quarta-feira, 15 de julho de 2026

Atos 19:8

Atos 19:8 “E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus.”

 

“E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses,”

Ao final de sua segunda viagem missionária, Paulo já havia passado por Éfeso e pregado aos judeus: “E chegou a Éfeso, e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus” (Atos 18.19). Mesmo com a insistência dos judeus para que ele permanecesse por mais tempo, o apóstolo não acedeu e viajou rumo a Jerusalém. Agora, de volta a Éfeso, Paulo retorna à sinagoga e dessa vez prega ali por três meses. Essa associação entre Paulo e a sinagoga por três meses, era mais tempo do que Paulo usualmente pregava. Isso possivelmente ocorreu pela insistência de alguns judeus que respondiam a fé anunciada.

Era costume do apóstolo Paulo começar sua evangelização pelos judeus e na grande cidade de Éfeso não seria diferente. Em Antioquia da Psídia, Paulo explicou aos judeus nas sinagoga o motivo porque fazia assim: “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra” (Atos 13:46,47). Aqui em Éfeso o padrão também seguiria, pois alguns judeus se mostrariam empedernidos contra a mensagem e começariam a falar contra ela.

 

“... disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus.”

Lucas usa uma pequena série de verbos para expressar o esforça evangelístico de Paulo. Além de “falar”, ele “disputava” e “persuadia. A palavra “disputava” ou “discorria” nos mostra de que modo Paulo propagava o evangelho. Propagava ele o evangelho mediante argumentos razoáveis, que requeriam o raciocínio. Por semelhante modo, Deus nos convida para que cheguemos e raciocinemos com ele: “Vinde então, e raciocinemos juntos” (Isaías 1:18). Paulo era tanto um pregador pentecostal como um pregador racional.

Além de disputar ele persuadia os seus ouvintes em prol da causa de Cristo. Ele convencia pelos argumentos, isto é, prevalecia contra os opositores. Ele fazia com que passassem para a sua opinião própria. Alguns ficavam convictos ante tais raciocínios, e cediam a Cristo. Para que o pregador convença seus ouvintes, ele como Paulo deve “manejar bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15), “retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tito 1.9).

Ele dissertava sobre o reino de Deus a partir do Antigo Testamento, ou seja, ele argumentava que Jesus inaugurou esse reino: : “Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum”(Atos 28:31). Essa afirmação foi pregada por João, o batista e pelo próprio Cristo: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mateus 3.2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/07/atos-184.html

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