quinta-feira, 2 de abril de 2026

Gênesis 17:15

Gênesis 17:15 “Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome.”

 

“Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai,”

Antes deste capítulo, Deus fez a Abraão a promessa de um filho; mas Ele não fez referência a Sarai ser a mãe do menino. Certamente foi por isso que Sarai convenceu o marido de que a maternidade através de Agar era o meio lógico de cumprir a profecia do Senhor. Iavé descartou essa estratégia no capitulo 16 e aqui Ele confirmou explicitamente que a posteridade se daria através de Sarai.

Para deixar isso claro, o Senhor informou ao patriarca que sua mulher teria um novo nome. Nomes novos indicavam novas circunstâncias que agora surgiriam, um novo passo no desenvolvimento do pacto: uma nova intervenção divina nas atividades dos homens. Ela já não se chamaria Sarai; porém Sara. A mudança de nome não significou somente que ela tinha sido admitida ao pacto. Mas mostrou que ela seria uma personagem importante no seu cumprimento.

 

“... mas Sara será o seu nome.”

Embora Deus tenha explicado a mudança de nome de Abraão, Ele não explicou razão alguma para a mudança de nome de sua esposa. Parece que Sarai e Sara são apenas uma forma antiga e outra mais nova da mesma palavra, “princesa”. “Sara” é apenas uma grafia alternativa de “Sarai”. Mas o fato de se lhe dar nome de novo constituiu um marco e a introduziu na promessa por seus próprios direitos.

Sara foi escolhida como aquela por meio de quem nasceria o filho prometido por Deus. Ela tornou-se a princesa absoluta, pois dela descenderia toda a linhagem real, que culminaria no Rei dos reis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

Genesis 17.7

Genesis 17.7 “E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.” 

 

“E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo,”

Deus afirma que Ele estabelecerá a Sua aliança com Abraão e com sua descendência no decurso das suas gerações, por aliança perpétua. Em contraste com a aliança com Noé, que era universal para “todos os seres viventes”, para “toda carne” e “todas as gerações futuras” (NVI) (Genesis 9:9–12, 15, 16), a aliança com Abraão era somente para a descendência dele através de Sara. Com o desenrolar da história narrada em Gênesis observamos que a promessa se estreita a um ramo da família de Isaque e depois Jacó. Os descendentes de Esaú foram excluídos, juntamente com os filhos de Abraão com Agar e Quetura.

O termo concerto indica um compromisso sólido, baseado na fidelidade divina. A expressão em suas gerações aponta para a transmissão da relação com a descendência de Abraão, não apenas para o presente. O uso de concerto perpétuo reforça que a aliança é para sempre, uma promessa que atravessa os tempos.

 

“... para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.”

Um aspecto importante desta aliança é a relação íntima que Iavé teria com eles como Deus deles. O Senhor promete um relacionamento pessoal com Abraão e seus descendentes. Essa essência é pessoal é comparável com a nova relação que o crente tem com Deus, depois de aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (João 1.12).

Henry diz que um homem não precisa desejar nada mais do que isto, para ser feliz. Aquilo que Deus é, em si mesmo, Ele o será para o seu povo: a sua sabedoria será deles, para guiá-los e aconselhá-los. Seu poder será deles, para protegê-los e sustentá-los. A sua generosidade será deles para abastecê-los e consolá-los. Aquilo que os adoradores fiéis podem esperar do Deus ao qual servem, os crentes podem encontrar em Deus, como seu.

Por fim, o objetivo é que Deus seja o Deus de Abraão e da sua semente, isto é, que o relacionamento de bênção, orientação e proteção se estenda aos descendentes. Embora exista uma dimensão jurídica da aliança o relacionamento pactual de Deus com o Seu povo é primeiramente de comunhão (Deuteronômio 29.13). Deus graciosamente habita com seu povo e este, agradecidamente deve responde com fé, amor e obediência.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Henry

Bíblia Shedd – Almeida Revista e Atualizada – Ed. Vida Nova.

BÍBLIA de Estudo Genebra. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã/Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 2 DE ABRIL DE 2026 (Gênesis 12:10)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
2 DE ABRIL DE 2026
OBSTÁCULOS NO CHAMADO DIVINO

Gênesis 12:10 “E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.”

 

“E havia fome naquela terra;”

Abrão havia tomado a Sarai, sua mulher, a Ló, filho de seu irmão, seus bens, e as almas que lhe acresceram em Harã; e enfim chegaram à terra de Canaã (Gênesis 12:5). Em Canaã Abrão passou por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré (Gênesis 12:6). Moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel (Gênesis 12:8). Depois caminhou Abrão dali, seguindo ainda para o lado do sul. (Gênesis 12:9). E de repente o texto bíblico nos informa que havia fome naquela terra.

Uma fome havia na terra de Canaã, uma fome terrível. Essa é a primeira fome a ser registrada na Bíblia, na história da humanidade. Não há que duvidar, porém, de que muitos outros períodos de fome já haviam ocorrido, embora não tivessem ficado registrados na Bíblia. Adam Clarke via alguma razão moral para a fome. Pois Canaã era uma terra extremamente fértil, “Deus a deixara desolada por causa da iniqüidade de seus ocupantes”.

No entanto essa fome não houve somente para punir a iniqüidade dos cananeus, mas para testar a fé de Abrão, que ali estava. Uma fé forte é normalmente testada com diversas provações, para que se ache em louvor, e honra e glória: “Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:7). Pois, às vezes, agrada a Deus provar com grandes aflições aqueles que são apenas jovens iniciantes na fé.

 

“... e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali,”

Diante de uma fome, Abraão optou por levar sua comitiva de pessoas, rebanhos e gados ao egito, para ali ficar. Evidentemente, Abraão ouvira falar que havia muita comida no Egito. Para Kidner é irreal considerar o Egito como necessariamente território vedado ao povo de Deus neste estágio, pois logo deveria ser-lhe cedido como refúgio, e sua presença ali não invalidaria seu direito a Canaã. Entretanto, tudo indica que Abrão não parou para perguntar, mas prosseguiu por sua própria iniciativa, levando tudo em conta, menos Deus.

Apesar do Egito receber poucas chuvas, a fertilidade do seu solo advinha de chuvas que caíam na África central, as quais faziam o Nilo transbordar anualmente, depositando no solo uma camada rica em nutrientes. Então, quando as águas do Nilo baixavam, tendo encharcado o solo, a terra produzia colheitas abundantes. Muitas pessoas viam o Egito como o manancial do mundo mediterrâneo. Em sua maior parte, diferentemente das terras ao redor, o Egito não era tão suscetível a sofrer com as secas.

 

“... porquanto a fome era grande na terra.”

A razão da migração é repetida aqui com ênfase. Essa fome deve ter ocorrido poucos anos depois da chegada de Abraão em Canaã. Pois ele tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã; e, visto que Ismael, seu filho com a escrava egípcia, tinha treze anos quando Abraão estava com noventa e nove anos, então restam somente oito anos para abrir espaço para os eventos registrados nos capítulos doze a dezesseis de Gênesis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf