domingo, 27 de setembro de 2026

Deuteronômio 1:12

Deuteronômio 1:12 “Como suportaria eu sozinho os vossos fardos, e as vossas cargas, e as vossas contendas?”

 

“Como suportaria eu sozinho os vossos fardos, e as vossas cargas, e as vossas contendas?”

Ao considerar a grande multiplicação do povo de Israel, Moisés sentiu-se incapaz de carregar sozinho as cargas de liderança e administração: “Eu só não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim” (Números 11: 14).  A magistratura é sempre uma carga. O próprio Moisés, embora eminentemente capacitado para ela, julgava que era uma carga muito elevada sobre os seus ombros. Na verdade, os melhores magistrados sempre se queixam, principalmente, da carga, e são muito desejosos de ajuda.

Moisés não tinha ambição de monopolizar a honra do governo, e governar sozinho como um monarca absoluto v. 9. Embora ele fosse um homem que muito merecia esta honra, estava desejoso de que outros pudessem ser nomeados como seus assistentes no trabalho, e conseqüentemente compartilhassem com ele da honra.

Seria então imperioso haver alguma delegação de responsabilidade como a que fora sugerida por Jetro, sogro de Moisés: “...escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Eles estarão sempre à dis­posição do povo para julgar as ques­tões. Trarão a você apenas as questões difíceis; as mais sim­ples decidirão so­zinhos. Isso tornará mais leve o seu fardo, porque eles o dividirão com você. Se você assim fizer, e, se assim Deus ordenar, você será capaz de suportar as dificuldades, e todo este povo voltará para casa satisfeito" (Êxodo 18.21-23)

Era mister a nomeação de outros que o ajudassem.  Esses homens escolhidos ajudariam a estabelecer e promover a justiça na terra de Canaã, e não somente a manter as coisas em boa ordem. Israel seria um povo santo e distinto, diferente dos antigos habitantes da região. Os escolhidos seriam instrumentos que levariam o povo de Israel a lembrar, aprender e pôr em prática a legislação mosaica. Eles efetuariam a missão de Moisés, tal como a Igreja leva avante a missão de Jesus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/9/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Lição 1: Deuteronômio: o livro da aliança. 4 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuía terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles. ” (Deuteronômio 1.8)

 

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós;

No versículo 7, o grande legislador Moisés deixou claro que o Senhor havia dado a ordem para que partisse: “Voltai-vos, e parti”, pois a terra que lhes fora prometida estava diante deles. Após quarenta anos de peregrinação pelo deserto, o povo hebreu enfim entrou na Terra Prometida (Canaã). Apenas a geração que nasceu no deserto tomou posse da terra. Devido à incredulidade e às constantes murmurações após a saída do Egito, Deus determinou que a geração original pereceria no deserto: "Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós. Neste deserto cairão os vossos cadáveres, como também todos os que de vós foram contados segundo o vosso recenseamento, de vinte anos para cima, os que contra mim murmurastes; Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num" (Números 14:28-30).

Biblicamente, sabemos que as promessas de Deus são verdadeiras, mas, para desfrutarmos delas, é preciso que nos movimentemos e andemos em obediência e fé: “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.” (Hebreus 4:2).

 

“... entrai e possuía terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.”

Deus iria entregá-la por causa do juramento feito aos seus pais. Esta era, portanto, a terra prometida a Abraão, a Isaque e a Jacó (Genesis 12: 1-7; 13: 14-17; 15: 18). Os três patriarcas  são mencionados juntos por sete vezes em Deuteronômio (1.8; 6.10; 9.5,27; 29.13; 30.20; 34.4). De acordo com o Pacto Abraâmico, a Terra Prometida fazia parte da herança dada por Deus.

Era algo sobre o que Javé havia jurado e era privilégio e dever deles tomar conta do território prometido. Eles tinham direito a ele, e, pela graça de Deus, tinham o poder de assim fazer:“Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” (Gênesis 15:18).

Deus colocou diante da antiga geração uma oportunidade que não foi valorizada e, por isso, fracassaram. Agora a coloca diante da nova geração: para entrar na terra, precisava apenas ter fé, ação e obediência: “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós” (2 Coríntios 1:20). Da mesma forma quando Deus nos ordena que sigamos adiante no nosso caminho cristão, Ele coloca a Canaã celestial diante de nós, para nosso encorajamento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/8/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

THOMPSON J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

sábado, 26 de setembro de 2026

A IGREJA É ENVIADA PARA ANUNCIAR O EVANGELHO A TODOS OS POVOS (Mateus 28.19) 26/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
26 DE SETEMBRO DE 2026
A IGREJA É ENVIADA PARA ANUNCIAR O EVANGELHO A TODOS OS POVOS 

Mateus 28.19 “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.


“Portanto, ide,” 

Esse versículo nos orienta de maneira cronológica a maneira que deve ser anunciada a Grande Comissão. Em primeiro lugar deve-se ir onde estão as pessoas sendo longe ou perto. Nosso Senhor fez o mesmo quando desceu do céu (saiu da zona de conforto), não tendo aspiração de ser semelhante a Deus (ignorou seu título, sua glória) e assumiu a forma de servo (fez-se semelhante a nós). E uma vez na nossa forma foi não somente as ovelhas perdidas da Casa de seu Pai: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38). 

Cristo foi o enviado do Pai, agora nós que somos conhecidos pelo seu nome somos os enviados dEle: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós“ (João 20:21). Ou seja, devemos nos despojar de todo o nosso orgulho e conquistas, deixar a zona de conforto e nos misturarmos com aqueles que estão nas trevas a fim de os resgatar para a nossa maravilhosa luz: ”E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo “ (Filipenses 3:8). 


“... ensinai todas as nações,” 

Em segundo lugar deve-se ensinar todas as nações, afinal o nosso alvo é toda a criatura independente de cultura, passado, idade ou aparência. Era previsto na palavra que o Messias seria mestre nessa disciplina: “Bom e reto é o Senhor; por isso ensinará o caminho aos pecadores ” (Salmos 25:8), e de fato o foi, ora de causar espanto: ”porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas" (Mateus 7:29). 

Nós igreja do Senhor, somos chamados a realizar as mesmas obras que ele realizou, sobre esse importante ministério o apóstolo Paulo nos exorta: ...”se é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Romanos 12:7). Ensinar para tornar nosso ouvinte um novo discípulo de Cristo. Discípulo é aquele que aprende de um mestre. O termo se aplica com frequência nos evangelhos aos seguidores de Jesus (Mateus 5.1; João 2.12). 

Disso segue o discipulado, ensino para ser seguidor de Cristo, ou seja, o ensino bíblico básico para o novo convertido desenvolver-se espiritualmente. Trata-se de instruções que abrangem vários aspectos da vida, na área espiritual, emocional e social. O discipulado não é opção, é mandamento divino para a edificação e crescimento espiritual de cada cristão. 

Além do discipulado, Ele também ordenou que esses novos discípulos guardem o que aprenderam: “ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28.20). Ou seja, as doutrinas e os pontos doutrinários que Jesus ensinou. O livro de Atos mostra os apóstolos no cumprimento dessa palavra (Atos 2.42; 4.1,2; 5.21,28). 


“batizando-as” 

Em terceiro lugar “batizando-as”. O batismo é uma ordenança de Cristo. Na língua original do Novo Testamento, o grego, a palavra batismo (baptizō) significa “imergir”, “mergulhar”. Todos os que creem devem ser batizados, porém para isso é necessário ser discípulo e não apenas ouvinte. 

Muitos usam o texto do Eunuco etíope para justificar que para se batizar basta somente crer. Analise o texto: “ E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus ” (Atos 8:36,37). Veja porem que o texto possui contexto e nos diz nele que esse eunuco “tinha ido a Jerusalém para adoração” o que quer dizer que era prosélito (Gentio convertido ao judaísmo) e “assentado no seu carro, lia o profeta Isaías” era conhecedor e estudante das doutrinas do judaísmo, ele possuía um rolo do profeta Isaías e estudava durante a viagem. Felipe na oportunidade lhe indicou Cristo e lhe esclareceu que a profecia que o eunuco lia se referia ao seu recente advento. E acontecendo assim, ele pediu para ser batizado. 

Ora, o eunuco não era um leigo das escrituras como a maioria dos judeus também não eram. Porém a nós gentios é esclarecido “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo ” (Efésios 2:12). O que quero dizer é que na maioria das vezes muitos de nós somos leigos acerca das coisas de Deus. Por isso é sim necessário o discipulado básico ao menos. 


“... em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” 

Por último em Mateus 28.19, encontramos a fórmula do batismo na expressão: “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, pois a salvação procede do Pai que a planejou; do Filho, que a consumou; e do Espírito Santo que convence o homem do pecado que o separa de Deus.. 

A fórmula tríplice do batismo é uma maneira de ressaltar a Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos. Essa doutrina está implícita no Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gênesis 1.26; 3.22; 11.6, 7; Isaías 6.8). 

Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Deuteronômio 6.4) reafirmada pelo Senhor Jesus (Marcos 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de Deus não é absoluta. E o Novo Testamento revela de maneira explicita que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13; Efésios 4.4-6; 1 Pedro 1.2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
17/03/2021 

FONTES: 

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020. 

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: os fundamentos da nossa fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Deuteronômio 1.30

Deuteronômio 1.30 “O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós, por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito.” 

 

“O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós,”

Moisés estava relembrando suas palavras ao povo, quando estes foram rebeldes ao mandado do Senhor, murmurando quanto aos gigantes que havia na terra de Canaã. Essas palavras de Moisés não se encontram na narrativa de Números 14, porém ele nos revela seu discurso aqui em Deuteronômio.

Ele lembrou ao povo o fato do Senhor Deus havia descido “para livrá-los da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel” (Êxodo 3:8ª), e que ainda ia adiante deles:  “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite” (Êxodo 13:21).

Quando o Senhor provou Moisés dizendo que não iria mais com o povo, mas enviaria um anjo, Moises lhe respondeu: “Se tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui” (Êxodo 33:15b).

 

“... por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito.”

Javé não haveria de decepcionar agora a Israel, na fronteira da terra de Canaã. Ele pelejaria por eles (Êxodo 14.14). As palavras encorajadoras de Moisés incluíam como a providência de Deus sempre havia tido cuidado com eles; pois a presença de Deus garantia a vitória do povo: “quando saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo” (Deuteronômio 20.1).

Moisés relembra o que eles tinham visto acontecer no Egito, onde seus inimigos tinham todas as vantagens possíveis contra eles e ainda assim foram derrotados e humilhados. O exército egípcio sendo dificultados pela nuvem da presença de Deus confessaram: “Fujamos da face de Israel, porque o Senhor por eles peleja contra os egípcios” (Êxodo 14.25). Javé tinha vencido ao Faraó da maneira mais espetacular, tal como fora capaz de derrotar inimigos similares em Canaã.

O Senhor só estava pedindo um ato de iniciativa da parte dos filhos de Israel. Eles só precisavam cruzar a fronteira e marchar, pois a Palavra de Deus estaria com eles. Aos olhos do povo de Israel, contudo, os filhos de Anaque pareciam mais formidáveis do que o Faraó, o que era um absurdo. Naquela época, o Egito era a maior potência militar, dotado da civilização mais avançada; mas Javé havia derrotado os egípcios.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/9/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

AS CIRCUNSTÂNCIAS NÃO IMPEDEM O AVANÇO DO EVANGELHO (2 Timóteo 2:9) 25/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
25 DE SETEMBRO DE 2026
AS CIRCUNSTÂNCIAS NÃO IMPEDEM O AVANÇO DO EVANGELHO 

2 Timóteo 2:9 “Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.”

 

“Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor;”

Quando Paulo escreveu estas palavras estava na prisão romana, preso com uma cadeia. Isto era literalmente certo, porque durante todo o tempo que esteve na prisão, de noite e de dia Paulo estaria encadeado ao braço de um soldado romano. Roma não se arriscava a que escapassem seus prisioneiros. Depois de mencionar o evangelho no versículo 8, Paulo disse sibre ele:” pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor”(ARA). Ele não estava sofrendo por ter feito algo errado, mas por ter pregado o evangelho. Os aborrecimentos, a oposição e a prisão brotaram diretamente do seu testemunho firme sobre a Ressurreição.

 “Malfeitor” era a palavra contemporânea para um criminoso comum. A outra ocorrência do termo no Novo Testamento é na designação dos “malfeitores” crucificados com Jesus (Lucas 23:32, 33, 39). No que dizia respeito a Roma, Paulo era membro de uma religião ilegal e líder da seita odiada responsável pela destruição da cidade. Jesus sofreu e morreu como um criminoso comum, e agora Paulo faria o mesmo. Pois a prisão nerônica era terrível, muito mais do que o aprisionamento brando da sua primeira prisão (Atos 28).

 

“... mas a palavra de Deus não está presa.”

Paulo inseriu uma nota positiva da sua terrível prisão: contudo, a palavra de Deus não está algemada. Os inimigos do evangelho podiam algemar ou prender o mensageiro, mas não podiam algemar ou prender a mensagem. Ela fora proclamada a muitas testemunhas. Cartas inspiradas circulavam. Relatos do Evangelho haviam sido escritos.

Com certeza Paulo estava transmitindo o evangelho mesmo durante seus julgamentos em Roma. Agora, Timóteo transmitiria a Palavra a outros, iniciando uma progressão sem fim (2 Timóteo 2:2). Ficamos lembrando Filipenses 1:12-18, onde nota que sua prisão (a primeira), longe de impedir o evangelho, deu aos seus colegas cristãos a confiança de pregar a palavra de Deus com excepcional destemor.

A chama tinha sido acesa e todos os esforços dos homens não conseguiriam apagá-la. Se o esforço humano pudesse ter apagado o evangelho, ele teria se extinguido há muito tempo; mas a Palavra permanece “viva e eficaz” (Hebreus 4:12). “O céu e a terra passarão”, disse Jesus, “mas as Minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35). Dois mil anos depois, ainda estamos lendo e estudando essa Palavra!

O imperador romano Diocleciano protagonizou a "Grande Perseguição" (iniciada em 303 d.C.), que foi o ataque mais sistemático do Império Romano contra os cristãos e, de forma inédita, o primeiro a colocar a destruição da Bíblia como meta central. Apesar de ter mandado erguer monumentos celebrando a suposta "extinção da fé cristã", a campanha de Diocleciano fracassou. Apenas dez anos após o início da perseguição, o imperador Constantino assumiu o poder, promulgou o Édito de Milão (313 d.C.), garantindo liberdade aos cristãos, e posteriormente encomendou a reprodução de dezenas de novas cópias da Bíblia financiadas pelo próprio império.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

BARCLAY, William. The letters to Timothy, Titus, and Philemon Tradução: Carlos Biagini

CESARÉIA, Eusébio. História Eclesiástica. São Paulo: Novo Século, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_01.pdf

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A PREGAÇÃO É O MEIO DE DEUS PARA ALCANÇAR AS NAÇÕES (Romanos 10:14) 24/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
24 DE SETEMBRO DE 2026
A PREGAÇÃO É O MEIO DE DEUS PARA ALCANÇAR AS NAÇÕES 

Romanos 10:14 “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?”

 

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?”

Esse versículo é prefaciado com esta citação: “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (v. 13). A expressão “invocar” baseia-se em Joel 2:32. A passagem em Joel tem a ver com a vinda do “grande e terrível Dia do Senhor” (Joel 2:31) e o termo “Senhor” é uma referência a Deus. Douglas J. Moo escreveu: “O ‘Senhor’ em Joel é Iavé, o nome de Deus relativo à aliança. Paulo identifica esse ‘Senhor’ com Jesus (Romanos 10:9, 12). Esclarecendo que os primeiros cristãos identificavam Jesus com Deus”.

Pedro citou essa mesma passagem de Joel em Atos 2:21 e depois instruiu seus ouvintes a se arrependerem e serem batizados (Atos 2:38). O pregador Ananias disse a Paulo: “E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele” (Atos 22:16).

Para se invocar o nome do Senhor pressupõe-se primeiro que se conheça e creia em seu nome (isto é, que ele morreu, ressuscitou e é Senhor). Ou seja, diz respeito à fé salvadora, expressão normalmente usada nos escritos de João. Os homens são exortados a invocar o nome do Senhor e serem salvos. Mas não invocarão o Seu nome a menos que sejam movidos a crer nele, não crerão nele a menos que ouçam falar dele, não podem ouvir dele a menos que alguém lhes leve as novas, e ninguém pode levar as novas a menos que seja enviado para isso.

 

“E como crerão naquele de quem não ouviram?”

O pregador do evangelho é responsável pela pregação do evangelho, mas o público-alvo de sua mensagem também tem uma responsabilidade: precisam ouvir. O versículo 17 diz: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo”. A parábola do semeador enfatiza como é importante ser um ouvinte receptivo (Mateus 13:3–9, 18–23).

“Ouvir” não denota simplesmente o processo pelo qual algo dito é registrado no consciente do ouvinte. O contexto pressupõe ouvir com entendimento e aceitação. Quando Jesus falou dos que se recusaram a aceitar o Seu ensino, Ele disse que, embora ouvissem Suas palavras, ouviam e não entendiam: “Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados” (Marcos 4:12).

Paulo escreveu em uma época em que muitos não sabiam ler. Além disso, manuscritos copiados à mão eram caros demais para o cidadão comum. Se não ouvissem a boa notícia do evangelho, a maioria jamais ficaria sabendo. Hoje, mais pessoas sabem ler, por isso a fé vem muitas vezes pela leitura da Palavra de Deus (João 20:30, 31). Apesar disso, ouvir a Palavra ainda causa um impacto poderoso.

 

“E como ouvirão, se não há quem pregue?”

Esse é um dos textos do Novo Testamento que ressalta a importância da pregação (1 Coríntios 1:21). Paulo disse a Timóteo: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4:1, 2). A palavra grega traduzida por “quem pregue” não se restringe ao homem que fica em pé atrás de um púlpito, no domingo ou em outras ocasiões. A palavra é kerusso, que significa “ser arauto”.

O significado básico de “arauto” está intimamente ligado à idéia de “enviar”. Um arauto do primeiro século recebia uma mensagem de alguma autoridade, que o enviava para comunicar essa mensagem a outros. O arauto viajava pelo país, proclamando a mensagem a todos que encontrasse — fosse para um punhado de pessoas numa estrada da zona rural ou para uma multidão na praça comercial de uma cidade maior. A grande comissão do Senhor envia todo cristão como um arauto. Alguns proclamarão a mensagem em público, outros em particular, mas todos devem partilhá-la. Entendamos, assim, que o poder não está no arauto, mas na mensagem do arauto, que é o evangelho, poder de Deus para a salvação.

John Stott sintetiza esses estágios como segue: “Cristo envia seus arautos; os arautos pregam; as pessoas ouvem; os ouvintes creem; os crentes invocam; e aqueles que invocam são salvos”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

Lopes, Hernandes Dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200903_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200903_04.pdf

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Texto Áureo Lição 13: A Missão Continua em Nós Marcos 13.10

TEXTO ÁUREO 

Marcos 13.10 “Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.”

Lição 13 - Lições Bíblicas Adultos do 3º Trimestre de 2026 - CPAD

O EVANGELHO É ANUNCIADO COM OUSADIA E SEM IMPEDIMENTO (Atos 28.31) 23/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

23 DE SETEMBRO DE 2026
O EVANGELHO É ANUNCIADO COM OUSADIA E SEM IMPEDIMENTO 

Atos 28.31 “Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.”

 

“Pregando o reino de Deus,”

Mesmo agora aprisionado o apóstolo Paulo não muda o seu discurso. Ele continua pregando acerca do Reino de Deus. Mensagem essa anunciada por João, o batista: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mateus 3.2). O reino de Deus está em vigência dentro de todo aquele que recebeu Cristo como Senhor e salvador da sua vida. Jesus pregava: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1.15).

Essa também foi a mensagem dos apóstolos e profetas:  “E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:7). E esta mesma mensagem deve ser transmitida por nós a toda criatura até que se cumpram todas as coisas: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mateus 24.34).

 

“...e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.”

Paulo recebeu permissão para abrir a casa: “...onde recebia todos que o procuravam” (v. 30b) — judeus e gentios, cristãos e não cristãos igualmente. Além do ensino oral, Paulo estendeu sua influência por meio da escrita. Algumas de suas mais belas epístolas foram escritas durante esse período : Efésios, que fala de Cristo e Sua igreja; Filipenses, a carta de amor de Paulo à igreja em Filipos; Colossenses, na qual as palavras de Paulo combatem a heresia exaltando Jesus; e Filemom, uma carta pessoal a um amigo. Essas cartas acrescentam muito ao que se sabe de Paulo no período em que esteve em Roma.

A maior preocupação de Paulo sempre foi a propagação do evangelho. Ele pediu orações aos colossenses “para que Deus nos abra porta à palavra... para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4:3, 4)56 . Escreveu o seguinte com grande alegria aos filipenses: “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus” (Filipenses 1:12–14).

As mãos de Paulo estavam algemadas, mas sua língua estava livre. Ele não podia se movimentar livremente, mas o evangelho podia. Estava encarcerado, mas a Palavra não (2 Timóteo 2:9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200207_03.pdf

 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

O EVANGELHO AVANÇA ATÉ OS CONFINS DA TERRA (Atos 1.8) 22/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
22 DE SETEMBRO DE 2026
O EVANGELHO AVANÇA ATÉ OS CONFINS DA TERRA

Atos 1.8 “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”


“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós,”

Apesar de Cristo já haver soprado sobre os discípulos o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo” (João 20:22), Ele ainda não havia sido derramado.  João explica isso no seu evangelho:  “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (João 7:38,39). O próprio Cristo havia dito: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16:7).

O Espírito Santo desceria sobre eles com poder. Fato que se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo capacitou os discípulos a falar novas línguas. Isso também é chamado por Lucas de revestimento de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).

Os discípulos de Cristo, após receberem a promessa, saíram ousadamente a pregar a Palavra de Deus (Atos 4.13). Antes, eram tímidos e temerosos, porém, após o revestimento de poder, passaram a proclamar audaciosamente o Evangelho de Cristo e a realizar sinais, milagres e maravilhas (Atos 2.14-40; Atos 3.1-10).


“... e ser-me-eis testemunhas,”

O poder que recebemos do Espírito Santo tem como finalidade capacitar-nos para sermos testemunhas em todo o mundo. 

Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas ‘testemunhas’, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição a fim de que pregassem o seu evangelho: ”Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos,  E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém “ (Lucas 24:46,47).

Pedro quando inclui Matias no apostolado em lugar de Judas Iscariotes disse: “É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição” (Atos 1:21,22).

O fato de ser testemunha indica a veracidade dos fatos. Quando a mulher samaritana deu testemunho das palavras de Cristo, os homens daquela cidade o procuraram e creram “E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (João 4:42)

 

 “... tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”

Jerusalém era a cidade local daqueles que estavam ouvindo a Jesus. Judéia era a região maior em que eles estavam. Samaria era uma região vizinha. E os confins da terra representavam o mundo todo. Quanto Jesus fala que eles deviam ser testemunhas tanto em Jerusalém como em Judéia e Samaria, e até os confins da terra, Ele mostra que isto deve acontecer simultaneamente. Ou seja, devemos fazer missões em nossa cidade, em nosso estado, nos estados vizinhos (nosso país), mas também no mundo todo.

Esta é a nossa missão. Sermos testemunhas de Jesus onde for possível. Que no o Espírito Santo possamos cumprir a nossa missão, testemunhando de Jesus em todos os lugares, seja indo e testemunhando pessoalmente, seja orando pelos missionários, seja contribuindo com aqueles que se dispõe a ir.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

PALMA, A. D. O Batismo no Espírito Santo e Com Fogo:Os Fundamentos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 2002.

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas:Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.

https://www.batistapioneira.edu.br/e-sereis-minhas-testemunhas/