quarta-feira, 29 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 29 DE ABRIL DE 2026 (1 Timóteo 2.1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

29 DE ABRIL DE 2026
DEVEMOS INTERCEDER POR TODOS

1 Timóteo 2.1 “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;”

 

“Admoesto-te, pois, antes de tudo,”

A palavra “admoestar” ” ( noutheteō ), significa aconselhar, advertir. Refere-se a conselhos, observações  e advertências concernentes ao comportamento e à prática de vida do cristão. Paulo admoestava os irmãos em vários lugares (Atos 20:31; 1 Coríntios 4:14). Ao mesmo tempo, ele instruía os discípulos a admoestarem uns aos outros (1 Tessalonicenses 5:14), e especialmente ensinava aos pais sobre a importância de admoestar os próprios filhos (Efésios 6:4).

Um dos motivos de nos reunirmos com os nossos irmãos em Cristo é a admoestação mútua que ajuda cada um a se manter fiel (Hebreus 10:25). Admoestação e advertência fazem parte do trabalho dos evangelistas (1 Timóteo 1:3; 4:13; 2 Timóteo 4:2), mas eles não são os únicos que devem (Romanos 12:8; Gálatas 6:1; Hebreus 3:13).

“Antes de tudo”. As palavras próton pánton “antes de tudo” indicam primazia de importância e não de tempo. A comissão de Cristo para irmos a toda criatura (Marcos 16:15-16) sempre será grande demais para mentes finitas a compreenderem. Precisamos da ajuda de Deus. Por isso, Paulo exortou a Timóteo e a nós a, “antes de tudo”, orarmos.

A oração não é um apêndice no culto, mas parte vital dele. Os apóstolos entenderam a primazia da oração, quando decidiram: “Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (Atos 6.4).

 

“... que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças,”

Muito embora o objetivo de Paulo é insistir na centralidade da oração mais do que numa análise de seus tipos, o apóstolo usa aqui quatro formas de oração.

“Deprecações” - O termo (gr. deesis) significa “suplicar, implorar, rogar por” alguém ou alguma coisa (Dicionário Houaiss). Dá a entender um tipo de oração que é feita de modo ardente, dramático, compassivo. A ideia fundamental da palavra grega deesis, é um sentimento de necessidade. A oração começa com esse sentimento de nossa total dependência de Deus. Oração é a insuficiência humana aproximando-se da suficiência divina.

Segundo, as “orações” (gr. proseuchomai) – “oferecer oração ou votos a Deus”. Designam o movimento da alma em direção a Deus. As orações são um ato de adoração a Deus, exaltando-o pela excelência de seus atributos e rogando a ele pela grandeza de suas misericórdias. A oração é tema de grande destaque na Bíblia. No Antigo Testamento, os homens de Deus venceram sob o manto da oração. Davi orava sempre (SaImo 55.16,17) e Daniel venceu na cova dos leões porque tinha reservas de oração (Daniel 6.10). Esses dois exemplos indicam o valor extraordinário da oração fervorosa e sincera, diante de Deus.

Terceiro, as “intercessões” (gr.: enteuxis). Elas estão relacionadas com a súplica em favor de alguém ou de alguma coisa. Tem o sentido de “intervenção, mediação, interferência, intermédio” (Dicionário Houaiss). Do grego enteuxis, significando “apelar para”, ou intercessões em geral, que se fazem em favor de alguém. A palavra enteuxis também traz a ideia de entrar na presença do rei para lhe fazer uma petição. Portanto, nenhum pedido é grande demais para ele. Para Deus não há impossíveis!

