LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
31 DE OUTUBRO DE 2026
VIVENDO O AMOR A DEUS COM FIDELIDADE NO DIA A DIA
Deuteronômio 6:5 “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”
“Amarás, pois, o Senhor teu Deus”
Esse versículo está incluído no Shemá Israel. O Shemá é composto de três trechos da Torá (Deuteronômio 6:4-9; 11:13-21; e Números 15:37-41). È uma prece recitada duas vezes ao dia: ao deitar-se e ao levantar-se, conforme preceito da Torá. Este verso também é conhecido como o grande mandamento (Marcos 12.29,30). O Senhor Jesus citou este trecho do em Seu sumário da natureza e da nossa obrigação diante a lei.
A obediência de Israel não deveria surgir de um legalismo estéril baseado na necessidade e no dever. Deveria surgir de um relacionamento baseado em amor. O termo bíblico “amar”, tem uma conotação muito profunda. Oséias usa esse verbo para expressar a afeição de Javé por Israel, fazendo uso de poderosas metáforas, extraídas da vida doméstica, do relacionamento entre marido e esposa: “E o Senhor me disse: Vai outra vez, ama uma mulher,…” (Oséias 3:1a) e do relacionamento entre pai é filho: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho” (Oséias 11:1).
O homem não pode amar a Deus conforme ama a outro ser humano. O amor a Deus envolve santo temor e reverência (vs. 13), e exprime-se por meio daquela lealdade devotada e singela de onde se deriva um serviço obediente e de todo o coração. O amor a Deus, desacompanhado da obediência, não é amor (1 João 4.7-21).
“... de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”
A extensão do amor do homem a Deus deveria ser total. Israel deveria amar a Deus com todo o seu ser. A expressão de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força é uma das favoritas em Deuteronômio (4: 29; 10: 12; 11: 13; 13: 3; 26: 16; 30: 2, 6, 10), e nos oferece uma percepção parcial da antiga psicologia hebraica.
O coração era considerado a sede da mente e da vontade bem como de uma vasta gama de emoções: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Provérbios 23.26). O termo alma é de difícil definição, mas parece ser referir à fonte de vida e vitalidade, ou mesmo do próprio “ser”. Nesse sentido Cristo derramou sua alma na morte por nós (Isaias 53.12). Os dois termos, coração e alma entre si indicam que o homem deve amar a Deus sem qualquer reserva em sua devoção. Para dar ainda mais força à ordem, uma terceira expressão é acrescentada, de toda a tua força, que diz respeito ao lado fisico e mental do ser humano.
Os que amam a Deus verdadeiramente precisam evidenciar isso por meio de ações, não só sentimentos. Isso tudo mostra que nosso amor para com o Senhor precisa ser relacional, ativo, intencional e abarcar todas as áreas da vida.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2026
FONTES:
GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216847/jewish/Shem-Israel.htm
João 14.15 “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.”
“Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.”
Até aqui Jesus falou do seu amor pelos discípulos e da obrigação deles de se amarem uns aos outros; agora, pela primeira vez neste evangelho, ele fala do amor deles por ele. O vínculo vital entre este amor é a obediência deles: “ Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14.23).
Esse é um tema que aparece diversas vezes nos escritos joaninos. “Este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos” (1 João 5.3), e o principal destes mandamentos é que os seguidores de Jesus devem se amar uns aos outros; na verdade, “nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos” (1 João 5.2). Amar o Pai implica em amar seus filhos; amar o Filho implica em amar seus seguidores; entre estes, o amor mútuo implica em amar o Pai e o Filho. Neste amor, a obediência aos mandamentos divinos alcança sua perfeição. E neste contexto de amor é feita a primeira promessa sobre o Parácleto.
Alguns pensam que essa linguagem é contrária ao amor. Jesus, porém, nunca viu a obediência e o amor como atos diferentes um do outro. Pelo contrário, Ele disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama, e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” (João 14.21). O amor a Deus é expresso na obediência a Ele.
Para Jesus, obedecer significou morrer na cruz (João 14:31). Após a longa e tentadora noite registrada nos capítulos 13 a 19, Jesus foi preso. No dia seguinte, Ele foi pregado numa cruz pelos pecados do mundo. Ao fazer isso, Ele ensinou a Seus discípulos à importância da obediência não só por palavras, mas também pelo exemplo: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 João 3.18). Obedecer é a maneira de expressarmos nosso amor a Deus.
C. K. Barrett comenta: "João nunca permitiu que o amor se convertesse em um sentimento ou uma emoção. Sua expressão sempre é moral e se revela na obediência." Sabemos muito bem que sempre há pessoas que juram seu amor com palavras e empregam as ações exteriores do amor, mas que, ao mesmo tempo, infligem dor e destroçam o coração daquelas pessoas a quem dizem amar. Há meninos e jovens que afirmariam com toda certeza que amam a seus pais, mas que, apesar disso, causam-lhes dor e ansiedade. Há maridos que asseguram amar a suas esposas e esposas que dizem amar a seus maridos, mas que, mediante sua falta de consideração e sua irritabilidade fazem sofrer ao casal.
Para Jesus, o amor autêntico não é algo fácil. O verdadeiro amor só se mostra na obediência real. E, como resultado disso, o que os homens denominam amor não o é, pois o amor genuíno é assim.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
01/10/2024
FONTES:
RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200408_01.pdf
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
BARCLAY, William. The Gospel of John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.



