Deuteronômio 30.19 “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente.”
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti,”
A invocação de testemunhas é uma característica normal dos tratados seculares. Os deuses de ambas as partes pactuantes eram normalmente invocados como testemunhas. Em Israel tal apelo aos deuses era rejeitado, mas de maneira simbólica céus e terra eram convocados a testemunhar: "Hoje tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra, que certamente perecereis depressa da terra, a qual, passado o Jordão, ides possuir; não prolongareis os vossos dias nela; antes, sereis de todo destruídos" (Deuteronômio 4: 26).
O céu e a terra também acompanhariam a escolha que os filhos de Israel fizessem, entre obedecer e desobedecer, conforme era requerido por condições do Pacto Palestínico. Na presença deles a escolha é apresentada a Israel, vida ou morte, bênção ou maldição.
“... que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente.”
Moisés já havia resumido resumido todos os seus argumentos a favor da obediência, em duas palavras, a bênção e a maldição (Deuteronômio 11:27-28), agora ele acrescenta vida e morte. A neutralidade nesta decisão é simplesmente excluída. Dois caminhos são apresentados: o caminho da obediência, que conduz à bênção e garante vida e o caminho da desobediência, que conduzirá à maldição gerando a morte. A decisão final cabia a Israel, dependendo do livre arbítrio do povo.
O mediador Moisés deixa bem claro as alternativas e então apela a Israel a escolher a vida, pois a escolha que fizessem teria efeitos a longo prazo, afetando a vida de seus descendentes e o próprio futuro da nação: “para que vivas, tu e a tua descendência”.
O propósito do Novo Testamento é praticamente o mesmo. De igual maneira, apresenta diante de nós a vida e a morte, o bem e o mal. “Quem crer... será salvo. Mas quem não crer será condenado”(Marcos 16.16). A quem crer Deus dará a vida eterna. Mas àqueles que são desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade (e assim, na verdade, adoram a outros deuses, e os servem), serão entregues a indignação e a ira de um Deus imortal, cuja conseqüência necessariamente será a tribulação e a angústia de uma alma imortal (Romanos 2.7-9).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/10/2026
FONTES:
GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
Nenhum comentário:
Postar um comentário