sábado, 20 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 20 DE JUNHO DE 2026 (Mateus 18.22)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

20 DE JUNHO DE 2026
ATÉ SETENTA VEZES SETE

Mateus 18.22 “Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

 

“Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

Pedro esperava receber uma felicitação pela sábia pergunta e por sua generosa resposta, mas em vez do louvor, Pedro recebeu uma branda repreensão do Senhor: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Não está claro se esse linguajar significa “setenta e sete” ou quatrocentos e noventa (“setenta vezes sete”). No livro apócrifo Testamento dos Doze Patriarcas, Benjamim, e também na maioria das versões a expressão grega (hebdomekon takis hepta) claramente é usada no sentido de setenta vezes sete (490).

Essa mesma expressão grega aparece em Gênesis 4:24, na Septuaginta. ARA traduz assim esse versículo: “Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete”. Embora a declaração de Lameque seja uma fórmula para vingança, a declaração de Jesus é uma fórmula para perdão. Os seguidores de Cristo têm de ser misericordiosos na medida em que Lameque, ameaçou não ter misericórdia, 490 vezes em lugar de 7.

Todavia o que Jesus certamente pretendia dizer que Seus discípulos é que deviam perdoar um irmão incontáveis vezes. “Sete” é o número da perfeição ou da completitude na literatura hebraica. “Sete”, ou qualquer múltiplo dele, refere-se a uma quantidade completa. Portanto, Jesus não estava dizendo “perdoe setenta vezes sete e nada mais”; e sim: “quantas vezes for necessário”. O perdão tem de ser ilimitado, seja quantas vezes for pedido. “A vingança ilimitada do homem primitivo deu lugar ao perdão ilimitado do cristão.”

Devemos lembrar que essas instruções vêm logo após os ensinos referentes à disciplina na igreja. Isso indica que até a disciplina justificada deve sempre ser executada em atitude de misericórdia e perdão. É bem possível que esse perdão seja desprezado nos tribunais da sociedade humana: mas, na com unidade cristã e entre os crentes, ou mesmo entre o crente e o incrédulo, a discípulo verdadeiro de Cristo deve procurar em pregar essas lições.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_09.pdf

 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Atos 16.5

Atos 16.5 “De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número. ”

 

“De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé,”

Paulo acompanhado por Silas e depois Timóteo visita novamente Listra e Derbe. Elas eram as últimas cidades da Galácia visitadas na primeira viagem missionária. Agora, viajando de leste a oeste, obviam ente Derbe e Listra eram as primeiras cidades a serem revisitadas. Ao passarem pelas cidades onde estavam as igrejas gentílicas eles entregaram as decisões que foram tomadas pelos apóstolos e presbíteros em Jerusalém.

As boas novas e o retorno do apóstolo ao seu campo missionário foram bem-vindos, uma vez que as igrejas eram confirmadas na fé. Lucas faz uma afirmação parecida em relação à igreja. Em Antioquia, as palavras de Silas e Judas fortaleceram os irmãos (Atos 15:32). Então, Paulo e Silas passaram pela Síria e Cilicia, confirmando as igrejas (Atos 15:41) e, continuando sua viagem pela Galácia, as igrejas eram sempre fortalecidas.

 

“...e cada dia cresciam em número. ”

No livro de Atos, Lucas começa falando dos cento e vinte discípulos reunidos no cenáculo, perseverando unânimes em oração, aguardando a promessa do revestimento de poder (Lucas 24.49; At 1.8; 1.14,15). Depois do derramamento do Espírito, o apóstolo Pedro pregou uma mensagem Cristocêntrica e a igreja recebeu cerca de três mil novos convertidos (Atos 2.41). Vieram as perseguições, mas estas não calaram a voz dos apóstolos. A igreja deu mais um salto de crescimento, subindo o número de homens, além de mulheres e crianças a quase cinco mil (Atos 4.4). O historiador Lucas deixa de falar de números específicos, para dizer que crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor: “E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais” (Atos 5:14).

O crescimento exponencial da igreja foi resultado do crescimento da palavra de Deus, e, começando em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos (Atos 6.7). Mesmo após o martírio de Estevão o crescimento da igreja não parou porque os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra (Atos 8.4). Mesmo passando por lutas e perseguições a igreja sempre crescia em números (Atos 9.31).

A igreja que começara com cento e vinte membros em Jerusalém, espalha-se para Samaria, Damasco e Cesareia. Chega às cidades das províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Em menos de cinquenta anos, o evangelho chegaria também a Roma, a capital do império, num colossal e vertiginoso crescimento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/06/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

https://ipbvit.org.br/2018/07/15/o-crescimento-exponencial-da-igreja/

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 19 DE JUNHO DE 2026 (Hebreus 10.17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
19 DE JUNHO DE 2026
DEUS PERDOA E ESQUECE A OFENSA

Hebreus 10.17 “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.”

 

“E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.”

Esse versículo faz alusão profecia de Jeremias 31.34 que diz: "porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados”. Guthie diz que na segunda parte deste verso há um acréscimo das palavras “e das suas iniqüidades”, que apenas define mais especificamente a natureza dos seus pecados, isto é, aqueles atos que são contrários à lei de Deus.

E jamais me lembrarei Como pode ser isto? Deus é onisciente e não se lembra de algo? Na verdade, o versículo quer dizer que Deus não mais se lembra do juízo sobre o pecador que se arrependeu. Ele tem a capacidade de “não mais Se lembrar” (não imputar o pecado). O fato de Deus “de nenhum modo” Se lembrar de nossos pecados equivale à idéia de “perdão de [pecado e obras fora da lei]” ou “remissão de pecados” (v. 18; Atos 2:38). Isto é alcançado agora em Cristo. Não precisamos esperar pelo juízo final; temos remissão de nossos pecados com base em nossa obediência ao evangelho. Uma vez que isso foi alcançado, é desnecessária mais uma oferta pelo pecado.

A grande vantagem do povo de Deus é servir ao Deus de Israel que, por sua misericórdia, escolhe esquecer dos nossos pecados. “Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões... Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (SaImos 103.9,10-14).

Aqui está revelado o segredo da grande vitória dos santos em relação aos pecadores. Os pecados destes sempre estão em memória diante de Deus: “Esteja na memória do Senhor a iniquidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe” (SaImos 109.14), enquanto os dos santos são lançados para trás de suas costas e emergidos nas profundezas do grande mar de seu esquecimento: “Eis que foi para a minha paz que tive grande amargura, mas a ti agradou livrar a minha alma da cova da corrupção; porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados” (Isaías 38:17); “Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar” (Miquéias 7:19)

Do mesmo modo, também devemos perdoar (de verdade) e “esquecer”. A lembrança do fato não nos incomoda mais, pois ficamos livres do aguilhão da ira, do ódio, da mágoa e da tristeza. O amor inunda o coração, não deixando lugar para a ira. Somente com a longanimidade, uma das virtudes do fruto do Espírito, isso é possível, pois, se não perdoarmos, também não seremos perdoados (Marcos 11.25). Concluindo essa exortação sobre o perdão, Paulo acrescenta: “assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3.13). De nós é exigido não apenas aceitar os mandamentos, mas praticá-los como Jesus praticou.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201406_05.pdf

 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 18 DE JUNHO DE 2026(Mateus 6.15)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

18 DE JUNHO DE 2026
QUEM NÃO PERDOA NÃO SERÁ PERDOADO

Mateus 6.15 “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.”

 

“Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.”

O vocábulo grego para perdoardes (afiemi) é o que significa “lançar fora”, “cancelar” ou “perdoar”. Quando pecamos e pedimos que Deus nos perdoe, Ele remove o nosso pecado e o lança fora. Ele não imputa esse pecado contra nós, e reage conosco como se jamais tivéssemos pecado: “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades” (Hebreus 10.17).

Ofensas é a tradução da forma plural (paraptoma), que também pode ser traduzida por “transgressões”. Esta palavra é usada nos Evangelhos somente aqui e em Marcos 11:25 e 26. Carrega a ideia de “dar um passo em falso”, “tropeçar” ou “cair”. Assim como a palavra “dívida” (ofeilema) no versículo 12, “ofensas” é outro termo equivalente a “pecado”.

O perdão de Deus para conosco depende da nossa disposição em perdoar aos homens que pecaram contra nós. Independentemente da pessoa merecer ou não o nosso perdão. Temos que perdoar assim como Jesus perdoou a todos até aos que O crucificaram: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). As últimas palavras do diácono Estevão foram um pedido de misericórdia a Deus pelos seus assassinos: “E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu” (Atos 7:59,60).

Se negarmos o perdão, então Deus não nos perdoará. A parábola de Jesus sobre o credor incompassivo (Mateus 18:23–35) foi contada para nos ensinar essa verdade. Jesus deixou isso claro em Sua oração modelo: “Perdoa as nossas dívidas [ofensas], assim como nós perdoamos aos nossos devedores [ofensores]” (Mateus 6.12). Queremos ser perdoados da mesma forma que perdoamos os outros? Muitos estão selando sua culpa com essa oração. Se quisermos que Deus nos perdoe, precisamos esquecer a ofensa, perdoando o ofensor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_02.pdf

quarta-feira, 17 de junho de 2026

2 Pedro 3.18

2 Pedro 3.18 “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

 

“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.”

As palavras finais de Pedro em sua segunda epístola é um modelo de admoestação cristã. “Antes crescei”, disse ele. Em vez de dar atenção às heresias dos escarnecedores, os crentes são desafiados a se apegarem ainda mais à Palavra, crescendo nela. Não é a primeira vez que Pedro insistiu que a jornada cristã fosse uma escalada para o alto. Quando o apóstolo apresentou sua lista de virtudes cristãs em 1:5–8, ele convocou todos a crescerem.  O alvo do crente tem que ser o seu crescimento.  A vida cristã jamais pode ser estática. Como um organismo vivo, o cristão sempre cresce ou declina.

Esse crescimento não deve acontecer de qualquer forma. Pedro incentivou seus leitores a crescerem na “graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”. A admoestação para crescer parece mais apropriada quando o assunto é conhecimento do que quando é graça. Na abertura da carta ele orou: “Graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (1:2). Parece que convinha que o apóstolo retomasse o tema do “conhecimento” no último versículo da carta. Aparentemente, Pedro quis dizer o seguinte: O favor de Jesus Cristo se estenderá aos crentes, à medida que eles o conhecerem melhor.

Quanto mais os crentes se alimentarem da Palavra, mais crescerão na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. Quanto mais conhecermos a Cristo, mais cresceremos na graça. O conhecimento de Cristo é a raiz; a graça é o fruto. Não se trata apenas de conhecer um dogma, mas de conhecer uma Pessoa. Há aqui um equilíbrio fundamental: conhecimento e graça; mente e coração, verdade e experiência. O conhecimento intelectual, sem a adição da graça, o levará a uma vida árida. Da mesma forma, esse mesmo crescimento, onde se privilegia apenas a revelação e menospreza a razão, o conduzirá ao fanatismo. Combinando os dois, porém, temos uma ferramenta maravilhosa para edificar outras vidas e a igreja.

 

“A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

A doxologia final da carta é em louvor ao Salvador Jesus Cristo. É incomum uma doxologia ser expressamente direcionada para Cristo. É mais comum que Deus Pai seja o objeto de louvor. Tendo dito isso, não surpreende que Pedro encerre a carta dizendo que a Cristo seja a glória tanto agora como no dia eterno.

No versículo inicial da carta ele havia falado da “justiça de nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Oferecer uma doxologia de louvor a Cristo para Pedro era também oferecê-la a Deus. Pois, Jesus é divino em cada aspecto. “No dia eterno” equivale ao “Dia de Deus”, o “Dia de Cristo”, “o dia da volta do Senhor”, “o dia do juízo”. Tudo se resume na última frase: “A Ele seja a glória tanto agora como no dia eterno. Amém. Jesus é o centro dessa carta e de toda a Bíblia. Jesus é o centro da história e da eternidade. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A glória vem dele e retorna para ele. Ele deve ser glorificado agora e pelos séculos sem fim.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201501_02.pdf

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-02-03.htm

Lopes, Hernandes Dias. 2 Pedro e Judas : quando os falsos profetas atacam a Igreja. São Paulo: Hagnos, 2013.

Atos 13:47

Atos 13:47 “Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra.”

 

“Porque o Senhor assim no-lo mandou:

Após responder aos judeus que era mister primeiro lhes pregar (v.46). Pois essa era a vontade de Deus " primeiro o enviou a vós" (Atos 3:26). E essa ordem deveria permanecer, como Paulo escreveu mais tarde: "primeiro ao judeu, e também ao grego". Mas devida a rejeição deles as palavras da vida eterna eles se voltariam aos gentios para também lhe pregar a palavra de Deus. Pois os gentios haviam lotado a sinagoga naquele segundo sábado para ouvi-los, fato que levaram os judeus a ter inveja dos missionários, decerto, os esforços missionários dos judeus aqueles gentios tinham tido muito menos sucesso.

Sem dúvida, foi apenas uma seção dos judeus que adotou esta atitude, conforme demonstra o verso 43: “E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé; os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus”. Mesmo assim, ficou claro que o judaísmo oficial, representado pela sinagoga, estava rejeitando o evangelho. Agora, depois de os judeus, como um grupo, dizerem “Não” ao evangelho, sendo assim desqualificados para receber a vida eterna, os missionários ficaram desobrigados quanto a eles, e podiam dedicar aos gentios a totalidade da sua atenção. Isso porque o Senhor assim no-lo mandou”. A NVI traduz assim: “Pois assim o Senhor nos ordenou”.

 

“Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra.”

Esta ação, no entanto, não deve ser considerada um tipo de revide à rejeição do evangelho da parte dos judeus. Desde o início, os missionários perceberam que a sua tarefa incluía os gentios, pois o Antigo Testamento claramente declarara que a tarefa do Servo de Deus era ser uma luz para as nações e ser um meio de salvação em toda parte do mundo.

Esta citação de Isaías 49:6 faz parte de uma das passagens que descrevem a obra do Servo de Deus: “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”. Em Isaías 44:1, claramente identifica o servo como sendo Israel. De onde vem o conceito de Israel ser "luz para as nações" (em hebraico: Or LaGoyim). Isso é um dos pilares do judaísmo fundamentado nas profecias de Isaías.

Porém no texto de Isaías 49:5-6, o Servo tem uma missão para Israel, e, portanto, deve ser identificado como sendo uma pessoa ou grupo de pessoas dentro de Israel. Lucas já relatou como Simeão aplicou esse versículo a Jesus: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo Israel“ (Lucas 2:29-32),  e logo relatará como Jesus a aplica isso a Paulo: “Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (Atos 26:17-18).

