quinta-feira, 16 de abril de 2026

Mateus 6.15

Mateus 6.15 “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.”

 

“Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.”

O vocábulo grego para perdoardes (afiemi) é o que significa “lançar fora”, “cancelar” ou “perdoar”. Quando pecamos e pedimos que Deus nos perdoe, Ele remove o nosso pecado e o lança fora. Ele não imputa esse pecado contra nós, e reage conosco como se jamais tivéssemos pecado: “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades” (Hebreus 10.17).

Ofensas é a tradução da forma plural (paraptoma), que também pode ser traduzida por “transgressões”. Esta palavra é usada nos Evangelhos somente aqui e em Marcos 11:25 e 26. Carrega a ideia de “dar um passo em falso”, “tropeçar” ou “cair”. Assim como a palavra “dívida” (ofeilema) no versículo 12, “ofensas” é outro termo equivalente a “pecado”.

O perdão de Deus para conosco depende da nossa disposição em perdoar aos homens que pecaram contra nós. Independentemente da pessoa merecer ou não o nosso perdão. Temos que perdoar assim como Jesus perdoou a todos até aos que O crucificaram: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). As últimas palavras do diácono Estevão foram um pedido de misericódia a Deus pelos seus assassinos: “E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu” (Atos 7:59,60).

Se negarmos o perdão, então Deus não nos perdoará. A parábola de Jesus sobre o credor incompassivo (Mateus 18:23–35) foi contada para nos ensinar essa verdade. Jesus deixou isso claro em Sua oração modelo: “Perdoa as nossas dívidas [ofensas], assim como nós perdoamos aos nossos devedores [ofensores]” (Mateus 6.12). Queremos ser perdoados da mesma forma que perdoamos os outros? Muitos estão selando sua culpa com essa oração. Se quisermos que Deus nos perdoe, precisamos esquecer a ofensa, perdoando o ofensor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_02.pdf

Colossenses 3.13

Colossenses 3.13 “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”

 

“Suportando-vos uns aos outros,”

Paulo espera que os colossenses continuem desenvolvendo as virtudes de tolerância e perdão. Suportai-vos (anechomai) significa ser tolerante com os outros, disposto a suportar situações difíceis e irritantes, e provocação dos outros. Em Efésios 4:2, Paulo afirmou que o amor deve ser acrescentado à característica de suportar uns aos outros: “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”. O amor é a base de todo relacionamento do cristão com seus irmãos ou mesmo com os descrentes.

Jesus suportou aqueles cujas ações poderiam provar a Sua paciência (Mateus 17:17; Marcos 9:19; Lucas 9:41). Também devemos estar disposta a suportar insultos e atos abusivos de outros por causa da fé. Falando positivamente, “suportar” significa tolerar gentilmente a maldade e abençoar em vez de retaliar (Lucas 6:28; Romanos 12:14; 1 Pedro 2:21–23).

Falando negativamente, significa não ficar chateado e enfurecido quando injustiçado ou tratado mal. Os colossenses deveriam aprender a não reagir inapropriadamente à descortesia de outros, mas a agir com um espírito tolerante. Paulo usou uns aos outros e mutuamente para expressar a proximidade que deveria existir na comunidade de crentes. Como irmãos e irmãs em Cristo, precisamos ter o cuidado de não agir como membros de uma família que se irritam mais uns com os outros do que com quem é de fora da família.

 

“... e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro;”

O verbo perdoai-vos (charizomai) se referir ao perdão de uma dívida ou ofensa (Lucas 7:42, 43; 2 Coríntios 2:7, 10; Efésios 4:32). Sugere um sentido pleno de perdão, como no caso dos dois devedores cujas dívidas foram totalmente perdoadas em Lucas 7:42. Paulo usou o verbo num tempo que indica que os colossenses deveriam perdoar continuamente uns aos outros.

Jesus ensinou que o perdão deve ser praticado perpetuamente: “setenta vezes sete” (Mateus 18:22). Jesus ilustrou este conceito com uma parábola sobre um escravo que foi perdoado pelo seu senhor por uma grande dívida, mas que depois exigiu que um colega escravo lhe pagasse uma pequena dívida. O senhor, então, puniu esse escravo implacável (Mateus 18:23–34).  Jesus concluiu a parábola, afirmando: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mateus 18:35). Deus não perdoará quem se recusar a perdoar o seu próximo (Mateus 6:14).

Queixa (momfe), como substantivo no grego, só aparece neste versículo do Novo Testamento e significa “culpar” ou “criticar” (Marcos 7:2; Romanos 9:19; Hebreus 8:8). Paulo não sugeriu que a queixa tivesse que ser justa. Estejamos ou não justificados por nos ofender com alguma coisa, temos que oferecer perdão a quem nos ofendeu. Depois que a ofensa for perdoada, ela deve ser esquecida.

Em todos os lugares onde há pessoas, há problemas de relacionamento humano. Entre os cristãos, não poderia ser diferente. Não são anjos, ou espíritos, mas pessoas, de carne e osso, com suas virtudes e defeitos. Há ocasiões em que a velha natureza carnal levanta-se e cobra “seus direitos”, e os crentes comportam-se como se nunca tivessem nascido de novo.

É comum, em muitas igrejas, haver um espírito de murmuração, de “disse-me-disse”, de fuxico, de mexerico. Isso não é atitude digna de quem é cristão: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo...” (Levítico 19.16). Porém, Paulo, em sua mensagem aos colossenses, exorta que, havendo queixas entre irmãos, o caminho não é agir pela carne, mas pelo Espírito.

 

“... assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”

Na frase como o Senhor vos perdoou (charizomai), o verbo “perdoou” é o mesmo usado anteriormente no versículo; porém está no tempo aoristo, indicando que o Senhor concluiu o ato de perdoar os antigos pecados dos colossenses. O perdão é uma característica importante para os cristãos. Se Deus nos perdoa todas as muitas vezes que violamos a Sua vontade, também devemos nos perdoar uns aos outros. Só uma pessoa sem pecado teria o direito de não perdoar. Jesus nos deu o exemplo e o motivo para perdoarmos.

O texto original diz apenas: “E assim como o Senhor vos perdoou, também vós”. O complemento da oração é subentendido: “...também vós deveis perdoar”. Quem experimentou o perdão de Deus deve se dispor a perdoar os outros. Há pessoas que dizem: “Perdoo, mas não esqueço”. Quem diz isso, na verdade, está querendo dizer que não perdoou. Quando oramos o Pai Nosso, dizemos: “Perdoa as nossas dívidas [ofensas], assim como nós perdoamos aos nossos devedores [ofensores]” (Mateus 6.12). Queremos ser perdoados da mesma forma que perdoamos os outros? Muitos estão selando sua culpa com essa oração. Se quisermos que Deus nos perdoe, precisamos esquecer a ofensa, perdoando o ofensor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_01.pdf

Gênesis 33:4

Gênesis 33:4 “Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.”

 

“Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o,”

A calorosa saudação de Esaú ao irmão contrasta absolutamente com a atitude homicida que ele demonstrara quando o irmão partiu, muitos anos antes: “Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; e matarei a Jacó meu irmão” (Gênesis 27:41). Jacó, obviamente, não sabia como seu irmão reagiria ao seu retorno para casa, após tanto tempo. Temeroso e desconfiado do que aconteceria, ele dividiu uma grande porção de seus animais em rebanhos para presenteá-los a Esaú.

Será que ele aceitaria esses animais como presentes generosos e olharia para Jacó favoravelmente mais uma vez, ou as feridas da intensa rivalidade entre os irmãos, envolvendo fraude e trapaça, eram profundas demais para terem sido curadas com o tempo? Como não tinha certeza Jacó ainda fez mais: “inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão” (v.3). Henry diz que um comportamento humilde e dócil leva a uma boa distância da ira. Muitos se preservam se humilhando: “a bala voa acima daquele que se curva”. A resposta de Jacó não demorou a ser revelada, pois Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou. Um toque de ironia é perceptível aqui: enquanto Esaú corria para cumprimentar o irmão, Jacó manquejava (Genesis 32:31) em direção ao que poderia ser um desfecho fatal.

 

“... e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.”

Todavia, quando o irmão mais velho arrojou-se-lhe ao pescoço e beijou (o irmão mais novo), Jacó percebeu que a ira de Esaú já não queimava. Os dois choraram lágrimas de perdão e reconciliação. Não foi só Jacó que experimentou uma mudança de coração, Esaú também; e essas mudanças se tornaram visíveis na expressão da forte emoção que essa reunião de família  propiciou.

A culpa e o perdão são tão eloqüentes em cada movimento da mútua aproximação, que o Senhor nosso não pôde achar melhor modelo para o pai do pródigo neste ponto, do que Esaú: “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou” (Lucas 15:20). Jacó reconheceu posteriormente que viu no rosto de Esaú, o rosto de Deus: “como se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste contentamento em mim” (Gênesis 33:10).

Ambos choraram. Jacó chorou de alegria, por ser recebido tão gentilmente por seu irmão a quem ele havia temido. E Esaú talvez tenha chorado por pesar e vergonha, ao pensar nos planos perversos que ele havia concebido contra o seu irmão, os quais ele se viu estranha e inexplicavelmente impedido de executar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201602_06.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 16 DE ABRIL DE 2026 (Romanos 12:12)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

16 DE ABRIL DE 2026
PACIENTES NA TRIBULAÇÃO

Romanos 12:12 “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;”

 

“Alegrai-vos na esperança,”

Mesmo que hoje seja um dia mau, o amor derramado em nossos corações pelo Espírito Santo tem esperança de que amanhã será melhor. Não é concebível um cristão sem esperança. O cristão deve ser essencialmente um otimista. Justamente porque Deus é Deus, o cristão sabe sempre que "o melhor ainda está por vir". Afinal ele conhece a graça suficiente para todas as coisas, e a força que se aperfeiçoa na fraqueza, o cristão sabe que não há empresa demasiado grande para ele. "Não há na vida situações desesperadas; só há homens que desesperaram de si mesmos." Davi louvou assim: “Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes” (Salmos 27:13).

No capítulo 8 Paulo disse que “os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8. 18). A esperança sempre é motivo para se alegrar. Leon Morris escreveu: Os cristãos do primeiro século geralmente tinham pouco para se alegrar ou esperar neste mundo, mas eles se alegravam no Senhor sempre (Filipenses 4:4) e sabiam que Cristo estava dentro deles, “a esperança da glória” (Colossenses 1:27).

Devemos cruzar os vales da vida com os olhos cravados na esperança da gloriosa volta de Cristo. Esta não é uma esperança vaga nem vazia. E uma esperança segura, que não nos decepciona nem nos deixa envergonhados. William Hendriksen diz que a esperança da salvação futura estimula a alegria presente.

 

 “... sede pacientes na tribulação,”

Porque o amor se alegra na esperança, ele é “paciente na tribulação”. A palavra traduzida por “tribulação” significa basicamente “pressão”, uma pressão que “queima o espírito”. Na época de Paulo, os cristãos compunham um pequeno segmento da sociedade, vulnerável aos editos das autoridades governamentais e alvo fácil de inimigos religiosos. Para o cristão daquela época, a tribulação era um fato da vida: “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22).

A tribulação é pedagógica. Ela gera paciência triunfadora. Não poderíamos exercer a paciência sem o sofrimento, porque sem este não haveria necessidade de paciência. A paciência nasce do sofrimento. As grandes lições da vida, nós as aprendemos no vale da dor. O sofrimento é não apenas o caminho da glória, mas também o caminho da maturidade. O rei Davi afirmou: “Foi-me bom ter passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (SaImo 119.71). O patriarca Jó disse que antes do sofrimento conhecia a Deus só de ouvir falar, mas por meio do sofrimento seus olhos puderam contemplar o Senhor (Jó 42.5).

 

Em meio a tribulação, o cristão deve exercer a paciência. “Paciente” significa “permanecer embaixo de”. O amor não desiste; tudo suporta; não pula fora; ele nos impede de abandonar a fé quando as pressões da vida parecem esmagadoras.

 

“... perseverai na oração;”

Um fator importante para estar cheio de esperança e ter paciência é a oração. A oração é a linha de comunicação com o Criador. A oração não é um ato opcional; ela é imprescindível. Em outra passagem Paulo disse: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17). A parábola da viúva persistente mostra que a oração intermitente em tempos de crise é o meio pelo qual os discípulos do Reino se valem da justiça do Pai a seu favor. Perseverante” significa “ser firme” ou “agüentar”. Significa “persistir, continuar firmemente”.

Não é certo que existem períodos em que transcorrem dias e semanas sem falar com Deus? Quando um homem deixa de orar se despoja a si mesmo da força de Deus nosso Senhor. Quem persevera na oração se prepara para ser paciente na tribulação e se alegra, afinal possui esperança que suas orações serão ouvidas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200904_05.pdf