Quarto, as “ações de graças”. Essas grandiosas possibilidades alcançadas pela oração criam uma necessidade natural de incluirmos em nossas petições “ações de graça”. Elas tratam da nossa gratidão a Deus pelo que ele tem feito. A palavra grega eucaristia, deixa claro que orar não é apenas aproximar-se de Deus para adorá-lo por quem ele é, e rogar a ele suas bênçãos, mas, também, e sobretudo, agradecê-lo pelo que ele tem feito. Na avaliação da necessidade e do privilégio de trabalharmos com Deus, que adequada se torna a admoestação de Paulo: “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:20)

 

“... por todos os homens;”

A oração deve ser “em favor de todos os homens”. Não é só a oração que é em favor de todos, o plano de Deus também é para todos. Sua graça é suficiente para que “todos sejam salvos”. Jesus morreu por todos (2 Coríntios 5:14, 15), Ele nos manda ir a todos (Marcos 16:15, 16; Mateus 28:18–20) e disponibilizou o evangelho a todos (Judas 3). Por meio desse evangelho todos serão julgados (Romanos 14:10–12; 2 Coríntios 5:10). Salvar almas do pecado apaga o passado pecaminoso (Atos 2:38; 22:16). O plano de Deus também é para que todos “cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (v.4).

A o que parece, as igrejas evangélicas, nos tempos atuais, têm-se esquecido dessa oração “por todos os homens”. E mais comum ouvirem-se orações pela com unidade cristã; por suas atividades, na evangelização, no ensino, no discipulado. São orações legítimas e indispensáveis. Mas o alcance da oração da igreja cristã deve ultrapassar “as quatro paredes” dos templos, nas igrejas locais. Onde quer que formos, jamais encontraremos uma pessoa pela qual não precisamos orar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.3

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014. 

terça-feira, 28 de abril de 2026

Texto Áureo Lição 5: O juízo contra Sodoma e Gomorra. Genesis 18.32

TEXTO ÁUREO

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” (Genesis 18.32).

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 28 DE ABRIL DE 2026 (Genesis 18.32)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
28 DE ABRIL DE 2026
ABRAÃO INTERCEDE POR SODOMA E GOMORRA

Genesis 18.32 “Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” 

 

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez?”

Abraão havia interrogado a Deus cinco vezes, perguntando se Ele pouparia Sodoma da sua ira se houvesse lá uma determinada quantidade de justos. Antes de seu pedido final, Abraão provavelmente sentiu que atingira o limite do que ousou pedir de Deus e pela segunda vez pedi ao Senhor que não se ire com ele. E, investido de mais coragem, baixa ainda o número mais uma vez, e pergunta: “se, porventura, se acharem ali dez?”.

O patriarca Abraão ousou porque tinha uma opinião caridosa sobre o caráter de Sodoma: por pior que fosse, Abraão julgava que houvesse diversas pessoas boas nela. É conveniente que esperemos o melhor dos piores lugares. Henry diz que entre as duas coisas, é melhor errar neste extremo. Infelizmente o patriarca errou, não havia sequer dez justos naquele lugar.

 

“... e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” (Genesis 18.32).

Iavé foi paciente com essas perguntas investigativas do patriarca, demonstrando o tipo de paciência para julgar que Pedro mais tarde mencionou. Uma característica básica de Deus é que Ele não deseja “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). Ele disse a Abraão: “não a destruirei, por amor dos dez”. Ele consentiu em poupar os ímpios por amor aos justos.

Visto que “Deus é amor” (1 João 4:8), Sua primeira inclinação não é castigar ou destruir, mas perdoar e salvar, desde que Sua santidade e justiça não sejam comprometidas. Isto significa que jamais devemos considerar Iavé como um avô superindulgente, que faz vista grossa para o pecado, como se este não tivesse importância.

Veja como Deus é rápido para mostrar misericórdia. Ele até procura uma razão para isto. Veja as grandes bênçãos que as pessoas boas são para qualquer lugar, e quão pouco se favorecem aqueles que as odeiam e perseguem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_01.pdf

segunda-feira, 27 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 27 DE ABRIL DE 2026 (Salmo 25.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
27 DE ABRIL DE 2026
DEUS REVELA SEUS SEGREDOS PARA OS QUE O TEMEM

Salmo 25.14 “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.”

 

“O segredo do Senhor é com aqueles que o temem;”

Certos intérpretes entendem que a palavra hebraica traduzida por “segredo” é “amizade”. Significa relacionamento familiar, intimidade confidencial (cf. ARA) e companheirismo seleto. Noé andava com Deus, e o Senhor lhe revelou um grande segredo: a destruição do mundo antigo e o salvamento dele pela arca. Abraão andava com Deus, e o Senhor o tornou um dos integrantes do seu conselho particular: “Ocultarei eu a Abraão o que faço” (Genesis 18.17; 24.40). Deus, às vezes, docemente se revela para a alma na oração e na santa ceia, como Jesus se fez conhecido aos discípulos no partir do pão (Lucas 24.35).

A mente carnal não pode adivinhar qual é o propósito disso: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus” (1 Coríntios 2.14), e nem sequer os crentes conseguem explicar em palavras, pois tem de ser sentido para ser conhecido. A vida espiritual superior é necessariamente um caminho que os olhos da águia não conhecem, e que o filhote do leão não trilhou. Nem a sabedoria nem a força natural podem forçar a entrada a esta câmara interior. Os santos têm a chave dos hieróglifos do céu. Podem decifrar os enigmas celestiais. São iniciados no companheirismo dos céus. Ouvem palavras que não são possíveis de serem repetidas aos seus companheiros.

Os mistérios do Reino dos céus” (Mateus 13.11); “a mente de Cristo” (1 Coríntios 2.16). Estas coisas vêm por revelação e não pelo discurso da razão, devendo ser obtidas pela oração. Aqueles que diligentemente o buscam farão parte do seu conselho de ministros, saberão os segredos da sua alma e serão aceitos a uma familiaridade e amizade preciosa: “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (João 15.15).

 

 “... e ele lhes mostrará a sua aliança.”

O verbo foi traduzido no tempo futuro como ocorre em Eclesiastes 3.14,15,18; e em Oseias 9.13; 12.3. “Ele lhes fará saber o seu concerto”, ou seja, Deus fará com que o entendam claramente, tanto os deveres ou termos quanto as bênçãos ou privilégios. Nada disso os descrentes entendem corretamente. Embora o concerto do Senhor com a igreja visível esteja em vigor, é um mistério saber a doce comunhão que a alma pode ter com Deus em virtude desta aliança. O homem que teme a Deus saberá este mistério, quando só os que fazem a aliança na letra permanecem ignorantes. Esta promessa é feita apenas para os tementes a Deus.

A esses, Deus lhes fará saber o seu concerto. Pois ele será revelado ao coração e entendimento deles. Ele se agradou em mostrar aos crentes no Livro da Inspiração, e, pelo Espírito, Deus nos guia nos mistérios, até mesmo no mistério oculto da redenção: “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (Mateus 11:25). Aquele que não sabe o significado deste versículo, nunca o aprenderá de um comentário. É na cruz que ele encontrará a revelação do segredo que jaz aqui.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

domingo, 26 de abril de 2026

Lição 5: O juízo contra Sodoma e Gomorra - 2 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” (Genesis 18.32).

 

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez?”

Abraão havia interrogado a Deus cinco vezes, perguntando se Ele pouparia Sodoma da sua ira se houvesse lá uma determinada quantidade de justos. Antes de seu pedido final, Abraão provavelmente sentiu que atingira o limite do que ousou pedir de Deus e pela segunda vez pedi ao Senhor que não se ire com ele. E, investido de mais coragem, baixa ainda o número mais uma vez, e pergunta: “se, porventura, se acharem ali dez?”.

O patriarca Abraão ousou porque tinha uma opinião caridosa sobre o caráter de Sodoma: por pior que fosse, Abraão julgava que houvesse diversas pessoas boas nela. É conveniente que esperemos o melhor dos piores lugares. Henry diz que entre as duas coisas, é melhor errar neste extremo. Infelizmente o patriarca errou, não havia sequer dez justos naquele lugar.

 

“... e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” (Genesis 18.32).

Iavé foi paciente com essas perguntas investigativas do patriarca, demonstrando o tipo de paciência para julgar que Pedro mais tarde mencionou. Uma característica básica de Deus é que Ele não deseja “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). Ele disse a Abraão: “não a destruirei, por amor dos dez”. Ele consentiu em poupar os ímpios por amor aos justos.

Visto que “Deus é amor” (1 João 4:8), Sua primeira inclinação não é castigar ou destruir, mas perdoar e salvar, desde que Sua santidade e justiça não sejam comprometidas. Isto significa que jamais devemos considerar Iavé como um avô superindulgente, que faz vista grossa para o pecado, como se este não tivesse importância.

Veja como Deus é rápido para mostrar misericórdia. Ele até procura uma razão para isto. Veja as grandes bênçãos que as pessoas boas são para qualquer lugar, e quão pouco se favorecem aqueles que as odeiam e perseguem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_01.pdf

sábado, 25 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 25 DE ABRIL DE 2026 (Colossenses 3:10)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
25 DE ABRIL DE 2026
VESTINDO-NOS COM O NOVO

Colossenses 3:10 “E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;”

 

“E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento,”

No texto anterior, ele diz que os crentes devem despir-se dos velhos trajes do pecado. “Já vos despistes do velho homem com os seus feitos” (v.9). Uma vez despidos, não poderiam ficar nus. Precisavam de outras vestiduras espirituais. O “velho homem”, que corresponde ao “velho Adão”, em Cristo, é transformado em “nova criatura”: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5.17).

Metaforicamente os colossenses haviam trocado de “roupa”. Assim, acrescenta nesse versículo: “e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que O criou”. Ele aqui se refere ao “novo homem”, regenerado por Cristo: “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Romanos 13.14), e feito segundo a sua imagem: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” (Romanos 8.29).

Esse novo homem não pode mais viver sob orientação de falsos ensinos, de “filosofias” e “vãs sutilezas” místicas. Ele “se renova para o conhecimento” genuíno das verdades espirituais, que emanam de Cristo, de seu evangelho, da Palavra de Deus. Estudiosos como Pátzia e Ralph entendem que o “novo homem” é o que ressurge das águas batismais. 

Porém, grande parte dos intérpretes é unânime quanto à regeneração concedida através da conversão em Cristo Jesus. Esse novo homem não pode conformar-se com o mundo, mas tem sua mente renovada na comunhão com Cristo (Romanos 12.2); ele é renovado no seu sentido, “segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4.23,24).

 

“... segundo a imagem daquele que o criou;”

Aquele que o criou evidentemente é Deus, mas a imagem à luz de Colossenses 1.15 parece indicar o ensino cristológico de Paulo. O “novo homem,”, portanto, pode ser entendido como sendo uma referência ao próprio Cristo. Desta maneira, Cristo fica sendo o protótipo ou planta da renovação, tanto no seu começo como na sua continuação.

O propósito deste conhecimento era ajudá-los a serem parecidos com Jesus, o qual fez deles novas criaturas nEle. A renovação contínua pode ser levada a efeito por um aumento regular do verdadeiro conhecimento. Um ator precisa conhecer as características de alguém para representá-lo realisticamente.

Num sentido mais amplo, nós precisamos conhecer como Cristo é para sermos renovados e nos desenvolvermos segundo a Sua imagem. Depois de entrar em Cristo e revestir-se dEle (Gálatas 3:27), os colossenses deveriam tornar-se como Aquele que preencheu suas vidas. O alvo de todo convertido é olhar para Jesus a fim de desenvolver a natureza dEle. Entendendo Aquele que nos criou, podemos começar a desenvolver as Suas virtude.

Em 2 Coríntios 3:18 Paulo expressou este alvo da seguinte maneira: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_01.pdf

 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 24 DE ABRIL DE 2026 (2 Coríntios 5.17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
24 DE ABRIL DE 2026
MUDANÇA TOTAL PARA QUEM ESTÁ EM CRISTO

2 Coríntios 5.17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

 

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; ”

Falando primeiramente de si mesmo e depois de todos os que conheceram a Cristo, Paulo disse que estar em Cristo é participar de uma nova forma de ser. A cruz e a ressurreição efetuaram uma ruptura radical com antiga vida de Paulo, trazendo-o a uma união vital com Cristo e a uma esfera de existência totalmente nova. Paulo se tornou uma nova pessoa com uma nova identidade: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2.20).

