sexta-feira, 10 de abril de 2026

Romanos 1.17

Romanos 1.17 “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé.”

 

“Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé,”

Em outras palavras, o texto está afirmando que a justiça de Deus se revela no Evangelho. Certo escritor assim se manifestou sobre a justiça de Deus: “A justiça de Deus é a soma total de tudo quanto Deus provê ao pecador através de Jesus Cristo”. E essa justiça é outorgada, concedida e imputada por Deus ao pecador arrependido quando ele crê em Cristo. O pecador é justificado em Cristo, mediante a justiça de Deus manifestada na cruz do Calvário em favor dele. E mediante a fé, e não pelas obras. A fé não é a base da justificação, mas seu instrumento de apropriação. O homem não é salvo por causa da fé, mas mediante a fé.

Francis Schaeffer diz que a salvação envolve mais do que justificação. Somos justificados pela fé, mas também devemos viver de acordo com a mesma fé no presente. Depois de termos sido justificados pela fé, devemos viver pela fé. Este é o segundo aspecto da salvação, a nossa santificação.

 

“... como está escrito: Mas o justo viverá pela fé.”

Estas palavras oriundas de Habacuque 2:4 já tinha sido citada por Paulo em Gálatas 3:11: “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé  para provar que não é pela lei que o homem é justificado perante Deus. O hebraico emunuh, traduzido "fé" em Habacuque 2:4 (LXX pistis), significa "perseverança" ou "fidelidade". Na passagem de Habacuque esta perseverança ou fidelidade baseia-se numa firme confiança em Deus e Sua Palavra, e é esta firme confiança que Paulo compreende pelo termo.

Habacuque, clamando a Deus contra a opressão sob a qual seu povo gemi, recebeu de Deus a segurança de que a impiedade não triunfaria indefinidamente, a justiça seria finalmente vindicada, e a terra se encheria "do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar" (Habacuque 2:14). Esta visão poderia demorar a realizar-se, mas se cumpriria com toda a certeza. Enquanto isso, os justos resistiriam até o fim, dirigindo as suas vidas por uma lealdade a Deus inspirada pela fé em Sua promessa.

Quando Paulo focaliza as palavras de Habacuque e vê nelas a verdade central do Evangelho, parece atribuir-lhes este sentido: "aquele que é justo (justificado) pela fé é que viverá." Os termos do pronunciamento divino mediante Habacuque são gerais o bastante para permitir a aplicação que Paulo faz deles, aplicação que, longe de fazer violência à intenção do profeta, expressa a permanente validez da sua mensagem.

Nada além da fé faz o pecador obter a aceitação diante de Deus. Israel apresentava seus privilégios religiosos, e os gentios apresentavam suas obras. Nem as obras, nem cultura, nem raça, nem herança têm aceitação diante de Deus. Somente pela fé em Cristo Jesus. A fé é o meio pelo qual a justiça de Deus tornou possível uma nova relação com Ele. Lopes escreveu que o justo viverá pela fé. O justo é salvo pela fé, vive pela fé, vence pela fé e caminha de fé em fé.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

SCHAEFFER, Francis A. A Obra Consumada de Cristo: A verdade de Romanos 1-8. São Paulo: Cultura Cristã, 2022.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

Hebreus 11.6

Hebreus 11.6 “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

 

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe;”

Esse verso explica por que a fé de Enoque, descrita no versículo 5, levou-o a um estado de comunhão com Deus a ponto de ser transportado para o céu. Ninguém jamais agradou a Deus sem crer nEle. Enoque agradou muito a Deus porque a fé dele foi além de mero consentimento mental, para uma obediência total e confiante. Este é o elemento essencial implícito na “fé” encontrado em Hebreus. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Isso não significa que é difícil agradar a Deus sem fé, mas que não é possível.

A palavra grega para “fé” (pistis) é traduzível tanto por “fé” como por “crença”. Essas duas palavras da língua portuguesa são sintetizadas numa única palavra grega. Este versículo afirma explicitamente que “sem fé” não se pode agradar a Deus, pois é “preciso crer”. Quem crê tem fé. “Crentes” no Novo Testamento são os mesmos que têm “fé”.

A fé é a condição essencial para agradar a Deus ou ter com unhão com Ele. O homem que se aproxima de Deus como adorador terá de “crer” (isto é, ter fé) que Deus existe e exerce o governo moral do Universo.

 

“... porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

A Bíblia não faz um esforço sistemático para provar que Deus existe. Com todas as alegações da atuação divina encontradas nestes versículos nenhum argumento é oferecido para convencer um cético da existência divina. As Escrituras simplesmente afirmam que “o insensato” nega que há Deus (Salmos 14:1).

Deus por fim desiste dos que obstinada e persistentemente O rejeitam (Romanos 1:18–24). A Bíblia começa sem nenhuma incerteza da existência de Deus, mas com a certeza de que Ele existe e de que tudo vem dEle (Gênesis 1:1–3; João 1:1–3). O conceito de Deus não é designado para devaneios filosóficos da mente. Ele é a grande realidade do mundo. Sequer chegamos perto dEle sem crer que Ele existe.

