terça-feira, 14 de abril de 2026

João 1:42

João 1:42 “E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

 

“E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas;”

Um dos dois discípulos de João Batista que ouviu falar de Jesus e se comprometeu a segui-lo foi André, o irmão de Simão. Depois que André achar o Senhor, a primeira coisa que fez foi procurar o seu próprio irmão, Simão (v.41). Embora pouco seja dito sobre André, cada menção dele o descreve levando alguém até Jesus (João 6:8, 9; 12:20–22).

Ele levou-o a Jesus” Levar seu irmão até Jesus talvez tenha sido o maior ato de serviço de André. Anos mais tarde, quando Simão Pedro fazia obras tão grandiosas em nome de Jesus em Jerusalém no primeiro Pentecoste cristão, em Cesaréia quando os gentios pela primeira vez ouviram e creram no evangelho, e em lugares bem mais distantes.  André deve ter se lembrado com profunda satisfação daquele dia em que promoveu o encontro entre seu irmão e seu mestre. Ninguém pode prever, ao levar um homem ou uma mulher a Jesus, o que ele fará desta pessoa.

Jesus já o conhecia o irmão de André e o chama pelo seu próprio nome: “Tu és Simão, filho de Jonas”. Este é o nome completo pelo qual Simão era conhecido, ele é abreviado em Mateus 16.17 para “Simão Barjonas" e traduzido aqui por Simão, o filho de Jonas.

 

“... tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

Jesus olhou cuidadosamente para o recém chegado e mudou seu nome para Cefas: “tu serás chamado Cefas”, um nome aramaico que significa “pedra” e o equivalente ao vocábulo grego (Petros). Na Bíblia, a mudança de nome freqüentemente significava mudança da natureza da pessoa, da sua situação ou experiência (Genesis 32.28). Este encontro com Jesus se constituiu em ponto crítico na vida de Pedro, a hora em que ele passou a ser de Cristo.

No entanto esse nome não parece descrever o temperamento impulsivo de Pedro. A mudança de nome poderia se aplicar à pessoa que o Senhor esperava que Pedro se tornasse e ao homem que Pedro acabou se tornando: “o homem rocha”.

O novo nome foi sinal da autoridade de Cristo exercida sobre Pedro, assim como um rei pode alterar o nome dc alguém que levou cativo (Genesis 41.45). Daquele momento em diante, Pedro ficou pertencendo a Cristo e, com todo amor, chamava-o de Mestre.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_03.pdf

Gênesis 32:28

Gênesis 32:28 “Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”

 

“Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel;”

O anjo informou ao patriarca que ele já não se chamaria Jacó, que significa “aquele que pega pelo calcanhar” (Genesis 25:26; 27:36), e sim Israel. É admirável o grande número de possíveis sentidos que os intérpretes dão a esse nome: “Deus luta”. Essa é a etimologia popular, que também pode indicar o verdadeiro sentido do nome. “Deus governa". “Aquele que luta com Deus” (Oséias 12.3,4) ou “Aquele que prevalece com Deus”(NVI). “Príncipe de Deus”. Pois o termo hebraico “sar" (como se vê no nome de Sara), que significa “príncipe” King James Version [somente na versão inglesa]. Por extensão, “príncipe de Deus que tem poder diante de Deus” ou “Príncipe que prevalece diante de Deus".

Se os estudiosos do idioma hebraico não nos podem fornecer uma resposta única, pelo menos fica claro um ponto: o fraco Jacó tornou-se o poderoso Israel, aquele que lutara com um ser angelical e vencera, mediante um poder miraculoso; agora era um príncipe de Deus que poderia prevalecer diante de Deus e dos homens; tinha lutado contra disparidades impossíveis e tinha vencido.

 

 “... pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”

O significado de “Israel” é paradoxal: somente quando Jacó se dispôs a sujeitar-se a Deus e deixar que Ele prevalecesse em sua vida, pôde ele prevalecer sobre as circunstâncias que atravessava. Em outros relatos bíblicos, quando um nome foi modificado, isso implicou uma mudança de caráter e de vida (Genesis 17:4, 5, 15, 16; Números 13:16; João 1:40–42). Parece ser esse o caso aqui. A mudança de nome veio acompanhada de uma bênção divina sobre Jacó e seus descendentes.