Agora ele pertence a um “novo mundo”. A mudança é tão dramática, que somente pode ser descrita como uma “nova criação”. Cristo já havia dito a Nicodemos: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6).

Paulo usou parcamente a terminologia do novo nascimento. O conceito de nova criação está contido no novo nascimento, mas há uma ênfase diferente. Paulo via a novidade em Cristo como um conceito mais coletivo do que individual. O novo nascimento tende a enfatizar o indivíduo e seu relacionamento com Deus, enquanto a nova criação é uma nova ordem mundial.

Ser salvo, redimido e reconciliado é, ao mesmo tempo, tomar uma decisão individual e passar a fazer parte de um novo povo: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2.10). Isso implica uma nova maneira de se relacionar com as pessoas, pois fomos criados de novo para boas obras: ”Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.10).

 

“... as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

Toda a sua antiga vida — suas relações, condições, e situações— “já passaram” (tempo verbal aoristo em grego, denotando um fato realizado); em seu lugar veio, e agora existe (a implicação do tempo verbal perfeito em grego), uma nova vida “em Cristo”.

Empregando uma linguagem escatológica do fim dos tempos Paulo disse que Deus, por meio de Cristo, invadiu a antiga ordem da humanidade. Depois que Deus criou a humanidade e o pecado entrou nos seres humanos, a velha criação prevaleceu. Então, em Cristo, Deus voltou aos seres humanos para recriar um povo. Eis que se fizeram novas.

Talvez o apóstolo estivesse conscientemente ratificando o profeta Isaías: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo” (Isaías 65.17-18).

Em Cristo participamos de uma nova era. O reino do Messias está dentro de nós: “É chegado o reino dos céus” (Mateus 10.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_03.pdf

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 23 DE ABRIL DE 2026 (Gênesis 17:15)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

23 DE ABRIL DE 2026
DEUS MUDA O NOME DE SARAI

Gênesis 17:15 “Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome.”

 

“Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai,”

Antes deste capítulo, Deus fez a Abraão a promessa de um filho; mas Ele não fez referência a Sarai ser a mãe do menino. Certamente foi por isso que Sarai convenceu o marido de que a maternidade através de Agar era o meio lógico de cumprir a profecia do Senhor. Iavé descartou essa estratégia no capitulo 16 e aqui Ele confirmou explicitamente que a posteridade se daria através de Sarai.

Para deixar isso claro, o Senhor informou ao patriarca que sua mulher teria um novo nome. Nomes novos indicavam novas circunstâncias que agora surgiriam, um novo passo no desenvolvimento do pacto: uma nova intervenção divina nas atividades dos homens. Ela já não se chamaria Sarai; porém Sara. A mudança de nome não significou somente que ela tinha sido admitida ao pacto. Mas mostrou que ela seria uma personagem importante no seu cumprimento.

 

“... mas Sara será o seu nome.”

Embora Deus tenha explicado a mudança de nome de Abraão, Ele não explicou razão alguma para a mudança de nome de sua esposa. Parece que Sarai e Sara são apenas uma forma antiga e outra mais nova da mesma palavra, “princesa”. “Sara” é apenas uma grafia alternativa de “Sarai”. Mas o fato de se lhe dar nome de novo constituiu um marco e a introduziu na promessa por seus próprios direitos.

Sara foi escolhida como aquela por meio de quem nasceria o filho prometido por Deus. Ela tornou-se a princesa absoluta, pois dela descenderia toda a linhagem real, que culminaria no Rei dos reis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Gênesis 24:14

Gênesis 24:14 “Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”

 

“Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos;”

O Servo Eliezer Pede um sinal ao Deus de seu senhor Abraão (v.12). Nem sempre sinais são respondidos, conforme Jesus salientou: “Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal. Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará sinal” (Mateus 12:38,39). Todavia, Deus honraria a prova do servo do seu amigo Abraão, pois aprovava o projeto do coração do seu servo: “não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. Mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque” (Gênesis 24:3,4).

