Deuteronômio 5.33 “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir."
“Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus,”
Moisés recomenda novamente ao povo que façam tudo aquilo que Deus lhes tinha ordenado: “Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir” (Deuteronômio 5:1b). Vendo que Deus tinha se mostrado tão misericordioso com eles, e tão disposto a considerar a sua estrutura e satisfazê-los naquilo que desejavam, e completamente disposto a fazer o melhor possível para eles.
Os seus pais haviam prometido solenemente obedecer aos estatutos de Deus, porém não puderam cumprir: “Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre” (Deuteronômio 5:29). Agora através de Moisés Deus renova essa aliança: “O Senhor nosso Deus fez conosco aliança em Horebe. Não com nossos pais fez o Senhor esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos” (Deuteronômio 5:2,3).
Então Moisés lhes recomenda que andem em todos os caminhos que Deus lhes tinha mandado, assegurando lhes que fazer isto seria altamente benéfico para eles. Pois a obediência importava para Deus. Este é um dos versículos mais largamente conhecidos de todo o livro de Deuteronômio.
“... para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir."
Quando este versículo foi escrito, estavam em pauta a vida física e o bem-estar diário, na Terra Prometida, visto que o Pentateuco não apresenta nenhum quadro claro sobre a alma que sobrevive à morte física, e que encontra no além-túmulo, ou uma existência bem-aventurada ou um juízo severo.
O Pentateuco também não ameaça os desobedientes à lei com o juízo eterno, tal como não promete a vida eterna aos obedientes. Todavia, há indícios acerca da realidade da alma, como na doutrina da criação do homem segundo a imagem de Deus (Gênesis 1.26,27), e no fato de que ali se fala sobre o Deus dos espíritos (Números 16.22; 27.16). Ficou reservado ao Novo Testamento desenvolver esses indícios em doutrinas e dogmas.
Enquanto Javé fosse obedecido, Israel desfrutaria da bênção da própria vida, e além disso sua existência seria feliz, longa e perpetuada em prole generosa. A promessa consiste em prosperidade e longevidade. No Antigo Testamento, as bênçãos eram terrenas e temporais, como a posse da terra. No Novo Testamento, nós somos abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo (Efésios 1.3).
No Antigo Testamento, a longevidade está associada à obediência a Deus: “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Provérbios 3:1-2). Adam Clarke (1762–1832) observa que uma longa vida na terra é uma grande bênção, se é que estamos vivendo para Deus, porquanto é somente na vida, exclusivamente enquanto ela perdura, que nos podem os preparar para a glória eterna.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26
FONTES:
GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.


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