segunda-feira, 27 de julho de 2026

Atos 26:16

Atos 26:16 “Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; ”

 

“Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés,”

Em seu relato diante de Agripa II, Paulo enfatizou não a sua conversão, mas a sua comissão, não a maneira como se tomou discípulo de Cristo, mas como foi escolhido para ser um apóstolo. Paulo detalha para Agripa II o seu comissionamento para ser testemunha de Cristo entre os gentios, com o propósito de abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam remissão de pecados e herança entre os santificados pela fé.

A primeira ordem emitida por Cristo a ele foi "levanta-te e firmate sobre teus pés".  Ele, que junto com todos que o acompanhavam, haviam caído com o resplendor: “e caindo nós todos por terra” (v.14), recebe a ordem de não permanecer numa postura de medo e reverência, mas, sim, levantar-se para realizar tarefas ao Senhor.O profeta Ezequiel, também caiu "com o rosto em terra" quando viu "a aparência da glória do senhor". Mas Deus lhe ordenou imediatamente, "Filho do homem, põe-te em pé ... eu te envio aos filhos de Israel... tu lhes dirás as minhas palavras” (Ezequiel 2).

 

“... porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;”

O Senhor continua a falar sem interrupção e revela a razão por que lhe aparecera. Cristo o nomeou servo e testemunha daquilo que Paulo acabara de ver e daquilo que ainda haveria de ver, para ser testemunha com base nestas coisas.

Jesus apareceria a Paulo por diversas ocasiões. Além da estrada no caminho de Damasco, Jesus apareceria a ele na Arábia (Gálatas 1:12, 17-18); apareceu a ele em uma visão do céu (provavelmente antes de sua primeira viagem missionária) onde o Senhor lhe disse: “Minha graça te basta…” (2 Coríntios 12:1-9); apareceu a ele em Corinto (Atos 18:9-10); apareceu a ele enquanto ele orava no Templo em Jerusalém (Atos 22:17-21); e por fim quando Paulo estav preso em prisão de Jerusalém (Atos 23:11).

A descrição de Paulo como ministro e testemunha relembra Lucas 1:2, onde Lucas descreve como a tradição do evangelho foi derivada daqueles que eram testemunhas oculares e ministros (servos) da palavra, e indica que este grupo incluía pessoas tais como Paulo que não acompanharam Jesus durante o Seu ministério terrestre. Assim como Deus "enviou" os seus profetas para anunciarem a sua palavra ao seu povo, Cristo também "enviou" os seus apóstolos para pregarem e ensinarem o seu nome, incluindo Paulo que fora "enviado" para ser apóstolo dos gentios.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

https://thebiblesays.com/pt/tough-topics/resurrect-appearance

O CORAÇÃO SENSÍVEL AO ESPÍRITO SE ENTRISTECE DIANTE DA IDOLATRIA (Atos 17:16) 27/7/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

27 DE JULHO DE 2026
O CORAÇÃO SENSÍVEL AO ESPÍRITO SE ENTRISTECE DIANTE DA IDOLATRIA 

Atos 17:16 “E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se agitava em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.”

 

“E, enquanto Paulo os esperava em Atenas,”

Após os judeus de Tessalônica souberam que também era anunciada a palavra de Deus por Paulo em Bereia (v.13), eles foram até lá, e como fizeram em Tessalônica (v.5)  excitaram as multidões. Na confusão os irmãos bereanos acompanharam Paulo até Atenas pelo mar, mas Silas e Timóteo ficaram ainda em Beréia (v.14). Paulo deu ordem aos bereanos que o acompanharam para que Silas e Timóteo viessem a eles o quanto antes na Acaia. . Talvez Paulo não estivesse planejando iniciar o trabalho em Atenas enquanto a equipe não se juntasse.

Durante esse período em que Paulo os esperava e observava a terra que seria então evangelizada. Como Neemias ele refletiu sobre o trabalho: “E cheguei a Jerusalém, e estive ali três dias. E de noite me levantei, eu e poucos homens comigo, e não declarei a ninguém o que o meu Deus me pôs no coração para fazer em Jerusalém [...] e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam fendidos, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo.” (Neemias 2:11b,12 e 13b).

Atenas era a primeira cidade-estado da Grécia desde o século V a.C. Era o centro cultural e filosófico do mundo greco-romano. Muitos dos grandes pensadores, oradores e artistas que já viveram sobre a terra moraram em Atenas. O conceito de democracia nasceu ali. No processo de conquistar o mundo, os romanos espalharam a cultura ateniense e a língua grega. Atenas ainda era considerada por muitos como a maior cidade universitária do mundo.

 

“... o seu espírito se agitava em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.”

Ele poderia ter ficado fascinado com o esplendor da arquitetura, história e sabedoria da cidade. Mas nada disso o impressionou. O que ele viu primeiro não foi a beleza nem o brilhantismo da cidade, m as sua idolatria. Para todos os lados que Paulo se voltava, observara festivais e procissões pagãs, sacrifícios e celebrações cheias de medos supersticiosos. Teria visto a proliferação de ídolos e templos. O satírico Pretônio escrevera que, em Atenas, era mais fácil achar um deus do que um ser humano. Paulo até passou em frente de um altar com a inscrição “ao deus desconhecido” (v. 23).

Quando Paulo deparou-se com os ídolos e os templos magníficos, ele não viu a beleza da arquitetura e, sim, a feiúra do erro. Ele não viu progresso cultural; viu pornografia espiritual. Não viu mentes iluminadas; viu almas ignorantes. Mais tarde, escreveu: “... as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus” (1 Coríntios 10:20a).

O espírito de Paulo se revoltou,  se irou. O sentido aqui não é falta de controle, mas de reação ponderada contra aquilo que viu. O verbo paroxyno é regularmente empregado na LXX em relação à ira de Deus contra a idolatria do povo de Israel (Deuteronômio 9.7,18,22). Assim, Paulo foi provocado à ira pela mesma razão que provocou a ira de Deus, ou seja, a idolatria.

A idolatria é um pecado gravíssimo porque rouba a honra e a glória do nome de Deus. E dar a outro ser a honra e a glória que só Deus merece. Quando uma pessoa diz que adora a Deus por meio de uma imagem, está desprezando a Deus, que ordenou que não se fizesse nem se adorasse nenhuma imagem.

Às vezes, as Escrituras chamam esse sentimento de ciúme. Somos propriedade exclusiva de Deus e ele não nos divide com ninguém. A esposa pertence ao marido e ele não a divide com ninguém. O marido pertence à esposa e ela não o divide com ninguém. Deus disse: Eu sou o Senhor, esse é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra às imagens de escultura (Is 42.8).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_04.pdf

 

domingo, 26 de julho de 2026

Lição 05: Cristo entre os Filósofos: o Deus Desconhecido se Revela – 3 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

Atos 17.30 “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

 

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ”

Paulo, no final de sua palestra, volta ao assunto inicial que era a ignorância humana: “Homens atenienses, em tudo vos vejo como sendo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: ao deus desconhecido. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” (Atos 17:22,23). Pela inscrição no altar, os atenienses reconheciam ser ignorantes em relação a Deus, e Paulo estava dando provas dessa ignorância. Aquilo que os gregos imaginavam ser refinada sabedoria não passava de crassa ignorância espiritual aos olhos do apóstolo Paulo.

Deus não levou em conta os tempos da ignorância. Isso não significa que ele não percebesse a ignorância, nem que tivesse aquiescido, considerando-a desculpável, mas que em sua longânima misericórdia, não deixou cair sobre eles o juízo que mereciam: “O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos (Atos 14.16).

Durante séculos, Deus se mostrou paciente com o pecado e a ignorância dos homens: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Romanos 3:25).

 

“... ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

Até à vinda da revelação da verdadeira natureza de Deus, através de Jesus Cristo, os homens viviam em ignorância dEle. Agora, porém, a proclamação do evangelho traz ao fim este tempo. Paulo enfatiza a grandeza de Deus, não apenas como o começo e o fim de todas as coisas, mas como aquele a quem devemos a nossa existência e a quem precisamos prestar contas.

E afirmou que todos os seres humanos já sabem disso, portanto, indesculpáveis. Pois Deus nunca "se deixou ficar sem testemunho de si mesmo", pois ele tem nos beneficiado lá do céu, dando-nos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os nossos corações” (Atos 14:17). Ele sempre se revelou por revelação natural ou geral (Salmo 19:1), mas os seres humanos têm detido a verdade pela injustiça: Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou” (Romanos 1.18-19).

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra” (v.24) ordena a partir desse tempo que todos os homens que se arrependam. O arrependimento é uma exigência imperativa para todos os seres humanos, sem exceção e deve ser exercitado por todas as nações ou por toda a criatura (Marcos 16.15). Assim Paulo os repreendeu com grande solenidade, para que se arrependessem antes que fosse tarde demais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/06/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.