Deus lutaria por meio dele na futura nação de Deus, e essa nação venceria. O Messias viria ao mundo por intermédio dele, a fim de abençoar todas as nações, em consonância com o Pacto Abraâmico. Por meio desse pacto, todos os povos haverão de ter poder diante de Deus e de prevalecer.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201602_04.pdf

 

Gênesis 28:15

Gênesis 28:15 “E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

 

“E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra;”

Deus incentivou Jacó adicionando promessas para encorajá-lo em sua solidão, medo e incerteza quanto aos perigos que o aguardavam até Padã-Arã. Padã-Arã é uma a planície de Arã, era um distrito situado perto de Harã, a noroeste da Mesopotâmia, onde se estabelecera Naor, irmão de Abraão. Era a terra natal de Rebeca. O Senhor disse: “eis que eu Estou contigo”. Jacó estava distante de casa, em um território desconhecido, sem nenhum amigo por perto; mas a presença divina estava com Ele, e nunca o abandonaria. Esta é a mesma promessa que Deus fez a Isaque, quando este se mudou para habitar entre os inconfiáveis e às vezes hostis filisteus (Genesis 26:3, 24; 31:3; 46:4; 48:21).

Iavé também assegurou que ele o guardaria por onde quer que fosse, vigiando-o e protegendo-o (Salmos 91:11–16). Haveria animais ferozes nos campos; haveria assaltantes nas estradas; haveria vizinhos hostis; o próprio Esaú seria um perigo imediato. Deus também disse que faria [Jacó] voltar à terra de Canaã, de onde ele estava fugindo. Sua viagem não terminaria em Harã; ele regressaria ao lar no futuro. Seus pais o mandaram sair da Terra Prometida, mas Iavé guiaria o seu regresso ao lar. Para Jacó, essas palavras foram proféticas. Isso se cumpriria em Gênesis 31:3: “E disse o Senhor a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo”.

 

“... porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

Quaisquer que fossem os obstáculos confrontados por Jacó naquela viagem solitária, a promessa solene de Deus era que Ele não o desampararia, até cumprir tudo que prometera: “porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la” (Jeremias 1:12). 

Iavé era diferente dos deuses locais de Canaã, da Síria e da Mesopotâmia, considerados impotentes fora de seus territórios. Ele estava com Jacó em Betel, estaria com ele em Harã e tornaria com ele a Canaã. O Deus único e verdadeiro fez uma promessa, um voto, absoluto a Jacó de que nada poderia atrapalhar ou impedir o sucesso de sua missão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_05.pdf

 

Genesis 27.13

Genesis 27.13 “E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, trazemos.”

 

“E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição;”

Na tentativa de dissipar o medo de Jacó de que Isaque descobrisse o embuste e pronunciasse uma maldição em vez de uma bênção: “Eis que Esaú meu irmão é homem cabeludo, e eu homem liso; Porventura me apalpará o meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição, e não bênção” (vv.11,12), Rebeca o acalmou, dizendo: “Caia sobre mim essa maldição, meu filho”. Isso nos lembra as palavras dos judeus perante Pilatos quanto a crucificação de Jesus: “Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mateus 27:24,25).

Em outras palavras, ela prometeu a Jacó todos os benefícios da bênção de seu pai, e ele ainda não sofreria nenhum dos castigos de uma maldição, caso a conspiração falhasse. Rebeca com certeza estava equivocada. Não havia com o tomar sobre si mesma algo que fosse dirigido contra Jacó. A história nos mostra que Deus cobrou Jacó no seu futuro usando Labão para também enganá-lo por diversas vezes.

 

“... somente obedece à minha voz, e vai, trazemos.”

Rebeca estava disposta a suportar sérias conseqüências em sua vida e no seu casamento por causa daquele plano; sendo assim, ela insistiu para que Jacó obedecesse à voz [dela] e lhe trouxesse os dois cabritos para ela preparar a refeição de Isaque: “Vai agora ao rebanho, e traze-me de lá dois bons cabritos, e eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta” (Gênesis 27:9).

Frederick W. Robertson, um dos maiores pregadores ingleses de todos os tempos, fez uma poderosa afirmação sobre a conduta de Rebeca nesse episódio: “Vemos aqui a idolatria da mulher: ela sacrificou seu marido, seu filho mais velho, todo princípio superior, sua própria alma, e tudo por uma pessoa idolatrada (Jacó). Não nos enganemos. Ninguém jamais amou demais a filho, irmão ou irmã. O que compõe a idolatria não é a intensidade da afeição, mas sua interferência na verdade e no dever. Rebeca amou a seu filho mais do que à verdade, mais do que Deus: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10:37).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_03.pdf

1 Coríntios 1.10

1 Coríntios 1.10 “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.”

 

“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo,”

Depois da saudação de abertura, Paulo imediatamente aborda as situações na assembléia coríntia que necessitavam de correção. A menção da “comunhão de Seu Filho”, em 1:9, preparou uma suave transição para o apelo por unidade que se inicia nesse verso. A comunhão com Cristo é o que mantém os cristãos juntos, mas os crentes coríntios estavam negligenciando essa unidade, porquanto buscavam seus próprios interesses.

