quarta-feira, 14 de outubro de 2026

PALAVRA DE DEUS ORIENTA-NOS A UMA VIDA SÁBIA E TESTEMUNHAL (Salmo 25.14) 14/10/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
14 DE OUTUBRO DE 2026
PALAVRA DE DEUS ORIENTA-NOS A UMA VIDA SÁBIA E TESTEMUNHAL

Salmo 25.14 “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.”

 

“O segredo do Senhor é com aqueles que o temem;”

Certos intérpretes entendem que a palavra hebraica traduzida por “segredo” é “amizade”. Significa relacionamento familiar, intimidade confidencial (cf. ARA) e companheirismo seleto. Noé andava com Deus, e o Senhor lhe revelou um grande segredo: a destruição do mundo antigo e o salvamento dele pela arca. Abraão andava com Deus, e o Senhor o tornou um dos integrantes do seu conselho particular: “Ocultarei eu a Abraão o que faço” (Genesis 18.17; 24.40). Deus, às vezes, docemente se revela para a alma na oração e na santa ceia, como Jesus se fez conhecido aos discípulos no partir do pão (Lucas 24.35).

A mente carnal não pode adivinhar qual é o propósito disso: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus” (1 Coríntios 2.14), e nem sequer os crentes conseguem explicar em palavras, pois tem de ser sentido para ser conhecido. A vida espiritual superior é necessariamente um caminho que os olhos da águia não conhecem, e que o filhote do leão não trilhou. Nem a sabedoria nem a força natural podem forçar a entrada a esta câmara interior. Os santos têm a chave dos hieróglifos do céu. Podem decifrar os enigmas celestiais. São iniciados no companheirismo dos céus. Ouvem palavras que não são possíveis de serem repetidas aos seus companheiros.

Os mistérios do Reino dos céus” (Mateus 13.11); “a mente de Cristo” (1 Coríntios 2.16). Estas coisas vêm por revelação e não pelo discurso da razão, devendo ser obtidas pela oração. Aqueles que diligentemente o buscam farão parte do seu conselho de ministros, saberão os segredos da sua alma e serão aceitos a uma familiaridade e amizade preciosa: “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (João 15.15).

 

 “... e ele lhes mostrará a sua aliança.”

O verbo foi traduzido no tempo futuro como ocorre em Eclesiastes 3.14,15,18; e em Oseias 9.13; 12.3. “Ele lhes fará saber o seu concerto”, ou seja, Deus fará com que o entendam claramente, tanto os deveres ou termos quanto as bênçãos ou privilégios. Nada disso os descrentes entendem corretamente. Embora o concerto do Senhor com a igreja visível esteja em vigor, é um mistério saber a doce comunhão que a alma pode ter com Deus em virtude desta aliança. O homem que teme a Deus saberá este mistério, quando só os que fazem a aliança na letra permanecem ignorantes. Esta promessa é feita apenas para os tementes a Deus.

A esses, Deus lhes fará saber o seu concerto. Pois ele será revelado ao coração e entendimento deles. Ele se agradou em mostrar aos crentes no Livro da Inspiração, e, pelo Espírito, Deus nos guia nos mistérios, até mesmo no mistério oculto da redenção: “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (Mateus 11:25). Aquele que não sabe o significado deste versículo, nunca o aprenderá de um comentário. É na cruz que ele encontrará a revelação do segredo que jaz aqui.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Mateus 22:37

Mateus 22:37 “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”

 

“E Jesus disse-lhe:”

Um dos fariseus, doutor da lei, interrogou Jesus para o experimentar, após Ele ter emudecido os saduceus no mesmo lugar, respondendo-lhes acerca da ressurreição: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mateus 22:29b,30).

Este doutor da lei lhe perguntou: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei?”(v.36). E Jesus lhe responde citando Deuteronômio 6.5 que diz:

 

 “Amarás, pois, o Senhor teu Deus”

Deuteronômio 6.5 está incluído no Shemá Israel. O Shemá é composto de três trechos da Torá (Deuteronômio 6:4-9; 11:13-21; e Números 15:37-41). È uma prece recitada duas vezes ao dia: ao deitar-se e ao levantar-se, conforme preceito da Torá.  Este verso também é conhecido como o grande mandamento (Marcos 12.29,30). O Senhor Jesus citou este trecho do em Seu sumário da natureza e da nossa obrigação diante a lei.

A obediência de Israel não deveria surgir de um legalismo estéril baseado na necessidade e no dever. Deveria surgir de um relacionamento baseado em amor. O termo bíblico “amar”, tem uma conotação muito profunda. Oséias usa esse verbo para expressar a afeição de Javé por Israel, fazendo uso de poderosas metáforas, extraídas da vida doméstica, do relacionamento entre marido e esposa: “E o Senhor me disse: Vai outra vez, ama uma mulher,…” (Oséias 3:1a) e do relacionamento entre pai é filho: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho” (Oséias 11:1).

O homem não pode amar a Deus conforme ama a outro ser humano. O amor a Deus envolve santo temor e reverência (vs. 13), e exprime-se por meio daquela lealdade devotada e singela de onde se deriva um serviço obediente e de todo o coração. O amor a Deus, desacompanhado da obediência, não é amor (1 João 4.7-21).

 

“... de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”

A extensão do amor do homem a Deus deveria ser total. Israel deveria amar a Deus com todo o seu ser. A expressão de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força é uma das favoritas em Deuteronômio (4: 29; 10: 12; 11: 13; 13: 3; 26: 16; 30: 2, 6, 10), e nos oferece uma percepção parcial da antiga psicologia hebraica.

O coração era considerado a sede da mente e da vontade bem como de uma vasta gama de emoções: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Provérbios 23.26). O termo alma é de difícil definição, mas parece ser referir à fonte de vida e vitalidade, ou mesmo do próprio “ser”. Nesse sentido Cristo derramou sua alma na morte por nós (Isaias 53.12). Os dois termos, coração e alma entre si indicam que o homem deve amar a Deus sem qualquer reserva em sua devoção. Para dar ainda mais força à ordem, uma terceira expressão é acrescentada, de toda a tua força, que diz respeito ao lado físico e mental do ser humano.

O texto hebraico inclui as três palavras “coração”, “alma” e “força”. A citação de Mateus insere o termo “entendimento”, mas omite “força”. Quando a passagem é citada em Marcos e Lucas, eles relatam quatro termos: “coração”, “alma”, “entendimento” e “força” (Marcos 12:30; Lucas 10:27). Variações nos Evangelhos Sinópticos podem ser resultantes do uso da versão Septuaginta. Algumas cópias antigas dessa tradução grega traduzem o vocábulo hebraico equivalente a “coração” para “entendimento” ou “mente”.

Uma possível razão pela qual Jesus usou a palavra mente, quando Deuteronômio não o fez, foi porque Moisés e seu público judaico estavam limitados à língua hebraica. Em hebraico não há palavra específica para mente. Em hebraico, o termo para coração, "Lebahb", inclui a mente. No pensamento judaico, o coração e a mente não são separados ou distintos. Os gregos (e, portanto, os romanos) fazem essa distinção. Como mencionado acima, os gregos viam o coração — "kardia" — como a fonte de emoções, desejos e escolhas. A mente, de acordo com os gregos, era o lugar do intelecto e da consciência mental.

Amar a Deus com todo o teu pensamento/entendimento. Significar submeter o “intelecto” ou os “pensamentos” à sua vontade. Amar sua lei e seu evangelho mais do que fazemos as decisões de nossas próprias mentes. Estar disposto a submeter todas as nossas faculdades ao seu ensino e orientação, e dedicar a ele todas as nossas realizações intelectuais e todos os resultados de nossos esforços mentais intelectuais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216847/jewish/Shem-Israel.htm

https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/09/deuteronomio-65.html

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201210_02.pdf

https://thebiblesays.com/pt/commentary/mat+22:37

Deuteronômio 5:7

Deuteronômio 5:7 “Não terás outros deuses diante de mim;”

 


“Não terás outros deuses...”


Esse é o primeiro mandamento do decálogo (10 Mandamentos em pedra). O propósito deste mandamento é levar Israel a amar e a temer a Deus, e a adorar somente a Ele com sinceridade.

Este mandamento foi promulgado numa época que a idolatria norteava as nações e essa ordem era algo novo num código de leis. Trata-se do monoteísmo revelado que influenciou o mundo inteiro com a expansão do cristianismo.

O monoteísmo é a crença em um só Deus, como sugere a própria palavra: monos, "único", e theos, "Deus". A ênfase nesta unidade contrasta de maneira visível com o henoteísmo e a monolatria, além do politeísmo.

Não se conhecia a idolatria antes do dilúvio. O monoteísmo ara a crença experimentada pelos primeiros homens. A Bíblia afirma que todas essas formas falsas de adoração são uma degeneração do monoteísmo original: "Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” (Romanos 1:21-25)

Os patriarcas do Gênesis, Abraão, Isaque e Jacó, eram monoteístas e instruíram seus descendentes nessa crença (Deuteronômio 13.6; 28.64; Jeremias 19.4). Todavia os fiéis haviam se tornado poucos. Tornou-se então monoteísmo nesta época uma inovação, visto que as nações da época eram politeístas.

  • A Mesopotâmia é o berço da civilização humana e o centro irradiador da idolatria. Abraão nasceu em Ur dos caldeus, cidade da Mesopotâmia (Genesis 11.27-31). Seus ancestrais serviam a outros deuses (Josué 24.2,15). Os babilônios/caldeus adoravam a diversos deuses: como Sin, o deus-sol de Ur e Harã; Istar, a deusa do amor e da guerra; e Enlil, deus do vento e da terra.Bel, que veio a ser identificado como Marduque ou Merodaque, o patrono da cidade de Babilônia.
  • Os assírios adoravam: Adrameleque e a Nisroque.
  • A terra do Nilo foi grandemente afetada por essa idolatria. E Israel e seus ancestrais tiveram vínculos com as culturas mesopotâmica e egípcia.Os antigos egípcios empregavam o termo "terra dos deuses", para o seu país. Cada grande cidade contava com suas tríades de acordo com as dinastias: em Ábidos, Osíris, ísis e Hórus; em Mênfis, Ptah, Sekhmet e Nefertum, e, em Tebas, Amom, Mut e Khonsu.
  • Os cananeus adoravam a Baal (Jz 6.31). Astarote ou Astarte (Jz 10.6), identificada em nossas versões como "postes sagrados", deusa cananeia da fertilidade" era deusa nacional dos sidônios.
  • Dagom e Baal-Zebube eram deuses dos filisteus (Jz 16.23-24; 2 Rs 1.2-3, 6,16).
  • Camos era o deus nacional dos moabitas (Nm 21.29; Jz 11.24;).
  • Malcam ou Milcom (1 Rs 11.33) era o deus nacional dos amonitas. Milcom, e Moloque. Parecem ser nomes alternativos.


As principais formas de adoração no paganismo do Antigo Oriente Médio eram três: politeísmo, henoteísmo e monolatria.

  • O politeísmo é a crença em muitos deusespoli, "muito", e theos, "Deus". Era a religião dos antigos mesopotâmios, egípcios, gregos, romanos e do atual hinduísmo.
  • O henoteísmo é uma forma primitiva de religião que admite a existência de muitos deuses; no entanto, apenas um deles tem a supremacia. A forma henoteísta deve ser definida como uma crença em um Deus, mas admitindo a existência de outros deuses.
  • A palavra monolatria vem de monos, "único", e latreia, "serviço sagrado, culto". Define-se como adoração ou culto "de uma deidade única para cada grupo étnico-político (clã, tribo, povo).



Os ídolos, de fato, não são deuses (Dt 32.21; Gl 4.8). Apenas são chamados assim por existirem na mente dos seus adoradores (1 Co 8.5), mas não reais de fato. O objeto de adoração dos gentios são representações demoníacas; os pagãos adoram os próprios demônios (Lv 17.7; Dt 32.17; 1 Co 10.20). Não existe Deus além de Javé (Is 44.6; 45.5, 6). Os cristãos devem manter distância dos ídolos (1 Co 10.14; 1 Jo 5.21).



“...diante de mim. ” 

Literalmente “ à minha face”. Esta frase vagamente incomum também parece ser usada em relação ao ato de tomar uma segunda esposa enquanto a primeira ainda estivesse viva. Tal uso, de uma quebra de um relacionamento pessoal exclusivo, ajuda a explicar o seu significado aqui.

Portanto, nenhum outro deus pode ser adorado simultaneamente com YHWH.Ele não dividirá seu louvor com quem quer que seja: Ele é único: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42:8)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/10/26

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

SOARES, Esequias. Os dez mandamentos - Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/exodo-203.html


Romanos 10:17

Romanos 10:17 “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”

 

“De sorte que a fé é pelo ouvir,”

Essa declaração expressa o tema principal dessa seção. É o novo método para a salvação revelado “a fé”. Diz Charles R. Erdman, que “o evangelho não é questão de intuição, ou imaginação, ou conjectura, ou desvario, mas de revelação. É uma mensagem outorgada por Deus aos homens; sua síntese e substância são a pessoa e a obra de Cristo; e a fé consiste na humilde e grata aceitação dessa mensagem. A fé não responde num vácuo ou às cegas.

As pessoas precisam ouvir as boas novas da salvação em Cristo a fim de crerem “E como crerão naquele de quem não ouviram?“E como ouvirão, se não há quem pregue?” (v.14). Deus escolheu o método “a loucura da pregação” (1 Coríntios 1.21). Paulo se identificando a Tito em sua epístola, diz que Deus manifestou a sua palavra pela pregação: “Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos; Mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador” (Tito 1:1-3).

A fé nasce quando cremos naquilo que nos foi dito (Naquilo que ouvimos) a respeito da oferta de Deus da salvação, e na pessoa de Jesus Cristo, nosso Senhor. A mensagem literal do versículo seria: “Portanto, a fé vem proveniente de dentro do ouvir-atendendo, e este ouvir-atendendo vem por operação de a Palavra  de Deus.”

 

“... e o ouvir pela palavra de Deus.”

Inicialmente lembramos que literalmente o ouvir, o dom de ouvir, veio pela Palavra de Deus.Quando Moisés foi chamado ele argumento a Deus que não seria ouvido: “Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu” (Êxodo 4:1b), porém, Deus lhe repreendedo dosse : “Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor?” (Êxodo 4:11b). Tanto o ouvir como ouvido, tanto o falar como a fala vieram a existir pela palavra de Deus. Jesus respondeu a pergunta de João, o Batista, com essa afirmação: “Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem” (Mateus 11.5).

Mas o caso aqui é justamente o ouvir-atendendo da tradução literal. Esse ouvir-atendendo vem de Deus, Este transmite graça através da pregação: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Apocalipse 1:3). A depravação total nos impede de ir a Cristo por nós mesmos, mas quando sua palavra nos é transmitida Cristo se apresenta a nós. Isso nos concede um estado de Graça para recebê-lo. Este estado de Graça pode ser resistido: “Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação?” (v.16).

Os próprios judeus cometeram o erro de se negarem a ouvir atentamente a mensagem de Jesus. Durante Seu ministério terreno, Jesus citou Isaías 6:10: “Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados” (Mateus 13:15).

Não apenas judeus resistem ao Espírito Santo transmitido através da pregação. Alguns são como crianças que colocam as mãos nos ouvidos para não ouvir um colega. Fato é que quem não “ouve-atendendo”, conseqüentemente, não crê, ou seja não permite que a fé nasça em seu coração pelo ouvir.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

Comentário do Novo Testamento: Aplicação Pessoal. Tradução: Degmar Ribas. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200903_04.pdf

A DISCIPLINA DIVINA REVELA A JUSTIÇA DE DEUS E PRESERVA OS FIÉIS (Deuteronômio 4:4) 13/10/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
13 DE OUTIBRO DE 2026
A DISCIPLINA DIVINA REVELA A JUSTIÇA DE DEUS E PRESERVA OS FIÉIS

Deuteronômio 4:4 “Porém vós, que vos achegastes ao Senhor vosso Deus, hoje todos estais vivos.”

 

“Porém vós, que vos achegastes ao Senhor vosso Deus, hoje todos estais vivos.”

Em Baal-Peor os hebreus haviam se envolvidos com idolatria. Quando certos homens se ajuntaram sexualmente a mulheres moabitas, praticando ritos idólatras, adorando assim o deus Baal. Esse ato atraiu contra eles um imediato e severo julgamento. Vinte e quatro mil pessoas morreram em resultado de uma praga (Números 25.9). Todavia, aqueles  que se apegaram ao SENHOR foram preservados e alguns ainda estavam vivos no momento em que Moisés falava.

O verbo traduzido aqui como "apegar" significa basicamente "agarrar-se" ou "segurar-se a". Expressa proximidade emocional e lealdade. Moisés usa o mesmo verbo em Gênesis 2:24 para explicar como um homem deixa seus pais para "unir-se" à sua esposa e "tornar-se uma só carne". Podemos dizer com segurança que aqueles que se recusaram a violar a aliança de Deus o fizeram com base no amor e na lealdade a Deus. Em contraste, aqueles que se envolveram no culto pagão o fizeram por causa da infidelidade à aliança de Deus.

Este incidente nos mostra a importância de nos submetermos aos mandamentos de Deus: “Após o Senhor, vosso Deus, andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis” (Deuteronômio 13:4). Em um sentido mais amplo, a vida e a morte espiritual dependiam da obediência de Israel. Contudo, também em um sentido mais imediato, a vida e a morte física dependiam de sua obediência. No Novo Testamento, Jesus afirmou: “E sei que o seu mandamento é a vida eterna” (João 12:50ª).

Moisés advertiu aqueles que estavam vivos, aqueles que permaneceram fiéis que eles deviam continuar nessa fidelidade. Israel estava prestes a atacar um povo forte e expulsá-lo da Terra Prometida. Se Israel não tivesse a bênção do Senhor sobre si, logo poderia sofrer grandes perdas e ser expulso de Canaã.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://thebiblesays.com/pt/commentary/deu+4:1

 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A OBEDIÊNCIA À PALAVRA É CONDIÇÃO PARA VIVER NA ALIANÇA (Deuteronômio 7:9) 12/10/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
12 DE OUTIBRO DE 2026
A OBEDIÊNCIA À PALAVRA É CONDIÇÃO PARA VIVER NA ALIANÇA

Deuteronômio 7:9 "Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. "


“Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, ” 

A partir do capítulo 5 de Deuteronômio Moisés chama a todo o Israel para relembra-los dos estatutos estabelecidos no Sinai: “Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir. “ Deus reconhece que com eles havia feito uma aliança (Deuteronômio 5:2), não porque eles eram melhores ou mais numerosos que os demais povos, mas porque o Senhor os amava (Deuteronômio 7:8). O amor de Deus é expresso a Israel por conta do seu cuidado especial com eles: “Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não era Esaú irmão de Jacó? Disse o Senhor; todavia amei a Jacó, E odiei a Esaú” (Malaquias 1:2-3a). Esse versículo de Malaquias não trata de indivíduos, mas das nações que procederam deles. Edom estava sentenciada por causa da sua injustiça: Ainda que Edom diga: “Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o Senhor dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre. ” (Malaquias 1:4) Todavia Israel “a menina dos olhos de Deus” permaneceria apesar da mesma origem, Isaque. O Senhor Jesus sobre o povo judeu profetizou: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. ”(Mateus 24:34). A palavra “ geração” na presente passagem tem um sentido escatológico. É a palavra grega “genea”, e segundo o doutor C. I. Scofield ela traz em si a ideia de “raça, família, espécie, etc.”. É certo que a palavra se empregada apenas como um a geração familiar (um filho sucedendo a um pai), não se coaduna com a tese principal, porque nenhum a destas “ coisas”, a saber: a pregação do Evangelho do Reino em todo o mundo; a volta de Jesus em glória; o ajuntamento dos escolhidos pelos anjos, não aconteceu antes da destruição de Jerusalém, que todos sabem , deu-se no ano 70 d.C. A promessa é, portanto, que a Geração - a Nação de Israel ou família israelita será conservada até o fim como nação: ninguém a destruirá. A consequência do amor de Deus a Israel é a sua fidelidade, pois cumpre e cumprirá todos as promessas feitas ao seu povo Israel. Expressões semelhantes a estas ocorrem em outras partes do Velho Testamento (cf. Êxodo 20: 6; 34: 6, 7) e têm a aparência de fórmulas litúrgicas ou frases de antigas confissões de fé. Quando exatamente assumiram sua forma definitiva jamais poderemos saber com absoluta certeza. Não é inconcebível pensar que Moisés tenha descrito Javé em termos nobres e que a fórmula litúrgica aqui apresentada possa representar uma versão polida e expandida de algo que Moisés tenha dito. Sua forma atual é rica em significado. Javé é descrito como o “Deus fiel”, ou seja, absolutamente digno de confiança, cumprindo fielmente a Sua promessa.


 “...que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. ” 

Deus havia jurado fidelidade ao Pacto que firmara com Abraão e com todos os pais da nação de Israel. Agora esse amor era protestado a Moisés e a Josué. Todavia, o pacto estava condicionado à obediência e ao amor de Israel a Yahweh (6.5). Israel quebrou a lei; eles anularam o pacto em várias oportunidades; mas o propósito divino ficou de pê, e, finalmente, o Messias coroou o Pacto com a graça, o poder e a universalidade (ver o terceiro capítulo de Gálatas).Misericórdia para com os obedientes. (Ezequiel 18.20) mostra o princípio da justiça. Os justos recebem misericórdia e bênção da parte de Deus. Mas a misericórdia estende-se a mil gerações (Ou seja, para sempre), o que mostra que a misericórdia é um princípio muito mais poderoso do que o da aplicação da justiça. Seja como for, não há qualquer contradição, visto que a ira de Deus é uma medida de disciplina que promove a causa do amor.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/07/2021

Fontes:

POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no período dos reis de Israel.Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

SILVA, Severino Pedro. Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1988.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 2

 

domingo, 11 de outubro de 2026

Deuteronômio 5.33

Deuteronômio 5.33 “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir." 

 

 “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus,”

 

Moisés recomenda novamente ao povo que façam tudo aquilo que Deus lhes tinha ordenado:  “Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir” (Deuteronômio 5:1b). Vendo que Deus tinha se mostrado tão misericordioso com eles, e tão disposto a considerar a sua estrutura e satisfazê-los naquilo que desejavam, e completamente disposto a fazer o melhor possível para eles.

Os seus pais haviam prometido solenemente obedecer aos estatutos de Deus, porém não puderam cumprir:  “Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre” (Deuteronômio 5:29). Agora através de Moisés Deus renova essa aliança: “O Senhor nosso Deus fez conosco aliança em Horebe. Não com nossos pais fez o Senhor esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos” (Deuteronômio 5:2,3).

Então Moisés lhes recomenda que andem em todos os caminhos que Deus lhes tinha mandado, assegurando lhes que fazer isto seria altamente benéfico para eles. Pois a obediência importava para Deus. Este é um dos versículos mais largamente conhecidos de todo o livro de Deuteronômio.

 

“... para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir."

 

Quando este versículo foi escrito, estavam em pauta a vida física e o bem-estar diário, na Terra Prometida, visto que o Pentateuco não apresenta nenhum quadro claro sobre a alma que sobrevive à morte física, e que encontra no além-túmulo, ou uma existência bem-aventurada ou um juízo severo.

O Pentateuco também não ameaça os desobedientes à lei com o juízo eterno, tal como não promete a vida eterna aos obedientes. Todavia, há indícios acerca da realidade da alma, como na doutrina da criação do homem segundo a imagem de Deus (Gênesis 1.26,27), e no fato de que ali se fala sobre o Deus dos espíritos (Números 16.22; 27.16). Ficou reservado ao Novo Testamento desenvolver esses indícios em doutrinas e dogmas.

Enquanto Javé fosse obedecido, Israel desfrutaria da bênção da própria vida, e além disso sua existência seria feliz, longa e perpetuada em prole generosa. A promessa consiste em prosperidade e longevidade. No Antigo Testamento, as bênçãos eram terrenas e temporais, como a posse da terra. No Novo Testamento, nós somos abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo (Efésios 1.3).

No Antigo Testamento, a longevidade está associada à obediência a Deus: “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Provérbios 3:1-2). Adam Clarke (1762–1832) observa que uma longa vida na terra é uma grande bênção, se é que estamos vivendo para Deus, porquanto é somente na vida, exclusivamente enquanto ela perdura, que nos podem os preparar para a glória eterna.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/05/efesios-63.html

1 João 1:9

1 João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.”

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados,”

Em vez de tentar justificar nossos pecados negando, temos  que reconhecê-los francamente para termos comunhão com Deus. A atitude cristã correta para com o pecado não é negá-lo, mas admiti-lo e receber o perdão que Deus tornou possível e nos promete. Se confessarmos os nossos pecados, reconhecendo perante Deus que somos pecadores, não só por natureza (pecado), mas também pela prática (nossos pecados), Deus nos perdoará os nossos pecados. O que se diz aqui pode ser ilustrado pelos que foram até João Batista a fim de serem batizados, “confessando seus pecados” (Mateus 3:6), ou pelos que, depois de crer, “vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras” (Atos 19:18).

Os crentes que confessam seus pecados são perdoados por Deus, o qual é fiel e justo. Deus é fiel no sentido de que não voltará atrás na promessa que fez em Cristo Jesus. O autor de Hebreus discorre acerca desse conceito de perdão: “Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados e de suas iniquidades não me lembrarei mais”(Hebreus 8:12).

 Mas Deus também é justo ao conceder o perdão. Ele não é meramente um juiz tolerante que deixa o pecado livre e impune. Visto que a base do nosso perdão (como no versículo 7) é o sangue de Jesus, faze-se justiça pelos pecados perdoados. Assim Deus é justo e ainda perdoa os pecados. Ele é fiel para perdoar porque prometeu fazê-lo, e justo porque Seu Filho morreu por nossos pecados.

 

 “... e nos purificar de toda a injustiça.”

Deus não só perdoa, mas também nos purifica de toda injustiça. Na primeira parte do verso pecado é um débito que Ele quita, nesta segunda parte é uma mancha que Ele remove. João havia dito anteriormente que, quando andamos na luz, mantemos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, “nos purifica de todo pecado” (v.7).

O fato de o pecador poder ser assim purificado completamente, viabilizando a verdadeira comunhão com Deus, o qual é pura luz, é enfatizado pelo fato de que essa purificação inclui toda injustiça. Mais tarde, João se dirigirá a seus leitores com plena confiança de que eles são pessoas cujos “pecados são perdoados” (tempo perfeito no grego, que significa que já estão no estado de perdão) “por causa do seu nome”: "Filhinhos, eu escrevo a vocês, porque os seus pecados foram perdoados por causa do nome de Jesus" (1 João 2:12).

Barclay comenta: A essência da vida cristã é, primeiro, aceitar nosso pecado; depois, acudir a Deus por esse perdão que pode cancelar o passado e por essa purificaçãoque pode fazer novo nosso futuro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf

Lição 3: A fidelidade de Deus diante da infidelidade de Israel. 4 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO

 “Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há." (Deuteronômio 4:39)

 

“Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração”

Moisés termina seu primeiro sermão exortando Israel a considerar a obra do Senhor. Existem muitas coisas que nós sabemos, mas não são bem aproveitadas, pois, uma vez que não as consideramos, não as aplicamos a nós mesmos nem extraímos delas as influências adequadas. Tiago escreveu que não devemos ser ouvintes esquecidos: “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito” (Tiago 1:25).

O escritor aos hebreus pergunta: “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos... “ (Hebreus 12.5). E a conclusão ele mesmo dá é que: “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas ” (Hebreus 2.1).

 

“... que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há."

Eis uma verdade tão evidente que não pode deixar de ser valorizada, e tão influente que, se devidamente considerada, realmente transformaria o mundo: “só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há." Esta segunda parte do versículo repete a mensagem do verso 35: “A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele”.

Apesar de Deus se manifestar a todos através da sua criação (Revelação Natural): “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz” (Salmos 19:1-3). Deus escolher o povo de Israel para ser conhecido de todos os povos (Revelação Especial): “A ti te foi mostrado”.

Eles foram chamados para ser um reino sacerdotal: “se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Êxodo 19:5b,6ª). A eles foi revelado que somente o Senhor é Deus e não existe nenhum outro. Deuteronômio 6:4, a confissão de fé judaica, declara: “Ouve, ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor”.

Esperava-se que o povo de Israel testemunhasse para as nações ao redor que existia apenas um único Senhor e que não havia nenhum outro deus: “Não vos assombreis, nem temais; porventura desde então não vo-lo fiz ouvir, e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Isaías 44:8).

Isso seria visto especialmente no poder de Deus para proporcionar a eles os meios para vencerem as batalhas contra inimigos mais fortes: “Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?” (Deuteronômio 4:7).  As nações ao redor precisavam aprender com Israel que os seus deuses eram falsos e que na verdade adoravam demônios: "Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios" (1 Coríntios 10.20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005. 

GARDNER, Paul (Ed.). Quem é quem na Bíblia Sagrada: a história de todas as personagens das Escrituras. Tradução de Valdemar L. Tozi. São Paulo: Editora Vida, 2005.

sábado, 10 de outubro de 2026

A OBEDIÊNCIA NO TEMPO DE DEUS CONDUZ À VITÓRIA (Isaías 1:19) 10/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
10 DE OUTIBRO DE 2026
A OBEDIÊNCIA NO TEMPO DE DEUS CONDUZ À VITÓRIA

Isaías 1:19 “Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra.”

