sábado, 17 de outubro de 2026

Deuteronômio 28.1

Deuteronômio 28.1 “E será que, se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.” 

 

“E será que, se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje,”

Este capítulo de Deuteronômio forma a conclusão do segundo discurso de Moisés. Moisés convocou o povo de Israel para uma obediência resoluta a tudo quanto lhes fora revelado pelo Senhor. A partir de Deuteronômio 5.1 Moisés introduz uma repetição dos Dez Mandamentos para que a nova geração de hebreus ouvisse, aprendesse e guardasse a fim de cumpri-los. Daí em diante ele é incisivo nas repetições em todo o livro a fim de que o povo não se esquecesse.

Deuteronômio 10.12-13 revela particularidades desta instrução, que inclui: O temor ao Senhor;  a necessidade de andar em Seu caminho; o amor ao Senhor;  o serviço que deve ser prestado ao Senhor;  a repetida observância dos mandamentos do Senhor.

 

“... o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.”

O fato da nação de Israel possuir a lei mosaica para obedecer a tornaria uma nação distinta de todas as outras. Ele eram “propriedade peculiar dentre todos os povo” (Êxodo 19:5). Por essa eleição divina eles seriam exaltados sobre todas as demais nações da terra.

Literalmente, o verbo “exaltar" significa aqui “torna-te-á a altíssima dentre as nações” (Figueiredo). Como é claro, essa promessa utiliza-se de um dos nomes de Deus — “Deus Altíssimo” — conforme também se vê em Deuteronômio 26.19: “Hoje declaraste ao Senhor que ele te será por Deus, e que andarás nos seus caminhos, e guardarás os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e darás ouvidos à sua voz.  E o Senhor hoje te declarou que tu lhe serás por seu próprio povo, como te tem dito, e que guardarás todos os seus mandamentos. Para assim te exaltar sobre todas as nações que criou, para louvor, e para fama, e para glória, e para que sejas um povo santo ao Senhor teu Deus, como tem falado” (Deuteronômio 26:17-19).

Assim como um dia serão exaltados os vencedores com o nome divino: "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome" (Apocalipse 3.12).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

O ARREPENDIMENTO SINCERO CONDUZ AO PERDÃO E À RESTAURAÇÃO (1 João 1:9) 17/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
17 DE OUTUBRO DE 2026
O ARREPENDIMENTO SINCERO CONDUZ AO PERDÃO E À RESTAURAÇÃO

1 João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.”

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados,”

Em vez de tentar justificar nossos pecados negando, temos  que reconhecê-los francamente para termos comunhão com Deus. A atitude cristã correta para com o pecado não é negá-lo, mas admiti-lo e receber o perdão que Deus tornou possível e nos promete. Se confessarmos os nossos pecados, reconhecendo perante Deus que somos pecadores, não só por natureza (pecado), mas também pela prática (nossos pecados), Deus nos perdoará os nossos pecados. O que se diz aqui pode ser ilustrado pelos que foram até João Batista a fim de serem batizados, “confessando seus pecados” (Mateus 3:6), ou pelos que, depois de crer, “vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras” (Atos 19:18).

Os crentes que confessam seus pecados são perdoados por Deus, o qual é fiel e justo. Deus é fiel no sentido de que não voltará atrás na promessa que fez em Cristo Jesus. O autor de Hebreus discorre acerca desse conceito de perdão: “Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados e de suas iniquidades não me lembrarei mais”(Hebreus 8:12).

 Mas Deus também é justo ao conceder o perdão. Ele não é meramente um juiz tolerante que deixa o pecado livre e impune. Visto que a base do nosso perdão (como no versículo 7) é o sangue de Jesus, faze-se justiça pelos pecados perdoados. Assim Deus é justo e ainda perdoa os pecados. Ele é fiel para perdoar porque prometeu fazê-lo, e justo porque Seu Filho morreu por nossos pecados.

 

 “... e nos purificar de toda a injustiça.”

Deus não só perdoa, mas também nos purifica de toda injustiça. Na primeira parte do verso pecado é um débito que Ele quita, nesta segunda parte é uma mancha que Ele remove. João havia dito anteriormente que, quando andamos na luz, mantemos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, “nos purifica de todo pecado” (v.7).

O fato de o pecador poder ser assim purificado completamente, viabilizando a verdadeira comunhão com Deus, o qual é pura luz, é enfatizado pelo fato de que essa purificação inclui toda injustiça. Mais tarde, João se dirigirá a seus leitores com plena confiança de que eles são pessoas cujos “pecados são perdoados” (tempo perfeito no grego, que significa que já estão no estado de perdão) “por causa do seu nome”: "Filhinhos, eu escrevo a vocês, porque os seus pecados foram perdoados por causa do nome de Jesus" (1 João 2:12).

Barclay comenta: A essência da vida cristã é, primeiro, aceitar nosso pecado; depois, acudir a Deus por esse perdão que pode cancelar o passado e por essa purificaçãoque pode fazer novo nosso futuro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf