sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Hebreus 10:23

Hebreus 10:23 “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.”

 

“Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança;”

O autor incentivou os cristãos a “reterem firmes” ou “guardarem firme”. Este é o pensamento chave de Hebreus. De acordo com 3:6, guardar firme a esperança ajuda o cristão a continuar fazendo parte da igreja, ou da casa de Deus. Guardar  firme até o fim é uma das características de quem é participante com Cristo: “Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim” (Hebreus 3.14).

“Confissão” no grego é (homologia), que significa o que é reconhecido, confessado ou professado como verdadeiro. Reconhecemos uma vez a nossa fé em Cristo, o que pode equivaler à “boa confissão” que Timóteo fez. O que Paulo igualou com a confissão de Jesus perante Pôncio Pilatos: “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão” (1 Timóteo 6:12,13).

Se a pessoa declarou abertamente a sua crença e esperança em que o Senhor é o filho de Deus, ela tem para sempre o compromisso de admitir isso vivendo segundo a sua fé. A esperança é o elemento essencial para se ter fé (Hebreus 11:1). Não é possível ter fé real sem crer que Deus é o “galardoador” dos que “O buscam” (Hebreus 11:6). Cristo é o ponto central da nossa esperança (Hebreus 6:19, 20). A esperança é uma “âncora” para a alma (Hebreus 6:19).

 

“... porque fiel é o que prometeu.”

Podemos “guardar firme” essa esperança porque sabemos que “Quem fez a promessa é fiel” às Suas promessas. Deus cumprirá a Sua palavra, seja para um descanso no céu, perdão, ou o direito de nos aproximarmos do trono de misericórdia com nossas súplicas. Essa fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas deve ser um incentivo para nós. Devemos ser fiéis sem vacilar, assim como Deus é para conosco.

A expressão ”fiel é o que prometeu” seria usada ainda outra vez pelo escritor aos hebreus na galeria dos heróis da fé quando citaria Sara: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido” (Hebreus 11:11). Aquele que prometeu a Sara foi o próprio Senhor que fez a pergunta retórica: Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e sara terá um filho.” (Genesis 18.14). Nada é difícil demais para nosso Deus. Pois ele é sempre fiel: “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201406_07.pdf

Isaías 43:2

Isaías 43:2 “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”

 

“Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão;”

Aqui Deus esta confortando a nação, assegurando que o cativeiro não seria o fim deles e que eles retornariam em segurança para a sua terra. Evidentemente o profeta está pensando primordialmente no perigo que pode assediar Israel em sua viagem de volta da Babilônia para Jerusalém. Porém na presença do Grande Companheiro, Israel não tem nada a temer: “Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles: porque o Senhor teu Deus é o que vai contigo: não te deixará nem te desamparará” (Deuteronômio 31:6).

Ele fala de Israel “passando” pela água e pelo fogo. Águas [...] rios [...] fogo (2) são todos símbolos de perigo. Estas expressões, porém, são muito genéricas, e aplica-se a toda a jornada que o povo do Senhor, e também da igreja da nova era, precisam empreender através do mundo: “Eis que vos dou poder para pisar em serpentes e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10.19).

Deus diz ao seu povo que estaria com eles “quando passarem pelas Águas”. Evidentemente nos lembramos do grande livramento de Israel no deserto: “Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco: e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda” (Êxodo 14.29).  E quando pelos rios, eles não te submergirão;” recordamos aqui o atravessar do rio Jordão: “Porém os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do Senhor, pararam firmes, em seco, no meio do Jordão, e todo o Israel passou a seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão” (Josué 3:17).

O mesmo Deus que operou esses sinais estaria com eles no retorno. Encontramos essa confiança no salmista quando escreve o seu poema: “Os rios levantam, ó Senhor, os rios levantam o seu ruído, os rios levantam as suas ondas. Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso do que o ruído das grandes águas e do que as grandes ondas do mar” (Salmos 93:3,4).

 

“... quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”

Na época da ira de Deus contra seu povo os sofrimentos de ser despojados por um exército são comparados também ao fogo: "Por isso derramou sobre eles a indignação da sua ira, e a força da guerra, e lhes pôs labaredas em redor; porém nisso não atentaram; e os queimou, mas não puseram nisso o coração" (Isaías 42.25).

