sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

João 15:4

João 15:4 “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”

 

“Estai em mim, e eu em vós;”

Depois de encorajá-los a permanecerem limpos, Jesus disse: “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós” (ARA). O sentido almejado seria: “Se vocês permanecerem em mim, eu permanecerei em vocês”. Jesus estava destacando que a limpeza contínua e a frutificação dependem de se permanecer nele.

Diferentemente dos ramos de uma videira literal, os “ramos” da videira figurativa são responsáveis por permanecer ligados a ela. O ponto que Jesus queria destacar é claro: “permanecer” exige continuar a viver em união com ele, sendo por ele vivificado. Somente desta forma pode um discípulo viver uma vida espiritual frutífera. A exortação de Jesus aos discípulos era que permanecessem nele e no seu amor; e, para isso, eles deveriam obedecer aos seus mandamentos (João 15:9, 10).

 

“... como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”

Um ramo de videira não tem vida nem utilidade se não continuar ligado à videira. A seiva viva que flui pelo caule capacita-o a produzir uvas; sem isto ele fica infrutífero. A mesma coisa acontece com os discípulos de Jesus; somente à medida que permanecem unidos a ele e têm nele a origem da sua vida é que podem produzir o fruto do Espírito. Paulo não usa os termos joaninos, mas expressa a mesma verdade quando diz: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2.20), e “tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).

Em outra passagem do A.T., onde Israel é comparado com uma videira é enfatizado que a madeira da videira não serve para nenhuma outra coisa a não ser para a função específica da videira - produzir uvas. A madeira de uma videira morta não pode ser usada para fazer um móvel ou algum outro utensílio; não serve nem de gancho para se pendurar algo. Um galho de videira que não produz uvas serve apenas para combustível (Ezequiel 15.1-8). A moral da parábola deve ter sido evidente nos dias de Ezequiel; ela também fala por si na nova situação e aplicação que Jesus lhe deu.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_05.pdf

1 João 1.7

1 João 1.7 “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

 

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está,”

Após mostrar as conseqüências de andar nas trevas; agora João descreve o que acontecerá se “... andarmos na luz”. Deus está eterna e necessariamente na luz porque Ele mesmo é luz; os homens são chamados para andar na luz. Deus está na luz porque Ele é sempre fiel a Si próprio e Sua atividade é coerente com a Sua natureza. “De maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). Devemos andar na luz da Sua santa revelação de Si, e na Sua presença, sem dolo ou desonestidade em nossa mente ou pecado tolerado em nossa conduta.

Como no versículo anterior, “andar” significa viver ou conduzir-se, significado este retomado em 2:6, 11 e 2 João 4, 6; 3 João 3, 4. Compare com Efésios 5:8, “andai como filhos da luz”; Efésios 4:1; Romanos 6:4; 13:13. Andar na luz significa conduzir-se em santidade ou liberto do pecado. Descreve ainda “sinceridade absoluta. .. ser, por assim dizer, de um só caráter, não ter nada para esconder, e não fazer tentativa nenhuma para esconder nada.”

 

“... temos comunhão uns com os outros,”

São-nos dados dois resultados disto. Primeiro, mantemos comunhão uns com os outros. Visto que no versículo 6 João declarou que andar nas trevas impede a comunhão com Deus, esperar-se-ia que no versículo 7 ele expressasse a verdade oposta de que, se andamos na luz, gozamos comunhão com Deus.

Sem dúvida isto é verdade, mas, caracteristicamente, ele se move um passo adiante e afirma que andar na luz leva àquela comunhão uns com os outros. João já havia indicado a estreita relação entre a nossa comunhão com o Pai e o Filho e a nossa comunhão uns com os outros (v.3). Essa comunhão se efetiva nos dois sentidos e um afeta o outro.

Barclay diz que a comunhão fraternal é resultado da santidade. Nas trevas não há comunhão, mas cumplicidade. Nas trevas não há comunhão, mas parceria no pecado. Porém, se andamos na luz, temos comunhão uns com os outros. Nenhuma crença pode ser autenticamente cristã se separar o homem de sua relação com os demais. Nada que destrua a comunhão fraternal pode ser verdadeiro.