 

“Se quiserdes, e obedecerdes,”

Apesar da maldade do seu povo, Deus lhes oferece uma nova chance de se converter: “Converte-te, ó Israel, ao Senhor teu Deus; porque pelos teus pecados tens caído” (Oséias 14.1). Nessa oferta Deus orienta ao povo para que se afastassem de sua maldade para receber as benévolas promessas do Senhor, e se fossem obedientes (isto é, a apresentassem-se como sacrifícios vivos para fazer a vontade de Deus, fazendo disso o propósito principal de suas vidas), então seria certo e próprio que Deus lhes concedesse o Seu favor.

Essa oferta de perdão para limpar e renovar os corações e mentes estaria condicionada sobre a obediência e a boa vontade “Se quiserdes, e obedecerdes”. Eles precisavam “querer” ou  “estar disposto a”. Davi orou: “Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (Salmos 51:12). O Senhor nos fez como agentes moralmente livres. Temos o poder de escolha. Deus não nos compele a obedecer-Lhe.

Jesus disse: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina” (João 7:17). A salvação da mesma maneira é oferecida gratuitamente, mas precisa ser aceita por um coração voluntário: “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5.9).

 

 “... comereis o bem desta terra.”

O destino do povo dependia de sua reação diante desta oferta. Se aceitassem Deus selaria o Seu favor concedendo-lhes as bênçãos visíveis da prosperidade material: “comereis o bem desta terra”.  Tudo o que o Senhor fez nesta terra para o homem é bom, ele espera que voluntariamente o sigamos e assim desfrutaremos também das suas bênçãos: “E comereis abundantemente e ficareis satisfeitos, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo não será mais envergonhado” (Joel 2.26)

A terra de Israel, antiga Canaã, foi descrita por Deus como “terra que mana leite e mel” (Êxodo 3.8).  Ao usar essa expressão  Deus estava afirmando que levaria Israel a um bom lugar. Ele não tiraria os israelitas do Egito para conduzi-los a uma terra estéril, mas os conduziria a uma terra fértil e abundante.

O verbo “manar” traduz um termo hebraico que transmite o sentido de “brotar” ou “correr” no sentido de “ter um fluxo”. Em outras palavras, a Terra Prometida manava “leite e mel”. A palavra “leite” freqüentemente era empregada nos tempos antigos justamente como uma metáfora para a abundância da terra. Uma terra que produz leite é uma terra fértil, pois possui pastagem para o gado: “Ó Vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Isaías 55.1).

Já a palavra “mel” traduz uma palavra hebraica que vem de uma raiz que traz a idéia de “ser grudento” ou “melado”. A expressão "mel" não se refere ao mel de abelhas especificamente, mas ao xarope ou néctar doce extraído de frutas, especialmente das tâmaras. Então na expressão “terra que mana leite e mel” a idéia é a de que a terra de Canaã não apenas era boa para a criação de gado, mas também para o cultivo e para obtenção de produtos naturais. Tudo isso indica o caráter benevolente da promessa do Senhor.

Deus havia providenciado uma terra que poderia acolhê-los com fartura; uma terra onde eles poderiam se estabelecer e desfrutar das bênçãos da aliança se o obedecessem, no entanto o povo desobedeceu acarretando sobre eles a maldição: “O teu boi será morto aos teus olhos, porém dele não comerás; o teu jumento será roubado diante de ti, e não voltará a ti; as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos, e não haverá quem te salve [...] O fruto da tua terra e todo o teu trabalho, comerá um povo que nunca conheceste; e tu serás oprimido e quebrantado todos os dias” (Deuteronômio 28:31 e 33)

Embora os invasores estrangeiros estivessem comendo o fruto da terra, o verdadeiro arrependimento asseguraria que Deus tornaria possível ao seu povo que desfrutasse novamente dos seus frutos. Como o Filho Pródigo de Lucas 15.1 1—32, eles poderiam retornar para casa, a Deus, e receber as suas bênçãos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo - Vol.5. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201005_02.pdf

https://estiloadoracao.com/terra-que-mana-leite-e-mel/