quarta-feira, 13 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 13 DE MAIO DE 2026 (Hebreus 11.1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
13 DE MAIO DE 2026
O FIRME FUNDAMENTO DAS COISAS QUE SE ESPERAM 

Hebreus 11.1 “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem. “


Este é o mais lido e conhecido dos 13 capítulos da Epístola aos Hebreus. Alguns escritores da Bíblia o tem denominado de “A Galeria dos Heróis da Fé”, visto que ela (a fé) encontra-se presente do começo ao fim deste capítulo, marcando cada acontecimento. Tudo aqui se dá pela fé. A expressão “pela fé” aparece cerca de 20 vezes, para mostrar o que a fé representa para a vida religiosa.

Mais do que um conceito, o autor faz aqui uma afirmação sobre a fé que é oposta àquela que estava sendo demonstrada por seus leitores. Os Hebreus davam sinal de fraqueza espiritual justamente porque estava faltando-lhes a fé. O substantivo grego pistis, traduzido aqui como "fé”, ocorre 243 vezes no Novo Testamento; 30 vezes somente em Hebreus, sendo que, somente no capítulo 11, há o registro dessa palavra 24 vezes.


“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam...” 

A palavra grega traduzida aqui como "fundamento", tem, no texto grego, o sentido de certeza, confiança, segurança. A ARA traduz o termo como certeza: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam”. Nesse sentido, era usada como atestação ou garantia de uma propriedade. Para o autor, a fé era como ter em mãos um documento que atestava a posse de determinado objeto. A fé nos provê uma garantia da recompensa celestial já agora. Não se trata de uma confiança sem provas; a fé é uma confiança sólida baseada num firme fundamento.

A fé é a nossa certeza (confiança) em relação à nossa esperança. Sem esperança, seríamos desgraçados diante de nossos problemas com o mundo: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15:19). É uma confiança baseada não em mero querer, mas nas promessas de Deus.

Fé não é “confiança em si mesmo”, “pensamento positivo” ou “salto no escuro”. A fé, como descrita pelo escritor bíblico, é uma confiança inabalável no caráter de Deus e em sua Palavra, isto é, porque Deus falou, então, nós acreditamos. Essa confiança é fruto da convicção de que Aquele que prometeu irá cumprir o que disse no tempo determinado, pois Ele é fiel, justo, verdadeiro e imutável: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17)

Não pode haver esperança real sem fé, e não pode haver fé real sem esperança. Esperar coisas “que não se veem” é antecipar algo melhor: “Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes” (Salmos 27:13). Foi essa fé que tornou o céu algo real para Abraão:“Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hebreus 11:10).

Esse capítulo fala de muitos que agiram “por fé”. A ação obediente resultou da confiança em Deus e em Suas promessas. Deus disse, eu creio e isso basta, é um raciocínio simplista, mas esta frase contém a essência da "fé”.


“... e a prova das coisas que se não veem. “

O termo grego traduzido aqui como "prova”, tem o sentido de "evidência” ou “convicção”. A visão física produz a convicção ou a prova das coisas visíveis; a fé é o órgão que capacita as pessoas a verem a ordem invisível: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. ” (Hebreus 11:13 RA)

Aqui temos um ponto muito importante a considerar. Pessoas há que manipulam este texto para justificar a prática mística do que eles chamam de visualização mental para obtenção do que se deseja. Nesse meio estão certas ramificações da Confissão Positiva.

Tal prática não tem apoio nas Escrituras Sagradas. No contexto do capítulo 11 de Hebreus, “as coisas que não se veem” são as coisas de Deus, “os bens futuros” (Hb 9.11), “as melhores promessas” (Hb 8.6). Isso porque tais “coisas” foram prometidas por Deus em sua Palavra, e esta não pode falhar em nenhuma hipótese.

Há “crentes” que, iludidos pelo seu próprio coração, asseveram que podem aplicar esse texto (v.1) a qualquer coisa. Por exemplo: “eu creio que Deus vai me dar um carro novo, e uma bela casa”. Ora, isso é um desejo, mas não uma promessa de Deus. Pode tornar-se real ou não. É algo condicional e circunstancial.

Paulo exorta o cristão a não atentar “nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; por que as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4.18). Aqui, o apóstolo apresenta o contraste entre as coisas visíveis e as invisíveis, as coisas temporárias e as que são eternas. Assim sendo, a orientação paulina ratifica que o crente deve estar sempre de bom ânimo, “porque andamos por fé e não por vista” (2 Coríntios 5.7).

Na marcante comparação anotada por Paulo, duas diferentes visões estão envolvidas: (1) o que pode ser visto pelo olho humano e (2) o que pode ser visto somente pelos olhos espirituais — aquilo que é efêmero e aquilo que é permanente; as coisas terrenas como um processo de dor inevitável, e a celestial como suprema esperança de vida eterna isenta de aflições (Isaías 25.8). Acerca dessa expectativa, o apóstolo acrescenta: “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Colossenses 3.2). Desse modo, devemos desenvolver uma visão “espiritual” que mantenha um foco firme não no mundo visível desta vida temporal, mas no invisível mundo eterno. Através da fé entendemos que todas as coisas visíveis são resultado de uma ordem do nosso Deus invisível: “Pela fé (Moisés) deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível” (Hebreus 11:27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/8/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_01.pdf

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremacia de Cristo: Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD,2017.

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 12 DE MAIO DE 2026 (Hebreus 11.6)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

12 DE MAIO DE 2026
PARA AGRADAR A DEUS, É PRECISO TER FÉ

Hebreus 11.6 “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

 

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe;”

Esse verso explica por que a fé de Enoque, descrita no versículo 5, levou-o a um estado de comunhão com Deus a ponto de ser transportado para o céu. Ninguém jamais agradou a Deus sem crer nEle. Enoque agradou muito a Deus porque a fé dele foi além de mero consentimento mental, para uma obediência total e confiante. Este é o elemento essencial implícito na “fé” encontrado em Hebreus. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Isso não significa que é difícil agradar a Deus sem fé, mas que não é possível.

A palavra grega para “fé” (pistis) é traduzível tanto por “fé” como por “crença”. Essas duas palavras da língua portuguesa são sintetizadas numa única palavra grega. Este versículo afirma explicitamente que “sem fé” não se pode agradar a Deus, pois é “preciso crer”. Quem crê tem fé. “Crentes” no Novo Testamento são os mesmos que têm “fé”.

A fé é a condição essencial para agradar a Deus ou ter com unhão com Ele. O homem que se aproxima de Deus como adorador terá de “crer” (isto é, ter fé) que Deus existe e exerce o governo moral do Universo.

 

“... porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

A Bíblia não faz um esforço sistemático para provar que Deus existe. Com todas as alegações da atuação divina encontradas nestes versículos nenhum argumento é oferecido para convencer um cético da existência divina. As Escrituras simplesmente afirmam que “o insensato” nega que há Deus (Salmos 14:1).

Deus por fim desiste dos que obstinada e persistentemente O rejeitam (Romanos 1:18–24). A Bíblia começa sem nenhuma incerteza da existência de Deus, mas com a certeza de que Ele existe e de que tudo vem dEle (Gênesis 1:1–3; João 1:1–3). O conceito de Deus não é designado para devaneios filosóficos da mente. Ele é a grande realidade do mundo. Sequer chegamos perto dEle sem crer que Ele existe.

Quando uma pessoa é convidada a aceitar a Cristo pela fé, pelo arrependimento, pela confissão e pelo batismo (João 1:11, 12) e ela faz isso, não está dando um passo para a escuridão, mas para a luz. A fé não é cega, nem é uma aberração psicológica aceita por mentes ignorantes. Negar a existência de Deus “é tão imoral quanto irracional”.

 

“... e que é galardoador dos que o buscam.”

Esta segunda idéia deve incluir uma crença na bondade essencial de Deus, a qual é questionada por muitos céticos ou incrédulos. Só “buscamos” a Deus se cremos numa recompensa final. A palavra “buscar” (ekzeteo) significa “procurar com cuidado, diligentemente”. A recompensa certamente não está na aquisição de automóveis, casas e outros bens. Nossa recompensa por encontrarmos a Deus só será totalmente alcançada na eternidade. Até lá, nesta vida, podemos contar com a perfeita providência de Deus (Romanos 8:28). Isto é prometido àquele que O busca persistentemente, pois esse é o tipo de pessoa que O encontrará.