 

“... e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

O segundo resultado de andar na luz é que o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. O fato de andarmos na luz e mantermos comunhão uns com os outros não implica ausência de pecado nem nos torna essencialmente perfeitos e imaculados. Ainda continuamos sujeitos ao pecado, mas temos a promessa da purificação pelo sangue de Jesus.

Seremos iguais a ele somente na glorificação. Agora, porém, nós, que andamos na luz, temos a purificação no sangue de Jesus. Andar na luz, portanto, é confessar pecado; andar nas trevas é ignorar ou negar pecado. Quando andamos na luz temos provisão divina para limpar-nos de todo e qualquer pecado. Essa provisão é o sangue de Jesus, o Filho de Deus.

 O verbo sugere que Deus faz mais que perdoar: Ele apaga a mancha do pecado. E o tempo presente mostra que é um processo continuado. O sacrifício de Cristo foi eficaz não apenas para perdoar os pecados passados, mas também para purificar-nos no presente, dia a dia. Vele acrescentar que o sangue de Jesus purifica não apenas alguns pecados, mas todo pecado. Não há causa perdida para Deus. Não há pecador irrecuperável para Deus. Não há pecado imperdoável para Deus, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo. Jesus nos purifica e nos apresenta a si mesmo como “[...] igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5.27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. Edições Vida Nova. São Paulo, SP. 1982:

LOPES, Hernandes Dias. I João: como ter garantia da salvação. São Paulo: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf

Efésios 1.4

Efésios 1.4 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;”

 

“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo,”

O Bendito Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo "... nos elegeu nele antes da fundação do mundo". As palavras eleger e escolher têm o mesmo sentido. Deus “nos elegeu nEle...” (v. 4a). A palavra “elegeu” vem de (eklego), que significa “selecionar, escolher. A forma do verbo escolher no grego está no passado, e o significado literal da expressão seria: "escolheu-nos para si mesmo".

Nesta passagem Deus é quem escolhe; Ele escolhe para Si, ou tem uma preferência, para propósitos divinos. Assim como Deus escolheu Israel para propósitos divinos (Atos 13:17) e Cristo escolheu os apóstolos para propósitos divinos (Lucas 6:13; João 15:16–19), Deus também nos escolheu (ou seja, Paulo e todos os santos que são fiéis em Cristo; v. 1) para propósitos divinos. Assim como o povo de Israel foi escolhido em Abraão, os crentes neotestamentários foram escolhidos em Cristo.

O fato de uma pessoa estar ou não entre os escolhidos é determinado pela própria pessoa somente. Deus decretou que todos que estão em Cristo serão salvos, e Ele nos permite decidir se seremos ou não, como crentes arrependidos, batizados em Cristo (Romanos 6:3). Uma pessoa que obedece ao evangelho está em Cristo e está entre os escolhidos. Pedro falou dos que são “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo...” (1 Pedro 1:1, 2). Quando alguém escolhe obedecer a Cristo, esse indivíduo está entre os escolhidos. As Escrituras enfatizam o livre arbítrio do homem. D. L. Moody disse: “Os que disseram sim são os eleitos e os que disseram não são os não-eleitos”.

Ele nos escolheu "... antes da fundação do mundo". Quando Paulo usa esse termo ele queria dizer antes do mundo organizado ser criado pelo ato de Deus. Esta expressão aparece pelo menos dez vezes no Novo Testamento grego, e fica evidente nestas ocorrências que “antes da fundação do mundo” significa antes do princípio do mundo e da história da humanidade.

Neste reino que precedeu o tempo, o Filho era amado pelo Pai (João 17:24) e foi pré-ordenado a derramar Seu precioso sangue por nós (1 Pedro 1:18–20). Este plano é eterno, imutável e abrangente. A frase de Paulo aqui certamente pretendia consolar e encorajar seus leitores com o conhecimento de que eles estavam na mente de Deus desde a eternidade.

O ato de escolher-nos antes de todas as coisas revela a presciência de Deus. A questão da presciência divina deu origem à doutrina da predestinação absoluta. Não podemos negar que Deus tem a capacidade de saber quem será salvo e quem se perderá; mas o conceito de Deus determinar arbitrariamente quem estará no céu e quem será lançado no inferno não é bíblico.

O ensino arminiano explica que, “por meio da presciência divina, Deus sabe, desde a eternidade, quais indivíduos creriam e perseverariam na fé, e a essas pessoas Deus elegeu”. Isso, portanto, não implica entender como Calvino, ou seja, que Deus tenha elegido uns para a vida e outros para danação, porque, segundo as Escrituras, Ele não quer “que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3.9). Desse modo, ratifica-se que tanto a expiação ilimitada como a eleição condicional foram estabelecidas pelo próprio Deus.

 

“...para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;”

Deus nos elegeu “para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele” (v. 4b). No versículo 1 Paulo dirigiu-se aos efésios como “os santos” (hagiois) e aqui ele indicou que os cristãos devem ser “santos” (hagious). A primeira referência é à posição perante Deus dos que estão “em Cristo”, e a segunda indica “a condição moral que compete a essa posição”. Deus diz: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:16). “Irrepreensíveis” é uma tradução (amomos) e significa “sem mancha”, ou “livre de imperfeição, como um animal sacrificial sem mancha ou mácula” (Levítico 22:21). O uso paulino dos termos “santo e irrepreensível” evidencia que as palavras mutuamente se correspondem e complementam-se. O ser santo denota um estado de pureza interior que reflete no ser irrepreensível — uma condição de pureza externa.

Portanto, não se pode conceber que os salvos em Cristo ainda possam viver na prática do pecado (1 João 3.6; 5.18). Deus elegeu-nos e predestinou-nos a viver em santidade. Em conseqüência, os cristãos são exortados quanto ao trato passado: a despojar-se do velho homem (Efésios 4.22), a renovar a mentalidade (4.23) e a revestir-se do novo homem, “que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (4.24). Essa orientação aponta para a necessidade de uma radical transformação. Despir-se do “velho homem” exige abandonar a velha natureza com as suas paixões, adotar uma nova perspectiva mental e uma nova forma de vida (Colossenses 3.9-10; Romanos 6.6-9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

BAPTISTA, Douglas. A igreja eleita – Redimida pelo sangue de Cristo e selada com o Espírito Santo da promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201304_04.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 13 DE FEVEREIRO DE 2026 (Hebreus 1:3)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
13 DE FEVEREIRO DE 2026
CRISTO É REI E SACERDOTE

Hebreus 1:3 “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;”

 

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa,”

Cristo é o resplendor ou esplendor da glória de Deus. O resplendor que o mundo recebe do próprio caráter de Deus em Jesus Cristo. A expressão “o resplendor da glória” encontra paralelos em “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15) e “forma de Deus” (Filipenses 2:6). A glória de Deus era uma luz ofuscante no Antigo Testamento (Êxodo 34:29–35). Este resplendor remete à aparência de Jesus na transfiguração (Mateus 17:2; Marcos 9:2, 3; Lucas 9:29)

A expressa imagem da sua pessoa também tem relação com “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15). Do mesmo modo que a expressão exata foi usada em Mateus 22:20, onde se refere à imagem que havia sobre o dinheiro romano. Cristo é a estampa ou a impressão de Deus (Charakter); a essência de Deus. Diferente do homem que também é chamado de “a imagem [eikon]... de Deus”.  Charakter refere-se a uma cópia exata, ao passo que eikon refere-se apenas a possuir traços representativos. Jesus possui todos os atributos de Deus, Seu Pai. O antigo escritor Theodore de Mopsuestia (350–428 d.C.) disse que “a Palavra era Deus” (João 1:1) é equivalente a “Ele é... a expressão exata do Seu Ser”.

A patrística valeu-se com freqüência desse texto para afirmar a divindade de Cristo. Ainda muito cedo, Orígenes escreveu: “A mim me parece que o Filho é um reflexo da glória de Deus, conforme ao que Paulo afirma: 'Ele é o reflexo de sua glória’. Deste reflexo de toda a gloria, reflete certamente os reflexos parciais que tem as demais criaturas dotadas de razão, pois penso que nada, exceto o Filho, pode conter o reflexo da glória do Pai em sua totalidade”.

