LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
4 DE NOVEMBRO DE 2026
ELEIÇÃO POR AMOR: A BASE DA ALIANÇA
Deuteronômio 7.6 “Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há.”
“Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus;”
O motivo de Israel ser um povo santo foi à eleição divina. Da mesma forma que aceitar a fé nos torna justos. Israel conforme a eleição se tornou santos. Deus escolheu Israel dentre todos os povos que há sobre a terra. Isto faz lembrar de Êxodo 19:5, 6: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”, essa é a clássica formulação do singular status teocrático para o qual Israel foi escolhido.
Essa vocação superior veio acompanhada da tentação à jactância (Moisés confessa este problema nos caps. 8-10 e demonstra preocupação). Portanto, Israel foi lembrada de se gloriar apenas no nome de Deus e jamais crer que foi por sua força e justiça que alcançou benefícios divinos: “Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade destas nações o Senhor teu Deus as lança fora, de diante de ti, e para confirmar a palavra que o Senhor jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Deuteronômio 9:5).
“... o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há.”
Por que Israel fora escolhido por Javé? A nação era apenas um pequeno grupo de pessoas sem grande cultura ou prestígio. Israel não possuía qualidade pessoais que motivassem tal escolha. A eleição foi puramente um ato divino. A causa básica de tal escolha se encontra no mistério do amor divino. No entanto, o fato é que Deus amou e escolheu a Israel, honrando assim a promessa que fizera aos patriarcas. Ele veio a um grupo pobre e oprimido, escravizado a Faraó, e o libertou mediante grandes atos salvadores.
A graça da eleição manifestou-se na escolha do povo de israel, segundo aprendemos no capítulo 9 de Romanos. A vontade soberana de Deus achava-se presente, visando a propósitos especiais. Israel haveria de tornar-se um instrumento da vontade divina, tendo em mira o bem de todos os povos. Isso se daria especialmente no caso de Jesus, Filho de Davi, filho de Abraão. Todas as nações e povos participariam, desse modo, desse propósito espiritual. E assim, em um sentido muito importante, todas as nações foram escolhidas em Israel, pois “Deus amou o mundo de tal maneira” (João 3.16). Em conseqüência, a escolha de Deus foi, ao mesmo tempo, sábia e benévola, e isso em um sentido universal. Deus escolheu as coisas fracas (1 Coríntios 1.26-31).
Vale observar que o crente em Cristo também é escolhido por Deus (João 15: 16) num ato de pura graça divina. Deus, em Cristo, veio aos homens que eram escravos do pecado, libertando-os do poder das trevas e transportando-os para o reino de Seu Filho amado: “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados” (Colossenses 1:13,14). Por isso a igreja também é chamada de nação santo: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz ” (1 Pedro 2.9).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/26
FONTES:
GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
1 João 4:10 “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”
“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós,”
O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando e enviando o seu Filho como sacrifício expiatório por nossos pecados. Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior, pois se manifesta de forma incondicional: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6-8).
A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da virtude do objeto a ser amado. O amor de Deus não consiste de palavras, mas de ação. O amor verdadeiro é provado pelo auto-sacrifício. Deus nos amou e enviou seu Filho. O Filho é a dádiva do Pai. Não foi a cruz que gerou o amor de Deus, mas foi o amor de Deus que produziu a cruz.
“... e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”
Cristo veio ao mundo para morrer em nosso lugar, ou seja, como propiciação pelos nossos pecados. A origem da propiciação está clara, é o amor de Deus. Deus deu o seu Filho para morrer pelos pecadores. Esse dom não foi apenas resultado do amor de Deus (João 3.16), nem somente prova e penhor dele (Romanos 8.32), mas a própria essência desse amor.
O fim principal do homem é glorificar a Deus e ter comunhão com ele. O problema supremo do homem, porém, é o pecado, pois este separa o homem de Deus. O pecado é transgressão da lei de Deus e rebelião contra Deus. O pecado provoca a ira de Deus e precisa ser propiciado para sermos perdoados e aceitos por Deus.
Porém, mediante o sacrifício de Cristo essa comunhão que foi quebrada pelo pecado é restaurada. Jesus não é apenas o propiciador, ele é a propiciação. E por meio do seu sangue que somos purificados do pecado (1 João 1.7).
Ele sofreu a morte que era a recompensa justa dos nossos pecados. E a eficácia de sua morte permanece para sempre. John Stott escreveu: Cristo ainda é a propiciação, não porque em algum sentido ele continue a oferecer o seu sacrifício, mas porque o seu sacrifício único, uma vez oferecido, tem virtude eterna que é eficaz hoje nos que creem.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
2/1/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.
LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)
https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/01/1-joao-49.html
