quarta-feira, 29 de julho de 2026

2 Timóteo 1:8

2 Timóteo 1:8 “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, ”

 

“Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu;”

A vergonha entrou no mundo quando o pecado entrou no mundo. Antes que o primeiro casal pecasse, “o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:25). No entanto, depois que pecaram, perderam a inocência pueril e conheceram a vergonha da nudez (Gênesis 3:10; Apocalipse 16:15).

Quando agimos mal, nossas consciências dadas por Deus, são projetadas para nos fazer sentir culpados, até mesmo envergonhados. Devemos ter vergonha quando cometemos qualquer espécie de pecado. A vergonha deve nos levar a nos arrependermos de nossos pecados e a corrermos para Deus em busca de perdão.

O problema é que nossa capacidade de nos envergonharmos às vezes sai do prumo. Algumas pessoas não têm vergonha dos atos pecaminosos que cometeram. Suas consciências estão tão cauterizadas (1 Timóteo 4:2) que a sua “glória está na sua infâmia” (Filipenses 3:19; Jeremias 6:15). Por outro lado, é possível sentir vergonha quando não devemos. Este é o problema que Paulo estava abordando.

Ele orienta a Timóteo a não se envergonhar do evangelho, nem dele, seu mestre, pelo fato de estar na prisão. Certamente, Timóteo já tinha a consciência de que um discípulo de Cristo não pode envergonhar-se dEle: “E bem-aventurado é aquele que em mim não se escandalizar (Mateus 11.16). Para isso Paulo declara solenemente sua certeza e firmeza na fé para estimular a Timóteo a não fraquejar em qualquer circunstância: “[...] por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, por­ que eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Timóteo 1.12). E o informa da postura de Ônesiforo: “O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias” (2 Timóteo 1:16). Essa exortação nos mostra que o crente em Jesus não deve jamais se envergonhar dEle nem dos seus pastores que dão suas vidas pela igreja do Senhor.

 

“... antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, ”

Depois dessa orientação o apóstolo concita Timóteo a participar “das aflições do evangelho”. Ele sabia o que falava, não por ouvir dizer, ou por teoria ou retórica humana. Paulo passou pelo fogo do sofrimento pelo amor a Deus e à sua obra. Timóteo tinha conhecimento das experiências de Paulo, em suas jornadas em prol da igreja do Senhor Jesus. Mais do que qualquer outro apóstolo, ele sofreu de modo intenso para cumprir sua missão.

Ele lembrou tais fatos a Timóteo, para que o jovem obreiro sentisse orgulho dos sofrimentos oriundos da causa de Cristo: “Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados” (1 Pedro 3:14).  O governo romano considerava Paulo prisioneiro de Nero; mas ele se considerava prisioneiro de Cristo, encarcerado pela causa de Cristo (Efésios 3:1; 4:1; Filemom 1, 9). Por esse sentimento Paulo escreveu aos gálatas: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17).

O versículo termina com a expressão “segundo o poder de Deus”. Uma possível tradução seria “na força que vem de Deus”. Às vezes, Deus nos salva do sofrimento (como aconteceu quando Pedro estava na prisão em Atos 12), e às vezes Ele nos dá força para suportar o sofrimento (como fazia quando Paulo estava na prisão).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201903_04.pdf

A FÉ CRISTÃ CONFRONTA VISÕES DE MUNDO QUE NEGAM A RESSURREIÇÃO (Atos 17:18)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
29 DE JULHO DE 2026
A FÉ CRISTÃ CONFRONTA VISÕES DE MUNDO QUE NEGAM A RESSURREIÇÃO 

Atos 17:18 ”E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este tagarela? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.”

 

”E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele;”

Alguns ouvintes de Paulo aderentes das filosofias epicureanas e estóicas disputavam com ele. Os epicureus tomavam seu nome do seu fundador Epicuro (341-270 a.C.). Os filósofos epicureus buscavam o prazer moderado e a ausência de sofrimento como bem supremo e não o deleite dos caprichos e instintos momentâneos. Não acreditavam em imortalidade da alma. o ensino deles era: “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”.

Eram materialistas e negavam a providência divina, os milagres, a profecia e a imortalidade. Eles negavam que os deuses exercessem qualquer governo sobre o mundo ou os seus habitantes. Para os epicureus, a divindade, por sua natureza, era transcendente e indiferente ao sofrimento humano. Epicuro repudiava a astrologia e ensinava que a religião era uma superstição; dizia que, para ser feliz, era necessário ser liberto do medo dos deuses.

A familiaridade de Paulo com essa filosofia é evidente. Menandro, escritor e amigo de Epicuro, é aparentemente citado por Paulo em 1 Coríntios 15.33: "As más companhias corrompem os bons costumes".

Os estóicos, fundados por Zenão (340-265 a.C.), adotaram o nome das stoas ou colunatas onde ele ensinava. Ressaltavam a importância da razão, da virtude e do autocontrole. Tinham um conceito panteístico de Deus como alma do mundo. Para eles Deus não era um ser pessoal, mas uma força espiritual ou energia mental imanente aos homens e às coisas. Ele recebeu muitos nomes, como: Logos ou Razão, Natureza, Providência, Espírito divino e outros.

Ao discursar aos atenienses, Paulo o filosofo Cleantes e o poeta Aratus, ambos estóicos: "Porque nele vivemos, nos movemos e existimos” (Cleantes) ,como até mesmo alguns de seus próprios poetas disseram: 'Pois também nós somos seus filhos’ (Aratus)" (Atos 17.28). A filosofia estóica foi adotada por muitos romanos como Sêneca, tutor de Nero, e o imperador Marco Aurélio.

 

“... e uns diziam: Que quer dizer este tagarela?

A impressão inicial que tiveram de Paulo não era favorável. Desfizeram dele, com desprezo, como sendo um tagarela, a palavra se refere a um pássaro que recolhe restos de comida dos esgotos. Essa palavra foi usada também para descrever um mestre que, não tendo idéias próprias, inescrupulosamente plagiava os outros, apanhando restos de conhecimento daqui e dali.

Aludia àquele tipo de pessoa que fazia de seus sistemas ideológicos nada mais do que um saco de trapos, cheio de idéias e frases de outras pessoas. Era um plagiador ignorante, um charlatão, um papagaio, um tagarela intelectual.

 

“E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.”

Os atenienses compreenderam os argumentos de Paulo, mas relutaram com o que ele queria dizer. Pela forma de raciocinarem, diziam que Paulo era um “pregador de estranhos deuses”. Observe a forma plural “deuses”. Quando Paulo pregou a “Jesus e a ressurreição”, concluíram que ele estivesse pregando sobre duas divindades: uma chamada “Jesus” e outra chamada “Ressurreição”.

Acostumados com tantos deuses, os atenienses pensaram que Paulo lhes apresentava novas divindades estrangeiras. A ignorância é sempre preconceituosa. O preconceito pode roubar de uma pessoa preciosas oportunidades. Os atenienses rejeitaram o evangelho por não estarem abertos à pregação do evangelho.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_04.pdf

 

terça-feira, 28 de julho de 2026

O EVANGELHO DEVE SER ANUNCIADO NOS AMBIENTES DO COTIDIANO (Atos 17:17) 28/7/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
28 DE JULHO DE 2026
O EVANGELHO DEVE SER ANUNCIADO NOS AMBIENTES DO COTIDIANO 

Atos 17:17 “De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.”

 

“De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos,”

A reação de Paulo contra a idolatria da cidade não foi apenas negativa (horror e desânimo), mas também positiva. Ele aproveitou o ensejo para testemunhar. Não basta identificar os problemas que afligem a sociedade. Precisamos apontar a solução divina! Embora Silas e Timóteo ainda não tivessem chegado, Paulo começou a pregar. “Por isso, dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos (ARA)”.

Como era costume de Paulo, ele foi à sinagoga aos sábados: “E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras, Expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo” (Atos 17:2,3).

 

“... e todos os dias na praça com os que se apresentavam.”

Paulo não limitou seu ensino aos judeus e tementes a Deus aos sábados na sinagoga local. Nos outros dias da semana ele dissertou as verdades bíblicas com “os que se encontravam” na praça”. Ou seja, na Ágora, ou praça, era o centro dos negócios e das atividades cívicas, como também da propaganda e da troca informal de idéias e novidades.

Em outras cidades, a praça era o centro cultural, comercial e religioso. Em Atenas, era o centro educacional onde os filósofos se encontravam. Sócrates, Platão e Aristóteles haviam ensinado na praça de Atenas. A inclinação natural dos atenienses para ouvir “as últimas novidades” pode não ser elogiável, mas deu a Paulo uma perfeita oportunidade para pregar o evangelho.

Entre os que discursaram com Paulo na praça estavam os adeptos de duas grandes escolas de pensamento atenienses. O versículo 18a diz que “alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele” [Paulo].

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_04.pdf

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Atos 26:16

Atos 26:16 “Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; ”

 

“Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés,”

Em seu relato diante de Agripa II, Paulo enfatizou não a sua conversão, mas a sua comissão, não a maneira como se tomou discípulo de Cristo, mas como foi escolhido para ser um apóstolo. Paulo detalha para Agripa II o seu comissionamento para ser testemunha de Cristo entre os gentios, com o propósito de abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam remissão de pecados e herança entre os santificados pela fé.

A primeira ordem emitida por Cristo a ele foi "levanta-te e firmate sobre teus pés".  Ele, que junto com todos que o acompanhavam, haviam caído com o resplendor: “e caindo nós todos por terra” (v.14), recebe a ordem de não permanecer numa postura de medo e reverência, mas, sim, levantar-se para realizar tarefas ao Senhor.O profeta Ezequiel, também caiu "com o rosto em terra" quando viu "a aparência da glória do senhor". Mas Deus lhe ordenou imediatamente, "Filho do homem, põe-te em pé ... eu te envio aos filhos de Israel... tu lhes dirás as minhas palavras” (Ezequiel 2).

 

“... porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;”

O Senhor continua a falar sem interrupção e revela a razão por que lhe aparecera. Cristo o nomeou servo e testemunha daquilo que Paulo acabara de ver e daquilo que ainda haveria de ver, para ser testemunha com base nestas coisas.

Jesus apareceria a Paulo por diversas ocasiões. Além da estrada no caminho de Damasco, Jesus apareceria a ele na Arábia (Gálatas 1:12, 17-18); apareceu a ele em uma visão do céu (provavelmente antes de sua primeira viagem missionária) onde o Senhor lhe disse: “Minha graça te basta…” (2 Coríntios 12:1-9); apareceu a ele em Corinto (Atos 18:9-10); apareceu a ele enquanto ele orava no Templo em Jerusalém (Atos 22:17-21); e por fim quando Paulo estav preso em prisão de Jerusalém (Atos 23:11).

A descrição de Paulo como ministro e testemunha relembra Lucas 1:2, onde Lucas descreve como a tradição do evangelho foi derivada daqueles que eram testemunhas oculares e ministros (servos) da palavra, e indica que este grupo incluía pessoas tais como Paulo que não acompanharam Jesus durante o Seu ministério terrestre. Assim como Deus "enviou" os seus profetas para anunciarem a sua palavra ao seu povo, Cristo também "enviou" os seus apóstolos para pregarem e ensinarem o seu nome, incluindo Paulo que fora "enviado" para ser apóstolo dos gentios.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

https://thebiblesays.com/pt/tough-topics/resurrect-appearance