domingo, 27 de setembro de 2026

Deuteronômio 1:12

Deuteronômio 1:12 “Como suportaria eu sozinho os vossos fardos, e as vossas cargas, e as vossas contendas?”

 

“Como suportaria eu sozinho os vossos fardos, e as vossas cargas, e as vossas contendas?”

Ao considerar a grande multiplicação do povo de Israel, Moisés sentiu-se incapaz de carregar sozinho as cargas de liderança e administração: “Eu só não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim” (Números 11: 14).  A magistratura é sempre uma carga. O próprio Moisés, embora eminentemente capacitado para ela, julgava que era uma carga muito elevada sobre os seus ombros. Na verdade, os melhores magistrados sempre se queixam, principalmente, da carga, e são muito desejosos de ajuda.

Moisés não tinha ambição de monopolizar a honra do governo, e governar sozinho como um monarca absoluto v. 9. Embora ele fosse um homem que muito merecia esta honra, estava desejoso de que outros pudessem ser nomeados como seus assistentes no trabalho, e conseqüentemente compartilhassem com ele da honra.

Seria então imperioso haver alguma delegação de responsabilidade como a que fora sugerida por Jetro, sogro de Moisés: “...escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Eles estarão sempre à dis­posição do povo para julgar as ques­tões. Trarão a você apenas as questões difíceis; as mais sim­ples decidirão so­zinhos. Isso tornará mais leve o seu fardo, porque eles o dividirão com você. Se você assim fizer, e, se assim Deus ordenar, você será capaz de suportar as dificuldades, e todo este povo voltará para casa satisfeito" (Êxodo 18.21-23)

Era mister a nomeação de outros que o ajudassem.  Esses homens escolhidos ajudariam a estabelecer e promover a justiça na terra de Canaã, e não somente a manter as coisas em boa ordem. Israel seria um povo santo e distinto, diferente dos antigos habitantes da região. Os escolhidos seriam instrumentos que levariam o povo de Israel a lembrar, aprender e pôr em prática a legislação mosaica. Eles efetuariam a missão de Moisés, tal como a Igreja leva avante a missão de Jesus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/9/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Lição 1: Deuteronômio: o livro da aliança. 4 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuía terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles. ” (Deuteronômio 1.8)

 

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós;

No versículo 7, o grande legislador Moisés deixou claro que o Senhor havia dado a ordem para que partisse: “Voltai-vos, e parti”, pois a terra que lhes fora prometida estava diante deles. Após quarenta anos de peregrinação pelo deserto, o povo hebreu enfim entrou na Terra Prometida (Canaã). Apenas a geração que nasceu no deserto tomou posse da terra. Devido à incredulidade e às constantes murmurações após a saída do Egito, Deus determinou que a geração original pereceria no deserto: "Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós. Neste deserto cairão os vossos cadáveres, como também todos os que de vós foram contados segundo o vosso recenseamento, de vinte anos para cima, os que contra mim murmurastes; Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num" (Números 14:28-30).

Biblicamente, sabemos que as promessas de Deus são verdadeiras, mas, para desfrutarmos delas, é preciso que nos movimentemos e andemos em obediência e fé: “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.” (Hebreus 4:2).

 

“... entrai e possuía terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.”

Deus iria entregá-la por causa do juramento feito aos seus pais. Esta era, portanto, a terra prometida a Abraão, a Isaque e a Jacó (Genesis 12: 1-7; 13: 14-17; 15: 18). Os três patriarcas  são mencionados juntos por sete vezes em Deuteronômio (1.8; 6.10; 9.5,27; 29.13; 30.20; 34.4). De acordo com o Pacto Abraâmico, a Terra Prometida fazia parte da herança dada por Deus.

Era algo sobre o que Javé havia jurado e era privilégio e dever deles tomar conta do território prometido. Eles tinham direito a ele, e, pela graça de Deus, tinham o poder de assim fazer:“Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” (Gênesis 15:18).

Deus colocou diante da antiga geração uma oportunidade que não foi valorizada e, por isso, fracassaram. Agora a coloca diante da nova geração: para entrar na terra, precisava apenas ter fé, ação e obediência: “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós” (2 Coríntios 1:20). Da mesma forma quando Deus nos ordena que sigamos adiante no nosso caminho cristão, Ele coloca a Canaã celestial diante de nós, para nosso encorajamento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/8/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

THOMPSON J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.