Quando uma pessoa é convidada a aceitar a Cristo pela fé, pelo arrependimento, pela confissão e pelo batismo (João 1:11, 12) e ela faz isso, não está dando um passo para a escuridão, mas para a luz. A fé não é cega, nem é uma aberração psicológica aceita por mentes ignorantes. Negar a existência de Deus “é tão imoral quanto irracional”.

 

“... e que é galardoador dos que o buscam.”

Esta segunda idéia deve incluir uma crença na bondade essencial de Deus, a qual é questionada por muitos céticos ou incrédulos. Só “buscamos” a Deus se cremos numa recompensa final. A palavra “buscar” (ekzeteo) significa “procurar com cuidado, diligentemente”. A recompensa certamente não está na aquisição de automóveis, casas e outros bens. Nossa recompensa por encontrarmos a Deus só será totalmente alcançada na eternidade. Até lá, nesta vida, podemos contar com a perfeita providência de Deus (Romanos 8:28). Isto é prometido àquele que O busca persistentemente, pois esse é o tipo de pessoa que O encontrará.

Barclay conclui: Devemos crer não só que Deus existe, mas também que Ele se importa com o mundo, e está envolto na situação humana. E para o cristão isto é fácil, porque em Jesus Cristo Deus veio ao mundo para nos dizer quanto nós lhe importamos: “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Barclay, William. The Letter to The Hebrews (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_01.pdf

Gênesis 22:7

Gênesis 22:7 “Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”

 

“Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai!”

Enquanto o pai e o filho subiam o monte juntos em silencio. Isaque quebra o silêncio fúnebre ao dirigir-se a Abraão com uma curiosidade. Isaque diz: “Meu pai”. Esta era uma palavra enternecedora, que, poderíamos pensar, penetraria mais fundo no peito de Abraão do que o seu cutelo poderia penetrar no peito de Isaque.

 

“E ele disse: Eis-me aqui, meu filho!”

Abraão poderia ter dito, ou pensado: “Não chame de seu pai a quem agora será o seu assassino. Pode um pai ser tão bárbaro, tão perfeitamente perdido a toda a ternura de um pai?” Mas ele conserva o seu temperamento, e conserva a sua aparência, admiravelmente. Calmamente ele espera pela pergunta do seu filho.

Ele responde “Eis-me aqui, meu filho” Esse diálogo ilustra o profundo amor e respeito existente entre ambos. Isaque dirigiu-se a ele afetuosamente e Abraão respondeu amavelmente a seu filho.

 

“E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”

Abraão havia cortado lenha para o holocausto antes de sair. Ao terceiro dia quando avistou o monte indicado se despediu dos seus moços “e tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos” (v.6). Isaque estava familiarizado com sacrifícios de animais, e percebeu que lhes faltava alguma coisa, pois possuíam os itens necessários para matar um animal e queimá-lo no altar; porém, indagou: “Onde está o cordeiro para o holocausto?”

Parece que o garoto confiava completamente no pai; mas estava confuso, pois eles não tinham um animal para sacrificar.Esta foi uma pergunta dolorosa para Abraão. Como Abraão poderia suportar pensar que Isaque seria o cordeiro? E ele realmente o seria. Mas o pai ainda não ousa dizer-lhe isto.

Henry acrescenta que essa pergunta ensina a todos nós que, quando vamos adorar a Deus, devemos seriamente considerar se temos tudo preparado, especialmente o cordeiro para o holocausto. Eis aqui o fogo, a ajuda do Espírito e a aceitação de Deus. A lenha está preparada, as ordenanças instituídas designadas a despertar nossos afetos (que são somente como a lenha sem o fogo, a menos que o Espírito trabalhe por eles). Tudo está preparado, mas onde está o cordeiro? Onde está o coração? Ele está pronto para ser ofertado a Deus, para ascender até Ele como um holocausto?

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_09.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 10 DE ABRIL DE 2026 (Gênesis 15:18)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

10 DE ABRIL DE 2026
O CONCERTO DE DEUS COM ABRÃO

Gênesis 15:18 “Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;”

 

“Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra,”

Depois que o sol se pôs, a escuridão dominou a cena, Abraão viu um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre os pedaços de animais que jaziam ao chão (v.17). Ao fazer isto, Deus fez uma aliança com Abrão naquele mesmo dia, isto é, fez uma promessa a Abrão, dizendo: A tua semente tenho dado esta terra. O bendito Senhor havia dito antes, A tua semente darei esta terra, cap. 12.7; 13.15. Mas aqui Ele diz, Eu tenho dado.