Isso, porém, não é uma contradição, pois o servo sofredor do Senhor é o Messias, reuniria em torno de si uma comunidade messiânica para participar do seu ministério às nações. A tarefa que outrora Israel não cumpriu, passou para Jesus, e, depois, para Seu povo como o novo Israel; é a tarefa de trazer a todos os povos da terra a luz da revelação e da salvação. Durante a grande tribulação essa missão passará para os 144 mil judeus selados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/6/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 17 DE JUNHO DE 2026 (Colossenses 3.13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
17 DE JUNHO DE 2026
PERDOANDO UNS AOS OUTROS

Colossenses 3.13 “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”

 

“Suportando-vos uns aos outros,”

Paulo espera que os colossenses continuem desenvolvendo as virtudes de tolerância e perdão. Suportai-vos (anechomai) significa ser tolerante com os outros, disposto a suportar situações difíceis e irritantes, e provocação dos outros. Em Efésios 4:2, Paulo afirmou que o amor deve ser acrescentado à característica de suportar uns aos outros: “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”. O amor é a base de todo relacionamento do cristão com seus irmãos ou mesmo com os descrentes.

Jesus suportou aqueles cujas ações poderiam provar a Sua paciência (Mateus 17:17; Marcos 9:19; Lucas 9:41). Também devemos estar disposta a suportar insultos e atos abusivos de outros por causa da fé. Falando positivamente, “suportar” significa tolerar gentilmente a maldade e abençoar em vez de retaliar (Lucas 6:28; Romanos 12:14; 1 Pedro 2:21–23).

Falando negativamente, significa não ficar chateado e enfurecido quando injustiçado ou tratado mal. Os colossenses deveriam aprender a não reagir inapropriadamente à descortesia de outros, mas a agir com um espírito tolerante. Paulo usou uns aos outros e mutuamente para expressar a proximidade que deveria existir na comunidade de crentes. Como irmãos e irmãs em Cristo, precisamos ter o cuidado de não agir como membros de uma família que se irritam mais uns com os outros do que com quem é de fora da família.

 

“... e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro;”

O verbo perdoai-vos (charizomai) se referir ao perdão de uma dívida ou ofensa (Lucas 7:42, 43; 2 Coríntios 2:7, 10; Efésios 4:32). Sugere um sentido pleno de perdão, como no caso dos dois devedores cujas dívidas foram totalmente perdoadas em Lucas 7:42. Paulo usou o verbo num tempo que indica que os colossenses deveriam perdoar continuamente uns aos outros.

Jesus ensinou que o perdão deve ser praticado perpetuamente: “setenta vezes sete” (Mateus 18:22). Jesus ilustrou este conceito com uma parábola sobre um escravo que foi perdoado pelo seu senhor por uma grande dívida, mas que depois exigiu que um colega escravo lhe pagasse uma pequena dívida. O senhor, então, puniu esse escravo implacável (Mateus 18:23–34).  Jesus concluiu a parábola, afirmando: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mateus 18:35). Deus não perdoará quem se recusar a perdoar o seu próximo (Mateus 6:14).

Queixa (momfe), como substantivo no grego, só aparece neste versículo do Novo Testamento e significa “culpar” ou “criticar” (Marcos 7:2; Romanos 9:19; Hebreus 8:8). Paulo não sugeriu que a queixa tivesse que ser justa. Estejamos ou não justificados por nos ofender com alguma coisa, temos que oferecer perdão a quem nos ofendeu. Depois que a ofensa for perdoada, ela deve ser esquecida.

Em todos os lugares onde há pessoas, há problemas de relacionamento humano. Entre os cristãos, não poderia ser diferente. Não são anjos, ou espíritos, mas pessoas, de carne e osso, com suas virtudes e defeitos. Há ocasiões em que a velha natureza carnal levanta-se e cobra “seus direitos”, e os crentes comportam-se como se nunca tivessem nascido de novo.

É comum, em muitas igrejas, haver um espírito de murmuração, de “disse-me-disse”, de fuxico, de mexerico. Isso não é atitude digna de quem é cristão: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo...” (Levítico 19.16). Porém, Paulo, em sua mensagem aos colossenses, exorta que, havendo queixas entre irmãos, o caminho não é agir pela carne, mas pelo Espírito.

 

“... assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”

Na frase como o Senhor vos perdoou (charizomai), o verbo “perdoou” é o mesmo usado anteriormente no versículo; porém está no tempo aoristo, indicando que o Senhor concluiu o ato de perdoar os antigos pecados dos colossenses. O perdão é uma característica importante para os cristãos. Se Deus nos perdoa todas as muitas vezes que violamos a Sua vontade, também devemos nos perdoar uns aos outros. Só uma pessoa sem pecado teria o direito de não perdoar. Jesus nos deu o exemplo e o motivo para perdoarmos.

O texto original diz apenas: “E assim como o Senhor vos perdoou, também vós”. O complemento da oração é subentendido: “...também vós deveis perdoar”. Quem experimentou o perdão de Deus deve se dispor a perdoar os outros. Há pessoas que dizem: “Perdoo, mas não esqueço”. Quem diz isso, na verdade, está querendo dizer que não perdoou. Quando oramos o Pai Nosso, dizemos: “Perdoa as nossas dívidas [ofensas], assim como nós perdoamos aos nossos devedores [ofensores]” (Mateus 6.12). Queremos ser perdoados da mesma forma que perdoamos os outros? Muitos estão selando sua culpa com essa oração. Se quisermos que Deus nos perdoe, precisamos esquecer a ofensa, perdoando o ofensor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_01.pdf

 

terça-feira, 16 de junho de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 16 DE JUNHO DE 2026 (Mateus 6.12)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

16 DE JUNHO DE 2026
PERDOANDO COMO SOMOS PERDOADOS

Mateus 6.12 “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;”.

 

“E perdoa-nos as nossas dívidas,”

Segue aqui mais uma cláusula da Oração do Pai nosso. Devemos nos dirigir a Deus para pedirmos perdão, pois ele sempre está pronto a perdoar: Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam” (Salmo 86.5).

A palavra para dívidas é uma das palavras gregas para “pecado”: “E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve” (Lucas 11:4) e é usada pouquíssimas vezes no Novo Testamento.

Na língua aramaica, que era a língua comum da Palestina na época de Jesus, era costume se referir a pecado como uma “dívida”. Esta é uma palavra apropriada para usarmos quando nos achegamos ao trono da graça de Deus, pois somos todos devedores.

 

“... assim como nós perdoamos aos nossos devedores;”

A parábola de Jesus sobre o credor incompassivo (Mateus 18:23–35) foi contada para nos ensinar essa verdade:  Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mateus 18:35).

Quem não perdoa não será perdoado por Deus. Jesus deixou isso claro aqui em Sua oração modelo e depois aprofundou-se no assunto em 6:14, 15: ”Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” .

O perdão de Deus para conosco depende da nossa disposição para perdoar quem peca contra nós, independentemente da pessoa merecer ou não o nosso perdão. Temos que perdoar assim como Jesus perdoou a todos – até aos que o crucificaram: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”  (Lucas 23:34).

Um jornalista inglês cita o seguinte incidente: “Conta o bispo Taylor que, num culto da Santa Ceia, na África, celebrado entre cristãos nativos de diferentes vilas, um negro, recém-convertido, ajoelhou-se com os outros irmãos. De repente, olhou de modo intenso e desvairado para o homem ao seu lado; depois levantou-se, saiu da igreja e correu para a floresta. Dias depois, assentava-se ele ao lado do mesmo homem. Perguntado sobre seu comportamento, explicou que, numa luta entre tribos vizinhas, aquele homem matara o seu pai e ainda ajudara a devorar-lhe o corpo numa festa de canibais. Havia jurado vingança e, quando viu o inimigo ao seu lado, aquele sentimento voltou-lhe à alma. Fugiu, entrando na floresta para orar. Lembrou-se, então, de como Jesus o perdoara e ressentimento saiu-lhe do coração.” 

Se lembrarmos sempre a grande dívida que nos foi perdoada, não teremos dificuldade em perdoar às ofensas de nosso irmão. Precisamos exercitar a misericórdia se esperamos recebê-la: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4.32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/5/2024

FONTES:

PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_02.pdf