Deuteronômio 7:18 “Delas não tenhas temor; não deixes de te lembrar do que o Senhor teu Deus fez a Faraó e a todos osIsaías 59:2 “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”
“Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus;”
A capacidade de Deus para “salvar” e “ouvir” as orações do seu povo não está de qualquer forma limitada (v.1). A alienação e a distância sentidas pelo povo não eram culpa de Deus. “Vossas iniqüidades” (Avon) e “vossos pecados” (Chataá) estão em posição enfática no texto hebraico, salientando a origem da alienação e distância. No original hebraico pecado (chataá) significa "errar o alvo" ou tropeçar, descrevendo um ato ou deslize. Já iniqüidade diz respeito a deformidade de caráter, pecado voluntario e consciente. Apesar da distinção da definição das palavras os efeitos os mesmos para ambos (separar e encobrir).
Todas as iniqüidades e os pecados formam uma barreira entre Deus e nós. As iniqüidades não nos separam necessariamente da presença do amor de Deus, afinal Deus está presente em todos os lugares (Salmo 139:7) e ama os pecadores (Romanos 5:8). Porém os pecados nos separam da comunhão com Deus, porque quando a cometemos deixamos de pensar como Deus: “Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 João 1:6)
Eles também nos separam da bênção de Deus e de alguma forma, da proteção de Deus, porque Ele permite que provações venham ao nosso caminho para nos corrigir. Separam-nos de muitos dos outros benefícios do amor de Deus, mesmo que o Filho Pródigo (Lucas 15:11-32) ainda fosse amado pelo pai, ele não desfrutasse dos benefícios desse amor enquanto estava em iniqüidade.
“... e os vossos pecados encobrem o seu
rosto de vós, para que não vos ouça.”
A adoração era uma espécie de busca do rosto de Javé. Porém os homens entraram no santuário para buscar a face de Deus, mas para eles não houve a glória shekinah, nem a grande nem a pequena. Davi orou: “Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação” (Salmos 27:9).
A presença divina poderia curar, mas a barreira de pecados não permitia uma operação graciosa. Fizeram o Senhor ocultar o Seu rosto por trás daquele véu de pecados e o tornaram surdo diante de tantas iniqüidades. O versículo de Lamentações 3:44 na tradução NVI diz: "Tu te cercaste de nuvens para que as nossas orações não chegassem a ti". Por causa dos pecados Deus fica indisposto a responder a às nossas orações.
Jesus na cruz clamou: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mateus 27:46 e Marcos 15:34). Ele não foi abandonado num sentido absoluto e definitivo, mas de alguma forma desamparado por se tornar maldito e isso se devia aos nossos pecados e não aos Seus.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/10/2026
FONTES:
GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
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