quarta-feira, 8 de abril de 2026

Genesis 22.2

Genesis 22.2 “E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.”

 

“E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas,”

A ordem divina dada a Abraão desafia o entendimento racional. Ela começou com um imperativo composto de três referências a Isaque que se intensificam à medida que migram do geral para o específico: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas. O hebraico (yachid) significa literalmente “único, solitário” no sentido de algo “singular e inestimável”. Yachid é o equivalente ao grego (monogenes), usado para Isaque em Hebreus 11:17: “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito”. Nesse texto, o termo é traduzido em outra versão por “unigênito”.

É inexata a referência a Isaque como “unigênito”, pois Abraão já tinha dois filhos: Ismael e Isaque. Todavia, Isaque era o único filho por meio de quem o pacto seria realizado. Ademais, Isaque era o único filho que Abraão tinha em sua companhia. Ismael já estava vivendo no deserto da Arábia.

 

“... e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.”

Dando continuidade à sua ordem, Deus instruiu Abraão: “E vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que Eu te mostrarei”. A expressão exata “a terra de Moriá” não ocorre em outro trecho da Bíblia. A outra única referência a Moriá no Antigo Testamento está em 2 Crônicas 3:1, que afirma: “Começou Salomão a edificar a Casa do SENHOR em Jerusalém, no monte Moriá, onde o SENHOR aparecera a Davi, seu pai”. Nesse local, Davi ofereceu sacrifícios a Deus (2 Samuel 24:16–25; 1 Crônicas 21:16–26) e Salomão construiu o templo.

A dificuldade da ordem de Deus para Abraão estava na instrução para que ele oferecesse Isaque “em holocausto” ou “oferta queimada”. Mais tarde, a lei israelita designou o holocausto como o único sacrifício que deveria ser completamente consumido no altar. Isto produzia um aroma agradável a Deus (Genesis 8:21; Levítico 1:9). Porque representava uma vida totalmente consagrada a Ele.

A ordem de Iavé para levar Isaque, o filho da promessa, e entregá-lo ao fogo, como uma oferta queimada, deve ter abalado o patriarca no mais íntimo do seu ser. Aquela seria a prova máxima de sua fé. Recordando esse momento, o autor de Hebreus disse que o patriarca agiu por fé, confiando que, se matasse o filho, o Senhor o ressuscitaria “dos mortos” (Hebreus 11:19).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_09.pdf

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