quinta-feira, 16 de abril de 2026

Gênesis 33:4

Gênesis 33:4 “Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.”

 

“Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o,”

A calorosa saudação de Esaú ao irmão contrasta absolutamente com a atitude homicida que ele demonstrara quando o irmão partiu, muitos anos antes: “Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; e matarei a Jacó meu irmão” (Gênesis 27:41). Jacó, obviamente, não sabia como seu irmão reagiria ao seu retorno para casa, após tanto tempo. Temeroso e desconfiado do que aconteceria, ele dividiu uma grande porção de seus animais em rebanhos para presenteá-los a Esaú.

Será que ele aceitaria esses animais como presentes generosos e olharia para Jacó favoravelmente mais uma vez, ou as feridas da intensa rivalidade entre os irmãos, envolvendo fraude e trapaça, eram profundas demais para terem sido curadas com o tempo? Como não tinha certeza Jacó ainda fez mais: “inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão” (v.3). Henry diz que um comportamento humilde e dócil leva a uma boa distância da ira. Muitos se preservam se humilhando: “a bala voa acima daquele que se curva”. A resposta de Jacó não demorou a ser revelada, pois Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou. Um toque de ironia é perceptível aqui: enquanto Esaú corria para cumprimentar o irmão, Jacó manquejava (Genesis 32:31) em direção ao que poderia ser um desfecho fatal.

 

“... e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.”

Todavia, quando o irmão mais velho arrojou-se-lhe ao pescoço e beijou (o irmão mais novo), Jacó percebeu que a ira de Esaú já não queimava. Os dois choraram lágrimas de perdão e reconciliação. Não foi só Jacó que experimentou uma mudança de coração, Esaú também; e essas mudanças se tornaram visíveis na expressão da forte emoção que essa reunião de família  propiciou.

A culpa e o perdão são tão eloqüentes em cada movimento da mútua aproximação, que o Senhor nosso não pôde achar melhor modelo para o pai do pródigo neste ponto, do que Esaú: “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou” (Lucas 15:20). Jacó reconheceu posteriormente que viu no rosto de Esaú, o rosto de Deus: “como se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste contentamento em mim” (Gênesis 33:10).

Ambos choraram. Jacó chorou de alegria, por ser recebido tão gentilmente por seu irmão a quem ele havia temido. E Esaú talvez tenha chorado por pesar e vergonha, ao pensar nos planos perversos que ele havia concebido contra o seu irmão, os quais ele se viu estranha e inexplicavelmente impedido de executar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201602_06.pdf

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