Agora Deus garante que este fogo não mais terá efeito sobre Israel. Mesmo se eles fossem lançados por seus perseguidores no forno de fogo ardente, por sua fidelidade constante ao seu Deus, a chama não arderia neles. Isso havia sido cumprido à risca na maravilhosa preservação dos três servos de Deus: “E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles” (Daniel 3:27).

Esse fato também é referenciado na galeria dos heróis da fé: “Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo” (Hebreus 11:33,34). Israel então, não tinha nada a temer: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus: eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Isaías 41.10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201009_05.pdf

Ridderbos, J. Isaías: introdução e comentário - 2. Edição. São Paulo: Vida Nova, 1995.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo - Vol.5. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO ALCANÇA TODAS AS GERAÇÕES (Joel 2:28) 14/8/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
14 DE AGOSTO DE 2026
O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO ALCANÇA TODAS AS GERAÇÕES 

Joel 2:28 “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.” 

 

“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne,”

Essa mesma passagem do livro de Joel é citada pelo apóstolo Pedro no Dia de Pentecostes, conforme Atos 2.16-21, e é puramente escatológica. Um dos sinais da proximidade do Fim dos Tempos seria, segundo a profecia de Joel, o Derramamento do Espírito Santo “sobre toda a carne”. Essa promessa, conforme as próprias palavras de Pedro, começou a ser cumprida a partir daquele dia especial para a Igreja em Jerusalém (Atos 2.16).

Pedro interpreta a palavra “depois” por “últimos dias”, e seu cumprimento tem se estendido até os nossos dias: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39). Entretanto, o cumprimento total dessa promessa (“sobre toda a carne”) só se dará quando do retorno de Cristo. Isso  é nada menos que o cumprimento do desejo de Moisés de que “todo o povo do Senhor fosse profeta” (Números 11.29). Muitas outras passagens do Antigo Testamento aludem a esse Derramamento do Espírito Santo, tais como Isaías 32.15-17 e Ezequiel 11.1 9,20.

 

“... e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.”

O profeta Joel afirma, inspirado pelo Espírito Santo, que um dos resultados marcantes do Derramamento do Espírito nos últimos dias seria a distribuição dos dons espirituais. Como lembra Stamps, a manifestação dos dons evidencia a manifestação do Espírito Santo na Igreja e, conseqüentemente, a presença de Deus no meio do seu povo: “Mas, se todos profetizarem, e algum incrédulo ou indouto entrar, por todos é convencido, por todos é julgado;  os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, declarando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1 Coríntios 14.24,25).

Algo a se enfocar aqui ainda é que pessoas de todas as nações, de todos os sexos, de todas as faixas etárias e de todas as condições sociais seriam alcançadas pelo Derramamento do Espírito Santo. Joel fala de homens e mulheres, velhos e jovens, servos e livres,  todos teriam a bênção da efusão do Espírito a seu alcance se voltassem suas vidas totalmente para Deus.

Lucas altera a ordem das duas linhas que se referem a jovens tendo visões e velhos sonhando sonhos. Em Joel, os velhos sonhando sonhos vem primeiro. Mas Lucas inverte a ordem: “Os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (Atos 2.17). Isso indica que velho sonhar e jovem ter visão não seria uma regra, mas qualquer pessoa poderia receber ambos os dons.

Lucas dá prioridade às “visões”, a fim de destacar um tema que ele entende que é de vital importância e que se repete ao longo da narrativa. Embora as palavras associadas com “sonhos” sejam raras em Lucas-Atos, Lucas gosta de contar histórias em que Deus dirige a igreja através de visões. As visões de Paulo e Ananias (At 9.10,11), de Pedro e Cornélio (Atos 10.3,17), a visão paulina do macedônio (Atos 16.9,10) e sua visão em Corinto (Atos 18.9,10) são apenas alguns exemplos. Lucas não está obcecado em visões. Ao contrário, ele procura incentivar os leitores a aceitar uma verdade importante: Deus gosta muito de nos conduzir, seus profetas do fim dos tempos, de formas muito pessoais e especiais, entre elas visões, visitações angelicais e a orientação do Espírito, para que possamos cumprir nosso chamado de levar o evangelho “até aos confins da terra”.

Deus falou através de Sonhos em todo o antigo testamento: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12:6).  Já no primeiro livro da Bíblia, no Gênesis, lemos como José do Egito interpretou os sonhos do Faraó que eram profecias referentes a sete anos de fartura, mas também a sete anos de fome. Foi a partir desses sonhos proféticos que Deus conseguiu salvar seu povo da fome.. Outro exemplo foi o sonho de Mardoqueu, pai adotivo de Ester, que era uma profecia sobre a grande perseguição que se levantaria contra o povo eleito pela mão de Amã, e posteriormente o socorro de Deus que viria pela intercessão de Ester ao Rei Assuero. Já o livro de Daniel, por sua vez, traz inúmeros exemplos de sonhos proféticos, mostrando como Deus intervém na vida de seus amigos de forma providencial. Vale a pena conhecer a história desse grande homem que predisse coisas futuras iluminado por Deus.

No novo testamento também temos referencias. Enquanto José processava a informação de Maria sobre estar grávida do Espírito Santo eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (Mateus 1,20). E depois novamente a ele quando estava no Egito (Mateus 2:19). A esposa de Pilatos sofreu por Cristo em um sonho e disse ao seu marido: “Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” (Mateus 27:19). Paulo foi avisado em sonhos para se dirigir a Macedônia (Atos 16,9). Deus, nesses últimos dias, continua se revelado através de sonhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/02/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

DANIEL, Silas; COELHO, Alexandre. Os doze profetas menores.Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MENZIES, Robert, P. Pentecostes – Essa história é a a nossa história. Rio de Janeiro: Cpad, 2016.

https://idemais.com.br/noticias/quando-deus-falou-por-meio-de-sonhos-historias-da-biblia/

 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

ONDE O ESPÍRITO AGE COM PODER, A PALAVRA DO SENHOR PREVALECE (Atos 19.20) 13/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
13 DE AGOSTO DE 2026
ONDE O ESPÍRITO AGE COM PODER, A PALAVRA DO SENHOR PREVALECE 

Atos 19.20 “Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia. ”

 

“Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia. ”

Neste versículo encontramos um sumário do avanço do cristianismo em Éfeso. Lucas costuma usá-los para dividir seções. Em Atos 12.24 ele usa um para encerrar a expansão da igreja em Antioquia: “E a palavra de Deus crescia e se multiplicava”; em Atos 16:5 ele usa para descrever a expansão da igreja na Galácia: “De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número” e aqui para descrever a expansão da igreja em Éfeso. Apesar de serem de natureza editorial esses sumários são muito significativos.

Pearlman comenta que o versículo contém duas ilustrações sobre a Palavra de Deus. Primeiro ela era um poder vital: a Palavra “crescia”. Plantada em Éfeso como pequena semente, cresceu como grande árvore carregada de frutos: “O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos” (Mateus 13:31,32).

Segundo ela era um poder vitorioso, pois “prevalecia”. Triunfou sobre as falsas seitas e doutrinas daquela cidade pagã. Em dias como os nossos fazemos bem em lembrarmos em como a igreja cristã cresceu e prevaleceu. Tudo parecia cooperar contra ela, mas Deus estava a seu favor. E nada pode resistir-lhe. Gamaliel não envolvido com o cristianismo aconselhou: “se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la” (Atos 5:38,39).

Devemos notar que não era Paulo quem crescia e prevalecia: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1 Coríntios 3.6). Paulo na verdade se alegrava com a disseminação do evangelho: “Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda” (Filipenses 1:18). É a mensagem de Deus que recebe a honra, não o mensageiro: No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada, como também o é entre vós” (2 Tessalonicenses 3:1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Lição 7 - Lições Bíblicas Adultos do 3º Trimestre de 2026 - CPAD

Texto Áureo Lição 07: Quando o Espírito Sopra em Éfeso. Atos 19.20

TEXTO ÁUREO

Atos 19.20 “Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia. ”

Salmos 46:1

Salmos 46:1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”

 

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza,”

A palavra traduzida como “Refúgio” vem do hebraico machseh, que significa “abrigo seguro”, “esconderijo”, “lugar de proteção contra tempestades ou inimigos”. Ela representa o lugar onde corremos quando precisamos de segurança: “Torre forte é o nome do Senhor; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio” (Provérbios 18.10).

A palavra traduzida como Fortaleza: vem do hebraico oz, que significa “força”, “poder”, “capacidade para resistir”. Isso  mostra que DEUS não apenas nos protege, mas nos fortalece para enfrentar o que vier: “E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus” (1 Samuel 30:6).

Não nos esqueçamos da pronome possessivo pessoal “nosso”. Só Deus é o nosso tudo em todos. Cada um precisa ter certeza da própria porção que tem em Deus, para então poder dizer individualmente: “Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza”. Não nos esqueçamos também do fato de que Deus é agora mesmo o nosso refúgio, no presente imediato, tão verdadeiramente quanto no momento em que Davi escreveu as palavras.