Por outro lado, Atanásio, em seu discurso contra os arianos, escreveu: “Quem já viu uma luz sem resplendor? Ao escrever aos Hebreus, o apóstolo afirma: ‘Cristo é o esplendor de sua glória e a marca de sua substância’, e Davi, no Salmo 89, canta: ‘O esplendor do Senhor, nosso Deus, está conosco’, e também: 'Em tua luz, vemos a luz’. Quem é tão néscio que não entende que essas palavras referem-se à eternidade do Filho? Como pode alguém ver a luz sem o esplendor de sua irradiação para poder dizer a respeito do Filho: 'Houve um tempo no qual ele não existia’ ou ‘Não existia antes de ser gerado'? A expressão do Salmo 144 refere-se ao Filho: “Teu reino é um reino eterno” e não permite a ninguém pensar em um intervalo cronológico, qualquer que seja, no qual o Logos não existia".

 

“... e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder,

A seguir, o escritor disse que Cristo “sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder”. Este pensamento também se encontra em Colossenses 1:17: “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Assim como o mundo foi criado pela “palavra” de Deus, ele é sustentado por Sua palavra, Seu poder conservador. Tão certo quanto Ele criou todas as coisas, nada pode continuar a existir sem Ele. Criação e preservação são realizadas por Deus em Jesus Cristo, e pela palavra do seu poder. A palavra falada de Deus criou o universo do nada (Hebreus 11:3). Jesus é “aquele que conduz todas as coisas para o seu devido curso”. Os planetas são mantidos em suas órbitas pelo poder, autoridade e eficácia de Sua palavra.

Um dos argumentos defendidos por Tomás de Aquino em sua Suma Teológica é a prova da ordem do mundo (ou, segundo Tomás de Aquino, o argumento das causas finais) e se apóia no princípio da finalidade: A organização complexa, objetivando um fim, exige uma inteligência ordenada. Essa ordem é evidente: considerado no seu conjunto, o universo nos aparece como uma coisa admiravelmente ordenada, em que todos os seres, todos os elementos, por mais diferentes que sejam, contribuem para o bem geral do universo. Jamais uma estrela, planeta ou cometa entraram na órbita dos outros. A natureza obedece rigidamente às leis estabelecidas por Deus. O universo não ultrapassa qualquer limite além daquilo que lhe foi prescrito. Todo este complexo de seres e coisas encontra-se orientado e sustentado “... pela palavra do seu poder”.

 

“... havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados,

Cristo “[fez] a purificação dos pecados”. A NVI diz que Ele “realizou a purificação dos pecados”. Nesta simples expressão reside o âmago do evangelho. Debaixo da lei de Moisés, a purificação moral só era feita por sacrifício (Hebreus 9:22). Jesus forneceu o meio de perdoar os nossos pecados através do seu sangue derramado na cruz. Ele veio para fazer expiação pelo pecado: “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Isaías 53:12).

O benefício é que temos perdão contínuo à nossa disposição (1 João 1:7). “havendo feito” mostra que a ação foi realizada no passado. Isto enfatiza que a obra redentora de Cristo está completa, fato que é um dos destaques do Livro de Hebreus. Jesus não veio meramente para ensinar retidão moral ou apenas ser um exemplo ou um mártir. Ele veio para tirar os pecados, a fim de termos vida eterna.

 

“... assentou-se à destra da majestade nas alturas;”

Tendo este poder e autoridade como criador, sustentador e como Aquele que assume o pecado, Cristo ocupa o lugar de autoridade à direita de Deus. Quando Jesus apareceu a Estevão à direita do trono celestial, Ele está a direita de Deus em pé (Atos 7:56)! A ênfase de Hebreus de que Cristo agora está “assentado” mostra que Sua obra de redenção está acabada, refutando todo tipo de doutrina de oferta contínua de Si mesmo como um sacrifício. Sua obra está completa, e Ele pode, portanto, assentar-se. Esse lugar, no entanto não é um lugar de repouso, mas de atividade para o divino mediador, sumo sacerdote e intercessor. Em cumprimento do Salmo 110:1.

O Salmos 110 foi dedicado a um príncipe da casa de Davi. “Evidentemente”, era “uma prerrogativa da casa de Davi assentar-se na presença divina, como fez o próprio Davi quando ‘entrou na Casa do SENHOR, ficou perante Ele [Javé]’” (2 Samuel 7:18). O salmo tornou-se um dos textos favoritos da igreja primitiva para comprovar a messianidade de Jesus. (Marcos 12:37; Atos 2:34; 1 Coríntios 15:25; Efésios 1:20.) Era usado para mostrar não só que a obra de Jesus estava concluída e Ele estava descansando, como também que Ele reinava com Deus assentado (Atos 2:33–36). Ele é “Príncipe e Salvador” (Atos 5:31) e está entronizado com Seu Pai!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremaciade CristoFé, esperança e ânimona carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

ORÍGENES. Comentário al Ev. De Juan, 32, 353-354. La Bíblia Comentada por Los Padres de La Iglesia.

ATANÁSIO. Discursos Contra Los Arianos. La Bíblia Comentada por Los Padres de La Iglesia.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_06.pdf

 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 12 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 19.30)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
12 DE FEVEREIRO DE 2026
JESUS COMPLETOU A OBRA QUE O PAI LHE CONFIOU

João 19.30 “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” 

 

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. ”

Os versículos anteriores dizem: “Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse; Tenho sede. Eslava ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca” (vs 28-29).

Na chegada à cruz, o Senhor já recusara a bebida analgésica: “Deram-lhe a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber” (Mateus 27.34); Ele não tinha o desejo de fugir do sofrimento físico, e não queria entrar na morte através do sono induzido por drogas. Pelo contrário, tinha de suportar tudo com a mente bem desperta, seus sentidos ativos, enfrentando a morte como vitorioso Conquistador e não como pobre vítima, sob efeito de drogas.

João ressalta esse fato do cumprimento de todas as profecias messiânicas no que diz respeito aos sofrimentos do Messias na sua primeira vinda, inclusive esta última profecia: “Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre” (SaImo 69.21) ou o Salmo 22.15 “a minha língua se me apega ao céu da boca". O vinagre no jarro provavelmente era vinho azedo, trazido para que os soldados pudessem beber de vez em quando. Após beber o vinagre disse: “Está consumado”. Estava cumprida a obra de Jesus na terra, tanto a salvação como a vida eterna já podiam ser obtidas livremente. Em João 17.4, o Filho pôde dizer antecipadamente ao Pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer”.

Myer Pearlman escreve em seu comentário do evangelho de João sobre o que estava consumado: Isto significa: 1) que todas as profecias tinham recebido nEle o seu pleno cumprimento; 2) que estava completa a obra que Jesus veio realizar; sua primeira declaração, registrada nas Escrituras, foi: “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lucas 2.49); e sua última declaração foi: “Está consumado”. Bem-aventurado o homem que pode dizer, ao final da caminhada da vida: “Está consumado”; 3) que Jesus, na cruz, completou a revelação de Deus que veio oferecer ao mundo (João 3.16; i João 3.16). Tudo fora feito para revelar Deus aos homens.

 

“E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. ”

Em outras passagens dos evangelhos, a mesma frase que aqui descreve Jesus inclinando a cabeça ao morrer é usada para deitar a cabeça para dormir: “O Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8.20) e a implicação é que Jesus curvou voluntariamente a cabeça para entrar no sono da morte.

A declaração de João de que rendeu o espírito também atesta a natureza voluntária da morte de Jesus. O relato de Lucas cita o Senhor dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46). Ninguém tirou a vida de Jesus. Ele deu a própria vida por iniciativa própria e ele tinha autoridade para dá-la: “Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou” (João 10.18).

Estas são palavras do SaImo 31.5: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito; resgata-me, Senhor, Deus da verdade” (NVI), durante séculos foram parte da oração vespertina de judeus piedosos, e podem bem ter tido este sentido para Jesus. Se ele estava acostumado a repetir estas palavras antes de ir dormir, ele agora as disse pela última vez.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 199

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202205_04.pdf

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Lucas 1.38

Lucas 1.38 “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.”

 

“Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”

Após ouvir a comissão do anjo Gabriel Maria curvou-se à vontade do Senhor e respondeu: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (ARA). Podemos imaginar as emoções de enlevo e medo misturadas em Maria, ante à extraordinária informação. Enlevo, pela honra de ter sido escolhida, entre milhões de mães judias, para dar à luz o Salvador do mundo; medo, por causa dos mal-entendidos e acusações falsas que pesariam sobre ela.

A resposta de Maria é de quieta submissão. Serva (doulé) significa “escrava. ” Expressa a completa obediência. Entre os escravos, as mulheres ocupavam a posição mais baixa, sendo geralmente menosprezadas e maltratadas. A escrava nada mais podia fazer senão a vontade do seu Senhor. Se somente um versículo pudesse esclarecer por que Deus escolheu Maria, seria esse. Maria se considerava com a expressão “a serva do Senhor”. Mais tarde, Maria cantaria: “porque o Senhir contemplou na humildade da sua serva” (Lucas 1:48).

Tendemos a pensar nessa resposta como sendo a coisa mais natural do mundo, e, destarte, deixamos de perceber o heroísmo de Maria. Ainda não estava casada com José. Podia-se imaginar que a reação dele à gravidez dela fosse forte, e Mateus nos conta que realmente pensou em divorciar-se dela (Mateus 1:19).

Além disto, ainda que a pena da morte pelo adultério (Deuteronômio 22:23,24) pareça não ter sido executada frequentemente, continuava em vigor. Maria não poderia ter a certeza de que não sofreria, talvez até viesse a morrer. Mas reconhecia a vontade de Deus e a aceitava.Apesar disso, ela disse ao anjo: “que se cumpra em mim conforme a tua palavra”. Em outras palavras: “Se é assim que Deus quer, assim será”. Ela foi submissa à vontade de Deus.

 

“E o anjo ausentou-se dela. ”

Após a aceitação humilde e devota de Maria o anjo se ausentou dela. E provavelmente retornou ao trono de Deus, onde ele assiste: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas” (Lucas 1.19). Isso porque Maria não duvidou e nem ao menos pediu um sinal como fizera Zacarias: "Como terei certeza disso? Já sou velho, e minha mulher é de idade avançada" (Lucas 1:18). Gabriel após contatar a incredulidade de Zacarias não se ausentou imediatamente, mas a ele declarou: "Agora, você ficará mudo e não poderá falar até o dia em que isso acontecer, porque não acreditou nas minhas palavras, que se cumprirão no tempo certo" (Lucas 1:20).

Depois que o anjo “se ausentou dela”.Maria dispôs-se e “foi apressadamente à regiãomontanhosa, a uma cidade de Judá” (v.39) para versua parente Isabel. Isabel provavelmente era umadas poucas pessoas que acreditaria no que acontecera com Maria.Quando Isabel viu Maria, ela “ficou cheia do Espírito Santo” (v.40) e “exclamou em alta voz sobre ela:Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o frutodo teu ventre! E de onde me provém que me venhavisitar a mãe do meu Senhor?” (vv.42b, 43).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200612_04.pdf

Atos 10:38

tos 10:38 “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.”

 

“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder;”

Aqui em poucas palavras, Pedro esboçou o poderoso ministério de Jesus Cristo. Ele foi ungido por Deus com o Espírito Santo. Aqui se emprega a redação de Isaías 61:1 para interpretar o que aconteceu a Jesus no rio Jordão, assim como no sermão do próprio Jesus em Lucas 4:18: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor”.

A palavra “ungido” vem do costume de ungir com óleo os líderes escolhidos por Deus. Era um símbolo dos poderes espirituais necessários para a sua obra. Deus ungiu a Jesus de Nazaré para sua obra como o Messias, não com óleo, como os reis de Israel e Judá, mas com o Espírito Santo e poder, ou seja, com o poder do Espírito Santo

O Espírito Santo concedeu a Jesus poder (virtude), este relacionamento com o Espírito foi evidente por toda a vida de Jesus e em todo o exercício de Seu ministério, especialmente na pregação das boas novas do Reino de Deus e na realização de milagres. Com este poder Jesus conseguiu socorrer e curar: “Enviou a sua palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição (Salmos 107:20).

Cristo não apenas falava acerca de virtude espiritual. Manifestava-a também, como Paulo depois dele afirmava: “a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Coríntios 2:3-5).

 

“... o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.”

O verbo fazendo o bem é interessante. O substantivo correspondente, “benfeitor” era empregado pelos soberanos daqueles tempos como descrição de si mesmos: “Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores” (Lucas 22:25-27), de tal modo que Jesus está sendo implicitamente comparado com eles neste trecho, e revelado como o verdadeiro ajudador do povo. Estamos no mundo para fazer todo o bem que pudermos e, como Jesus, devemos ser perseverantes e abundantes nessa tarefa.

