domingo, 11 de outubro de 2026

Deuteronômio 5.33

Deuteronômio 5.33 “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir." 

 

 “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus,”

 

Moisés recomenda novamente ao povo que façam tudo aquilo que Deus lhes tinha ordenado:  “Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir” (Deuteronômio 5:1b). Vendo que Deus tinha se mostrado tão misericordioso com eles, e tão disposto a considerar a sua estrutura e satisfazê-los naquilo que desejavam, e completamente disposto a fazer o melhor possível para eles.

Os seus pais haviam prometido solenemente obedecer aos estatutos de Deus, porém não puderam cumprir:  “Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre” (Deuteronômio 5:29). Agora através de Moisés Deus renova essa aliança: “O Senhor nosso Deus fez conosco aliança em Horebe. Não com nossos pais fez o Senhor esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos” (Deuteronômio 5:2,3).

Então Moisés lhes recomenda que andem em todos os caminhos que Deus lhes tinha mandado, assegurando lhes que fazer isto seria altamente benéfico para eles. Pois a obediência importava para Deus. Este é um dos versículos mais largamente conhecidos de todo o livro de Deuteronômio.

 

“... para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir."

 

Quando este versículo foi escrito, estavam em pauta a vida física e o bem-estar diário, na Terra Prometida, visto que o Pentateuco não apresenta nenhum quadro claro sobre a alma que sobrevive à morte física, e que encontra no além-túmulo, ou uma existência bem-aventurada ou um juízo severo.

O Pentateuco também não ameaça os desobedientes à lei com o juízo eterno, tal como não promete a vida eterna aos obedientes. Todavia, há indícios acerca da realidade da alma, como na doutrina da criação do homem segundo a imagem de Deus (Gênesis 1.26,27), e no fato de que ali se fala sobre o Deus dos espíritos (Números 16.22; 27.16). Ficou reservado ao Novo Testamento desenvolver esses indícios em doutrinas e dogmas.

Enquanto Javé fosse obedecido, Israel desfrutaria da bênção da própria vida, e além disso sua existência seria feliz, longa e perpetuada em prole generosa. A promessa consiste em prosperidade e longevidade. No Antigo Testamento, as bênçãos eram terrenas e temporais, como a posse da terra. No Novo Testamento, nós somos abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo (Efésios 1.3).

No Antigo Testamento, a longevidade está associada à obediência a Deus: “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Provérbios 3:1-2). Adam Clarke (1762–1832) observa que uma longa vida na terra é uma grande bênção, se é que estamos vivendo para Deus, porquanto é somente na vida, exclusivamente enquanto ela perdura, que nos podem os preparar para a glória eterna.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/05/efesios-63.html

1 João 1:9

1 João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.”

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados,”

Em vez de tentar justificar nossos pecados negando, temos  que reconhecê-los francamente para termos comunhão com Deus. A atitude cristã correta para com o pecado não é negá-lo, mas admiti-lo e receber o perdão que Deus tornou possível e nos promete. Se confessarmos os nossos pecados, reconhecendo perante Deus que somos pecadores, não só por natureza (pecado), mas também pela prática (nossos pecados), Deus nos perdoará os nossos pecados. O que se diz aqui pode ser ilustrado pelos que foram até João Batista a fim de serem batizados, “confessando seus pecados” (Mateus 3:6), ou pelos que, depois de crer, “vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras” (Atos 19:18).

Os crentes que confessam seus pecados são perdoados por Deus, o qual é fiel e justo. Deus é fiel no sentido de que não voltará atrás na promessa que fez em Cristo Jesus. O autor de Hebreus discorre acerca desse conceito de perdão: “Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados e de suas iniquidades não me lembrarei mais”(Hebreus 8:12).

 Mas Deus também é justo ao conceder o perdão. Ele não é meramente um juiz tolerante que deixa o pecado livre e impune. Visto que a base do nosso perdão (como no versículo 7) é o sangue de Jesus, faze-se justiça pelos pecados perdoados. Assim Deus é justo e ainda perdoa os pecados. Ele é fiel para perdoar porque prometeu fazê-lo, e justo porque Seu Filho morreu por nossos pecados.

 

 “... e nos purificar de toda a injustiça.”

Deus não só perdoa, mas também nos purifica de toda injustiça. Na primeira parte do verso pecado é um débito que Ele quita, nesta segunda parte é uma mancha que Ele remove. João havia dito anteriormente que, quando andamos na luz, mantemos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, “nos purifica de todo pecado” (v.7).

O fato de o pecador poder ser assim purificado completamente, viabilizando a verdadeira comunhão com Deus, o qual é pura luz, é enfatizado pelo fato de que essa purificação inclui toda injustiça. Mais tarde, João se dirigirá a seus leitores com plena confiança de que eles são pessoas cujos “pecados são perdoados” (tempo perfeito no grego, que significa que já estão no estado de perdão) “por causa do seu nome”: "Filhinhos, eu escrevo a vocês, porque os seus pecados foram perdoados por causa do nome de Jesus" (1 João 2:12).

Barclay comenta: A essência da vida cristã é, primeiro, aceitar nosso pecado; depois, acudir a Deus por esse perdão que pode cancelar o passado e por essa purificaçãoque pode fazer novo nosso futuro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf

Lição 3: A fidelidade de Deus diante da infidelidade de Israel. 4 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO

 “Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há." (Deuteronômio 4:39)

 

“Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração”

Moisés termina seu primeiro sermão exortando Israel a considerar a obra do Senhor. Existem muitas coisas que nós sabemos, mas não são bem aproveitadas, pois, uma vez que não as consideramos, não as aplicamos a nós mesmos nem extraímos delas as influências adequadas. Tiago escreveu que não devemos ser ouvintes esquecidos: “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito” (Tiago 1:25).

O escritor aos hebreus pergunta: “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos... “ (Hebreus 12.5). E a conclusão ele mesmo dá é que: “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas ” (Hebreus 2.1).

 

“... que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há."

Eis uma verdade tão evidente que não pode deixar de ser valorizada, e tão influente que, se devidamente considerada, realmente transformaria o mundo: “só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há." Esta segunda parte do versículo repete a mensagem do verso 35: “A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele”.

Apesar de Deus se manifestar a todos através da sua criação (Revelação Natural): “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz” (Salmos 19:1-3). Deus escolher o povo de Israel para ser conhecido de todos os povos (Revelação Especial): “A ti te foi mostrado”.

Eles foram chamados para ser um reino sacerdotal: “se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Êxodo 19:5b,6ª). A eles foi revelado que somente o Senhor é Deus e não existe nenhum outro. Deuteronômio 6:4, a confissão de fé judaica, declara: “Ouve, ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor”.

Esperava-se que o povo de Israel testemunhasse para as nações ao redor que existia apenas um único Senhor e que não havia nenhum outro deus: “Não vos assombreis, nem temais; porventura desde então não vo-lo fiz ouvir, e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Isaías 44:8).

Isso seria visto especialmente no poder de Deus para proporcionar a eles os meios para vencerem as batalhas contra inimigos mais fortes: “Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?” (Deuteronômio 4:7).  As nações ao redor precisavam aprender com Israel que os seus deuses eram falsos e que na verdade adoravam demônios: "Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios" (1 Coríntios 10.20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005. 

GARDNER, Paul (Ed.). Quem é quem na Bíblia Sagrada: a história de todas as personagens das Escrituras. Tradução de Valdemar L. Tozi. São Paulo: Editora Vida, 2005.