sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Deuteronômio 1.30

Deuteronômio 1.30 “O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós, por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito.” 

 

“O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós,”

Moisés estava relembrando suas palavras ao povo, quando estes foram rebeldes ao mandado do Senhor, murmurando quanto aos gigantes que havia na terra de Canaã. Essas palavras de Moisés não se encontram na narrativa de Números 14, porém ele nos revela seu discurso aqui em Deuteronômio.

Ele lembrou ao povo o fato do Senhor Deus havia descido “para livrá-los da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel” (Êxodo 3:8ª), e que ainda ia adiante deles:  “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite” (Êxodo 13:21).

Quando o Senhor provou Moisés dizendo que não iria mais com o povo, mas enviaria um anjo, Moises lhe respondeu: “Se tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui” (Êxodo 33:15b).

 

“... por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito.”

Javé não haveria de decepcionar agora a Israel, na fronteira da terra de Canaã. Ele pelejaria por eles (Êxodo 14.14). As palavras encorajadoras de Moisés incluíam como a providência de Deus sempre havia tido cuidado com eles; pois a presença de Deus garantia a vitória do povo: “quando saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo” (Deuteronômio 20.1).

Moisés relembra o que eles tinham visto acontecer no Egito, onde seus inimigos tinham todas as vantagens possíveis contra eles e ainda assim foram derrotados e humilhados. O exército egípcio sendo dificultados pela nuvem da presença de Deus confessaram: “Fujamos da face de Israel, porque o Senhor por eles peleja contra os egípcios” (Êxodo 14.25). Javé tinha vencido ao Faraó da maneira mais espetacular, tal como fora capaz de derrotar inimigos similares em Canaã.

O Senhor só estava pedindo um ato de iniciativa da parte dos filhos de Israel. Eles só precisavam cruzar a fronteira e marchar, pois a Palavra de Deus estaria com eles. Aos olhos do povo de Israel, contudo, os filhos de Anaque pareciam mais formidáveis do que o Faraó, o que era um absurdo. Naquela época, o Egito era a maior potência militar, dotado da civilização mais avançada; mas Javé havia derrotado os egípcios.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/9/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

AS CIRCUNSTÂNCIAS NÃO IMPEDEM O AVANÇO DO EVANGELHO (2 Timóteo 2:9) 25/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
25 DE SETEMBRO DE 2026
AS CIRCUNSTÂNCIAS NÃO IMPEDEM O AVANÇO DO EVANGELHO 

2 Timóteo 2:9 “Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.”

 

“Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor;”

Quando Paulo escreveu estas palavras estava na prisão romana, preso com uma cadeia. Isto era literalmente certo, porque durante todo o tempo que esteve na prisão, de noite e de dia Paulo estaria encadeado ao braço de um soldado romano. Roma não se arriscava a que escapassem seus prisioneiros. Depois de mencionar o evangelho no versículo 8, Paulo disse sibre ele:” pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor”(ARA). Ele não estava sofrendo por ter feito algo errado, mas por ter pregado o evangelho. Os aborrecimentos, a oposição e a prisão brotaram diretamente do seu testemunho firme sobre a Ressurreição.

 “Malfeitor” era a palavra contemporânea para um criminoso comum. A outra ocorrência do termo no Novo Testamento é na designação dos “malfeitores” crucificados com Jesus (Lucas 23:32, 33, 39). No que dizia respeito a Roma, Paulo era membro de uma religião ilegal e líder da seita odiada responsável pela destruição da cidade. Jesus sofreu e morreu como um criminoso comum, e agora Paulo faria o mesmo. Pois a prisão nerônica era terrível, muito mais do que o aprisionamento brando da sua primeira prisão (Atos 28).

 

“... mas a palavra de Deus não está presa.”

Paulo inseriu uma nota positiva da sua terrível prisão: contudo, a palavra de Deus não está algemada. Os inimigos do evangelho podiam algemar ou prender o mensageiro, mas não podiam algemar ou prender a mensagem. Ela fora proclamada a muitas testemunhas. Cartas inspiradas circulavam. Relatos do Evangelho haviam sido escritos.

Com certeza Paulo estava transmitindo o evangelho mesmo durante seus julgamentos em Roma. Agora, Timóteo transmitiria a Palavra a outros, iniciando uma progressão sem fim (2 Timóteo 2:2). Ficamos lembrando Filipenses 1:12-18, onde nota que sua prisão (a primeira), longe de impedir o evangelho, deu aos seus colegas cristãos a confiança de pregar a palavra de Deus com excepcional destemor.

A chama tinha sido acesa e todos os esforços dos homens não conseguiriam apagá-la. Se o esforço humano pudesse ter apagado o evangelho, ele teria se extinguido há muito tempo; mas a Palavra permanece “viva e eficaz” (Hebreus 4:12). “O céu e a terra passarão”, disse Jesus, “mas as Minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35). Dois mil anos depois, ainda estamos lendo e estudando essa Palavra!

O imperador romano Diocleciano protagonizou a "Grande Perseguição" (iniciada em 303 d.C.), que foi o ataque mais sistemático do Império Romano contra os cristãos e, de forma inédita, o primeiro a colocar a destruição da Bíblia como meta central. Apesar de ter mandado erguer monumentos celebrando a suposta "extinção da fé cristã", a campanha de Diocleciano fracassou. Apenas dez anos após o início da perseguição, o imperador Constantino assumiu o poder, promulgou o Édito de Milão (313 d.C.), garantindo liberdade aos cristãos, e posteriormente encomendou a reprodução de dezenas de novas cópias da Bíblia financiadas pelo próprio império.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

BARCLAY, William. The letters to Timothy, Titus, and Philemon Tradução: Carlos Biagini

CESARÉIA, Eusébio. História Eclesiástica. São Paulo: Novo Século, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_01.pdf