quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Lição 6 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Texto Áureo Lição 6: O Filho como o Verbo de Deus. 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 João 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

Gálatas 4.6

Gálatas  4.6 “E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.”

 

“E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho,”

Uma vez que recebemos a adoção por meio de Cristo nos tornamos filhos de Deus. A palavra traduzida como adoção é um termo técnico jurídico. Receber a filiação é, pois como ocupar o posto de um filho adotivo. A nova posição do homem, a de não ser mais escravo da lei do mundo, acontece a partir do momento em que aceita a Cristo como filho.

A frase “o Espírito de seu Filho” é relevante por ser usada somente aqui no Novo Testamento, embora “Espírito de Cristo” ocorra em Romanos 8:9. Nota-se neste contexto as atividades do Pai, do Filho e do Espírito Santo são mencionadas em conjunto. Houve, portanto, um duplo envio da parte de Deus Pai. Primeiro, Deus enviou o seu Filho ao mundo; segundo, ele enviou o seu Espírito aos nossos corações: “o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:5).

A ligação entre a atividade do Espírito e a do Filho fica evidente no ensino do próprio Jesus, quando declara acerca do Espírito da verdade que “não falará por si mesmo . . . Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar” (João 16:13,14).

 

“... que clama: Aba, Pai.”

O ato de possuir o Espírito do Filho se exterioriza no clamor do próprio Espírito. A palavra krázo designa o grito do orador. Aqui tem o sentido de uma oração pública que proclama no sentido concreto. Esse clamor é: “Aba, Pai”. Como também diz na passagem paralela de Romanos 8:15,16, quando “ clamamos: Aba, Pai!” é “ o próprio Espírito (que) testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

“Aba” é um vocábulo aramaico que significa “pai”, mas é mais do que isso. É uma palavra usada por crianças para chamar o “pai” semelhante a “papai”. . J. B. Phillips a traduz assim: “ Pai, meu Pai” . A maioria dos judeus não usava essa palavra íntima para se reportar a Deus, mas Jesus a usou. No Jardim do Getsêmani, Ele rogou: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). Os que estão sob o domínio do “espírito de adoção” estão capacitados a orarem com intimidade e a dizerem a Deus: “ Abba, Pai”.

O propósito de Deus, portanto, não foi apenas garantir a nossa filiação através do seu Filho, mas dar-nos a certeza dela através do seu Espírito. Ele enviou o seu Filho para que tivéssemos o status da filiação, e enviou o seu Espírito para que tivéssemos uma experiência dela. Isso vem através da intimidade carinhosa e confidencial de nosso acesso a Deus em oração, na qual descobrimo-nos assumindo a atitude e usando a linguagem, não de escravos, mas de filhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

GUTHRIE, Gálatas: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

STOTT, John. A mensagem de gálatas. São Paulo: ABU, 2000.

Romanos 8:17

Romanos 8:17 “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

 

“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo:”

Tendo apresentado provas de que somos verdadeiramente filhos de Deus, Paulo diz: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” Esta expressão confirma o direito legal concedido aos filhos de Deus, a herança do Pai Celestial. Paulo expressou isso da seguinte maneira em Gálatas 4:7: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus”.

Como filhos, nascidos ou adotados, nos tomamos participantes da natureza divina (2 Pedro 1.4). Outrossim, a herança prometida aos filhos de Deus nada tem a ver com o ponto de vista materialista, que interpreta essa herança em termos materiais e temporais. Mas diz respeito a posse da herança pertencente a Cristo, pois somos co-herdeiros com Cristo” , isto é, participamos da mesma glória.

Tente por um instante imaginar a glória e a honra que Cristo recebeu ao retornar ao Pai. O escritor de Hebreus disse que “a alegria que lhe estava proposta” capacitou Jesus a suportar a cruz (Hebreus 12:2). Paulo disse que Cristo foi “recebido na glória” (1 Timóteo 3:16). Você e eu participaremos dessa glória! No fim de Romanos 8:17, Paulo falou de sermos “com ele glorificados”. No versículo 18 ele se referiu à “glória a ser revelada em nós”. No versículo 30, olhando para o futuro, o apóstolo disse que Deus também “glorificou“ aqueles a quem Ele justificou.

Tenhamos em mente que Jesus recebeu a Sua herança por direito, enquanto nós receberemos a nossa pela graça. Em 8:29 Cristo é chamado de “o primogênito entre muitos irmãos”. Quando nos referimos à família de Deus, podemos pensar em Cristo como nosso “Irmão mais velho espiritual”. Jesus mereceu o que herdou; nós, não. Já vimos filhos adultos brigando por uma herança, cada um tentando ficar com uma parte maior. Esse é um espetáculo trágico. Jesus não é assim. Ele é o Único que realmente tem direito à herança, mas, voluntariamente, Ele a divide com Seus irmãos e irmãs!

 

 “... se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

O sofrimento é o necessário prelúdio da glória. Todos sofrimentos que temos nesta vida temporal contra o pecado, contra o Diabo e contra todas as seqüelas do pecado servem de trampolim para a vida eterna, para a glorificação. assim como Ele (Jesus) sofreu em seu corpo os mesmos sofrimentos humanos, e foi depois glorificado, também nós o seremos. Observe que a Bíblia diz que “ a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”.

 

Quando Paulo diz em 2 Coríntios 4:16 que "mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia", ele quer dizer que as mesmas aflições e privações que destroem o "homem exterior" constituem o meio que o Espírito de Deus emprega para renovar o "homem interior" mais e mais, até que por fim o "homem exterior" desaparece completamente e o "homem interior" se forma plenamente segundo a imagem de Cristo: "Levando sempre no corpo o morrer de Jesus para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo." (2 Coríntios 4:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

Romanos 8:15

Romanos 8:15 “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”

 

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor,”

Uma vez vencida a carne e mortificadas as obras do corpo pelo Espírito (v.13), o pecador é restaurado da escravidão “porque não recebestes o espírito da escravidão”, e é conduzido ao direito adotivo de ser chamado “filho de Deus” (João 1.12). Esse versículo apresenta duas expressões singulares: “ o espírito de escravidão” e “ espírito de adoção” que são opostas. Era a diferença entre cativeiro e liberdade, entre tremer de medo e confiar, entre ver Deus como um punidor e vê-lO como Pai.

Os que estão sob o domínio do “espírito de escravidão” vivem em temor, medo, dúvida e prisão. Os leitores originais de Paulo entendiam melhor do que nós a diferença entre escravidão e filiação. Se havia uma coisa que definia a relação de um escravo com seu senhor, era o medo; por isso Paulo disse que “não recebemos o espírito de escravidão, para vivermos, outra vez, atemorizados”.

 

“... mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”

Paulo esclarece “recebemos o espírito de adoção [como filhos]”! Não somos escravos que tremem ao se aproximarem do seu Senhor; somos filhos que se sentem confortáveis na presença do Pai. Em 1 Coríntios 2:12 Paulo escreveu: "Nós não temos recebido o espírito do mundo, e, sim, o Espírito que vem de Deus"; em 2 Timóteo 1:7: "Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação." "Eis aí uma bela cadeia de versículos que refletem experiência, todos amoldados na mesma forma, construídos segundo o mesmo modelo, primeiro com os elementos negativos, depois com os positivos; de um lado, escravidão, mundanismo e medo; de outro lado, filiação, dons espirituais, poder e amor."

"O Espírito de adoção" ou de filiação é, em outras palavras, o Espírito que torna os crentes filhos de Deus e os capacita a chamarem a Deus seu Pai. Adoção” vem de huiothesia, um termo composto por huios (“filho”) e thesis (“um lugar”). Refere-se a uma pessoa receber o lugar, posição e privilégio de um filho, mesmo que esse indivíduo não tenha parentesco com seus pais por nascimento. Pelo que se sabe, a adoção não era praticada entre os judeus, mas era comum em outras sociedades.

F. F. Bruce escreveu que no mundo romano do primeiro século “um filho adotivo era um filho escolhido por seu pai para perpetuar o seu nome e herdar seus bens”. Sua condição não era nem um pouco inferior à de um filho segundo as leis comuns da natureza, e bem podia desfrutar da afeição paterna o mais completamente e reproduzir o mais dignamente a personalidade do pai. Dizem que Deus só tem um Filho “natural” e que os demais são filhos por adoção.

Porque fomos assim abençoados, “clamamos: Aba, Pai” . “Aba” é um vocábulo aramaico que significa “pai”, mas é mais do que isso. É uma palavra usada por crianças para chamar o “pai” semelhante a “papai”. A maioria dos judeus não usava essa palavra íntima para se reportar a Deus, mas Jesus a usou. No Jardim do Getsêmani, Ele rogou: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). Os que estão sob o domínio do “espírito de adoção” estão capacitados a orarem com intimidade e a dizerem a Deus: “ Abba, Pai”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 05 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 1.17)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
05 DE FEVEREIRO DE 2026
GRAÇA E VERDADE POR CRISTO

João 1.17 “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. ”

 

“Porque a lei foi dada por Moisés;

Deus havia escolhido Moisés para ser o legislador de Israel. Ele ordenou que Moisés subisse no Sinai: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar” (Êxodo 24.12) e o revelou a lei que expressava a sua vontade. Através de Moisés a Lei foi transmitida aos filhos de Jacó: “Moisés nos deu a lei, como herança da congregação de Jacó” (Deuteronômio 33.4).

Por causa da forte relação de Moisés com a Lei de Deus ela ficou conhecida como a “Lei de Moisés”: “Esforçai-vos, pois, muito para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés; para que dele não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda” (Josué 23.6).

Aqui, portanto, como nos escritos de Paulo, Cristo substitui a lei de Moisés como ponto central da revelação divina e do estilo de vida. Este evangelho mostra de diversas maneiras que a nova ordem cumpre, ultrapassa e substitui a antiga: o vinho da nova criação é melhor que a água usada na religião judaica (João 2.10); o novo templo é mais excelente que o antigo (João 2.19); o novo nascimento é a porta de entrada para um nível de vida que não pode ser alcançado pelo nascimento natural, mesmo dentro do povo escolhido (João 3.3,5); a água viva do Espírito, que Jesus concede, é muito superior à água do poço de Jacó e à água derramada no ritual da festa dos Tabernáculos, no pátio do templo (João 4.13., 7.37); o pão do céu é a realidade da qual o maná no deserto foi só um vislumbre (João 6.32). Moisés foi o mediador da lei; Jesus Cristo é mais que mediador, é a corporificação da graça e da verdade. “O Verbo era o que Deus era."

 

“... a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. ”

A maneira pela qual Deus se deu a conhecer a Moisés não era sem graça e verdade; pelo contrário, ele se revelou a Moisés como “grande em misericórdia e fidelidade" (Êxodo 34.6), e os mesmos termos são repetidamente usados no A.T. como resumo do seu caráter: “Porém tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade” (Salmo 86.15). Porém, tudo o que destas qualidades foi manifesto nos tempos do A.T. foi revelado em plenitude concentrada no Verbo encarnado.

A lei foi uma expressão da graça de Deus, visto que foi dada para o homem; mas embora fosse uma expressão do amor de Deus, era incompleta e, portanto, insuficiente para salvar o homem do pecado. No entanto, com a vinda do Verbo, cheio de graça e de verdade, o plano total da salvação foi revelado. Agora, os seres humanos têm tudo que é necessário para se apresentarem justos diante de Deus.

 

 

Embora todo o Prólogo tenha discorrido acerca do Verbo, o nome Jesus aparece pela primeira vez aqui. Neste evangelho, geralmente Jesus é o seu nome pessoal e Cristo é um título ou descrição “Messias” ou "Ungido”, mas nesta passagem Jesus Cristo parece ter sido usado como o nome duplo pelo qual ele era comumente conhecido entre os cristãos de fala grega.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_02.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 04 DE FEVEREIRO DE 2026 (Êxodo 25:8)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
04 DE FEVEREIRO DE 2026
DEUS HABITA ENTRE O POVO

Êxodo 25:8 “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”

 

“E me farão um santuário,”

Moisés foi instruído minuciosamente pelo Senhor para edificar um santuário, ou seja, uma tenda provisória e portátil, própria para ser conduzida durante toda viagem à terra de Canaã. Deus mesmo forneceu a planta com todos os objetos e utensílios que comporiam aquele santuário. O padrão para o Tabernáculo construído por Moisés era um padrão da realidade espiritual do sacrifício de Cristo e, deste modo, antecipava a realidade futura. [...] O Santuário terrestre era uma expressão dos princípios eternos e teológicos.

A palavra santuário significa literalmente “lugar santo”. Os nomes dados à estrutura comumente denominada de Tabernáculo são muitos. Foi chamada de "tenda", referindo-se geralmente à cobertura exterior; a "tenda da congregação", onde Deus se encontrava com o Seu povo (27:21); a "tenda do testemunho" porque continha a arca e o Decálogo (25:16); a "habitação" e "habitação de Jeová" (Números 16:9), ou "habitação do testemunho" (Êxodo 38:21); e "lugar santo" (25:8). Os nomes "casa" ou "templo" (1 Samuel. 1:9; 3:3) também são usados, mas referem-se a uma condição mais acanhada do Tabernáculo.

