessoas Divinas: Cristo roga ao Pai, e Ele envia o Consolador Divino; e  por último o Espírito é um a dádiva, ou doação: "Ele vos dará” . O Espírito é oferecido com o dom, e não como privilégio que pode ser merecido por meio de obras ou méritos.

O Espírito é chamado de “Consolador” que, no original paraklêtos tem o seguinte significado: “alguém chamado para ficar ao lado de uma pessoa para ajudá-la de qualquer modo, mormente em processos civis e penais”. Esta é a primeira das declarações sobre o Paracleto.O Espírito, portanto, vem com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos, que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. Em 1 João 2.1, Jesus é chamado de nosso “Parácleto junto ao Pai”; a palavra ali é traduzida apropriadamente “Advogado”, que vem do latim advocatus, o equivalente exato do grego paraklêtos.

O Espírito, enviado pelo Pai foi chamado de “outro Consolador”, com a implicação de que os discípulos já tinham um Consolador, a saber, o próprio Jesus. O fato de Jesus ser um “Paracleto” (1 João 2:1), enquanto o Espírito é outro “Paracleto”, indica claramente uma distinção de Pessoas. Isso contraria o ensino de alguns grupos religiosos, antigos e modernos que negam a pluralidade de pessoas dentro da divindade. Isso se cofirma pela escolha da palavra grega par “outro” Allos que expressa uma diferença numérica e denota “ser de mesma espécie” enquanto Heteros, a palavra mais genérica  expressa uma diferença qualitativa e denota “ser de espécie diferente”.

 

“... para que fique convosco para sempre.”

O Espírito permaneceria com os discípulos, em contraste com a breve vida de Cristo na terra, entre eles. Jesus tinha combatido por eles, ajudando-os; e eles puderam contar com sua orientação e apoio; mas agora ele estava prestes a deixá-los. Ele estivera com eles por um período curto de tempo, mas o "outro parácleto", seu alter egõ, haveria de estar permanentemente com eles.

O advérbio “para sempre” vem de (aiōn), que significa “um longo período”. É a mesma palavra traduzida por “século” em Mateus 28:20, onde Jesus disse que estaria com os seus discípulos “todos os dias, até a consumação do século”. Guy N. Woods observou: “A missão do Espírito por intermédio deles era, na realidade, a missão de Cristo, e deveria ser continuada enquanto vivessem”. Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Lição 8: O Deus Espírito Santo. 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” (João 14.16).

 

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,”

A palavra original traduzida por “rogar” dá a entender a apresentação de um desejo ou pedido de igual para igual; a palavra denota o sentido de aproximação e presença, e descreve a obra mediadora de Cristo na presença do Pai. Isso sugere incidentalmente: A divindade de Cristo, pois pede a Deus, em termos de condição de igualdade, que o Espírito Santo seja doado à humanidade; Sugere implicitamente a Trindade. Pois, refere-se aqui as três Pessoas Divinas: Cristo roga ao Pai, e Ele envia o Consolador Divino; e  por último o Espírito é um a dádiva, ou doação: "Ele vos dará” . O Espírito é oferecido com o dom, e não como privilégio que pode ser merecido por meio de obras ou méritos.

O Espírito é chamado de “Consolador” que, no original paraklêtos tem o seguinte significado: “alguém chamado para ficar ao lado de uma pessoa para ajudá-la de qualquer modo, mormente em processos civis e penais”. Esta é a primeira das declarações sobre o Paracleto.O Espírito, portanto, vem com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos, que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. Em 1 João 2.1, Jesus é chamado de nosso “Parácleto junto ao Pai”; a palavra ali é traduzida apropriadamente “Advogado”, que vem do latim advocatus, o equivalente exato do grego paraklêtos.

O Espírito, enviado pelo Pai foi chamado de “outro Consolador”, com a implicação de que os discípulos já tinham um Consolador, a saber, o próprio Jesus. O fato de Jesus ser um “Paracleto” (1 João 2:1), enquanto o Espírito é outro “Paracleto”, indica claramente uma distinção de Pessoas. Isso contraria o ensino de alguns grupos religiosos, antigos e modernos que negam a pluralidade de pessoas dentro da divindade. Isso se cofirma pela escolha da palavra grega par “outro” Allos que expressa uma diferença numérica e denota “ser de mesma espécie” enquanto Heteros, a palavra mais genérica  expressa uma diferença qualitativa e denota “ser de espécie diferente”.

 

“... para que fique convosco para sempre.”

