João 15:4 “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”
“Estai em mim, e eu em vós;”
Depois de encorajá-los a permanecerem limpos, Jesus disse: “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós” (ARA). O sentido almejado seria: “Se vocês permanecerem em mim, eu permanecerei em vocês”. Jesus estava destacando que a limpeza contínua e a frutificação dependem de se permanecer nele.
Diferentemente dos ramos de uma videira literal, os “ramos” da videira figurativa são responsáveis por permanecer ligados a ela. O ponto que Jesus queria destacar é claro: “permanecer” exige continuar a viver em união com ele, sendo por ele vivificado. Somente desta forma pode um discípulo viver uma vida espiritual frutífera. A exortação de Jesus aos discípulos era que permanecessem nele e no seu amor; e, para isso, eles deveriam obedecer aos seus mandamentos (João 15:9, 10).
“... como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”
Um ramo de videira não tem vida nem utilidade se não continuar ligado à videira. A seiva viva que flui pelo caule capacita-o a produzir uvas; sem isto ele fica infrutífero. A mesma coisa acontece com os discípulos de Jesus; somente à medida que permanecem unidos a ele e têm nele a origem da sua vida é que podem produzir o fruto do Espírito. Paulo não usa os termos joaninos, mas expressa a mesma verdade quando diz: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2.20), e “tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).
Em outra passagem do A.T., onde Israel é comparado com uma videira é enfatizado que a madeira da videira não serve para nenhuma outra coisa a não ser para a função específica da videira - produzir uvas. A madeira de uma videira morta não pode ser usada para fazer um móvel ou algum outro utensílio; não serve nem de gancho para se pendurar algo. Um galho de videira que não produz uvas serve apenas para combustível (Ezequiel 15.1-8). A moral da parábola deve ter sido evidente nos dias de Ezequiel; ela também fala por si na nova situação e aplicação que Jesus lhe deu.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
13/2/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_05.pdf
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