Genesis 27.13 “E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, trazemos.”
“E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição;”
Na tentativa de dissipar o medo de Jacó de que Isaque descobrisse o embuste e pronunciasse uma maldição em vez de uma bênção: “Eis que Esaú meu irmão é homem cabeludo, e eu homem liso; Porventura me apalpará o meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição, e não bênção” (vv.11,12), Rebeca o acalmou, dizendo: “Caia sobre mim essa maldição, meu filho”. Isso nos lembra as palavras dos judeus perante Pilatos quanto a crucificação de Jesus: “Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mateus 27:24,25).
Em outras palavras, ela prometeu a Jacó todos os benefícios da bênção de seu pai, e ele ainda não sofreria nenhum dos castigos de uma maldição, caso a conspiração falhasse. Rebeca com certeza estava equivocada. Não havia com o tomar sobre si mesma algo que fosse dirigido contra Jacó. A história nos mostra que Deus cobrou Jacó no seu futuro usando Labão para também enganá-lo por diversas vezes.
“... somente obedece à minha voz, e vai, trazemos.”
Rebeca estava disposta a suportar sérias conseqüências em sua vida e no seu casamento por causa daquele plano; sendo assim, ela insistiu para que Jacó obedecesse à voz [dela] e lhe trouxesse os dois cabritos para ela preparar a refeição de Isaque: “Vai agora ao rebanho, e traze-me de lá dois bons cabritos, e eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta” (Gênesis 27:9).
Frederick W. Robertson, um dos maiores pregadores ingleses de todos os tempos, fez uma poderosa afirmação sobre a conduta de Rebeca nesse episódio: “Vemos aqui a idolatria da mulher: ela sacrificou seu marido, seu filho mais velho, todo princípio superior, sua própria alma, e tudo por uma pessoa idolatrada (Jacó). Não nos enganemos. Ninguém jamais amou demais a filho, irmão ou irmã. O que compõe a idolatria não é a intensidade da afeição, mas sua interferência na verdade e no dever. Rebeca amou a seu filho mais do que à verdade, mais do que Deus: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10:37).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
14/04/2026
FONTES:
RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_03.pdf
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