Barclay conclui: Devemos crer não só que Deus existe, mas também que Ele se importa com o mundo, e está envolto na situação humana. E para o cristão isto é fácil, porque em Jesus Cristo Deus veio ao mundo para nos dizer quanto nós lhe importamos: “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Barclay, William. The Letter to The Hebrews (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_01.pdf

 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 11 DE MAIO DE 2026 (Gênesis 22:7)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
11 DE MAIO DE 2026
PERGUNTAS E RESPOSTAS DIFÍCEIS EM MEIO À PROVA

Gênesis 22:7 “Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”

 

“Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai!”

Enquanto o pai e o filho subiam o monte juntos em silencio. Isaque quebra o silêncio fúnebre ao dirigir-se a Abraão com uma curiosidade. Isaque diz: “Meu pai”. Esta era uma palavra enternecedora, que, poderíamos pensar, penetraria mais fundo no peito de Abraão do que o seu cutelo poderia penetrar no peito de Isaque.

 

“E ele disse: Eis-me aqui, meu filho!”

Abraão poderia ter dito, ou pensado: “Não chame de seu pai a quem agora será o seu assassino. Pode um pai ser tão bárbaro, tão perfeitamente perdido a toda a ternura de um pai?” Mas ele conserva o seu temperamento, e conserva a sua aparência, admiravelmente. Calmamente ele espera pela pergunta do seu filho.

Ele responde “Eis-me aqui, meu filho” Esse diálogo ilustra o profundo amor e respeito existente entre ambos. Isaque dirigiu-se a ele afetuosamente e Abraão respondeu amavelmente a seu filho.

 

“E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”

Abraão havia cortado lenha para o holocausto antes de sair. Ao terceiro dia quando avistou o monte indicado se despediu dos seus moços “e tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos” (v.6). Isaque estava familiarizado com sacrifícios de animais, e percebeu que lhes faltava alguma coisa, pois possuíam os itens necessários para matar um animal e queimá-lo no altar; porém, indagou: “Onde está o cordeiro para o holocausto?”

Parece que o garoto confiava completamente no pai; mas estava confuso, pois eles não tinham um animal para sacrificar.Esta foi uma pergunta dolorosa para Abraão. Como Abraão poderia suportar pensar que Isaque seria o cordeiro? E ele realmente o seria. Mas o pai ainda não ousa dizer-lhe isto.

Henry acrescenta que essa pergunta ensina a todos nós que, quando vamos adorar a Deus, devemos seriamente considerar se temos tudo preparado, especialmente o cordeiro para o holocausto. Eis aqui o fogo, a ajuda do Espírito e a aceitação de Deus. A lenha está preparada, as ordenanças instituídas designadas a despertar nossos afetos (que são somente como a lenha sem o fogo, a menos que o Espírito trabalhe por eles). Tudo está preparado, mas onde está o cordeiro? Onde está o coração? Ele está pronto para ser ofertado a Deus, para ascender até Ele como um holocausto?

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_09.pdf

 

domingo, 10 de maio de 2026

Lição 7: Uma prova de fé: a entrega de Isaque - 2 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 “E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Genesis 22.2).

 

“E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas,”

A ordem divina dada a Abraão desafia o entendimento racional. Ela começou com um imperativo composto de três referências a Isaque que se intensificam à medida que migram do geral para o específico: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas. O hebraico (yachid) significa literalmente “único, solitário” no sentido de algo “singular e inestimável”. Yachid é o equivalente ao grego (monogenes), usado para Isaque em Hebreus 11:17: “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito”. Nesse texto, o termo é traduzido em outra versão por “unigênito”.

É inexata a referência a Isaque como “unigênito”, pois Abraão já tinha dois filhos: Ismael e Isaque. Todavia, Isaque era o único filho por meio de quem o pacto seria realizado. Ademais, Isaque era o único filho que Abraão tinha em sua companhia. Ismael já estava vivendo no deserto da Arábia.

 

“... e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.”

Dando continuidade à sua ordem, Deus instruiu Abraão: “E vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que Eu te mostrarei”. A expressão exata “a terra de Moriá” não ocorre em outro trecho da Bíblia. A outra única referência a Moriá no Antigo Testamento está em 2 Crônicas 3:1, que afirma: “Começou Salomão a edificar a Casa do SENHOR em Jerusalém, no monte Moriá, onde o SENHOR aparecera a Davi, seu pai”. Nesse local, Davi ofereceu sacrifícios a Deus (2 Samuel 24:16–25; 1 Crônicas 21:16–26) e Salomão construiu o templo.

A dificuldade da ordem de Deus para Abraão estava na instrução para que ele oferecesse Isaque “em holocausto” ou “oferta queimada”. Mais tarde, a lei israelita designou o holocausto como o único sacrifício que deveria ser completamente consumido no altar. Isto produzia um aroma agradável a Deus (Genesis 8:21; Levítico 1:9). Porque representava uma vida totalmente consagrada a Ele.

A ordem de Iavé para levar Isaque, o filho da promessa, e entregá-lo ao fogo, como uma oferta queimada, deve ter abalado o patriarca no mais íntimo do seu ser. Aquela seria a prova máxima de sua fé. Recordando esse momento, o autor de Hebreus disse que o patriarca agiu por fé, confiando que, se matasse o filho, o Senhor o ressuscitaria “dos mortos” (Hebreus 11:19).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_09.pdf

sábado, 9 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 9 DE MAIO DE 2026 (Genesis 21.33)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
9 DE MAIO DE 2026
DEUS CUMPRE OS PROPÓSITOS ATRAVÉS DAS GERAÇÕES

Genesis 21.33 “E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno.”

 

“E plantou um bosque em Berseba,”

Abraão havia feito uma aliança de sinceridade com Abimeleque. E chamou aquele lugar em que habitavam de Berseba:  Por isso se chamou aquele lugar Berseba, porquanto ambos juraram ali” (v.31). O nome “Berseba” consiste de suas palavras hebraicas: (beer), que significa “poço”, e (sheba), que conota “sete”. Juntas, elas significam literalmente “Poço de Sete”, uma referência às sete cordeiras que o patriarca deu ao rei (v.30). O nome também pode significar “Poço do Juramento”, em homenagem ao local onde os dois homens fizeram o juramento.

Após Abimeleque e Ficol voltaram para Gerar.  O patriarca ficou e plantou tamargueiras (NVI) em Berseba. Tamargueiras sempre foram extremamente importantes para promover sombra na parte sul do Negueve, e são compatíveis com o clima semi-árido dessa região. Entre os beduínos é tradição se plantar essas árvores porque elas crescem até quase dez metros de altura, fornecendo uma boa sombra. No Antigo Testamento, árvores – especialmente as sempre-verdes – simbolizam vida, fertilidade e as bênçãos de Deus (Genesis 2:9; 13:10; Salmos 1:3; Jeremias 17:7, 8; Ezequiel 47:12).

 

“... e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno.”

Depois de plantar a tamargueira, o patriarca prestou um ato de adoração, alguns veem nesse gesto de plantar a árvore como algo análogo a edificar um altar. Os antigos cananeus usavam árvores, colunas e altares na adoração e esses elementos estavam associados a degradantes ritos de fertilidade. Mais tarde, por causa da tendência os israelitas de imitar os pagãos, a lei de Moisés proibiu o uso de árvores sagradas na adoração a Iavé: “Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do Senhor teu Deus, que fizeres para ti (Deuteronômio 16:21). Como Abraão sempre evitou altares cananeus e construiu seus próprios altares de adoração a Deus, é possível que ele desconhecesse os ritos de fertilidade em que se usavam árvores.

