segunda-feira, 22 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 22 DE JUNHO DE 2026 (Genesis 12.1,3)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
22 DE JUNHO DE 2026
O LEGADO DA OBEDIÊNCIA DE ABRAÃO

Genesis 12.1 “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei [...] E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.“

 

“Ora, o SENHOR disse a Abrão:”

Abrão, cujo nome Deus mais tarde mudou para Abraão, havia nascido em uma das principais cidades do mundo antigo, Ur dos caldeus. Ur era o centro de uma rica cultura, uma cidade localizada na mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, que ostentava uma arquitetura monumental e enorme riqueza. Em sua terra natal Abrão servia “a outros deuses” (Josué 24.2).

O contexto imediato sugere que Deus chamou Abrão quando habitava em Harã, mais tarde Pada-Arã (Genesis 11.31). Todavia o contexto geral da bíblia nos revela que Abrão foi chamado estando na Mesopotâmia (Ur):  O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã” (Atos 7:2). E nos narra posteriormente a mesma história: “E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar” (Atos 7:3).

 

“Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai,

Neste chamado, as instruções divinas sobre a partida de Abrão foram bem abrangentes. O vocabulário do chamado passou de coisas gerais para específicas, indicando uma separação completa das relações familiares. Primeiramente, sua “terra” que se remete a região que outrora habitava e em segundo lugar da sua “parentela” que diz respeito ao grupo étnico mais amplo ao qual ele pertencia. Por fim, “casa do teu pai” indicava a família extensiva de Tera, identificada na genealogia de 11:27–32.

No capítulo anterior nos é revelado que toda a casa de Terá, seu pai, havia saído de Ur dos caldeus com destino a Canaã: “E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali” (Gênesis 11:31). Esse fato é nos confirmado por Estevão no Novo Testamento: “Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora” (Atos 7:4).

A mensagem para se afastar da parentela, parece que foi difícil para Abrão. Pois, após sua chamada em Ur toda a sua parentela o acompanhou e possivelmente Abrão não era o líder da jornada (Terá). Então Terá e seus filhos Abrão e Naor e sua famílias deixaram Ur, após a morte do outro filho de Terá, Harã, e enfim chegaram a cidade de Harã, na Síria. E naquele lugar faleceu Terá.

Em Harã Abrão deixa seu irmão Naor e sua casa, mas leva consigo o filho do seu finado irmão Harã, Ló: “Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã” (Gênesis 12:4). Mais tarde Abrão teve também, de se afastar dele. Disse Abrão ao seu sobrinho Ló: “Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda” (Gênesis 13:9).

 

“... para a terra que eu te mostrarei.”

Apesar de Canaã ser o destino da família de Abrão quando saíram de Ur dos caldeus. O texto bíblico de Hebreus confirma que Abrão não sabia o lugar: “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia” (Hebreus 11:8). Essa ação do patriarca o transformou no “pai da fé”. Essa afirmação "pai da fé" é fundamentada na Bíblia, principalmente através dos ensinamentos de Paulo em Romanos 4:11-16 e Gálatas 3, onde ele é descrito como o pai espiritual de todos os que crêem, tanto judeus quanto gentios, por ter confiado nas promessas de Deus.

Henry comenta que Deus não diz: “E uma terra que eu te darei”, mas apenas: “uma terra que eu te mostrarei”. Tampouco Ele lhe diz qual era esta terra, nem que tipo de terra era. Mas ele devia seguir a Deus com uma fé implícita, e aceitar a palavra de Deus sobre a terra, de maneira geral, embora não tivesse recebido nenhuma garantia especial de que não sairia perdendo ao deixar a sua terra para seguir a Deus.

Observe que aqueles que lidam com Deus, devem lidar com a mesma confiança que Abrão. Nós devemos substituir todas as coisas que são vistas por coisas que não são vistas, e submeter-nos às aflições deste tempo presente esperando uma glória que ainda há de ser revelada (Romanos 8.18). Pois ainda não é manifesto o que havemos de ser (1 João 3.2), não mais do que a Abrão, quando Deus o chamou a uma terra que lhe mostraria, ensinando-o, assim, a viver dependendo constantemente da sua orientação, e com seus olhos voltados para Ele.

 

“E abençoarei os que te abençoarem, “

As palavras de Deus enfatizam a proximidade do relacionamento entre Ele e o patriarca Abrão, bem como Sua preocupação com ele. Todo indivíduo que se relacionasse corretamente com Abrão, Deus abençoaria. Palavras semelhantes foram mais tarde usadas por Isaque, que sem saber abençoou Jacó pensando ser Esaú: “Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem” (Gênesis 27:29). Elas também foram ditas pelo profeta Balaão, que recebeu permissão do Senhor para pronunciar somente bênçãos sobre a nação de Israel “Encurvou-se, deitou-se como leão, e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem” (Números 24:9).

Deus promete ser um amigo dos seus amigos, a considerar as gentilezas feitas a Abrão como feitas a Ele mesmo, e a recompensá-las adequadamente. Deus irá cuidar para que ninguém saia perdedor, no longo caminho, por nenhum serviço feito pelo seu povo. Até mesmo um copo de água fria será recompensado: “Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão” (Marcos 9:41).


“... e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; “

Ao inverso da promessa anterior, quem amaldiçoasse Abraão seria amaldiçoado por Deus, uma vez que tal pessoa não estava se relacionando corretamente com o instrumento escolhido por Deus para trazer bênçãos ao mundo inteiro. Inimigos poderiam amaldiçoar Abraão de várias maneiras: falando mal dele e denegrindo sua reputação, impedindo-o, infligindo danos a ele ou tomando algo (ou alguém) que pertencesse a ele.

Por exemplo, Faraó não se relacionou corretamente com o patriarca porque lhe tomou a esposa para o seu harém (Genesis 12:10–17). Embora tivesse feito isso na ignorância, sem saber que ela era casada, Faraó provocou maldições de Deus (doenças e “pragas”) sobre toda a sua casa com esta ofensa contra Abraão.

“... e em ti serão benditas todas as famílias da terra. “

Esta foi a promessa que coroou todas as demais. Pois ela aponta para o Messias, em quem todas as promessas são cumpridas. Este é o ponto alto e o objetivo final do chamado de Abraão: Em ti serão benditas todas as famílias da terra. No versículo 2, Deus havia exortado o patriarca a “ser uma bênção” e agora Ele estendia essa incumbência: Abraão deveria ser um canal de bênçãos a alcançar além das pessoas do seu círculo imediato de parentes, amigos e conhecidos.

De fato, a promessa final era impressionante, pois continha uma bênção que deveria beneficiar todas as famílias e povos da terra – até nações estrangeiras, como as mencionadas nos capítulos 4 a 11, além de todos que surgiriam futuramente. Abraão deveria ser o progenitor de um povo através do qual bênçãos divinas fluiriam, culminando na vinda de Jesus Cristo como seu “descendente” (semente) prometido e “o Salvador do mundo” (João 4:42; Atos 3:25; Gálatas 3:8; 1 Timóteo 2:3–6). A promessa não era só de uma terra, mas também do Descendente Prometido, Jesus Cristo, e todas as bênçãos que Ele transmitiria a nós: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo” (Gálatas 3:16)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/03/2026 Genesis 12.1 

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2012

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/9/2023 Genesis 12.3 

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD.


domingo, 21 de junho de 2026

Atos 16:14

Atos 16:14 “E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. ”

 

“E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia,”

Entre as mulheres que se reuniam para a oração naquele sábado em Filipos, havia uma chamada Lídia que provinha de Tiatira (Apocalipse 2:18-29), Tiatira era uma cidade da região da Ásia Menor Essa mulher e ocupava-se com a venda dos artigos de púrpura dos quais Lídia era produtora afamada.

Havia uma comunidade judaica em Tiatira, e ali, ou noutro lugar, Lídia aderira à religião judaica. Agora, correspondeu à mensagem de Paulo que, sem dúvida, dizia respeito à vinda do Messias na pessoa de Jesus: “Expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo” (Atos 17:3).

 

“... e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. ”

A conversão dela atribui-se ao fato de que o Senhor lhe abriu o coração. Lucas ressalta que a conversão se deve à ação de Deus em abrir os corações, isto é, as mentes, dos homens e mulheres para receberem a Sua Palavra: “Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lucas 24:45).

Este- conceito é exatamente o mesmo que achamos em Paulo, que diz que as pessoas não creem porque as suas mentes estão escurecidas pelo deus deste mundo: “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:4), mas que são convertidas quando vem a elas o evangelho, “porque o nosso evangelho não chegou até vós tão somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção” (1 Tessalonicenses 1:5).

Certamente, este modo de encarar as coisas não diminui a responsabilidade do missionário de persuadir as pessoas e implorar-lhes que recebam a Palavra: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:20), nem remove, de qualquer forma, a responsabilidade do ouvinte quanto ao arrepender-se e crer no evangelho: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Atos 16:6

Atos 16:6 “E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. “

 

“E, passando pela Frígia e pela província da Galácia,

Lucas não explica quais planos tinha Paulo para a continuação da sua campanha missionária, nem sequer se ele tinha algum. Sabemos que por causa da sua separação de Barnabé, Paulo não embarcou para Chipre, para revisitar Salamina e Pafos, uma vez que Barnabé o faria. Ao invés disso viajou por terra de leste a oeste, passando provavelmente por sua terra natal Tarso e revisitando as cidades das províncias da Frigia e Galácia, ou seja, Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Psídia, nessa ordem.

Essas cidades na primeira viagem missionária com Barnabé havia sido as últimas evangelizadas e foram revisitadas pois fizeram a rota inversa no retorno. E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio e Antioquia, Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus. E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (Atos 14.21-13)

 

“... foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. “

Estava no coração de Paulo visitar a Ásia menor. Talvez fosse sua intenção ir caminhando para Éfeso, no litoral ocidental da Ásia. Isso aconteceu, mas no seu retorno após alguns anos nessa mesma viagem missionária: E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos” (Atos 19.1).

Porém nesse momento Paulo e seus companheiros foram impedidos pelo Espírito Santo. Notemos que como o Senhor o Espírito Santo abre portas e fecha portas: “E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (Atos 13:2). Uma direção lhes é proibida, a outra se lhes abre; de um lado o Espírito diz: “Não vá”; do outro chama: “Venha”. De lá eles iriam para a Europa.

Essa mesma situação é experimentada por outros missionários no decorrer da história. Livingstone tentou ir para a China, mas Deus o enviou para a África. Antes dele, William Carey planejava ir à Polinésia, nos mares do Sul, mas Deus o guiou à índia. Judson foi primeiro para a índia, mas depois foi levado para a Birmânia. Também nós, em nossos dias, precisamos confiar em Deus para recebermos orientação e regozijarmos igualmente em suas restrições e coações.

 

Lopes escreveu: “A agenda missionária da igreja deve ser dirigida por Deus, e não pelos obreiros, deve ser definida no céu, e não na terra. Paulo abriu mão do seu projeto e abraçou o projeto de Deus, assim o evangelho entrou na Europa”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

Lição 13: O legado de fé de Abraão, Isaque e Jacó – 2 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 Hebreus 11.8 “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. “


“Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu “

Abraão é a primeira pessoa do Antigo Testamento mencionada especificamente como alguém que tem fé. A fé de Abraão trouxe justificação, o que significa que ele foi considerado justo.Ele não foi um homem perfeito, sem pecado, mas viveu na fé. Ele recebera o chamado para “ir”: “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gênesis 12:1), assim como os leitores de Hebreus foram chamados a sair do judaísmo e, mais tarde, foram admoestados a sair “do arraial” do judaísmo: ”Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus 13:13,14). 

Da mesma maneira a fé nos desafia a nos afastar do mundo e vir para a igreja: “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo ,E eu vos receberei ” (2 Coríntios 6:17). A palavra “Eclésia” significa “chamados para fora”. Um aspecto notável da fé de Abraão é a sua obediência pessoal. “Quando chamado, obedeceu”, a obediência acompanhou a chamada. Foi, na realidade, espontânea. Quando Deus chamou a Abraão, este não vacilou, mas obedeceu sem fazer perguntas. Ele obedeceu sem o tipo de instrução específica que foi dada a Noé. Talvez seja por isso que Abraão, e não Noé, é conhecido como “O Pai dos Fiéis”. Afinal “ os que são da fé são benditos com o crente Abraão “ (Gálatas 3:9).


 “... indo para um lugar que havia de receber por herança; “

Quando ele foi chamado por Deus em Harã, não teve uma explicação clara de sua herança futura. Sua fé foi o que dominou a sua vida. Todavia, essa terra ainda não era dele, mas apenas uma promessa. Na verdade, Abraão morava nas promessas de Deus e vivia em Canaã. Ali, ele não passava de um estrangeiro. Ele realmente “peregrinou na terra da promessa como em terra alheia” (v. 9). A fé dizia que essa terra, embora não lhe pertencesse fisicamente, era dele por herança divina. A fé era o único documento que ele tinha de propriedade daquela terra.

Em Gênesis 13:14-17 Deus lhe falou: “Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada. Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei


“... e saiu, sem saber para onde ia. “

Sair dessa maneira deve ter sido, bem frustrante e amedrontador. Quando lhe ordena a sair, Deus não lhe mostra o lugar para onde quer que Abraão vá, o mantém em suspense e em perplexidade de espírito. Diz Deus: “Vai para o lugar que te mostrarei” (Genesis 12.1). “Deixar as certezas e sair em busca daquilo que é desconhecido — não contando com nada além da Palavra de Deus — é a essência da fé”.

Isto é o que o autor de Hebreus quer que seus leitores assimilem: uma vida de fé firme, em que todos se entreguem completamente a Deus, ao seu chamado para uma vida de peregrinação na qual todos o sigam fielmente, confiando nas promessas de Deus— tudo em harmoniosa e feliz obediência.

Fé e obediência implícitas são devidas a Deus, e a Ele somente. Todos os que são efetivamente chamados abrem mão da sua própria vontade e sabedoria a favor da vontade e da sabedoria de Deus, e é sábio da parte deles fazer assim; embora não saibam sempre o seu caminho, contudo conhecem o seu guia, e isso os satisfaz

Jesus disse a Nicodemos: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito ” (João 3:8)

Todos os que experimentaram o novo nascimento têm algo em comum com o vento. Assim como não se pode explicar o vento e seus efeitos, tampouco se pode realmente explicar a mudança que ocorre na vida de quem vive um novo nascimento. O que são os nascidos do Espírito, de onde vêm e para onde vão são fatos incompreensíveis para o mundo; tão incompreensíveis quanto o próprio Jesus é para os judeus: “Respondeu Jesus, e disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou” (João 8:14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_03.pdf

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202111_01.pdf

Hebreus: Introdução e Comentário - Série cultura Bíblica. São Paulo: Vida. Nova, 2005.

GONÇALVES, José. Maravilhosa Graça. Rio de Janeiro: CPAD 2016.

 Calvino, João (1509-1954).Hebreus. São José dos Campos, SP.: Editora Fiel.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD.

sábado, 20 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 20 DE JUNHO DE 2026 (Mateus 18.22)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

20 DE JUNHO DE 2026
ATÉ SETENTA VEZES SETE

Mateus 18.22 “Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

 

“Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

Pedro esperava receber uma felicitação pela sábia pergunta e por sua generosa resposta, mas em vez do louvor, Pedro recebeu uma branda repreensão do Senhor: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Não está claro se esse linguajar significa “setenta e sete” ou quatrocentos e noventa (“setenta vezes sete”). No livro apócrifo Testamento dos Doze Patriarcas, Benjamim, e também na maioria das versões a expressão grega (hebdomekon takis hepta) claramente é usada no sentido de setenta vezes sete (490).

Essa mesma expressão grega aparece em Gênesis 4:24, na Septuaginta. ARA traduz assim esse versículo: “Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete”. Embora a declaração de Lameque seja uma fórmula para vingança, a declaração de Jesus é uma fórmula para perdão. Os seguidores de Cristo têm de ser misericordiosos na medida em que Lameque, ameaçou não ter misericórdia, 490 vezes em lugar de 7.

Todavia o que Jesus certamente pretendia dizer que Seus discípulos é que deviam perdoar um irmão incontáveis vezes. “Sete” é o número da perfeição ou da completitude na literatura hebraica. “Sete”, ou qualquer múltiplo dele, refere-se a uma quantidade completa. Portanto, Jesus não estava dizendo “perdoe setenta vezes sete e nada mais”; e sim: “quantas vezes for necessário”. O perdão tem de ser ilimitado, seja quantas vezes for pedido. “A vingança ilimitada do homem primitivo deu lugar ao perdão ilimitado do cristão.”

Devemos lembrar que essas instruções vêm logo após os ensinos referentes à disciplina na igreja. Isso indica que até a disciplina justificada deve sempre ser executada em atitude de misericórdia e perdão. É bem possível que esse perdão seja desprezado nos tribunais da sociedade humana: mas, na com unidade cristã e entre os crentes, ou mesmo entre o crente e o incrédulo, a discípulo verdadeiro de Cristo deve procurar em pregar essas lições.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_09.pdf