sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

João 15:4

João 15:4 “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”

 

“Estai em mim, e eu em vós;”

Depois de encorajá-los a permanecerem limpos, Jesus disse: “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós” (ARA). O sentido almejado seria: “Se vocês permanecerem em mim, eu permanecerei em vocês”. Jesus estava destacando que a limpeza contínua e a frutificação dependem de se permanecer nele.

Diferentemente dos ramos de uma videira literal, os “ramos” da videira figurativa são responsáveis por permanecer ligados a ela. O ponto que Jesus queria destacar é claro: “permanecer” exige continuar a viver em união com ele, sendo por ele vivificado. Somente desta forma pode um discípulo viver uma vida espiritual frutífera. A exortação de Jesus aos discípulos era que permanecessem nele e no seu amor; e, para isso, eles deveriam obedecer aos seus mandamentos (João 15:9, 10).

 

“... como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”

Um ramo de videira não tem vida nem utilidade se não continuar ligado à videira. A seiva viva que flui pelo caule capacita-o a produzir uvas; sem isto ele fica infrutífero. A mesma coisa acontece com os discípulos de Jesus; somente à medida que permanecem unidos a ele e têm nele a origem da sua vida é que podem produzir o fruto do Espírito. Paulo não usa os termos joaninos, mas expressa a mesma verdade quando diz: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2.20), e “tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).

Em outra passagem do A.T., onde Israel é comparado com uma videira é enfatizado que a madeira da videira não serve para nenhuma outra coisa a não ser para a função específica da videira - produzir uvas. A madeira de uma videira morta não pode ser usada para fazer um móvel ou algum outro utensílio; não serve nem de gancho para se pendurar algo. Um galho de videira que não produz uvas serve apenas para combustível (Ezequiel 15.1-8). A moral da parábola deve ter sido evidente nos dias de Ezequiel; ela também fala por si na nova situação e aplicação que Jesus lhe deu.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_05.pdf

1 João 1.7

1 João 1.7 “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

 

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está,”

Após mostrar as conseqüências de andar nas trevas; agora João descreve o que acontecerá se “... andarmos na luz”. Deus está eterna e necessariamente na luz porque Ele mesmo é luz; os homens são chamados para andar na luz. Deus está na luz porque Ele é sempre fiel a Si próprio e Sua atividade é coerente com a Sua natureza. “De maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). Devemos andar na luz da Sua santa revelação de Si, e na Sua presença, sem dolo ou desonestidade em nossa mente ou pecado tolerado em nossa conduta.

Como no versículo anterior, “andar” significa viver ou conduzir-se, significado este retomado em 2:6, 11 e 2 João 4, 6; 3 João 3, 4. Compare com Efésios 5:8, “andai como filhos da luz”; Efésios 4:1; Romanos 6:4; 13:13. Andar na luz significa conduzir-se em santidade ou liberto do pecado. Descreve ainda “sinceridade absoluta. .. ser, por assim dizer, de um só caráter, não ter nada para esconder, e não fazer tentativa nenhuma para esconder nada.”

 

“... temos comunhão uns com os outros,”

São-nos dados dois resultados disto. Primeiro, mantemos comunhão uns com os outros. Visto que no versículo 6 João declarou que andar nas trevas impede a comunhão com Deus, esperar-se-ia que no versículo 7 ele expressasse a verdade oposta de que, se andamos na luz, gozamos comunhão com Deus.

Sem dúvida isto é verdade, mas, caracteristicamente, ele se move um passo adiante e afirma que andar na luz leva àquela comunhão uns com os outros. João já havia indicado a estreita relação entre a nossa comunhão com o Pai e o Filho e a nossa comunhão uns com os outros (v.3). Essa comunhão se efetiva nos dois sentidos e um afeta o outro.

Barclay diz que a comunhão fraternal é resultado da santidade. Nas trevas não há comunhão, mas cumplicidade. Nas trevas não há comunhão, mas parceria no pecado. Porém, se andamos na luz, temos comunhão uns com os outros. Nenhuma crença pode ser autenticamente cristã se separar o homem de sua relação com os demais. Nada que destrua a comunhão fraternal pode ser verdadeiro.

 

“... e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

O segundo resultado de andar na luz é que o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. O fato de andarmos na luz e mantermos comunhão uns com os outros não implica ausência de pecado nem nos torna essencialmente perfeitos e imaculados. Ainda continuamos sujeitos ao pecado, mas temos a promessa da purificação pelo sangue de Jesus.

Seremos iguais a ele somente na glorificação. Agora, porém, nós, que andamos na luz, temos a purificação no sangue de Jesus. Andar na luz, portanto, é confessar pecado; andar nas trevas é ignorar ou negar pecado. Quando andamos na luz temos provisão divina para limpar-nos de todo e qualquer pecado. Essa provisão é o sangue de Jesus, o Filho de Deus.

 O verbo sugere que Deus faz mais que perdoar: Ele apaga a mancha do pecado. E o tempo presente mostra que é um processo continuado. O sacrifício de Cristo foi eficaz não apenas para perdoar os pecados passados, mas também para purificar-nos no presente, dia a dia. Vele acrescentar que o sangue de Jesus purifica não apenas alguns pecados, mas todo pecado. Não há causa perdida para Deus. Não há pecador irrecuperável para Deus. Não há pecado imperdoável para Deus, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo. Jesus nos purifica e nos apresenta a si mesmo como “[...] igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5.27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. Edições Vida Nova. São Paulo, SP. 1982:

LOPES, Hernandes Dias. I João: como ter garantia da salvação. São Paulo: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf

Efésios 1.4

Efésios 1.4 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;”

 

“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo,”

O Bendito Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo "... nos elegeu nele antes da fundação do mundo". As palavras eleger e escolher têm o mesmo sentido. Deus “nos elegeu nEle...” (v. 4a). A palavra “elegeu” vem de (eklego), que significa “selecionar, escolher. A forma do verbo escolher no grego está no passado, e o significado literal da expressão seria: "escolheu-nos para si mesmo".

Nesta passagem Deus é quem escolhe; Ele escolhe para Si, ou tem uma preferência, para propósitos divinos. Assim como Deus escolheu Israel para propósitos divinos (Atos 13:17) e Cristo escolheu os apóstolos para propósitos divinos (Lucas 6:13; João 15:16–19), Deus também nos escolheu (ou seja, Paulo e todos os santos que são fiéis em Cristo; v. 1) para propósitos divinos. Assim como o povo de Israel foi escolhido em Abraão, os crentes neotestamentários foram escolhidos em Cristo.

O fato de uma pessoa estar ou não entre os escolhidos é determinado pela própria pessoa somente. Deus decretou que todos que estão em Cristo serão salvos, e Ele nos permite decidir se seremos ou não, como crentes arrependidos, batizados em Cristo (Romanos 6:3). Uma pessoa que obedece ao evangelho está em Cristo e está entre os escolhidos. Pedro falou dos que são “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo...” (1 Pedro 1:1, 2). Quando alguém escolhe obedecer a Cristo, esse indivíduo está entre os escolhidos. As Escrituras enfatizam o livre arbítrio do homem. D. L. Moody disse: “Os que disseram sim são os eleitos e os que disseram não são os não-eleitos”.

Ele nos escolheu "... antes da fundação do mundo". Quando Paulo usa esse termo ele queria dizer antes do mundo organizado ser criado pelo ato de Deus. Esta expressão aparece pelo menos dez vezes no Novo Testamento grego, e fica evidente nestas ocorrências que “antes da fundação do mundo” significa antes do princípio do mundo e da história da humanidade.

Neste reino que precedeu o tempo, o Filho era amado pelo Pai (João 17:24) e foi pré-ordenado a derramar Seu precioso sangue por nós (1 Pedro 1:18–20). Este plano é eterno, imutável e abrangente. A frase de Paulo aqui certamente pretendia consolar e encorajar seus leitores com o conhecimento de que eles estavam na mente de Deus desde a eternidade.

O ato de escolher-nos antes de todas as coisas revela a presciência de Deus. A questão da presciência divina deu origem à doutrina da predestinação absoluta. Não podemos negar que Deus tem a capacidade de saber quem será salvo e quem se perderá; mas o conceito de Deus determinar arbitrariamente quem estará no céu e quem será lançado no inferno não é bíblico.

O ensino arminiano explica que, “por meio da presciência divina, Deus sabe, desde a eternidade, quais indivíduos creriam e perseverariam na fé, e a essas pessoas Deus elegeu”. Isso, portanto, não implica entender como Calvino, ou seja, que Deus tenha elegido uns para a vida e outros para danação, porque, segundo as Escrituras, Ele não quer “que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3.9). Desse modo, ratifica-se que tanto a expiação ilimitada como a eleição condicional foram estabelecidas pelo próprio Deus.

