sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

1 Timóteo 4:2

1 Timóteo 4:2 “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; “


“Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, “ 

A característica marcante dos falsos mestres apossados pelos espíritos enganadores e divulgadores das doutrinas dos demônios seria uma lisonjeira hipocrisia.   

Hipocrisia é desejo de parecer virtuoso sem pagar o preço de ser - esta é a essência da hipocrisia. No contexto da dramaturgia grega, o termo hipócrita era aplicado a um ator no palco do teatro. Visto que um ator finge ser alguém que não ele mesmo, era aplicado metaforicamente a uma pessoa que “atua em um papel” na vida real, fingindo ser melhor do que realmente é, alguém que simula a bondade.  

O hipócrita está sempre representando um papel que nada tem a ver com sua verdadeira personalidade. Jesus advertiu os seus discípulos contra o “fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lucas 12.1). Ele diagnosticou estes fariseus como parecendo justos aos homens, mas estando cheios de hipocrisia e iniquidade por dentro (Mateus 23.28). 

Satanás é chamado de “deus deste século” nas escrituras, por isso elas dizem que mundo jaz no Maligno (2 Coríntios 4.4; 1 João 5.19). O modus operandi dos demônios e do seu Maioral é a mentira, o erro e o engano.  

A mentira é uma das características da natureza satânica. Afinal “o Diabo é o pai da mentira” (João 8.44). Com o engano, ele começou as suas atividades contra o ser humano (Genesis 3.13; 2 Coríntios 11.3). É com essa arma que ele e os seus agentes ainda seduzem as pessoas (Apocalipse 12.9).  

É uma terrível combinação de palavras, uma vez que a hipocrisia é um falso comportamento e a mentira é uma falsidade, ambas feitas intencionalmente. Desse modo, os falsos mestres enganariam conscientemente, não importando quão enganosa seja a máscara que encobre seus conhecimentos e sua religião. Eles nem mesmo creem no que ensinam. 


“...tendo cauterizada a sua própria consciência; “ Alguns acreditam que esses mestres teriam suas consciências marcadas por Satanás. O verbo grego para cauterizar, ocorre apenas aqui no Novo Testamento, significa “marcar com um ferro quente”. A ideia existente atrás desta marca era a seguinte: às vezes se marcava os escravos e gados com um sinal que os identificava como pertencentes a certo amo. Estes falsos mestres levam sobre seus conscientiza as marcas de   Satanás; estão marcados como escravos deles, como parte de sua propriedade, como pertencentes a ele.  

Mas como a consciência deles pode ter uma marca de identificação que seja visível aos outros? Parece mais provável que a palavra para cauterizar seja usada aqui em seu outro sentido, ou seja, no sentido medicinal de “cauterizar”. Quando uma pele, um nervo ou um tumor superficial é cauterizado, isso significa que ele é destruído por um processo de queimadura e assim fica insensível. Da mesma forma, uma consciência cauterizada é como que “anestesiada”, ou até mesmo necrosada: “Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 3:7). 

Pelo processo de constantemente discordar da consciência, abafando suas advertências e recusando o toque do seu sino, sua voz fica enfraquecida e, por fim, até mesmo silenciada. Nesse estado de insensibilidade moral, os falsos mestres facilmente se deixam levar pelo erro: “...como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé” (2 Timóteo 3:8). Paulo tinha mencionado anteriormente Himeneu e Alexandre como exemplos. Por terem rejeitado a sua consciência, eles “naufragaram na fé” (1.19). 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

BARCLAY, William. The FirstLetterto Timothy Tradução: Carlos Biagini

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local a doutrina e o dever. São Paulo: ABU Editora, 2004.

Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

1 Timóteo 4.1

1 Timóteo 4.1 “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. ” 


“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé,

Quando Paulo afirma que “o Espírito expressamente diz”. Revela que essa não é uma conclusão pessoal própria, mas uma revelação do Espírito. “Expressamente” quer dizer “precisamente assim”. Não sabemos exatamente qual ocasião estava na mente de Paulo quando escreveu: “...o Espírito afirma”. Talvez ele estivesse pensando nas previsões inspiradas pelo Espírito anunciadas por Jesus e outros. Talvez estivesse recordando uma revelação específica do Espírito. Sempre que o anunciou, o Espírito Santo não deixou dúvida sobre o assunto: haveria uma queda, um desvio da fé, uma apostasia. Quando aconteceria essa apostasia? O Espírito afirmou que nos últimos tempos alguns cairiam. O adjunto “últimos tempos” está associado à era cristã. “Últimos tempos” nos faz pensar em algo que não está acontecendo atualmente, mas que vai acontecer no futuro – talvez num futuro distante. Nos últimos anos, esse comportamento tem sido mais observado do que em tempos passados. É impressionante como líderes, outrora ortodoxos, hoje apregoam ideias opostas àquele ensinamento que defendiam. A palavra apostasia significa “um abandono ou deserção da fé”Tem o sentido também de “revolta”, “rebelião”, no sentido religioso. Embora a palavra grega seja usada apenas duas vezes no NT (Atos 21.21; 2 Tessalonicenses 2.3), ela é encontrada na LXX várias vezes, como em Josué 22.22, para expressar a rebelião do povo de Deus, e em 2 Crónicas 29,19 em que vasos santificados do Templo foram lançados fora. A apostasia só é possível para cristãos nominais. No caso de crentes verdadeiros, as Escrituras declaram que Deus ou os traz de volta através do sofrimento e castigo (1 Coríntios 11.29,30; 1 Coríntios 5.5) ou os remove através da morte (1 Coríntios 11.30). No caso de apóstatas, embora possa permitir que permaneçam, Deus retira deles toda a possibilidade de arrependimento e salvação (Hebreus 6.1-6; 10.26-31). A apostasia deve ser diferenciada da ignorância ou da falta de conhecimento, bem como da heresia, que é um conhecimento errado (2 Timóteo 2.25,26). Os homens podem ser salvos da ignorância, mas não da apostasia. Ela é caracterizada por uma rejeição deliberada da Divindade de Cristo (1 João 2.22,23; Judas 4) e sua morte expiatória (Filipenses 3.18; 2 Pedro 2.1; Hebreus 10.29). 


“...dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. ”Existem apostasias que são fruto da mente fértil de algum teólogo ou teórico, que deseja aparecer, ensinando “novidades” com pretenso fundamento bíblico. Ou da meninice de algum irmão ou irmã, que se julga mais espiritual que as outras pessoas. Todavia, Paulo referia-se à apostasia que tinha origem diabólica. Mais perigosa do que se possa imaginar, pois é fruto da influência do Adversário da igreja, que visa minar suas bases doutrinárias. Espíritos maus, iriam induzir falsos mestres a se enganarem e a enganarem aos crentes (2 Timóteo 3.13). A ação desses “espíritos enganadores” haveria de ser tão eficiente para incautos que dessem lugar à apostasia que esses não sofreriam (não suportariam) a “sã doutrina”, ou seja, o corpo doutrinário, pregado pelos apóstolos de Cristo, e passado de geração a geração, com fundamento nos Evangelhos e nos ensinos dos apóstolos de Jesus. Sua influência maléfica faria com que os apóstatas tivessem “comichão nos ouvidos” ao escutarem a Palavra de Deus, em sua simplicidade e ortodoxia. O s espíritos do desvio doutrinário apoderar-se-iam dos “doutores”, ou falsos mestres (1 Timóteo 1.7), que usavam sua influência cultural, eclesiástica e posicionai nas igrejas para desviarem os servos de Deus do foco e do alvo, que é servir a Deus até chegar à eternidade, como salvos em Cristo Jesus. Na advertência de Paulo, ele afirma que tal comportamento se manifesta “pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Timóteo 4.2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/6/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201902_04.pdf

1 Tessalonicenses 5:23

1 Tessalonicenses 5:23 "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. "


“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo;”

A epístola de Tessalonicenses é iniciada com ação de graças, encerra-se agora com a confiante expectativa da parte de Paulo de que o Deus de paz, que é fiel, complete neles a obra que já iniciou (v. 24).

Ela evoca o Deus de Paz. Paulo emprega essa frase quando está pensando em Deus como sendo a fonte de bênçãos espirituais para Seu povo. (Romanos 15:33; 2 Coríntios 13:11; Filipenses 4.9; 2 Tessalonicenses 3:16). Em sua oração (v. 23), Ele deseja que o nosso ser inteiro seja santificado, consagrado a Deus e conservado plenamente são e irrepreensível para a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo.

Sobre a santificação: Ela possui três estágios:

1- Santificação posicional ou inicial. Esta etapa da santificação ocorre de forma instantânea, trata-se do momento em que a pessoa é justificada pela fé na obra vicária de Cristo e purificada de imediato: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5.17). A justificação acontece por meio da fé e não pelos próprios méritos de quem foi justificado. A eficácia da obra expiatória de Cristo na cruz é “creditada na conta” da pessoa que creu (Romanos 4.1-25). A Justificação é um ato de Deus, o Supremo Juiz, que muda o ser humano de réu, condenado à perdição eterna, para a posição de santo e justo diante dEle.

2-Santificação contínua e progressiva. A santificação é dinâmica, um processo progressivo e contínuo. Acontece na vida da pessoa já justificada, como algo natural, pois a pessoa, uma vez justificada, recebe uma nova natureza, que a torna alguém que não se acostuma mais com uma vida de pecado. No entanto, ela deve vigiar, pois a velha natureza continua atuando na vida do crente: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).

3- Santificação final. A pessoa que é justificada ainda tem de conviver com a velha natureza; a santificação somente alcançará seu estado pleno e perfeito quando a velha natureza foi finalmente removida e mortificada. Portanto, a santificação final não será alcançada nesta vida. Isto acontecerá somente com a glorificação, quando os salvos receberão seus corpos glorificados, semelhantes ao de Cristo, depois da ressurreição: “Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (1 Coríntios 15:53)


“... e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. “

Quando o apóstolo Paulo fala sobre Deus nos santificar “completamente”, está falando sobre o nosso ser inteiro, que é composto de espírito, alma e corpo.

  • Seu espírito é a parte de si que tem consciência de Deus e das coisas espirituais.
  • Sua alma é a parte de si que tem consciência de si mesmo.
  • Já seu corpo é a parte de si que tem consciência das coisas naturais.

A santificação divina atinge cada uma destas três partes da seguinte maneira:

Santificação do Espírito – O espírito já passou pela santificação inicial que se deu na ocasião da regeneração (II Co.1:21 – Tg.1:18 – I Pe.1:21). Agora se desenvolve mediante o processo de crescimento (I Pedro 2:2 – Efésios 5:15) é o desenvolver do Fruto do Espírito (Gálatas 5.22).

Santificação da Alma – Alma é a nossa personalidade; sede das emoções, intelecto e vontade. Não é regenerada, mas restaurada (Tiago 1:21) pela Palavra de Deus. Enquanto a santificação do espírito é inicial e imediata, a santificação progressiva tem seu lugar na alma e no corpo. É o processo de mudança de valores (Lucas 5:33-39 – Efésios 4:23 – Jr.18:1-6 – Rm.12:1,2) que também chamamos de desenvolver a salvação (Fl.1:6 e 2:12) e despir-se do velho homem (Ef.4:20 a 5:21);

Santificação do Corpo – O nosso corpo só será totalmente santificado depois de transformado (Rm.8:23 – Fl.2:21 – I Co.15:50-53). Até que isto aconteça, a santificação do corpo é o processo contínuo de sujeitar a carne (I Co.9:27), guardar-se da imoralidade (I Co.6:13-20 – I Ts.4:1-8) e usar adequadamente os membros do corpo. A santificação do corpo abrange ainda a nossa forma de falar e de vestir (Ef.4:25,29 – I Tm.2:9,10).

Ao destacar cada uma das três partes que compõem nosso ser enquanto falava da santificação, o apóstolo Paulo estava nos mostrando a necessidade de trabalharmos com cada parte em separado. Escrevendo aos Coríntios, ele falou sobre nos purificarmos das imundícies tanto da carne como do espírito: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (2 Coríntios 7:1).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/8/2023

FONTES:

https://www.estudosgospel.com.br/estudo-biblico-consagracao-como-ser-santo-santificacao/a-santificacao-do-corpo.html

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996.

CPAD – Revista Jovens – TEMA: SEPARADOS PARA DEUS – Buscando a Santificação para vermos o Senhor e sermos usados por Ele - Lição 01: Santificação – O Caminho que leva à Vida Eterna com Deus.

1 Tessalonicenses 1:6

1 Tessalonicenses 1:6 “E vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo. “


“E vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor, “

Este caráter mimético e imitativo, do cristianismo é um conceito extraído da cultura helênica e, depois, ressignificado por Paulo, pois a imitação entre os gregos e romanos tinha uma natureza limitada. Tal natureza da pode ser exemplificada pelo uso obrigatório de máscaras nas encenações teatrais no mundo antigo.

O imitador, é o ator que, de maneira representativa, finge ser quem ele não é. Dessa forma, o imitador, que também pode ser denominado no contexto helênico de “impostor”, é alguém que, diante da coletividade, simula uma performance social alheia a sua, um padrão comportamental alternativo ao que, de fato, ele advoga; enfim, ele utiliza-se de máscaras para esconder quem, de fato, ele é.

Para Paulo, entretanto, a natureza mimética do discipulado tem uma finalidade completamente diferente, uma vez que o objetivo da imitação em sua concepção evangelística é conduzir os novos cristãos a um nível de espiritualidade que transcenda a simples adesão intelectual e atinja uma práxis transformadora da realidade.“..., mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento” (Romanos 12:2).

Para Paulo, não existe uma separação entre o Evangelho que proclama e a sua própria vida, ele se oferece como paradigma a seguir para os Tessalonicenses. Como ele próprio imita a Cristo: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (1 Coríntios 11:1).


“...recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo. “

A igreja de Tessalônica recebeu “a Palavra” mesmo sob um forte clima de hostilidade e perseguição: “Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que, na Judeia, estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles” (1 Tessalonicenses 2:14).

A igreja nasceu saudável porque sua fé foi estribada numa base certa, a semente cresceu e frutificou porque nasceu de um solo fértil: “mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro, sessenta, e outro, trinta” (Mateus 13:23).

Ai greja de Tessalônica recebeu a Palavra, em meio a muita tribulação, mas com alegria do Espírito Santo. A igreja deT essalônica não ficou escandalizada nem decepcionada com Deus por causa das tribulações. Ela não perdeu a alegria devido às perseguições como se seu solo possuísse pedregais: "O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo; antes, é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se ofende” (Mateus 13:20,21)

Atualmente, há muitos obreiros fraudulentos que pregam um falso evangelho, prometendo às pessoas um evangelho sem cruz, sem dor, sem renúncia, sem sofrimento. O poder do evangelho está não apenas em nos livrar das tribulações, mas nos dar poder para enfrentá-las vitoriosamente. “E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, confirmando o ânimo dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (Atos 14:20-22)



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

BRAZIL, Thiago. A igreja do arrebatamento – O padrão dos tessalonicenses para estes últimos dias. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

CLARO, Francisco Eloi Martinho Prior. Marcas helenistas na PrimeiraCarta de São Paulo aos Tessalonicenses: A inculturação no primeiro escritobíblico cristão. Dissertação (Mestrado em Teologia). Porto, 2017.

