quarta-feira, 15 de abril de 2026

2 Coríntios 3.18

2 Coríntios 3.18 “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”

 

“Mas todos nós, com rosto descoberto,”

Paulo havia demonstrado que Moisés cobrira o rosto com um véu, depois que estivera diante de Deus e recebera a legislação mosaica. Esse véu, a princípio, servia para possibilitar que outras pessoas contemplassem sua figura, porquanto a glória divina transparecia através dele. Mais tarde, quando aquela glória começou a desvanecer-se, o véu ocultava o fato de que a glória de Moisés era apenas temporária, e que, finalmente, haveria de desaparecer totalmente. A cada sábado, quando os escritos de Moisés eram lidos nas sinagogas, um espesso véu encobria as mentes e corações dos ouvintes, porquanto ouviam as palavras lidas, mas não percebiam o fato de que Cristo era simbolizado e prefigurado através daquela legislação.

Ao contrário dos judeus que liam a lei com um véu encobrindo a mente e o coração carregado de pecado (v.15), os cristãos não têm véu (v.16). Entendemos a mensagem de Deus na lei; e temos a confiança de que fomos chamados para retirar o véu e, de certo modo, comparecer perante Deus. Antes, cada crente tem o rosto descoberto, de forma a poder contemplar o espelho espiritual, e ali ver Cristo.

 

“... refletindo como um espelho a glória do Senhor,”

Quando contemplamos o espelho espiritual, não vemos a nós mesmos. Antes, naquele espelho, vemos a imagem daquilo que deveríamos ser, e na qual nos tornaremos, a saber, a imagem de Cristo. O resultado é que continuamos a contemplá-la, o que indica que o Espírito Santo mantém comunhão conosco, e, portanto, nos transforma. A glória de Cristo não deve ser meramente contemplada por nós; antes, ela nos transforma. Assim sendo, torna-se possessão nossa, tal como é possessão de Cristo. Assim, pois, tornamo-nos a glória do Senhor, tal como ele mesmo é a nossa.

 

“... somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”

Ao olharmos para Ele, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem. A NVI diz: “estamos sendo transformados com glória cada vez maior”. Neste processo somos transformados de um grau de glória a outro à medida que somos transformados na sua semelhança ou, como diz certo escritor, “nos símbolos transparentes do Criador que se dá a si mesmo”.

Paulo disse que a transformação cristã ocorre pelo Espírito do Senhor. É o Espírito de Deus quem transforma aos crentes, sendo ele também o Senhor de toda a vida. O relacionamento com o Espírito promove uma transformação constante, de um nível de maturidade para outro. Esta é a obra santificadora do Espírito Santo e estará completa quando Jesus voltar novamente: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 João 3-2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_01.pdf

Atos 3.19

Atos 3.19 “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,”

 

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos,”

Em seu sermão junto a porta formosa, após a cura do coxo o apóstolo Pedro, acompanhado do apóstolo João, atribuiu o milagre a Jesus, anunciando sua ressurreição. Então ele clama a todos os seus ouvintes:  Arrependei-vos, pois, e convertei-vos”.

Arrependimento” significa que, devido à tristeza por causa dos seus pecados, eles deveriam também mudar de atitude em relação a esse pecado e decidimos levar uma vida diferente. Pedro estabelecera antes que seus ouvintes haviam matado o Servo de Deus, o Santo e Justo, o Autor (Príncipe) da vida! Antes e acima de qualquer coisa, precisavam arrepender-se desse pecado hediondo!

 Convertei-vos” A palavra grega original é um composto que significa literalmente “voltar para”. O texto original não afirma para o que ou para quem eles deviam se converter, mas parece obvio que era para o Senhor (Atos 11:21). A NVI traz: “voltem-se para Deus”. A Bíblia na Linguagem de Hoje diz: “Portanto, arrependam-se, mudem de vida e voltem para Deus”.

 

“... para que sejam apagados os vossos pecados,”

O resultado imediato será “o cancelamento dos pecados”; a lista de acusações contra eles será obliterada: ”Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”(Colossenses 2:14), que é outro modo de dizer que são perdoados os seus pecados.

A figura aqui foi descrita a partir de práticas antigas de escrita. A tinta daqueles dias não tinha componente ácido e não penetrava o papiro como as tintas modernas fariam. A escrita, então, ficava na superfície e podia ser raspada com uma faca ou “cancelada” com uma esponja. Ter os pecados cancelados era como se eles fossem apagados do livro de registros de Deus! É o mesmo que “a remissão dos vossos pecados”, em Atos 2:38

 

“... e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,”

O binômio “tempos de refrigério” refere-se às bênçãos espirituais que o Senhor derrama sobre seus filhos. De acordo com 2:38, quando somos batizados, Deus nos dá Seu próprio Espírito, e então Seu Espírito passa a habitar em nós! Ao nos “enchermos do Espírito” (Efésios 5:18), nossas almas de fato usufruem “tempos de refrigério [espiritual]”. Em João 7:37–39, o dom do Espírito Santo é comparado a “rios de água viva”! Alguns pensam no cristianismo como uma carga; Pedro disse que é uma bênção!

Esses “tempos de refrigério”, porém, continuam por toda nossa vida cristã. Quando enfrentarmos um problema e então, finalmente, o entregamos ao Senhor, como nossas almas ficam aliviadas! Se usar este material numa sala de aula, pode pedir que os alunos partilhem momentos em que tiveram esse “refrigério” de Deus em suas almas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 15 DE ABRIL DE 2026 (Salmos 40:1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
15 DE ABRIL DE 2026
ESPERAR COM PACIÊNCIA NO SENHOR

Salmos 40:1 “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.”

 

“Esperei com paciência no Senhor,”

Davi registra o favor de Deus com ele ao libertá-lo das angústias profundas com gratidão. Ele estava ligado a um lago horrível e em um charco de lodo (v. 2). Ele não diz nada aqui acerca da doença do seu corpo ou dos insultos dos seus inimigos, e assim, nós temos motivos para pensar nisso como uma inquietação interna e perplexidade de espírito que era o seu maior sofrimento. O desânimo de espírito sob o senso de retirada de Deus e as dúvidas prevalecentes e temores sobre o estado eterno são de fato um lago horrível e charco de lodo e têm sido assim para muitos filhos queridos de Deus.

Mas ele possuía expectativas crédulas junto a Deus e Esperou com paciência no Senhor. O texto talvez sugira implicitamente que os homens geralmente não são muito bons na questão de esperar. Mas ele esperou com paciência, em vez de com ansiedade. No original hebraico, consta assim: “Esperando eu esperei”, um hebraísmo que significa anseio veemente. Esperar pacientemente declara que o alívio não vem rapidamente. Ainda assim ele não duvidou de que Ele viria e resolveu continuar acreditando, esperando e orando até que ele chegasse.

De Deus ele esperou alívio e com muitas expectativas, sem duvidar de que ele viria no tempo certo. As mesmas mãos que tanto tecem a cura, que ferem, devem ligar as feridas (Oséias 6.1). Há poder suficiente em Deus para ajudar os mais fracos e graça suficiente em Deus para ajudar os mais desvalorizados de todas as pessoas que confiam nele. Aqueles cujas expectativas estão em Deus podem esperar com garantia, mas devem esperar com paciência

George Honer diz que pelos versículos 6 a 8 desse salmo, comparados com Hebreus 10.5, que o profeta está também falando da pessoa de Cristo. Pois o Salvador suportou os sofrimentos com paciência. A espera paciente em Deus era uma característica especial de nosso Senhor Jesus. A impaciência nunca teve lugar no seu coração, muito menos lhe escapou dos lábios. Durante a agonia no jardim do Getsêmani, o julgamento em meio às zombarias cruéis perante Herodes e Pilatos, e a paixão na cruz, Ele sempre esperou na onipotência da paciência.

Nenhum olhar de ira, nenhuma palavra de murmuração, nenhuma ação de vingança partiu do paciente Cordeiro de Deus. Ele esperou e esperou. Foi paciente, e paciente até à perfeição, superando de longe todos os outros que, segundo avaliações próprias, glorificaram a Deus nas provações de fogos. Jó no monturo não se iguala a Jesus na cruz. O Cristo de Deus usa a coroa imperial entre os que são pacientes. Se o Unigênito esperou, seremos nós petulantes e rebeldes?

 

“... e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.”

Deus respondeu as orações do salmista: “ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”. Aqueles que esperam em Deus com paciência, mesmo que esperem durante muito tempo, não esperam em vão. Ele silenciou os seus medos e aquietou o tumulto do seu espírito, dando-lhe perfeita paz (v. 2). Observe a ilustração da inclinação, como se o suplicante clamasse da mais baixa depressão, e o amor condescendente se inclinasse para ouvir os gemidos fracos: “Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas? O qual se inclina, para ver o que está nos céus e na terra!” (Salmos 113:5,6).

Que maravilha é que o nosso Senhor teve de clamar como nós, esperar como nós, para receber a ajuda do Pai segundo o mesmo processo de fé e súplica que cada um de nós deve passar! As orações do Salvador entre as montanhas da meia-noite e no jardim do Getsêmani expõem esse versículo.

O Filho de Davi foi levado ao mais baixo nível, mas dali Ele ressurgiu para a vitória. Aqui, Ele nos ensina como administrar nossos conflitos para termos sucesso segundo o mesmo padrão glorioso de triunfo. Armemo-nos então com a mesma mentalidade e, equipados com a paciência, preparados com a oração e cingidos com a fé, travemos a Guerra Santa.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.