Muitos se vangloriam dos seus castelos inexpugnáveis, situados em rochedos inacessíveis e protegidos com portas de ferro. Mas Deus é um refúgio muitíssimo melhor na hora do sofrimento do que todos esses. Soldados da cruz lembrem-se disso, e considerem-se seguros, e façam-se fortes em Deus: "O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio" (Salmo 18.2).

Em 1529, Martinho Lutero, inspirado por este versículo, compôs seu hino imortal, Castelo forte é nosso Deus: “Castelo forte é nosso Deus, Amparo e fortaleza: Com seu poder defende os seus. Na luta e na fraqueza. [...] A nossa força nada faz: Estamos, sim, perdidos. Mas nosso Deus socorro traz E somos protegidos.”

 

 “... socorro bem presente na angústia.”

Angustia traduz a palavra hebraica tsârâh e diz respeito a dificuldades, aflições ou problema. Deus promete estar presente nela: “Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei” (Salmo 91.15). Socorro vem do hebraico Ezrâh e significa ajuda ou assistência: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" (Isaías 41.10). Deus é a ajuda de forma veraz, eficaz e constante: "Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma"  (Salmos 54:4).

Deus nos ajuda quando necessitamos porque está conosco nessas horas: “O Senhor dos Exércitos está conosco;. o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (v.7). Presente vem do hebraico Nifal significa aquele que está presente ou aquele que é encontrado ou descoberto. Ele está presente ou perto, bem ao lado e pronto para socorrer, fato enfatizado pela palavra “bem”. Ele está mais presente que o amigo ou o parente, mais presente até mesmo que o próprio problema. Ele não é como as andorinhas que no inverno vão embora. Ele é amigo em tempos de necessidade e amigo de verdade. Deus nunca se afasta dos aflitos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

O ESPÍRITO SANTO CONFIRMA O EVANGELHO COM SINAIS PODEROSOS (Atos 19:11) 12/8/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
12 DE AGOSTO DE 2026
O ESPÍRITO SANTO CONFIRMA O EVANGELHO COM SINAIS PODEROSOS 

Atos 19:11 “E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.”

 

“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.”

A pregação de Paulo em Éfeso foi acompanhada por curas e exorcismos dos mais notáveis. Lucas as descreveu como “maravilhas extraordinárias”. Essas maravilhas assemelhavam-se às atividades do também apóstolo Pedro: “De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em macas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos; os quais eram todos curados” (Atos 5:15,16)

O próprio Paulo afirma que estes sinais e maravilhas acompanharam o seu ministério: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas” (2 Coríntios 12:12). Porém, estes sinais não eram realizados pelo poder inerente dos líderes, mas realizados por Deus por intermédio deles. Os milagres não são o evangelho, mas abrem as portas para ele. Os apóstolos não administravam os milagres, eles eram realizados conforme a soberania divina e para a glória do próprio Deus.

Pearlman diz que esses milagres especiais foram concedidos com propósitos. Primeiro para derrotar Satanás. Éfeso era uma cidadela conhecedora do poder do diabo (Apocalipse 2.13). O Senhor, então, concedeu a Paulo algumas “munições” espirituais peculiares. Segundo, para desmascarar embusteiros. Em Éfeso havia mágicos alegando possuir capacidade de curar enfermos e expulsar demônios. Como distinguir entre os milagres falsos e o poder do Evangelho? Assim como o sol brilha mais do que uma vela, o poder de Deus brilhava mais que o dos falsificadores. Terceiro,  para propagar o Evangelho. Paulo era desconhecido em Éfeso. O poder de Deus fez a diferença. Deus operando milagres especiais por meio de Paulo causou forte impressão, de tal maneira que as atenções se voltaram para o que o apóstolo anunciava. Milagres nem sempre produzem conversão (Lucas 16.31), mas fazem com que o povo preste atenção à mensagem pregada. E quarto, para libertar os prisioneiros de Satanás. O filho de Deus se manifestou para destruir as obras do diabo (1 João 3.8). num determinado sábado entrou na sinagoga uma mulher que andava encurvada há dezoito anos. Jesus pôs as mãos sobre ela e a curou. Após isso justificou dizendo que convinha que libertasse esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa. (Lucas 13:16). Os seguidores de Cristo também são enviados com esse propósito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.