segunda-feira, 4 de maio de 2026

Filemom 22

Filemom 22 “E juntamente prepara-me também pousada, porque espero que, pelas vossas orações, vos hei de ser concedido.

 

“E juntamente prepara-me também pousada,”

Paulo tinha plena confiança que o seu aprisionamento não seria fatal, chegando mesmo á crer que em breve seria solto; doutra maneira, jamais teria solicitado que Filemom lhe preparasse hospedagem. Esse aprisionamento de Paulo, por perturbar a lei judaica, era menos grave para Roma do que seu segundo aprisionamento em casa de Carpo, quando foi preso por ser o líder dos cristãos, acusado pelo imperador Nero de atearem fogo em Roma.

Então Paulo usa essa futura possível viagem como um incentivo sutil que visava despertar Filemom à ação. Este pedido de hospitalidade reforça a mensagem da epístola inteira, já que Filemom sabia que provavelmente teria de enfrentar em breve ao próprio Paulo, se porventura não anuísse aos seus pedidos.  

Como Paulo nunca havia visitado a cidade de Colossos: “Porque quero que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram o meu rosto em carne; acredita que as orações deles em favor dele em breve serão ouvidas e enfim poderá se alegrar com eles” (Colossenses 2:1), se dispõe a ir lá e ver qual efeito teve sua diretriz.

 

“... porque espero que, pelas vossas orações, vos hei de ser concedido.”

Apesar da crença na sua liberdade breve. Paulo acredita que será solto por causa das orações dos fiéis. O pronome aqui está no plural “vossas orações”, isso porque Paulo pretendia que sua carta e seu conteúdo fossem lidos publicamente na igreja de Colossos, ou seja, a decisão de Filemom virá a ser do conhecimento geral: ”e à igreja que se reúne em sua casa” (v.2) .

Observemos, por igual modo, que Paulo via a providência de Deus a operar, devido às orações como o fator que poderia alterar o seu destino e conferir-lhe a liberdade. Portanto, ele não hesitou em pedir as orações de outros em seu favor. Ele se mostra esperançoso que a ajuda das orações dos crentes colossenses era tão grande que isso poderia permitir-lhe ser solto em breve, para que pudesse continuar em seu trabalho apostólico: “Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso” (Colossenses 4:3).

“Vos ser concedido” diz respeito a sua liberdade. Essa palavra indica que essa concessão seria efetuada pelo poder divino, que ultrapassava os recursos humanos, a fim de que ele mesmo fosse um presente conferido à igreja, que poderia beneficiar a todos os crentes: “E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé,  Para que a vossa glória cresça por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós” (Filipenses 1:25,26).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/5/2026

FONTES:

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Filemom 21

Filemom 21 "Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo."


"Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo."

Paulo confia na obediência de Filemom. A referência à obediência de Filemom não soa como algo normal, pelo fato de Paulo não ter feito anteriormente qualquer uso de sua autoridade apostólica (w.8,9). O ponto, porém, é que se Paulo desejasse verdadeiramente afirmar sua autoridade sobre Filemom, não teria feito o esforço de escrever uma carta tão cuidadosamente elaborada e persuasiva. Assim, a própria existência da carta é um testemunho da estratégia de fazer um “apelo” ao invés de dar uma “ordem”. 

O que Paulo realmente está pedindo é o cumprimento da sua solicitação (v. 10) por este homem, e ação em prol dele. A obediência é dirigida a Deus, embora Paulo seja um legítimo agente que aplica os mandamentos divinos ao Seu povo: "De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor" (Filipenses 2:12).


"... sabendo que ainda farás mais do que digo." 

Paulo tem grandes esperanças. Está confiante de que Filemom fará mais do que cumprir os desejos dele, que farás mais do que estou pedindo. E confia que ele irá surpreendê-lo além das expectativas: "E confiamos quanto a vós no Senhor, que não só fazeis como fareis o que vos mandamos" (2 Tessalonicenses 3:4). Isso é sempre esperado do servo fiel e prudente, pois o comum não merece crédito algum: "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer" (Lucas 17:10). 

O que Paulo espera aqui é que Filemom percorra a segunda milha. Um soldado romano poderia requerer de um cidadão que lhe carregasse o fardo por uma milha. Um cidadão que quisesse ultrapassar o seu dever, poderia carregar tal bagagem por um a milha extra "E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas(Mateus 5:41). Jesus, acima de todos, percorreu a segunda milha com a humanidade, pois, quando ainda éramos pecadores, ele morreu por nós (Romanos 5:8). O seu Espírito é que inspira aos homens que fazem mais do que aquilo que lhes é requerido, por causa do amor. 

Um coração verdadeiramente tocado pelo amor de Jesus Cristo nunca se empenha por saber o limite mínimo do dever, e, sim, a mais elevada possibilidade de servir


 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/5/2026

FONTES:

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

 

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 4 DE MAIO DE 2026 (Genesis 18.14)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
4 DE MAIO DE 2026
A PROMESSA DE DEUS A ABRAÃO É REITERADA

Genesis 18.14 “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e sara terá um filho.”

 

“Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?”

O principal porta-voz, identificado como “o Senhor” (Iavé) faz uma pergunta retórica a fim de responder a questão fundamental que confrontava o patricarca e sua esposa: “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?”. Nada é difícil demais para Iavé: “Ah Senhor Deus! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil” (Jeremias 32:17). Difícil aparece como maravilhosa em algumas traduções. As maravilhas aos olhos dos homens são apenas obras corriqueiras para Deus. O trecho de Lucas 1.37 reflete este versículo, e, significativamente, em relação ao fato de que Isabel, mãe de João Batista, ficara grávida dele, sendo ela já idosa, como também em relação ao nascimento virginal de Jesus.

Deus já se fizera conhecer como o “Todo-Poderoso” (Genesis 17:1). O Senhor chamou Abraão e Sara para crerem que Ele podia revitalizá-los miraculosamente e capacitá-los para gerarem um filho, mesmo sendo velhos. O escritor ao Hebreus faz menção desse incrível milagre “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar” (Hebreus 11:11,12).

Deus produziu a própria natureza, pelo que Ele controla qualquer coisa dentro da natureza. Sua palavra trouxe todas as coisas à existência, pelo que Sua palavra pode alterar quaisquer circunstâncias. Os homens pensam em termos de finitude. Deus age de acordo com Sua infinitude. Seu poder é maravilhoso, e age de forma quase inacreditável.

 

“... tornarei a ti por este tempo da vida, e sara terá um filho.”

Então Deus repetiu o que já havia anunciado antes: “Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho” (v.10). Antes dessa ocasião, as promessas de Deus sobre um filho eram indefinidas, sem indicar uma data ou tempo para a chegada do herdeiro. Em contraste com essas revelações anteriores, o anúncio do Senhor nessa ocasião foi específico: “tornarei a ti por este tempo da vida”.

Algumas traduções dizem aqui “na primavera”. No hebraico, literalmente, temos “de acordo com um tempo de vida”. Esta expressão, que também ocorre em 2 Reis 4:16 e 17, é uma alusão à primavera, “o tempo de reviver”. Mas a maioria dela entende “por este tempo” como daqui a um ano: “Existe alguma coisa impossível para o SENHOR? Dentro de um ano, voltarei a você, e Sara terá um filho” (NVI).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_01.pdf