TEXTO ÁUREO
Filipenses 2:9 “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”
TEXTO ÁUREO
Filipenses 2:9 “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”
Lucas 1.38 “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.”
“Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”
Após ouvir a comissão do anjo Gabriel Maria curvou-se à vontade do Senhor e respondeu: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (ARA). Podemos imaginar as emoções de enlevo e medo misturadas em Maria, ante à extraordinária informação. Enlevo, pela honra de ter sido escolhida, entre milhões de mães judias, para dar à luz o Salvador do mundo; medo, por causa dos mal-entendidos e acusações falsas que pesariam sobre ela.
A resposta de Maria é de quieta submissão. Serva (doulé) significa “escrava. ” Expressa a completa obediência. Entre os escravos, as mulheres ocupavam a posição mais baixa, sendo geralmente menosprezadas e maltratadas. A escrava nada mais podia fazer senão a vontade do seu Senhor. Se somente um versículo pudesse esclarecer por que Deus escolheu Maria, seria esse. Maria se considerava com a expressão “a serva do Senhor”. Mais tarde, Maria cantaria: “porque o Senhir contemplou na humildade da sua serva” (Lucas 1:48).
Tendemos a pensar nessa resposta como sendo a coisa mais natural do mundo, e, destarte, deixamos de perceber o heroísmo de Maria. Ainda não estava casada com José. Podia-se imaginar que a reação dele à gravidez dela fosse forte, e Mateus nos conta que realmente pensou em divorciar-se dela (Mateus 1:19).
Além disto, ainda que a pena da morte pelo adultério (Deuteronômio 22:23,24) pareça não ter sido executada frequentemente, continuava em vigor. Maria não poderia ter a certeza de que não sofreria, talvez até viesse a morrer. Mas reconhecia a vontade de Deus e a aceitava.Apesar disso, ela disse ao anjo: “que se cumpra em mim conforme a tua palavra”. Em outras palavras: “Se é assim que Deus quer, assim será”. Ela foi submissa à vontade de Deus.
“E o anjo ausentou-se dela. ”
Após a aceitação humilde e devota de Maria o anjo se ausentou dela. E provavelmente retornou ao trono de Deus, onde ele assiste: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas” (Lucas 1.19). Isso porque Maria não duvidou e nem ao menos pediu um sinal como fizera Zacarias: "Como terei certeza disso? Já sou velho, e minha mulher é de idade avançada" (Lucas 1:18). Gabriel após contatar a incredulidade de Zacarias não se ausentou imediatamente, mas a ele declarou: "Agora, você ficará mudo e não poderá falar até o dia em que isso acontecer, porque não acreditou nas minhas palavras, que se cumprirão no tempo certo" (Lucas 1:20).
Depois que o anjo “se ausentou dela”.Maria dispôs-se e “foi apressadamente à regiãomontanhosa, a uma cidade de Judá” (v.39) para versua parente Isabel. Isabel provavelmente era umadas poucas pessoas que acreditaria no que acontecera com Maria.Quando Isabel viu Maria, ela “ficou cheia do Espírito Santo” (v.40) e “exclamou em alta voz sobre ela:Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o frutodo teu ventre! E de onde me provém que me venhavisitar a mãe do meu Senhor?” (vv.42b, 43).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
11/2/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)
PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200612_04.pdf
tos 10:38 “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.”
“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder;”
Aqui em poucas palavras, Pedro esboçou o poderoso ministério de Jesus Cristo. Ele foi ungido por Deus com o Espírito Santo. Aqui se emprega a redação de Isaías 61:1 para interpretar o que aconteceu a Jesus no rio Jordão, assim como no sermão do próprio Jesus em Lucas 4:18: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor”.
A palavra “ungido” vem do costume de ungir com óleo os líderes escolhidos por Deus. Era um símbolo dos poderes espirituais necessários para a sua obra. Deus ungiu a Jesus de Nazaré para sua obra como o Messias, não com óleo, como os reis de Israel e Judá, mas com o Espírito Santo e poder, ou seja, com o poder do Espírito Santo
O Espírito Santo concedeu a Jesus poder (virtude), este relacionamento com o Espírito foi evidente por toda a vida de Jesus e em todo o exercício de Seu ministério, especialmente na pregação das boas novas do Reino de Deus e na realização de milagres. Com este poder Jesus conseguiu socorrer e curar: “Enviou a sua palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição” (Salmos 107:20).
Cristo não apenas falava acerca de virtude espiritual. Manifestava-a também, como Paulo depois dele afirmava: “a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Coríntios 2:3-5).
“... o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.”
O verbo fazendo o bem é interessante. O substantivo correspondente, “benfeitor” era empregado pelos soberanos daqueles tempos como descrição de si mesmos: “Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores” (Lucas 22:25-27), de tal modo que Jesus está sendo implicitamente comparado com eles neste trecho, e revelado como o verdadeiro ajudador do povo. Estamos no mundo para fazer todo o bem que pudermos e, como Jesus, devemos ser perseverantes e abundantes nessa tarefa.
O tema do antagonismo e oposição contra o diabo também é significante; é tirado do conceito do reino de Deus que Jesus veio estabelecer em contraste com as forças do mal que a ele se opõem. Ele foi enviado para desfazer as obras do diabo (1 João 3.8). Pedro nos avisa que "o diabo. vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão. buscando a quem possa tragar”. O Senhor Jesus, em seu ministério de três anos e meio, andava por toda a parte, destruindo e frustrando as obras do diabo (Hebreus 2.14,15). Deste modo, obteve vitória total sobre o inimigo.
Seu poder foi considerado maior do que o do diabo, porque Deus era com ele. Afinal suas obras foram feitas em Deus. Deus não apenas o enviou, mas desde o princípio esteve com Ele, reconheceu-o, assistiu-o e sustentou-o em todos os seus serviços e sofrimentos. Note que Deus sempre estará com aqueles a quem Ele unge. Deus em pessoa estará com aqueles a quem Ele dá o seu Espírito.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
9/2/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.
MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
Hebreus 12:2 “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”
“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé,”
Devemos olhar para Jesus como aquele que é o líder no caminho, o qual, como homem de fé, ultrapassou todos os demais heróis da fé, o qual completou ou aperfeiçoou a nossa fé. O verbo traduzido olhando firmemente para Jesus sugere a pessoa desviando firmemente o seu olhar doutras pessoas e dirigindo sua atenção somente a Ele. Deus proveu o exemplo de Cristo como um modelo para seguirmos. Pois a vida e o ensino de Cristo são perfeitos. Temos uma fonte de força por meio do exemplo de Cristo que não existia antes dEle vir ao mundo.
Não devemos olhar nem para a direita nem para a esquerda, e certamente nem para trás (Lucas 9:62), mas adiante para Jesus. O olhar fito somente na meta final é essencial, e o escritor transforma este pensamento no meio de focalizar o próprio Jesus, pois Ele é o autor e consumador da fé.
As descrições adicionais, Autor e Consumador são altamente sugestivas. No seu conjunto, abrangem a gama total das atividades de Jesus com relação à nossa fé. Embora a palavra para “autor” possa ter o significado de “fundador”, também pode ter o significado de “líder” ou “pioneiro”. Talvez alguém pense que Jesus não foi o pioneiro da fé para os que foram mencionados no capítulo 11, porque veio historicamente depois deles. Mas o escritor parece considerar Jesus como Aquele que forneceu a inspiração para todos os santos da antigüidade. O Senhor Jesus também se mostrou o Pioneiro do caminho, o que significa que ele é quem nos aponta o caminho até à presença de Deus: “Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:20).
A segunda palavra “consumador” indica que Ele finalizou a salvação por meio da fé que só foi predita na velha aliança. Assim, Ele nos conduz à “perfeição”, o que a velha aliança não podia: “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam” (Hebreus 10:1). Essa palavra grega pode também significar “aperfeiçoador”. O que indica que Cristo leva nossa fé à maturidade total, de modo a podermos compartilhar das perfeições de Deus, mediante sua implementação.
Cristo nos deixou o exemplo do que ê a fé perfeita; e agora insufla essa propriedade em nós como produto de nosso desenvolvimento espiritual. Assim, pois, a fé é uma virtude que é levada à perfeição, pelo poder do Espírito de Cristo.
“... o qual, pelo gozo que lhe estava proposto,
A ligação de alegria com sofrimento neste versículo ecoa um tema constante no Novo Testamento. Até mesmo na véspera da Sua Paixão, Jesus falava da Sua alegria e do Seu desejo de que Seus discípulos participassem dela (João 15.11; 17.13). É altamente provável que os discípulos se lembrassem deste fato notável quando, mais tarde, refletiram sobre a Paixão de Jesus.
O escritor não considera necessário delongar-se aqui sobre o tema da alegria, mas atribui alguma importância ao fato de que lhe estava proposta, o que sugere que estava acima de todas as outras coisas. Há certa correlação entre a carreira que nos está proposta (v.1) e a alegria que estava proposta a Jesus: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Romanos 8:18).
“... suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”
Por esta alegria presente Ele “suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia [‘vergonha’]”, quando caçoaram de Sua confiança em Deus (Mateus 27:43). A execução na cruz continha um nível de desgraça muito maior do que a forca, a cadeira elétrica, a guilhotina ou uma injeção fatal. Ela se destinava aos piores criminosos. Tais pessoas eram consideradas “malditas” (Deuteronômio 21:22, 23; Gálatas 3:13).
Além da zombaria dos expectadores até mesmo os dois ladrões crucificados (Mateus 27:38), falaram contra Ele. Jesus realmente suportou hostilidades contra Si; pois “não Se importou com a humilhação de morrer na cruz” (NTLH) nem com o que os transeuntes diziam sobre Ele. Jesus sabia que estava agradando ao Pai. Depois da cruz, Ele recebeu a mais nobre das honrarias, pois “está assentado à destra do trono de Deus”.
A posição de Jesus, assentado à destra do trono de Deus, ecoa a idéia expressa em 1.3 e 8.1. A Paixão é vista como parte do caminho ao trono. Nesta posição Sua alegria é completa, e assim também a nossa alegria será completa quando estivermos em Sua presença diante de Deus. À direita de Deus, Cristo realiza todas as funções de governo, de sumo sacerdote, e advogado, embora alcançasse esse lugar mediante sofrimento e paciência, isto é, o caminho da cruz.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
28/1/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201408_02.pdf