A árvore recém-plantada pode ter servido apenas como um memorial dos juramentos dos dois homens naquele lugar, fazendo referência à posse do poço. Cheio de gratidão, Abraão naturalmente reagiu em adoração: a seguir, ele invocou ali o nome do Senhor, Deus Eterno (El Olam). Ele sabia que o Senhor, diferente dos deuses pagãos da mitologia, os quais, supostamente, tendo nascido, estavam destinados a morrer, porém o Deus Eterno que não tem começo nem fim: "Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus" (Isaías 44:6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_07.pdf

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 8 DE MAIO DE 2026 (Deuteronômio 7:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
8 DE MAIO DE 2026
DEUS É FIEL E GUARDA O CONCERTO

Deuteronômio 7:9 "Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. "


“Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, ” 

A partir do capítulo 5 de Deuteronômio Moisés chama a todo o Israel para relembra-los dos estatutos estabelecidos no Sinai: “Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir. “ Deus reconhece que com eles havia feito uma aliança (Deuteronômio 5:2), não porque eles eram melhores ou mais numerosos que os demais povos, mas porque o Senhor os amava (Deuteronômio 7:8). O amor de Deus é expresso a Israel por conta do seu cuidado especial com eles: “Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não era Esaú irmão de Jacó? Disse o Senhor; todavia amei a Jacó, E odiei a Esaú” (Malaquias 1:2-3a). Esse versículo de Malaquias não trata de indivíduos, mas das nações que procederam deles. Edom estava sentenciada por causa da sua injustiça: Ainda que Edom diga: “Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o Senhor dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre. ” (Malaquias 1:4) Todavia Israel “a menina dos olhos de Deus” permaneceria apesar da mesma origem, Isaque. O Senhor Jesus sobre o povo judeu profetizou: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. ”(Mateus 24:34). A palavra “ geração” na presente passagem tem um sentido escatológico. É a palavra grega “genea”, e segundo o doutor C. I. Scofield ela traz em si a ideia de “raça, família, espécie, etc.”. É certo que a palavra se empregada apenas como um a geração familiar (um filho sucedendo a um pai), não se coaduna com a tese principal, porque nenhum a destas “ coisas”, a saber: a pregação do Evangelho do Reino em todo o mundo; a volta de Jesus em glória; o ajuntamento dos escolhidos pelos anjos, não aconteceu antes da destruição de Jerusalém, que todos sabem , deu-se no ano 70 d.C. A promessa é, portanto, que a Geração - a Nação de Israel ou família israelita será conservada até o fim como nação: ninguém a destruirá. A consequência do amor de Deus a Israel é a sua fidelidade, pois cumpre e cumprirá todos as promessas feitas ao seu povo Israel. Expressões semelhantes a estas ocorrem em outras partes do Velho Testamento (cf. Êxodo 20: 6; 34: 6, 7) e têm a aparência de fórmulas litúrgicas ou frases de antigas confissões de fé. Quando exatamente assumiram sua forma definitiva jamais poderemos saber com absoluta certeza. Não é inconcebível pensar que Moisés tenha descrito Javé em termos nobres e que a fórmula litúrgica aqui apresentada possa representar uma versão polida e expandida de algo que Moisés tenha dito. Sua forma atual é rica em significado. Javé é descrito como o “Deus fiel”, ou seja, absolutamente digno de confiança, cumprindo fielmente a Sua promessa.


 “...que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. ” 

Deus havia jurado fidelidade ao Pacto que firmara com Abraão e com todos os pais da nação de Israel. Agora esse amor era protestado a Moisés e a Josué. Todavia, o pacto estava condicionado à obediência e ao amor de Israel a Yahweh (6.5). Israel quebrou a lei; eles anularam o pacto em várias oportunidades; mas o propósito divino ficou de pê, e, finalmente, o Messias coroou o Pacto com a graça, o poder e a universalidade (ver o terceiro capítulo de Gálatas).Misericórdia para com os obedientes. (Ezequiel 18.20) mostra o princípio da justiça. Os justos recebem misericórdia e bênção da parte de Deus. Mas a misericórdia estende-se a mil gerações (Ou seja, para sempre), o que mostra que a misericórdia é um princípio muito mais poderoso do que o da aplicação da justiça. Seja como for, não há qualquer contradição, visto que a ira de Deus é uma medida de disciplina que promove a causa do amor.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/07/2021

Fontes:

POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no período dos reis de Israel.Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

SILVA, Severino Pedro. Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1988.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 2

quinta-feira, 7 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 7 DE MAIO DE 2026 (Atos 3:25)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

7 DE MAIO DE 2026
O DESTAQUE DA PROMESSA ABRAÂMICA

Atos 3:25 “Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.”

 

“Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais,”

Em seu sermão após a cura do coxo da porta formosa, Pedro anuncia a Jesus, o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos (v.15) e desafia os seus ouvintes a se arrependerem e se voltarem a Deus (v.19). Para confirmar suas afirmações Pedro mencionara os profetas diversas vezes (vv. 18, 21) e nessas palavras finais, o apóstolo faz uma aplicação pessoal aos ouvintes.

Eles eram filhos dos profetas e da aliança”. No Antigo Testamento, a expressão “filhos dos profetas” referia-se aos homens nas escolas dos profetas, os profetas em treinamento. Pedro, porém, usou o termo referindo-se aos ouvintes que eram herdeiros espirituais dos profetas, assim como os filhos são herdeiros legais e físicos.  Pedro trouxe-lhes à lembrança outra vantagem dos judeus eles eram filhos da aliança dos patriarcas, ou seja os herdeiros diretos das promessas.

 

 “... dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.”

A promessa citada encontra-se em Gênesis 22:18: “E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz”; referia-se à vinda de Jesus. Posteriormente, Paulo citou Gênesis 22, observando: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo” (Gálatas 3:16; grifo meu).

Os ouvintes de Pedro não eram ignorantes quanto à promessa de Gênesis 22. Todos do povo deveriam ter reconhecido o Messias quando Ele veio, mas não o reconheceram. Foi aos judeus que os porta-vozes de Deus escreveram as profecias messiânicas. As centenas de previsões foram como um holofote iluminando Jesus — e os judeus ainda eram incapazes de vê-lo! Uma vez não reconhecendo a Jesus os judeus estavam rejeitado os profetas de Deus e menosprezado as promessas de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_02.pdf

 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 6 DE MAIO DE 2026 (Lucas 1:37)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
6 DE MAIO DE 2026
PARA DEUS NÃO HÁ NADA ABSOLUTAMENTE IMPOSSÍVEL

Lucas 1:37 “Porque para Deus nada é impossível.”

 

“Porque para Deus nada é impossível.”

Após o anjo anunciar a Maria o nascimento de um filho no seu ventre virgem. Maria ficou perplexa, porém não duvidou. Diferentemente de Zacarias que pediu um sinal: “Como saberei isto? Pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade” (Lucas 1:18) e acabou por isso se tornado mudo. Maria não pediu sinal algum. Porém o anjo Gabriel lhe deu um sinal para que não duvidasse do poder de Deus que estaria sobre ela: “E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril” (Lucas 1:36).

Aquela parenta de Maria que era estéril e avançada em idade conceberia. Evidentemente, Maria não tinha ouvido dizer da experiência de Isabel. Gabriel agora a informa que já é o sexto mês da gravidez desta. E Maria deve ficar encorajada pela experiência de Isabel.Maria devia estar familiarizada com o relato do Antigo Testamento do nascimento de Isaque a Abraão e Sara (Genesis 18: 1-15). Como Zacarias e Isabel, Abraão e Sara eram muito além de seus anos férteis.

Conforme ocorreu com Sara, acontecera também com alguém próximo de Maria“Porque para Deus nada é impossível”. Esse verso faz referencia a pergutata retórica que o Senhor fez a Sara: “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?”. Nada é difícil demais para Iavé: “Ah Senhor Deus! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil” (Jeremias 32:17).

Se nada é muito difícil para a onipotência de Deus, então tudo é possível com Ele (Salmo 115:1:. Salmo 115:3; Daniel 4:35.). Deus, cujo poder não conhece limites (Deuteronômio 3:24; Jó 9:4.), E que não está vinculado às leis da natureza que Ele criou, pode realizar qualquer coisa. O lembrete de Gabriel do que Deus havia feito no passado assegurou Maria do seu poder para manter a sua palavra para ela. Ele é o mesmo Deus “Todo-Poderoso” (Genesis 17:1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

MACARTHUR, John F. Bíblia de estudo MacArthur. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2019.