O verbo “dar” aqui está no “pretérito perfeito profético”, usado para exprimir “um acontecimento a ocorrer num futuro distante como se já tivesse ocorrido”.  A possessão é tão garantida, no devido tempo, como se lhes fosse, na verdade, entregue agora. Aquilo que Deus prometeu é tão garantido como se já estivesse feito. Conseqüentemente, está escrito que aquele que crê tem a vida eterna (João 3.36), pois irá para o céu, e isto é tão certo como se já estivesse lá.

 

“... desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;”

O território de Israel estender-se-ia do rio Nilo ao rio Eufrates, ou seja, cerca de mil quilômetros, o que não é uma distância muito grande, embora grande o bastante para as nações da época. Essencialmente, essa é a dimensão sudoeste-nordeste. Mas não nos é dada a dimensão oeste-leste. Sobre essa promessa Moisés e Josué acrescenta detalhes sobre a dimensão: “O Senhor nosso Deus nos falou em Horebe, dizendo: Sobremodo vos haveis demorado neste monte. Voltai-vos, e parti, e ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, à planície, e à montanha, e ao vale, e ao sul, e à margem do mar; à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates. Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua descendência depois deles” (Deuteronômio 1:6-8); “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés. Desde o deserto e do Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo” (Josué 1:3,4).

Todavia, somente na época de Davi e Salomão, centenas de anos depois, foi que Israel assumiu o controle político e econômico desse território (2 Samuel 8:3–15). Neste caso como império, não como pátria. Em 1 Reis 4.21,24, lemos: "Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até à fronteira do Egito [...] Porque dominava sobre toda região [...] aquém do Eufrates, desde Tifsa até Gaza, e tinha paz por todo o derredor".

O domínio de Israel sobre esse território durou apenas algumas décadas porque populações nativas começaram a se revoltar e se esquivar do jugo israelita. Com a morte de Salomão, o reino se partiu oficialmente, e foi ainda mais enfraquecido pela guerra civil. Assim, os israelitas perderam para sempre o controle de uma parte relativamente grande da terra que Deus prometeu a Abraão.

Israel nunca chegou a possuir como pátria toda essa terra. Visto que essa aliança não foi cumprida literalmente na história de Israel, deve haver cumprimento futuro literal da aliança em virtude do seu caráter incondicional. Possivelmente, no futuro, durante o milênio, Israel apossar-se-á de todo esse território prometido a Abraão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

PENTECOST, J. Dwight. Manual de Escatologia. São Paulo: Editora Vida.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_03.pdf

 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 9 DE ABRIL DE 2026 (Gênesis 17:5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
9 DE ABRIL DE 2026
ABRAÃO, PAI DE MULTIDÃO DE NAÇÕES

Gênesis 17:5 “E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

 

“E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome;”

A relevância desta promessa ficou evidente na mudança do nome do patriarca de Abrão, que significa “pai exaltado”, dando talvez a entender que Abrão descendia de uma linhagem real.  Para Abraão “Pai de uma multidão", dando a entender as muitas nações que procederiam dele (vs. 4). Ainda que a etimologia exata desses termos seja discutida pelos eruditos, afinal a mudança não parece significativa, é perceptível que Deus estava fazendo um jogo de palavras.

Segundo Henry Deus faz essa mudança para honrar seu amigo Abraão. Está escrito que é a glória da igreja que ela seja chamada por um novo nome, que a boca do Senhor nomeará: “E os gentios verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor designará” (Isaías 62.2). Desta maneira foi Abraão dignificado por aquele que é, na verdade, a fonte de toda a honra. Um dia todos os crentes receberão um novo nome: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17).

No mundo antigo do Oriente Próximo, uma mudança de nome era muito mais significativa do que é para nós. Hoje, um nome pode ser dado em homenagem a um antepassado genealógico ou a um herói moderno, ou pode ser um mero rótulo que soa agradável aos pais. No Antigo Testamento, os nomes eram mais importantes; geralmente expressavam as esperanças dos pais em relação ao tipo de pessoa que o filho seria e, às vezes, articulavam até o destino da criança: “E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou” (Gênesis 5:28,29). Uma mudança de nome costumava significar uma mudança do caráter do indivíduo ou um papel futuro em acontecimentos mundiais: “Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste” (Gênesis 32:28).

 

“... porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

Iavé não só garantiu a Abraão que ele seria o progenitor de “uma grande nação” (Gênesis 12:2) com muitos descendentes (Gênesis 15:5), mas também garantiu que Ele faria dele pai de numerosas nações. Para demonstrar o compromisso de Deus com a aliança, o autor de Gênesis traçou este tema através de vários ramos da genealogia de Abraão.

De Abraão descenderam muitas nações a partir de seu filho Ismael (Genesis 25:12-16). “Nações” se formariam também a partir dos descendentes de sua esposa Quetura (Gênesis 25:1–4), e seu neto Esaú (Gênesis 36:1–43). Mas Israel viria através de Isaque, o filho prometido; e de Israel viria o Cristo, o Pai espiritual de todos os homens de fé, sem importar sua origem racial: “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” (Gálatas 3:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf