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sábado, 19 de setembro de 2026

Deuteronômio 11:28

Deuteronômio 11:28 “Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”

 

“Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus,”

Aqui Moisés está concluindo as suas exortações gerais à obediência. Ele resume todos os seus argumentos a favor da obediência, em duas palavras, a bênção e a maldição. A neutralidade nesta decisão é simplesmente excluída. Israel é chamado a assumir um compromisso. Dois caminhos são apresentados: o caminho da obediência, que conduz à bênção, e o caminho da desobediência, que conduzirá à maldição.

Se formos obedientes às suas leis, podemos ter certeza da bênção, (v. 27). Mas se desobedecermos, poderemos estar igualmente certos da maldição. Henry escreveu em seu comentário: “Digam aos justos (pois Deus disse isto, e nem o mundo inteiro poderá contradizê-lo) que tudo irá bem com eles: mas ai dos ímpios, pois a vida deles irá de mal a pior”.

Quando os hebreus chegaram ao deserto do Sinai e acamparam defronte ao monte. Moisés  subiu ao monte e Deus ordenou para que ele dissesse ao todo o povo: “Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Êxodo 19:3b-6ª). Após proferir aos filhos de Israel as palavras do Senhor o povo respondeu em uma só voz: “Tudo o que o Senhor tem falado, faremos” (Êxodo 19:8)

Esses mandamentos dados posteriormente a Israel no Monte Sinai deviam ser obedecidos como leis. Por isso posteriormente Moisés aconselha: “Tende, pois, cuidado em cumprir todos os estatutos e os juízos que eu, hoje, vos prescrevo” (v.32).

 

“... e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”

Essas leis dados no Sinai afirmam que Jeová é o único Deus de Israel e que só ele era para ser adorado pelo povo da aliança. O verbo conhecer freqüentemente conota um relacionamento íntimo, mais do que o simples conhecimento intelectual. Amós 3:2 diz: "De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades". Era Javé quem o conhecia a Israel e era somente Ele quem podia e devia ser conhecido pela nação.

Mas está claro nesse versículo o fato de que Israel podia escolher entre dar sua lealdade a Javé ou a outros deuses que não conheciam. Josué posteriormente, também afirma essa possibilidade: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).

Elias, o tisbita, no desafio do Carmelo também demonstrou isso: “Então Acabe convocou todos os filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o” (1 Reis 18:20,21ª).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/9/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deusda Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005. 

domingo, 30 de agosto de 2026

Deuteronômio 1.8

Deuteronômio 1.8 “Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuía terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles. ” 

  

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós;

No versículo 7, o grande legislador Moisés deixou claro que o Senhor havia dado a ordem para que partisse: “Voltai-vos, e parti”, pois a terra que lhes fora prometida estava diante deles. Após quarenta anos de peregrinação pelo deserto, o povo hebreu enfim entrou na Terra Prometida (Canaã). Apenas a geração que nasceu no deserto tomou posse da terra. Devido à incredulidade e às constantes murmurações após a saída do Egito, Deus determinou que a geração original pereceria no deserto: "Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós. Neste deserto cairão os vossos cadáveres, como também todos os que de vós foram contados segundo o vosso recenseamento, de vinte anos para cima, os que contra mim murmurastes; Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num" (Números 14:28-30).

Biblicamente, sabemos que as promessas de Deus são verdadeiras, mas, para desfrutarmos delas, é preciso que nos movimentemos e andemos em obediência e fé: “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.” (Hebreus 4:2).

 

“... entrai e possuía terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.”

Deus iria entregá-la por causa do juramento feito aos seus pais. Esta era, portanto, a terra prometida a Abraão, a Isaque e a Jacó (Genesis 12: 1-7; 13: 14-17; 15: 18). Os três patriarcas  são mencionados juntos por sete vezes em Deuteronômio (1.8; 6.10; 9.5,27; 29.13; 30.20; 34.4). De acordo com o Pacto Abraâmico, a Terra Prometida fazia parte da herança dada por Deus.

Era algo sobre o que Javé havia jurado e era privilégio e dever deles tomar conta do território prometido. Eles tinham direito a ele, e, pela graça de Deus, tinham o poder de assim fazer:“Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” (Gênesis 15:18).

Deus colocou diante da antiga geração uma oportunidade que não foi valorizada e, por isso, fracassaram. Agora a coloca diante da nova geração: para entrar na terra, precisava apenas ter fé, ação e obediência: “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós” (2 Coríntios 1:20). Da mesma forma quando Deus nos ordena que sigamos adiante no nosso caminho cristão, Ele coloca a Canaã celestial diante de nós, para nosso encorajamento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/8/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

THOMPSON J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

sábado, 22 de agosto de 2026

Romanos 8:31

Romanos 8:31 “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

 

“Que diremos, pois, a estas coisas?”

