quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A PROMESSA EXIGE FÉ PARA SER ALCANÇADA (Hebreus 11.6) 7/10/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
7 DE OUTIBRO DE 2026
A PROMESSA EXIGE FÉ PARA SER ALCANÇADA

Hebreus 11.6 “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

 

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe;”

Esse verso explica por que a fé de Enoque, descrita no versículo 5, levou-o a um estado de comunhão com Deus a ponto de ser transportado para o céu. Ninguém jamais agradou a Deus sem crer nEle. Enoque agradou muito a Deus porque a fé dele foi além de mero consentimento mental, para uma obediência total e confiante. Este é o elemento essencial implícito na “fé” encontrado em Hebreus. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Isso não significa que é difícil agradar a Deus sem fé, mas que não é possível.

A palavra grega para “fé” (pistis) é traduzível tanto por “fé” como por “crença”. Essas duas palavras da língua portuguesa são sintetizadas numa única palavra grega. Este versículo afirma explicitamente que “sem fé” não se pode agradar a Deus, pois é “preciso crer”. Quem crê tem fé. “Crentes” no Novo Testamento são os mesmos que têm “fé”.

A fé é a condição essencial para agradar a Deus ou ter com unhão com Ele. O homem que se aproxima de Deus como adorador terá de “crer” (isto é, ter fé) que Deus existe e exerce o governo moral do Universo.

 

“... porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

A Bíblia não faz um esforço sistemático para provar que Deus existe. Com todas as alegações da atuação divina encontradas nestes versículos nenhum argumento é oferecido para convencer um cético da existência divina. As Escrituras simplesmente afirmam que “o insensato” nega que há Deus (Salmos 14:1).

Deus por fim desiste dos que obstinada e persistentemente O rejeitam (Romanos 1:18–24). A Bíblia começa sem nenhuma incerteza da existência de Deus, mas com a certeza de que Ele existe e de que tudo vem dEle (Gênesis 1:1–3; João 1:1–3). O conceito de Deus não é designado para devaneios filosóficos da mente. Ele é a grande realidade do mundo. Sequer chegamos perto dEle sem crer que Ele existe.

Quando uma pessoa é convidada a aceitar a Cristo pela fé, pelo arrependimento, pela confissão e pelo batismo (João 1:11, 12) e ela faz isso, não está dando um passo para a escuridão, mas para a luz. A fé não é cega, nem é uma aberração psicológica aceita por mentes ignorantes. Negar a existência de Deus “é tão imoral quanto irracional”.

 

“... e que é galardoador dos que o buscam.”

Esta segunda idéia deve incluir uma crença na bondade essencial de Deus, a qual é questionada por muitos céticos ou incrédulos. Só “buscamos” a Deus se cremos numa recompensa final. A palavra “buscar” (ekzeteo) significa “procurar com cuidado, diligentemente”. A recompensa certamente não está na aquisição de automóveis, casas e outros bens. Nossa recompensa por encontrarmos a Deus só será totalmente alcançada na eternidade. Até lá, nesta vida, podemos contar com a perfeita providência de Deus (Romanos 8:28). Isto é prometido àquele que O busca persistentemente, pois esse é o tipo de pessoa que O encontrará.

Barclay conclui: Devemos crer não só que Deus existe, mas também que Ele se importa com o mundo, e está envolto na situação humana. E para o cristão isto é fácil, porque em Jesus Cristo Deus veio ao mundo para nos dizer quanto nós lhe importamos: “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Barclay, William. The Letter to The Hebrews (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_01.pdf

 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

A LIDERANÇA SEGUNDO DEUS É COMPARTILHADA, CRITERIOSA E ESPIRITUAL (Atos 6.3) 6/10/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
6 DE OUTIBRO DE 2026
A LIDERANÇA SEGUNDO DEUS É COMPARTILHADA, CRITERIOSA E ESPIRITUAL

Atos 6.3 “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” 

A igreja, mesmo perseguida pelas autoridades, crescia cada vez mais rapidamente. No entanto, o crescimento trouxe um problema com possibilidade de sérias consequências: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (Atos 6:1).

A igreja cuidava dos seus pobres, especialmente das viúvas. Uma viúva naqueles dias não tinha as oportunidades de emprego e sustento oferecidas pela sociedade moderna. Com a falta de organização, as viúvas do grupo de língua grega foram negligenciadas pelos judeus, de língua hebraica, que eram a maioria.

 

“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria,

Os apóstolos perceberam a dificuldade e reuniram a comunidade. Explicaram que os deveres espirituais não lhes deixavam tempo para o cuidado material da igreja: “E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas” (Atos 6:2).

Não há aqui nenhuma sugestão de que os apóstolos considerassem a obra social inferior à obra pastoral, ou de que a achasse pouco digna para eles. Era apenas uma questão de chamado. Eles não podiam ser desviados de sua tarefa prioritária. Assim, fizeram uma sugestão à igreja: A igreja entendeu o plano dos apóstolos, pois ele agradou a toda a comunidade “E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.” (Atos 6.5).

 

)      Boa reputação


Significa que deveriam ser respeitados por todos os segmentos da comunidade (especialmente a comunidade cristã). Era essencial que tivessem boas reputações, pois representariam Jesus e Sua igreja enquanto cumprissem a tarefa. Ninguém deveria receber uma responsabilidade de destaque na igreja, se sua vida não é como deveria ser

Os diáconos devem ser pessoas honradas, dignas, corretas e íntegras. Não pode haver “língua dobre” neles, isto é, a sua palavra deve ser sim, sim e não, não. A ganância por dinheiro tem de passar longe da sua vida, pois sua função é exatamente a de executar trabalhos administrativos da igreja local, como auxiliar nas tarefas do culto e acompanhar as viúvas e os pobres da Igreja do Senhor (1 Timóteo 3:8).

 

)      Cheios do Espírito Santo

Eles têm de ser ‘cheios do Espírito Santo’. Em vez de ser meros bons administradores ou gerentes de recursos, esta qualificação lhes exige que sejam capacitados pelo Espírito na ordem dos discípulos no Dia de Pentecostes.  Quer dizer, eles devem ter o poder de uma fé que faz milagres: “E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (Atos 6:8)

Essa qualificação indicava que o indivíduo havia ganhado certa maturidade espiritual e que permitissem que o Espírito controlasse suas vidas.

 

)       Cheios de sabedoria,


Complementar aos atos de poder está o discurso inspirado pelo Espírito. Os diáconos têm de ser poderosos em obras e palavras. Como pessoas competentes e maduras que são inspiradas pelo Espírito, elas têm de ter bom senso prático e serem capazes de lidar com delicados problemas de propriedade.

Esse ministério inclui negócios empresariais e a distribuição de ajuda para os necessitados, mas também deve ser espiritual e carismático. Eles devem exercer quaisquer dons espirituais que Deus lhes concedeu. Após aconselhar Faraó sobre os sete anos de seca, José ouviu Faraó disser essas palavras: “E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? “ (Gênesis 41:38)

 

”[...] aos quais constituamos sobre este importante negócio.”

Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja (Atos 4.4; 6.1). Era necessário organizar um ministério cotidiano.

O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um “importante negócio”. Por isso houveram-se eles com brevidade na escolha dos melhores homens para exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos necessitados também deve ser visto como prioridade.

Havendo incumbido os diáconos de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível exercer o serviço cristão em sua plenitude. Em sua despensa havia tanto o pão que desce do céu como o pão que brota da terra.

Que exemplo às igrejas de hoje! A ordem do Senhor não será esquecida: “Dai-Ihes, vós mesmos, de comer” (Mateus 14.16).

Em sua Primeira Epístola a Timóteo, Paulo destaca a importância desse ministério: “Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (1 Timóteo 3.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.


STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1: Mateus a Atos. 4 ed., RJ: CPAD

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2014/2014-02-12.htm

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_02.pdf

 



segunda-feira, 5 de outubro de 2026

A LIDERANÇA COMPARTILHADA FORTALECE A OBRA DE DEUS (Deuteronômio 1:12) 5/10/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
5 DE OUTIBRO DE 2026
A LIDERANÇA COMPARTILHADA FORTALECE A OBRA DE DEUS

Deuteronômio 1:12 “Como suportaria eu sozinho os vossos fardos, e as vossas cargas, e as vossas contendas?”

 

“Como suportaria eu sozinho os vossos fardos, e as vossas cargas, e as vossas contendas?”

Ao considerar a grande multiplicação do povo de Israel, Moisés sentiu-se incapaz de carregar sozinho as cargas de liderança e administração: “Eu só não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim” (Números 11: 14).  A magistratura é sempre uma carga. O próprio Moisés, embora eminentemente capacitado para ela, julgava que era uma carga muito elevada sobre os seus ombros. Na verdade, os melhores magistrados sempre se queixam, principalmente, da carga, e são muito desejosos de ajuda.

Moisés não tinha ambição de monopolizar a honra do governo, e governar sozinho como um monarca absoluto v. 9. Embora ele fosse um homem que muito merecia esta honra, estava desejoso de que outros pudessem ser nomeados como seus assistentes no trabalho, e conseqüentemente compartilhassem com ele da honra.

Seria então imperioso haver alguma delegação de responsabilidade como a que fora sugerida por Jetro, sogro de Moisés: “...escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Eles estarão sempre à dis­posição do povo para julgar as ques­tões. Trarão a você apenas as questões difíceis; as mais sim­ples decidirão so­zinhos. Isso tornará mais leve o seu fardo, porque eles o dividirão com você. Se você assim fizer, e, se assim Deus ordenar, você será capaz de suportar as dificuldades, e todo este povo voltará para casa satisfeito" (Êxodo 18.21-23)

Era mister a nomeação de outros que o ajudassem.  Esses homens escolhidos ajudariam a estabelecer e promover a justiça na terra de Canaã, e não somente a manter as coisas em boa ordem. Israel seria um povo santo e distinto, diferente dos antigos habitantes da região. Os escolhidos seriam instrumentos que levariam o povo de Israel a lembrar, aprender e pôr em prática a legislação mosaica. Eles efetuariam a missão de Moisés, tal como a Igreja leva avante a missão de Jesus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/9/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.


domingo, 4 de outubro de 2026

Lição 2: Recapitulando a jornada no deserto . 4 Trimestre de 2026.


 TEXTO ÁUREO

“O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós, por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito.” (Deuteronômio 1.30)

 

“O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós,”

Moisés estava relembrando suas palavras ao povo, quando estes foram rebeldes ao mandado do Senhor, murmurando quanto aos gigantes que havia na terra de Canaã. Essas palavras de Moisés não se encontram na narrativa de Números 14, porém ele nos revela seu discurso aqui em Deuteronômio.

Ele lembrou ao povo o fato do Senhor Deus havia descido “para livrá-los da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel” (Êxodo 3:8ª), e que ainda ia adiante deles:  “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite” (Êxodo 13:21).

Quando o Senhor provou Moisés dizendo que não iria mais com o povo, mas enviaria um anjo, Moises lhe respondeu: “Se tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui” (Êxodo 33:15b).

 

“... por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito.”

Javé não haveria de decepcionar agora a Israel, na fronteira da terra de Canaã. Ele pelejaria por eles (Êxodo 14.14). As palavras encorajadoras de Moisés incluíam como a providência de Deus sempre havia tido cuidado com eles; pois a presença de Deus garantia a vitória do povo: “quando saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo” (Deuteronômio 20.1).

Moisés relembra o que eles tinham visto acontecer no Egito, onde seus inimigos tinham todas as vantagens possíveis contra eles e ainda assim foram derrotados e humilhados. O exército egípcio sendo dificultados pela nuvem da presença de Deus confessaram: “Fujamos da face de Israel, porque o Senhor por eles peleja contra os egípcios” (Êxodo 14.25). Javé tinha vencido ao Faraó da maneira mais espetacular, tal como fora capaz de derrotar inimigos similares em Canaã.

O Senhor só estava pedindo um ato de iniciativa da parte dos filhos de Israel. Eles só precisavam cruzar a fronteira e marchar, pois a Palavra de Deus estaria com eles. Aos olhos do povo de Israel, contudo, os filhos de Anaque pareciam mais formidáveis do que o Faraó, o que era um absurdo. Naquela época, o Egito era a maior potência militar, dotado da civilização mais avançada; mas Javé havia derrotado os egípcios.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/9/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

sábado, 3 de outubro de 2026

Isaías 1:19

Isaías 1:19 “Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra.”

 

“Se quiserdes, e obedecerdes,”

Apesar da maldade do seu povo, Deus lhes oferece uma nova chance de se converter: “Converte-te, ó Israel, ao Senhor teu Deus; porque pelos teus pecados tens caído” (Oséias 14.1). Nessa oferta Deus orienta ao povo para que se afastassem de sua maldade para receber as benévolas promessas do Senhor, e se fossem obedientes (isto é, a apresentassem-se como sacrifícios vivos para fazer a vontade de Deus, fazendo disso o propósito principal de suas vidas), então seria certo e próprio que Deus lhes concedesse o Seu favor.

Essa oferta de perdão para limpar e renovar os corações e mentes estaria condicionada sobre a obediência e a boa vontade “Se quiserdes, e obedecerdes”. Eles precisavam “querer” ou  “estar disposto a”. Davi orou: “Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (Salmos 51:12). O Senhor nos fez como agentes moralmente livres. Temos o poder de escolha. Deus não nos compele a obedecer-Lhe.

Jesus disse: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina” (João 7:17). A salvação da mesma maneira é oferecida gratuitamente, mas precisa ser aceita por um coração voluntário: “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5.9).

 

 “... comereis o bem desta terra.”

O destino do povo dependia de sua reação diante desta oferta. Se aceitassem Deus selaria o Seu favor concedendo-lhes as bênçãos visíveis da prosperidade material: “comereis o bem desta terra”.  Tudo o que o Senhor fez nesta terra para o homem é bom, ele espera que voluntariamente o sigamos e assim desfrutaremos também das suas bênçãos: “E comereis abundantemente e ficareis satisfeitos, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo não será mais envergonhado” (Joel 2.26)

A terra de Israel, antiga Canaã, foi descrita por Deus como “terra que mana leite e mel” (Êxodo 3.8).  Ao usar essa expressão  Deus estava afirmando que levaria Israel a um bom lugar. Ele não tiraria os israelitas do Egito para conduzi-los a uma terra estéril, mas os conduziria a uma terra fértil e abundante.

O verbo “manar” traduz um termo hebraico que transmite o sentido de “brotar” ou “correr” no sentido de “ter um fluxo”. Em outras palavras, a Terra Prometida manava “leite e mel”. A palavra “leite” freqüentemente era empregada nos tempos antigos justamente como uma metáfora para a abundância da terra. Uma terra que produz leite é uma terra fértil, pois possui pastagem para o gado: “Ó Vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Isaías 55.1).

Já a palavra “mel” traduz uma palavra hebraica que vem de uma raiz que traz a idéia de “ser grudento” ou “melado”. A expressão "mel" não se refere ao mel de abelhas especificamente, mas ao xarope ou néctar doce extraído de frutas, especialmente das tâmaras. Então na expressão “terra que mana leite e mel” a idéia é a de que a terra de Canaã não apenas era boa para a criação de gado, mas também para o cultivo e para obtenção de produtos naturais. Tudo isso indica o caráter benevolente da promessa do Senhor.

Deus havia providenciado uma terra que poderia acolhê-los com fartura; uma terra onde eles poderiam se estabelecer e desfrutar das bênçãos da aliança se o obedecessem, no entanto o povo desobedeceu acarretando sobre eles a maldição: “O teu boi será morto aos teus olhos, porém dele não comerás; o teu jumento será roubado diante de ti, e não voltará a ti; as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos, e não haverá quem te salve [...] O fruto da tua terra e todo o teu trabalho, comerá um povo que nunca conheceste; e tu serás oprimido e quebrantado todos os dias” (Deuteronômio 28:31 e 33)

Embora os invasores estrangeiros estivessem comendo o fruto da terra, o verdadeiro arrependimento asseguraria que Deus tornaria possível ao seu povo que desfrutasse novamente dos seus frutos. Como o Filho Pródigo de Lucas 15.1 1—32, eles poderiam retornar para casa, a Deus, e receber as suas bênçãos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo - Vol.5. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201005_02.pdf

https://estiloadoracao.com/terra-que-mana-leite-e-mel/

Deuteronômio 1:35

Deuteronômio 1:35 “Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais.”

 

“Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais.”

A Terra Prometida havia sido prometida aos antepassados dos israelitas no Pacto Abraâmico. Pertencia a eles por serem eles descendentes dos patriarcas, mas eles não quiseram tom ar posse da bênção. Assim a “geração potencialmente bendita e vitoriosa” tornou-se a “geração maligna” e rebelde.

Eles perderam a sua oportunidade, porquanto a incredulidade os tornara surdos para as razões de Deus. Afastaram-se do amor de Deus e tiveram de enfrentar a Sua ira: “O Senhor jurou, em sua ira, que eles não entrariam em seu descanso” (Salmos 95.11).  Se “a ocasião faz o ladrão”, conforme diz um provérbio antigo, a ocasião foi furtada de Israel por causa do seu pecado, que foi o ladrão que os atacou, nas fronteiras da Terra Prometida. Esse ladrão furtou-lhes as possessões que lhes pertenciam por direito.

Deus então jurou: “Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá” (Números 14:23). Eles deveriam continuar nas suas peregrinações pelo deserto por tanto tempo que a maior parte deles desapareceria naturalmente. Eles foram todos condenados a morrer no deserto, e nenhum deles teria permissão de entrar em Canaã, com exceção de Calebe e Josué, w. 34,38.

Desta maneira, eles não puderam entrar por causa da incredulidade. Não foi a transgressão a nenhum dos mandamentos da lei que os impediu de entrar em Canaã, não, nem o bezerro de ouro, mas a sua falta de fé naquela promessa que era um tipo da graça do Evangelho, para indicar que nenhum pecado nos destruirá exceto a falta de fé, que é um pecado contra o remédio.

O próprio Moisés, posteriormente, tinha caído no desagrado de Deus, por uma palavra impensada que eles o levaram a proferir: “Também o Senhor se indignou contra mim por causa de vós”, v. 37. Pelo fato de toda a geração anterior ter que desaparecer, o próprio Moisés não podia permanecer. A falta de fé deles fez a morte entrar no arraial e, tendo entrado, até mesmo Moisés fracassa na sua comissão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

JESUS CONFIRMA A AUTORIDADE E A INSPIRAÇÃO DE DEUTERONÔMIO (Mateus 4.4) 3/10/26

LEITURA BIBLICA DIÁRIA
3 DE OUTUBRO DE 2026
JESUS CONFIRMA A AUTORIDADE E A INSPIRAÇÃO DE DEUTERONÔMIO

Mateus 4.4 “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. ”

 

“Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: ”

Satanás planejava anular o ministério de Jesus. Então para tenta-lo, insinua-lhe uma aplicação errônea de seu poder. Satanás argumenta: Quão estulto é, a passar fome, quando, como filho de Deus, tem poderes para ajudar a si mesmo. Precisa poupar-se de todo sofrimento e inconveniência que puder. Além disso, pense nas pessoas que veio ajudar; lembre-se da tremenda pobreza delas. Não há melhor maneira de lhes ganhar a confiança que alimentá-las de modo milagroso: “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo” (João 6.14).

Cristo jamais operou sequer um milagre para si mesmo; sua virtude fluía sempre na direção dos outros: “Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26.53).

Imagine alguém que tenha milhões de dólares no banco e nunca empregue um único centavo desse dinheiro em seu benefício, e terá uma idéia da generosidade do Mestre. Os líderes do povo judeu zombavam: “Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar” (Mateus 27.42). Tinham razão. Cristo veio para salvar a outros, não a si mesmo.

Em vez de usar Seu poder divino para resistir a essas tentações, Jesus enfrentou-as de uma forma que todo ser humano pode enfrentar. Ele respondeu essa tentação, como fez com as demais, citando palavras das Escrituras. Sem consultar seus sentimentos ou procurar discutir com Satanás, Jesus cita a Palavra de Deus.

 

“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. ”

A citação é de Deuteronômio 8:3 na versão da Septuaginta. A passagem refere-se a Deus ensinando seu “filho” Israel (Êxodo 4:22) a depender de Sua provisão (Salmos 78:17–20).

Depois que o povo de Deus saiu do Egito, Ele provou a fé deles permitindo que passassem fome no deserto. Eles reclamaram a Moisés e Arão. Alguns deles até desejaram voltar para o Egito, onde havia alimento diariamente e com regularidade. A despeito da falta de fé, Deus cuidou deles generosamente mandando maná, ou seja, “pão do céu”. Deus estava ensinando Seu povo a confiar nEle.

Jesus, diferentemente do antigo Israel, demonstrou a devida confiança de um Filho de Deus. Ele não reclamou a Deus nem resolveu o problema com as próprias mãos. Ele não explorou o poder do Espírito Santo concedido a Ele no batismo para servir Seus próprios propósitos. Em
vez disso, Ele confiou humildemente que Deus cumpriria Suas promessas e proveria tudo para
atender Suas necessidades.

Leon Morris afirmou acertadamente que a expressão “nem só de pão viverá” “não nega a importância do pão (na Palestina ele era quase sinônimo de ‘comida’), mas nega que ele seja exclusivamente importante. Uma vida sustentada só por comida é uma vida muito pobre”.

Jesus disse: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4:34). Além disso, Ele ensinou Seus discípulos a não buscar desesperadamente coisas materiais (comida, bebida, roupas), mas a colocar o reino de Deus em primeiro lugar em seus corações (Mateus 6:31–33)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_03.pdf

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

UM RELACIONAMENTO COM DEUS MARCADO POR AMOR E OBEDIÊNCIA (Deuteronômio 6:5) 2/10/26

LEITURA BIBLICA DIÁRIA
2 DE OUTUBRO DE 2026
UM RELACIONAMENTO COM DEUS MARCADO POR AMOR E OBEDIÊNCIA

Deuteronômio 6:5 “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”

 

“Amarás, pois, o Senhor teu Deus”

Esse versículo está incluído no Shemá Israel. O Shemá é composto de três trechos da Torá (Deuteronômio 6:4-9; 11:13-21; e Números 15:37-41). È uma prece recitada duas vezes ao dia: ao deitar-se e ao levantar-se, conforme preceito da Torá.  Este verso também é conhecido como o grande mandamento (Marcos 12.29,30). O Senhor Jesus citou este trecho do em Seu sumário da natureza e da nossa obrigação diante a lei.

A obediência de Israel não deveria surgir de um legalismo estéril baseado na necessidade e no dever. Deveria surgir de um relacionamento baseado em amor. O termo bíblico “amar”, tem uma conotação muito profunda. Oséias usa esse verbo para expressar a afeição de Javé por Israel, fazendo uso de poderosas metáforas, extraídas da vida doméstica, do relacionamento entre marido e esposa: “E o Senhor me disse: Vai outra vez, ama uma mulher,…” (Oséias 3:1a) e do relacionamento entre pai é filho: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho” (Oséias 11:1).

O homem não pode amar a Deus conforme ama a outro ser humano. O amor a Deus envolve santo temor e reverência (vs. 13), e exprime-se por meio daquela lealdade devotada e singela de onde se deriva um serviço obediente e de todo o coração. O amor a Deus, desacompanhado da obediência, não é amor (1 João 4.7-21).

 

“... de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”

A extensão do amor do homem a Deus deveria ser total. Israel deveria amar a Deus com todo o seu ser. A expressão de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força é uma das favoritas em Deuteronômio (4: 29; 10: 12; 11: 13; 13: 3; 26: 16; 30: 2, 6, 10), e nos oferece uma percepção parcial da antiga psicologia hebraica.

O coração era considerado a sede da mente e da vontade bem como de uma vasta gama de emoções: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Provérbios 23.26). O termo alma é de difícil definição, mas parece ser referir à fonte de vida e vitalidade, ou mesmo do próprio “ser”. Nesse sentido Cristo derramou sua alma na morte por nós (Isaias 53.12). Os dois termos, coração e alma entre si indicam que o homem deve amar a Deus sem qualquer reserva em sua devoção. Para dar ainda mais força à ordem, uma terceira expressão é acrescentada, de toda a tua força, que diz respeito ao lado físico e mental do ser humano.

Os que amam a Deus verdadeiramente precisam evidenciar isso por meio de ações, não só sentimentos. Isso tudo mostra que nosso amor para com o Senhor precisa ser relacional, ativo, intencional e abarcar todas as áreas da vida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216847/jewish/Shem-Israel.htm

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

COMO POVO DE DEUS, SOMOS CHAMADOS A AVANÇAR PELA FÉ RUMO À PROMESSA (Filipenses 3.20) 1/10/26


LEITURA BIBLICA DIÁRIA
1 DE OUTUBRO DE 2026
COMO POVO DE DEUS, SOMOS CHAMADOS A AVANÇAR PELA FÉ RUMO À PROMESSA

Filipenses 3.20 “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ” 

 

“Mas a nossa cidade está nos céus, “

Qualquer cidadão pertencente a um país para adquirir direito de cidadania em outro país passa por um processo legal de mudança de cidadania para conseguir esse direito. Paulo faz menção da cidadania celestial (v. 20) e declara que para obter esse direito a pessoa precisa corresponder à transformação de vida exigida. Os cidadãos de uma colônia romana deviam sujeição a Roma. A conduta deles era governada pelas leis romanas e a esperança deles se concentrava na glória de Roma. Esperava-se também que eles colonizassem—propagassem o pensamento e a cultura romana.

Somente pela obra de regeneração do Espírito Santo será possível ter direito e acesso à “cidade celestial” onde habita o Senhor. A palavra “cidade” é, também, traduzida por “pátria”. Quando Paulo escrevia essas palavras estava pensando no “status” cívico de Filipos, tão importante como colônia romana. A despeito das benesses materiais da cidade de Filipos e de tudo quanto se oferecia à sociedade, Paulo fala de uma cidade que está nos céus. Trata-se de algo superior e espiritual “de onde também esperamos o Salvador” (3.20).

Ralph Herring escreveu que “a igreja local devia ser como uma colônia do céu. Leis celestiais e modos celestiais deviam distinguir seus membros, diferenciando-os dos demais ao redor”. Nossa esperança aponta para a cidade que está nos céus. Em breve o Senhor Jesus virá sobre as nuvens do céu com poder e glória (Mateus 24.31; Atos 1.9-11; 1 Tessalonicenses 4.16; 2 Tessalonicenses 1.7).

Como cristãos, precisamos reconhecer que, no que tange a este mundo, somos “expatriados” (cidadãos de um país que residem em outro país), somos “estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hebreus 11:13; veja 1 Pedro 2:11). Nossos nomes foram registrados como cidadãos “no livro da vida” nos céus (veja Filipenses 4:3; Hebreus 12:23). Este mundo é só um “endereço provisório” para nós; o céu é o nosso “endereço fixo”. Como os cidadãos das colônias romanas, temos certos privilégios, mas também temos responsabilidades equivalentes. Devemos sujeição ao nosso Pai celestial. Somos governados por Suas leis, e nossa esperança está centrada na Sua glória—Ele espera que propaguemos as verdades cristãs.

 

“... donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ”

Paulo também queria que os filipenses se concentrassem numa Pessoa celestial: “...de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (3:20b). Paulo já havia indicado que ele aguardava o último Dia para finalmente conhecer Cristo plenamente (3:10, 11).

O ato de esperar traduz a esperança dos crentes. O cidadão romano honrava a César como o salvador geral do império, enquanto o cristão honra e serve ao Senhor Jesus Cristo, o Rei da pátria celestial. Se a cidadania romana representava vantagens materiais e sociais para os filipenses, muito mais os crentes em Cristo obtêm vantagens com a cidadania celestial.

Durante as últimas horas de Cristo com Seus discípulos, antes de Sua morte, Ele prometeu voltar (João 14:1–4). Quando Ele subiu ao céu, anjos disseram aos que observavam: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (Atos 1:11). Os primeiros cristãos viviam em estado de expectativa, cientes de que o Senhor poderia voltar a qualquer hora (veja 1 Tessalonicenses 4:13—5:2; Tito 2:13; Hebreus 9:28). A segunda vinda dava sentido às suas vidas. Confiar na volta de Cristo ajudou os cristãos a enfrentarem os problemas diários e sustentou-os durante a perseguição. 

A inclusão da palavra “Salvador” em Filipenses 3:20 é significativa. Paulo não usava esse termo com frequência, mas ele o usou aqui—provavelmente porque ele descrevia com maior precisão o papel do Senhor em relação ao Seu povo quando Ele voltasse. Para os ímpios, Ele apareceria somente como Juiz; mas, para os Seus, Ele viria como Salvador—para libertá-los deste mundo pecaminoso, para recompensá-los e levá-los para estar com Ele por toda a eternidade. 

Assim como os primeiros cristãos, nós precisamos focar nossos corações em Jesus e “esperar ansiosamente” a Sua vinda. Devemos, como eles, reconhecer que Jesus pode voltar a qualquer hora. Devemos, como eles, orar: “Amém. Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20)!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201101_06.pdf

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

 

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Texto Áureo Lição 1: Deuteronômio: o livro da aliança. Deuteronômio 1.8

TEXTO ÁUREO

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuía terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles. ” (Deuteronômio 1.8)