domingo, 16 de junho de 2024

Rute 2.12

 

Rute 2.12 “O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. ” 

 

“O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor, ”

A fama de Rute chegou na sua frente no campo de Boaz. Suas virtudes precederam sua chegada a Belém. Elas são destacadas pelos trabalhadores de Boaz (2.7) e depois por ele próprio (2.11).

Boaz sabia que ele não poderia recompensar Rute adequadamente por sua lealdade. Por isso, orou para que Rute fosse abundantemente recompensada pelo Senhor.

A devoção cristã sempre teve a devida cautela de não fazer o bem "por amor a uma recompensa". Mas as palavras que Boaz usa aqui são "retribuição" e "recompensa". Essa oração de Boaz pedindo a Deus um "pagamento" para Rute por seu devotado serviço deve ser entendida no contexto de sua fé no Senhor da aliança.

Talvez seja conveniente fazer aqui uma distinção entre o que se costuma chamar de recompen­sas "arbitrárias" e aquelas que são "verdadeiras" recompensas. As recompensas arbitrárias não têm qualquer relação direta com o comportamento que as causou. Não há necessariamente nada de errado em se ser recompensado arbitrariamente (como receber di­nheiro por uma pintura a óleo que você criou).

As "verdadeiras" recompensas, pelo contrário, são consequências diretas e integralmente relacionadas com o comportamento (como a satisfação de ser capaz de pintar depois de muita prática). Assim, a verdadeira recompensa de se dar esmolas, orar e jejuar é o relacio­namento com Deus, o que essas atividades pretendem expressar.

Quando Jesus insiste em que as boas obras deveriam ser feitas sem interesse em recompensa, ele também dá a entender que a "verdadeira" recompensa pela bondade deve ser deixada com Deus. Um precioso relacionamento com Deus é a "devida recom­pensa" da obediência amorosa em resposta à sua iniciativa de graça e amor: A Abrão Deus disse: "Não temas ... eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão" (Génesis 15:1).

 

“Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. ”

A oração de Boaz termina com esta frase, que de diversas maneiras focaliza o tema de todo o livro. Ela inclui este gracioso quadro de Deus como uma águia que estende as asas sobre os seus filhotes: “Como a águia desperta a sua ninhada, move-se sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas” (Deuteronômio 32.11)

Embora Rute se visse como uma “estrangeira”, Boaz a enxerga como um membro da família de Javé, sob cujas asas ela “veio buscar refúgio”:

 

Rute, antes de chegar a Israel, creu no Deus de Israel; antes de entrar nos campos de Belém, a Casa do Pão, já havia saciado sua fome naquele que é o Pão da Vida. Todo aquele que busca abrigo sob as asas do Onipotente encontra refúgio seguro. Deus jamais desampara aqueles que nEle esperam.

Não há mérito em nós, mas todos aqueles que buscam refúgio sob as asas do Onipotente encontram salvação. A mensagem central do evangelho mostra que todos os que se humilham e buscam refúgio encontram ampla provisão, forte proteção e rica comunhão sob as asas do Onipotente. Como uma galinha ajunta seus pintinhos sob as asas para protegê-los do mal, assim Deus protege aqueles que O buscam (Mateus 23.37).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

LOPES, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

Rute 1.1

 

Rute 1.1 “E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele, e sua mulher, e seus dois filhos.” 

 

“E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam,”

Este verso coloca o episódio do livro numa época certa, mesmo que não tivesse sido escrito nela. Pertence, pois, ao período dos juízes, mas a ocasião exata não sabemos. O período, como vimos, compreende 350 anos, tempo suficiente para um desenvolvimento muito além, superior àquele que o livro nos mostra. Ele reflete uma época muito anterior a Samuel, mas alguns comentadores o colocam na era desse juiz e sacerdote.

O livro de Juízes termina com uma referência ao caos social e à miséria pessoal resultantes da falta de autoridade justa entre o povo: ”Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Juízes 21.25).

 

“... houve uma fome na terra;

Mesquita diz que as chuvas na Palestina não são muito abundantes e com bastante frequência são insuficientes para regarem adequadamente a lavoura básica. Houve fomes durante a vida de Abraão (Genesis 12:10), Davi (2 Samuel 11:1) e Elias (I Reis 17:1).