O Espírito permaneceria com os discípulos, em contraste com a breve vida de Cristo na terra, entre eles. Jesus tinha combatido por eles, ajudando-os; e eles puderam contar com sua orientação e apoio; mas agora ele estava prestes a deixá-los. Ele estivera com eles por um período curto de tempo, mas o "outro parácleto", seu alter egõ, haveria de estar permanentemente com eles.

O advérbio “para sempre” vem de (aiōn), que significa “um longo período”. É a mesma palavra traduzida por “século” em Mateus 28:20, onde Jesus disse que estaria com os seus discípulos “todos os dias, até a consumação do século”. Guy N. Woods observou: “A missão do Espírito por intermédio deles era, na realidade, a missão de Cristo, e deveria ser continuada enquanto vivessem”. Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

sábado, 14 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 14 DE FEVEREIRO DE 2026 (Hebreus 9:28)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
14 DE FEVEREIRO DE 2026
CRISTO VOLTARÁ GLORIOSO PARA BUSCAR SUA IGREJA

Hebreus 9:28 “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.“

 

“Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para levar os pecados de muitos,”

Há uma analogia entre a morte dos homens e a morte de Cristo. Aos homens está ordenado morrer uma vez (v.27) e Cristo se ofereceu uma vez para expiar os pecados; todavia, há uma diferença abissal entre ambas. A morte dos homens foi "ordenada”, ou seja, não tem como escapar e fugir dela! Ninguém está isento desta experiência. 

Há expectativa para alguns que escaparão à morte: “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:17), todavia é uma exceção à regra geral declarada, pois será ocasionada pelo evento especial da vinda de Cristo. Não está, portanto, em conflito com esta declaração em Hebreus.

Entretanto, a morte de Cristo foi voluntária, pois foi uma entrega a favor dos homens. Ele veio pela primeira vez para fazer expiação pelo pecado: “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Isaías 53:12).

 

“... aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.“

Existem algumas opiniões que defendem a possibilidade de salvação para a pessoa humana, isto é, para alguém que morreu sem Cristo ou que se encontra mergulhado no pecado, para depois do dia do arrebatamento. Mas aqui nos é dito que Cristo “... aparecerá [voltará] segunda vez, sem pecado”. Isto é, sem expiação, como o fez quando veio e se humanizou. As Escrituras afirmam que “o Filho do Homem tem na terra [não diz no céu ou no inferno] poder para perdoar pecados” (Marcos 2.10). A humanidade de Cristo tinha como alvo primordial a salvação dos homens.

Então Ele virá uma segunda vez não para assumir o pecado. Pois o pecado não precisa de mais expiação, mas para se encontrar com os pecadores cujos pecados foram lavados em Seu sangue expiador. Estes crentes redimidos de Deus o aguardam e enfim experimentarão a salvação total e a verdadeira presença de Deus.

O verbo traduzido por “esperar” ocorre em 1 Coríntios 1.7, Filipenses 3.20 e Romanos 8.19,23,25 e em cada caso a respeito da grande expectativa dos crentes que aguardam as glórias do porvir: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Timóteo 4:8). Aqueles que conhecem a alegria da salvação devem também conhecer a esperança da vinda do Senhor. A bem aventurada esperança do Cristão (Tito 2.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremaciade CristoFé, esperança e ânimona carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

João 15:4

João 15:4 “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”

 

“Estai em mim, e eu em vós;”

Depois de encorajá-los a permanecerem limpos, Jesus disse: “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós” (ARA). O sentido almejado seria: “Se vocês permanecerem em mim, eu permanecerei em vocês”. Jesus estava destacando que a limpeza contínua e a frutificação dependem de se permanecer nele.

Diferentemente dos ramos de uma videira literal, os “ramos” da videira figurativa são responsáveis por permanecer ligados a ela. O ponto que Jesus queria destacar é claro: “permanecer” exige continuar a viver em união com ele, sendo por ele vivificado. Somente desta forma pode um discípulo viver uma vida espiritual frutífera. A exortação de Jesus aos discípulos era que permanecessem nele e no seu amor; e, para isso, eles deveriam obedecer aos seus mandamentos (João 15:9, 10).

 

“... como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”

Um ramo de videira não tem vida nem utilidade se não continuar ligado à videira. A seiva viva que flui pelo caule capacita-o a produzir uvas; sem isto ele fica infrutífero. A mesma coisa acontece com os discípulos de Jesus; somente à medida que permanecem unidos a ele e têm nele a origem da sua vida é que podem produzir o fruto do Espírito. Paulo não usa os termos joaninos, mas expressa a mesma verdade quando diz: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2.20), e “tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).

Em outra passagem do A.T., onde Israel é comparado com uma videira é enfatizado que a madeira da videira não serve para nenhuma outra coisa a não ser para a função específica da videira - produzir uvas. A madeira de uma videira morta não pode ser usada para fazer um móvel ou algum outro utensílio; não serve nem de gancho para se pendurar algo. Um galho de videira que não produz uvas serve apenas para combustível (Ezequiel 15.1-8). A moral da parábola deve ter sido evidente nos dias de Ezequiel; ela também fala por si na nova situação e aplicação que Jesus lhe deu.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_05.pdf

1 João 1.7

1 João 1.7 “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

 

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está,”

Após mostrar as conseqüências de andar nas trevas; agora João descreve o que acontecerá se “... andarmos na luz”. Deus está eterna e necessariamente na luz porque Ele mesmo é luz; os homens são chamados para andar na luz. Deus está na luz porque Ele é sempre fiel a Si próprio e Sua atividade é coerente com a Sua natureza. “De maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). Devemos andar na luz da Sua santa revelação de Si, e na Sua presença, sem dolo ou desonestidade em nossa mente ou pecado tolerado em nossa conduta.

Como no versículo anterior, “andar” significa viver ou conduzir-se, significado este retomado em 2:6, 11 e 2 João 4, 6; 3 João 3, 4. Compare com Efésios 5:8, “andai como filhos da luz”; Efésios 4:1; Romanos 6:4; 13:13. Andar na luz significa conduzir-se em santidade ou liberto do pecado. Descreve ainda “sinceridade absoluta. .. ser, por assim dizer, de um só caráter, não ter nada para esconder, e não fazer tentativa nenhuma para esconder nada.”

 

“... temos comunhão uns com os outros,”

São-nos dados dois resultados disto. Primeiro, mantemos comunhão uns com os outros. Visto que no versículo 6 João declarou que andar nas trevas impede a comunhão com Deus, esperar-se-ia que no versículo 7 ele expressasse a verdade oposta de que, se andamos na luz, gozamos comunhão com Deus.

Sem dúvida isto é verdade, mas, caracteristicamente, ele se move um passo adiante e afirma que andar na luz leva àquela comunhão uns com os outros. João já havia indicado a estreita relação entre a nossa comunhão com o Pai e o Filho e a nossa comunhão uns com os outros (v.3). Essa comunhão se efetiva nos dois sentidos e um afeta o outro.

Barclay diz que a comunhão fraternal é resultado da santidade. Nas trevas não há comunhão, mas cumplicidade. Nas trevas não há comunhão, mas parceria no pecado. Porém, se andamos na luz, temos comunhão uns com os outros. Nenhuma crença pode ser autenticamente cristã se separar o homem de sua relação com os demais. Nada que destrua a comunhão fraternal pode ser verdadeiro.

 

“... e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

O segundo resultado de andar na luz é que o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. O fato de andarmos na luz e mantermos comunhão uns com os outros não implica ausência de pecado nem nos torna essencialmente perfeitos e imaculados. Ainda continuamos sujeitos ao pecado, mas temos a promessa da purificação pelo sangue de Jesus.

Seremos iguais a ele somente na glorificação. Agora, porém, nós, que andamos na luz, temos a purificação no sangue de Jesus. Andar na luz, portanto, é confessar pecado; andar nas trevas é ignorar ou negar pecado. Quando andamos na luz temos provisão divina para limpar-nos de todo e qualquer pecado. Essa provisão é o sangue de Jesus, o Filho de Deus.

 O verbo sugere que Deus faz mais que perdoar: Ele apaga a mancha do pecado. E o tempo presente mostra que é um processo continuado. O sacrifício de Cristo foi eficaz não apenas para perdoar os pecados passados, mas também para purificar-nos no presente, dia a dia. Vele acrescentar que o sangue de Jesus purifica não apenas alguns pecados, mas todo pecado. Não há causa perdida para Deus. Não há pecador irrecuperável para Deus. Não há pecado imperdoável para Deus, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo. Jesus nos purifica e nos apresenta a si mesmo como “[...] igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5.27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. Edições Vida Nova. São Paulo, SP. 1982:

LOPES, Hernandes Dias. I João: como ter garantia da salvação. São Paulo: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf

Efésios 1.4

Efésios 1.4 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;”

 

“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo,”

O Bendito Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo "... nos elegeu nele antes da fundação do mundo". As palavras eleger e escolher têm o mesmo sentido. Deus “nos elegeu nEle...” (v. 4a). A palavra “elegeu” vem de (eklego), que significa “selecionar, escolher. A forma do verbo escolher no grego está no passado, e o significado literal da expressão seria: "escolheu-nos para si mesmo".

Nesta passagem Deus é quem escolhe; Ele escolhe para Si, ou tem uma preferência, para propósitos divinos. Assim como Deus escolheu Israel para propósitos divinos (Atos 13:17) e Cristo escolheu os apóstolos para propósitos divinos (Lucas 6:13; João 15:16–19), Deus também nos escolheu (ou seja, Paulo e todos os santos que são fiéis em Cristo; v. 1) para propósitos divinos. Assim como o povo de Israel foi escolhido em Abraão, os crentes neotestamentários foram escolhidos em Cristo.

O fato de uma pessoa estar ou não entre os escolhidos é determinado pela própria pessoa somente. Deus decretou que todos que estão em Cristo serão salvos, e Ele nos permite decidir se seremos ou não, como crentes arrependidos, batizados em Cristo (Romanos 6:3). Uma pessoa que obedece ao evangelho está em Cristo e está entre os escolhidos. Pedro falou dos que são “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo...” (1 Pedro 1:1, 2). Quando alguém escolhe obedecer a Cristo, esse indivíduo está entre os escolhidos. As Escrituras enfatizam o livre arbítrio do homem. D. L. Moody disse: “Os que disseram sim são os eleitos e os que disseram não são os não-eleitos”.

Ele nos escolheu "... antes da fundação do mundo". Quando Paulo usa esse termo ele queria dizer antes do mundo organizado ser criado pelo ato de Deus. Esta expressão aparece pelo menos dez vezes no Novo Testamento grego, e fica evidente nestas ocorrências que “antes da fundação do mundo” significa antes do princípio do mundo e da história da humanidade.

Neste reino que precedeu o tempo, o Filho era amado pelo Pai (João 17:24) e foi pré-ordenado a derramar Seu precioso sangue por nós (1 Pedro 1:18–20). Este plano é eterno, imutável e abrangente. A frase de Paulo aqui certamente pretendia consolar e encorajar seus leitores com o conhecimento de que eles estavam na mente de Deus desde a eternidade.

O ato de escolher-nos antes de todas as coisas revela a presciência de Deus. A questão da presciência divina deu origem à doutrina da predestinação absoluta. Não podemos negar que Deus tem a capacidade de saber quem será salvo e quem se perderá; mas o conceito de Deus determinar arbitrariamente quem estará no céu e quem será lançado no inferno não é bíblico.

O ensino arminiano explica que, “por meio da presciência divina, Deus sabe, desde a eternidade, quais indivíduos creriam e perseverariam na fé, e a essas pessoas Deus elegeu”. Isso, portanto, não implica entender como Calvino, ou seja, que Deus tenha elegido uns para a vida e outros para danação, porque, segundo as Escrituras, Ele não quer “que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3.9). Desse modo, ratifica-se que tanto a expiação ilimitada como a eleição condicional foram estabelecidas pelo próprio Deus.

 

“...para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;”

Deus nos elegeu “para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele” (v. 4b). No versículo 1 Paulo dirigiu-se aos efésios como “os santos” (hagiois) e aqui ele indicou que os cristãos devem ser “santos” (hagious). A primeira referência é à posição perante Deus dos que estão “em Cristo”, e a segunda indica “a condição moral que compete a essa posição”. Deus diz: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:16). “Irrepreensíveis” é uma tradução (amomos) e significa “sem mancha”, ou “livre de imperfeição, como um animal sacrificial sem mancha ou mácula” (Levítico 22:21). O uso paulino dos termos “santo e irrepreensível” evidencia que as palavras mutuamente se correspondem e complementam-se. O ser santo denota um estado de pureza interior que reflete no ser irrepreensível — uma condição de pureza externa.

Portanto, não se pode conceber que os salvos em Cristo ainda possam viver na prática do pecado (1 João 3.6; 5.18). Deus elegeu-nos e predestinou-nos a viver em santidade. Em conseqüência, os cristãos são exortados quanto ao trato passado: a despojar-se do velho homem (Efésios 4.22), a renovar a mentalidade (4.23) e a revestir-se do novo homem, “que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (4.24). Essa orientação aponta para a necessidade de uma radical transformação. Despir-se do “velho homem” exige abandonar a velha natureza com as suas paixões, adotar uma nova perspectiva mental e uma nova forma de vida (Colossenses 3.9-10; Romanos 6.6-9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

BAPTISTA, Douglas. A igreja eleita – Redimida pelo sangue de Cristo e selada com o Espírito Santo da promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201304_04.pdf