O nome comum é "tenda", um termo que os tradutores elevaram ao mais altissonante "tabernáculo", seguindo o tabernaculum da Vulgata. Posteriormente seria utilizada para descrever também o Templo: “Um trono de glória, posto bem alto desde o princípio, é o lugar do nosso santuário” (Jeremias 17:12).

 

“... e habitarei no meio deles.”

O propósito do santuário é apresentado aqui como sendo que Deus pudesse “habitar” no meio de Israel. Até aquele momento, Deus havia se manifestado várias vezes em favor de Israel, mas não fora visto ainda “no meio deles”. Quando Deus falava a Moisés no monte, o povo assistia a distância, impactado pela visão dos raios projetados lá de cima.

Agora, porém, Deus está dizendo que a sua presença, que os assistira até ali, estaria permanentemente no meio do arraial, representada por e habitando um santuário erguido sob sua orientação. Enfim, Deus queria que o povo tivesse um relacionamento mais íntimo com Ele, e hoje não é diferente.

Ele deseja o mesmo conosco por meio do seu Santo Espírito, que, como asseverou Jesus, habita em nós desde o dia em que entregamos nossa vida a Cristo: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16,17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981

COHEN, Armando Chaves. Comentário Bíblico: Êxodo. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1998.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Bíblia de Estudo Aplicação pessoal. Rio de Janeiro: CPAD.

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 03 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 1.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
03 DE FEVEREIRO DE 2026
O VERBO SE FEZ CARNE 

João 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ”

O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.

A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7.14; Mateus 1.123) são obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35). Tal encarnação do Verbo é considerada um mistério (1 Timóteo 3.16).

 

“... e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, “

E vimos a sua glória”. Não meramente a glória externa revelada na transfiguração na qual João testificou: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). E que Pedro mencionou: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo” (2 Pedro 1.16-18), mas, o esplendor do seu divino caráter.

Era a mesma glória de Deus, pois, Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Afinal, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 12.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são um. Não era um a glória refletida como a glória de um santo, e sim a “glória do unigênito do Pai”.

A etimologia do termo “unigênito” em grego, indica a deidade do Filho. O vocábulo vem de monós, “único”, e de genés, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”. Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: “E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”.

 

“... cheio de graça e de verdade. ”

A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. E a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (v.16). Afinal “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (v.17).

A palavra que acompanha graça é verdade, e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: “Eu sou.… a verdade”.

Bruce sobre esse verso escreveu: Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Êxodo 33.18.). E, passando o Senhor por diante dele, clamou: “Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êxodo 34.5).

Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus, pois, as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade (aiêtheia), facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase “grande em misericórdia (hesed) e fidelidade (emeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra a todos os que nele creem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 02 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 1.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
02 DE FEVEREIRO DE 2026
O VERBO ETERNO E DIVINO 

João 1.1 "No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."

 

"No princípio, ”

Observamos nos evangelhos sinópticos que cada evangelista iniciou seu evangelho de uma forma. O evangelista Marcos principiou seu evangelho falando acerca de João o Batista já adulto pregando o evangelho do Reino. Mateus após apresentar a geração de Jesus Cristo descreveu contidamente Maria grávida do Espírito Santo. Já o historiador e doutor Lucas que havia empregado investigação no seu projeto começou seu evangelho falando acerca da anunciação dos nascimentos de João Batista e posteriormente de Jesus.

Já o apóstolo João decidiu ir mais além. Eusébio de Cesaréia nos informa que quando João escreveu seu evangelho ele já havia lido os outros. E com divina inspiração ele retroage até a criação. Lemos em Genesis 1.1: “No principio criou Deus...”, E agora ele revela que Deus Pai não estava sozinho quando criava: "No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus”. Cristo estava presente e atuante na criação, então ele segue dizendo: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (João 1.3,4). Esse versículo descreve Jesus como o início de todas as coisas.

 

“... era o Verbo, ”

O termo “Verbo”, aplicado a Jesus, procede do original Logos e, apesar de seu amplo significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento”, é usado no versículo 1 com o sentido de “Verbo ou Palavra divina”: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). O mesmo vocábulo aparece apenas traduzido como “Palavra”: “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um (1 João 5.7).

Quando o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo foi anunciado pela igreja cristã no Século I, os vocábulos, “A Palavra” e “O Verbo”, foram satisfatoriamente compreendidos pelos judeus e gregos, pois essas expressões lhes eram conhecidas.

 

“... e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."

O termo “Deus” aparece duas vezes nessa passagem, uma delas em referência ao Pai: “e o Verbo estava com Deus” que sugere a eterna comunhão entre o Pai e o Filho.. A segunda referência, “e o Verbo era Deus”, aponta para o Filho. Porque o Pai e o Filho, sendo um quanto à sua natureza, são, porém, distintos quanto às suas personalidades (João 8.17,18; 2 João 3). O Verbo é da mesma natureza do Pai, ou seja, divino.

Não se trata de acréscimo de mais um Deus aqui, posto que ao apóstolo foi revelado, pelo Espírito Santo, que o Verbo divino está incluído na essência una e indivisível da Deidade.

Da mesma forma, o apóstolo Paulo transmitiu essa verdade, ao dizer que “para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1Co 8.6). Trata-se do monoteísmo cristão.

É digno de nota que os apóstolos João e Paulo, como os demais, eram judeus e foram criados num contexto monoteístico. Portanto, não admitiam em hipótese alguma outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Marcos 12.29).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Romanos 8.14

Romanos 8.14 “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” 

 

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus,”

Ser guiado pelo Espírito significa tê-lo na vida diária, regendo, governando e orientando, sobretudo significa estar sob o seu total domínio. Pois o Espírito de Deus nos conduz à santidade. Aqueles que através do Espírito fizeram morrer os seus atos pecaminosos são os que são guiados pelo Espírito de Deus. O fazer morrer diariamente, hora após hora, os estímulos e as armadilhas da carne pecaminosa por intermédio do Espírito é uma questão de ser guiado, dirigido, impelido, controlado pelo Espírito.

Godet escreve que existe aqui "como que uma noção de santa violência; o Espírito arrasta o homem [se. a pessoa] para onde a carne não se disporia a ir". O professor Dunn concorda com ele e diz que "o sentido mais natural" é o de "ser constrangido por uma força compulsiva, ou de render-se a um impulso dominante e incontrolável. Dr. Lloyd-Jones faz um alerta teológico com relação à natureza e à operação do Espírito Santo: "Não existe violência alguma no cristianismo ...", diz ele. "O que o Espírito faz é iluminar e persuadir."

Como podemos ter certeza que somos guiados pelo Espírito? Uma das maneiras é recorrendo à Palavra, pois o Espírito Santo jamais conduz alguém a fazer algo contrário à Bíblia, a Palavra escrita que Ele inspirou. Nunca é demais enfatizar que a única maneira objetiva de sabermos como o Espírito quer que vivamos é lendo e estudando a Bíblia. Quanto mais estudo a Bíblia e torno seus preceitos parte do meu modo de pensar, mais eu me aproximo do coração de Deus. Quanto mais me esforço para fazer o que a Bíblia ensina, mais confiante fico de que estou sendo guiado pelo Espírito de Deus.

 

“... esses são filhos de Deus.”

Paulo nos assegurou que somos de fato “filhos de Deus” se seguimos o Espírito! A vida nova, que é desfrutada por aqueles que fazem morrer os seus atos pecaminosos consiste justamente na experiência de se tornarem filhos de Deus. É, pois, evidente que a conhecida noção acerca da "paternidade universal de Deus" não é verdadeira.Todos os seres humanos são de fato"descendência" de Deus por criação; mas "filhos" reconciliados com ele, nós só nos tornamos por adoção ou por meio do novo nascimento. Assim como só quem é habitado pelo Espírito é que pertence a Cristo (v.9), da mesma forma somente aqueles que são guiados pelo Espírito é que são filhos e filhas de Deus.

E, como filhos, é-nos concedido um relacionamento especial, íntimo e pessoal com o nosso Pai celestial, acesso amplo e imediato a sua presença através da oração, participação em sua família no mundo todo e nomeação como herdeiros seus. No primeiro século A. D., um filho adotivo era um filho escolhido deliberadamente por seu pai adotivo para perpetuar seu nome e herdar seus bens. Sua condição não era nem um pouco inferior à de um filho segundo as leis comuns da natureza, e bem podia desfrutar da afeição paterna o mais completamente e reproduzir o mais dignamente a personalidade do pai. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, o de sermos chamados filhos e filhas de Deus” (1 João 3:1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.