O tema do antagonismo e oposição contra o diabo também é significante; é tirado do conceito do reino de Deus que Jesus veio estabelecer em contraste com as forças do mal que a ele se opõem. Ele foi enviado para desfazer as obras do diabo (1 João 3.8). Pedro nos avisa que "o diabo. vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão. buscando a quem possa tragar”. O Senhor Jesus, em seu ministério de três anos e meio, andava por toda a parte, destruindo e frustrando as obras do diabo (Hebreus 2.14,15). Deste modo, obteve vitória total sobre o inimigo.

Seu poder foi considerado maior do que o do diabo, porque Deus era com ele. Afinal suas obras foram feitas em Deus. Deus não apenas o enviou, mas desde o princípio esteve com Ele, reconheceu-o, assistiu-o e sustentou-o em todos os seus serviços e sofrimentos. Note que Deus sempre estará com aqueles a quem Ele unge. Deus em pessoa estará com aqueles a quem Ele dá o seu Espírito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 11 DE FEVEREIRO DE 2026 (Hebreus 12:2)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
11 DE FEVEREIRO DE 2026
CRISTO ESTÁ GLORIFICADO À DIREITA DO PAI

Hebreus 12:2 “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”

 

“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé,”

Devemos olhar para Jesus como aquele que é o líder no caminho, o qual, como homem de fé, ultrapassou todos os demais heróis da fé, o qual completou ou aperfeiçoou a nossa fé. O verbo traduzido olhando firmemente para Jesus sugere a pessoa desviando firmemente o seu olhar doutras pessoas e dirigindo sua atenção somente a Ele. Deus proveu o exemplo de Cristo como um modelo para seguirmos. Pois a vida e o ensino de Cristo são perfeitos. Temos uma fonte de força por meio do exemplo de Cristo que não existia antes dEle vir ao mundo.

Não devemos olhar nem para a direita nem para a esquerda, e certamente nem para trás (Lucas 9:62), mas adiante para Jesus. O olhar fito somente na meta final é essencial, e o escritor transforma este pensamento no meio de focalizar o próprio Jesus, pois Ele é o autor e consumador da fé.

As descrições adicionais, Autor e Consumador são altamente sugestivas. No seu conjunto, abrangem a gama total das atividades de Jesus com relação à nossa fé. Embora a palavra para “autor” possa ter o significado de “fundador”, também pode ter o significado de “líder” ou “pioneiro”. Talvez alguém pense que Jesus não foi o pioneiro da fé para os que foram mencionados no capítulo 11, porque veio historicamente depois deles. Mas o escritor parece considerar Jesus como Aquele que forneceu a inspiração para todos os santos da antigüidade. O Senhor Jesus também se mostrou o Pioneiro do caminho, o que significa que ele é quem nos aponta o caminho até à presença de Deus: “Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:20).

A segunda palavra “consumador” indica que Ele finalizou a salvação por meio da fé que só foi predita na velha aliança. Assim, Ele nos conduz à “perfeição”, o que a velha aliança não podia: “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam” (Hebreus 10:1). Essa palavra grega pode também significar “aperfeiçoador”. O que indica que Cristo leva nossa fé à maturidade total, de modo a podermos compartilhar das perfeições de Deus, mediante sua implementação.

Cristo nos deixou o exemplo do que ê a fé perfeita; e agora insufla essa propriedade em nós como produto de nosso desenvolvimento espiritual. Assim, pois, a fé é uma virtude que é levada à perfeição, pelo poder do Espírito de Cristo.

 

“... o qual, pelo gozo que lhe estava proposto,

A ligação de alegria com sofrimento neste versículo ecoa um tema constante no Novo Testamento. Até mesmo na véspera da Sua Paixão, Jesus falava da Sua alegria e do Seu desejo de que Seus discípulos participassem dela (João 15.11; 17.13). É altamente provável que os discípulos se lembrassem deste fato notável quando, mais tarde, refletiram sobre a Paixão de Jesus.

O escritor não considera necessário delongar-se aqui sobre o tema da alegria, mas atribui alguma importância ao fato de que lhe estava proposta, o que sugere que estava acima de todas as outras coisas. Há certa correlação entre a carreira que nos está proposta (v.1) e a alegria que estava proposta a Jesus: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Romanos 8:18).

 

“... suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”

Por esta alegria presente Ele “suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia [‘vergonha’]”, quando caçoaram de Sua confiança em Deus (Mateus 27:43). A execução na cruz continha um nível de desgraça muito maior do que a forca, a cadeira elétrica, a guilhotina ou uma injeção fatal. Ela se destinava aos piores criminosos. Tais pessoas eram consideradas “malditas” (Deuteronômio 21:22, 23; Gálatas 3:13).

Além da zombaria dos expectadores até mesmo os dois ladrões crucificados (Mateus 27:38), falaram contra Ele. Jesus realmente suportou hostilidades contra Si; pois “não Se importou com a humilhação de morrer na cruz” (NTLH) nem com o que os transeuntes diziam sobre Ele. Jesus sabia que estava agradando ao Pai. Depois da cruz, Ele recebeu a mais nobre das honrarias, pois “está assentado à destra do trono de Deus”.

A posição de Jesus, assentado à destra do trono de Deus, ecoa a idéia expressa em 1.3 e 8.1. A Paixão é vista como parte do caminho ao trono.  Nesta posição Sua alegria é completa, e assim também a nossa alegria será completa quando estivermos em Sua presença diante de Deus. À direita de Deus, Cristo realiza todas as funções de governo, de sumo sacerdote, e advogado, embora alcançasse esse lugar mediante sofrimento e paciência, isto é, o caminho da cruz.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201408_02.pdf

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 10 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 17.5)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
10 DE FEVEREIRO DE 2026
JESUS RENUNCIOU SUA GLÓRIA CELESTIAL

João 17.5 “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”

 

“E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo,”

O objetivo de Jesus ao passar pela terra foi glorificar a Deus. Ele fez isso cumprindo a obra que Deus havia o comissionado: "É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado" (João 12.23). Embora Jesus falasse aqui como se a sua obra na terra já tivesse sido consumada, morrer na cruz era o único ato de obediência que lhe faltava realizar. Esse falar mostra seu total comprometimento com a maior obra que Deus lhe confiara. Em outro dia a hora nona ele gritaria na cruz: "Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (João 19.30).

Seu primeiro pedido nesta oração foi: “glorifica a teu Filho”. Ele apresentou duas razões para Deus glorificá-lo. Em primeiro lugar, ele pediu que Deus o glorificasse para ele poder dar aos seres humanos a dádiva da vida eterna. Deus já havia concedido a Jesus grande autoridade, por isso ele tinha autoridade para dar vida eterna àqueles que conheciam a Deus (João 17:2, 3). Em segundo lugar, Jesus pediu ao Pai para glorificá-lo porque ele teve êxito em realizar a obra de Deus na terra (João 17:4, 5). Ele manifestou o nome de Deus aos apóstolos, e o resultado foi eles guardarem a sua palavra e saberem que as palavras de Jesus vinham de Deus (João 17:6–8).

Se o objetivo de Jesus era glorificar a Deus, o nosso objetivo também deve ser glorificar a Deus. A mente de Jesus estava na glória de Deus! Ele havia dito anteriormente que não buscava sua própria glória, e sim a de seu Pai e havendo glorificado o Pai, podemos esperar um peso de glória muito excelente: “Se Deus é glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e logo o há de glorificar” (João 13:32).

 

“... com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”

A glória que ele pede para receber do Pai é a mesma de que ele gozou na presença dele antes da criação, naquele “princípio” em que a Palavra era eterna com o Pai (João 1.2). Porém, já que ele reassumiria esta glória através da cruz, inevitavelmente ela teria uma nova dimensão que ela não tinha antes que houvesse mundo. Jesus já falou desta nova dimensão de glória aos seus discípulos: “Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo” (13.32).

Ele ora para que, tendo completado sua missão, o Pai o transporte de volta deste mundo de pecado e tristezas para o estado glorioso que deixou para trás quando se tornou homem: “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;  Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai “ (Filipenses 2.6-11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_00.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/04/joao-174.html