Genesis 21.33 “E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno.”
“E plantou um bosque em Berseba,”
Abraão havia feito uma aliança de sinceridade com Abimeleque. E chamou aquele lugar em que habitavam de Berseba: “Por isso se chamou aquele lugar Berseba, porquanto ambos juraram ali” (v.31). O nome “Berseba” consiste de suas palavras hebraicas: (beer), que significa “poço”, e (sheba), que conota “sete”. Juntas, elas significam literalmente “Poço de Sete”, uma referência às sete cordeiras que o patriarca deu ao rei (v.30). O nome também pode significar “Poço do Juramento”, em homenagem ao local onde os dois homens fizeram o juramento.
Após Abimeleque e Ficol voltaram para Gerar. O patriarca ficou e plantou tamargueiras (NVI) em Berseba. Tamargueiras sempre foram extremamente importantes para promover sombra na parte sul do Negueve, e são compatíveis com o clima semi-árido dessa região. Entre os beduínos é tradição se plantar essas árvores porque elas crescem até quase dez metros de altura, fornecendo uma boa sombra. No Antigo Testamento, árvores – especialmente as sempre-verdes – simbolizam vida, fertilidade e as bênçãos de Deus (Genesis 2:9; 13:10; Salmos 1:3; Jeremias 17:7, 8; Ezequiel 47:12).
“... e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno.”
Depois de plantar a tamargueira, o patriarca prestou um ato de adoração, alguns veem nesse gesto de plantar a árvore como algo análogo a edificar um altar. Os antigos cananeus usavam árvores, colunas e altares na adoração e esses elementos estavam associados a degradantes ritos de fertilidade. Mais tarde, por causa da tendência os israelitas de imitar os pagãos, a lei de Moisés proibiu o uso de árvores sagradas na adoração a Iavé: “Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do Senhor teu Deus, que fizeres para ti” (Deuteronômio 16:21). Como Abraão sempre evitou altares cananeus e construiu seus próprios altares de adoração a Deus, é possível que ele desconhecesse os ritos de fertilidade em que se usavam árvores.
A árvore recém-plantada pode ter servido apenas como um memorial dos juramentos dos dois homens naquele lugar, fazendo referência à posse do poço. Cheio de gratidão, Abraão naturalmente reagiu em adoração: a seguir, ele invocou ali o nome do Senhor, Deus Eterno (El Olam). Ele sabia que o Senhor, diferente dos deuses pagãos da mitologia, os quais, supostamente, tendo nascido, estavam destinados a morrer, porém o Deus Eterno que não tem começo nem fim: "Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus" (Isaías 44:6).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/04/2026
FONTES:
RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_07.pdf
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