Em outras palavras: “O que diremos em relação ao que foi exposto?” No contexto imediato, entre os tópicos abordados está a ajuda do Espírito Santo em nossa fraqueza (vv. 26, 27), a ação divina para que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que O amam (v. 28) e a execução divina dos Seus eternos propósitos e planos (vv. 29, 30). “Tendo isto em mente, que diremos? ” A que conclusão (ou conclusões) devemos chegar?

Paulo respondeu com uma abordagem comumente usada em Romanos: a proposição de perguntas cujas respostas são implícitas, ou seja, “perguntas retóricas”. Paulo não lançou a pergunta na expectativa de uma resposta oral, mas para declarar verdades com maior impacto e envolver seus leitores, incitando-os a pensar

 

“Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

Se Paulo tivesse perguntado simplesmente: "Quem será contra nos?", teria recebido uma enxurrada de respostas. Afinal, nós lemos todo um exército de inimigos temíveis voltados contra nos. O que dizer, por exemplo, da lista de dificuldades que ele relaciona no versículo 35 — não está tudo contra nós? O mundo incrédulo nos odeia e vive nos perseguindo. O pecado que habita em nós é um poderoso adversário. A morte continua sendo um inimigo — derrotado, é verdade, mas ainda não destruído. Para não mencionar "aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo", junto com os principados e potestades das trevas, ou anjos e demônios, que são mencionados no versículo 38.

Paulo, no entanto, não iria fazer uma pergunta tão ingênua. Ele pergunta: Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Visto que Deus é por nós, ou seja, “está do nosso lado”. Quem terá êxito em se opor a nós? Paulo não está dizendo que todo mundo pode afirmar isso: "Deus é por nós".

Com efeito, talvez as palavras mais terríveis que o ouvido humano poderia jamais ouvir sejam aquelas que Deus emitiu muitas vezes no Antigo Testamento: "Eu estou contra ti!". Elas ocorrem com muita frequência nos oráculos proféticos contra as nações. E, o que é pior ainda, foram algumas vezes pronunciadas contra a própria nação de Israel em sua desobediência e idolatria, e especialmente contra os seus falsos pastores e profetas.

Mas não é este o caso aqui. Pelo contrário, a situação que Paulo considera é o fato que "Deus é por nós", uma vez que ele nos chamou, redimiu e justificou. Sendo assim, quem pode ser contra nós? A resposta implícita é “NINGUÉM!” O salmista escreveu: “O Senhor está comigo; não temerei. Que me poderá fazer o homem?” (Salmos 118:6). Mesmo que todos os poderes do inferno se ajuntem contra nós, eles nunca prevalecerão, pois Deus está do nosso lado.Para as próximas perguntas retóricas da passagem a resposta será a mesma: “NINGUÉM!”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_07.pdf

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

 

domingo, 16 de agosto de 2026

2 Timóteo 2:9

2 Timóteo 2:9 “Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.”

 

“Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor;”

Quando Paulo escreveu estas palavras estava na prisão romana, preso com uma cadeia. Isto era literalmente certo, porque durante todo o tempo que esteve na prisão, de noite e de dia Paulo estaria encadeado ao braço de um soldado romano. Roma não se arriscava a que escapassem seus prisioneiros. Depois de mencionar o evangelho no versículo 8, Paulo disse sibre ele:” pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor”(ARA). Ele não estava sofrendo por ter feito algo errado, mas por ter pregado o evangelho. Os aborrecimentos, a oposição e a prisão brotaram diretamente do seu testemunho firme sobre a Ressurreição.

 “Malfeitor” era a palavra contemporânea para um criminoso comum. A outra ocorrência do termo no Novo Testamento é na designação dos “malfeitores” crucificados com Jesus (Lucas 23:32, 33, 39). No que dizia respeito a Roma, Paulo era membro de uma religião ilegal e líder da seita odiada responsável pela destruição da cidade. Jesus sofreu e morreu como um criminoso comum, e agora Paulo faria o mesmo. Pois a prisão nerônica era terrível, muito mais do que o aprisionamento brando da sua primeira prisão (Atos 28).

 

“... mas a palavra de Deus não está presa.”

Paulo inseriu uma nota positiva da sua terrível prisão: contudo, a palavra de Deus não está algemada. Os inimigos do evangelho podiam algemar ou prender o mensageiro, mas não podiam algemar ou prender a mensagem. Ela fora proclamada a muitas testemunhas. Cartas inspiradas circulavam. Relatos do Evangelho haviam sido escritos.

Com certeza Paulo estava transmitindo o evangelho mesmo durante seus julgamentos em Roma. Agora, Timóteo transmitiria a Palavra a outros, iniciando uma progressão sem fim (2 Timóteo 2:2). Ficamos lembrando Filipenses 1:12-18, onde nota que sua prisão (a primeira), longe de impedir o evangelho, deu aos seus colegas cristãos a confiança de pregar a palavra de Deus com excepcional destemor.

A chama tinha sido acesa e todos os esforços dos homens não conseguiriam apagá-la. Se o esforço humano pudesse ter apagado o evangelho, ele teria se extinguido há muito tempo; mas a Palavra permanece “viva e eficaz” (Hebreus 4:12). “O céu e a terra passarão”, disse Jesus, “mas as Minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35). Dois mil anos depois, ainda estamos lendo e estudando essa Palavra!

O imperador romano Diocleciano protagonizou a "Grande Perseguição" (iniciada em 303 d.C.), que foi o ataque mais sistemático do Império Romano contra os cristãos e, de forma inédita, o primeiro a colocar a destruição da Bíblia como meta central. Apesar de ter mandado erguer monumentos celebrando a suposta "extinção da fé cristã", a campanha de Diocleciano fracassou. Apenas dez anos após o início da perseguição, o imperador Constantino assumiu o poder, promulgou o Édito de Milão (313 d.C.), garantindo liberdade aos cristãos, e posteriormente encomendou a reprodução de dezenas de novas cópias da Bíblia financiadas pelo próprio império.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

BARCLAY, William. The letters to Timothy, Titus, and Philemon Tradução: Carlos Biagini

CESARÉIA, Eusébio. História Eclesiástica. São Paulo: Novo Século, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_01.pdf

 

Marcos 13.10

Marcos 13.10 “Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.”

 

“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.”

Apesar da perseguição por concílios, sinagogas, presidentes e reis, os cristãos devem mesmo através destas servir de testemunho. Porque importa que o evangelho seja pregado entre todas as nações. Pedro e João foram levados perante o sinédrio e após haverem sido açoitados: “Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo seu nome” (Atos 5:41).

Paulo em audiência perante o rei Agripa II, usou da sua defesa para persuadir o rei e os seus ouvintes. Quando Agripa lhe disse: “Por pouco me persuades a me fazer cristão!” (Atos 26:28b), Paulo respondeu a sua intenção: “Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias” (Atos 26:29b).

A maior preocupação de Paulo sempre foi a propagação do evangelho. Ele pediu orações aos colossenses “para que Deus nos abra porta à palavra... para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4:3, 4). O sentimento de Paulo deve ser também o nosso sentimento. O evangelho é a mensagem de salvação divina, pela graça, por meio da fé em Cristo Jesus. O evangelho deve ser pregado a todas as nações. Desde o início, os gentios foram incluídos no plano de Deus. Cristo morreu para salvar os que procedem de todas as nações. A Igreja precisa fazer discípulos de todas as nações. O campo de ação da Igreja é o mundo. A pregação do evangelho é um mandamento claro de Jesus.

Alguns acreditam que Jesus somente voltará quando a evangelização terminar. Isso faz da igreja e sua missão uma espécie de Relógio de Deus. Jesus só voltará quando a igreja cumprir sua missão. Isso não está completamente correto, pois todo o mundo foi alcançado na era apostólica:  Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro”(Colossenses 1:23). Aos romanos ele escreveu: A fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo. Mas eu pergunto: Eles não a ouviram? Claro que sim: A sua voz ressoou por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo” (Romanos 10.17-18).

Até a consumação de todas as coisas profetizadas o evangelho deve ser pregado. Em Mateus está escrito que após a pregação do evangelho a todas as nações o que viria seria o fim, no caso fim do mundo. Que deve ocorrer após o milênio: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim (Mateus 24:14).

Importa que o evangelho seja pregado pela igreja enquanto ela ainda habitar na terra. Após o rapto o evangelho ainda será pregado durante a tribulação. Pelos 144 mil judeus selados, pelas duas testemunhas e por um anjo: ”E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo” (Apocalipse 14:6).

Durante o milênio essa evangelização mundial será realizada pelos judeus: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda sucederá que virão os povos e os habitantes de muitas cidades. E os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: Vamos depressa suplicar o favor do Senhor, e buscar o Senhor dos Exércitos; eu também irei. Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao Senhor dos Exércitos, e a suplicar o favor do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zacarias 8:20-23).

Consumando a pregação, Jesus se assentará no grande torno branco e julgará a todos os mortos, grandes e pequenos e a terra e o céu se esconderão diante da sua glória. Então se fará novos céus e nova terra: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202006_01.pdf

Lopes, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.

Atos 28.31

Atos 28.31 “Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.”

 

“Pregando o reino de Deus,”

Mesmo agora aprisionado o apóstolo Paulo não muda o seu discurso. Ele continua pregando acerca do Reino de Deus. Mensagem essa anunciada por João, o batista: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mateus 3.2). O reino de Deus está em vigência dentro de todo aquele que recebeu Cristo como Senhor e salvador da sua vida. Jesus pregava: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho (Marcos 1.15).

Essa também foi a mensagem dos apóstolos e profetas:  E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:7). E esta mesma mensagem deve ser transmitida por nós a toda criatura até que se cumpram todas as coisas: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mateus 24.34).

 

“...e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.”

