quarta-feira, 8 de abril de 2026

Atos 3:25

Atos 3:25 “Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.”

 

“Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais,”

Em seu sermão após a cura do coxo da porta formosa, Pedro anuncia a Jesus, o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos (v.15) e desafia os seus ouvintes a se arrependerem e se voltarem a Deus (v.19). Para confirmar suas afirmações Pedro mencionara os profetas diversas vezes (vv. 18, 21) e nessas palavras finais, o apóstolo faz uma aplicação pessoal aos ouvintes.

Eles eram filhos dos profetas e da aliança”. No Antigo Testamento, a expressão “filhos dos profetas” referia-se aos homens nas escolas dos profetas, os profetas em treinamento. Pedro, porém, usou o termo referindo-se aos ouvintes que eram herdeiros espirituais dos profetas, assim como os filhos são herdeiros legais e físicos.  Pedro trouxe-lhes à lembrança outra vantagem dos judeus eles eram filhos da aliança dos patriarcas, ou seja os herdeiros diretos das promessas.

 

 “... dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.”

A promessa citada encontra-se em Gênesis 22:18: “E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz”; referia-se à vinda de Jesus. Posteriormente, Paulo citou Gênesis 22, observando: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo” (Gálatas 3:16; grifo meu).

Os ouvintes de Pedro não eram ignorantes quanto à promessa de Gênesis 22. Todos do povo deveriam ter reconhecido o Messias quando Ele veio, mas não o reconheceram. Foi aos judeus que os porta-vozes de Deus escreveram as profecias messiânicas. As centenas de previsões foram como um holofote iluminando Jesus — e os judeus ainda eram incapazes de vê-lo! Uma vez não reconhecendo a Jesus os judeus estavam rejeitado os profetas de Deus e menosprezado as promessas de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_02.pdf

Genesis 21.33

Genesis 21.33 “E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno.”

 

“E plantou um bosque em Berseba,”

Abraão havia feito uma aliança de sinceridade com Abimeleque. E chamou aquele lugar em que habitavam de Berseba:  Por isso se chamou aquele lugar Berseba, porquanto ambos juraram ali” (v.31). O nome “Berseba” consiste de suas palavras hebraicas: (beer), que significa “poço”, e (sheba), que conota “sete”. Juntas, elas significam literalmente “Poço de Sete”, uma referência às sete cordeiras que o patriarca deu ao rei (v.30). O nome também pode significar “Poço do Juramento”, em homenagem ao local onde os dois homens fizeram o juramento.

Após Abimeleque e Ficol voltaram para Gerar.  O patriarca ficou e plantou tamargueiras (NVI) em Berseba. Tamargueiras sempre foram extremamente importantes para promover sombra na parte sul do Negueve, e são compatíveis com o clima semi-árido dessa região. Entre os beduínos é tradição se plantar essas árvores porque elas crescem até quase dez metros de altura, fornecendo uma boa sombra. No Antigo Testamento, árvores – especialmente as sempre-verdes – simbolizam vida, fertilidade e as bênçãos de Deus (Genesis 2:9; 13:10; Salmos 1:3; Jeremias 17:7, 8; Ezequiel 47:12).

 

“... e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno.”

Depois de plantar a tamargueira, o patriarca prestou um ato de adoração, alguns veem nesse gesto de plantar a árvore como algo análogo a edificar um altar. Os antigos cananeus usavam árvores, colunas e altares na adoração e esses elementos estavam associados a degradantes ritos de fertilidade. Mais tarde, por causa da tendência os israelitas de imitar os pagãos, a lei de Moisés proibiu o uso de árvores sagradas na adoração a Iavé: “Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do Senhor teu Deus, que fizeres para ti (Deuteronômio 16:21). Como Abraão sempre evitou altares cananeus e construiu seus próprios altares de adoração a Deus, é possível que ele desconhecesse os ritos de fertilidade em que se usavam árvores.

A árvore recém-plantada pode ter servido apenas como um memorial dos juramentos dos dois homens naquele lugar, fazendo referência à posse do poço. Cheio de gratidão, Abraão naturalmente reagiu em adoração: a seguir, ele invocou ali o nome do Senhor, Deus Eterno (El Olam). Ele sabia que o Senhor, diferente dos deuses pagãos da mitologia, os quais, supostamente, tendo nascido, estavam destinados a morrer, porém o Deus Eterno que não tem começo nem fim: "Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus" (Isaías 44:6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_07.pdf

Texto Áureo Lição 2: A fé de Abrão nas promessas de Deus. Genesis 12.7

TEXTO ÁUREO

 “E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.” 
(Genesis 12.7).

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 8 DE ABRIL DE 2026 (Tiago 2:23)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
8 DE ABRIL DE 2026
ABRAÃO, O AMIGO DE DEUS

Tiago 2:23 “E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.”

 

“E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça,”

A Escritura mencionada é a de Gênesis 15:6: “E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça”. Gênesis 15:6 originalmente se referia à fé de Abraão de que ele se tornaria pai de um descendente. Mas também é uma declaração geral da confiança de Abraão exemplificada em toda a sua vida, como tenta comprovar Tiago nos acontecimentos subseqüentes.

O que Tiago quer dizer com se cumpriu? Certamente, Gênesis 15.6 não é uma profecia. Alguns dizem que significa “se confirmou” e que essa declaração só foi confirmada na oferta de Isaque, não que a justificação de fato tenha acontecido ali.

Douglas Moo afirma que o verbo plêróõ “cumprir” significa basicamente “encher” ou “encher completamente”, podendo se aplicar a redes de pesca (Mateus 13.48) e casas (João 12.3). De maneira mais típica no Novo Testamento, ele é usado para designar a “plenitude” ou “apogeu”. Assim, não é preciso pensar que Tiago enxergava Gênesis 15.6 como uma profecia que foi “cumprida” mais tarde na vida de Abraão. Em vez disso, o que ele está declarando é que este verso encontrou seu significado e importância últimos na vida de obediência de Abraão.

O verbo “imputado” significa creditar na conta de outro algo que (por direito) não lhe pertence (Salmos 32:2). Deus levou em conta a fé de Abraão, e não a justiça (que Abraão absolutamente não tinha, sendo um pecador); e assim creditou na conta de Abraão a justiça que antes ele não possuía. Isto equivale a dizer, como Paulo (Romanos 4:2ss.), que ele foi “justificado” ou declarado justo. É praticamente o mesmo que “foi perdoado de seus pecados por causa de sua fé perfeita”.

 

“... e foi chamado o amigo de Deus.”

Tiago apresenta um segundo resultado da fé ativa de Abraão: ele foi chamado amigo de Deus. Ele só foi chamado amigo de Deus (pelo menos nas Escrituras) bem depois: “Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo” (Isaías 41:8); “Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo?” (2 Crônicas 20:7).

Este título de Abraão tornou-se popular na literatura intertestamentária. Tiago o menciona para indicar a posição privilegiada que Abraão recebeu por causa de sua fé profunda e obediência prática.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

MOO, Douglas J. Tiago - Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202207_05.pdf