domingo, 15 de março de 2026

Lição 12: O Filho e o Espírito. 1 Trimestre de2026.


 TEXTO ÁUREO 

Lucas 1:35 “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

 

“E, respondendo o anjo, disse-lhe:”

Após Maria ter questionado o anjo que lhe falara: “Como será isto, visto que não conheço varão?” Segundo pearlman estas palavras não expressam dúvida. Maria apenas não entende a maneira como se cumprirá a profecia. O anjo então lhe responde. Esse anjo chama-se Gabriel. Gabriel foi o anjo enviado a Daniel, na Babilônia, para explicar ao profeta a visão do carneiro e do bode e anunciar a profecia das 70 semanas (Daniel 8.16-27; 9.21-27).

Depois de um intervalo de vários séculos, ele foi enviado a Jerusalém como arauto para anunciar a Zacarias o nascimento de João Batista (Lucas 1.11-22), e agora a Nazaré para anunciar a Maria o nascimento do Messias. Ele Identifica-se a Zacarias como alguém que vive na presença de Deus: “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas” (Lucas 1:19).

 

“Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra;”

Em contraste com as lendas pagãs da antiguidade relacionadas com reputada descendência de deuses e homens, não houve nenhuma intervenção física. O Espírito Santo, por meio de um ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a Encarnação.

Jesus relacionava-se com o Espírito Santo desde o primeiro momento de sua existência humana. O Espírito Santo veio sobre Maria, e o que dela nasceu tinha o direito de ser chamado santo. Através do nascimento virginal, o Filho de Deus tomou sobre si natureza humana. A união das naturezas divina e humana resultou numa Pessoa, Jesus Cristo: ”E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14).

Altíssimo (superlativo do adjetivo alto) é usado como um título para Deus, destacando a sua supremacia (Genesis 14.18; Salmo 7.17; 9,2; Isaías 14.14). Melquisedeque, o sacerdote de Salém, é identificado como servo de El Elyon (Altíssimo). Na LXX e no Novo Testamento, esse título aparece como a palavra grega hupaistos (Lucas 1.32; Atos 7.48).

O “Altíssimo” a cobriria com sua sombra. Esta expressão sugere grande proximidade. Nós devemos andar muito próximos a um companheiro, se desejamos que a sua sombra caia sobre nós. Podemos imaginar alguma expressão mais perfeita ao descrever a constante presença de Deus com os Seus escolhidos, do que esta — eles “descansarão à Sua sombra"? (Salmo 91).

Na bela alegoria de Salomão, a igreja, em época de especial comunhão com Cristo, diz, a respeito dEle — “desejo muito a Sua sombra e debaixo dela me assento” (Cantares 2.3) — Maria não precisaria temer. Poderia confiar em Deus e habitar no seu esconderijo (esconderijo do Altíssimo) e descansar á sombra do Todo-poderoso (El Shaday).

 

“... por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

Por ser filho do “altíssimo”, nascido de uma virgem, embora homem, Jesus seria santo e Filho de Deus. Na linguagem bíblica, “filho de” significa quem participa da natureza de algo ou alguém. O Filho do Altíssimo participa da natureza de Deus. É verdadeiramente divino. Afinal sua vida vinha de cima (João 8.23), ele é o Homem que veio do céu (1 Coríntios 15.47).

Santo também é um atributo divino e um dos títulos de Deus. Jesus se identifica a igreja de Filadélfia como aquele que é santo. Por possuir a natureza divina, Jesus compartilha da santidade de Deus Pai: “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo,” (Apocalipse 3:7). Aquele que é Santo só poderia ter nascido do Espírito Santo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

sábado, 14 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 14 DE MARÇO DE 2026 (1 Pedro 1:4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
14 DE MARÇO DE 2026
A HERANÇA DO CRENTE É INCORRUPTÍVEL E GUARDADA NOS CÉUS 

1 Pedro 1:4 “Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, “

 

“Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar,”

As esperanças do homem natural são desapontadoras. Haja vista que o verdadeiro significado da palavra esperança adquiriu um sentido de contingência, quase de improbabilidade. Costumamos dizer, “espero que sim”. Mas ao dizê-lo, exprimimos incerteza que nos obstruem a expectativa. Todavia, não há incerteza na esperança cristã. Não é uma esperança do tipo “espero que sim”, mas do tipo “sei que sim”.

É nos assegurada pelo amor que levou Jesus à cruz e o ressuscitou dos mortos a certeza de uma herança, um presente que Deus nos reservou nos céus. Pois, o propósito ou alvo final do novo nascimento é definido desta feita em termos de uma herança. Essa herança é caracterizada pelo uso de uma série de três adjetivos gregos traduzidos em ARA por "incorruptível, sem mácula, imarcescível". O propósito, sem dúvida, é ressaltar a singularidade e a incomparabilidade da herança.

Essa herança é Incorruptível. Tem o sentido básico de algo que não perece, não apodrece: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem” (Mateus 6.19). Essa herança é Incontaminável ou sem mácula. Tem o sentido de algo que é extremamente limpo, sem qualquer tipo de sujeira ou contaminação que possa levar ao apodrecimento. Essa herança também é imarcescível ou que não se pode murchar. Ela não é alterável é praticamente sinônima de incorruptível, mas mais aplicada às coisas da natureza.

 

“... guardada nos céus para vós, “

Coisas físicas são perecíveis e efêmeras. A herança cristã, ao contrário, está reservada nos céus. Estamos então mais do que seguros, afinal ela está guardada. Não por uma guarnição de soldados, mas pela força operante de Deus. Ela está fora do alcance de assaltantes, tal como em Mateus 6:19. O poder de Deus a guarda de tal forma que com certeza obteremos essa herança: “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”(Apocalipse 22.12).

Quão grande é esse tesouro! Quão seguro está ele em Cristo! Quão firme é para os que crêem. Por igual modo  a coroa da justiça  está reservada para aqueles que amam a volta do Senhor (2 Timóteo. 4:8). Essa herança é guardada pelo poder de Deus: está reservada em toda a sua grandeza e plenitude.  E é um tesouro incalculável.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – a razão da nossa esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo. Cristão, 1988.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

sexta-feira, 13 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 13 DE MARÇO DE 2026 (Romanos 8:17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
13 DE MARÇO DE 2026
SOMOS HERDEIROS DE DEUS E COERDEIROS COM CRISTO

Romanos 8:17 “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

 

“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo:”

Tendo apresentado provas de que somos verdadeiramente filhos de Deus, Paulo diz: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” Esta expressão confirma o direito legal concedido aos filhos de Deus, a herança do Pai Celestial. Paulo expressou isso da seguinte maneira em Gálatas 4:7: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus”.

Como filhos, nascidos ou adotados, nos tomamos participantes da natureza divina (2 Pedro 1.4). Outrossim, a herança prometida aos filhos de Deus nada tem a ver com o ponto de vista materialista, que interpreta essa herança em termos materiais e temporais. Mas diz respeito a posse da herança pertencente a Cristo, pois somos co-herdeiros com Cristo” , isto é, participamos da mesma glória.

Tente por um instante imaginar a glória e a honra que Cristo recebeu ao retornar ao Pai. O escritor de Hebreus disse que “a alegria que lhe estava proposta” capacitou Jesus a suportar a cruz (Hebreus 12:2). Paulo disse que Cristo foi “recebido na glória” (1 Timóteo 3:16). Você e eu participaremos dessa glória! No fim de Romanos 8:17, Paulo falou de sermos “com ele glorificados”. No versículo 18 ele se referiu à “glória a ser revelada em nós”. No versículo 30, olhando para o futuro, o apóstolo disse que Deus também “glorificou“ aqueles a quem Ele justificou.

Tenhamos em mente que Jesus recebeu a Sua herança por direito, enquanto nós receberemos a nossa pela graça. Em 8:29 Cristo é chamado de “o primogênito entre muitos irmãos”. Quando nos referimos à família de Deus, podemos pensar em Cristo como nosso “Irmão mais velho espiritual”. Jesus mereceu o que herdou; nós, não. Já vimos filhos adultos brigando por uma herança, cada um tentando ficar com uma parte maior. Esse é um espetáculo trágico. Jesus não é assim. Ele é o Único que realmente tem direito à herança, mas, voluntariamente, Ele a divide com Seus irmãos e irmãs!

 

 “... se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

O sofrimento é o necessário prelúdio da glória. Todos sofrimentos que temos nesta vida temporal contra o pecado, contra o Diabo e contra todas as seqüelas do pecado servem de trampolim para a vida eterna, para a glorificação. assim como Ele (Jesus) sofreu em seu corpo os mesmos sofrimentos humanos, e foi depois glorificado, também nós o seremos. Observe que a Bíblia diz que “ a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”.

Quando Paulo diz em 2 Coríntios 4:16 que "mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia", ele quer dizer que as mesmas aflições e privações que destroem o "homem exterior" constituem o meio que o Espírito de Deus emprega para renovar o "homem interior" mais e mais, até que por fim o "homem exterior" desaparece completamente e o "homem interior" se forma plenamente segundo a imagem de Cristo: "Levando sempre no corpo o morrer de Jesus para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo." (2 Coríntios 4:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

 

quinta-feira, 12 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 12 DE MARÇO DE 2026 (Efésios 1:14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
12 DE MARÇO DE 2026
O ESPÍRITO SANTO É O PENHOR DA NOSSA HERANÇA ETERNA

Efésios 1:14 “O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. “

 

“O qual é o penhor da nossa herança,”

O Espírito Santo é o penhor da herança futura, porque a experiência da salvação ainda não é completa na vida do crente aqui e agora (Efésios 1:13; 4:30). Penhor aqui é arrabõn, originalmente uma palavra hebraica que parece ter entrado no uso grego através dos comerciantes fenícios. Nas transações comerciais antigas significava “primeira prestação, depósito, entrada, penhor, que paga parte do preço de compra de antemão, e assim obtém um direito legal sobre o respectivo artigo, ou torna válido um contrato”.

A experiência que o cristão tem do Espírito e, presentemente, uma antecipação e uma garantia daquilo que será seu quando entrar na posse plena da herança legada por Deus. Em 2 Coríntios 1:22: “O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações”, penhor também está ligado à idéia de selo. E Romanos 8:23: “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”, com sentido semelhante, o Espírito é chamado “as primícias“, isto é, os primeiros frutos.

 

“... para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. “

Aqui se continua o pensamento já expresso na metáfora do penhor. Até a obtenção (plena) de nossa possessão divina ou a completa redenção do nosso corpo. Aqui o penhor não é algo separado daquilo que garante, mas é realmente a primeira parte deste. Uma aliança promete o casamento, mas não é em si mesma uma parte do casamento. Um sinal pago na compra de uma casa ou numa compra a prestação, no entanto, é mais do que uma garantia do pagamento; em si mesmo é a primeira parcela do preço de compra.

Assim acontece com o Espírito Santo. Ao dá-lo a nós, Deus não está apenas nos prometendo a nossa herança final, mas realmente está dando uma antevisão dela, o que, no entanto, “é apenas uma pequena fração da futura dotação”.

O verso termina com uma grande doxologia. Tudo o que Deus planejou para os homens incluindo a futura possessão será realizada para louvor da Sua glória. A mais importante motivação do universo é a glória de Deus. O "Westminster Shorter Catechism" expressa isto bem na resposta à sua primeira pergunta, "Qual é o principal objetivo do homem?" "O principal objetivo do homem é glorificar a Deus, e deleitar-se nEle eternamente".

Por três vezes Paulo se refere à glória de Deus neste capítulo. Essas três ocorrências assinalam a parte que as três Pessoas da Deidade desempenham na nossa salvação, dando-nos bênçãos que já recebemos como penhor de outras futuras.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

FOULKES, Francis. Efésios: introdução e comentário. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. 3 ed. São Paulo: Vida Nova/Mundo Cristão, 1984. (Série Cultura Bíblica, n.10).

STOTT, John R. W. A mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus [tradução de Gordon Chown] - 6.a ed. - São Paulo: ABU Editora, 2001.

PFEIFFER, Charles F. e HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR. 1995.

 

quarta-feira, 11 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 11 DE MARÇO DE 2026 (Gálatas 4.6)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
11 DE MARÇO DE 2026
DEUS ENVIA O ESPÍRITO DE SEU FILHO AO CORAÇÃO DOS REGENERADOS 

Gálatas  4.6 “E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.”

 

“E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho,”

Uma vez que recebemos a adoção por meio de Cristo nos tornamos filhos de Deus. A palavra traduzida como adoção é um termo técnico jurídico. Receber a filiação é, pois como ocupar o posto de um filho adotivo. A nova posição do homem, a de não ser mais escravo da lei do mundo, acontece a partir do momento em que aceita a Cristo como filho.

A frase “o Espírito de seu Filho” é relevante por ser usada somente aqui no Novo Testamento, embora “Espírito de Cristo” ocorra em Romanos 8:9. Nota-se neste contexto as atividades do Pai, do Filho e do Espírito Santo são mencionadas em conjunto. Houve, portanto, um duplo envio da parte de Deus Pai. Primeiro, Deus enviou o seu Filho ao mundo; segundo, ele enviou o seu Espírito aos nossos corações: “o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:5).

A ligação entre a atividade do Espírito e a do Filho fica evidente no ensino do próprio Jesus, quando declara acerca do Espírito da verdade que “não falará por si mesmo . . . Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar” (João 16:13,14).

 

“... que clama: Aba, Pai.”

O ato de possuir o Espírito do Filho se exterioriza no clamor do próprio Espírito. A palavra krázo designa o grito do orador. Aqui tem o sentido de uma oração pública que proclama no sentido concreto. Esse clamor é: “Aba, Pai”. Como também diz na passagem paralela de Romanos 8:15,16, quando “ clamamos: Aba, Pai!” é “ o próprio Espírito (que) testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

“Aba” é um vocábulo aramaico que significa “pai”, mas é mais do que isso. É uma palavra usada por crianças para chamar o “pai” semelhante a “papai”. . J. B. Phillips a traduz assim: “ Pai, meu Pai” . A maioria dos judeus não usava essa palavra íntima para se reportar a Deus, mas Jesus a usou. No Jardim do Getsêmani, Ele rogou: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). Os que estão sob o domínio do “espírito de adoção” estão capacitados a orarem com intimidade e a dizerem a Deus: “ Abba, Pai”.

O propósito de Deus, portanto, não foi apenas garantir a nossa filiação através do seu Filho, mas dar-nos a certeza dela através do seu Espírito. Ele enviou o seu Filho para que tivéssemos o status da filiação, e enviou o seu Espírito para que tivéssemos uma experiência dela. Isso vem através da intimidade carinhosa e confidencial de nosso acesso a Deus em oração, na qual descobrimo-nos assumindo a atitude e usando a linguagem, não de escravos, mas de filhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

GUTHRIE, Gálatas: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

STOTT, John. A mensagem de gálatas. São Paulo: ABU, 2000.