A prova do servo exigia mais do que apenas mostrar cortesia comum a um viajante sedento; depois de pedir à jovem para inclinar o cântaro para que ele bebesse, ele ainda queria que ela lhe dissesse: bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos. Visto que os camelos podem beber até cem litros de água por vez e que o servo de Abraão estava viajando com dez deles, ela teria que se dispor a tirar uma quantidade enorme de água (1000 litros). Impossível, diríamos. Mas possível para Deus, se Ele estivesse envolvido. Por isso é que lemos: “para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lucas 1.37).

 

“... esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”

Uma jovem assim seria realmente uma pessoa notável: bondosa, hospitaleira, laboriosa e disposta a ajudar um estrangeiro mais velho. O servo planejou esse teste para não ser iludido na escolha da esposa certa para Isaque e em seu desejo de testemunhar a bondade de deus para com o seu senhor.

A moça não seria reconhecida pela sua aparência: “Não atentes para a sua aparência” (1 Samuel 16.7). Havia um critério mais importante do que esse considerado, o critério do espírito. . A jovem que fosse dotada de discernimento mais imediato, a mais bondosa, a mais pronta para ajudar — essa seria a jovem que ele estava procurando. E assim a sua oração foi respondida. Além disso, ela seria também muito formosa de aparência: “E a donzela era mui formosa à vista, virgem, a quem homem não havia conhecido; e desceu à fonte, e encheu o seu cântaro e subiu” (Gênesis 24:16). Com isso o servo reconhecia que Deus estava usando de benevolência com seu senhor Abraão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201512_04.pdf

Gênesis 26:24

Gênesis 26:24 “E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo.”

 

“E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai;”

Na mesma noite que chegaram ao novo local, apareceu o senhor a Isaque, identificando-Se como o Deus de Abraão, pai [dele]. Em muitas de Suas revelações a Isaque, como fez depois a Jacó (Genesis 28:13) e mais tarde a Moisés (Êxodo 3:6), Deus começou proferindo as palavras “Eu sou o Deus de Abraão, seu pai”.

Ele jamais começava dizendo: “Eu sou o Deus de Tera, seu pai” porque uma nova era na história bíblica começou quando Javé chamou Abraão para sair da Mesopotâmia. Isaque e todos que descenderam dele deveriam distinguir o Deus de Abraão dos deuses de seu pai Tera: “Então Josué disse a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Além do rio habitaram antigamente vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses” (Josué 24:2).

 

“...não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo.”

A razão dessa teofania era confortar Isaque e confirmar as promessas divinas. Disse Deus: ”Não temas, porque eu sou contigo”. Uma declaração semelhante foi feita a Abraão depois de sua vitória sobre os quatro reis da Mesopotâmia. Abraão talvez tivesse medo de que eles retomassem a batalha, por isso Deus o encorajou dizendo que Ele seria o “escudo” de proteção (Genesis 15:1) do patriarca.

Semelhantemente, o medo de Isaque dos filisteus, conforme indicado em Genesis 26:7, ainda o assombrava sempre que ele tentava acampar. Sem dúvida, ele temia sofrer violência física nas mãos dos filisteus, e foi por isso que ele cedeu poços que eram por direito seus, mudando-se cada vez para mais longe deles. A misericórdia do Senhor deu a Isaque um forte motivo para renovar seu espírito. Em meio ao temor e à ansiedade, foi reafirmado o pacto, o que, sem dúvida, infundiu nova coragem em Isaque.

A confirmação do Senhor acerca de Sua presença com Isaque foi importante porque Ele repetiu as promessas da aliança feitas pela primeira vez ao seu pai: abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de abraão, meu servo. No Antigo Testamento, “Meu servo” e “servo do Senhor” são títulos de honra para grandes homens de fé. Isso também foi dito acerca de outras personagens, como Moisés (Êxodo 14.31), Josué (Josué 24.29), o povo de Israel (Isaías 41.8), e o Messias (Isaías 52.13). Isaque agora participava dessa honra e de seus benefícios, parcialmente por causa de sua própria dignidade, mas principalmente por ser filho e herdeiro de Abraão.

 

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_01.pdf