sábado, 4 de abril de 2026

Romanos 8:34

Romanos 8:34 “Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e o que também intercede por nós.”

 

“Quem é que condena?”

Se Deus nos justificou, esqueceu nossos pecados e nos trata como se nunca tivéssemos pecado, quem poderá trazer à tona aqueles antigos pecados e nos culpar por eles? Na linguagem forense desta passagem captamos um inconfundível eco do similar desafio do Servo do Senhor em Isaías 50:8-9: “Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Apresentemo-nos juntamente; quem é o meu adversário? Chegue-se para mim. Eis que o Senhor Deus me ajuda; quem há que me condene?".

Essa boa ilustração veterotestamentária do texto  mostra o silêncio de Satanás, principal acusador no tribunal celeste, quando Deus declara Sua aceitação por nós. Diante do sumo sacerdote Josué o inimigo teve que se calar: “E ele mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor. Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreenda, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um tição tirado do fogo?” (Zacarias 3:1-2).

 

“Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e o que também intercede por nós.”

Depois de perguntar: “Quem condenará?” Paulo disse: “É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. O Único que tem direito de nos condenar é Jesus Cristo, o qual um dia julgará toda a humanidade (Atos 17:31). Jim McGuiggan escreveu: “Quando alguém avançar a passos largos como se fosse o Juiz soberano de todos, verifique as mãos, os pés e a lateral desse indivíduo. Se ele não tiver cicatrizes, ignore-o!”.

Um dia, Jesus condenará os que O tiverem rejeitado (Mateus 7:21–23; 25:31, 32, 41, 46; 2 Coríntios 5:10), mas Ele forneceu provas abundantes de que não condenará os fiéis. Vejamos o que Jesus fez e está fazendo por nós: Ele “morreu” por nós, levando sobre Si a culpa por nossos pecados (1 Coríntios 15:3). Ele “ressuscitou” dos mortos como prova de que Deus aceitou a Ele e ao Seu sacrifício (Romanos 1:4) e como garantia de nossa ressurreição (1 Coríntios 15:20). Ele subiu a Deus e está agora assentado “à direita de Deus” (Salmos 110:1; Atos 2:33, 34), em posição de autoridade (Mateus 28:18). E o principal fator aqui destacado: Ele “intercede por nós” (Hebreus 4:14–16; 7:25). Interceder significa rogar em favor de outro. A NTLH diz que “Cristo... está à direita de Deus. E ele pede a Deus em favor de nós”.

O credo mais primitivo da Igreja, um credo que ainda é a essência de todos os credos cristãos, reza assim; "Foi crucificado, morto e sepultado; ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos; e está sentado à direita de Deus; de onde virá para julgar os vivos e os mortos." Note que três pontos da declaração de Paulo e do credo primitivo são os mesmos. No credo o quarto é que Jesus voltará para ser o juiz dos vivos e dos mortos. Em Paulo o quarto é que Jesus está à mão direita de Deus para interceder por nós e advogar por nossa causa. É como se Paulo dissesse: "Vocês imaginam a Jesus como o Juiz que está ali para condenar; e bem pode fazê-lo porque ganhou esse direito; mas estão equivocados; Ele não está ali para ser nosso advogado acusador; está ali para ser o advogado defensor de nossa causa; não está ali para formular a acusação contra nós; está ali para formular nossa defesa; não está ali para ser nosso juiz; está ali para ser o amigo que defende nossa causa."

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_07.pdf

Romanos 8:26

Romanos 8:26 “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

 

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas;”  

Essas palavras poderiam se referir às afirmações anteriores sobre o Espírito. Por exemplo, a primeira parte do versículo 26 poderia significar que “da mesma forma que o Espírito testifica com nosso espírito (v. 16), Ele também nos ajuda em nossas fraquezas”. Provavelmente, a referência é à exposição recém concluída sobre esperança e significa, com efeito: “Assim como a esperança produz perseverança [vv. 24, 25], o Espírito nos assiste em nossa fraqueza”.

O ponto de referência exato não é tão importante quanto esta verdade emocionante: “O Espírito... nos ajuda em nossa fraqueza”! Que fraqueza? Qualquer fraqueza: física, emocional ou espiritual. Moo sugeriu que “‘fraqueza’ se refere às limitações da nossa condição humana”. Muitos de nós relutamos em pensar em nós mesmos como “fracos”, mas se formos sinceros, temos de admitir a presença de uma fraqueza dentro de nós — constante, persistente e, às vezes, esmagadora. Não é maravilhoso saber que existe uma ajuda divina? “O Espírito nos assiste em nossa fraqueza”.

 

“... porque não sabemos o que havemos de pedir como convém,”

Paulo ilustrou essa verdade citando uma fraqueza específica que todos nós temos, assegurando-nos que o Espírito nos ajuda nessa deficiência em particular. Qual é a sua maior fraqueza? São muitas as respostas que nos vêm à mente: uma fraqueza de convicção, uma fraqueza moral, uma fraqueza em realmente confiar no Senhor aconteça o que acontecer. Alguns podem até se surpreender com a fraqueza escolhida por Paulo em sua ilustração — uma falha em relação à vida de oração: “...não sabemos orar como convém”. A ERC diz: “não sabemos o que havemos de pedir como convém” (grifo meu).

Todavia, pare e pense. O que é a oração? A oração é a nossa linha de comunicação com Deus. Se a nossa vida de oração for como convém, Deus poderá nos ajudar a solucionar os outros problemas citados; mas se essa linha de comunicação vital for cortada, tudo estará perdido. Geralmente não sabemos o que orar porque não estamos certos de qual é a vontade de Deus em questão, e não sabemos o que será melhor no fim. Isso ocorre em muitas situações. Não sabemos como devidamente louvar Aquele que salvou nossas almas e nos abençoa diariamente. Não sabemos como eliminar o egoísmo latente de nossas petições. Com pesar, estamos cientes da imprecisão da linguagem humana ao nos reportarmos ao Criador e Senhor do universo.

 

“... mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

O Espírito intercede por nós. A idéia é de rogar em benefício de outro. Pouco mais adiante no mesmo capítulo, leremos que Cristo está intercedendo pelos cristãos no céu (v. 34; veja Hebreus 7:25). O versículo 26 nos revela que, de um modo especial, a habitação do Espírito apela em nosso favor.

Alguns se confundem com Romanos 8:26. E contestam eles: “Mas 1 Timóteo 2:5 diz que só há um mediador, o qual é Jesus”. Há um só mediador, mas podemos ter muitos intercessores, tanto humanos como divinos. O Novo Testamento ensina que até seres humanos devem oferecer orações “intercessórias” por seus semelhantes (Romanos 15:30; 1 Timóteo 2:1, 2). Sendo assim, não há contradição em se dizer que tanto Jesus como o Espírito Santo intercedem por nós. Alguém sugeriu que Cristo intercede por nós junto ao trono de Deus, enquanto o Espírito intercede junto ao trono do nosso coração.

Paulo não afirmou simplesmente que o Espírito intercede por nós. Ele disse que “o Espírito... intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. A palavra grega “alaletois” a qual Moo traduz por “não dito” e outros por “inexprimível” (Fitzmyer), é interpretada por Fee por “sem palavras”. Os gemidos não são compreensíveis à mente humana, de acordo com Fee, porque eles não são expressos em palavras inteligíveis. Esta interpretação indica que o que Paulo está descrevendo é o mesmo fenômeno que orar no Espírito ou falar em línguas.Fee apresenta fortes razões em favor de vermos aqui a atividade descrita aqui como orar no Espírito ou falar em. Esta linha de interpretação não é nova ou de origem pentecostal— Orígenes a ensinou (De Oração) e outros desde então.

Raimundo de Oliveira sobre o rar em línguas diz que grande é a utilidade do dom de línguas quando exercitado humildemente e com orientação do Espírito Santo. À luz de 1 Coríntios 14 o exercício do dom de línguas é útil para: falar mistérios com Deus, edificação individual, orar bem, complemento do culto. Falar a Deus em outras línguas é orar com o espírito e no espírito. Quando o crente ora em línguas, mesmo que ele não saiba o sentido das palavras, Deus o entende. Há ocasiões em que as palavras do seu idioma nativo não conseguem expressar o que sua alma deseja dizer a Deus, seja glorificando, intercedendo ou suplicando ao Senhor. Através das línguas estranhas, podemos elevar a Deus o mais puro louvor que as nossas tribulações e tentações impedem que façamos em nossa própria língua.

E nessas horas, quando o crente não sabe orar, que o Espírito Santo intercede por ele de maneira especial com gemidos inexprimíveis. Esses “gemidos” do Espírito, pronunciados em línguas estranhas, são incompreensíveis ao que ora, mas perfeitamente entendidos por Deus. O versículo 27 diz: “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

OLIVEIRA, Raimundo F. A Doutrina Pentecostal Hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_04.pdf

Ezequiel 22:30

Ezequiel 22:30 “E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.”

