2 Coríntios 3.18 “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”
“Mas todos nós, com rosto descoberto,”
Paulo havia demonstrado que Moisés cobrira o rosto com um véu, depois que estivera diante de Deus e recebera a legislação mosaica. Esse véu, a princípio, servia para possibilitar que outras pessoas contemplassem sua figura, porquanto a glória divina transparecia através dele. Mais tarde, quando aquela glória começou a desvanecer-se, o véu ocultava o fato de que a glória de Moisés era apenas temporária, e que, finalmente, haveria de desaparecer totalmente. A cada sábado, quando os escritos de Moisés eram lidos nas sinagogas, um espesso véu encobria as mentes e corações dos ouvintes, porquanto ouviam as palavras lidas, mas não percebiam o fato de que Cristo era simbolizado e prefigurado através daquela legislação.
Ao contrário dos judeus que liam a lei com um véu encobrindo a mente e o coração carregado de pecado (v.15), os cristãos não têm véu (v.16). Entendemos a mensagem de Deus na lei; e temos a confiança de que fomos chamados para retirar o véu e, de certo modo, comparecer perante Deus. Antes, cada crente tem o rosto descoberto, de forma a poder contemplar o espelho espiritual, e ali ver Cristo.
“... refletindo como um espelho a glória do Senhor,”
Quando contemplamos o espelho espiritual, não vemos a nós mesmos. Antes, naquele espelho, vemos a imagem daquilo que deveríamos ser, e na qual nos tornaremos, a saber, a imagem de Cristo. O resultado é que continuamos a contemplá-la, o que indica que o Espírito Santo mantém comunhão conosco, e, portanto, nos transforma. A glória de Cristo não deve ser meramente contemplada por nós; antes, ela nos transforma. Assim sendo, torna-se possessão nossa, tal como é possessão de Cristo. Assim, pois, tornamo-nos a glória do Senhor, tal como ele mesmo é a nossa.
“... somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”
Ao olharmos para Ele, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem. A NVI diz: “estamos sendo transformados com glória cada vez maior”. Neste processo somos transformados de um grau de glória a outro à medida que somos transformados na sua semelhança ou, como diz certo escritor, “nos símbolos transparentes do Criador que se dá a si mesmo”.
Paulo disse que a transformação cristã ocorre pelo Espírito do Senhor. É o Espírito de Deus quem transforma aos crentes, sendo ele também o Senhor de toda a vida. O relacionamento com o Espírito promove uma transformação constante, de um nível de maturidade para outro. Esta é a obra santificadora do Espírito Santo e estará completa quando Jesus voltar novamente: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 João 3-2).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
15/04/2026
FONTES:
RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_01.pdf
