quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Hebreus 10:36

Hebreus 10:36 “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.”

 

“Porque necessitais de paciência,”

O autor sagrado faz uma citação do profeta Habacuque, quando Deus exortou seu povo quanto à paciência, dizendo que seu juízo sobre os caldeus dar-se-ia no “tempo determinado” (Habacuque 2.3). Esta promessa divina é de igual modo aplicada com respeito a estes cristãos hebreus. “Perseverança” (hupomone) ou “paciência” significa perseverar em face a tribulações. Podemos até “nos gloriar nas próprias tribulações” (Romanos 5:3).

É a fé testada que a produz perseverança: "Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança" (Tiago 1:2, 3). Uma vez que a vinda de Jesus terminaria com todo e qualquer sofrimento humano. Restava, portanto, para eles e para nós, um pouco de paciência até que Jesus volte, conforme fica demonstrado no capítulo seguinte que nos fornecerá muitos exemplos da perseverança da fé.

 

“... para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.”

O propósito da perseverança é expresso com exatidão nas palavras: “para que havendo feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa”. Nossa tarefa, assim como era a de Cristo, é continuar a fazer a vontade de Deus. A execução da vontade do Pai foi à comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (João 4.34).

Fica claro, também, que o exemplo de Jesus Cristo incluía sofrimentos. Paulo aos irmãos da Galácia disse: “…pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22b). Não era necessariamente da vontade de Deus que esses cristãos sofressem, mas foi vontade dEle recompensá-los por sua perseverança. É na base de cumprir a vontade de Deus que os leitores alcançarão a promessa.

A idéia de promessa resume a herança gloriosa do crente, porque elas são totalmente fidedignas. E nossas aflições são leves comparadas ao peso da recompensa eterna (2 Coríntios 4:17). Nossa tarefa é continuar a fazer a vontade de Deus, pois parar, desistir ou abandonar a fé resultaria em não receber o cumprimento das promessas de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

1 Pedro 3:15

1 Pedro 3:15 “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”

 

“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações;”

O começo do versículo está em estreita ligação com o verso anterior. A injustiça e o sofrimento não devem levar-nos à revolta e à murmuração, mas ao testemunho. O sofrimento é uma oportunidade para a defesa da fé cristã. Santificar a Cristo é honrá-lo como Senhor, reconhecendo seu senhorio sobre o mundo e sobre as circunstâncias da vida, inclusive a perseguição e o sofrimento.

Pedro adaptou essa citação de Isaías 8.13a, que diz: “Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai”. Em sua época, Isaías instruiu o povo a não temer os exércitos invasores assírios, mas adorar a Deus. Em sua epístola, Pedro traz a mesma mensagem de encorajamento. Muda, porém, as palavras, ao honrar a Cristo como Senhor Todo-poderoso no coração.

Temos aqui um uso não muito comum do verbo "santificar". Geralmente na Bíblia os homens são santificados, e Deus ou Cristo operam essa santificação. Aqui as coisas se invertem. Este tipo de linguagem vem da Bíblia grega: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Mateus 6:9b). No NT, esta expressão significa não somente reverenciar e honrar a Deus, como também glorificá-lo mediante a obediência aos Seus mandamentos. Aqui em 1 Pedro, uma olhada mais de perto no restante da frase nos irá ajudar a compreender melhor o sentido, que basicamente é o mesmo. Em 1 Pedro 2.22-23, entendemos sobre o modo como Cristo enfrentou a perseguição que "santificá-lo" significa também seguir o Seu exemplo.

 

“... e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”

O sofrimento produzido pela perseguição é uma porta aberta para o testemunho cristão. Os cristãos devem estar preparados. E não apenas dispostos, mas também habilitados para falar sobre Cristo. O crente deve estar preparado para apresentar uma defesa a qualquer um que lhe pedir a razão da esperança que ele tem, ou seja, ele deve estar pronto para explicar o que ele crê, por que crê e por que vive como vive. Devemos demonstrar habilidade de responder a todos que nos perguntam sobre nossa fé em Cristo:

A “razão” ou “defesa” em questão não é a que se apresenta num tribunal judicial, mas é uma defesa “a todo aquele que pedir”. Pedro usou a palavra “razão” (apologia) no mesmo sentido informal que Paulo algumas vezes a usou, por exemplo: “A minha defesa perante os que me interpelam é esta” (1 Coríntios 9:3). “Responder” traduz a palavra grega (logos), um termo que implica racionalidade. Pedro presumiu que uma explicação racional da “esperança” do cristão convenceria alguns e calaria outros.

O apóstolo dirigiu-se não só à questão da defesa do cristão, mas também à maneira como ele faz essa defesa. Quando seus acusadores e opressores perguntam, o cristão deve responder com mansidão e temor . Há aqueles que expõem suas crenças com uma espécie de arrogante beligerância. Com sua atitude sugerem que aqueles que não estão de acordo com eles são tolos ou mal-intencionados. Tentam fazer outros engolirem à força suas crenças.

A causa do cristianismo tem que ser apresentada em forma atrativa e afetuosa, com mansidão. Mansidão é uma das virtudes mais recomendadas no NT, e também uma das que mais se presta a mal-entendidos:  A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Colossenses 4.6). Deve-se praticar essa classe de sábia tolerância que reconhece que a ninguém é dado possuir toda a verdade.

Sua defesa tem que ser feita com temor ou reverência. A palavra traduzida por “temor” (fobos). A NVI diz “com mansidão e respeito”. Quer dizer, qualquer discussão em que o cristão possa ver-se envolto deve ser conduzida num tom e dentro de uma atmosfera que Deus possa escutar com agrado. Não houve debates tão azedos como os debates teológicos, nem disputas que tenham causado tanta amargura como as religiosas. Em toda apresentação da causa de Cristo e em toda argumentação em favor da fé cristã o acento final deve ser o acento do amor.

Não basta falar a verdade ou até apresentar uma explicação. O modo de falar é muitas vezes tão importante quanto o assunto

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Barclay, William. The Letters of James and Peter (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

Lopes, Hernandes Dias.  1 Pedro: com os pés no vale e o coração no céu. São Paulo: Hagnos, 2012 .

Kistemaker, Simon J.  Epístolas de Pedro e Judas, trans. Susana Klassen, 1a edição., Comentário do Novo Testamento. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2006.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo. Cristão, 1988.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201410_02.pdf

Atos 24:25

Atos 24:25 “E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro, Félix, amedrontado, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.”

 

“E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro,”

Paulo teve a oportunidade de falar acerca da fé em Cristo intimamente a Felix, já que Drusila, mulher dele, era judia (v.24). Ele deve ter apresentado Jesus como o cumprimento das profecias e também com Senhor e Salvador, em quem Félix e Drusila deveriam depositar a fé. Entretanto, Paulo nunca proclamou as boas novas num vácuo, mas sempre num contexto, no contexto pessoal dos ouvintes. Assim, ele passou a discursar acerca da justiça, da temperança ou domínio próprio e do juízo vindouro.

A maioria dos comentaristas relaciona a "justiça" à bem conhecida crueldade e opressão da qual Félix era culpado, e o "domínio próprio" à sua lascívia desenfreada que o levou e uniu a Drusila, enquanto o "juízo vindouro" seria o castigo inevitável por sua injustiça e imoralidade. Lembrando-nos da atitude de João, o batista perante Herodes Antipas: “Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Marcos 6:18).

Mas é possível que a justiça da qual Paulo falou era precisamente a "justiça de Deus" ou o ato divino de justificação que ele elaborara em sua Carta aos Romanos. Nesse caso, os três tópicos da conversa seriam "os três tempos da salvação". Ou seja, como ser justificado ou ser considerado justo por Deus, como vencer a tentação e obter o domínio próprio, e como escapar do terrível juízo final de Deus.

 

“... Félix, amedrontado, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.”

Félix ainda tinha' consciência suficiente para sentir-se alarmado com a mensagem cristã, mas logo ouvira tanto quanto podia agüentar, e mandou Paulo embora até que tivesse mais tempo disponível. Com certeza, para Paulo, o fato de Félix ser libertado do pecado era mais importante do que ele próprio ser libertado da prisão. Mas, infelizmente, não há nenhuma evidência de que Félix tenha se rendido a Cristo, sendo remido. Apesar de que durante os próximos meses Félix freqüentemente o chamava para conversar com ele (v. 26).

