sábado, 3 de outubro de 2026

Isaías 1:19

Isaías 1:19 “Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra.”

 

“Se quiserdes, e obedecerdes,”

Apesar da maldade do seu povo, Deus lhes oferece uma nova chance de se converter: “Converte-te, ó Israel, ao Senhor teu Deus; porque pelos teus pecados tens caído” (Oséias 14.1). Nessa oferta Deus orienta ao povo para que se afastassem de sua maldade para receber as benévolas promessas do Senhor, e se fossem obedientes (isto é, a apresentassem-se como sacrifícios vivos para fazer a vontade de Deus, fazendo disso o propósito principal de suas vidas), então seria certo e próprio que Deus lhes concedesse o Seu favor.

Essa oferta de perdão para limpar e renovar os corações e mentes estaria condicionada sobre a obediência e a boa vontade “Se quiserdes, e obedecerdes”. Eles precisavam “querer” ou  “estar disposto a”. Davi orou: “Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (Salmos 51:12). O Senhor nos fez como agentes moralmente livres. Temos o poder de escolha. Deus não nos compele a obedecer-Lhe.

Jesus disse: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina” (João 7:17). A salvação da mesma maneira é oferecida gratuitamente, mas precisa ser aceita por um coração voluntário: “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5.9).

 

 “... comereis o bem desta terra.”

O destino do povo dependia de sua reação diante desta oferta. Se aceitassem Deus selaria o Seu favor concedendo-lhes as bênçãos visíveis da prosperidade material: “comereis o bem desta terra”.  Tudo o que o Senhor fez nesta terra para o homem é bom, ele espera que voluntariamente o sigamos e assim desfrutaremos também das suas bênçãos: “E comereis abundantemente e ficareis satisfeitos, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo não será mais envergonhado” (Joel 2.26)

A terra de Israel, antiga Canaã, foi descrita por Deus como “terra que mana leite e mel” (Êxodo 3.8).  Ao usar essa expressão  Deus estava afirmando que levaria Israel a um bom lugar. Ele não tiraria os israelitas do Egito para conduzi-los a uma terra estéril, mas os conduziria a uma terra fértil e abundante.

O verbo “manar” traduz um termo hebraico que transmite o sentido de “brotar” ou “correr” no sentido de “ter um fluxo”. Em outras palavras, a Terra Prometida manava “leite e mel”. A palavra “leite” freqüentemente era empregada nos tempos antigos justamente como uma metáfora para a abundância da terra. Uma terra que produz leite é uma terra fértil, pois possui pastagem para o gado: “Ó Vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Isaías 55.1).

Já a palavra “mel” traduz uma palavra hebraica que vem de uma raiz que traz a idéia de “ser grudento” ou “melado”. A expressão "mel" não se refere ao mel de abelhas especificamente, mas ao xarope ou néctar doce extraído de frutas, especialmente das tâmaras. Então na expressão “terra que mana leite e mel” a idéia é a de que a terra de Canaã não apenas era boa para a criação de gado, mas também para o cultivo e para obtenção de produtos naturais. Tudo isso indica o caráter benevolente da promessa do Senhor.

Deus havia providenciado uma terra que poderia acolhê-los com fartura; uma terra onde eles poderiam se estabelecer e desfrutar das bênçãos da aliança se o obedecessem, no entanto o povo desobedeceu acarretando sobre eles a maldição: “O teu boi será morto aos teus olhos, porém dele não comerás; o teu jumento será roubado diante de ti, e não voltará a ti; as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos, e não haverá quem te salve [...] O fruto da tua terra e todo o teu trabalho, comerá um povo que nunca conheceste; e tu serás oprimido e quebrantado todos os dias” (Deuteronômio 28:31 e 33)

Embora os invasores estrangeiros estivessem comendo o fruto da terra, o verdadeiro arrependimento asseguraria que Deus tornaria possível ao seu povo que desfrutasse novamente dos seus frutos. Como o Filho Pródigo de Lucas 15.1 1—32, eles poderiam retornar para casa, a Deus, e receber as suas bênçãos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo - Vol.5. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201005_02.pdf

https://estiloadoracao.com/terra-que-mana-leite-e-mel/

Deuteronômio 1:35

Deuteronômio 1:35 “Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais.”

 

“Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais.”

