domingo, 28 de junho de 2026

Lição 01: O Chamado para os Gentios – 3 Trimestre de 2026.


 
TEXTO ÁUREO

Atos  13.2 “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ” 


“E, servindo eles ao Senhor e jejuando,”

Um grupo de mestres de profetas (que exerciam o dom de falar sob inspiração) dedicavam-se a um período especial de oração e jejum. É provável que o restante da igreja estivesse orando também. Os acontecimentos subsequentes indicam a busca de luz sobre o programa missionário da igreja. Oravam em gratidão pelo que Deus realizara entre os gentios daquela cidade (Antioquia). E também, em favor das multidões não evangelizadas da Ásia Menor e Europa.

O Espírito Santo não procurou os missionários entre os que “esperavam algo para fazer”; Ele fez sua seleção a partir dos que estavam ativos no serviço do Senhor! Se você ainda não encontrou seu lugar adequado na igreja, talvez seja porque não está envolvido em fazer aquilo que pode. “Deus chama pessoas ocupadas.”

Esta é a primeira vez que o jejum (abstinência deliberada de alimento por um período) é mencionado em Atos. No Antigo Testamento, o jejum era uma prática relacionada a um momento de humilhação diante de Deus, seja para receber de Deus o perdão, expressava arrependimento: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto”(Joel 2:12), no Novo Testamento, indica prioridades: “E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” (Lucas 2:37). Jesus jejuou no deserto, antes de ser tentado. Ensinou aos seus discípulos que há espíritos malignos que só seriam expulsos após um período de jejum e oração (Marcos 9.29). Em Atos 10, o centurião Cornélio jejuou por quatro dias e recebeu uma orientação divina para chamar Pedro para falar em sua casa.

O alimento não era tudo o que importava para os primeiros cristãos. Às vezes, para cumprir os propósitos de Deus, eles ignoravam à hora das refeições.


 “[…] Disse o Espírito Santo:”

A pessoa do Espírito Santo fala e direciona os líderes da igreja como Cristo havia prometido aos seus discípulos: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar “(João 16: 13,14). Esse mesmo Espírito está disponível hoje a toda a igreja, pois habita dentro dela: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14:17); “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus “ (1 Coríntios 2:12). Quando o ouvimos devemos atentar ao seu mandar e orientação, pois Ele fala com autoridade divina: “Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. ” (Hebreus 4:7); “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:29).
 

“Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.”

A pessoa do Espírito Santo convoca para a obra missionária dois entre os seus líderes: “Barnabé e Saulo”.  

Barnabé era um levita de Chipre. Seu nome era José; o nome Barnabé lhe foi dado pelos apóstolos para indicar o seu caráter (Filho da Consolação, Atos 4.36). Foi o primeiro homem mencionado por sua generosidade, que vendeu uma propriedade e trouxe o dinheiro da venda aos apóstolos para que as necessidades dos membros mais pobres da igreja fossem supridas (Atos 4.36). Ele aparece novamente em Atos 9.27 prestando os seus bons serviços a Saulo de Tarso, quando Saulo retornou a Jerusalém no terceiro ano após a sua conversão, recomendando-o aos apóstolos, afirmando que Saulo era um crente genuíno. Isto sugere que ele já conhecia Saulo. Quando, alguns anos mais tarde, chegou a Jerusalém a notícia de que uma evangelização em larga escala havia ocorrido em Antioquia da Síria, por cristãos helenistas refugiados da perseguição que teve início na Judéia após a morte de Estêvão, Barnabé foi enviado até lá para investigar a situação e agir da forma que julgasse ser mais apropriada. Não podiam ter enviado um homem mais adequado. Longe de sentir-se chocado pelas inovações que ali encontrou, Barnabé sentiu prazer por ver a graça de Deus em ação na conversão dos pagãos em Antioquia, e assim encorajou tanto os evangelistas quanto os novos convertidos com todas as suas forças. Barnabé fortaleceu grandemente os laços de amizade entre a congregação de Antioquia e a igreja-mãe em Jerusalém (At 11.22-30).

Saulo, um israelita circuncidado da tribo de Benjamin, que falava a língua aramaica em sua casa, herdeiro da tradição do farisaísmo, estrito observador das exigências da Torá, e mais avançado no judaísmo do que seus contemporâneos era o primeiro e o mais proeminente entre os judeus (Filipenses 3.5,6; Gálatas 1.14). Era um judeu da Dispersão, nascido em Tarso da Cilicia, um lugar que não era insignificante (At 21.39), apesar de ser natural de Tarso estudou desde cedo em Jerusalém como ele mesmo diz aos pés de Gamaliel: “...e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois”(Atos 22:3). Após sua célebre conversão no caminho de Damasco procurou conhecer os demais apóstolos em Jerusalém por intermédio de Barnabé, depois de algum tempo em Jerusalém foi enviado para sua terra natal, pois em Jerusalém procuravam matá-lo: “Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesaréia, e o enviaram a Tarso” (Atos 9:30). Após algum tempo em Tarso, foi convidado por Barnabé para ajudá-lo na supervisão daquela da igreja de Antioquia: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia” (Atos 11:25).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
14/11/2023 

FONTES: 

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022. 

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

 


sábado, 27 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 27 DE JUNHO DE 2026 (Gênesis 32:28)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
27 DE JUNHO DE 2026
O LEGADO DA TRANSFORMAÇÃO DE JACÓ

Gênesis 32:28 “Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”

 

“Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel;”

O anjo informou ao patriarca que ele já não se chamaria Jacó, que significa “aquele que pega pelo calcanhar” (Genesis 25:26; 27:36), e sim Israel. É admirável o grande número de possíveis sentidos que os intérpretes dão a esse nome: “Deus luta”. Essa é a etimologia popular, que também pode indicar o verdadeiro sentido do nome. “Deus governa". “Aquele que luta com Deus” (Oséias 12.3,4) ou “Aquele que prevalece com Deus”(NVI). “Príncipe de Deus”. Pois o termo hebraico “sar" (como se vê no nome de Sara), que significa “príncipe” King James Version [somente na versão inglesa]. Por extensão, “príncipe de Deus que tem poder diante de Deus” ou “Príncipe que prevalece diante de Deus".

Se os estudiosos do idioma hebraico não nos podem fornecer uma resposta única, pelo menos fica claro um ponto: o fraco Jacó tornou-se o poderoso Israel, aquele que lutara com um ser angelical e vencera, mediante um poder miraculoso; agora era um príncipe de Deus que poderia prevalecer diante de Deus e dos homens; tinha lutado contra disparidades impossíveis e tinha vencido.

 

 “... pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”

O significado de “Israel” é paradoxal: somente quando Jacó se dispôs a sujeitar-se a Deus e deixar que Ele prevalecesse em sua vida, pôde ele prevalecer sobre as circunstâncias que atravessava. Em outros relatos bíblicos, quando um nome foi modificado, isso implicou uma mudança de caráter e de vida (Genesis 17:4, 5, 15, 16; Números 13:16; João 1:40–42). Parece ser esse o caso aqui. A mudança de nome veio acompanhada de uma bênção divina sobre Jacó e seus descendentes.

Deus lutaria por meio dele na futura nação de Deus, e essa nação venceria. O Messias viria ao mundo por intermédio dele, a fim de abençoar todas as nações, em consonância com o Pacto Abraâmico. Por meio desse pacto, todos os povos haverão de ter poder diante de Deus e de prevalecer.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201602_04.pdf

 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 26 DE JUNHO DE 2026 (Gênesis 26:24)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
26 DE JUNHO DE 2026
O LEGADO DA PERSEVERANÇA NAS PROMESSAS

Gênesis 26:24 “E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo.”

 

“E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai;”

Na mesma noite que chegaram ao novo local, apareceu o senhor a Isaque, identificando-Se como o Deus de Abraão, pai [dele]. Em muitas de Suas revelações a Isaque, como fez depois a Jacó (Genesis 28:13) e mais tarde a Moisés (Êxodo 3:6), Deus começou proferindo as palavras “Eu sou o Deus de Abraão, seu pai”.

Ele jamais começava dizendo: “Eu sou o Deus de Tera, seu pai” porque uma nova era na história bíblica começou quando Javé chamou Abraão para sair da Mesopotâmia. Isaque e todos que descenderam dele deveriam distinguir o Deus de Abraão dos deuses de seu pai Tera: “Então Josué disse a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Além do rio habitaram antigamente vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses” (Josué 24:2).

 

“...não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo.”

A razão dessa teofania era confortar Isaque e confirmar as promessas divinas. Disse Deus: ”Não temas, porque eu sou contigo”. Uma declaração semelhante foi feita a Abraão depois de sua vitória sobre os quatro reis da Mesopotâmia. Abraão talvez tivesse medo de que eles retomassem a batalha, por isso Deus o encorajou dizendo que Ele seria o “escudo” de proteção (Genesis 15:1) do patriarca.

Semelhantemente, o medo de Isaque dos filisteus, conforme indicado em Genesis 26:7, ainda o assombrava sempre que ele tentava acampar. Sem dúvida, ele temia sofrer violência física nas mãos dos filisteus, e foi por isso que ele cedeu poços que eram por direito seus, mudando-se cada vez para mais longe deles. A misericórdia do Senhor deu a Isaque um forte motivo para renovar seu espírito. Em meio ao temor e à ansiedade, foi reafirmado o pacto, o que, sem dúvida, infundiu nova coragem em Isaque.

A confirmação do Senhor acerca de Sua presença com Isaque foi importante porque Ele repetiu as promessas da aliança feitas pela primeira vez ao seu pai: abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de abraão, meu servo. No Antigo Testamento, “Meu servo” e “servo do Senhor” são títulos de honra para grandes homens de fé. Isso também foi dito acerca de outras personagens, como Moisés (Êxodo 14.31), Josué (Josué 24.29), o povo de Israel (Isaías 41.8), e o Messias (Isaías 52.13). Isaque agora participava dessa honra e de seus benefícios, parcialmente por causa de sua própria dignidade, mas principalmente por ser filho e herdeiro de Abraão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_01.pdf

 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Atos 17.30

Atos 17.30 “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

 

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ”

Paulo, no final de sua palestra, volta ao assunto inicial que era a ignorância humana: “Homens atenienses, em tudo vos vejo como sendo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: ao deus desconhecido. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” (Atos 17:22,23). Pela inscrição no altar, os atenienses reconheciam ser ignorantes em relação a Deus, e Paulo estava dando provas dessa ignorância. Aquilo que os gregos imaginavam ser refinada sabedoria não passava de crassa ignorância espiritual aos olhos do apóstolo Paulo.

Deus não levou em conta os tempos da ignorância. Isso não significa que ele não percebesse a ignorância, nem que tivesse aquiescido, considerando-a desculpável, mas que em sua longânima misericórdia, não deixou cair sobre eles o juízo que mereciam: “O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos (Atos 14.16).

Durante séculos, Deus se mostrou paciente com o pecado e a ignorância dos homens: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Romanos 3:25).

 

“... ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

Até à vinda da revelação da verdadeira natureza de Deus, através de Jesus Cristo, os homens viviam em ignorância dEle. Agora, porém, a proclamação do evangelho traz ao fim este tempo. Paulo enfatiza a grandeza de Deus, não apenas como o começo e o fim de todas as coisas, mas como aquele a quem devemos a nossa existência e a quem precisamos prestar contas.

E afirmou que todos os seres humanos já sabem disso, portanto, indesculpáveis. Pois Deus nunca "se deixou ficar sem testemunho de si mesmo", pois ele tem nos beneficiado lá do céu, dando-nos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os nossos corações” (Atos 14:17). Ele sempre se revelou por revelação natural ou geral (Salmo 19:1), mas os seres humanos têm detido a verdade pela injustiça: Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou” (Romanos 1.18-19).

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra” (v.24) ordena a partir desse tempo que todos os homens que se arrependam. O arrependimento é uma exigência imperativa para todos os seres humanos, sem exceção e deve ser exercitado por todas as nações ou por toda a criatura (Marcos 16.15). Assim Paulo os repreendeu com grande solenidade, para que se arrependessem antes que fosse tarde demais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/06/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 25 DE JUNHO DE 2026 (Gênesis 24:14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
25 DE JUNHO DE 2026
O LEGADO ESPIRITUAL DE ISAQUE

Gênesis 24:14 “Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”

 

“Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos;”

O Servo Eliezer Pede um sinal ao Deus de seu senhor Abraão (v.12). Nem sempre sinais são respondidos, conforme Jesus salientou: “Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal. Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará sinal” (Mateus 12:38,39). Todavia, Deus honraria a prova do servo do seu amigo Abraão, pois aprovava o projeto do coração do seu servo: “não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. Mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque” (Gênesis 24:3,4).

A prova do servo exigia mais do que apenas mostrar cortesia comum a um viajante sedento; depois de pedir à jovem para inclinar o cântaro para que ele bebesse, ele ainda queria que ela lhe dissesse: bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos. Visto que os camelos podem beber até cem litros de água por vez e que o servo de Abraão estava viajando com dez deles, ela teria que se dispor a tirar uma quantidade enorme de água (1000 litros). Impossível, diríamos. Mas possível para Deus, se Ele estivesse envolvido. Por isso é que lemos: “para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lucas 1.37).

 

“... esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”

Uma jovem assim seria realmente uma pessoa notável: bondosa, hospitaleira, laboriosa e disposta a ajudar um estrangeiro mais velho. O servo planejou esse teste para não ser iludido na escolha da esposa certa para Isaque e em seu desejo de testemunhar a bondade de deus para com o seu senhor.

A moça não seria reconhecida pela sua aparência: “Não atentes para a sua aparência” (1 Samuel 16.7). Havia um critério mais importante do que esse considerado, o critério do espírito. . A jovem que fosse dotada de discernimento mais imediato, a mais bondosa, a mais pronta para ajudar — essa seria a jovem que ele estava procurando. E assim a sua oração foi respondida. Além disso, ela seria também muito formosa de aparência: “E a donzela era mui formosa à vista, virgem, a quem homem não havia conhecido; e desceu à fonte, e encheu o seu cântaro e subiu” (Gênesis 24:16). Com isso o servo reconhecia que Deus estava usando de benevolência com seu senhor Abraão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201512_04.pdf

 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 24 DE JUNHO DE 2026 (Gênesis 22:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
24 DE JUNHO DE 2026
O LEGADO DA ENTREGA TOTAL

Gênesis 22:9 “E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.”

 

“E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha,”

O lugar que Deus dissera a Abraão era uma montanha localizada na terra de Moriá (v.2), Abraão como em outras vezes edificou um altar, dessa vez para oferecer o maior dos seus sacrifícios, seu filho Isaque, a quem amava (v.2). Sobre o alltar Abraão dispôs a lenha que havia trazido (v.3).  Foi Isaque que carregou a lenha até o monte (v.6), assim como nosso Senhor que carregou a própria cruz: “E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota” (João 19:17). Certamente Isaque ajudou seu velho pai Abraão, que já tinha mais de cem anos a erguer e arrumar as pedras para o altar.

 

“... e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.”

A ênfase do relato está obviamente na fé obediente de Abraão; porém, Isaque teve uma fé que cooperou, pois ele não questionou a necessidade das cordas. Segundo Flavio Josefo Isaque tinha 25 anos nessa época, destacando-se não como um menino, mas como um jovem maduro, virtuoso e voluntário. Sendo forte o bastante para levar a lenha, também era grande e forte o bastante para lutar com a força do pai ao amarrá-lo, se assim o desejasse.

Todavia ele não resistiu quando o pai o amarrou com as cordas e o deitou no altar, em cima da lenha. Durante o caminho, a Bíblia relata que Isaque não sabia que ele seria sacrificado (v. 7). Mas a implicação da narrativa é que, nessa hora, Isaque admitiu ser ele o sacrifício que o pai pretendia oferecer a Deus e mostrou-se uma vítima voluntária como Cristo: “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca” (Isaías 53:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_09.pdf

 

terça-feira, 23 de junho de 2026

Atos 16:18

Atos 16:18 “E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu. ”

 

“E isto fez ela por muitos dias. ”

A jovem escrava de Filipos que tinha um espirito de adivinhação por muitos dias seguia Paulo e Silas e clamava que eles eram servos do Deus altíssimo. O diabo possuía essa jovem, dando-lhe a clarividência. Ela adivinhava pelo poder dos demônios. O diabo falava pela boca dela. As coisas do diabo parecem funcionar. A moça adivinhava mesmo, e seus donos ganhavam dinheiro.

O efeito da proclamação da jovem, que foi repetida no decurso de muitos dias, cada vez que se encontrava com Paulo, foi dar aos missionários uma publicidade inesperada. Paulo não fez tentativa alguma para tratar do caso na primeira ocasião, por razões que não ficam claras. Talvez, de início, os gritos da jovem não parecessem perigosos; na realidade, não havia sugestão alguma de que ela era hostil aos missionários.

 

“Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.”

Dias depois isso mudou. Paulo já não aturava esta publicidade indesejável, e expulsou o demônio da mulher: “Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela”. Ele, como Jesus, não aceitou o testemunho dos demônios nem conversou com eles; antes, repreendeu o espírito e expulsou o demônio (Marcos 1.23-25). 

Entendeu Paulo que Satanás empregava um truque de testemunho para causar empecilhos ao Evangelho. Levando seus agentes através daquela adivinha a se pronunciarem seguidores da obra evangelística. Seu era objetivo era desacreditar o Evangelho, fazendo com que o povo em geral tenha péssima impressão dos cristãos. Se aquela pobre possessa tivesse continuado a gritar atrás de Paulo, todos teriam dito: “Aí vai uma das convertidas dele!” Isto não seria um elogio à obra de Paulo.  

A história não nos conta se a jovem se converteu; o interesse de Lucas aqui se focalizava no efeito que o incidente teve sobre Paulo e seus companheiros. O que ficou claro é que o exorcismo privou a jovem da sua capacidade de adivinhar ou da sua disposição para assim fazer. Quando Paulo exorcizou o espírito que dominava a jovem pitonisa, exorcizou também a fonte de renda daqueles que a exploravam e isso causaria posteriormente uma acusação perante os magistrados romanos.

  

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 23 DE JUNHO DE 2026 (Hebreus 11.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
23 DE JUNHO DE 2026
O LEGADO DA CONFIANÇA NAS PROMESSAS 

Hebreus 11.8 “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. “


“Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu “

Abraão é a primeira pessoa do Antigo Testamento mencionada especificamente como alguém que tem fé. A fé de Abraão trouxe justificação, o que significa que ele foi considerado justo.Ele não foi um homem perfeito, sem pecado, mas viveu na fé. Ele recebera o chamado para “ir”: “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gênesis 12:1), assim como os leitores de Hebreus foram chamados a sair do judaísmo e, mais tarde, foram admoestados a sair “do arraial” do judaísmo: ”Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus 13:13,14). Da mesma maneira a fé nos desafia a nos afastar do mundo e vir para a igreja: “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo ,E eu vos receberei ” (2 Coríntios 6:17). A palavra “Eclésia” significa “chamados para fora”. Um aspecto notável da fé de Abraão é a sua obediência pessoal. “Quando chamado, obedeceu”, a obediência acompanhou a chamada. Foi, na realidade, espontânea. Quando Deus chamou a Abraão, este não vacilou, mas obedeceu sem fazer perguntas. Ele obedeceu sem o tipo de instrução específica que foi dada a Noé. Talvez seja por isso que Abraão, e não Noé, é conhecido como “O Pai dos Fiéis”. Afinal “ os que são da fé são benditos com o crente Abraão “ (Gálatas 3:9).


 “... indo para um lugar que havia de receber por herança; “

Quando ele foi chamado por Deus em Harã, não teve uma explicação clara de sua herança futura. Sua fé foi o que dominou a sua vida. Todavia, essa terra ainda não era dele, mas apenas uma promessa. Na verdade, Abraão morava nas promessas de Deus e vivia em Canaã. Ali, ele não passava de um estrangeiro. Ele realmente “peregrinou na terra da promessa como em terra alheia” (v. 9). A fé dizia que essa terra, embora não lhe pertencesse fisicamente, era dele por herança divina. A fé era o único documento que ele tinha de propriedade daquela terra.

Em Gênesis 13:14-17 Deus lhe falou: “Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada. Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei


“... e saiu, sem saber para onde ia. “

Sair dessa maneira deve ter sido, bem frustrante e amedrontador. Quando lhe ordena a sair, Deus não lhe mostra o lugar para onde quer que Abraão vá, o mantém em suspense e em perplexidade de espírito. Diz Deus: “Vai para o lugar que te mostrarei” (Genesis 12.1). “Deixar as certezas e sair em busca daquilo que é desconhecido — não contando com nada além da Palavra de Deus — é a essência da fé”.

Isto é o que o autor de Hebreus quer que seus leitores assimilem: uma vida de fé firme, em que todos se entreguem completamente a Deus, ao seu chamado para uma vida de peregrinação na qual todos o sigam fielmente, confiando nas promessas de Deus— tudo em harmoniosa e feliz obediência.

Fé e obediência implícitas são devidas a Deus, e a Ele somente. Todos os que são efetivamente chamados abrem mão da sua própria vontade e sabedoria a favor da vontade e da sabedoria de Deus, e é sábio da parte deles fazer assim; embora não saibam sempre o seu caminho, contudo conhecem o seu guia, e isso os satisfaz

Jesus disse a Nicodemos: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito ” (João 3:8)

Todos os que experimentaram o novo nascimento têm algo em comum com o vento. Assim como não se pode explicar o vento e seus efeitos, tampouco se pode realmente explicar a mudança que ocorre na vida de quem vive um novo nascimento. O que são os nascidos do Espírito, de onde vêm e para onde vão são fatos incompreensíveis para o mundo; tão incompreensíveis quanto o próprio Jesus é para os judeus: “Respondeu Jesus, e disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou” (João 8:14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_03.pdf

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202111_01.pdf

Hebreus: Introdução e Comentário - Série cultura Bíblica. São Paulo: Vida. Nova, 2005.

GONÇALVES, José. Maravilhosa Graça. Rio de Janeiro: CPAD 2016.

 Calvino, João (1509-1954).Hebreus. São José dos Campos, SP.: Editora Fiel.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD.