domingo, 9 de novembro de 2025

Isaías 55:7

Isaías 55:7 “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.”

 

“Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor,”

“Caminhos” e “pensamentos” representam a conduta de uma pessoa na vida e os processos mentais que são alimentados na mente e depois postos em ação. O homem mau e o homem violento pensam sempre o mal no seu coração (Salmo 140.1). Os pensamentos deles são  muito diferentes dos pensamentos de Deus sobre eles: “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jeremias 19.11).

O velho modo de pensar e agir precisa ser rejeitado e descartado como se descarta um velho casaco que não serve mais como agasalho e que perdeu o valor com o passar do tempo. Mas não basta ter convicção de pecado, é preciso pôr o pé na estrada da volta para Deus. É preciso se converter ao Senhor: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor”. A tristeza pelo pecado é apenas uma parte do arrependimento, ele deve ser acompanhado por uma volta sincera e urgente para Deus.

 

“... que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.”

A promessa aos que se arrependem é “compaixão” e “perdão” em abundância. Para aqueles que confessam suas iniqüidades e as deixam, alcançarão misericórdia. É o caráter misericordioso de Deus e não nosso quebrantamento que nos garante a restauração espiritual: “Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade” (Salmos 103.8).

Warren Wiersbe diz que a única coisa que serve de estímulo para que nos arrependamos e voltemos para o Senhor é o caráter de Deus. Matthew Henry destaca o fato de que devemos nos tornar para o Senhor, não somente porque ele tem sido justo em punir-nos pelos nossos pecados, mas, sobretudo, porque ele é gracioso e misericordioso em nos receber na base do nosso arrependimento. Até mesmo na ira Deus se lembra da sua misericórdia (Habacuque 3.2).

Não sabemos como perdoar e oferecer misericórdia ou graça. Levantamos punhos cerrados, mas Deus abre Seu bondoso coração e corre ao nosso encontro. Ele não perdoa a contragosto; Ele perdoa com misericórdia. Ele perdoa cada vestígio de pecado, sem deixar nenhum sinal ou sombra dele. Ele tem o poder de perdoar: “Mas contigo está o perdão, para que sejas temido” (Salmos 130:4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201010_08.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/06/joel-213.html

Zacarias 8:17

Zacarias 8:17 “E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso; porque todas estas são coisas que eu odeio, diz o Senhor.”

 

“E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso;”

A integridade e o caráter de uma pessoa devem ser sempre considerados. Não devemos nos apressar para desconfiar de ninguém. O bom nome do homem, como disse Salomão, é algo precioso a cada um, e ser preferido antes de muito tesouro, de tal modo que não é menos doloroso ferir um homem com a língua do que com a espada.O salmista escreveu em seu louvor: “Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo” (Salmos 15:3).

Pelo São néscios senão patifes aqueles que coletam bens roubados e os abriga. Na difamação como também no roubo, o receptor é tão culpado quanto o ladrão. Se não houvesse pessoas que gostam de ouvir fofocas, haveria um fim do comércio de espalhá-las. John Trapp diz que "o fofoqueiro carrega o Diabo na língua, e o ouvinte de fofocas leva o Diabo nos ouvidos”.

O original hebraico (“aceita”) pode ser traduzido por “atura”, denotando que é pecado aturar ou tolerar os fofoqueiros. Não devemos pensar mal do nosso próximo, pois o amor não suspeita mal.

O juramento falso faz parte do contexto do nono mandamento. A intenção do mandamento era proteger as pessoas de falsas acusações em juízo. O mandamento lida principalmente com a testemunha mentirosa que prejudica o bem-estar de outrem. Nos dias antes das impressões digitais e amostras de DNA, as maiores evidências de um crime tinham que ser fornecidas por testemunhas.

Deveria haver pelo menos duas ou três; não era possível condenar uma pessoa com base em apenas um testemunho: “Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato” (Deuteronômio 19:15).

Se as testemunhas não dissessem a verdade, seria produzida uma injustiça.O falso testemunho poderia resultar em uma pessoa perdendo a reputação, seus bens e até sua vida: “Então vieram dois homens, filhos de Belial, e puseram-se defronte dele; e os homens, filhos de Belial, testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade, e o apedrejaram, e morreu” (1 Reis 21:13); “Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte” (Mateus 26:59).

O castigo por dizer falso testemunho era o mesmo que era planejado para o próximo da pessoa:  Far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti” (Deuteronômio 19:19).

 

“... porque todas estas são coisas que eu odeio, diz o Senhor.”

O Senhor diz que, além de estas coisas estarem erradas, ele as odeia (Malaquias 2:16). Por esta razão os judeus deviam guardar a lei de Deus, pois ela é uma expressão do caráter e da vontade de Deus, por isso os seus filhos a guardam para agradar-lhe: “O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada” (João 8:29). Aqui temos a base teológica da ética.

Em suma, a mensagem diz: Fazei as coisas que Deus ama e evitai as coisas que Ele odeia. O escritor de provérbios nos traz uma lista de coisas que deus odeia, algumas estão nesse contexto: “Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6:16-19).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/levitico-1911.html

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1991.

Efésios 3:20

Efésios 3:20 “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera,”

 

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos,”

Pensando no poder disponível aos efésios para tornarem conhecido o propósito de Deus, Paulo redigiu uma doxologia a Deus. O versículo fala do Deus “que é poderoso”, uma expressão encontrada também em Romanos 16:25: “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto”. Poderoso traduz o verbo grego (dunamai) e significa “ser capaz, ter poder, por conta da própria habilidade”. A força de Deus vem dEle mesmo.

O poder de Deus é observado em todo o Livro de Efésios. Em sua primeira oração aos efésios (1:19), Paulo pediu que eles conhecessem “qual a incomparável grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos” (NVI). Entre essa oração e a oração essa doxologia, Paulo mostrou como Deus demonstrou Seu poder ressuscitando e exaltando a Cristo, fazendo o mesmo por crentes que estavam espiritualmente mortos, incluindo gentios em sua obra de salvação, criando, na igreja.

A expressão “fazer infinitamente mais do que” é literalmente “acima de todas as coisas, fazer excessivamente mais”; Deus tem poder para realizar muito mais do que pedimos ou pensamos. Eis o que Paulo afirmou: Deus tem poder para fazer o que podemos deixar de pedir, mas que pensamos; Ele tem poder para fazer tudo o que pedimos ou pensamos; Ele tem poder para fazer abundantemente mais do que pedimos ou pensamos; Ele tem poder para fazer infinitamente muito mais do que pedimos ou pensamos.

Salomão quando teve chance pediu a Deus sabedoria. Deus lhe deu muito mais: “Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens, ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento, para poderes julgar a meu povo, sobre o qual te constituí rei, Sabedoria e conhecimento te são dados; e te darei riquezas, bens e honra, quais não teve nenhum rei antes de ti, e nem depois de ti haverá” (2 Crônicas 1:11,12).

Foi revelado a Simeão que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Simeão não apenas viu, mas o tomou nos braços e louvou: “Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo Israel” (Lucas 2:28-32).

 

 

“... segundo o poder que em nós opera,”

Que poder é esse? Este poder de Deus que está além do que podemos imaginar é o que agora “opera em [dentro de] nós”. Não é poder intelectual ou físico, nem poder moral. É o poder do Espírito Santo que opera a partir da obra de regeneração prometido por Cristo a seus seguidore: “ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).

É o poder que nos coloca acima dos poderes de Satanás, do mundo e do pecado. É o poder para testemunhar de Cristo: ”Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1.8). É o poder que nos torna capazes de alcançar a plenitude de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201306_08.pdf

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999.

Mateus 9:4

ateus 9:4 “Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações?”

 

“Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos,”

Após Jesus ter perdoado aos pecados do acamado. Alguns escribas que testemunharam disseram entre si: “Ele blasfema” (v.3). Pois, viam o ato de perdoar pecados como uma prerrogativa que pertencia somente a Deus (Salmos 103:12; Isaías 1:18; 43:25; 55:6, 7; Jeremias 31:34; Miqueias 7:18, 19).

Todavia, Jesus tinha poder para ler os pensamentos deles (Mateus 12:25; 22:18; Lucas 9:47; João 1:47, 48; 2:25; 21:17). Jesus "não precisa de ninguém para testemunho do homem porque ele bem sabia o que havia no homem." (João 2:25). Ele mesmo "esquadrinha todos os corações, e entende todas as intenções dos pensamentos" (1 Crônicas 28:9).

Jesus tem o conhecimento perfeito de tudo o que pensamos. Os pensamentos são secretos; porém, de repente, mesmo assim são desnudados e abertos diante de Cristo, a Palavra eterna (Hebreus 4.12,13), e Ele os entende à distância (Salmo 139.2). Ele poderia dizer a eles o que nenhum homem poderia.

 

“... disse: Por que pensais mal em vossos corações?”

Ao dizer essas palavras para os escribas e fariseus Jesus não só pôs a nu o que eles estavam pensando, mas também a perversidade por trás desses pensamentos. “Mal” pode se referir ao “planejamento de feitos malignos, mas é mais provável se restringir ao ato de pensar mal de Jesus”.  Embora os escribas pensassem que faziam o bem por proteger a honra de Deus, na verdade, faziam mal se opondo ao Filho de Deus. Opor-se a Cristo é opor-se a Deus. Jesus disse: “Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou” (João 5:23).

Esta pergunta por si só deveria ter convencido os indagadores da divindade de Jesus. Pois, a idéia comum é que só Deu s pode conhecer os pensamentos: “Porventura não conhecerá Deus isso? pois ele sabe os segredos do coração” (salmo 44.21).  

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_07.pdf

https://search.nepebrasil.org/referencia-espirita?livro=40&chapter=9&verse=4&verse2=4

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Lição 7: Os pensamentos — A arena de batalha na Vida Cristã. 4 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Filipenses 4.8).

 

“Quanto ao mais, irmãos,”

A expressão “quanto ao mais” aqui é usada para dar inicio as porções finais de epistolas. Não introduz, como antítese, o que os crentes filipenses deveriam fazer,  mas trata-se de um simples sinal que indica que Paulo estava chegando ao fim de sua carta.

As virtudes aqui alistadas fazem todas parte do fruto do Espírito (Galatas 5:22,23), devendo ser consideradas como algo que surge mediante o cultivo e o desenvolvimento espirituais. Essas virtudes e que devem ocupar as nossas mentes, devendo sempre ser levadas em conta por nos, em nossa inquirição espiritual: “... para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9).

 Deus nos guarda e nos da paz como um dom; mas também temos obrigações e precisamos cultivar as virtudes espirituais. Sem essas virtudes, o ideal cristão não pode concretizar-se na vida de uma pessoa.

 

“... tudo o que é verdadeiro,“

Deus é a norma de toda a verdade, como também seu padrão e fonte originaria. Nas paginas do N.T., a verdade e freqüentemente sinônimo do evangelho, a verdade conforme ela e revelada em Cristo; e Cristo e a verdade personificada (João 14:6). Aquelas coisas que concordam com a natureza de Deus, na pessoa de Cristo, são verdadeiras, em contraste com a falsidade e a hipocrisia.

É verdadeiro tudo aquilo que é autêntico e não se baseia em suposições, boatos, mentiras e coisas sem comprovação. A igreja de Jesus Cristo não pode e não deve permitir que o espírito de mentira domine sua mente (Cl 3.9). Mentes dominadas por sentimentos carnais fantasiam seus pensamentos com mentiras. Deus abomina a mentira e a sua Palavra diz em Salmos 119.163: “Abomino e aborreço a falsidade”.

 

“... tudo o que é honesto,”

No grego honesto pode significar  honroso, reverenciável, venerável. Dos diáconos se pede que tenham essa qualidade (1 Timóteo. 3:8); mas aqui essa mesma virtude e requerida de todos os crentes. Os crentes devem exibir uma dignidade que se deriva da salvação.

Quando Paulo diz que se deve pensar “em tudo o que é honesto” está  exortando aos cristãos de Filipos que a conduta deles seja transparente e decorosa. Seja como algo feito à luz do dia (Romanos 13.13). O mundo precisa notar essa diferença no comportamento do crente. Ser honesto e pensar em coisas honestas equivalem a pensar em coisas dignas e que merecem o respeito das pessoas ao nosso redor.

 

 “... tudo o que é justo,

No original grego justo significa equitativo, satisfatório em todas as obrigações para com Deus, para com nossos semelhantes e para conosco mesmos. Essa é a forma adjetivada da retidão salvadora, que nos é dada pela Fé, a saber, a própria retidão de Deus (Romanos 3:21). Todas as nossas ações devem concordar com essa nossa natureza inata.

Pensar e ocupar a mente em tudo o que é justo significa desenvolver uma relação positiva com Deus e com os homens. Os padrões de justiça de Deus norteiam o comportamento moral em relação a Deus e às pessoas. O cristão verdadeiro cumpre as leis de justiça e equidade na vida da família, da sociedade e da espiritualidade.

 

“... tudo o que é puro,”

Pureza implica limpeza, algo não contaminado ou poluído. Na língua grega do Novo Testamento, a palavra “puro” advém de hagnos. Essa palavra grega sugere e descreve aquilo que é moralmente puro e livre de sujeiras, de manchas, assim como os sacrifícios de gratidão que faziam parte dos rituais sacerdotais do povo de Israel tinham que ser limpos, perfeitos e puros de qualquer impureza, antes de serem colocados sobre o altar.

Desta forma, também, tudo que fazemos para Deus e tudo quanto oferecemos a Deus precisa ser puro. Uma mente pura significa uma mente casta. A primeira idéia de “ser puro” é ser inocente em relação a ter pensamentos, palavras e ação puros. O crente deve permitir ao Espírito a limpeza contínua no coração, na consciência, nas afeições e nos motivos da vida. Toda sorte de impureza deve ser eliminada no meio do povo de Deus (Efésios 5.3).

 

“... tudo o que é amável,

No grego significa digno de amor, indicando aquilo para o que somos atraídos, devido a sua beleza de caráter. Esse termo e usado exclusivamente aqui, em todo o N.T., indicando aquilo que, por sua própria beleza, atrai o amor e se toma caro para alguém. Deus e o grande magneto da bondade, que atrai o amor. Por isso mesmo e que o Senhor Jesus disse que se ele fosse levantado da terra, atrairia a si mesmo todos os homens; e isso mostra ate que ponto ele possuía a beleza divina (João 12:32)

As coisas amáveis são coisas que atraem e causam prazer a todas as pessoas. Significa pensar naquilo que promove o amor fraternal e à amizade. Amizade representa o que mais valorizamos na vida, por isso, “tudo o que é amável” é tudo quanto constrói emocional e espiritualmente nas relações entre os irmãos.

 

“... tudo o que é de boa fama, “

No grego significa, literalmente,  que soa bem. Também pode significar digno de louvor ou admirável. Assim, pois, o crente deve buscar aquelas coisas que criam, para ele, a boa reputação, aquilo que e digno de louvor aos olhos dos outros homens e aos olhos de Deus.

O pensar em coisas de boa fama é ter cuidado com as palavras e ações em relação às pessoas do nosso convívio. Significa rejeitar na mente qualquer coisa ou pensamento que desonrem ou que tragam descrédito às outras pessoas.

Devemos, sim, pensar em tudo o que é “de boa fama”. Aquele que ocupa sua mente com coisas boas acerca de seu irmão “não folga com a injustiça, mas folga com a verdade” (1 Coríntios 13.6). A inveja, o ciúme, a presunção são elementos que permeiam a mente de crentes carnais que não conseguem pensar bem acerca do seu irmão.

 

“...se há alguma virtude, “

No original grego virtude pode significar excelência moral. Essa mesma palavra era usada para indicar manifestação do poder divino, milagre ou o poder de Deus (2 Pedro 1:3). Era o milagre moral divino que Paulo queria que os crentes recebessem, através da atuação do Espírito Santo.

Esse termo aqui tem um significado geral, incluindo tudo quanto Paulo dissera antes. Todas aquelas qualidades compõem a excelência moral que e referida no presente versículo.

A virtude tem seu louvor, e continuará tendo. Deveríamos andar em todos os caminhos da virtude e permanecer nela; e, então, quer nosso louvor seja de homens ou não, ele procederá de Deus (Romanos 2.29).

 

“... e se há algum louvor,”

No grego original temos epainos, que significa louvor, aprovação, também usado como termo para indicar coisa digna de louvor.Aquele que possuí as virtudes anteriormente mencionadas torna-se digno de louvor e o recebe, pelo menos da parte de Deus.

Não que o louvor dos homens seja o nosso alvo (Joao 12:43), mas devemos viver de tal maneira que mereçamos esse louvor. Paulo não recomendava aqui que os crentes filipenses procurassem obter o aplauso ou a recomendação de outros através de ações virtuosas; mas tão-somente quis dizer que os crentes deveriam devotar-se a realização de boas obras, que merecem aprovação, a fim de que os ímpios sejam constrangidos a apoiar a sua boa conduta.

Ao mencionar o louvor, tanto quanto ao mencionar a virtude, Paulo sumaria, em sua declaração, todas as qualidades morais que havia alistado. E como se ele tivesse dito: Se possuirdes essas virtudes será digno de louvor.

 

“... nisso pensai.”

Que essas coisas dignas de louvor e essas virtudes, sejam as razoes de nossa meditação e consideração, para que sejam inclusas em nossa conduta diária. Devem ser substituídos os vãos pensamentos da sensualidade, o lucro e a fama mundanos, buscando cuidadosamente aquelas coisas que contribuem para o bem de nossas almas imortais, o que transcende a qualquer bem terreno que os homens busquem mediante suas mentalidades carnais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/11/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.