 

“E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra,”

Depois de enumerar quatro classes de pessoas corrompidas (v.29), Deus procura em vão por um só homem que tente interpor-se para cessar a ruína nacional. Não havia, porém, ninguém com a coragem moral para lutar contra a maré; os líderes eram ímpios, e os que deveriam ser piedosos haviam comprometido a sua posição. O Senhor declarou ter examinado a todos, sem achar “ninguém” que vivesse em retidão: “o Senhor viu, e pareceu mal aos seus olhos que não houvesse justiça” (Isaías 59:15).

Sem dúvida, havia alguns justos em Jerusalém, mas nenhum líder foi capaz de reverter a situação desesperadora, abrindo um novo caminho. Jeremias com certeza era uma exceção à condenação geral feita por Ezequiel, mas não tinha posição de realeza e poucas pessoas escutavam suas palavras.

Não havia nenhum homem como Moisés, que podia salvar o povo, foi encontrado: “Por isso disse que os destruiria, não houvesse Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha, para desviar a sua indignação, a fim de não os destruir” (Salmos 106:23); nenhum homem, como Abraão, procurou salvar os ímpios do fogo da ira de Deus: “E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?” (Gênesis 18:23). Qualquer nação que sofre a falta de uma liderança piedosa, como era o caso de Israel naquele tempo, por certo está a caminho da ruína. Os males da sociedade não estavam sendo sanados porque ninguém se dispunha a tapar o muro e se colocar na brecha, a fim de representar o povo com justiça.

 

 “... para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.”

A verdade ensinada nesta passagem é diferente daquela expressa em 14:14: “Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor Deus”. Lá, a presença de homens justos (como Noé, Daniel e Jó) foi considerada insuficiente para salvar a cidade. Como também em Jeremias 15:1: “Disse-me, porém, o Senhor: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não estaria a minha alma com este povo; lança-os de diante da minha face, e saiam”.

A justiça de um indivíduo era suficiente somente para salvar a ele mesmo. Aqui, a preocupação é se haveria ao menos um justo que tentaria salvar a cidade: “Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez” (Gênesis 18:32).

Com este grau de corrupção universal, Israel não tinha defensores para representá-la ao Senhor ou tentar dissuadir o povo de sua iniqüidade. Para Ezequiel, no entanto, este estado de coisas era apenas o prelúdio do ato iminente e final de julgamento contra os cidadãos de Jerusalém, quando, então, seu próprio procedimento seria recompensado sobre suas próprias cabeças.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

TAYLOR, John B. Ezequiel introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201909_01.pdf

Salmo 25.14

Salmo 25.14 “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.”

 

“O segredo do Senhor é com aqueles que o temem;”

Certos intérpretes entendem que a palavra hebraica traduzida por “segredo” é “amizade”. Significa relacionamento familiar, intimidade confidencial (cf. ARA) e companheirismo seleto. Noé andava com Deus, e o Senhor lhe revelou um grande segredo: a destruição do mundo antigo e o salvamento dele pela arca. Abraão andava com Deus, e o Senhor o tornou um dos integrantes do seu conselho particular: “Ocultarei eu a Abraão o que faço” (Genesis 18.17; 24.40). Deus, às vezes, docemente se revela para a alma na oração e na santa ceia, como Jesus se fez conhecido aos discípulos no partir do pão (Lucas 24.35).

A mente carnal não pode adivinhar qual é o propósito disso: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus” (1 Coríntios 2.14), e nem sequer os crentes conseguem explicar em palavras, pois tem de ser sentido para ser conhecido. A vida espiritual superior é necessariamente um caminho que os olhos da águia não conhecem, e que o filhote do leão não trilhou. Nem a sabedoria nem a força natural podem forçar a entrada a esta câmara interior. Os santos têm a chave dos hieróglifos do céu. Podem decifrar os enigmas celestiais. São iniciados no companheirismo dos céus. Ouvem palavras que não são possíveis de serem repetidas aos seus companheiros.

Os mistérios do Reino dos céus” (Mateus 13.11); “a mente de Cristo” (1 Coríntios 2.16). Estas coisas vêm por revelação e não pelo discurso da razão, devendo ser obtidas pela oração. Aqueles que diligentemente o buscam farão parte do seu conselho de ministros, saberão os segredos da sua alma e serão aceitos a uma familiaridade e amizade preciosa: “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (João 15.15).