 

“...para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;”

Deus nos elegeu “para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele” (v. 4b). No versículo 1 Paulo dirigiu-se aos efésios como “os santos” (hagiois) e aqui ele indicou que os cristãos devem ser “santos” (hagious). A primeira referência é à posição perante Deus dos que estão “em Cristo”, e a segunda indica “a condição moral que compete a essa posição”. Deus diz: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:16). “Irrepreensíveis” é uma tradução (amomos) e significa “sem mancha”, ou “livre de imperfeição, como um animal sacrificial sem mancha ou mácula” (Levítico 22:21). O uso paulino dos termos “santo e irrepreensível” evidencia que as palavras mutuamente se correspondem e complementam-se. O ser santo denota um estado de pureza interior que reflete no ser irrepreensível — uma condição de pureza externa.

Portanto, não se pode conceber que os salvos em Cristo ainda possam viver na prática do pecado (1 João 3.6; 5.18). Deus elegeu-nos e predestinou-nos a viver em santidade. Em conseqüência, os cristãos são exortados quanto ao trato passado: a despojar-se do velho homem (Efésios 4.22), a renovar a mentalidade (4.23) e a revestir-se do novo homem, “que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (4.24). Essa orientação aponta para a necessidade de uma radical transformação. Despir-se do “velho homem” exige abandonar a velha natureza com as suas paixões, adotar uma nova perspectiva mental e uma nova forma de vida (Colossenses 3.9-10; Romanos 6.6-9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

BAPTISTA, Douglas. A igreja eleita – Redimida pelo sangue de Cristo e selada com o Espírito Santo da promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201304_04.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 13 DE FEVEREIRO DE 2026 (Hebreus 1:3)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
13 DE FEVEREIRO DE 2026
CRISTO É REI E SACERDOTE

Hebreus 1:3 “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;”

 

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa,”

Cristo é o resplendor ou esplendor da glória de Deus. O resplendor que o mundo recebe do próprio caráter de Deus em Jesus Cristo. A expressão “o resplendor da glória” encontra paralelos em “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15) e “forma de Deus” (Filipenses 2:6). A glória de Deus era uma luz ofuscante no Antigo Testamento (Êxodo 34:29–35). Este resplendor remete à aparência de Jesus na transfiguração (Mateus 17:2; Marcos 9:2, 3; Lucas 9:29)

A expressa imagem da sua pessoa também tem relação com “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15). Do mesmo modo que a expressão exata foi usada em Mateus 22:20, onde se refere à imagem que havia sobre o dinheiro romano. Cristo é a estampa ou a impressão de Deus (Charakter); a essência de Deus. Diferente do homem que também é chamado de “a imagem [eikon]... de Deus”.  Charakter refere-se a uma cópia exata, ao passo que eikon refere-se apenas a possuir traços representativos. Jesus possui todos os atributos de Deus, Seu Pai. O antigo escritor Theodore de Mopsuestia (350–428 d.C.) disse que “a Palavra era Deus” (João 1:1) é equivalente a “Ele é... a expressão exata do Seu Ser”.

A patrística valeu-se com freqüência desse texto para afirmar a divindade de Cristo. Ainda muito cedo, Orígenes escreveu: “A mim me parece que o Filho é um reflexo da glória de Deus, conforme ao que Paulo afirma: 'Ele é o reflexo de sua glória’. Deste reflexo de toda a gloria, reflete certamente os reflexos parciais que tem as demais criaturas dotadas de razão, pois penso que nada, exceto o Filho, pode conter o reflexo da glória do Pai em sua totalidade”.

Por outro lado, Atanásio, em seu discurso contra os arianos, escreveu: “Quem já viu uma luz sem resplendor? Ao escrever aos Hebreus, o apóstolo afirma: ‘Cristo é o esplendor de sua glória e a marca de sua substância’, e Davi, no Salmo 89, canta: ‘O esplendor do Senhor, nosso Deus, está conosco’, e também: 'Em tua luz, vemos a luz’. Quem é tão néscio que não entende que essas palavras referem-se à eternidade do Filho? Como pode alguém ver a luz sem o esplendor de sua irradiação para poder dizer a respeito do Filho: 'Houve um tempo no qual ele não existia’ ou ‘Não existia antes de ser gerado'? A expressão do Salmo 144 refere-se ao Filho: “Teu reino é um reino eterno” e não permite a ninguém pensar em um intervalo cronológico, qualquer que seja, no qual o Logos não existia".

 

“... e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder,

A seguir, o escritor disse que Cristo “sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder”. Este pensamento também se encontra em Colossenses 1:17: “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Assim como o mundo foi criado pela “palavra” de Deus, ele é sustentado por Sua palavra, Seu poder conservador. Tão certo quanto Ele criou todas as coisas, nada pode continuar a existir sem Ele. Criação e preservação são realizadas por Deus em Jesus Cristo, e pela palavra do seu poder. A palavra falada de Deus criou o universo do nada (Hebreus 11:3). Jesus é “aquele que conduz todas as coisas para o seu devido curso”. Os planetas são mantidos em suas órbitas pelo poder, autoridade e eficácia de Sua palavra.

Um dos argumentos defendidos por Tomás de Aquino em sua Suma Teológica é a prova da ordem do mundo (ou, segundo Tomás de Aquino, o argumento das causas finais) e se apóia no princípio da finalidade: A organização complexa, objetivando um fim, exige uma inteligência ordenada. Essa ordem é evidente: considerado no seu conjunto, o universo nos aparece como uma coisa admiravelmente ordenada, em que todos os seres, todos os elementos, por mais diferentes que sejam, contribuem para o bem geral do universo. Jamais uma estrela, planeta ou cometa entraram na órbita dos outros. A natureza obedece rigidamente às leis estabelecidas por Deus. O universo não ultrapassa qualquer limite além daquilo que lhe foi prescrito. Todo este complexo de seres e coisas encontra-se orientado e sustentado “... pela palavra do seu poder”.

 

“... havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados,

Cristo “[fez] a purificação dos pecados”. A NVI diz que Ele “realizou a purificação dos pecados”. Nesta simples expressão reside o âmago do evangelho. Debaixo da lei de Moisés, a purificação moral só era feita por sacrifício (Hebreus 9:22). Jesus forneceu o meio de perdoar os nossos pecados através do seu sangue derramado na cruz. Ele veio para fazer expiação pelo pecado: “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Isaías 53:12).

O benefício é que temos perdão contínuo à nossa disposição (1 João 1:7). “havendo feito” mostra que a ação foi realizada no passado. Isto enfatiza que a obra redentora de Cristo está completa, fato que é um dos destaques do Livro de Hebreus. Jesus não veio meramente para ensinar retidão moral ou apenas ser um exemplo ou um mártir. Ele veio para tirar os pecados, a fim de termos vida eterna.

 

“... assentou-se à destra da majestade nas alturas;”

Tendo este poder e autoridade como criador, sustentador e como Aquele que assume o pecado, Cristo ocupa o lugar de autoridade à direita de Deus. Quando Jesus apareceu a Estevão à direita do trono celestial, Ele está a direita de Deus em pé (Atos 7:56)! A ênfase de Hebreus de que Cristo agora está “assentado” mostra que Sua obra de redenção está acabada, refutando todo tipo de doutrina de oferta contínua de Si mesmo como um sacrifício. Sua obra está completa, e Ele pode, portanto, assentar-se. Esse lugar, no entanto não é um lugar de repouso, mas de atividade para o divino mediador, sumo sacerdote e intercessor. Em cumprimento do Salmo 110:1.

O Salmos 110 foi dedicado a um príncipe da casa de Davi. “Evidentemente”, era “uma prerrogativa da casa de Davi assentar-se na presença divina, como fez o próprio Davi quando ‘entrou na Casa do SENHOR, ficou perante Ele [Javé]’” (2 Samuel 7:18). O salmo tornou-se um dos textos favoritos da igreja primitiva para comprovar a messianidade de Jesus. (Marcos 12:37; Atos 2:34; 1 Coríntios 15:25; Efésios 1:20.) Era usado para mostrar não só que a obra de Jesus estava concluída e Ele estava descansando, como também que Ele reinava com Deus assentado (Atos 2:33–36). Ele é “Príncipe e Salvador” (Atos 5:31) e está entronizado com Seu Pai!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremaciade CristoFé, esperança e ânimona carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

ORÍGENES. Comentário al Ev. De Juan, 32, 353-354. La Bíblia Comentada por Los Padres de La Iglesia.

ATANÁSIO. Discursos Contra Los Arianos. La Bíblia Comentada por Los Padres de La Iglesia.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_06.pdf