A Terra Prometida havia sido prometida aos antepassados dos israelitas no Pacto Abraâmico. Pertencia a eles por serem eles descendentes dos patriarcas, mas eles não quiseram tom ar posse da bênção. Assim a “geração potencialmente bendita e vitoriosa” tornou-se a “geração maligna” e rebelde.

Eles perderam a sua oportunidade, porquanto a incredulidade os tornara surdos para as razões de Deus. Afastaram-se do amor de Deus e tiveram de enfrentar a Sua ira: “O Senhor jurou, em sua ira, que eles não entrariam em seu descanso” (Salmos 95.11).  Se “a ocasião faz o ladrão”, conforme diz um provérbio antigo, a ocasião foi furtada de Israel por causa do seu pecado, que foi o ladrão que os atacou, nas fronteiras da Terra Prometida. Esse ladrão furtou-lhes as possessões que lhes pertenciam por direito.

Deus então jurou: “Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá” (Números 14:23). Eles deveriam continuar nas suas peregrinações pelo deserto por tanto tempo que a maior parte deles desapareceria naturalmente. Eles foram todos condenados a morrer no deserto, e nenhum deles teria permissão de entrar em Canaã, com exceção de Calebe e Josué, w. 34,38.

Desta maneira, eles não puderam entrar por causa da incredulidade. Não foi a transgressão a nenhum dos mandamentos da lei que os impediu de entrar em Canaã, não, nem o bezerro de ouro, mas a sua falta de fé naquela promessa que era um tipo da graça do Evangelho, para indicar que nenhum pecado nos destruirá exceto a falta de fé, que é um pecado contra o remédio.

O próprio Moisés, posteriormente, tinha caído no desagrado de Deus, por uma palavra impensada que eles o levaram a proferir: “Também o Senhor se indignou contra mim por causa de vós”, v. 37. Pelo fato de toda a geração anterior ter que desaparecer, o próprio Moisés não podia permanecer. A falta de fé deles fez a morte entrar no arraial e, tendo entrado, até mesmo Moisés fracassa na sua comissão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

JESUS CONFIRMA A AUTORIDADE E A INSPIRAÇÃO DE DEUTERONÔMIO (Mateus 4.4) 3/10/26

LEITURA BIBLICA DIÁRIA
3 DE OUTUBRO DE 2026
JESUS CONFIRMA A AUTORIDADE E A INSPIRAÇÃO DE DEUTERONÔMIO

Mateus 4.4 “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. ”

 

“Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: ”

Satanás planejava anular o ministério de Jesus. Então para tenta-lo, insinua-lhe uma aplicação errônea de seu poder. Satanás argumenta: Quão estulto é, a passar fome, quando, como filho de Deus, tem poderes para ajudar a si mesmo. Precisa poupar-se de todo sofrimento e inconveniência que puder. Além disso, pense nas pessoas que veio ajudar; lembre-se da tremenda pobreza delas. Não há melhor maneira de lhes ganhar a confiança que alimentá-las de modo milagroso: “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo” (João 6.14).

Cristo jamais operou sequer um milagre para si mesmo; sua virtude fluía sempre na direção dos outros: “Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26.53).

Imagine alguém que tenha milhões de dólares no banco e nunca empregue um único centavo desse dinheiro em seu benefício, e terá uma idéia da generosidade do Mestre. Os líderes do povo judeu zombavam: “Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar” (Mateus 27.42). Tinham razão. Cristo veio para salvar a outros, não a si mesmo.

Em vez de usar Seu poder divino para resistir a essas tentações, Jesus enfrentou-as de uma forma que todo ser humano pode enfrentar. Ele respondeu essa tentação, como fez com as demais, citando palavras das Escrituras. Sem consultar seus sentimentos ou procurar discutir com Satanás, Jesus cita a Palavra de Deus.

 

“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. ”

A citação é de Deuteronômio 8:3 na versão da Septuaginta. A passagem refere-se a Deus ensinando seu “filho” Israel (Êxodo 4:22) a depender de Sua provisão (Salmos 78:17–20).

Depois que o povo de Deus saiu do Egito, Ele provou a fé deles permitindo que passassem fome no deserto. Eles reclamaram a Moisés e Arão. Alguns deles até desejaram voltar para o Egito, onde havia alimento diariamente e com regularidade. A despeito da falta de fé, Deus cuidou deles generosamente mandando maná, ou seja, “pão do céu”. Deus estava ensinando Seu povo a confiar nEle.