 

 “... e ele lhes mostrará a sua aliança.”

O verbo foi traduzido no tempo futuro como ocorre em Eclesiastes 3.14,15,18; e em Oseias 9.13; 12.3. “Ele lhes fará saber o seu concerto”, ou seja, Deus fará com que o entendam claramente, tanto os deveres ou termos quanto as bênçãos ou privilégios. Nada disso os descrentes entendem corretamente. Embora o concerto do Senhor com a igreja visível esteja em vigor, é um mistério saber a doce comunhão que a alma pode ter com Deus em virtude desta aliança. O homem que teme a Deus saberá este mistério, quando só os que fazem a aliança na letra permanecem ignorantes. Esta promessa é feita apenas para os tementes a Deus.

A esses, Deus lhes fará saber o seu concerto. Pois ele será revelado ao coração e entendimento deles. Ele se agradou em mostrar aos crentes no Livro da Inspiração, e, pelo Espírito, Deus nos guia nos mistérios, até mesmo no mistério oculto da redenção: “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (Mateus 11:25). Aquele que não sabe o significado deste versículo, nunca o aprenderá de um comentário. É na cruz que ele encontrará a revelação do segredo que jaz aqui.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Texto Áureo Lição 1 - Abraão: seu chamado e sua jornada de fé. Gênesis 12:1

TEXTO ÁUREO

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” (Genesis 12.1)

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos do 2º Trimestre de 2026 da CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 4 DE ABRIL DE 2026 (Gênesis 12:17)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
4 DE ABRIL DE 2026
DEUS ZELA PELOS QUE ELE CHAMA

Gênesis 12:17 “Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão.”

 

“Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas,”

Deus interveio e puniu Faraó e a sua casa com grandes pragas porque ele levara Sara, mulher de Abrão. Deus feriu a Faraó, e desta maneira evitou o progresso do seu pecado. Observe que são ferimentos felizes aqueles que nos impedem de seguir um caminho de pecado, e que efetivamente nos trazem ao nosso dever, em particular, ao dever de restaurar aquilo que tomamos e detivemos erradamente. Observe que não somente Faraó, mas a sua casa, foram vítimas de pragas, provavelmente especialmente aqueles príncipes que tinham recomendado Sarai a Faraó. Observe que os parceiros no pecado se tornam, com razão, parceiros na punição. Aqueles que servem a luxúria de outros devem esperar compartilhar das suas pragas.

A Bíblia não indica a natureza das pragas que o Senhor mandou contra a casa do Faraó. O termo hebraico (nega) geralmente se refere a doenças que uma pessoa pode ter contraído de outra, como doenças de pele ou lepra (Levítico 13 e 14). Todavia, às vezes pragas aconteciam como resultado direto de uma punição divina, como no caso do Egito nos dias de Moisés (Êxodo 11:1) e a lepra que Deus infligiu ao rei Uzias (2 Reis 15:5). Seja como for, as pragas aqui mencionadas fazem-nos lembrar o que sobreveio ao Egito tempos mais tarde, por causa da presença do povo de Israel naquela terra. Tais calamidades tinham por fim levar Faraó a liberar Sarai e a expulsar do Egito Abrão e sua gente.

 

“... por causa de Sarai, mulher de Abrão.”

Nós não sabemos quais foram estas pragas. Mas sem dúvida havia algo nas pragas propriamente ditas, ou alguma explicação acrescentada a elas, suficiente para convencê-los de que foi por causa de Sarai que estas pragas lhes sobrevieram. Sarai havia sido levada para a casa de Faraó (v.15). A residência real era o local onde ele mantinha o seu harém. Uma mulher que tivesse de ser incluída em um harém real passava por um período de purificações cerimoniais, como uma preparação para incorporar esse harém.  Foi durante esse período que houve a intervenção divina.

O Faraó evidentemente creu que as pragas provinham de um deus que o amaldiçoava porque ele tomara a mulher de Abrão. Considerando que o Faraó acreditava ser ele mesmo um deus, ele só teria reagido com respeito diante de Abrão e Sarai, se estivesse mesmo convencido de que um deus poderoso o estava castigando por causa do casal. Nisto ele estava certo, pois Deus prometeu a Abraão: “amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (12:3). Pelo menos neste contexto, o Faraó não agiu corretamente com Abraão ao tomar sua mulher. Por isso ele sofreu maldições (pragas).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf