terça-feira, 29 de setembro de 2026

Deuteronômio 1:28

Deuteronômio 1:28 “Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós, as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes.”

 

“Para onde subiremos?”

Após chegaram a montanha dos amorreus. Moisés apresentou a terra que o Senhor havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó e disse: “sobe, toma posse dela, como te falou o Senhor Deus de teus pais; não temas, e não te assustes” (v.21). Porém os filhos de Israel lhe disseram: “Mandemos homens adiante de nós, para que nos espiem a terra e, de volta, nos ensinem o caminho pelo qual devemos subir, e as cidades a que devemos ir” (Deuteronômio 1:22b).

Esses homens deveriam indicar o caminho pelo qual o povo deveria subir, porém as notícias das dificuldades que havia na terra desfaleceram o povo. Que ao invés de subir e tomar posse conforme o mandado do Senhor, retrocedeu e murmurou conta ele. Agora questionam como se não houvesse um lugar para eles: “Para onde subiremos?”. “Por sua covardia, o povo rebelou-se e murmurou contra o Senhor (Êxodo 15.24; 16.2; 17.3).

 

“Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós, as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes.”

Os dez espias incrédulos apresentaram toda sorte de razões para seu temor.  A visão dos gigantescos Anaquins e de suas cidades fortificada fez com que o coração do povo se derretesse, mas o contrário poderia ter ocorrido. O temor de Israel poderia ter feito com que os corações seus inimigos se derretessem. Conforme ocorrerá quase quarenta anos mais tarde: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desfalecidos diante de vós. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Siom e a Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes. O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e embaixo na terra” (Josué 2:9b-11).

Os habitantes cananeus da terra eram gigantescos (Núm. 13.31-33); as suas cidades eram fortificadas, com muralhas que chegavam aos céus; os temidos filhos de Anaque, gigantes notórios por sua crueldade e grande força física estavam ali (Núm. 13.33), pelo que os israelitas viam a si mesmos como se fossem meros gafanhotos em comparação a eles.

A descrição deles sobre os cananeus (mais fortes e mais altos do que nós) revela que eles pensavam que a tarefa era impossível tanto para eles mesmos quanto para Deus”. A incredulidade sempre apresenta as suas razões que nos furtam a vitória, por causa dela os israelitas não conseguiam prever a vitória que estava tão próxima. Eles precisavam ter tido fé.  Ter fé, por muitas vezes, consiste em ignorar as razões que nos convidam a não nos arriscarmos. A fé é a vitória que vence o mundo (1 João 5.4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/9/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

A DESOBEDIÊNCIA À PALAVRA CONDUZ À PERDA ESPIRITUAL (Deuteronômio 11:28) 29/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
29 DE SETEMBRO DE 2026
A DESOBEDIÊNCIA À PALAVRA CONDUZ À PERDA ESPIRITUAL

Deuteronômio 11:28 “Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”

 

“Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus,”

Aqui Moisés está concluindo as suas exortações gerais à obediência. Ele resume todos os seus argumentos a favor da obediência, em duas palavras, a bênção e a maldição. A neutralidade nesta decisão é simplesmente excluída. Israel é chamado a assumir um compromisso. Dois caminhos são apresentados: o caminho da obediência, que conduz à bênção, e o caminho da desobediência, que conduzirá à maldição.

Se formos obedientes às suas leis, podemos ter certeza da bênção, (v. 27). Mas se desobedecermos, poderemos estar igualmente certos da maldição. Henry escreveu em seu comentário: “Digam aos justos (pois Deus disse isto, e nem o mundo inteiro poderá contradizê-lo) que tudo irá bem com eles: mas ai dos ímpios, pois a vida deles irá de mal a pior”.

Quando os hebreus chegaram ao deserto do Sinai e acamparam defronte ao monte. Moisés  subiu ao monte e Deus ordenou para que ele dissesse ao todo o povo: “Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Êxodo 19:3b-6ª). Após proferir aos filhos de Israel as palavras do Senhor o povo respondeu em uma só voz: “Tudo o que o Senhor tem falado, faremos” (Êxodo 19:8)

Esses mandamentos dados posteriormente a Israel no Monte Sinai deviam ser obedecidos como leis. Por isso posteriormente Moisés aconselha: “Tende, pois, cuidado em cumprir todos os estatutos e os juízos que eu, hoje, vos prescrevo” (v.32).

 

“... e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”

Essas leis dados no Sinai afirmam que Jeová é o único Deus de Israel e que só ele era para ser adorado pelo povo da aliança. O verbo conhecer freqüentemente conota um relacionamento íntimo, mais do que o simples conhecimento intelectual. Amós 3:2 diz: "De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades". Era Javé quem o conhecia a Israel e era somente Ele quem podia e devia ser conhecido pela nação.

Mas está claro nesse versículo o fato de que Israel podia escolher entre dar sua lealdade a Javé ou a outros deuses que não conheciam. Josué posteriormente, também afirma essa possibilidade: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).

Elias, o tisbita, no desafio do Carmelo também demonstrou isso: “Então Acabe convocou todos os filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o” (1 Reis 18:20,21ª).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/9/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deusda Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005.