LOPES, Hernandes Dias. 1 e 2 Tessalonicenses: (como se preparar para a segunda vinda de Cristo). São Paulo: Hagnos, 2008.

1 Tessalonicenses 5.8

1 Tessalonicenses 5.8 “Mas nos, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor e tendo por capacete a esperança da salvação." 


“Mas nos, que somos do dia, sejamos sóbrios, ” 

Paulo identifica os cristãos gentios como a expressão “nós, que somos do dia” afinal outrora éramos trevas como os demais que não tem esperança, mas Deus nos resgatou desta posição de escuridão: “Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor ” (Colossenses 1:12,13). Sendo assim, agora somos do dia e não podemos, mas nos relacionarmos com as obras das trevas: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as” (Efésios 5:11). Pois somos agora como uma carta aberta que pode ser lida e conhecida por todos (2 Coríntios 3:2), afinal, as obras que praticamos na luz glorificam o Deus que nos resgatou: “Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus “ (João 3:21). Devemos ser sóbrios, temperantes, possuirmos domínio próprio, exercitarmos o autocontrole. Devemos resistiras seduções do mundo. E elevar nossos pensamentos às coisas do alto (Cl 3:1,2) e procurar priorizar o serviço ao reino de Deus (Mateus 6.33).


“...vestindo-nos da couraça da fé e do amor. ”

O apóstolo então oferece um projeto para esses exercícios de autocontrole: os tessalonicenses são encorajados a desenvolver as três virtudes cardeais que são a fé, o amor e a esperança (1 Tessalonicenses 1.3). Lembrando-nos de sua descrição mais extensiva da armadura de Deus em Efésios 6.13-18, o apóstolo descreve estas três virtudes em termos de duas partes da armadura com que os cristãos precisam estar equipados. A Couraça diz respeito a proteção ao coração:  “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida “ (Provérbios 4:23). Jesus disse que onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração (Lucas 12:34). 1. Devemos viver pela fé, e isso nos manterá vigilantes e sóbrios. Se cremos que os olhos de Deus (que é um Espírito) estão sempre sobre nós, que temos inimigos espirituais com os quais devemos lutar, que existe um mundo de espíritos que devemos enfrentar, veremos motivos para vigiar e estar sóbrios. A fé será nossa melhor defesa contra os assaltos dos nossos inimigos. 2. Devemos ter um coração inflamado de amor; e essa também será a nossa defesa. Um amor verdadeiro e fervoroso por Deus e pelas coisas de Deus nos manterá vigilantes e sóbrios e impedirá a nossa apostasia em tempos de dificuldades e tentações.


“...e tendo por capacete a esperança da salvação. ” 

Capacete fala de proteção a nossa cabeça “Tomai também o capacete da salvação...” (Efésios 6:17), o cristão deve ter convicção quanto a sua fé em Deus e a certeza da sua salvação, pois, “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus “ (Romanos 8:16). Possuindo essa certeza temos esperança real em Cristo. Tanto no Antigo como no Novo Testamento Deus é a esperança dos justos, porque suas promessas garantem tudo quanto tem prometido. A esperança cristã inclui a fé em Deus e no ato salvífico de Cristo no calvário e percebe-se também que a esperança tem um caráter escatológico. Em meio ao sofrimento, o crente precisa apegar-se à esperança das promessas das Escrituras. A esperança é a fonte da força presente para os fiéis que creem no que Deus realizou em Cristo, e a garantia dessa esperança está no fato de que o Espírito Santo fortalece a nossa fé e que, se morrermos, temos uma herança eterna com Deus em sua glória. Quando foi para Roma, ele sabia que enfrentaria o espectro da morte, mas não se deixou esmorecer pela certeza íntima de algo superior na eternidade.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/12/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

1 Tessalonicenses 4:16

1 Tessalonicenses 4:16 "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.


"Porque o mesmo Senhor descerá do céu"

A afirmação sobre o mesmo Senhor nos lembra a promessa particular a igreja primeva pelos anjos: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:10,11). O mesmo Senhor que nos salvou e nos guardou na peregrinação da vida. O mesmo Cristo que morreu e ressuscitou para a nossa redenção e justificação. O mesmo Filho que subiu ao Céu para interceder por nós.  


"... com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro."

Somente os fiéis, mortos e vivos, ouvirão os sonidos divinos de chamada, vindos do céu, e serão arrebatados pelo poder de Deus ao encontro do Senhor nos ares. O brado de Jesus pode ter significado limitado aos que morreram: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão” (João 5:25). A ressurreição dos crentes falecidos é chamada Primeira Ressurreição: “ressuscitarão primeiro, faz distinção a segunda ressurreição que acontecerá após no juízo final: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:29) 

A voz do arcanjo deve estar relacionada também com Israel: “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo...” (Daniel 12:1).  

Enquanto que a trombeta pode se referir a igreja: “Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer” (Apocalipse 4:1)  

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 

Fontes: 

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996. 

SILVA, Antônio Gilberto da. O Calendário da Profecia. Rio de Janeiro. Casa. Publicadora das Assembléias de Deus, 1985. 

1 Tessalonicenses 4:15

1 Tessalonicenses 4:15 "Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem."

Paulo torna a lembra-los da procedência da sua revelação como em (1 Coríntios 11:23): “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei”. O que antes era mistério de Deus, é divulgado claramente pelo Apóstolo: aqueles que dormem no Senhor aguardam a consumação final da ressurreição “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1:21-23); 

Enquanto os crentes vivos serão trasladados por ocasião da segunda vinda de Cristo, sendo este o destino dos santos. Os crentes vivos que participarem do rapto da Igreja não terão vantagem sobre os crentes falecidos: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15.51-52). 


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 

Fontes: 

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996. 

SILVA, Antônio Gilberto da. O Calendário da Profecia. Rio de Janeiro. Casa. Publicadora das Assembléias de Deus, 1985. 

1 Tessalonicenses 4:14

1 Tessalonicenses 4:14 "Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele."


"Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele."

Esta revelação não é uma repreensão da parte de Paulo aos tessalonicenses, mas sim um a mensagem recebida diretamente do Senhor: “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15:21,22), com o propósito de aquietar a solicitude para com alguns irmãos já falecidos, talvez como mártires, ou mesmo em circunstâncias normais. Os tessalonicenses não tinham um a opinião clara sobre a sorte desses irmãos.  

Paulo considera-os como aqueles que já dormem. Nenhum a evidência há de que Paulo acreditasse no “sono da alma”, uma heresia que hoje é propagada por algumas seitas. Ele está simplesmente empregando a mesma linguagem figurada (Eufemismo) que o próprio Senhor usou ao referir-se à morte do corpo, que aparentemente apenas dormia (cf. Mateus 9.24). O eufemismo é a figura de linguagem usada para tornar um enunciado mais brando ou agradável e menos agressivo (No caso os mortos). 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 

Fontes: 

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996. 

SILVA, Antônio Gilberto da. O Calendário da Profecia. Rio de Janeiro. Casa. Publicadora das Assembléias de Deus, 1985. 

1 Tessalonicenses 2.3

1 Tessalonicenses 2.3 “Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência " 


Paulo inicia o segundo capítulo de sua primeira epístola aos tessalonicenses destacando a natureza abnegada de seu ministério entre aqueles irmãos. Mais que um autoelogio narcisista, essa apologia paulina ao seu ministério pessoal — atitude que ele também toma ao escrever para outras igrejas (2 Coríntios 12.11-21; Gálatas 6.14-18) — é um registro histórico do modelo inspirativo de ministro no cristianismo primitivo. Mesmo tendo vivenciado uma experiência extremamente traumática em Filipos (acusação de perturbação pública, prisão, açoite, detenção inapropriada, etc.), o apóstolo persistiu na obediência à visão que Deus concedera a ele (Atos 16.9) e iniciou a evangelização em Tessalônica. Não era ganância ou benefícios pessoais que moviam o coração de Paulo para a realização desse serviço ao Reino de Deus, e sim o amor às pessoas e a confiança de que o Senhor que vocaciona também é o que supre todas as necessidades daquele que se dedica liberalmente à obra.


“Porque a nossa exortação não foi com engano, “ 

A palavra “exortação” usada por Paulo, indica apelo, tendo como objeto o benefício dos ouvintes, e que pode ser exortativo ou conciliatório, conforme as circunstâncias. A palavra era utilizada para encorajar soldados antes da batalha, e se dizia que o encorajamento era necessário para soldados pagos, mas desnecessária para os que lutavam por suas vidas e seus países. Ele não usava de engano. A primeira coisa que Paulo faz é reafirmar a veracidade de sua mensagem, quando diz: “a nossa exortação não procede de engano”. A mensagem de Paulo não era criada por ele, mas recebida de Deus. Seis vezes nesta carta, ele menciona esse auspicioso fato de que havia recebido o evangelho de Deus e não de homens: ‘Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei” (1 Coríntios 11:23).


 “...nem com imundícia, “

É geralmente reconhecido que o pensamento aqui não se refere à impureza física ou ritual, mas, sim, à impureza moral. Em 1 Tessalonicenses 4:7 está escrito: “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” Paulo a contrasta com a santidade. Paulo vivia uma vida pura. Ele deixa claro o motivo pelo qual realizava seu ministério. A sua exortação não procedia de impureza. Alguns acusavam Paulo de estar fazendo a obra com a motivação errada. Porém, seus motivos eram puros diante de Deus e dos homens. Uns pregavam a mensagem errada com a motivação errada; outros pregavam a mensagem certa com a motivação errada: “Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho” (Filipenses 1:15-17), mas Paulo pregava a mensagem certa com a motivação certa.


“...nem com fraudulência 

"Outro aspecto relevante que o apóstolo faz questão de apresentar para diferenciar-se dos falsos profetas que já se introduziam naquela comunidade. É a transmissão das verdades do Reino feita sem segundas intenções (dolo). Diferentemente de determinados contemporâneos seus, Paulo anunciava as palavras de Jesus sem a expectativa de um “retorno financeiro”. Não havia bajulação ou charlatanismo na mensagem apostólica: “Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha” (1 Tessalonicenses 2:5). Além de suas próprias consciências e corações que estavam diante de Deus, Paulo e sua equipe dispunham ainda do unânime testemunho dos tessalonicenses que referendavam uma postura não mercenária e não ambiciosa: “Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós...” (1 Tessalonicenses 2:9). Paulo não fora a Macedônia para entesourar riquezas humanas; não era seu objetivo fazer um “pé-de-meia” para sua vida apostólica. O evangelho foi anunciado sem ganância ou bajulação, tendo Deus como testemunha.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

BRAZIL, Thiago. A igreja do arrebatamento – o padrão dos Tessalonicenses para os últimos dias. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

CLARO, Francisco Eloi Martinho Prior. Marcas helenistas na Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses: A inculturação no primeiro escrito bíblico cristão. Dissertação (Mestrado em Teologia). Porto, 2017.

LOPES, Hernandes Dias. 1 e 2 Tessalonicenses: (como se preparar para a segunda vinda de Cristo). São Paulo: Hagnos, 2008.

Colossenses 3.21

Colossenses 3.21 “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.  “ 


“Vós, pais, não irriteis a vossos filhos,"

Embora os filhos devam ser obedientes, os pais não devem ser tão exigentes e irracionais a ponto de frustrar os filhos. A palavra grega usada por Paulo (erethizein) para ira significa:  “provocar, amargar, enfadar, causar ressentimento”. E sugere: desejo de irritá-los, ou pela implicância, ou, ainda mais sério, por zombar dos seus esforços ou ferir seu respeito-próprio. Os pais podem irritar os filhos com ordens rígidas, correções para pequenos erros, exigências rigorosas demais ou castigo severo. Precisam temperar a disciplina e o rigor com amor e bondade. Os pais não devem importunar, criticar, gerar ressentimento, reclamar continuamente isso é provocar filhos à ira nos filhos. Humilhar os filhos, não os tratando de um modo igual aos demais, ou não sendo compreensivo pode desanimá-los imensamente. 

Os pais não devem ser apenas genitores; devem ser pais, no verdadeiro sentido da palavra. O genitor é aquele que gera; o pai é aquele que, além de gerar, ama, cuida, zela, instrui, educa, orienta, e, acima de tudo, dá exemplo aos filhos. Certamente, Paulo já houvera observado que, em muitos lares, há pais que provocam os filhos com palavras duras, e até maldizentes. Esse não é o relacionamento bíblico entre pais e filhos. O princípio de Mateus 7:12 aplica-se a todos, adultos e crianças igualmente. Os pais devem tratar os filhos como querem ser tratados. Afinal os “filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão” (SI 127.3). Se eles são herança de Deus e um prêmio para os pais, precisam ser tratados com muito cuidado e amor. Os pais de Jesus deram grande exemplo na criação do filho primogênito: “E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40). Esse crescimento espiritual e intelectual era fruto de uma educação séria, em que a criança era levada a conhecer a Lei (torá) de tal forma que, aos doze anos, já deveria saber de cor os trechos do Pentateuco, a serem recitados na cerimônia do bar mitzvah, quando o adolescente passava a ser responsável pelos seus atos diante de Deus.

Hoje, há um grande perigo na formação espiritual dos filhos dos cristãos, pois há um grande afrouxamento na formação espiritual da família. A televisão, com toda a sua programação recheada de demonismo, violência, vícios, jogos e outros entretenimentos, toma o lugar do culto doméstico. Das 168 horas da semana, uma criança ou adolescente passa apenas umas quatro ou seis frequentando a igreja, na Escola Dominical ou nos cultos. Há mais possibilidade de haver influência marcante na mente dos filhos pelo ensino deturpado da mídia secular do que pela doutrina ministrada nas igrejas locais. Paulo tinha o cuidado com a família, pois sabia que ela é, de fato, a célula-mãe da sociedade. Se essa se degenerar, a sociedade se degenera, e a igreja, por sua vez, sofre as consequências.

No passado, Deus responsabilizou os pais por instruírem seus filhos. Ele escolheu Abraão como o pai de Sua nação especial porque ele instruiria seus filhos depois dele a guardarem o caminho do Senhor: Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado. (Gênesis 18:19). Deus responsabilizou Eli pela corrupção de seus filhos (1 Samuel 3:14) Porque eu já lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu. Paulo instruiu os pais a criarem seus filhos “na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).


"... para que não percam o ânimo.  “ 

No grego, “ficar desanimado” pode ser traduzida por “abatido, triste, desencorajado”. O coração terno de uma criança pode ser facilmente partido, levando-a a ter um complexo de inferioridade. O esforço dos pais não deve se concentrar somente em instruir os filhos a evitarem ser malcriados, desobedientes. Enfatizar demais a eliminação do que está errado pode levar um filho a ser negativo. O alvo apropriado para os pais é instruir os filhos a serem como Cristo em sua conduta, o que inclui revestir-se dos atributos positivos bem como despojar-se dos negativos.

Filhos precisam de heróis e modelos para seguir, e não reprimendas constantes por má conduta. Instruir uma criança “no caminho em que deve andar” (Provérbios 22:6) inclui mais do que instruí-la no caminho em que não deve andar. Apontar o caminho certo para um filho talvez seja mais importante do que adverti-lo contra a direção errada.

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
18/04/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD.

CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios 3a Ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_03.pdf

STOTT, Jonh. A mensagem e Efésios – A nova sociedade de Deus. São Paulo:  Abu editora, 2001.

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.