LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 29 DE JULHO DE 2026
A FÉ CRISTÃ CONFRONTA VISÕES DE MUNDO QUE NEGAM A RESSURREIÇÃO
Atos 17:18 ”E alguns dos filósofos
epicureus e estoicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este
tagarela? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes
anunciava a Jesus e a ressurreição.”
”E alguns dos filósofos epicureus e
estoicos contendiam com ele;”
Alguns
ouvintes de Paulo aderentes das filosofias epicureanas e estóicas disputavam
com ele. Os epicureus tomavam seu nome do seu fundador Epicuro (341-270 a.C.). Os
filósofos epicureus buscavam o prazer moderado e a ausência de sofrimento como
bem supremo e não o deleite dos caprichos e instintos momentâneos. Não
acreditavam em imortalidade da alma. o ensino deles era: “Comamos e bebamos
que amanhã morreremos”.
Eram
materialistas e negavam a providência divina, os milagres, a profecia e a
imortalidade. Eles negavam que os deuses exercessem qualquer governo sobre o
mundo ou os seus habitantes. Para os epicureus, a divindade, por sua natureza,
era transcendente e indiferente ao sofrimento humano. Epicuro repudiava a
astrologia e ensinava que a religião era uma superstição; dizia que, para ser
feliz, era necessário ser liberto do medo dos deuses.
A
familiaridade de Paulo com essa filosofia é evidente. Menandro, escritor e
amigo de Epicuro, é aparentemente citado por Paulo em 1 Coríntios 15.33: "As
más companhias corrompem os bons costumes".
Os
estóicos, fundados por Zenão (340-265 a.C.), adotaram o nome das stoas ou
colunatas onde ele ensinava. Ressaltavam a importância da razão, da virtude e do
autocontrole. Tinham um conceito panteístico de Deus como alma do mundo. Para
eles Deus não era um ser pessoal, mas uma força espiritual ou energia mental
imanente aos homens e às coisas. Ele recebeu muitos nomes, como: Logos ou
Razão, Natureza, Providência, Espírito divino e outros.
Ao
discursar aos atenienses, Paulo o filosofo Cleantes e o poeta Aratus, ambos estóicos:
"Porque nele vivemos, nos movemos e existimos” (Cleantes) ,como até
mesmo alguns de seus próprios poetas disseram: 'Pois também nós somos seus
filhos’ (Aratus)" (Atos 17.28). A filosofia estóica foi adotada por
muitos romanos como Sêneca, tutor de Nero, e o imperador Marco Aurélio.
“... e uns diziam: Que quer dizer este
tagarela?
A
impressão inicial que tiveram de Paulo não era favorável. Desfizeram dele, com
desprezo, como sendo um tagarela, a palavra se refere a um pássaro que recolhe
restos de comida dos esgotos. Essa palavra foi usada também para descrever um
mestre que, não tendo idéias próprias, inescrupulosamente plagiava os outros,
apanhando restos de conhecimento daqui e dali.
Aludia
àquele tipo de pessoa que fazia de seus sistemas ideológicos nada mais do que
um saco de trapos, cheio de idéias e frases de outras pessoas. Era um plagiador
ignorante, um charlatão, um papagaio, um tagarela intelectual.
“E outros: Parece que é pregador de deuses
estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.”
Os
atenienses compreenderam os argumentos de Paulo, mas relutaram com o que ele
queria dizer. Pela forma de raciocinarem, diziam que Paulo era um “pregador de
estranhos deuses”. Observe a forma plural “deuses”. Quando Paulo pregou a
“Jesus e a ressurreição”, concluíram que ele estivesse pregando sobre duas
divindades: uma chamada “Jesus” e outra chamada “Ressurreição”.
Acostumados
com tantos deuses, os atenienses pensaram que Paulo lhes apresentava novas
divindades estrangeiras. A ignorância é sempre preconceituosa. O preconceito
pode roubar de uma pessoa preciosas oportunidades. Os atenienses rejeitaram o
evangelho por não estarem abertos à pregação do evangelho.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2026
FONTES:
GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária
à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida
Nova/Mundo Cristão. 1991.
Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida
da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_04.pdf