Ele os chama de irmãos, reconhecendo-os como membros da família de Deus. O plural irmãos é usado vinte e sete vezes só em 1 Coríntios. Como foi que a igreja abriu mão de sua irmandade? Os cristãos haviam se dividido em facções e partidos. O apóstolo começou mansamente. Rogou-lhes que não se contentassem com o estado atual. Ele queria que eles fossem unidos, na mente e no coração. O rogo não era só de Paulo; ele foi feito em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

“... que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões;”

Solenemente, mas com gentileza, ele os exorta a que passem da dissensão para a unidade, não unidade organizacional, mas unidade espiritual.  Essa oração é um apelo para concórdia “digais todos uma mesma coisa”. Esta expressão é empregada com relação a comunidades políticas isentas de facções, ou a diferentes estados que mantêm relações amistosas entre si (Lightfoot). O uso de proclamações partidárias sempre tende a aprofundar e a perpetuar a divisão. As divisões entre os crentes podem ocorrer em diferentes níveis. Porém quando Paulo incentiva a seus leitores a falarem todos a mesma coisa ele esta pensando em questões internas pertinentes à igreja em Corinto.

 As divisões dentro de uma igreja local tendem a ser mais pessoais, porém não são menos destrutivas que as divisões no cenário maior da igreja. É admirável a quantidade de espaço no Novo Testamento dedicado a incentivar os cristãos a se amarem, respeitarem e honrarem. Talvez nenhum teste de fé seja mais exigente do que o esforço por honrar ao Senhor  mantendo a unidade no nível congregacional.

 

“... antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.”

Pelo fato de Paulo ter recebido o Evangelho diretamente do próprio Jesus (Gálatas 1.11,12), ele deve ter tomado conhecimento da oração de Jesus pela unidade dos crentes, uma unidade de amor, e por uma unidade de relacionamento com Ele e com o Pai, uma unidade de desejo que o mundo veja a glória de Jesus e se dê conta de que Deus Pai o enviou (João 17.20- 26). Jesus desejou esta unidade para que o testemunho dos crentes fosse efetivo em um mundo dividido.

Paulo pede que corrijam a situação e que sejam inteiramente unidos. Esta é a tradução de um verbo grego que tem que ver com a restauração de algo à sua condição correta. Ele é empregado com referência a consertar redes (Mateus 4:21). É empregado para expressar o suprimento que estava faltando à fé dos tessalonicenses (1 Tessalonicenses 3:10).  A condição da igreja coríntia estava longe daquilo que devia ser. Exigia-se então uma ação restauradora para que a igreja coríntia se aproximasse do ideal que havia sido a igreja de Jerusalém: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns” (Atos 4.32). 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201701_02.pdf

Gênesis 25:23

Gênesis 25:23 “E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.”

 

“E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas,”

Rebeca quando concebeu notou que parecia haver briga no seu ventre e foi perguntar ao Senhor (v.22). A resposta do Senhor veio rapidamente. E Ele foi generoso com ela naquela hora de desespero. Deus informou-lhe havia gêmeos em seu ventre e que os gêmeos lutavam e revelou que eles representavam duas nações que descenderiam deles. Isto deu a ela uma segurança positiva de que a promessa de Deus a Abraão e Sara de que seriam progenitores de muitas nações (Genesis 17:4–6, 16) ainda estava valendo através dela que outrora era estéril (v.21). Ela entendia que seus filhos seriam instrumentos no cumprimento dessa promessa.

Havia, porém, um lado negativo da profecia em relação à batalha que se passava em seu ventre entre os gêmeos. Apesar de Rebeca evidentemente não entender o que isso significava para o futuro, a profecia previu a continuação dessa luta. Nos anos vindouros, Jacó sagazmente aproveitaria a fome de Esaú e o convenceria a vender seu direito de primogenitura (Genesis 25:29–34). Também estava prefigurado ali a maneira como esse filho e a própria Rebeca enganariam Isaque, cego, a dar a Jacó a bênção no leito de morte, pensando estar falando com Esaú (Genesis 27:18–29). O maior cumprimento da profecia no entanto envolvia a posteridade de Jacó e Esaú, os quais experimentariam lutas constantes que os levariam a separar-se em dois povos (Israel e Edon).

 

“... e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.”

Os descendentes do mais velho acabariam por servir a descendência do mais moço, pois este seria o mais forte dos dois. Esse fato foi citado por Paulo aos Romanos ao explicar a condição dos judeus diante de Deus após a rejeição ao messias: “E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), Foi-lhe dito a ela: O maior servirá ao menor” (Romanos 9:10-12).

Isso também expressa a bondade de Deus para com os descendentes de Jacó: “Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não era Esaú irmão de Jacó? Disse o Senhor; todavia amei a Jacó, E odiei a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto. Ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o Senhor dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre” (Malaquias 1:2-4).

Essa profecia não dizia respeito primariamente a Esaú e Jacó como indivíduos, ainda que eles de fato lutassem no ventre e na maturidade por supremacia.  Na verdade, Esaú, o mais velho, nunca serviu ao seu irmão mais moço, Jacó. O que Deus contemplava era a futura subjugação dos edomitas pelos israelitas, que descenderiam de Esaú e Jacó, respectivamente.

Contudo, somente no tempo do rei Davi foi que o conflito entre os dois povos chegou a um clímax; e então os israelitas derrotaram os edomitas, obrigando-os à servidão: “E pôs guarnições, em Edom, em todo o Edom pôs guarnições, e todos os edomeus ficaram por servos de Davi; e o Senhor ajudava a Davi por onde quer que ia” (2 Samuel 8:14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201512_06.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 14 DE ABRIL DE 2026 (1 Pedro 5.7)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
14 DE ABRIL DE 2026
LANÇAR A ANSIEDADE SOBRE DEUS

1 Pedro 5.7 “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. ”

 

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, ”

No processo de humildade, temos de aprender a nos desvencilhar de todos os cuidados, ansiedades e preocupações, pois Deus cuida de nós. A tendência de ser ansioso, preocupado e pressionado pelas incertezas da vida está arraigada à natureza humana. Essa é a reação natural do homem diante da pobreza, fome e outros problemas que lhe sobrevêm no decurso da sua vida diária.

O homem, oprimido pelos fardos que são colocados sobre ele, se imagina entregue a uma sina diante da qual se sente impotente. Pedro garantiu aos seus leitores que eles não estavam fadados a essa sina ou destino. Deus controla o mundo; podemos lançar nossos problemas sobre Ele. Pedro parece ter se apoiado em Salmos 55:22, embora não tenha feito uma citação direta: “Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te susterá”.

O orgulho exalta o ego e depende do ego, mas a humildade reconhece nossa dependência de Deus, e exprime sua confiança nEle.

Embora o texto não seja muito semelhante, o sentimento de Mateus 6:25–34 é similar: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mateus 6:25).

Tanto para Pedro como para Jesus, a ansiedade é uma insinuação sutil de que ou Deus não tem poder ou não está interessado em cuidar do nosso bem-estar.

 

“... porque ele tem cuidado de vós. ”

Há uma boa razão para o povo de Deus lançar confiadamente toda ansiedade sobre o Senhor. O apóstolo relembrou a seus leitores: “Ele tem cuidado de vós”. 

Um salmista se alegrava recordando os acontecimentos da história de seu povo. "Deus meu", exclama, “Sinto abatida dentro de mim a minha alma”, e prossegue dizendo: “Lembro-me, portanto, de ti, nas
terras do Jordão, e no monte Hermom, e no outeiro de Mizar.” (Salmo 42:5, 6). Quando tudo se fazia insuportável ele recebia conforto com a memória do que Deus tinha feito. O homem que alimenta seu coração com a história do que Deus tem feito no passado, nunca temerá pelo futuro.

O Deus revelado por Jesus Cristo é um Pai pessoal para o Seu povo. Ele não é uma potência desinteressada que criou a terra e depois virou-lhe as costas. Ele vive nas vidas do Seu povo. Seu cuidado providencial está sempre em ação. “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele” (1 João 4:16).

Ele nos conhece também às nossas necessidades. E não apenas as nossas necessidades primárias (Mateus 6.11,25), mas também nos socorre nas angústias e tribulações (Salmo 107.28-30; 2 Coríntios 1.3,4). E é poderoso “para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Efésios 3.20). A obra apócrifa intitulada Sabedoria de Salomão contém esse pensamento: “Pois não há, fora de Ti, Deus que cuide de todos”.

Lembremo-nos de que o orgulho e o ego estão por trás da maioria de nossas ansiedades e preocupações. Se lhe formos fiéis, descobriremos que, libertos do orgulho, Deus fica mais inclinado a nos favorecer.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201411_02.pdf

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

GABY, Wagner. As doenças do século. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.