2 Pedro 3.18 “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”
“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.”
As palavras finais de Pedro em sua segunda epístola é um modelo de admoestação cristã. “Antes crescei”, disse ele. Em vez de dar atenção às heresias dos escarnecedores, os crentes são desafiados a se apegarem ainda mais à Palavra, crescendo nela. Não é a primeira vez que Pedro insistiu que a jornada cristã fosse uma escalada para o alto. Quando o apóstolo apresentou sua lista de virtudes cristãs em 1:5–8, ele convocou todos a crescerem. O alvo do crente tem que ser o seu crescimento. A vida cristã jamais pode ser estática. Como um organismo vivo, o cristão sempre cresce ou declina.
Esse crescimento não deve acontecer de qualquer forma. Pedro incentivou seus leitores a crescerem na “graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”. A admoestação para crescer parece mais apropriada quando o assunto é conhecimento do que quando é graça. Na abertura da carta ele orou: “Graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (1:2). Parece que convinha que o apóstolo retomasse o tema do “conhecimento” no último versículo da carta. Aparentemente, Pedro quis dizer o seguinte: O favor de Jesus Cristo se estenderá aos crentes, à medida que eles o conhecerem melhor.
Quanto mais os crentes se alimentarem da Palavra, mais crescerão na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. Quanto mais conhecermos a Cristo, mais cresceremos na graça. O conhecimento de Cristo é a raiz; a graça é o fruto. Não se trata apenas de conhecer um dogma, mas de conhecer uma Pessoa. Há aqui um equilíbrio fundamental: conhecimento e graça; mente e coração, verdade e experiência. O conhecimento intelectual, sem a adição da graça, o levará a uma vida árida. Da mesma forma, esse mesmo crescimento, onde se privilegia apenas a revelação e menospreza a razão, o conduzirá ao fanatismo. Combinando os dois, porém, temos uma ferramenta maravilhosa para edificar outras vidas e a igreja.
“A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”
A doxologia final da carta é em louvor ao Salvador Jesus Cristo. É incomum uma doxologia ser expressamente direcionada para Cristo. É mais comum que Deus Pai seja o objeto de louvor. Tendo dito isso, não surpreende que Pedro encerre a carta dizendo que a Cristo seja a glória tanto agora como no dia eterno.
No versículo inicial da carta ele havia falado da “justiça de nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Oferecer uma doxologia de louvor a Cristo para Pedro era também oferecê-la a Deus. Pois, Jesus é divino em cada aspecto. “No dia eterno” equivale ao “Dia de Deus”, o “Dia de Cristo”, “o dia da volta do Senhor”, “o dia do juízo”. Tudo se resume na última frase: “A Ele seja a glória tanto agora como no dia eterno. Amém. Jesus é o centro dessa carta e de toda a Bíblia. Jesus é o centro da história e da eternidade. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A glória vem dele e retorna para ele. Ele deve ser glorificado agora e pelos séculos sem fim.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
17/6/2026
FONTES:
GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201501_02.pdf
https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-02-03.htm
Lopes, Hernandes Dias. 2 Pedro e Judas : quando os falsos profetas atacam a Igreja. São Paulo: Hagnos, 2013.
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