Jesus, diferentemente do antigo Israel, demonstrou a devida confiança de um Filho de Deus. Ele não reclamou a Deus nem resolveu o problema com as próprias mãos. Ele não explorou o poder do Espírito Santo concedido a Ele no batismo para servir Seus próprios propósitos. Em
vez disso, Ele confiou humildemente que Deus cumpriria Suas promessas e proveria tudo para
atender Suas necessidades.

Leon Morris afirmou acertadamente que a expressão “nem só de pão viverá” “não nega a importância do pão (na Palestina ele era quase sinônimo de ‘comida’), mas nega que ele seja exclusivamente importante. Uma vida sustentada só por comida é uma vida muito pobre”.

Jesus disse: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4:34). Além disso, Ele ensinou Seus discípulos a não buscar desesperadamente coisas materiais (comida, bebida, roupas), mas a colocar o reino de Deus em primeiro lugar em seus corações (Mateus 6:31–33)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_03.pdf

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

UM RELACIONAMENTO COM DEUS MARCADO POR AMOR E OBEDIÊNCIA (Deuteronômio 6:5) 2/10/26

LEITURA BIBLICA DIÁRIA
2 DE OUTUBRO DE 2026
UM RELACIONAMENTO COM DEUS MARCADO POR AMOR E OBEDIÊNCIA

Deuteronômio 6:5 “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”

 

“Amarás, pois, o Senhor teu Deus”

Esse versículo está incluído no Shemá Israel. O Shemá é composto de três trechos da Torá (Deuteronômio 6:4-9; 11:13-21; e Números 15:37-41). È uma prece recitada duas vezes ao dia: ao deitar-se e ao levantar-se, conforme preceito da Torá.  Este verso também é conhecido como o grande mandamento (Marcos 12.29,30). O Senhor Jesus citou este trecho do em Seu sumário da natureza e da nossa obrigação diante a lei.

A obediência de Israel não deveria surgir de um legalismo estéril baseado na necessidade e no dever. Deveria surgir de um relacionamento baseado em amor. O termo bíblico “amar”, tem uma conotação muito profunda. Oséias usa esse verbo para expressar a afeição de Javé por Israel, fazendo uso de poderosas metáforas, extraídas da vida doméstica, do relacionamento entre marido e esposa: “E o Senhor me disse: Vai outra vez, ama uma mulher,…” (Oséias 3:1a) e do relacionamento entre pai é filho: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho” (Oséias 11:1).

O homem não pode amar a Deus conforme ama a outro ser humano. O amor a Deus envolve santo temor e reverência (vs. 13), e exprime-se por meio daquela lealdade devotada e singela de onde se deriva um serviço obediente e de todo o coração. O amor a Deus, desacompanhado da obediência, não é amor (1 João 4.7-21).

 

“... de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”

A extensão do amor do homem a Deus deveria ser total. Israel deveria amar a Deus com todo o seu ser. A expressão de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força é uma das favoritas em Deuteronômio (4: 29; 10: 12; 11: 13; 13: 3; 26: 16; 30: 2, 6, 10), e nos oferece uma percepção parcial da antiga psicologia hebraica.

O coração era considerado a sede da mente e da vontade bem como de uma vasta gama de emoções: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Provérbios 23.26). O termo alma é de difícil definição, mas parece ser referir à fonte de vida e vitalidade, ou mesmo do próprio “ser”. Nesse sentido Cristo derramou sua alma na morte por nós (Isaias 53.12). Os dois termos, coração e alma entre si indicam que o homem deve amar a Deus sem qualquer reserva em sua devoção. Para dar ainda mais força à ordem, uma terceira expressão é acrescentada, de toda a tua força, que diz respeito ao lado físico e mental do ser humano.

Os que amam a Deus verdadeiramente precisam evidenciar isso por meio de ações, não só sentimentos. Isso tudo mostra que nosso amor para com o Senhor precisa ser relacional, ativo, intencional e abarcar todas as áreas da vida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216847/jewish/Shem-Israel.htm

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

COMO POVO DE DEUS, SOMOS CHAMADOS A AVANÇAR PELA FÉ RUMO À PROMESSA (Filipenses 3.20) 1/10/26


LEITURA BIBLICA DIÁRIA
1 DE OUTUBRO DE 2026
COMO POVO DE DEUS, SOMOS CHAMADOS A AVANÇAR PELA FÉ RUMO À PROMESSA

Filipenses 3.20 “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ” 

 

“Mas a nossa cidade está nos céus, “

Qualquer cidadão pertencente a um país para adquirir direito de cidadania em outro país passa por um processo legal de mudança de cidadania para conseguir esse direito. Paulo faz menção da cidadania celestial (v. 20) e declara que para obter esse direito a pessoa precisa corresponder à transformação de vida exigida. Os cidadãos de uma colônia romana deviam sujeição a Roma. A conduta deles era governada pelas leis romanas e a esperança deles se concentrava na glória de Roma. Esperava-se também que eles colonizassem—propagassem o pensamento e a cultura romana.

Somente pela obra de regeneração do Espírito Santo será possível ter direito e acesso à “cidade celestial” onde habita o Senhor. A palavra “cidade” é, também, traduzida por “pátria”. Quando Paulo escrevia essas palavras estava pensando no “status” cívico de Filipos, tão importante como colônia romana. A despeito das benesses materiais da cidade de Filipos e de tudo quanto se oferecia à sociedade, Paulo fala de uma cidade que está nos céus. Trata-se de algo superior e espiritual “de onde também esperamos o Salvador” (3.20).

Ralph Herring escreveu que “a igreja local devia ser como uma colônia do céu. Leis celestiais e modos celestiais deviam distinguir seus membros, diferenciando-os dos demais ao redor”. Nossa esperança aponta para a cidade que está nos céus. Em breve o Senhor Jesus virá sobre as nuvens do céu com poder e glória (Mateus 24.31; Atos 1.9-11; 1 Tessalonicenses 4.16; 2 Tessalonicenses 1.7).

Como cristãos, precisamos reconhecer que, no que tange a este mundo, somos “expatriados” (cidadãos de um país que residem em outro país), somos “estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hebreus 11:13; veja 1 Pedro 2:11). Nossos nomes foram registrados como cidadãos “no livro da vida” nos céus (veja Filipenses 4:3; Hebreus 12:23). Este mundo é só um “endereço provisório” para nós; o céu é o nosso “endereço fixo”. Como os cidadãos das colônias romanas, temos certos privilégios, mas também temos responsabilidades equivalentes. Devemos sujeição ao nosso Pai celestial. Somos governados por Suas leis, e nossa esperança está centrada na Sua glória—Ele espera que propaguemos as verdades cristãs.

 

“... donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ”

Paulo também queria que os filipenses se concentrassem numa Pessoa celestial: “...de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (3:20b). Paulo já havia indicado que ele aguardava o último Dia para finalmente conhecer Cristo plenamente (3:10, 11).

O ato de esperar traduz a esperança dos crentes. O cidadão romano honrava a César como o salvador geral do império, enquanto o cristão honra e serve ao Senhor Jesus Cristo, o Rei da pátria celestial. Se a cidadania romana representava vantagens materiais e sociais para os filipenses, muito mais os crentes em Cristo obtêm vantagens com a cidadania celestial.

Durante as últimas horas de Cristo com Seus discípulos, antes de Sua morte, Ele prometeu voltar (João 14:1–4). Quando Ele subiu ao céu, anjos disseram aos que observavam: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (Atos 1:11). Os primeiros cristãos viviam em estado de expectativa, cientes de que o Senhor poderia voltar a qualquer hora (veja 1 Tessalonicenses 4:13—5:2; Tito 2:13; Hebreus 9:28). A segunda vinda dava sentido às suas vidas. Confiar na volta de Cristo ajudou os cristãos a enfrentarem os problemas diários e sustentou-os durante a perseguição. 

A inclusão da palavra “Salvador” em Filipenses 3:20 é significativa. Paulo não usava esse termo com frequência, mas ele o usou aqui—provavelmente porque ele descrevia com maior precisão o papel do Senhor em relação ao Seu povo quando Ele voltasse. Para os ímpios, Ele apareceria somente como Juiz; mas, para os Seus, Ele viria como Salvador—para libertá-los deste mundo pecaminoso, para recompensá-los e levá-los para estar com Ele por toda a eternidade. 

Assim como os primeiros cristãos, nós precisamos focar nossos corações em Jesus e “esperar ansiosamente” a Sua vinda. Devemos, como eles, reconhecer que Jesus pode voltar a qualquer hora. Devemos, como eles, orar: “Amém. Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20)!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201101_06.pdf

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

 

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Texto Áureo Lição 1: Deuteronômio: o livro da aliança. Deuteronômio 1.8

TEXTO ÁUREO

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuía terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles. ” (Deuteronômio 1.8)

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos do 4º Trimestre de 2026 da CPAD

A RESPONSABILIDADE DE TRANSMITIR FIELMENTE A PALAVRA À PRÓXIMA GERAÇÃO (2 Timóteo 2:2) 30/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
30 DE SETEMBRO DE 2026
A RESPONSABILIDADE DE TRANSMITIR FIELMENTE A PALAVRA À PRÓXIMA GERAÇÃO

2 Timóteo 2:2 “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.”

 

“E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis,”

Não somos os donos da mensagem; somos mordomos dela. Não criamos a mensagem; apenas devemos transmiti-la. Hans Burki diz que: “A melhor maneira de preservar o evangelho é transmiti-lo”. O evangelho deve ser transmitido sem acréscimo nem subtração. E fato que a mensagem cristã por vezes se torna diluída ou poluída, requerendo que em toda geração haja a restauração da glória e do poder primitivos do evangelho.

O que Timóteo recebeu de Paulo, isso ele deve transmitir a homens fiéis. A palavra grega para fiel, pistos, tem uma rica variedade de significados intimamente relacionados. Um homem que é pistos é uma pessoa que crê, que é leal, que é de confiança e da qual pode-se depender. Todos estes significados estão aqui. Falconer disse que estes homens crentes são tais "que não se renderão nem perante a perseguição nem perante o erro". O coração de um mestre deve estar tão fixo em Cristo que as ameaças de perigo não o tentem a deixar a senda da lealdade, nem a sedução dos falsos ensinos o façam apartar do caminho reto da verdade. O mestre cristão deve ser constante tanto na vida como no pensamento.

Esse homens fiéis devem instruir outros indivíduos fiéis, numa cadeia constante. Essa é a verdadeira sucessão apostólica. Não é sucessão de ofício, mas continuidade de mensagem apostólica. Deve ser uma transmissão da doutrina dos apóstolos, deles recebida sem distorções pelas gerações posteriores, passada de mão em mão como a tocha olímpica.

William Barclay diz acertadamente que “todo cristão deve ver em si mesmo um vínculo entre duas gerações. Ele não somente recebe a fé, mas também deve transmiti-la a outros. Receber a fé é um privilégio; transmiti-la é uma responsabilidade. A tocha do evangelho precisa ser passada de geração a geração sem se apagar”.

 

“... que sejam idôneos para também ensinarem os outros.”

Esse homens fiéis devem ser também idôneos. A palavra grega hikanoi significa competente, adequado, digno. Normalmente essa palavra é citada de maneira depreciativa perante Jesus: “Eu vos batizo com água , para arrependimento ; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu , cujas sandálias não sou digno (hikanoi) de levar . Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3:11), “Mas o centurião respondeu : Senhor , não sou digno de que entres em minha casa ; mas apenas manda com uma palavra , e o meu rapaz será curado” (Mateus 8:8) .

 

O evangelho apostólico precisa ser transmitido a homens idôneos e dignos. A vida de quem prega precisa estar em sintonia com a mensagem pregada. A vida do pregador é a vida da sua mensagem. Homens infiéis e inidôneos estão desqualificados para instruir outras pessoas. A vida do pregador é a vida da sua mensagem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

BARCLAY, Willian. The Second Letter to Timothy. Tradução: Carlos Biagini

Burki, Hans. Segunda carta a Timóteo. In: Carta aos Tessalonicenses, Timóteo, Tito e Filemom. Curitiba: Esperança, 2007

 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Deuteronômio 1:28

Deuteronômio 1:28 “Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós, as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes.”

 

“Para onde subiremos?”

Após chegaram a montanha dos amorreus. Moisés apresentou a terra que o Senhor havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó e disse: “sobe, toma posse dela, como te falou o Senhor Deus de teus pais; não temas, e não te assustes” (v.21). Porém os filhos de Israel lhe disseram: “Mandemos homens adiante de nós, para que nos espiem a terra e, de volta, nos ensinem o caminho pelo qual devemos subir, e as cidades a que devemos ir” (Deuteronômio 1:22b).