Todavia essa fome era fora do comum. Alguns comentaristas crêem que a fome local na região de Belém devia-se em parte às pilhagens associadas com o período caótico dos juizes. A invasão midianita no período de Gideão, por exemplo, destruiu a lavoura e o gado.

 

“... pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe,

Esse homem é chamado Elimeleque que significa "meu Deus é rei". Por causa da fome, Elimeleque decidiu que ele e sua família iriam morar durante algum tempo como estrangeiros residentes (peregri­nos) na terra de Moabe.

Belém de Judá era uma cidade, cerca de oito quilómetros ao sul da atual Jerusalém. Seu nome significa "casa do pão", nome que aponta para a incomum fertilidade daquela região para o plantio de cereais (como o esclarece o capítulo 2 do livro de Rute).

Moabe foi um filho de Ló, o fruto funesto de um relacionamento incestuoso de Ló com uma de suas filhas (Genesis 19:36, 37 ). Os moabitas pagaram a Balaão para amaldiçoar Israel (Numeros 22:1-8), durante a peregrinação de Israel a Canaã. Sob circunstâncias normais os moabitas eram excluídos da participação da vida nacional e cooperativa de Israel (Deuteronomio 23:3-6). No entanto havia um relacionamento amistoso entre indivíduos israelitas e moabitas. Quando fugia da ira de Saul, Davi encontrou um amigo no rei de Moabe (I Samuel 22:3, 4).

 

“..., ele, e sua mulher, e seus dois filhos.”

A esposa - Noemi significa "amável, encantadora, agradável". E o comovente significado deste nome destaca-se mais tarde, quando ela volta de Moabe com sua nora Rute, entristecida pelas experiências amargas que ela cria ter recebido da mão do Senhor. "Não me chameis de Noemi", ela diz aos seus vizinhos, "chamai-me Mara; porque grande .unargura me tem dado o Todo-poderoso" (Rute 1:20).

Os filhos - Os nomes dos dois filhos de Elimeleque e Noemi expressam fraqueza física. Malom significa "doentio", “delicado”e Quiliom, "definhante", “fraco”. Na verdade não viveram muito tempo depois de se estabelecerem em Moabe.

Família de quatro pessoas, bem comportadas, família caseira e unida, seria um estímulo aos seus aparentados moabitas, cujos costumes eram bem diferentes, pelo que sabemos das suas crônicas religiosas (Números 25). Todavia, essa gentil família infelizmente encontraria naquele lugar a morte.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo nos Livros de Josué Juízes e Rute - Uma Nação Que se Forma. Juerp, 1973.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

Rute 4.14

 

Rute 4.14 “Então, as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel.” 

 

“Então, as mulheres disseram a Noemi:”

Após Boaz receber Rute por mulher, o Senhor fez Rute conceber, e deu à luz um filho (v.13). As mulheres da cidade ficaram encantadas, pelo nascimento da criança. Quando Noemi retornou de Moabe com Rute essas mulheres já haviam mostrado interesse nelas: “Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi?” (Rute 1.19).

Vêm a ela, agora, ao invés de a Rute, provavelmente porque a conhecem há mais tempo, ou talvez porque ela é quem tenha maior necessidade de companhia. Afinal, Rute tem um marido e agora um filho para ocupar toda sua atenção.

Às mulheres congratulam-se com Noemi e, de maneira consistente com aquilo que temos visto através deste livro, atribuem tudo quanto aconteceu à mão do Senhor.

 

“Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor,”

Seja o Senhor bendito era modo usual de exprimir gratidão. A mais antiga forma de oração judia que conhecemos (que se admite ser bem mais antiga do que esta sob discussão) é denominada “as oito bênçãos”, porque cada oração inicia-se com “bendito sejas tu, Senhor”.

A razão atribuída para a gratidão é que Deus não deixou Noemi sem um resgatador. Até este ponto, teríamos pensado que resgatador era Boaz; contudo, esta declaração prossegue, culminando no fim do versículo seguinte, onde há uma referência a Rute, que o deu à luz. Torna-se claro que as mulheres estão falando do bebê. Deus enviou a criança a fim de que fosse o resgatador de Noemi (Knox: um herdeiro).

