quinta-feira, 10 de setembro de 2026

PODEMOS ESTAR ABATIDOS, MAS NUNCA ABANDONADOS POR DEUS (2 Coríntios 4.8-9) 10/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
10 DE SETEMBRO DE 2026
PODEMOS ESTAR ABATIDOS, MAS NUNCA ABANDONADOS POR DEUS 

2 Coríntios 4.8-9 “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. “


Contexto

No verso 7 Paulo diz: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós ”. Que tesouro é este? A resposta está no verso 6 quando Paulo cita (Gênesis 1.3) A iluminação de Cristo que nos deu o conhecimento da glória de Deus. Paulo conhecia a glória. Ele também conhecia o sofrimento que seu ministério muitas vezes acarretava. Seu conhecimento da glória de Deus em Cristo é um tesouro inestimável. As pessoas naqueles dias dificilmente pensariam em pôr jóias em simples vasos de barro. Mas nós que temos a luz de Cristo ainda vivemos em corpos humanos frágeis em um mundo pecador.  Deus não muda nosso corpo agora, mas escolheu nos deixar em fraqueza humana de forma que seja óbvio a todos que a grandeza do seu poder, manifestada por meio dos seus servos, é “de Deus e não de nós”. Paulo foi usado por Deus para realizar muitos milagres, contudo ele permaneceu fisicamente, fraco e sem impressão. Paulo queria que os coríntios soubessem que pouco importava o que acontecesse, o tesouro no vaso de barro do seu corpo o impedia de ser quebrado pelas circunstâncias ou pelos inimigos. Nesta seção da carta Paulo se expressa numa série de quatro declarações paradoxais. Elas refletem, de um lado, a vulnerabilidade de Paulo e de seus companheiros, e por outro lado, o poder de Deus que os sustenta.


“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; “ 

A palavra grega para “atribulados”, significa afligido, sujeito a pressões, enquanto a palavra para “angustiados”, traz a idéia de comprimir em lugar apertado. Tem que ver com o aperto de uma pequena sala, de um espaço confinado, e, daí a dor que é sua ocasião. A tribulação é uma prova externa, enquanto a angústia é um sentimento interno. A tribulação produz angústia (SI 116.3), mas Paulo mesmo enfrentando circunstâncias tão adversas era fortalecido pelo Senhor. Quais as tribulações que Paulo enfrentou? Ele foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica e Beréia, chamado de tagarela em Atenas, de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, acusado em Cesaréia, enfrentou um naufrágio a caminho de Roma e foi picado por uma cobra em Malta. Sofreu prisões, açoites, apedrejamento, fome, frio e pressão de todos os lados. Contudo, Deus o assistiu não o deixando sucumbir diante de tantas adversidades. Os problemas o pressionavam severamente de todos os lados (ou de todas as formas), mas por causa do poder incomparável de Deus eles não podiam nem mesmo restringi-lo de disseminar o Evangelho.


“...perplexos, mas não desanimados; ” 

A palavra grega para “perplexos”, significa estar em dúvida, estar perplexo, enquanto a palavra para “desanimados”, significa estar completamente em desespero, ou melhor o desespero em seu estado final. Jesus morreu na cruz, mas Deus O ressuscitou para reinar à Sua direita. Por isso, o apóstolo recusou-se a desistir mesmo quando perplexo com o comportamento de seus companheiros judeus ou dos pagãos a quem pregava. As dúvidas e brigas de outros crentes nunca levaram o apóstolo a ficar desanimado. Durante todos os tumultos, Paulo confiou em Cristo, seu Amigo e Consolador. A vitória dos cristãos é assegurada pela certeza de que o Senhor voltará. Paulo sabia que os fiéis herdarão a vida eterna e os corruptos de coração serão separados da presença do Senhor.

 

“...perseguidos, mas não desamparados; “ 

A palavra grega para “perseguidos”, traz a ideia de perseguir e caçar como a um animal, enquanto a palavra para “desamparados”, significa desertar, abandonar alguém em dificuldades. Paulo se descreve como um fugitivo caçado por seus adversários, contudo, na última hora Deus lhe dava um escape.201 Paulo sofreu duras perseguições desde o começo de sua conversão até o último dia da sua vida na terra. Não teve folga nem alívio. Foi perseguido pelos judeus e pelos gentios, pelo poder religioso e pelo poder civil. No entanto, jamais se sentiu desamparado. Quando foi apedrejado em Listra, levantou-se para prosseguir o projeto missionário. Quando foi preso em Filipos, cantou e orou à meia-noite. Quando foi preso em Jerusalém, deu testemunho diante do Sinédrio. Quando foi levado para Roma como prisioneiro de Cristo, testemunhou ousadamente aos membros da guarda pretoriana. Mesmo quando ficou só em sua primeira defesa, em Roma, foi assistido pelo Senhor (2 Timoteo 4.16-18).


“...abatidos, mas não destruídos; “ 

A palavra grega para “abatidos”, significa lançar abaixo, derrubar violentamente. A palavra era usada para falar da derrubada de um oponente na luta ou de derrubar uma pessoa com a espada ou qualquer outra arma. Já a palavra para “destruídos”, significa destruir e perecer. Paulo enfrentou circunstâncias desesperadoras, acima de suas forças (1.8). Foi acusado, perseguido, açoitado, aprisionado, mas jamais sucumbiu. Mesmo quando foi levado à guilhotina romana e teve seu pescoço decepado pelo verdugo, não foi destruído (2 Timóteo 4.17,18), porque sabia que sua morte não era uma derrota, mas uma vitória, uma vez que morrer é lucro, é deixar o corpo e habitar com o Senhor, o que é incomparavelmente melhor. Na fraqueza de Paulo, Jesus o tornou forte. O apóstolo parecia nunca esquecer que estava seguindo os passos de Jesus. O próprio Senhor foi crucificado de um modo vergonhoso, mas, por meio de Sua morte, Ele derrotou Satanás. A glória do ministério de Paulo estava no fato de que ele transmitia os ensinamentos de Jesus, mas também participara dos sofrimentos de Cristo. Ele jamais pensou em abandonar seu ministério. Naquilo o mundo viu como fraqueza, o apóstolo encontrou força.

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_02.pdf

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

LOPES, Hernandes Dias. 2 Coríntios: o triunfo de um homem de Deus diante das dificuldades. São Paulo: Hagnos, 2008.

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

AS TEMPESTADES NÃO ANULAM O CUIDADO FIEL DE DEUS (Isaías 43:2) 9/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
9 DE SETEMBRO DE 2026
AS TEMPESTADES NÃO ANULAM O CUIDADO FIEL DE DEUS 

Isaías 43:2 “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”

 

“Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão;”

Aqui Deus esta confortando a nação, assegurando que o cativeiro não seria o fim deles e que eles retornariam em segurança para a sua terra. Evidentemente o profeta está pensando primordialmente no perigo que pode assediar Israel em sua viagem de volta da Babilônia para Jerusalém. Porém na presença do Grande Companheiro, Israel não tem nada a temer: “Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles: porque o Senhor teu Deus é o que vai contigo: não te deixará nem te desamparará” (Deuteronômio 31:6).

Ele fala de Israel “passando” pela água e pelo fogo. Águas [...] rios [...] fogo (2) são todos símbolos de perigo. Estas expressões, porém, são muito genéricas, e aplica-se a toda a jornada que o povo do Senhor, e também da igreja da nova era, precisam empreender através do mundo: “Eis que vos dou poder para pisar em serpentes e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10.19).

Deus diz ao seu povo que estaria com eles “quando passarem pelas Águas”. Evidentemente nos lembramos do grande livramento de Israel no deserto: “Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco: e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda” (Êxodo 14.29).  E quando pelos rios, eles não te submergirão;” recordamos aqui o atravessar do rio Jordão: “Porém os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do Senhor, pararam firmes, em seco, no meio do Jordão, e todo o Israel passou a seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão” (Josué 3:17).

O mesmo Deus que operou esses sinais estaria com eles no retorno. Encontramos essa confiança no salmista quando escreve o seu poema: “Os rios levantam, ó Senhor, os rios levantam o seu ruído, os rios levantam as suas ondas. Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso do que o ruído das grandes águas e do que as grandes ondas do mar” (Salmos 93:3,4).

 

“... quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”

Na época da ira de Deus contra seu povo os sofrimentos de ser despojados por um exército são comparados também ao fogo: "Por isso derramou sobre eles a indignação da sua ira, e a força da guerra, e lhes pôs labaredas em redor; porém nisso não atentaram; e os queimou, mas não puseram nisso o coração" (Isaías 42.25).

Agora Deus garante que este fogo não mais terá efeito sobre Israel. Mesmo se eles fossem lançados por seus perseguidores no forno de fogo ardente, por sua fidelidade constante ao seu Deus, a chama não arderia neles. Isso havia sido cumprido à risca na maravilhosa preservação dos três servos de Deus: “E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles” (Daniel 3:27).

Esse fato também é referenciado na galeria dos heróis da fé: “Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo” (Hebreus 11:33,34). Israel então, não tinha nada a temer: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus: eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Isaías 41.10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201009_05.pdf

Ridderbos, J. Isaías: introdução e comentário - 2. Edição. São Paulo: Vida Nova, 1995.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo - Vol.5. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

O SENHOR É REFÚGIO SEGURO QUANDO TUDO AO REDOR PARECE DESMORONAR (Salmos 46:1) 8/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
8 DE SETEMBRO DE 2026
O SENHOR É REFÚGIO SEGURO QUANDO TUDO AO REDOR PARECE DESMORONAR 

Salmos 46:1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”

 

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza,”

A palavra traduzida como “Refúgio” vem do hebraico machseh, que significa “abrigo seguro”, “esconderijo”, “lugar de proteção contra tempestades ou inimigos”. Ela representa o lugar onde corremos quando precisamos de segurança: “Torre forte é o nome do Senhor; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio” (Provérbios 18.10).

A palavra traduzida como Fortaleza: vem do hebraico oz, que significa “força”, “poder”, “capacidade para resistir”. Isso  mostra que DEUS não apenas nos protege, mas nos fortalece para enfrentar o que vier: “E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus” (1 Samuel 30:6).

Não nos esqueçamos da pronome possessivo pessoal “nosso”. Só Deus é o nosso tudo em todos. Cada um precisa ter certeza da própria porção que tem em Deus, para então poder dizer individualmente: “Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza”. Não nos esqueçamos também do fato de que Deus é agora mesmo o nosso refúgio, no presente imediato, tão verdadeiramente quanto no momento em que Davi escreveu as palavras.

Muitos se vangloriam dos seus castelos inexpugnáveis, situados em rochedos inacessíveis e protegidos com portas de ferro. Mas Deus é um refúgio muitíssimo melhor na hora do sofrimento do que todos esses. Soldados da cruz lembrem-se disso, e considerem-se seguros, e façam-se fortes em Deus: "O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio" (Salmo 18.2).

Em 1529, Martinho Lutero, inspirado por este versículo, compôs seu hino imortal, Castelo forte é nosso Deus: “Castelo forte é nosso Deus, Amparo e fortaleza: Com seu poder defende os seus. Na luta e na fraqueza. [...] A nossa força nada faz: Estamos, sim, perdidos. Mas nosso Deus socorro traz E somos protegidos.”

 

 “... socorro bem presente na angústia.”

Angustia traduz a palavra hebraica tsârâh e diz respeito a dificuldades, aflições ou problema. Deus promete estar presente nela: “Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei” (Salmo 91.15). Socorro vem do hebraico Ezrâh e significa ajuda ou assistência: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" (Isaías 41.10). Deus é a ajuda de forma veraz, eficaz e constante: "Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma"  (Salmos 54:4).

Deus nos ajuda quando necessitamos porque está conosco nessas horas: “O Senhor dos Exércitos está conosco;. o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (v.7). Presente vem do hebraico Nifal significa aquele que está presente ou aquele que é encontrado ou descoberto. Ele está presente ou perto, bem ao lado e pronto para socorrer, fato enfatizado pela palavra “bem”. Ele está mais presente que o amigo ou o parente, mais presente até mesmo que o próprio problema. Ele não é como as andorinhas que no inverno vão embora. Ele é amigo em tempos de necessidade e amigo de verdade. Deus nunca se afasta dos aflitos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

DEUS PRESERVA A VIDA DOS QUE CONFIAM NELE EM MEIO ÀS PERDAS (Atos 27.25) 7/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
7 DE SETEMBRO DE 2026
DEUS PRESERVA A VIDA DOS QUE CONFIAM NELE EM MEIO ÀS PERDAS 

Atos 27.25 "Pelo que, senhores, tende bom ânimo! porque creio em Deus, que há de acontecer assim como me foi dito."

 

"Pelo que, senhores, tende bom ânimo!”

Em meio ao grande desespero que tomou conta de todos, Paulo encoraja a tripulação e os prisioneiros, dizendo pela segunda vez “Tende bom ânimo” (v.22). Pois, um anjo de Deus havia aparecido a Paulo, informando-lhe que, apesar da perda do navio e de toda a sua carga, nenhuma pessoa pereceria (v.23), pois o projeto de levá-lo a Roma para comparecer perante César estava de pé: “Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo” (Atos 27:24).

 

“... porque creio em Deus, que há de acontecer assim como me foi dito."

A confiança de Paulo no cumprimento dessa promessa estava na fidelidade daquele que fez a promessa, embora antes eles tivessem de parar numa ilha (v.26). Com profunda pertinência, Matthew Henry escreve: Assim como a fúria dos mais poderosos inimigos, assim também o mais violento mar não pode prevalecer contra as testemunhas de Deus até que tenham dado seu testemunho. Enquanto Deus tiver uma tarefa para eles fazerem, suas vidas deverão ser prolongadas.

Para sobrevivermos às tempestades da vida, precisamos expressar verbalmente as promessas de Deus. Primeiro, precisamos declarar tais promessas para nós mesmos, vez após vez, para inculcá-las em nossa mente e coração. Depois, assim como Paulo, precisamos partilhar essas promessas com outros.

Se expressarmos verbalmente as promessas nossos problemas não irão se desaparecerão como um sopro de fumaça. Quando Paulo declarou a mensagem de esperança de Deus, isso não acalmou o mar. As nuvens não se dissiparam para que os marinheiros se orientassem. Nada mudou externamente; a tempestade continuou a vociferar. A mudança foi interna, uma mudança de atitude. Certamente, essa mudança fez toda a diferença do mundo para Paulo e para os demais que creram.

Quando você e eu depositarmos nossa confiança nas promessas do Senhor durante as tempestades da vida, raramente haverá uma mudança externa; as circunstâncias devem continuar sendo as mesmas. A diferença real ocorre por dentro: passamos a conhecer “a paz de Deus, que excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7a)!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200206_06.pdf

 

domingo, 6 de setembro de 2026

Lição 11: Entre Tempestades e Promessas – 3 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO

Atos 27.22 "Mas agora vos bom ânimo, porque não haverá perda de nenhuma de vossas vidas, mas somente da embarcação." 

  

"Mas agora vos bom ânimo,”

Até aqui, Lucas descrevera Paulo como o apóstolo dos gentios, o pioneiro das três expedições missionárias, o prisioneiro e o réu. Agora, porém, ele o retrata sob outra luz. Ele já não é um apóstolo honrado, mas um homem comum, igual aos outros, um cristão solitário (exceto por Lucas e Aristarco) entre cerca de trezentos incrédulos: soldados ou prisioneiros, ou talvez mercadores ou tripulantes.

Ainda assim, seus dons de liderança, recebidos de Deus, emergem claramente. "É quase certo", escreve William Barclay, "que Paulo fosse o viajante mais experiente a bordo daquele navio. Pois, Paulo viajou pelo menos 5.500 quilômetros por mar. Mas não foi só a sua maturidade quanto à experiência marítima que fez com que Paulo se destacasse como líder naquele navio; foi, muito mais, o seu caráter e a fé cristã inabalável.

Paulo já havia falado uma vez, expressando a sua opinião quanto ao local em que o navio deveria hibernar, mas seu conselho tinha sido ignorado: “Senhores, vejo que a navegação há de ser incômoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas. Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia Paulo” (vv. 10,11).

Ele fala agora uma segunda vez para que todos mantivessem o ânimo. E ele faz isso por duas vezes (v. 25). Pois ele acreditava em Deus e estava convencido de que ele cumpriria suas promessas. E o Senhor lhe havia dito: “Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma” (Atos 23:11).

 

“... porque não haverá perda de nenhuma de vossas vidas, mas somente da embarcação."

Eles deveriam ter bom ânimo porque nenhum dos tripulantes, mas apenas o navio, se perderia. Como ele podia ter tanta certeza disso? Porque na noite anterior, um anjo do Deus a quem ele pertencia e servia, tinha estado ao seu lado (v. 23), dizendo-lhe para que não temesse, prometendo que ele teria de se apresentar a César, e acrescentando que Deus lhe daria (em resposta a suas orações?) as vidas de seus companheiros de viagem (v. 24).

Quando você estiver no meio de uma tempestade, lembre-se de que você não é o único judiado pela vida (1 Coríntios 10:13a). Ore pelos outros assim como por você mesmo (Tiago 5:16); nada pode afundar um homem mais rápido do que o egocentrismo.

Essas promessas divinas eram o fundamento do apelo de Paulo para que todos mantivessem o bom ânimo. Pois ele acreditava em Deus, em seu caráter e em sua aliança, e estava convencido de que ele cumpriria suas promessas (v. 25), embora o navio tivesse de encalhar em alguma ilha (v. 26).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

BARCLAY, William. Hechos de los Apóstoles. Editorial. Editorial CLIE, 1974.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200206_06.pdf

sábado, 5 de setembro de 2026

A ESPERANÇA EM DEUS FORTALECE O CRENTE A PERSEVERAR (Hebreus 10:36) 5/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
5 DE SETEMBRO DE 2026
A ESPERANÇA EM DEUS FORTALECE O CRENTE A PERSEVERAR 

Hebreus 10:36 “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.”

 

“Porque necessitais de paciência,”

O autor sagrado faz uma citação do profeta Habacuque, quando Deus exortou seu povo quanto à paciência, dizendo que seu juízo sobre os caldeus dar-se-ia no “tempo determinado” (Habacuque 2.3). Esta promessa divina é de igual modo aplicada com respeito a estes cristãos hebreus. “Perseverança” (hupomone) ou “paciência” significa perseverar em face a tribulações. Podemos até “nos gloriar nas próprias tribulações” (Romanos 5:3).

É a fé testada que a produz perseverança: "Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança" (Tiago 1:2, 3). Uma vez que a vinda de Jesus terminaria com todo e qualquer sofrimento humano. Restava, portanto, para eles e para nós, um pouco de paciência até que Jesus volte, conforme fica demonstrado no capítulo seguinte que nos fornecerá muitos exemplos da perseverança da fé.

 

“... para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.”

O propósito da perseverança é expresso com exatidão nas palavras: “para que havendo feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa”. Nossa tarefa, assim como era a de Cristo, é continuar a fazer a vontade de Deus. A execução da vontade do Pai foi à comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (João 4.34).

Fica claro, também, que o exemplo de Jesus Cristo incluía sofrimentos. Paulo aos irmãos da Galácia disse: “…pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22b). Não era necessariamente da vontade de Deus que esses cristãos sofressem, mas foi vontade dEle recompensá-los por sua perseverança. É na base de cumprir a vontade de Deus que os leitores alcançarão a promessa.

A idéia de promessa resume a herança gloriosa do crente, porque elas são totalmente fidedignas. E nossas aflições são leves comparadas ao peso da recompensa eterna (2 Coríntios 4:17). Nossa tarefa é continuar a fazer a vontade de Deus, pois parar, desistir ou abandonar a fé resultaria em não receber o cumprimento das promessas de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A PALAVRA CONFRONTA CONSCIÊNCIAS E CHAMA AO ARREPENDIMENTO (Atos 24:25) 4/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
4 DE SETEMBRO DE 2026
A PALAVRA CONFRONTA CONSCIÊNCIAS E CHAMA AO ARREPENDIMENTO 

Atos 24:25 “E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro, Félix, amedrontado, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.”

 

“E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro,”

Paulo teve a oportunidade de falar acerca da fé em Cristo intimamente a Felix, já que Drusila, mulher dele, era judia (v.24). Ele deve ter apresentado Jesus como o cumprimento das profecias e também com Senhor e Salvador, em quem Félix e Drusila deveriam depositar a fé. Entretanto, Paulo nunca proclamou as boas novas num vácuo, mas sempre num contexto, no contexto pessoal dos ouvintes. Assim, ele passou a discursar acerca da justiça, da temperança ou domínio próprio e do juízo vindouro.

A maioria dos comentaristas relaciona a "justiça" à bem conhecida crueldade e opressão da qual Félix era culpado, e o "domínio próprio" à sua lascívia desenfreada que o levou e uniu a Drusila, enquanto o "juízo vindouro" seria o castigo inevitável por sua injustiça e imoralidade. Lembrando-nos da atitude de João, o batista perante Herodes Antipas: “Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Marcos 6:18).

Mas é possível que a justiça da qual Paulo falou era precisamente a "justiça de Deus" ou o ato divino de justificação que ele elaborara em sua Carta aos Romanos. Nesse caso, os três tópicos da conversa seriam "os três tempos da salvação". Ou seja, como ser justificado ou ser considerado justo por Deus, como vencer a tentação e obter o domínio próprio, e como escapar do terrível juízo final de Deus.

 

“... Félix, amedrontado, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.”

Félix ainda tinha' consciência suficiente para sentir-se alarmado com a mensagem cristã, mas logo ouvira tanto quanto podia agüentar, e mandou Paulo embora até que tivesse mais tempo disponível. Com certeza, para Paulo, o fato de Félix ser libertado do pecado era mais importante do que ele próprio ser libertado da prisão. Mas, infelizmente, não há nenhuma evidência de que Félix tenha se rendido a Cristo, sendo remido. Apesar de que durante os próximos meses Félix freqüentemente o chamava para conversar com ele (v. 26).

O governador ficou com medo do julgamento futuro, mas recusou-se a se arrepender dos seus maus caminhos e se voltar para a fé em Jesus. A atitude de Félix foi deplorável, pois em vez de arrepender-se, procrastinou a mais importante decisão de sua vida: “por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei”. A procrastinação, o deixar para depois, é a mais insensata e mais perigosa decisão da vida, mormente, quando se trata da salvação de sua vida. O dia do arrependimento é hoje. O tempo do acerto com Deus é agora. Amanhã pode ser tarde demais!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.