Esses homens deveriam indicar o caminho pelo qual o povo deveria subir, porém as notícias das dificuldades que havia na terra desfaleceram o povo. Que ao invés de subir e tomar posse conforme o mandado do Senhor, retrocedeu e murmurou conta ele. Agora questionam como se não houvesse um lugar para eles: “Para onde subiremos?”. “Por sua covardia, o povo rebelou-se e murmurou contra o Senhor (Êxodo 15.24; 16.2; 17.3).

 

“Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós, as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes.”

Os dez espias incrédulos apresentaram toda sorte de razões para seu temor.  A visão dos gigantescos Anaquins e de suas cidades fortificada fez com que o coração do povo se derretesse, mas o contrário poderia ter ocorrido. O temor de Israel poderia ter feito com que os corações seus inimigos se derretessem. Conforme ocorrerá quase quarenta anos mais tarde: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desfalecidos diante de vós. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Siom e a Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes. O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e embaixo na terra” (Josué 2:9b-11).

Os habitantes cananeus da terra eram gigantescos (Núm. 13.31-33); as suas cidades eram fortificadas, com muralhas que chegavam aos céus; os temidos filhos de Anaque, gigantes notórios por sua crueldade e grande força física estavam ali (Núm. 13.33), pelo que os israelitas viam a si mesmos como se fossem meros gafanhotos em comparação a eles.

A descrição deles sobre os cananeus (mais fortes e mais altos do que nós) revela que eles pensavam que a tarefa era impossível tanto para eles mesmos quanto para Deus”. A incredulidade sempre apresenta as suas razões que nos furtam a vitória, por causa dela os israelitas não conseguiam prever a vitória que estava tão próxima. Eles precisavam ter tido fé.  Ter fé, por muitas vezes, consiste em ignorar as razões que nos convidam a não nos arriscarmos. A fé é a vitória que vence o mundo (1 João 5.4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/9/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

A DESOBEDIÊNCIA À PALAVRA CONDUZ À PERDA ESPIRITUAL (Deuteronômio 11:28) 29/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
29 DE SETEMBRO DE 2026
A DESOBEDIÊNCIA À PALAVRA CONDUZ À PERDA ESPIRITUAL

Deuteronômio 11:28 “Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”

 

“Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus,”

Aqui Moisés está concluindo as suas exortações gerais à obediência. Ele resume todos os seus argumentos a favor da obediência, em duas palavras, a bênção e a maldição. A neutralidade nesta decisão é simplesmente excluída. Israel é chamado a assumir um compromisso. Dois caminhos são apresentados: o caminho da obediência, que conduz à bênção, e o caminho da desobediência, que conduzirá à maldição.

Se formos obedientes às suas leis, podemos ter certeza da bênção, (v. 27). Mas se desobedecermos, poderemos estar igualmente certos da maldição. Henry escreveu em seu comentário: “Digam aos justos (pois Deus disse isto, e nem o mundo inteiro poderá contradizê-lo) que tudo irá bem com eles: mas ai dos ímpios, pois a vida deles irá de mal a pior”.

Quando os hebreus chegaram ao deserto do Sinai e acamparam defronte ao monte. Moisés  subiu ao monte e Deus ordenou para que ele dissesse ao todo o povo: “Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Êxodo 19:3b-6ª). Após proferir aos filhos de Israel as palavras do Senhor o povo respondeu em uma só voz: “Tudo o que o Senhor tem falado, faremos” (Êxodo 19:8)

Esses mandamentos dados posteriormente a Israel no Monte Sinai deviam ser obedecidos como leis. Por isso posteriormente Moisés aconselha: “Tende, pois, cuidado em cumprir todos os estatutos e os juízos que eu, hoje, vos prescrevo” (v.32).

 

“... e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”

Essas leis dados no Sinai afirmam que Jeová é o único Deus de Israel e que só ele era para ser adorado pelo povo da aliança. O verbo conhecer freqüentemente conota um relacionamento íntimo, mais do que o simples conhecimento intelectual. Amós 3:2 diz: "De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades". Era Javé quem o conhecia a Israel e era somente Ele quem podia e devia ser conhecido pela nação.

Mas está claro nesse versículo o fato de que Israel podia escolher entre dar sua lealdade a Javé ou a outros deuses que não conheciam. Josué posteriormente, também afirma essa possibilidade: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).

Elias, o tisbita, no desafio do Carmelo também demonstrou isso: “Então Acabe convocou todos os filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o” (1 Reis 18:20,21ª).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/9/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deusda Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005.