quinta-feira, 18 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 18 DE JUNHO DE 2026(Mateus 6.15)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

18 DE JUNHO DE 2026
QUEM NÃO PERDOA NÃO SERÁ PERDOADO

Mateus 6.15 “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.”

 

“Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.”

O vocábulo grego para perdoardes (afiemi) é o que significa “lançar fora”, “cancelar” ou “perdoar”. Quando pecamos e pedimos que Deus nos perdoe, Ele remove o nosso pecado e o lança fora. Ele não imputa esse pecado contra nós, e reage conosco como se jamais tivéssemos pecado: “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades” (Hebreus 10.17).

Ofensas é a tradução da forma plural (paraptoma), que também pode ser traduzida por “transgressões”. Esta palavra é usada nos Evangelhos somente aqui e em Marcos 11:25 e 26. Carrega a ideia de “dar um passo em falso”, “tropeçar” ou “cair”. Assim como a palavra “dívida” (ofeilema) no versículo 12, “ofensas” é outro termo equivalente a “pecado”.

O perdão de Deus para conosco depende da nossa disposição em perdoar aos homens que pecaram contra nós. Independentemente da pessoa merecer ou não o nosso perdão. Temos que perdoar assim como Jesus perdoou a todos até aos que O crucificaram: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). As últimas palavras do diácono Estevão foram um pedido de misericórdia a Deus pelos seus assassinos: “E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu” (Atos 7:59,60).

Se negarmos o perdão, então Deus não nos perdoará. A parábola de Jesus sobre o credor incompassivo (Mateus 18:23–35) foi contada para nos ensinar essa verdade. Jesus deixou isso claro em Sua oração modelo: “Perdoa as nossas dívidas [ofensas], assim como nós perdoamos aos nossos devedores [ofensores]” (Mateus 6.12). Queremos ser perdoados da mesma forma que perdoamos os outros? Muitos estão selando sua culpa com essa oração. Se quisermos que Deus nos perdoe, precisamos esquecer a ofensa, perdoando o ofensor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_02.pdf

quarta-feira, 17 de junho de 2026

2 Pedro 3.18

2 Pedro 3.18 “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

 

“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.”

As palavras finais de Pedro em sua segunda epístola é um modelo de admoestação cristã. “Antes crescei”, disse ele. Em vez de dar atenção às heresias dos escarnecedores, os crentes são desafiados a se apegarem ainda mais à Palavra, crescendo nela. Não é a primeira vez que Pedro insistiu que a jornada cristã fosse uma escalada para o alto. Quando o apóstolo apresentou sua lista de virtudes cristãs em 1:5–8, ele convocou todos a crescerem.  O alvo do crente tem que ser o seu crescimento.  A vida cristã jamais pode ser estática. Como um organismo vivo, o cristão sempre cresce ou declina.

Esse crescimento não deve acontecer de qualquer forma. Pedro incentivou seus leitores a crescerem na “graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”. A admoestação para crescer parece mais apropriada quando o assunto é conhecimento do que quando é graça. Na abertura da carta ele orou: “Graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (1:2). Parece que convinha que o apóstolo retomasse o tema do “conhecimento” no último versículo da carta. Aparentemente, Pedro quis dizer o seguinte: O favor de Jesus Cristo se estenderá aos crentes, à medida que eles o conhecerem melhor.

Quanto mais os crentes se alimentarem da Palavra, mais crescerão na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. Quanto mais conhecermos a Cristo, mais cresceremos na graça. O conhecimento de Cristo é a raiz; a graça é o fruto. Não se trata apenas de conhecer um dogma, mas de conhecer uma Pessoa. Há aqui um equilíbrio fundamental: conhecimento e graça; mente e coração, verdade e experiência. O conhecimento intelectual, sem a adição da graça, o levará a uma vida árida. Da mesma forma, esse mesmo crescimento, onde se privilegia apenas a revelação e menospreza a razão, o conduzirá ao fanatismo. Combinando os dois, porém, temos uma ferramenta maravilhosa para edificar outras vidas e a igreja.

 

“A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

A doxologia final da carta é em louvor ao Salvador Jesus Cristo. É incomum uma doxologia ser expressamente direcionada para Cristo. É mais comum que Deus Pai seja o objeto de louvor. Tendo dito isso, não surpreende que Pedro encerre a carta dizendo que a Cristo seja a glória tanto agora como no dia eterno.

No versículo inicial da carta ele havia falado da “justiça de nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Oferecer uma doxologia de louvor a Cristo para Pedro era também oferecê-la a Deus. Pois, Jesus é divino em cada aspecto. “No dia eterno” equivale ao “Dia de Deus”, o “Dia de Cristo”, “o dia da volta do Senhor”, “o dia do juízo”. Tudo se resume na última frase: “A Ele seja a glória tanto agora como no dia eterno. Amém. Jesus é o centro dessa carta e de toda a Bíblia. Jesus é o centro da história e da eternidade. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A glória vem dele e retorna para ele. Ele deve ser glorificado agora e pelos séculos sem fim.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201501_02.pdf

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-02-03.htm

Lopes, Hernandes Dias. 2 Pedro e Judas : quando os falsos profetas atacam a Igreja. São Paulo: Hagnos, 2013.

Atos 13:47

Atos 13:47 “Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra.”

 

“Porque o Senhor assim no-lo mandou:

Após responder aos judeus que era mister primeiro lhes pregar (v.46). Pois essa era a vontade de Deus " primeiro o enviou a vós" (Atos 3:26). E essa ordem deveria permanecer, como Paulo escreveu mais tarde: "primeiro ao judeu, e também ao grego". Mas devida a rejeição deles as palavras da vida eterna eles se voltariam aos gentios para também lhe pregar a palavra de Deus. Pois os gentios haviam lotado a sinagoga naquele segundo sábado para ouvi-los, fato que levaram os judeus a ter inveja dos missionários, decerto, os esforços missionários dos judeus aqueles gentios tinham tido muito menos sucesso.

Sem dúvida, foi apenas uma seção dos judeus que adotou esta atitude, conforme demonstra o verso 43: “E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé; os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus”. Mesmo assim, ficou claro que o judaísmo oficial, representado pela sinagoga, estava rejeitando o evangelho. Agora, depois de os judeus, como um grupo, dizerem “Não” ao evangelho, sendo assim desqualificados para receber a vida eterna, os missionários ficaram desobrigados quanto a eles, e podiam dedicar aos gentios a totalidade da sua atenção. Isso porque o Senhor assim no-lo mandou”. A NVI traduz assim: “Pois assim o Senhor nos ordenou”.

 

“Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra.”

Esta ação, no entanto, não deve ser considerada um tipo de revide à rejeição do evangelho da parte dos judeus. Desde o início, os missionários perceberam que a sua tarefa incluía os gentios, pois o Antigo Testamento claramente declarara que a tarefa do Servo de Deus era ser uma luz para as nações e ser um meio de salvação em toda parte do mundo.

Esta citação de Isaías 49:6 faz parte de uma das passagens que descrevem a obra do Servo de Deus: “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”. Em Isaías 44:1, claramente identifica o servo como sendo Israel. De onde vem o conceito de Israel ser "luz para as nações" (em hebraico: Or LaGoyim). Isso é um dos pilares do judaísmo fundamentado nas profecias de Isaías.

Porém no texto de Isaías 49:5-6, o Servo tem uma missão para Israel, e, portanto, deve ser identificado como sendo uma pessoa ou grupo de pessoas dentro de Israel. Lucas já relatou como Simeão aplicou esse versículo a Jesus: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo Israel“ (Lucas 2:29-32),  e logo relatará como Jesus a aplica isso a Paulo: “Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (Atos 26:17-18).

Isso, porém, não é uma contradição, pois o servo sofredor do Senhor é o Messias, reuniria em torno de si uma comunidade messiânica para participar do seu ministério às nações. A tarefa que outrora Israel não cumpriu, passou para Jesus, e, depois, para Seu povo como o novo Israel; é a tarefa de trazer a todos os povos da terra a luz da revelação e da salvação. Durante a grande tribulação essa missão passará para os 144 mil judeus selados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 17 DE JUNHO DE 2026 (Colossenses 3.13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
17 DE JUNHO DE 2026
PERDOANDO UNS AOS OUTROS

Colossenses 3.13 “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”

 

“Suportando-vos uns aos outros,”

Paulo espera que os colossenses continuem desenvolvendo as virtudes de tolerância e perdão. Suportai-vos (anechomai) significa ser tolerante com os outros, disposto a suportar situações difíceis e irritantes, e provocação dos outros. Em Efésios 4:2, Paulo afirmou que o amor deve ser acrescentado à característica de suportar uns aos outros: “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”. O amor é a base de todo relacionamento do cristão com seus irmãos ou mesmo com os descrentes.

Jesus suportou aqueles cujas ações poderiam provar a Sua paciência (Mateus 17:17; Marcos 9:19; Lucas 9:41). Também devemos estar disposta a suportar insultos e atos abusivos de outros por causa da fé. Falando positivamente, “suportar” significa tolerar gentilmente a maldade e abençoar em vez de retaliar (Lucas 6:28; Romanos 12:14; 1 Pedro 2:21–23).

Falando negativamente, significa não ficar chateado e enfurecido quando injustiçado ou tratado mal. Os colossenses deveriam aprender a não reagir inapropriadamente à descortesia de outros, mas a agir com um espírito tolerante. Paulo usou uns aos outros e mutuamente para expressar a proximidade que deveria existir na comunidade de crentes. Como irmãos e irmãs em Cristo, precisamos ter o cuidado de não agir como membros de uma família que se irritam mais uns com os outros do que com quem é de fora da família.

 

“... e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro;”

O verbo perdoai-vos (charizomai) se referir ao perdão de uma dívida ou ofensa (Lucas 7:42, 43; 2 Coríntios 2:7, 10; Efésios 4:32). Sugere um sentido pleno de perdão, como no caso dos dois devedores cujas dívidas foram totalmente perdoadas em Lucas 7:42. Paulo usou o verbo num tempo que indica que os colossenses deveriam perdoar continuamente uns aos outros.

Jesus ensinou que o perdão deve ser praticado perpetuamente: “setenta vezes sete” (Mateus 18:22). Jesus ilustrou este conceito com uma parábola sobre um escravo que foi perdoado pelo seu senhor por uma grande dívida, mas que depois exigiu que um colega escravo lhe pagasse uma pequena dívida. O senhor, então, puniu esse escravo implacável (Mateus 18:23–34).  Jesus concluiu a parábola, afirmando: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mateus 18:35). Deus não perdoará quem se recusar a perdoar o seu próximo (Mateus 6:14).

Queixa (momfe), como substantivo no grego, só aparece neste versículo do Novo Testamento e significa “culpar” ou “criticar” (Marcos 7:2; Romanos 9:19; Hebreus 8:8). Paulo não sugeriu que a queixa tivesse que ser justa. Estejamos ou não justificados por nos ofender com alguma coisa, temos que oferecer perdão a quem nos ofendeu. Depois que a ofensa for perdoada, ela deve ser esquecida.

Em todos os lugares onde há pessoas, há problemas de relacionamento humano. Entre os cristãos, não poderia ser diferente. Não são anjos, ou espíritos, mas pessoas, de carne e osso, com suas virtudes e defeitos. Há ocasiões em que a velha natureza carnal levanta-se e cobra “seus direitos”, e os crentes comportam-se como se nunca tivessem nascido de novo.

É comum, em muitas igrejas, haver um espírito de murmuração, de “disse-me-disse”, de fuxico, de mexerico. Isso não é atitude digna de quem é cristão: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo...” (Levítico 19.16). Porém, Paulo, em sua mensagem aos colossenses, exorta que, havendo queixas entre irmãos, o caminho não é agir pela carne, mas pelo Espírito.

 

“... assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”

Na frase como o Senhor vos perdoou (charizomai), o verbo “perdoou” é o mesmo usado anteriormente no versículo; porém está no tempo aoristo, indicando que o Senhor concluiu o ato de perdoar os antigos pecados dos colossenses. O perdão é uma característica importante para os cristãos. Se Deus nos perdoa todas as muitas vezes que violamos a Sua vontade, também devemos nos perdoar uns aos outros. Só uma pessoa sem pecado teria o direito de não perdoar. Jesus nos deu o exemplo e o motivo para perdoarmos.

O texto original diz apenas: “E assim como o Senhor vos perdoou, também vós”. O complemento da oração é subentendido: “...também vós deveis perdoar”. Quem experimentou o perdão de Deus deve se dispor a perdoar os outros. Há pessoas que dizem: “Perdoo, mas não esqueço”. Quem diz isso, na verdade, está querendo dizer que não perdoou. Quando oramos o Pai Nosso, dizemos: “Perdoa as nossas dívidas [ofensas], assim como nós perdoamos aos nossos devedores [ofensores]” (Mateus 6.12). Queremos ser perdoados da mesma forma que perdoamos os outros? Muitos estão selando sua culpa com essa oração. Se quisermos que Deus nos perdoe, precisamos esquecer a ofensa, perdoando o ofensor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_01.pdf

 

terça-feira, 16 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 16 DE JUNHO DE 2026 (Mateus 6.12)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

16 DE JUNHO DE 2026
PERDOANDO COMO SOMOS PERDOADOS

Mateus 6.12 “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;”.

 

“E perdoa-nos as nossas dívidas,”

Segue aqui mais uma cláusula da Oração do Pai nosso. Devemos nos dirigir a Deus para pedirmos perdão, pois ele sempre está pronto a perdoar: Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam” (Salmo 86.5).

A palavra para dívidas é uma das palavras gregas para “pecado”: “E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve” (Lucas 11:4) e é usada pouquíssimas vezes no Novo Testamento.

Na língua aramaica, que era a língua comum da Palestina na época de Jesus, era costume se referir a pecado como uma “dívida”. Esta é uma palavra apropriada para usarmos quando nos achegamos ao trono da graça de Deus, pois somos todos devedores.

 

“... assim como nós perdoamos aos nossos devedores;”

A parábola de Jesus sobre o credor incompassivo (Mateus 18:23–35) foi contada para nos ensinar essa verdade:  Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mateus 18:35).

Quem não perdoa não será perdoado por Deus. Jesus deixou isso claro aqui em Sua oração modelo e depois aprofundou-se no assunto em 6:14, 15: ”Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” .

O perdão de Deus para conosco depende da nossa disposição para perdoar quem peca contra nós, independentemente da pessoa merecer ou não o nosso perdão. Temos que perdoar assim como Jesus perdoou a todos – até aos que o crucificaram: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”  (Lucas 23:34).

Um jornalista inglês cita o seguinte incidente: “Conta o bispo Taylor que, num culto da Santa Ceia, na África, celebrado entre cristãos nativos de diferentes vilas, um negro, recém-convertido, ajoelhou-se com os outros irmãos. De repente, olhou de modo intenso e desvairado para o homem ao seu lado; depois levantou-se, saiu da igreja e correu para a floresta. Dias depois, assentava-se ele ao lado do mesmo homem. Perguntado sobre seu comportamento, explicou que, numa luta entre tribos vizinhas, aquele homem matara o seu pai e ainda ajudara a devorar-lhe o corpo numa festa de canibais. Havia jurado vingança e, quando viu o inimigo ao seu lado, aquele sentimento voltou-lhe à alma. Fugiu, entrando na floresta para orar. Lembrou-se, então, de como Jesus o perdoara e ressentimento saiu-lhe do coração.” 

Se lembrarmos sempre a grande dívida que nos foi perdoada, não teremos dificuldade em perdoar às ofensas de nosso irmão. Precisamos exercitar a misericórdia se esperamos recebê-la: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4.32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/5/2024

FONTES:

PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_02.pdf

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 15 DE JUNHO DE 2026 (João 13:34)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
15 DE JUNHO DE 2026
AMAR UNS AOS OUTROS

João 13:34 “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.”

 

“Um novo mandamento vos dou:”

Essas palavras de Jesus foram ditas na mesma noite em que seus discípulos se puseram a disputar entre si um lugar de proeminência. Depois de anunciar que partiria em breve, Jesus se certificou de que seus discípulos sabiam o que ele esperava deles quando se ausentasse. Então, Jesus deu-lhes um novo mandamento.

Somente aqui no Evangelho de João Jesus usou claramente a palavra “novo”. O mandamento para amar não era inteiramente novo, mas, de fato, antigo: “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor” (Levítico 19:18).

Por que, então, Jesus disse que ele estava dando um “novo” mandamento? Woods sugeriu três sentidos em que o mandamento de Jesus era novo. 1) O mandamento era novo no sentido de que “incluir todos os seres humanos – bons e maus – nossos inimigos, bem como nossos amigos”. 2) Também era novo porque “o amor que Jesus difere do amor que a lei ordenava”. 3) Além disso, era novo porque nosso amor tem uma motivação diferente; “devemos imitá-lo tanto quanto possível” por causa do amor que Jesus manifestou por nós.

Embora haja muito a ser dito em favor desses três aspectos, eles não parecem captar a essência exata do mandamento de Jesus. O mandamento é apresentado como “novo” porque Jesus com seu ensino e ainda mais com seu exemplo lhe deu uma nova profundidade de significado. Quando o mandamento é retomado e repetido por João em 1 João 2.7,8, ele não é “mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual desde o princípio tivestes”.

 

“Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.”

Os discípulos que há pouco disputavam entre eles qual seria o maior deviam se amar uns aos outros segundo o amor que Jesus tinha por eles – assim como eu vos amei. Jesus “amou os seus que estavam no mundo” e “amou-os até ao fim” (João 13:1). Jesus demonstrou constantemente o seu amor pelos discípulos em teoria e na prática. É evidente que Jesus queria que eles entendessem a importância desse mandamento, pois ele o repetiu mais duas vezes em suas últimas instruções: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12);  Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros” (João 15:17).

O preceito de Jesus impactou fortemente João. Em seu Evangelho, ele usou palavras traduzidas por “amor” muitas vezes e com orgulho se identificava como “o discípulo a quem [Jesus] amava” (João 13:23). Além disso, João continuou a enfatizar o tema do amor em 1 João (1 João 3:11, 18, 23; 4:7, 8, 11, 12).

Muitos estudiosos chamam a atenção para uma história preservada por Jerônimo, segundo a qual, na velhice, João nunca deixava de repetir: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”. João nunca se esqueceu da admoestação do seu Senhor.Esse é padrão do amor que os cristãos devem ter uns pelos outros é o daquele que o Senhor derramou em abundância sobre eles.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_02.pdf

 

domingo, 14 de junho de 2026

Lição 12: A reconciliação de Jacó com Esaú – 2 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO 

Gênesis 33:4 “Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.”

 

“Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o,”

A calorosa saudação de Esaú ao irmão contrasta absolutamente com a atitude homicida que ele demonstrara quando o irmão partiu, muitos anos antes: “Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; e matarei a Jacó meu irmão” (Gênesis 27:41). Jacó, obviamente, não sabia como seu irmão reagiria ao seu retorno para casa, após tanto tempo. Temeroso e desconfiado do que aconteceria, ele dividiu uma grande porção de seus animais em rebanhos para presenteá-los a Esaú.

Será que ele aceitaria esses animais como presentes generosos e olharia para Jacó favoravelmente mais uma vez, ou as feridas da intensa rivalidade entre os irmãos, envolvendo fraude e trapaça, eram profundas demais para terem sido curadas com o tempo? Como não tinha certeza Jacó ainda fez mais: “inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão” (v.3). Henry diz que um comportamento humilde e dócil leva a uma boa distância da ira. Muitos se preservam se humilhando: “a bala voa acima daquele que se curva”. A resposta de Jacó não demorou a ser revelada, pois Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou. Um toque de ironia é perceptível aqui: enquanto Esaú corria para cumprimentar o irmão, Jacó manquejava (Genesis 32:31) em direção ao que poderia ser um desfecho fatal.

 

“... e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.”

Todavia, quando o irmão mais velho arrojou-se-lhe ao pescoço e beijou (o irmão mais novo), Jacó percebeu que a ira de Esaú já não queimava. Os dois choraram lágrimas de perdão e reconciliação. Não foi só Jacó que experimentou uma mudança de coração, Esaú também; e essas mudanças se tornaram visíveis na expressão da forte emoção que essa reunião de família  propiciou.

A culpa e o perdão são tão eloqüentes em cada movimento da mútua aproximação, que o Senhor nosso não pôde achar melhor modelo para o pai do pródigo neste ponto, do que Esaú: “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou” (Lucas 15:20). Jacó reconheceu posteriormente que viu no rosto de Esaú, o rosto de Deus: “como se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste contentamento em mim” (Gênesis 33:10).

Ambos choraram. Jacó chorou de alegria, por ser recebido tão gentilmente por seu irmão a quem ele havia temido. E Esaú talvez tenha chorado por pesar e vergonha, ao pensar nos planos perversos que ele havia concebido contra o seu irmão, os quais ele se viu estranha e inexplicavelmente impedido de executar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201602_06.pdf

sábado, 13 de junho de 2026

Atos 20.28

Atos 20.28 “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. ”

 

 “Olhai, pois, por vós...”

Paulo chega à segunda parte do seu discurso em Mileto aos anciões das igrejas de Éfeso. Na primeira parte exortou os seus ouvintes no sentido de seu exemplo pessoal visar ser um padrão para eles, mas agora volta-se à exortação direta, dizendo como devem agir quando ele já não mais estiver com eles.

Eles devem prestar atenção à sua própria condição espiritual: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16). Pois eles não podem dar um cuidado adequado aos outros se negligenciam o cuidado e a instrução de suas próprias almas e da sua própria família: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?) (1 Timóteo 3:4,5) ”.

 

“...e por todo o rebanho...”

Eles devem "pastorear" a igreja de Deus; pastorear em termos gerais, significa "cuidar" de um rebanho e, em específico, "levar um rebanho ao pasto para alimentá-lo". Essa é a primeira tarefa dos pastores. "Não apascentarão os pastores as ovelhas?  (Ezequiel 34.2). No salmo 23 Davi descreve essa função do pastor: “Deitar-me faz em verdes pastos...” (Salmos 23:2).

No período que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe (Rute 1:1). Os pastores devem se dedicar a alimentar as ovelhas, com pastos verdejantes e pão de qualidade para que essas não procurem alimentos em outros rebanhos.

Olhar por todo o rebanho também nos exortar a zelarmos por todas as faixas etárias da igreja. Deus nos comissionou para pregar a toda a criatura. Devemos olhar para os jovens, para os anciões, para as crianças e nos preocuparmos com o alimento adequado para todos, pois, seria um grande pecado negligenciar o povo de Deus, comprado a tão alto preço.

 

“...sobre o que o Espirito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes...”.

O Termo grego “episkopos” transmite a ideia de supervisão espiritual e de cuidados pastorais. Tais pessoas devem a sua nomeação à escolha que Deus delas fez mediante o Espírito. As pessoas que aqui se descrevem como sendo “bispos” são as mesmas que são chamadas “presbíteros” no v. 17, e em 14:23 lemos como Paulo os nomeava nalgumas das suas igrejas com oração e jejum, isto é, em dependência da orientação do Espírito. Sua tarefa era pastorear a igreja, isto é, agir como pastores; refere-se de todos os cuidados que devem ser exercidos com relação ao rebanho.

 

“...a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”

A igreja aqui é chamada a igreja de Deus. A expressão “igreja de Deus” significa que a Igreja pertence a Deus. Pelo sangue de seu Filho Jesus ele comprou a igreja: “Aquele que nem mesmo poupou a seu próprio Filho, antes, o entregou por todos nós” (Romanos 8.32).

Todavia aqui a afirmação é que Deus comprou a Igreja com seu próprio sangue, derramado na cruz para expiar os pecados. Isso só faz sentido com as palavras de Jesus ao Judeus: Eu e o Pai somos um” (João 10.30). Uma vez que tanto pai quanto Filho representam uma só divindade. Deus resgatou a igreja com seu próprio sangue.

O grande preço que Deus pagou para adquirir a Igreja deveria motivar os anciãos a fazer os sacrifícios necessários para o bem-estar dela.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/11/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1982.

STOTT, John. A Mensagem de Atos – Até aos confins da Terra. São Paulo: ABU s/c, 1994

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 13 DE JUNHO DE 2026 (2 Coríntios 5.17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
13 DE JUNHO DE 2026
SENDO NOVA CRIATURA EM CRISTO

2 Coríntios 5.17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

 

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; ”

Falando primeiramente de si mesmo e depois de todos os que conheceram a Cristo, Paulo disse que estar em Cristo é participar de uma nova forma de ser. A cruz e a ressurreição efetuaram uma ruptura radical com antiga vida de Paulo, trazendo-o a uma união vital com Cristo e a uma esfera de existência totalmente nova. Paulo se tornou uma nova pessoa com uma nova identidade: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2.20).

Agora ele pertence a um “novo mundo”. A mudança é tão dramática, que somente pode ser descrita como uma “nova criação”. Cristo já havia dito a Nicodemos: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6).

Paulo usou parcamente a terminologia do novo nascimento. O conceito de nova criação está contido no novo nascimento, mas há uma ênfase diferente. Paulo via a novidade em Cristo como um conceito mais coletivo do que individual. O novo nascimento tende a enfatizar o indivíduo e seu relacionamento com Deus, enquanto a nova criação é uma nova ordem mundial.

Ser salvo, redimido e reconciliado é, ao mesmo tempo, tomar uma decisão individual e passar a fazer parte de um novo povo: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2.10). Isso implica uma nova maneira de se relacionar com as pessoas, pois fomos criados de novo para boas obras: ”Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.10).

 

“... as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

Toda a sua antiga vida — suas relações, condições, e situações— “já passaram” (tempo verbal aoristo em grego, denotando um fato realizado); em seu lugar veio, e agora existe (a implicação do tempo verbal perfeito em grego), uma nova vida “em Cristo”.

Empregando uma linguagem escatológica do fim dos tempos Paulo disse que Deus, por meio de Cristo, invadiu a antiga ordem da humanidade. Depois que Deus criou a humanidade e o pecado entrou nos seres humanos, a velha criação prevaleceu. Então, em Cristo, Deus voltou aos seres humanos para recriar um povo. Eis que se fizeram novas.

Talvez o apóstolo estivesse conscientemente ratificando o profeta Isaías: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo” (Isaías 65.17-18).

Em Cristo participamos de uma nova era. O reino do Messias está dentro de nós: “É chegado o reino dos céus” (Mateus 10.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_03.pdf

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 12 DE JUNHO DE 2026 (Gálatas 5.22)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
12 DE JUNHO DE 2026
QUEM É DE CRISTO TEM O FRUTO DO ESPÍRITO

Gálatas 5.22 “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ” 


Após de uma exposição sobre a luta da carne contra o Espírito, Paulo nos apresenta as chamadas “Obras da Carne” (Gálatas 5.19-21) elas são listadas: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

 

“Mas o fruto do Espírito é: “ 

A fim de evidenciar a vida de comunhão com Deus, Paulo começa agora a falar do que acontece com aqueles que se submetem ao Espírito Santo: em lugar de obras aparecem o fruto e em lugar de carne aparece o Espírito. As mais belas virtudes cristãs são destacadas na vida daqueles que vivem sob o controle do Espírito Santo. O singular fruto, como sempre é usado por Paulo, na verdade trata-se de um recurso para destacar a unidade que o Espírito Santo cria na vida daqueles que se sujeitam a Ele, produzindo as diversas virtudes, mas tendo uma só fonte. No viver carnal a desunião é grandiosa, ao contrário daqueles que vivem sob a vida dinâmica do Espírito Santo, que busca levar o crente a viver como Jesus viveu neste mundo, tendo um só sentimento, em total perfeição (Gl 4.19). O viver na carne traz diversos problemas, conflitos, pecados, mas o viver no Espírito produz uma vida segundo o querer de Jesus. A lista de Paulo começa da seguinte maneira:


“...amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ”

a) Amor (Agápe). É importante entender que Paulo não está dizendo aqui, que as demais virtudes vêm do amor, na verdade, ao o amor é a decisão de tudo (1 Coríntios 13.13; 1 João 4.8).

b) Gozo (Chard — alegria com motivos certos). Quer dizer alegria, não é produto do crente, mas vem ao crente por meio de Jesus e do Espírito (João 15.11; 1 Tessalonicenses 1.6).

c) Paz (Eiréne — ordem, segurança, felicidade, ausência de ódio, vida confiante no que Cristo fez). Essa paz vem de Cristo e concede tranquilidade ao crente (João 14.27; Filipenses 4.6), ela visa atingir também os relacionamentos.

d) Longanimidade (makrothumía-paciência). Dominado por esse fruto o cristão não se apressa em tomar atitude ásperas de imediato, nem fica dominado com o sentimento de vingança, mas deixa tudo nas mãos de Deus (Romanos 12.19).

e) Benignidade (Crestótes — generosidade, amabilidade). A ênfase está em fazer o bem e envolve atitudes sociais.

f) Bondade (Agathosyne — retidão, bondade benéfica). Essa bondade trata-se mais de uma conduta, alguém que faz o bem porque é reto e sua alma aborrece o mal. Dominado por esse fruto o cristão nunca agirá com intenções e motivos maléficos.

g) Fidelidade (Pístis — entenda que não se trata de fé, mas sim de fidelidade, lealdade). São diversos os conceitos que essa palavra recebe, mas nesta ocasião ela ganha uma conotação de integridade, dignidade que merece confiança (Mateus 23.23; 2 Timóteo 4.7; Tito 2.10).

h) Mansidão (Praótes — gentileza, faz o bem para o outro com toda humildade, pois o eu carnal está subjugado).

i) Domínio próprio (Encrateia — autocontrole. Domínio sobre os desejos e as paixões, especialmente os apetites sensuais). Estudiosos falam desse controle como um ato de reprimir com mão forte, por intermédio do Espírito, os desejos do eu carnal.

Observe que no tocante às obras da carne, Paulo diz que aqueles que são dominados por ela jamais entrarão no reino dos céus. Para as obras carnais existe restrição, exigências, mas quanto aos frutos do Espírito Santo, Paulo diz que não há Lei, ou melhor, restrição. Não há Lei para frear o fruto do Espírito, pois todas as virtudes do fruto do Espírito são benéficas para nossa vida (Romanos 8.4; 1 Timóteo 1.9). O cristão deve procurar sempre viver sob o poder do Espírito Santo para que esses frutos estejam em sua vida (João 15.2; Efésios 5.9; Colossenses 3.12; 1 Coríntios 13.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/3/2023

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.