quarta-feira, 22 de abril de 2026

Gênesis 24:14

Gênesis 24:14 “Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”

 

“Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos;”

O Servo Eliezer Pede um sinal ao Deus de seu senhor Abraão (v.12). Nem sempre sinais são respondidos, conforme Jesus salientou: “Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal. Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará sinal” (Mateus 12:38,39). Todavia, Deus honraria a prova do servo do seu amigo Abraão, pois aprovava o projeto do coração do seu servo: “não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. Mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque” (Gênesis 24:3,4).

A prova do servo exigia mais do que apenas mostrar cortesia comum a um viajante sedento; depois de pedir à jovem para inclinar o cântaro para que ele bebesse, ele ainda queria que ela lhe dissesse: bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos. Visto que os camelos podem beber até cem litros de água por vez e que o servo de Abraão estava viajando com dez deles, ela teria que se dispor a tirar uma quantidade enorme de água (1000 litros). Impossível, diríamos. Mas possível para Deus, se Ele estivesse envolvido. Por isso é que lemos: “para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lucas 1.37).

 

“... esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”

Uma jovem assim seria realmente uma pessoa notável: bondosa, hospitaleira, laboriosa e disposta a ajudar um estrangeiro mais velho. O servo planejou esse teste para não ser iludido na escolha da esposa certa para Isaque e em seu desejo de testemunhar a bondade de deus para com o seu senhor.

A moça não seria reconhecida pela sua aparência: “Não atentes para a sua aparência” (1 Samuel 16.7). Havia um critério mais importante do que esse considerado, o critério do espírito. . A jovem que fosse dotada de discernimento mais imediato, a mais bondosa, a mais pronta para ajudar — essa seria a jovem que ele estava procurando. E assim a sua oração foi respondida. Além disso, ela seria também muito formosa de aparência: “E a donzela era mui formosa à vista, virgem, a quem homem não havia conhecido; e desceu à fonte, e encheu o seu cântaro e subiu” (Gênesis 24:16). Com isso o servo reconhecia que Deus estava usando de benevolência com seu senhor Abraão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201512_04.pdf

Gênesis 26:24

Gênesis 26:24 “E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo.”

 

“E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai;”

Na mesma noite que chegaram ao novo local, apareceu o senhor a Isaque, identificando-Se como o Deus de Abraão, pai [dele]. Em muitas de Suas revelações a Isaque, como fez depois a Jacó (Genesis 28:13) e mais tarde a Moisés (Êxodo 3:6), Deus começou proferindo as palavras “Eu sou o Deus de Abraão, seu pai”.

Ele jamais começava dizendo: “Eu sou o Deus de Tera, seu pai” porque uma nova era na história bíblica começou quando Javé chamou Abraão para sair da Mesopotâmia. Isaque e todos que descenderam dele deveriam distinguir o Deus de Abraão dos deuses de seu pai Tera: “Então Josué disse a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Além do rio habitaram antigamente vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses” (Josué 24:2).

 

“...não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo.”

A razão dessa teofania era confortar Isaque e confirmar as promessas divinas. Disse Deus: ”Não temas, porque eu sou contigo”. Uma declaração semelhante foi feita a Abraão depois de sua vitória sobre os quatro reis da Mesopotâmia. Abraão talvez tivesse medo de que eles retomassem a batalha, por isso Deus o encorajou dizendo que Ele seria o “escudo” de proteção (Genesis 15:1) do patriarca.

Semelhantemente, o medo de Isaque dos filisteus, conforme indicado em Genesis 26:7, ainda o assombrava sempre que ele tentava acampar. Sem dúvida, ele temia sofrer violência física nas mãos dos filisteus, e foi por isso que ele cedeu poços que eram por direito seus, mudando-se cada vez para mais longe deles. A misericórdia do Senhor deu a Isaque um forte motivo para renovar seu espírito. Em meio ao temor e à ansiedade, foi reafirmado o pacto, o que, sem dúvida, infundiu nova coragem em Isaque.

A confirmação do Senhor acerca de Sua presença com Isaque foi importante porque Ele repetiu as promessas da aliança feitas pela primeira vez ao seu pai: abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de abraão, meu servo. No Antigo Testamento, “Meu servo” e “servo do Senhor” são títulos de honra para grandes homens de fé. Isso também foi dito acerca de outras personagens, como Moisés (Êxodo 14.31), Josué (Josué 24.29), o povo de Israel (Isaías 41.8), e o Messias (Isaías 52.13). Isaque agora participava dessa honra e de seus benefícios, parcialmente por causa de sua própria dignidade, mas principalmente por ser filho e herdeiro de Abraão.

 

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_01.pdf

Gênesis 22:9

Gênesis 22:9 “E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.”

 

“E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha,”

O lugar que Deus dissera a Abraão era uma montanha localizada na terra de Moriá (v.2), Abraão como em outras vezes edificou um altar, dessa vez para oferecer o maior dos seus sacrifícios, seu filho Isaque, a quem amava (v.2). Sobre o alltar Abraão dispôs a lenha que havia trazido (v.3).  Foi Isaque que carregou a lenha até o monte (v.6), assim como nosso Senhor que carregou a própria cruz: “E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota” (João 19:17). Certamente Isaque ajudou seu velho pai Abraão, que já tinha mais de cem anos a erguer e arrumar as pedras para o altar.

 

“... e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.”

A ênfase do relato está obviamente na fé obediente de Abraão; porém, Isaque teve uma fé que cooperou, pois ele não questionou a necessidade das cordas. Segundo Flavio Josefo Isaque tinha 25 anos nessa época, destacando-se não como um menino, mas como um jovem maduro, virtuoso e voluntário. Sendo forte o bastante para levar a lenha, também era grande e forte o bastante para lutar com a força do pai ao amarrá-lo, se assim o desejasse.

Todavia ele não resistiu quando o pai o amarrou com as cordas e o deitou no altar, em cima da lenha. Durante o caminho, a Bíblia relata que Isaque não sabia que ele seria sacrificado (v. 7). Mas a implicação da narrativa é que, nessa hora, Isaque admitiu ser ele o sacrifício que o pai pretendia oferecer a Deus e mostrou-se uma vítima voluntária como Cristo: “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca” (Isaías 53:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_09.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 22 DE ABRIL DE 2026 (Gênesis 17:5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
22 DE ABRIL DE 2026
DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO

Gênesis 17:5 “E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

 

“E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome;”

A relevância desta promessa ficou evidente na mudança do nome do patriarca de Abrão, que significa “pai exaltado”, dando talvez a entender que Abrão descendia de uma linhagem real.  Para Abraão “Pai de uma multidão", dando a entender as muitas nações que procederiam dele (vs. 4). Ainda que a etimologia exata desses termos seja discutida pelos eruditos, afinal a mudança não parece significativa, é perceptível que Deus estava fazendo um jogo de palavras.

Segundo Henry Deus faz essa mudança para honrar seu amigo Abraão. Está escrito que é a glória da igreja que ela seja chamada por um novo nome, que a boca do Senhor nomeará: “E os gentios verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor designará” (Isaías 62.2). Desta maneira foi Abraão dignificado por aquele que é, na verdade, a fonte de toda a honra. Um dia todos os crentes receberão um novo nome: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17).

No mundo antigo do Oriente Próximo, uma mudança de nome era muito mais significativa do que é para nós. Hoje, um nome pode ser dado em homenagem a um antepassado genealógico ou a um herói moderno, ou pode ser um mero rótulo que soa agradável aos pais. No Antigo Testamento, os nomes eram mais importantes; geralmente expressavam as esperanças dos pais em relação ao tipo de pessoa que o filho seria e, às vezes, articulavam até o destino da criança: “E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou” (Gênesis 5:28,29). Uma mudança de nome costumava significar uma mudança do caráter do indivíduo ou um papel futuro em acontecimentos mundiais: “Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste” (Gênesis 32:28).

 

“... porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

Iavé não só garantiu a Abraão que ele seria o progenitor de “uma grande nação” (Gênesis 12:2) com muitos descendentes (Gênesis 15:5), mas também garantiu que Ele faria dele pai de numerosas nações. Para demonstrar o compromisso de Deus com a aliança, o autor de Gênesis traçou este tema através de vários ramos da genealogia de Abraão.

De Abraão descenderam muitas nações a partir de seu filho Ismael (Genesis 25:12-16). “Nações” se formariam também a partir dos descendentes de sua esposa Quetura (Gênesis 25:1–4), e seu neto Esaú (Gênesis 36:1–43). Mas Israel viria através de Isaque, o filho prometido; e de Israel viria o Cristo, o Pai espiritual de todos os homens de fé, sem importar sua origem racial: “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” (Gálatas 3:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 21 DE ABRIL DE 2026 (Jeremias 1.12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
21 DE ABRIL DE 2026
DEUS VELA PELA SUA PALAVRA PARA A CUMPRI-LA

Jeremias 1.12 “E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.”

 

“E disse-me o Senhor:”

Na primeira visão Deus pergunta ao profeta: “Que vês tu, Jeremias? (v.11)”, após o profeta responder. Deus novamente fala com Jeremias, fazendo um jogo de palavras muito freqüente na língua hebraica. Amendoeira (v.11) é shaqed e velo é shoqed. A menção de shaqed traz à mente shoqed, que tem o mesmo som.

A visão de Jeremias sobre a árvore desperta faz-nos lembrar de que Deus estava desperto e vigiando a Sua palavra, para que ela se cumprisse.

 

“Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.”

Assim como os primeiros botões da amendoeira anunciavam a primavera, a palavra pronunciada apontava para seu rápido cumprimento. O que significa que o SENHOR sempre está atento à Sua Palavra e a cada uma de Suas promessas para cumpri-las: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido" (Jó 42.2).

Deus explicou o significado da visão: “Estou vigiando [atento] para que a minha palavra se cumpra”. A amendoeira estava bem à frente de todas as outras árvores ao “acordar” na primavera. Deus estava dizendo a Jeremias por meio dessa visão: “Estou bem desperto, vigiando a minha palavra para ver se ela será prontamente executada”. Claramente, Judá estava agindo como se Deus estivesse dormindo e não soubesse acerca do seu pecado.

O propósito da visão é assegurar Jeremias de que Deus está bem alerta quanto à situação e que está vigiando persistentemente, certificando-se de que sua palavra seja cumprida. A visão também fala de que Deus toma todo cuidado para que seus planos sejam executados. Ele está “atentamente determinado” para que seus juízos sejam efetuados na terra. Os homens sempre trabalham com a certeza de que Deus está vigiando atentamente para ver se seus planos estão sendo executados, quer sejam obras de juízo ou de misericórdia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no Livro de Jeremias e Lamentações de Jeremias. Juerp, 1979.

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações: Introdução e comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1980.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Mateus 18.22

Mateus 18.22 “Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

 

“Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

Pedro esperava receber uma felicitação pela sábia pergunta e por sua generosa resposta, mas em vez do louvor, Pedro recebeu uma branda repreensão do Senhor: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Não está claro se esse linguajar significa “setenta e sete” ou quatrocentos e noventa (“setenta vezes sete”). No livro apócrifo Testamento dos Doze Patriarcas, Benjamim, e também na maioria das versões a expressão grega (hebdomekon takis hepta) claramente é usada no sentido de setenta vezes sete (490).

Essa mesma expressão grega aparece em Gênesis 4:24, na Septuaginta. ARA traduz assim esse versículo: “Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete”. Embora a declaração de Lameque seja uma fórmula para vingança, a declaração de Jesus é uma fórmula para perdão. Os seguidores de Cristo têm de ser misericordiosos na medida em que Lameque, ameaçou não ter misericórdia, 490 vezes em lugar de 7.

Todavia o que Jesus certamente pretendia dizer que Seus discípulos é que deviam perdoar um irmão incontáveis vezes. “Sete” é o número da perfeição ou da completitude na literatura hebraica. “Sete”, ou qualquer múltiplo dele, refere-se a uma quantidade completa. Portanto, Jesus não estava dizendo “perdoe setenta vezes sete e nada mais”; e sim: “quantas vezes for necessário”. O perdão tem de ser ilimitado, seja quantas vezes for pedido. “A vingança ilimitada do homem primitivo deu lugar ao perdão ilimitado do cristão.”

Devemos lembrar que essas instruções vêm logo após os ensinos referentes à disciplina na igreja. Isso indica que até a disciplina justificada deve sempre ser executada em atitude de misericórdia e perdão. É bem possível que esse perdão seja desprezado nos tribunais da sociedade humana: mas, na com unidade cristã e entre os crentes, ou mesmo entre o crente e o incrédulo, a discípulo verdadeiro de Cristo deve procurar em pregar essas lições.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_09.pdf

Mateus 18:21

Mateus 18:21 “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?”

 

“Então Pedro, aproximando-se dele,”

Mais uma vez, Mateus contém uma cena em que Pedro tem proeminência (14:28–32; 15:15, 16:16–19, 22, 23; 17:4, 24–27). Jesus instruía os apóstolos com respeito às ofensas praticadas contra irmãos (Mateus 18.15-20). O que Ele disse sobre corrigir um irmão que pecou motivou Pedro a perguntar sobre perdoar um irmão por uma transgressão pessoal. A palavra grega para “perdoar” (afiemi) significa literalmente “deixar ir” ou “enviar”. Neste momento de ensino, a palavra foi usada para o cancelamento de dívida moral.

 

“...disse: até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?”

Pedro tinha suas razões para fazer esta afirmação. Os rabinos ensinavam que um homem deve perdoar três vezes a seu irmão. O rabino José Ben Hanina dizia: "Aquele que roga a seu vizinho que o perdoe não deve fazê-lo mais de três vezes." O rabino José Ben Jehuda dizia: "Se alguém cometer uma ofensa uma vez, perdoam-no, se cometer uma ofensa pela segunda vez, perdoam-no, se cometer uma ofensa pela terceira vez, perdoam-no, se a cometer pela quarta vez, não o perdoam." Encontravam a prova bíblica da correção desta medida em Amós. Nos primeiros capítulos de Amós se estabelece uma série de condenações para diferentes nações: Por três transgressões e por quatro (Amós 1:3, 6, 9, 11, 13; 2:1, 4, 6).

Jesus havia dito: “E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe” (Lucas 17:4). Pedro pensava que estava indo muito longe porque toma as três vezes rabínicas, multiplica-as por dois, adiciona uma e sugere, muito satisfeito consigo mesmo, que bastará perdoar sete vezes. Pedro esperava receber uma felicitação, mas em vez do louvor, Pedro recebeu uma branda repreensão do Senhor: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_09.pdf

Hebreus 10.17

Hebreus 10.17 “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.”

 

“E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.”

Esse versículo faz alusão profecia de Jeremias 31.34 que diz: "porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados”. Guthie diz que na segunda parte deste verso há um acréscimo das palavras “e das suas iniqüidades”, que apenas define mais especificamente a natureza dos seus pecados, isto é, aqueles atos que são contrários à lei de Deus.

E jamais me lembrarei Como pode ser isto? Deus é onisciente e não se lembra de algo? Na verdade, o versículo quer dizer que Deus não mais se lembra do juízo sobre o pecador que se arrependeu. Ele tem a capacidade de “não mais Se lembrar” (não imputar o pecado). O fato de Deus “de nenhum modo” Se lembrar de nossos pecados equivale à idéia de “perdão de [pecado e obras fora da lei]” ou “remissão de pecados” (v. 18; Atos 2:38). Isto é alcançado agora em Cristo. Não precisamos esperar pelo juízo final; temos remissão de nossos pecados com base em nossa obediência ao evangelho. Uma vez que isso foi alcançado, é desnecessária mais uma oferta pelo pecado.

A grande vantagem do povo de Deus é servir ao Deus de Israel que, por sua misericórdia, escolhe esquecer dos nossos pecados. “Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões... Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (SaImos 103.9,10-14).

Aqui está revelado o segredo da grande vitória dos santos em relação aos pecadores. Os pecados destes sempre estão em memória diante de Deus: “Esteja na memória do Senhor a iniquidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe” (SaImos 109.14), enquanto os dos santos são lançados para trás de suas costas e emergidos nas profundezas do grande mar de seu esquecimento: “Eis que foi para a minha paz que tive grande amargura, mas a ti agradou livrar a minha alma da cova da corrupção; porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados” (Isaías 38:17); “Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar” (Miquéias 7:19)

Do mesmo modo, também devemos perdoar (de verdade) e “esquecer”. A lembrança do fato não nos incomoda mais, pois ficamos livres do aguilhão da ira, do ódio, da mágoa e da tristeza. O amor inunda o coração, não deixando lugar para a ira. Somente com a longanimidade, uma das virtudes do fruto do Espírito, isso é possível, pois, se não perdoarmos, também não seremos perdoados (Marcos 11.25). Concluindo essa exortação sobre o perdão, Paulo acrescenta: “assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3.13). De nós é exigido não apenas aceitar os mandamentos, mas praticá-los como Jesus praticou.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201406_05.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 20 DE ABRIL DE 2026 (Genesis 17.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
20 DE ABRIL DE 2026
O CONCERTO É RENOVADO

Genesis 17.4 “Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações. ”


 “Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é,

Deus já havia feito uma aliança dom Abrão, todavia essa aliança inicial era unilateral, obrigando somente Deus a cumprir a Sua parte. Ela não continua nenhuma estipulação que exigisse a obediência de Abraão. Todavia, neste contexto, Deus identificou três divisões da aliança, em que cada parte envolvida tinha obrigações a cumprir. Ele iniciou as seções com as expressões “Quanto a Mim...” (Gênesis 17:4–8), “Quanto a ti [Abraão]...” (17:9–14) e “quanto a Sarai...” Nesse caso, Deus estava renovando a aliança e fazendo acréscimos ao acordo original feito com Abraão.


 “... e serás o pai de uma multidão de nações. ”

Diferentemente das Suas promessas anteriores, Javé não só garantiu a Abraão que ele seria o progenitor de “uma grande nação” (12:2) com muitos descendentes (15:5), mas também garantiu que Ele faria dele pai de numerosas nações.

Para demonstrar o compromisso de Deus com a aliança, o autor de Gênesis traçou este tema através de vários ramos da genealogia de Abraão. “Nações” se formariam a partir dos descendentes de sua esposa Quetura (25:1–4), seu filho Ismael (25:12–18) e seu neto Esaú (36:1–43).


Filhos de Quetura - “E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura; E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá” (Gênesis 25:1,2). Os filhos de Quetura com Abraão se tornaram os antepassados de muitos povos árabes que povoaram o território ao oriente de Israel. Dentre todos esses povos, na narrativa bíblica do Antigo Testamento o povo midianita é o que aparece com mais destaque. Zípora, a esposa de Moisés, por exemplo, era uma midianita.


Ismael - E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação” (Gênesis 17:20). Ismael se tornou um grande caçador. Ele era muito habilidoso com arco e flecha. Agar buscou uma esposa egípcia para Ismael, e com ela ele teve doze filhos e uma filha. Mais tarde a filha de Ismael acabou se casando Esaú, filho de Isaque (Gênesis 28:9; 36:3). Os nomes dos filhos de Ismael são: Nabaiote, Quedar, Abdeel, Mibsão, Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. A maioria desses nomes é mencionada em outras passagens bíblicas como famílias tribais de certa influência na época. Os descendentes de Ismael geralmente são identificados como “ismaelitas” na Bíblia. Eles se organizavam em doze tribos que viviam em acampamentos móveis no deserto do sul (Gênesis 25:16-18).


Esaú -Portanto Esaú habitou na montanha de Seir; Esaú é Edom. Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edomeus, na montanha de Seir. “ (Gênesis 36:8,9). Os descendentes de Esaú foram chamadosedomitas ou idumeus. Após o retorno de Jacó a Canaã Esau mudou-se para outra terra porque a terra das suas peregrinações não era suficiente para sustentar o gado de ambos. A nação de Edom ocupou e habitou na montanha de Seir.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

https://estiloadoracao.com/quem-foi-ismael/

https://estiloadoracao.com/quem-foi-quetura-na-biblia/

 

domingo, 19 de abril de 2026

Lição 4: A confirmação de uma promessa - 2 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

“E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.” (Genesis 17.7).

 

“E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo,”

Deus afirma que Ele estabelecerá a Sua aliança com Abraão e com sua descendência no decurso das suas gerações, por aliança perpétua. Em contraste com a aliança com Noé, que era universal para “todos os seres viventes”, para “toda carne” e “todas as gerações futuras” (NVI) (Genesis 9:9–12, 15, 16), a aliança com Abraão era somente para a descendência dele através de Sara. Com o desenrolar da história narrada em Gênesis observamos que a promessa se estreita a um ramo da família de Isaque e depois Jacó. Os descendentes de Esaú foram excluídos, juntamente com os filhos de Abraão com Agar e Quetura.

O termo concerto indica um compromisso sólido, baseado na fidelidade divina. A expressão em suas gerações aponta para a transmissão da relação com a descendência de Abraão, não apenas para o presente. O uso de concerto perpétuo reforça que a aliança é para sempre, uma promessa que atravessa os tempos.

 

“... para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.”

Um aspecto importante desta aliança é a relação íntima que Iavé teria com eles como Deus deles. O Senhor promete um relacionamento pessoal com Abraão e seus descendentes. Essa essência é pessoal é comparável com a nova relação que o crente tem com Deus, depois de aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (João 1.12).

Henry diz que um homem não precisa desejar nada mais do que isto, para ser feliz. Aquilo que Deus é, em si mesmo, Ele o será para o seu povo: a sua sabedoria será deles, para guiá-los e aconselhá-los. Seu poder será deles, para protegê-los e sustentá-los. A sua generosidade será deles para abastecê-los e consolá-los. Aquilo que os adoradores fiéis podem esperar do Deus ao qual servem, os crentes podem encontrar em Deus, como seu.

Por fim, o objetivo é que Deus seja o Deus de Abraão e da sua semente, isto é, que o relacionamento de bênção, orientação e proteção se estenda aos descendentes. Embora exista uma dimensão jurídica da aliança o relacionamento pactual de Deus com o Seu povo é primeiramente de comunhão (Deuteronômio 29.13). Deus graciosamente habita com seu povo e este, agradecidamente deve responde com fé, amor e obediência.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Henry

Bíblia Shedd – Almeida Revista e Atualizada – Ed. Vida Nova.

BÍBLIA de Estudo Genebra. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã/Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf