quinta-feira, 23 de julho de 2026

Atos 20:32

Atos 20:32 “Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. ”

 

“Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; ”

O passo final de Paulo foi encomendar os líderes ao cuidado de Deus. “Encomendar” é tradução de um vocábulo grego que significa entregar aos cuidados de alguém um depósito qualquer, para ser conservado e guardado. Trata-se da mesma palavra, no original grego, que o Senhor Jesus usou ao entregar a sua alma às mãos de Deus Pai: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46).

Esta ação não deve ser considerada algum tipo de rito de ordenação no seu cargo como supervisores do rebanho, visto que já detinham aquela posição (v. 17). O que está acontecendo é que Paulo como ato de despedida entrega a eles a total responsabilidade da igreja, da mesma forma que ocorreu na Galácia: “E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (Atos 14:23).

Os líderes estão colocados nas mãos de Deus e submetidos à palavra da sua graça, isto é, o evangelho da graça (v. 24). Graça é uma palavra particularmente paulina, para expressar o favor de Deus, livre e imerecido; Lucas a emprega frequentemente, especialmente para referir-se à mensagem do evangelho (Lucas 4:22; Atos 14:3) como aqui. Paulo havia feito tudo quanto estivera ao seu alcance, no que concerne a testemunho pessoal e a ensino doutrinário. Mas agora só lhe restava deixar aqueles discípulos e o destino dos mesmos nas mãos graciosas de Deus.

 

“... a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. ”

Através da palavra da graça os cristãos são edificados por Deus, isto é, tornam-se maduros (Efésios 4:12). A ideia da edificação espiritual é um a expressão paulina favorita, podendo ser encontrada nos trechos de 1 Coríntios 3:10-14; 3:9; 2 Coríntios 5:1; Efésios 2:20-22 e 2 Timóteo 3:15.

Essa edificação visa o recebimento de uma herança celestial: "E, se somos filhos, também somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. Se de fato sofremos com ele, também com ele seremos glorificados" (Romanos 8:17). Esta frase Parece referir-se à dádiva, outorgada por Deus, de uma participação nas bênçãos do Seu reino soberano que os ouvintes de Paulo desfrutarão juntamente com o povo de Deus na sua totalidade. É significante que estas bênçãos advêm através da dedicação à Palavra.

Um número demasiado de crentes, quando ouvem falar nessa doutrina, pensam em alguma distante cidade dourada, onde haverão de herdar um a rica mansão, passando a ser proprietários de possessões fantásticas. É verdade que na qualidade de filhos de Deus, haveremos de habitar em um lugar celestial, tendo obras divinas a realizar que ultrapassam toda a imaginação presente. Ora, tudo isso faz parte da herança de Cristo

Mas o que é aqui particularmente destacado não é a posse das coisas materiais (embora possa também esteja incluso), mas antes, a possessão da vida espiritual e tudo quanto nisso está envolvido. Mais definidamente, está envolvida a participação em tudo quanto Cristo é em sua pessoa, em que o crente vai sendo transformado segundo a imagem de Cristo, em todos os detalhes, a fim de que venha a ser tudo quanto ele é moralmente e em seu ser essencial: ²⁹ “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8.29),

Os Santificados neste caso, não quer dizer meramente separados, conforme o sentido da raiz dessa palavra, tanto no hebraico como no grego, mas, realmente, a ideia é a de feito santo. Refere-se à transformação moral dos crentes, o que é um a parte necessária da transformação metafísica deles. Trata-se da formação de um a disposição santa, conforme a disposição divina, nos remidos, o que, finalmente, atingirá um estágio perfeito, porquanto esse é o alvo de todos os verdadeiros crentes, em Cristo e através dele.

Essa santificação tem início quando um indivíduo se achega a Cristo, por meio de um ato do Espírito Santo; e faz parte integrante da conversão. Em seguida, gradualmente, o crente vai crescendo em santidade e poder. Finalmente, na glorificação, esse estado atingirá uma fase perfeita e absoluta.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 


 

Filipenses 1.21

Filipenses 1.21 “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.”

 

“Porque para mim o viver é Cristo,”

Nessa primeira parte, Paulo começou apresentando sua razão para viver: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo. ” Este é “um dos textos clássicos do Novo Testamento”. Esse trecho tem sido chamado de o coração da carta. Paulo estava basicamente dizendo: “Independentemente do que a vida seja para os outros, para mim, ela é Cristo”. A tradução de J. B. Phillips diz: “Pois, para mim, viver significa apenas ‘Cristo’”.

Cristo era o começo da vida de Paulo, o desafio da sua vida, a motivação da sua vida, a força da sua vida e o objetivo da sua vida. Em Gálatas 2.20, ele disse: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. Na sua mente, continuar vivo fisicamente significaria continuar fazendo o seu trabalho missionário.

E quanto a nós? Como completaríamos esta frase: “Para mim, o viver é _______________”. Será que preencheríamos a lacuna com palavras como “dinheiro”, “bens”, “fama”, “poder” ou “influência”? Qual é a coisa mais vital do mundo para nós? É Cristo—ou outra coisa? Somos afetados pelo que é mais importante para nós.

 

“... e o morrer é ganho. ”

Paulo poderia não ser absolvido desse julgamento; poderia perder a vida. (De fato, ele foi condenado à morte anos depois, em sua segunda prisão em Roma.) Na última parte do versículo 21, Paulo apresentou uma razão por que essa possibilidade não o preocupava: morte = lucro. “Porquanto... o morrer é lucro. ”  Ele concluiu que isso seria muito bom. Pois Ele ainda estaria perto de Cristo. A morte lhe traria lucro pessoal porque poderia estar para sempre com o Senhor.

No versículo 23 Paulo mencionou o resultado mais maravilhoso de sua morte; mas, por enquanto, analisemos mais um benefício mundano: na morte, ele encontraria descanso. O apóstolo deveria estar cansado. O Livro de Filipenses contém várias referências aos problemas que ele enfrentou e estava enfrentando (1:7, 13, 17, 30; 4:3, 14). Se a bênção de Apocalipse 14:13 se aplica a todos, também se aplica a Paulo: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor... para que descansem das suas fadigas”. Para Paulo, a morte o aliviaria do pecado, da doença e do sofrimento.

É necessário, porém, termos o cuidado de não separar a primeira e a segunda parte do versículo: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. “Morrer é lucro” somente quando “viver é Cristo”. A promessa de Apocalipse 14:13 é para quem “morre no Senhor”. Em Mateus 16:26: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Se, para você, o viver é Cristo, então o morrer será lucro. Se, para você, viver é qualquer outra coisa, então morrer será perda.

A consagração de Paulo a Cristo era total e completa. Cristo era o principio, a essência e o fim na sua vida pessoal. NEle vivia e se movia para a sua glória, por isso, podia dizer: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_05.pdf

O NOME DE JESUS TEM AUTORIDADE SOBRE AS TREVAS (Atos 16:18) 23/7/2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
23 DE JULHO DE 2026
O NOME DE JESUS TEM AUTORIDADE SOBRE AS TREVAS

Atos 16:18 “E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu. ”

 

“E isto fez ela por muitos dias. ”

A jovem escrava de Filipos que tinha um espirito de adivinhação por muitos dias seguia Paulo e Silas e clamava que eles eram servos do Deus altíssimo. O diabo possuía essa jovem, dando-lhe a clarividência. Ela adivinhava pelo poder dos demônios. O diabo falava pela boca dela. As coisas do diabo parecem funcionar. A moça adivinhava mesmo, e seus donos ganhavam dinheiro.

O efeito da proclamação da jovem, que foi repetida no decurso de muitos dias, cada vez que se encontrava com Paulo, foi dar aos missionários uma publicidade inesperada. Paulo não fez tentativa alguma para tratar do caso na primeira ocasião, por razões que não ficam claras. Talvez, de início, os gritos da jovem não parecessem perigosos; na realidade, não havia sugestão alguma de que ela era hostil aos missionários.

 

“Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.”

Dias depois isso mudou. Paulo já não aturava esta publicidade indesejável, e expulsou o demônio da mulher: “Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela”. Ele, como Jesus, não aceitou o testemunho dos demônios nem conversou com eles; antes, repreendeu o espírito e expulsou o demônio (Marcos 1.23-25). 

Entendeu Paulo que Satanás empregava um truque de testemunho para causar empecilhos ao Evangelho. Levando seus agentes através daquela adivinha a se pronunciarem seguidores da obra evangelística. Seu era objetivo era desacreditar o Evangelho, fazendo com que o povo em geral tenha péssima impressão dos cristãos. Se aquela pobre possessa tivesse continuado a gritar atrás de Paulo, todos teriam dito: “Aí vai uma das convertidas dele!” Isto não seria um elogio à obra de Paulo.  

A história não nos conta se a jovem se converteu; o interesse de Lucas aqui se focalizava no efeito que o incidente teve sobre Paulo e seus companheiros. O que ficou claro é que o exorcismo privou a jovem da sua capacidade de adivinhar ou da sua disposição para assim fazer. Quando Paulo exorcizou o espírito que dominava a jovem pitonisa, exorcizou também a fonte de renda daqueles que a exploravam e isso causaria posteriormente uma acusação perante os magistrados romanos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.