Paulo recebeu permissão para abrir a casa: “...onde recebia todos que o procuravam” (v. 30b) — judeus e gentios, cristãos e não cristãos igualmente. Além do ensino oral, Paulo estendeu sua influência por meio da escrita. Algumas de suas mais belas epístolas foram escritas durante esse período : Efésios, que fala de Cristo e Sua igreja; Filipenses, a carta de amor de Paulo à igreja em Filipos; Colossenses, na qual as palavras de Paulo combatem a heresia exaltando Jesus; e Filemom, uma carta pessoal a um amigo. Essas cartas acrescentam muito ao que se sabe de Paulo no período em que esteve em Roma.

A maior preocupação de Paulo sempre foi a propagação do evangelho. Ele pediu orações aos colossenses “para que Deus nos abra porta à palavra... para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4:3, 4)56 . Escreveu o seguinte com grande alegria aos filipenses: “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus” (Filipenses 1:12–14).

As mãos de Paulo estavam algemadas, mas sua língua estava livre. Ele não podia se movimentar livremente, mas o evangelho podia. Estava encarcerado, mas a Palavra não (2 Timóteo 2:9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200207_03.pdf

Mateus 10:29

Mateus 10:29 “Não se vendem dois passarinhos por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.”

 

“Não se vendem dois passarinhos por um asse?”

Os seguidores de Jesus não deveriam temer porque Deus Pai cuida e protege os Seus. Passarinhos significam qualquer pássaro pequeno, em particular pardais. Os pardais valiam e valem tão pouco. O salmista inspirado quando olhava para a construção do templo disse a Deus: “Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu” (Salmos 84:3).

No primeiro século, os pardais eram às vezes comidos pelos pobres porque eram baratos. Compravam-se dois pardais por um asse, ou um centavo. A palavra grega para “asse” denota uma moedinha de cobre que circulava na época de Jesus. Valia um dezesseis avos de um denário.  Em Lucas 12:6, cinco pardais foram vendidos por dois asses, pressupondo que o quinto pardal não custou nada.

Deus cuida até do passarinho que se recebe grátis, que, segundo as contas que os homens fazem, não tem valor algum. Até o passarinho que se dá de presente ao comprador tem valor para Deus.

 

“E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.”

Apesar de sua aparente insignificância, nenhum pardal cai em terra, ou morre, sem o consentimento de Deus. O Talmude contém um adágio relacionado a isso: “Sem céu [Deus], uma ave não perece; quanto mais um ser humano!”. Essa imagem é ainda mais vívida se lançamos mão do original grego. Porque em grego a palavra que nossas versões traduzem cair em terra (o qual nos faz pensar na morte do pardal) provavelmente represente um termo aramaico que significa "pousar" sobre a terra. Não se diz, então, que Deus tem em conta o pardal quando morre, e sim mesmo cada vez que a ave pousa suas patas sobre a terra.

A argumentação de Jesus é que se Deus tem tal cuidado com os pardais quanto mais cuidado terá de nós. Deus controla o universo no sentido geral e no particular. Cada acontecimento é dEle conhecido. Não sendo indiferente o dia a dia de um pardal, quanto mais às necessidades daqueles feitos à sua semelhança! Certamente os filhos da luz estão mais próximos do coração de Deus que uma ave barata. Por que temer, então, se a mão que controla o universo é a mesma que deles cuida? Se Deus cuida dos pardais, não podemos duvidar de que também cuidará de nós.

A coragem do mensageiro do Rei se baseia na convicção de que, seja o que for que lhe aconteça, jamais estará mais à frente do amor e o cuidado divinos. Sabe que seus dias estão pela eternidade nas mãos de Deus; que Deus não o abandonará nem se esquecerá dele; que está para sempre rodeado pelo amoroso cuidado divino. E sendo assim, a que ou a quem haveremos de temer?

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Hebreus 10:23

Hebreus 10:23 “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.”

 

“Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança;”

O autor incentivou os cristãos a “reterem firmes” ou “guardarem firme”. Este é o pensamento chave de Hebreus. De acordo com 3:6, guardar firme a esperança ajuda o cristão a continuar fazendo parte da igreja, ou da casa de Deus. Guardar  firme até o fim é uma das características de quem é participante com Cristo: “Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim” (Hebreus 3.14).

“Confissão” no grego é (homologia), que significa o que é reconhecido, confessado ou professado como verdadeiro. Reconhecemos uma vez a nossa fé em Cristo, o que pode equivaler à “boa confissão” que Timóteo fez. O que Paulo igualou com a confissão de Jesus perante Pôncio Pilatos: “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão” (1 Timóteo 6:12,13).

Se a pessoa declarou abertamente a sua crença e esperança em que o Senhor é o filho de Deus, ela tem para sempre o compromisso de admitir isso vivendo segundo a sua fé. A esperança é o elemento essencial para se ter fé (Hebreus 11:1). Não é possível ter fé real sem crer que Deus é o “galardoador” dos que “O buscam” (Hebreus 11:6). Cristo é o ponto central da nossa esperança (Hebreus 6:19, 20). A esperança é uma “âncora” para a alma (Hebreus 6:19).

 

“... porque fiel é o que prometeu.”

Podemos “guardar firme” essa esperança porque sabemos que “Quem fez a promessa é fiel” às Suas promessas. Deus cumprirá a Sua palavra, seja para um descanso no céu, perdão, ou o direito de nos aproximarmos do trono de misericórdia com nossas súplicas. Essa fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas deve ser um incentivo para nós. Devemos ser fiéis sem vacilar, assim como Deus é para conosco.

A expressão ”fiel é o que prometeu” seria usada ainda outra vez pelo escritor aos hebreus na galeria dos heróis da fé quando citaria Sara: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido” (Hebreus 11:11). Aquele que prometeu a Sara foi o próprio Senhor que fez a pergunta retórica: Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e sara terá um filho.” (Genesis 18.14). Nada é difícil demais para nosso Deus. Pois ele é sempre fiel: “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201406_07.pdf

Isaías 43:2

Isaías 43:2 “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”

 

“Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão;”

Aqui Deus esta confortando a nação, assegurando que o cativeiro não seria o fim deles e que eles retornariam em segurança para a sua terra. Evidentemente o profeta está pensando primordialmente no perigo que pode assediar Israel em sua viagem de volta da Babilônia para Jerusalém. Porém na presença do Grande Companheiro, Israel não tem nada a temer: “Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles: porque o Senhor teu Deus é o que vai contigo: não te deixará nem te desamparará” (Deuteronômio 31:6).

Ele fala de Israel “passando” pela água e pelo fogo. Águas [...] rios [...] fogo (2) são todos símbolos de perigo. Estas expressões, porém, são muito genéricas, e aplica-se a toda a jornada que o povo do Senhor, e também da igreja da nova era, precisam empreender através do mundo: “Eis que vos dou poder para pisar em serpentes e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10.19).

Deus diz ao seu povo que estaria com eles “quando passarem pelas Águas”. Evidentemente nos lembramos do grande livramento de Israel no deserto: “Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco: e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda” (Êxodo 14.29).  E quando pelos rios, eles não te submergirão;” recordamos aqui o atravessar do rio Jordão: “Porém os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do Senhor, pararam firmes, em seco, no meio do Jordão, e todo o Israel passou a seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão” (Josué 3:17).

O mesmo Deus que operou esses sinais estaria com eles no retorno. Encontramos essa confiança no salmista quando escreve o seu poema: “Os rios levantam, ó Senhor, os rios levantam o seu ruído, os rios levantam as suas ondas. Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso do que o ruído das grandes águas e do que as grandes ondas do mar” (Salmos 93:3,4).

 

“... quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”

Na época da ira de Deus contra seu povo os sofrimentos de ser despojados por um exército são comparados também ao fogo: "Por isso derramou sobre eles a indignação da sua ira, e a força da guerra, e lhes pôs labaredas em redor; porém nisso não atentaram; e os queimou, mas não puseram nisso o coração" (Isaías 42.25).

Agora Deus garante que este fogo não mais terá efeito sobre Israel. Mesmo se eles fossem lançados por seus perseguidores no forno de fogo ardente, por sua fidelidade constante ao seu Deus, a chama não arderia neles. Isso havia sido cumprido à risca na maravilhosa preservação dos três servos de Deus: “E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles” (Daniel 3:27).

Esse fato também é referenciado na galeria dos heróis da fé: “Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo” (Hebreus 11:33,34). Israel então, não tinha nada a temer: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus: eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Isaías 41.10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201009_05.pdf

Ridderbos, J. Isaías: introdução e comentário - 2. Edição. São Paulo: Vida Nova, 1995.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo - Vol.5. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Salmos 46:1

Salmos 46:1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”

 

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza,”

A palavra traduzida como “Refúgio” vem do hebraico machseh, que significa “abrigo seguro”, “esconderijo”, “lugar de proteção contra tempestades ou inimigos”. Ela representa o lugar onde corremos quando precisamos de segurança: “Torre forte é o nome do Senhor; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio” (Provérbios 18.10).

A palavra traduzida como Fortaleza: vem do hebraico oz, que significa “força”, “poder”, “capacidade para resistir”. Isso  mostra que DEUS não apenas nos protege, mas nos fortalece para enfrentar o que vier: “E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus” (1 Samuel 30:6).

Não nos esqueçamos da pronome possessivo pessoal “nosso”. Só Deus é o nosso tudo em todos. Cada um precisa ter certeza da própria porção que tem em Deus, para então poder dizer individualmente: “Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza”. Não nos esqueçamos também do fato de que Deus é agora mesmo o nosso refúgio, no presente imediato, tão verdadeiramente quanto no momento em que Davi escreveu as palavras.

Muitos se vangloriam dos seus castelos inexpugnáveis, situados em rochedos inacessíveis e protegidos com portas de ferro. Mas Deus é um refúgio muitíssimo melhor na hora do sofrimento do que todos esses. Soldados da cruz lembrem-se disso, e considerem-se seguros, e façam-se fortes em Deus: "O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio" (Salmo 18.2).

Em 1529, Martinho Lutero, inspirado por este versículo, compôs seu hino imortal, Castelo forte é nosso Deus: “Castelo forte é nosso Deus, Amparo e fortaleza: Com seu poder defende os seus. Na luta e na fraqueza. [...] A nossa força nada faz: Estamos, sim, perdidos. Mas nosso Deus socorro traz E somos protegidos.”

 

 “... socorro bem presente na angústia.”

Angustia traduz a palavra hebraica tsârâh e diz respeito a dificuldades, aflições ou problema. Deus promete estar presente nela: “Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei” (Salmo 91.15). Socorro vem do hebraico Ezrâh e significa ajuda ou assistência: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" (Isaías 41.10). Deus é a ajuda de forma veraz, eficaz e constante: "Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma"  (Salmos 54:4).

Deus nos ajuda quando necessitamos porque está conosco nessas horas: “O Senhor dos Exércitos está conosco;. o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (v.7). Presente vem do hebraico Nifal significa aquele que está presente ou aquele que é encontrado ou descoberto. Ele está presente ou perto, bem ao lado e pronto para socorrer, fato enfatizado pela palavra “bem”. Ele está mais presente que o amigo ou o parente, mais presente até mesmo que o próprio problema. Ele não é como as andorinhas que no inverno vão embora. Ele é amigo em tempos de necessidade e amigo de verdade. Deus nunca se afasta dos aflitos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Hebreus 10:36

Hebreus 10:36 “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.”

 

“Porque necessitais de paciência,”

O autor sagrado faz uma citação do profeta Habacuque, quando Deus exortou seu povo quanto à paciência, dizendo que seu juízo sobre os caldeus dar-se-ia no “tempo determinado” (Habacuque 2.3). Esta promessa divina é de igual modo aplicada com respeito a estes cristãos hebreus. “Perseverança” (hupomone) ou “paciência” significa perseverar em face a tribulações. Podemos até “nos gloriar nas próprias tribulações” (Romanos 5:3).

É a fé testada que a produz perseverança: "Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança" (Tiago 1:2, 3). Uma vez que a vinda de Jesus terminaria com todo e qualquer sofrimento humano. Restava, portanto, para eles e para nós, um pouco de paciência até que Jesus volte, conforme fica demonstrado no capítulo seguinte que nos fornecerá muitos exemplos da perseverança da fé.

 

“... para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.”

O propósito da perseverança é expresso com exatidão nas palavras: “para que havendo feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa”. Nossa tarefa, assim como era a de Cristo, é continuar a fazer a vontade de Deus. A execução da vontade do Pai foi à comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (João 4.34).

Fica claro, também, que o exemplo de Jesus Cristo incluía sofrimentos. Paulo aos irmãos da Galácia disse: “…pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22b). Não era necessariamente da vontade de Deus que esses cristãos sofressem, mas foi vontade dEle recompensá-los por sua perseverança. É na base de cumprir a vontade de Deus que os leitores alcançarão a promessa.

A idéia de promessa resume a herança gloriosa do crente, porque elas são totalmente fidedignas. E nossas aflições são leves comparadas ao peso da recompensa eterna (2 Coríntios 4:17). Nossa tarefa é continuar a fazer a vontade de Deus, pois parar, desistir ou abandonar a fé resultaria em não receber o cumprimento das promessas de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

1 Pedro 3:15

1 Pedro 3:15 “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”

 

“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações;”

O começo do versículo está em estreita ligação com o verso anterior. A injustiça e o sofrimento não devem levar-nos à revolta e à murmuração, mas ao testemunho. O sofrimento é uma oportunidade para a defesa da fé cristã. Santificar a Cristo é honrá-lo como Senhor, reconhecendo seu senhorio sobre o mundo e sobre as circunstâncias da vida, inclusive a perseguição e o sofrimento.

Pedro adaptou essa citação de Isaías 8.13a, que diz: “Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai”. Em sua época, Isaías instruiu o povo a não temer os exércitos invasores assírios, mas adorar a Deus. Em sua epístola, Pedro traz a mesma mensagem de encorajamento. Muda, porém, as palavras, ao honrar a Cristo como Senhor Todo-poderoso no coração.

Temos aqui um uso não muito comum do verbo "santificar". Geralmente na Bíblia os homens são santificados, e Deus ou Cristo operam essa santificação. Aqui as coisas se invertem. Este tipo de linguagem vem da Bíblia grega: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Mateus 6:9b). No NT, esta expressão significa não somente reverenciar e honrar a Deus, como também glorificá-lo mediante a obediência aos Seus mandamentos. Aqui em 1 Pedro, uma olhada mais de perto no restante da frase nos irá ajudar a compreender melhor o sentido, que basicamente é o mesmo. Em 1 Pedro 2.22-23, entendemos sobre o modo como Cristo enfrentou a perseguição que "santificá-lo" significa também seguir o Seu exemplo.

 

“... e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”

O sofrimento produzido pela perseguição é uma porta aberta para o testemunho cristão. Os cristãos devem estar preparados. E não apenas dispostos, mas também habilitados para falar sobre Cristo. O crente deve estar preparado para apresentar uma defesa a qualquer um que lhe pedir a razão da esperança que ele tem, ou seja, ele deve estar pronto para explicar o que ele crê, por que crê e por que vive como vive. Devemos demonstrar habilidade de responder a todos que nos perguntam sobre nossa fé em Cristo:

A “razão” ou “defesa” em questão não é a que se apresenta num tribunal judicial, mas é uma defesa “a todo aquele que pedir”. Pedro usou a palavra “razão” (apologia) no mesmo sentido informal que Paulo algumas vezes a usou, por exemplo: “A minha defesa perante os que me interpelam é esta” (1 Coríntios 9:3). “Responder” traduz a palavra grega (logos), um termo que implica racionalidade. Pedro presumiu que uma explicação racional da “esperança” do cristão convenceria alguns e calaria outros.

O apóstolo dirigiu-se não só à questão da defesa do cristão, mas também à maneira como ele faz essa defesa. Quando seus acusadores e opressores perguntam, o cristão deve responder com mansidão e temor . Há aqueles que expõem suas crenças com uma espécie de arrogante beligerância. Com sua atitude sugerem que aqueles que não estão de acordo com eles são tolos ou mal-intencionados. Tentam fazer outros engolirem à força suas crenças.

A causa do cristianismo tem que ser apresentada em forma atrativa e afetuosa, com mansidão. Mansidão é uma das virtudes mais recomendadas no NT, e também uma das que mais se presta a mal-entendidos:  A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Colossenses 4.6). Deve-se praticar essa classe de sábia tolerância que reconhece que a ninguém é dado possuir toda a verdade.

Sua defesa tem que ser feita com temor ou reverência. A palavra traduzida por “temor” (fobos). A NVI diz “com mansidão e respeito”. Quer dizer, qualquer discussão em que o cristão possa ver-se envolto deve ser conduzida num tom e dentro de uma atmosfera que Deus possa escutar com agrado. Não houve debates tão azedos como os debates teológicos, nem disputas que tenham causado tanta amargura como as religiosas. Em toda apresentação da causa de Cristo e em toda argumentação em favor da fé cristã o acento final deve ser o acento do amor.

Não basta falar a verdade ou até apresentar uma explicação. O modo de falar é muitas vezes tão importante quanto o assunto

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Barclay, William. The Letters of James and Peter (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

Lopes, Hernandes Dias.  1 Pedro: com os pés no vale e o coração no céu. São Paulo: Hagnos, 2012 .

Kistemaker, Simon J.  Epístolas de Pedro e Judas, trans. Susana Klassen, 1a edição., Comentário do Novo Testamento. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2006.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo. Cristão, 1988.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201410_02.pdf

Atos 24:25

Atos 24:25 “E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro, Félix, amedrontado, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.”

 

“E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro,”

Paulo teve a oportunidade de falar acerca da fé em Cristo intimamente a Felix, já que Drusila, mulher dele, era judia (v.24). Ele deve ter apresentado Jesus como o cumprimento das profecias e também com Senhor e Salvador, em quem Félix e Drusila deveriam depositar a fé. Entretanto, Paulo nunca proclamou as boas novas num vácuo, mas sempre num contexto, no contexto pessoal dos ouvintes. Assim, ele passou a discursar acerca da justiça, da temperança ou domínio próprio e do juízo vindouro.

A maioria dos comentaristas relaciona a "justiça" à bem conhecida crueldade e opressão da qual Félix era culpado, e o "domínio próprio" à sua lascívia desenfreada que o levou e uniu a Drusila, enquanto o "juízo vindouro" seria o castigo inevitável por sua injustiça e imoralidade. Lembrando-nos da atitude de João, o batista perante Herodes Antipas: “Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Marcos 6:18).

Mas é possível que a justiça da qual Paulo falou era precisamente a "justiça de Deus" ou o ato divino de justificação que ele elaborara em sua Carta aos Romanos. Nesse caso, os três tópicos da conversa seriam "os três tempos da salvação". Ou seja, como ser justificado ou ser considerado justo por Deus, como vencer a tentação e obter o domínio próprio, e como escapar do terrível juízo final de Deus.

 

“... Félix, amedrontado, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.”

Félix ainda tinha' consciência suficiente para sentir-se alarmado com a mensagem cristã, mas logo ouvira tanto quanto podia agüentar, e mandou Paulo embora até que tivesse mais tempo disponível. Com certeza, para Paulo, o fato de Félix ser libertado do pecado era mais importante do que ele próprio ser libertado da prisão. Mas, infelizmente, não há nenhuma evidência de que Félix tenha se rendido a Cristo, sendo remido. Apesar de que durante os próximos meses Félix freqüentemente o chamava para conversar com ele (v. 26).

O governador ficou com medo do julgamento futuro, mas recusou-se a se arrepender dos seus maus caminhos e se voltar para a fé em Jesus. A atitude de Félix foi deplorável, pois em vez de arrepender-se, procrastinou a mais importante decisão de sua vida: “por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei”. A procrastinação, o deixar para depois, é a mais insensata e mais perigosa decisão da vida, mormente, quando se trata da salvação de sua vida. O dia do arrependimento é hoje. O tempo do acerto com Deus é agora. Amanhã pode ser tarde demais!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Atos 24:13

tos 24:13 “Nem tampouco podem provar as coisas de que agora me acusam.”

 

“Nem tampouco podem provar as coisas de que agora me acusam.”

Depois de receber autorização de Felix para se defender. O apóstolo se defendeu das acusações de ser um agitador entre os judeus argumentando que não causou a confusão em Jerusalém, pois não havia falado com ninguém desde que chegou há 12 dias. E também que não estava profanando o templo e quebrando lei, pois estava cumprindo voto: “Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta” (Atos 21:26).

Após os esclarecimentos nos versos anteriores ele afirmou que seus acusadores não podiam provar as coisas que o acusaram. Pois o Sinédrio não tinha um conhecimento de primeira mão das acusações feitas; só lidara com boatos. Não trouxeram uma testemunha, apenas um orador fluente. Não havia provas para a acusação. 

Na lei judaica para se condenar alguém deveria haver pelo menos duas ou três; não era permitido condenar uma pessoa com base em apenas um testemunho: “Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato” (Deuteronômio 19:15).

O falso testemunho era proibido, pois poderia resultar em uma pessoa perdendo a reputação, seus bens e até sua vida: “Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte” (Mateus 26:59). O castigo por dizer falso testemunho era o mesmo que era planejado para o próximo da pessoa:  “Far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti” (Deuteronômio 19:19).

Mesmo assim, Paulo não foi inocentado ou solto por Félix, que representava Roma, nem sequer depois deste último receber um relatório mais detalhado da parte de Lísias (supondo-se que finalmente o prestou). Paulo permaneceu sendo prisioneiro, e surge a pergunta de por que foi mantido em custódia. A resposta pode ser que Félix suspeitasse que o assunto era mais complexo do que uma mera acusação acerca de uma perturbação isolada da paz no templo, e que Paulo poderia ser um perigo público.

As autoridades romanas forçosamente se preocupavam com quaisquer causas possíveis de motins e rebeliões entre os judeus nos anos sempre mais tensos que levaram ao irrompimento da revolta judaica, e um governador romano provavelmente preferiria o caminho mais seguro no caso de um prisioneiro potencialmente perigoso.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200205_08.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/11/zacarias-817.html

Atos 24:5

Atos 24:5 “Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo; e o principal defensor da seita dos nazarenos;”

 

“Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo;

Tértulo apresentou três acusações contra Paulo perante Felix, duas descritas nesse versículo acusações essas tão falsas quanto sua adulação nos versos anteriores.

A primeira acusação era pessoal: “Porque, tendo nós verificado que este homem é uma peste...” (v. 5a) — literalmente, “uma praga, uma pestilência”! Se a metáfora ainda fosse viva, a implicação seria que a influência de Paulo era infecciosa, ele era um perturbador da ordem pública. Em outras palavras: “Paulo é um agitador de primeira linha, nenhuma pessoa de bom sendo deveria deixá-lo viver!”.

A segunda acusação era política: “promove sedições entre os judeus esparsos por todo o mundo”. Paulo é acusado de levantar sedição em toda a população judaica do mundo romano. Havia muitos agitadores judeus naquela época, falsos Messias que ameaçavam aquela "paz" que Tértulo havia atribuído a Félix. Esta era uma acusação mais concreta, embora ainda lhe faltasse substância. Certamente poderia ser argumentado que o efeito da pregação de Paulo era provocar alvoroços. Essa acusação tinha um fundo de verdade, pois havia ocorrido desordem em muitos lugares em que Paulo estivera. Mas, era uma inverdade deduzir com isso que Paulo havia instigado o tumulto.

 

 “... e o principal defensor da seita dos nazarenos;”

Em terceiro lugar, Paulo foi atacado como sendo o principal defensor da seita dos nazarenos. A palavra hairesis significava "seita, partido, escola" e era aplicada tanto aos saduceus (Atos 5:17) como aos fariseus (Atos 15:5; 26:5), como também a outras tradições dentro do judaísmo. E é nesse sentido que é aplicada aos cristãos.

Este é o único lugar no Novo Testamento onde “Nazareno” se emprega para descrever os cristãos. Foi um termo aplicado ao próprio Jesus (Atos 2:22), e fora do Novo Testamento, aplicava-se mais tarde a grupos de cristãos judaicos que tinham conceitos não ortodoxos. É bem provável que os cristãos judeus fossem cognominados conforme o nome vinculado ao líder deles, especialmente se a palavra tinha referência zombeteira: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (João 1:46); mais tarde, a palavra pode ter sido apropriada por algum grupo específico de cristãos.

 

 

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DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200205_08.pdf