sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

1 João 1.7

1 João 1.7 “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

 

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está,”

Após mostrar as conseqüências de andar nas trevas; agora João descreve o que acontecerá se “... andarmos na luz”. Deus está eterna e necessariamente na luz porque Ele mesmo é luz; os homens são chamados para andar na luz. Deus está na luz porque Ele é sempre fiel a Si próprio e Sua atividade é coerente com a Sua natureza. “De maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). Devemos andar na luz da Sua santa revelação de Si, e na Sua presença, sem dolo ou desonestidade em nossa mente ou pecado tolerado em nossa conduta.

Como no versículo anterior, “andar” significa viver ou conduzir-se, significado este retomado em 2:6, 11 e 2 João 4, 6; 3 João 3, 4. Compare com Efésios 5:8, “andai como filhos da luz”; Efésios 4:1; Romanos 6:4; 13:13. Andar na luz significa conduzir-se em santidade ou liberto do pecado. Descreve ainda “sinceridade absoluta. .. ser, por assim dizer, de um só caráter, não ter nada para esconder, e não fazer tentativa nenhuma para esconder nada.”

 

“... temos comunhão uns com os outros,”

São-nos dados dois resultados disto. Primeiro, mantemos comunhão uns com os outros. Visto que no versículo 6 João declarou que andar nas trevas impede a comunhão com Deus, esperar-se-ia que no versículo 7 ele expressasse a verdade oposta de que, se andamos na luz, gozamos comunhão com Deus.

Sem dúvida isto é verdade, mas, caracteristicamente, ele se move um passo adiante e afirma que andar na luz leva àquela comunhão uns com os outros. João já havia indicado a estreita relação entre a nossa comunhão com o Pai e o Filho e a nossa comunhão uns com os outros (v.3). Essa comunhão se efetiva nos dois sentidos e um afeta o outro.

Barclay diz que a comunhão fraternal é resultado da santidade. Nas trevas não há comunhão, mas cumplicidade. Nas trevas não há comunhão, mas parceria no pecado. Porém, se andamos na luz, temos comunhão uns com os outros. Nenhuma crença pode ser autenticamente cristã se separar o homem de sua relação com os demais. Nada que destrua a comunhão fraternal pode ser verdadeiro.

 

“... e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

O segundo resultado de andar na luz é que o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. O fato de andarmos na luz e mantermos comunhão uns com os outros não implica ausência de pecado nem nos torna essencialmente perfeitos e imaculados. Ainda continuamos sujeitos ao pecado, mas temos a promessa da purificação pelo sangue de Jesus.

Seremos iguais a ele somente na glorificação. Agora, porém, nós, que andamos na luz, temos a purificação no sangue de Jesus. Andar na luz, portanto, é confessar pecado; andar nas trevas é ignorar ou negar pecado. Quando andamos na luz temos provisão divina para limpar-nos de todo e qualquer pecado. Essa provisão é o sangue de Jesus, o Filho de Deus.

 O verbo sugere que Deus faz mais que perdoar: Ele apaga a mancha do pecado. E o tempo presente mostra que é um processo continuado. O sacrifício de Cristo foi eficaz não apenas para perdoar os pecados passados, mas também para purificar-nos no presente, dia a dia. Vele acrescentar que o sangue de Jesus purifica não apenas alguns pecados, mas todo pecado. Não há causa perdida para Deus. Não há pecador irrecuperável para Deus. Não há pecado imperdoável para Deus, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo. Jesus nos purifica e nos apresenta a si mesmo como “[...] igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5.27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. Edições Vida Nova. São Paulo, SP. 1982:

LOPES, Hernandes Dias. I João: como ter garantia da salvação. São Paulo: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf

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