O governador ficou com medo do julgamento futuro, mas recusou-se a se arrepender dos seus maus caminhos e se voltar para a fé em Jesus. A atitude de Félix foi deplorável, pois em vez de arrepender-se, procrastinou a mais importante decisão de sua vida: “por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei”. A procrastinação, o deixar para depois, é a mais insensata e mais perigosa decisão da vida, mormente, quando se trata da salvação de sua vida. O dia do arrependimento é hoje. O tempo do acerto com Deus é agora. Amanhã pode ser tarde demais!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

 

NA COMUNHÃO, A IGREJA SE FORTALECE E SE MANTÉM VIVA (Filipenses 4.15) 6/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
6 DE AGOSTO DE 2026
NA COMUNHÃO, A IGREJA SE FORTALECE E SE MANTÉM VIVA 

Filipenses 4.15 "E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente;"


“E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia,”

Também” implica que Paulo estava ciente da generosidade dos filipenses e que eles sabiam que ele estava ciente disso. A expressão “no início do evangelho” pode se referir à pregação do início do evangelho para os filipenses. A NVI diz “nos seus primeiros dias do evangelho”. Todavia, essas palavras provavelmente se referem apenas a uma nova fase da obra de Paulo que teve seu início em Filipos: “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, Fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas, Pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora” (Filipenses 1:3-5)

Paulo mencionou sair da Macedônia, isso esta descrito em (Atos 17:15) “E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas, e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram”. Filipos ficava na Macedônia (Atos 16:12), norte do que hoje é a Grécia. Depois que o apóstolo saiu daquela região, ele foi para a Acaia, o sul do que hoje é a Grécia. Ali, ele pregou em Atenas e Corinto (Atos 17:15—18:11).

Paulo recebeu a ajuda deles até mesmo antes dele sair da província. De Filipos, ele havia viajado uns cento e cinqüenta quilômetros a oeste pela estrada romana, a Via Egnácia, até Tessalônica (Atos 16:39—17:1). Ali ele pregou e ensinou por um tempo. Nesse período, ele exerceu seu ofício de fazer tendas (veja 1 Tessalonicenses 2:9; 2 Tessalonicenses 3:8), mas também recebeu assistência de Filipos. “Porque até para Tessalônica”, escreveu ele, “mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades” (Filipenses 4:16).

A igreja em Filipos era pequena e jovem na fé. Segundo a história bíblica e secular, os cidadãos dessa região enfrentavam uma crise financeira (veja 2 Coríntios 8:1–4). Tessalônica era uma cidade maior e mais rica. Todavia, os cristãos de Filipos enviaram ajuda a Paulo enquanto ele esteve lá.


“...nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente;”

Concluímos com base em 2 Coríntios 11:8 e 9: “Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado. Porque os irmãos que vieram da macedônia supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei de vos ser pesado, e ainda me guardarei” (2 Coríntios 11:8,9 ), que os cristãos de Filipos enviaram sustento para Paulo enquanto ele estava em Corinto. Todavia, quando Paulo escreveu sobre a ajuda recebida em Corinto, ele usou o plural “igrejas”. O que, então, ele quis dizer em Filipenses 4:15 quando mencionou “nenhuma igreja se associou comigo... senão unicamente vós outros”?

Talvez Paulo estivesse reforçando que a igreja de Filipos era a única congregação que o ajudou de maneira coerente—a única “sócia” constante em seus empreendimentos missionários. Qualquer que seja o significado exato das palavras “unicamente vós outros”, Paulo estava ressaltando o serviço único prestado pelos cristãos filipenses.

Nunca é cedo demais para uma congregação começar a participar da obra missionária. Às vezes alguns membros raciocinam: “Assim que estivermos firmemente estabelecidos nesta região, vamos mandar contribuições para ajudar a causa do Senhor em outros locais”. Uma congregação pode pensar: “Assim que tivermos um prédio” ou “assim que suprirmos nossas próprias necessidades”—“pensaremos nos perdidos de outros locais”. A igreja em Filipos não raciocinava assim. Embora fosse pequena e pobre, a jovem congregação começou imediatamente a ajudar Paulo o máximo que podia—e continuou dando esse apoio por uma década.

Os filipenses não basearam seus atos no que os outros estavam fazendo (ou não estavam fazendo). Eles amavam Paulo e estavam decididos a ajudá-lo—mesmo que ninguém mais fizesse isso. Deve ter sido muito gratificante para esses irmãos lerem: “Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte” (v. 18a).

Além da ajuda financeira, parece que mandaram roupas e outros artigos. Por causa daquilo que mandaram, Paulo disse com efeito: “Tenho o suficiente para as minhas necessidades atuais—e mais. Tenho até sobras para suprir minhas necessidades futuras”. Saber que você ajudou outros é uma das bênçãos de dar generosamente.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201102_03.pdf

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

DEUS SUSTENTA A MISSÃO MESMO DIANTE DA REJEIÇÃO E DA OPOSIÇÃO (Atos 18:6) 5/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
5 DE AGOSTO DE 2026
DEUS SUSTENTA A MISSÃO MESMO DIANTE DA REJEIÇÃO E DA OPOSIÇÃO 

Atos 18:6 “Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes, e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios.”

 

“Mas, resistindo e blasfemando eles,”

O povo judeu se tornara obstinado, teimoso e rebelde, pois seus corações haviam ficado insensíveis à vontade de Deus, e seus ouvidos estavam surdos aos clamores do Senhor: “Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração” (Deuteronômio 9:6). Estevão denunciou os homens da sua geração dizendo: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais” (Atos 7.51).

Paulo enfrenta de cidade e cidade a mesma obstinação do povo que resiste igualmente as palavras do evangelho. O escritor aos hebreus nos orienta a agirmos diferentes: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Onde vossos pais me tentaram, me provaram, e viram por quarenta anos as minhas obras. Por isso me indignei contra esta geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não conheceram os meus caminhos” (Hebreus 3:7-10).

Além de resistir eles blasfemaram. Nas páginas do Novo Testamento, quando esse verbo é utilizado em relação aos homens, significa caluniar, difamar, insultar, injuriar a reputação de outrem. Como fizeram também com Jesus na cruz: “E os que passavam blasfemavam dele, meneando as cabeças, E dizendo: Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz. E da mesma maneira também os principais sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam: Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele.  Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus” (Mateus 27:39-43).

 

“... sacudiu as vestes,”

Essa ação é similar ao ato de sacudir o pó dos pés ou imitação do mesmo. Sacudir assim as vestes simbolizava o ato de sacudir a poeira que se apegara às mesmas, como se elas estivessem contaminadas por aqueles com quem a pessoa que assim fazia se associara. Isso é um cumprimento literal do mandamento que o Senhor Jesus deu aos seus discípulos, no tocante à atitude que deveriam ter, em casos de perseguição e ultraje contra o cristianismo “E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés” (Mateus 10:14).

Pela literatura rabínica somos informados de que nenhum judeu religioso deixava de acautelar-se por não trazer para a Palestina qualquer poeira proveniente de territórios pagãos, porque esse pó poderia ser considerado como uma contaminação própria do paganismo.

Este episódio nos mostra que Paulo se inocentou de qualquer responsabilidade por eles. Com essa atitude, o apóstolo mostrou que os membros daquela sinagoga, que haviam rejeitado a Cristo, com esse ato se tinham declarado indignos do ministério do evangelho, bem como dos benefícios que disso resultam.

 

“O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios.”

A expressão: “O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça” parece ter-se originado no costume dos hebreus, dos egípcios e de outros povos antigos, de colocarem as mãos sobre a cabeça do animal morto como sacrifício, como se fosse um ato simbólico de transferência de culpa para a vítima sacrificada quando era abatida e o seu sangue era aspergido. O sangue representa a vida da carne e o fato de ser derramado representa a perda dessa vida. Essa expressão veio a ser vinculada à responsabilidade que qualquer indivíduo tem pelo seu próprio destino.

Não devemos considerar essas palavras como um a maldição, como se Paulo lhes estivesse desejando qualquer mal, especialmente algum a perda ou prejuízo. Pelo contrário, somente serviu de solene declaração que não tinha mais qualquer responsabilidade pela perda da vida eterna que com aquela atitude eles condenavam a si mesmos. Paulo havia feito a sua parte como arauto de Deus: Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei” (Ezequiel 3:18).

O povo judeu, em Jerusalém, empregara virtualmente essas palavras quando assumiram toda a responsabilidade pela morte bárbara e atroz do Senhor Jesus, aceitando assim toda a culpa que esse trucidamento envolvia: "E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue seja sobre nós e sobre nossos filhos" (Mateus 27:25).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Atos 24:13

tos 24:13 “Nem tampouco podem provar as coisas de que agora me acusam.”

 

“Nem tampouco podem provar as coisas de que agora me acusam.”

Depois de receber autorização de Felix para se defender. O apóstolo se defendeu das acusações de ser um agitador entre os judeus argumentando que não causou a confusão em Jerusalém, pois não havia falado com ninguém desde que chegou há 12 dias. E também que não estava profanando o templo e quebrando lei, pois estava cumprindo voto: “Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta” (Atos 21:26).

Após os esclarecimentos nos versos anteriores ele afirmou que seus acusadores não podiam provar as coisas que o acusaram. Pois o Sinédrio não tinha um conhecimento de primeira mão das acusações feitas; só lidara com boatos. Não trouxeram uma testemunha, apenas um orador fluente. Não havia provas para a acusação. 

Na lei judaica para se condenar alguém deveria haver pelo menos duas ou três; não era permitido condenar uma pessoa com base em apenas um testemunho: “Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato” (Deuteronômio 19:15).

O falso testemunho era proibido, pois poderia resultar em uma pessoa perdendo a reputação, seus bens e até sua vida: “Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte” (Mateus 26:59). O castigo por dizer falso testemunho era o mesmo que era planejado para o próximo da pessoa:  “Far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti” (Deuteronômio 19:19).

Mesmo assim, Paulo não foi inocentado ou solto por Félix, que representava Roma, nem sequer depois deste último receber um relatório mais detalhado da parte de Lísias (supondo-se que finalmente o prestou). Paulo permaneceu sendo prisioneiro, e surge a pergunta de por que foi mantido em custódia. A resposta pode ser que Félix suspeitasse que o assunto era mais complexo do que uma mera acusação acerca de uma perturbação isolada da paz no templo, e que Paulo poderia ser um perigo público.

As autoridades romanas forçosamente se preocupavam com quaisquer causas possíveis de motins e rebeliões entre os judeus nos anos sempre mais tensos que levaram ao irrompimento da revolta judaica, e um governador romano provavelmente preferiria o caminho mais seguro no caso de um prisioneiro potencialmente perigoso.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200205_08.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/11/zacarias-817.html

Atos 24:5

Atos 24:5 “Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo; e o principal defensor da seita dos nazarenos;”

 

“Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo;

Tértulo apresentou três acusações contra Paulo perante Felix, duas descritas nesse versículo acusações essas tão falsas quanto sua adulação nos versos anteriores.

A primeira acusação era pessoal: “Porque, tendo nós verificado que este homem é uma peste...” (v. 5a) — literalmente, “uma praga, uma pestilência”! Se a metáfora ainda fosse viva, a implicação seria que a influência de Paulo era infecciosa, ele era um perturbador da ordem pública. Em outras palavras: “Paulo é um agitador de primeira linha, nenhuma pessoa de bom sendo deveria deixá-lo viver!”.

A segunda acusação era política: “promove sedições entre os judeus esparsos por todo o mundo”. Paulo é acusado de levantar sedição em toda a população judaica do mundo romano. Havia muitos agitadores judeus naquela época, falsos Messias que ameaçavam aquela "paz" que Tértulo havia atribuído a Félix. Esta era uma acusação mais concreta, embora ainda lhe faltasse substância. Certamente poderia ser argumentado que o efeito da pregação de Paulo era provocar alvoroços. Essa acusação tinha um fundo de verdade, pois havia ocorrido desordem em muitos lugares em que Paulo estivera. Mas, era uma inverdade deduzir com isso que Paulo havia instigado o tumulto.

 

 “... e o principal defensor da seita dos nazarenos;”

Em terceiro lugar, Paulo foi atacado como sendo o principal defensor da seita dos nazarenos. A palavra hairesis significava "seita, partido, escola" e era aplicada tanto aos saduceus (Atos 5:17) como aos fariseus (Atos 15:5; 26:5), como também a outras tradições dentro do judaísmo. E é nesse sentido que é aplicada aos cristãos.

Este é o único lugar no Novo Testamento onde “Nazareno” se emprega para descrever os cristãos. Foi um termo aplicado ao próprio Jesus (Atos 2:22), e fora do Novo Testamento, aplicava-se mais tarde a grupos de cristãos judaicos que tinham conceitos não ortodoxos. É bem provável que os cristãos judeus fossem cognominados conforme o nome vinculado ao líder deles, especialmente se a palavra tinha referência zombeteira: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (João 1:46); mais tarde, a palavra pode ter sido apropriada por algum grupo específico de cristãos.

 

 

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DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200205_08.pdf

Mateus 10:33

Mateus 10:33 “Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. ”

 

“Mas qualquer que me negar diante dos homens,”

Após falar de como serão honrados aqueles que o confessarem diante dos homens. Jesus advertiu todo discípulo que virasse as costas para Ele: “Mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai,que está nos céus”. O verbo “negar” significa “desconhecer” ou “repudiar”.

Os cristãos do começo da igreja foram colocados sob intensa pressão para que negassem a Cristo. Por exemplo, no segundo século d.C.,Plínio, o Jovem, governador de Ponto/Bitínia,escreveu uma carta ao imperador romano Trajano sobre sua política para lidar com cristãos que eram denunciados a ele. Primeiro, ele interrogava-os acusados de serem cristãos duas ou três vezes, dando-lhes oportunidade de negar a Cristo. Depois, executava os que não se retratavam. Todavia, se fossem cidadãos romanos, enviava-os a Roma. Aqueles que negavam ser cristãos eram soltos depois de amaldiçoar a Cristo, invocar os deuses e oferecer oração com incenso e vinho à imagem do imperador.

 

“... eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. ”

Apesar de o negando o nosso sofrimento neste mundo possa ser aliviado. Como Pedro que quando temeu a própria vida assim fez: “E como certa criada, vendo-o estar assentado ao fogo, pusesse os olhos nele, disse: Este também estava com ele. Porém, ele negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço” (Lucas 22:56,57). Qualquer pessoa negue e rejeite a Cristo diante dos homens serão negados por Ele no grande dia, quando mais precisarem dele: Ele não considerará como servos aqueles que não o considerarem seu Messias. Ele lhes dirá abertamente: “Nunca vos conheci” (Mateus. 7.23).

Nos primeiros tempos do cristianismo, quando, para um homem, confessar a Cristo significava arriscar tudo o que lhe era caro neste mundo, esta era uma prova de sinceridade maior do que passou a ser mais tarde, quando já havia até mesmo vantagens seculares para aqueles que o confessassem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

Mateus 10:32

Mateus 10:32 “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. ”

 

“Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, ”

A expressão “portanto”, indica que o que Jesus está prestes a dizer é uma conclusão ou lição para Seus pensamentos anteriores. Jesus querendo inspirar seus seguidores a serem destemidos, promete uma grande bênção a todo aquele que [O confessasse]diante dos homens. A palavra grega para “confessar” significa declarar ou reconhecer. A confissão de fé em Cristo é um dos requisitos para quem quer se tornar um cristão (Romanos 10:9, 10; 1 Timóteo 6:12). Implica confessá-lo como seu Senhor e Salvador.

Todavia, confessar a Cristo é mais que uma declaração de lábios. Muitos repelem o Credo, como papagaio, sem saber o que estão dizendo. Externamente, Judas confessou a Cristo, enquanto Pedro, uma vez, o negou. Judas, porém, era apóstata, e Pedro, verdadeiro discípulo. Tanto que Pedro professou o que tem sido chamado de “a boa confissão”, ao declarar: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16).

Os discípulos seriam levados perante tribunais judaicos e governadores e reis gentios (Mateus 10:17,18). Tais confrontos seriam oportunidades para que reconhecessem o Cristo. Os discípulos teriam que vencer todos os medos relativos à perseguição para manterem essa confissão. Eles poderiam até perder a vida por causa de sua profissão de fé, como aconteceu com Tiago, irmão de João. Realmente confessar Cristo significa testificar com os lábios e a vida, aconteça o que acontecer.

No Evangelho de João, muitos dos judeus temiam declarar a fé em Jesus porque seus líderes haviam decidido que, “se alguém confessasse ser Jesus o Cristo, [seria] expulso da sinagoga” (João 9:22). Algumas das autoridades criam em Jesus, mas não O confessaram, “para não serem expulsos da sinagoga” (João 12:42).

Henry diz que é nosso dever, não apenas crer em Cristo, mas também professar esta fé, sofrendo por Ele, quando isto nos for exigido, e também servindo a Ele. Nunca devemos nos envergonhar do nosso relacionamento com Cristo, da nossa presença com Ele, e das expectativas que temos em relação a Ele: com isto, a sinceridade da nossa fé é evidenciada, o seu nome glorificado, e muitos, edificados.

 

“... eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. ”

Embora mesmo que isto possa nos expor à reprovação e a problemas agora, nós seremos abundantemente recompensados por tudo isso na ressurreição dos justos, quando será nossa honra e felicidade indescritível ouvir Jesus –“o mediador entre Deus e os homens” (1 Timóteo2:5; NVI) – nos confessar diante de [Seu] Pai, que está nos céus. No lugar de “diante de meu Pai que está nos céus”, Lucas diz “diante dos anjos deDeus” (Lucas 12:8, 9).

Imagine Cristo dizendo sobre nós: “Eu falarei coisas boas dele, quando ele comparecer diante de meu Pai para receber o seu destino”. Eu o apresentarei e o representarei ao meu Pai”. Aqueles que honram a Cristo, da mesma forma Ele honrará. Eles o honram diante dos homens. Isto é pouco. Ele os honrará diante do seu Pai, o que é muito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

A OBRA DE DEUS AVANÇA PELO PODER DO ESPÍRITO (1 Coríntios 2.4-5) 4/8/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
4 DE AGOSTO DE 2026
A OBRA DE DEUS AVANÇA PELO PODER DO ESPÍRITO

1 Coríntios 2.4-5 “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder. Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. ” 


“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana”.

 Por mais que Paulo fosse instruído e inteligente, conhecedor de diversos idiomas e culturas o assunto principal de seu discurso era Cristo e este crucificado e ressuscitado, o que para os judeus era escândalo e para os gregos loucura. Até mesmo dentro da Igreja de Corinto havia aqueles que não acreditavam na ressurreição a estes Paulo respondeu: “se Cristo não ressuscitou é vã a vossa fé e permaneceis nos vossos pecados”. Quanto a sabedoria humana ela deve ser buscada: “Tomai-vos homens sábios e entendidos, experimentados entre as vossas tribos, para que os ponha por chefes sobre vós. (Deuteronômio 1:13), pois, testemunhamos muitas vezes até mesmo Paulo a usando de maneira eficaz, porém, ela pouco acrescenta a lógica divina da morte e ressurreição do nosso Salvador. Quando essas sabedorias são paralelas há o que acrescentar, porém, quando são conflitantes devemos rejeitar a humana, pois a loucura de Deus é mais sabia do que a sabedoria dos homens.


“..., mas em demonstração do Espírito e de poder” 

Nicodemos apesar de ir ter tido de noite com Jesus e inicialmente não entender as coisas terrenas pregadas por Cristo reconheceu que ninguém podia fazer os sinais que Ele fazia se Deus não fosse com ele. Os dons espirituais servem a igreja a fim de que o poder de Deus seja demonstrado através deles. Onde Jesus andava alguma coisa acontecia, quando o tocavam virtude saía dele. Os apóstolos foram revestidos de poder na ocasião da descida do Espírito Santo no dia de Pentecoste e este poder espiritual era ferramenta indispensável na salvação de almas. Pedro pregava e dizia: recebereis o dom do Espírito Santo e este servia de sinal quando pela imposição de mãos era repartido. Apesar de não vivenciar dos milagres de Cristo Paulo foi usado da mesma forma, diz a palavra que até os lenços e aventais de Paulo eram distribuídos e pessoas eram curadas.


“Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, ”

A sabedoria humana não é indispensável para adquirir a sabedoria de Deus. A bíblia diz que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (sabedoria de Deus), pois ela nos torna sábios para a Salvação. Jesus orando ao Pai disse: "Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. ” (Mateus 11:25) contrastando com isso o texto em Jeremias 9:23 “...não se glorie o sábio na sua sabedoria...” e em 1 Coríntios 1:20 “Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? ” Ora, diante de Deus a sabedoria deste mundo torna-se obsoleta e nossa fé não pode ter como firmamento nada obsoleto ou vulnerável.


“..., mas no poder de Deus”. 

Não podendo a nossa fé firma-se em algo vulnerável o Espírito Santo nos concede dons para que a nossa fé possua convicção de que Deus está conosco e essa convicção se dá através dos sinais que seguem aqueles que creem: “E estes sinais seguirão aos que crerem: “Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Marcos 16:17,18). Dentro dos sinais preditos pelo próprio Cristo conseguimos identificar os Dons de Poder que depois vieram a ser manifestado pelo Espírito: Dons de Curar, Dom da Fé, Dom de Operação de Maravilhas, incluído ainda o Dom de línguas que em breve será abordado especificamente. Que nossa fé sempre se apoio no Poder de Deus!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., RJ: CPAD, 2012.

SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. 2 ed., RJ: CPAD, 1987.