Continuamente Deus está trabalhando a favor de Noemi para provar-lhe Seu favor. Quando ela perdeu seu marido e filhos, Deus deu a ela Rute. Quando ela pensou num resgatador, Deus deu a ela Boaz. Quando Rute casou-se com Boaz, Deus deu a ela um filho.

 

“... e seja o seu nome afamado em Israel.”

O neto de Noemi é alvo das orações das mulheres de Belém. Ele era o resgatador de Noemi. A sua família se perpetuaria na terra por intermédio dele. Através dele que se faria perpetuar o nome da família de Noemi sobre a terra e foi seu arrimo na velhice.

Seja afamado em Israel o nome deste é uma oração para que a criança se torne famosa, da mesma forma como os homens haviam orado pelo mesmo objetivo quanto a Boaz (v.11).

A oração dessas vizinhas sobre a criança foi atendida por Deus, elas lhe nomearam: “E deram-lhe o nome de Obede” (v.17). Caprichosamente o escritor do livro antecipa quem foi Obede: “Este é o pai de Jessé, pai de Davi” (v.17). Isso tornou seu nome afamado.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

Lopes, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

sábado, 15 de junho de 2024

Hebreus 2:15

 

Hebreus 2:15 “E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. “

 

O medo da morte é recorrente e comum. Apesar de ela ser um fato humano a tememos. Mas uma vez que Cristo triunfou sobre a morte: “Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela;” (Atos 2.24). Cristo possui as chaves  da morte: “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:18).

A morte não é o fim da estrada; é apenas uma curva na estrada. A estrada apenas serpenteia através desses caminhos pelos quais Cristo mesmo caminhou. Freqüentemente dizemos que Cristo nos encontrará do outro lado: “Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor  (Porque andamos por fé, e não por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2 Coríntios 5.6-8)

Havia uma menina que morava ao lado de um cemitério e para chegar mais rápido em casa quando voltava da escola ela atravessava o cemitério. Um espectador curioso a perguntou a menininha se ela não sentia medo de atravessar o cemitério. Ela replicou: “Não, não tenho medo, pois minha casa é do outro lado!”. Nunca se deve temer um êxodo se for o caminho para um lugar melhor.

E assim é. Na morte, os cristãos mudam de um lugar para outro. Há motivo para pranto, mas não “como os outros que não têm esperança”. Essa confiança faz com que os descrentes percebam que os cristãos morrem de maneira distinta. Cristo garante a nós: “E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (João 14:3).

Aristides, maravilhou-se com o sucesso extraordinário do Cristianismo e escreveu a um amigo: “Se algum homem justo entre os cristãos partir deste mundo, eles regozijam-se, agradecem a Deus e acompanham o corpo com cânticos e ações de graças como se estivessem partindo de um lugar para outro lugar próximo.”

Crisóstomo criticou as lamentações públicas exibidas em sepultamentos de sua época: Quando eu presencio os lamentos em lugares públicos, os gemidos pelos que já partiram desta vida, os uivos e todo tipo de comportamento inadequado, envergonho-me perante os pagãos e judeus e hereges que assistem a isso, e de fato perante todos que por essa razão riem e escarnecem de nós... Que Deus conceda que todos vocês partam desta vida sem serem pranteados! Ele acreditava que a tendência de chorar inconsolavelmente pela morte de um ente querido gerava descrentes.

Martinho Lutero disse: “Quem teme a morte ou não a vê com bom grado não é suficientemente cristão. Porquanto, tal pessoa carece de fé na ressurreição e ama esta vida mais do que a vida por vir.

Paulo, disse: ”tenho grande desejo de “partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” (Filipenses 1:23) Cristo disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente” (João 11:25,26).

Como uma fé forte ajuda o cristão a não ter medo da morte? Primeiramente, ela dá a segurança de um lar celestial (2 Coríntios 5:1).  Em segundo lugar, ela acaba com o aguilhão da morte (1 Coríntios 15:54, 55).  Em terceiro lugar, ela provê a crença numa eternidade que “é incomparavelmente melhor” do que a vida na terra (Filipenses 1:22, 23).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/3/2024

FONTES:

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremacia de Cristo: Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD,2017.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201403_03.pdf

Hebreus 2:14

 

Hebreus 2:14 ”E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;”

 

”E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas,”

Cristo é consubstancial com o Pai e o Espírito Santo. Nós somos carne e sangue. Esse versículo afirma que Cristo participou da condição humana, tornando-se Homem através da encarnação: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14)

Por causa da sua natureza divina Cristo é chamado de Unigênito do Pai (João 3.16). Por causa da sua encarnação ele é chamado de Filho do homem. Era necessário que Cristo assumisse a natureza humana para que nós participássemos da natureza divina: “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.” (2 Pedro 1:4).

Cristo então, através do mistério da encarnação se torna carne e sangue: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5)

O docetismo (Sec II), era uma heresia dos primórdios do cristianismo, ensinava que Jesus só parecia ser humano, não tendo realmente participado de carne e sangue. A palavra “docetismo” vem do grego dokeo, que significa “parecer”. Hebreus refuta de uma vez por todas essa doutrina falsa, mostrando que as tentações de Jesus foram reais: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hebreus 4:15).

 

“... para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;”

Eis aqui um dos motivos porque Cristo teve que morrer. Aniquilar quem tinha o poder ou império da morte, ou seja, o Diabo. A morte entrou no mundo por um homem (Adão): “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12).

Por causa do Pecado: “Ora, o aguilhão da morte é o pecado” (1 Coríntios 15:56) a morte entrou no mundo. Ou seja, o pecado gera a morte conforme diz Paulo: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23). Logo salário do pecado significa conseqüência do pecado.

Deus havia dito a esse Adão: “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2:16,17)

A morte entrou no mundo por influencia do diabo .Ele é chamado de homicida desde o princípio. Por isso lhe é atribuído o império ou poder da morte. Por isso Cristo veio aniquilar quem tinha o poder sobre a morte.

A palavra traduzida por “aniquilar” (katargeo) não significa aniquilar nem destruir, mas “incapacitar”. João disse a mesma coisa sobre o poder de Satanás. Primeira João 3:8 nos informa: “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/3/2024

FONTES:

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremacia de Cristo: Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD,2017.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201403_03.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE JUNHO DE 2024 (Mateus 25.46)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE JUNHO DE 2024
PASSAR A ETERNIDADE TEM A VER COM UMA ESCOLHA

Mateus 25.46 “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.”

 

“E irão estes para o tormento eterno,”

Quem são estes? Esses serão as nações apartadas a esquerda daquele que se assentará no trono da sua glória (Mateus 25.31): “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” (Mateus 25.33). Essas nações bodes diz o Pastor Antonio Gilberto: deverão ser povos sanguinários, beliscosos e perseguidores de Israel que seguiram o Anticristo.”

Os pecadores serão conduzidos à punição eterna. A sentença será, então, executada rapidamente, e não existe adiamento, não há tempo para se solicitar uma revisão da sentença. A execução dos pecadores é mencionada primeira; pois primeiro é juntado e queimado o joio.

Eles irão para o tormento eterno. “Eterno” significa “sem fim, que nunca cessa, que dura para sempre”. A declaração de Jesus não nos permite limitar a duração do inferno e dizer que os perdidos serão aniquilados ou consumidos. “Aionios” é usado para descrever a duração tanto do inferno como do céu: Se limitarmos a duração do inferno, então teremos também que limitar a duração do céu.

Este lugar foi preparado para o diabo e seus anjos (Mateus 25.41). Por causa do Seu grande amor, Deus fez tudo o que era necessário para evitar que a humanidade fosse para esse lugar terrível de tormento (João 3:16, 17, 36). Os homens não herdam o fogo eterno (contraste com os justos, v. 34), mas vão para lá recusando a graça de Deus.

 

“... mas os justos para a vida eterna.”

Deus separará os seus verdadeiros seguidores dos fingidos e dos infiéis, e os seus destinos serão completamente diferentes: “Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá” (Salmos 1.6). Não há meio-termo nem uma terceira opção (como o suposto purgatório).

A vida eterna é retratada como uma recompensa para os justos (as ovelhas) que serviram obedientemente o Rei. Eles são verdadeiramente “abençoados” pelo Pai. Como herdeiros, “herdam” o reino celestial que foi preparado para eles desde o começo dos tempos. Também gozam de uma perfeita comunhão com Cristo e com Deus.

Champlin diz que vida eterna é mais do que uma vida que não tem fim, diz respeito a uma espécie de vida. Deus é eterno, ou seja, possui uma forma extremamente elevada de existência. E nós à proporção em que vamos sendo transformados a imagem de Cristo compartilharemos dessa forma de vida, em Cristo. Pois a vida eterna consiste da participação na vida de Deus: “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina...” (2 Pedro 1:4).

É lamentável que a igreja tenha reduzido essa vida a uma mera existência interminável. O que se destaca não é tanto a duração interminável, e, sim, a qualidade dessa vida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/5/2024

FONTES:

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Norman.O Novo Testamento Interpretado: Versículo Por Versículo, Volume 1. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201211_02.pdf

SILVA, Antônio Gilberto. O Calendário da Profecia. Rio de Janeiro. Casa. Publicadora das Assembléias de Deus, 1985.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE JUNHO DE 2024 (Mateus 25.41)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE JUNHO DE 2024
INFERNO COMO CASTIGO ETERNO, FOGO ETERNO

Mateus 25.41 “Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”

 

“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda:”

Quando o Senhor vier e iniciar o julgamento das nações. Ele fará distinção entre o precioso e o vil. Ele “apartará uns dos outros”, como o joio e o trigo são separados na colheita, o peixe bom do ruim, na margem, o trigo da palha, na eira.

Primeiro ele permitirá a entrada ao reino milenial àqueles a quem ele tinha apartado a sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25.34). Depois julgará àqueles que havia deixado a sua esquerda: “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” (Mateus 25.33).

Diz o Pastor Antonio Gilberto: “os da direita ele os chamará de “nações ovelhas”, possivelmente povos pacíficos, amigos protetores e defensores de Israel. Os da esquerda ele os chamará de “nações bodes”, que deverão ser povos sanguinários, beliscosos e perseguidores de Israel que seguiram o Anticristo.”

 

 “Apartai-vos de mim, malditos, o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. ””

Então se segue o julgamento dos que estão à esquerda:

Dirá a eles: “Apartai-vos de mim”. Eles serão condenados. Ser condenado é ser separado da presença do Senhor “Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1:9), sendo impedido de ter comunhão com Ele.

Eles serão lançados para o fogo eterno, ou seja, o inferno. “Eterno” significa “sem fim, que nunca cessa, que dura para sempre”. A declaração de Jesus não nos permite limitar a duração do inferno e dizer que os perdidos serão aniquilados ou consumidos. “Aionios” é usado para descrever a duração tanto do inferno como do céu: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25:46). Se limitarmos a duração do inferno, então teremos também que limitar a duração do céu.

O verbo ”preparado” é uma repetição do versículo 34, que afirma que o reino foi “preparado” para os justos. Aqui um lugar de tormento foi “preparado” para o diabo e seus anjos. Por causa do Seu grande amor, Deus fez tudo o que era necessário para evitar que a humanidade fosse para esse lugar terrível de tormento (João 3:16, 17, 36).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201211_02.pdf

SILVA, Antônio Gilberto. O Calendário da Profecia. Rio de Janeiro. Casa. Publicadora das Assembléias de Deus, 1985.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE JUNHO DE 2024 (2 Pedro 2.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE JUNHO DE 2024
INFERNO COMO LUGAR DE PRISÃO DOS ANJOS CAÍDOS

2 Pedro 2.4 “Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;”

 

“Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram,”

O apóstolo Pedro está argumentando que o mesmo Deus que executou o julgamento no passado era plenamente capaz de fazê-lo novamente. “Ele não vai poupar os falsos mestres. Eles também serão julgados”. Pedro não disse isso, mas está suficientemente implícito.

Quando esses anjos pecaram? Por não ter contexto imediato essa passagem possui mais de uma explicação.

Alguns citam que pecaram no incidente bíblico de Gênesis 6:2 “vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres”. Nessa interpretação os filhos de Deus são anjos: “E em certo dia, os filhos de Deus vieram para se apresentarem diante do SENHOR, e Satanás também veio entre eles” (Jó 1.6). Os anjos haveriam se relacionados com mulheres e gerados os gigantes da terra. Posteriormente viria seu castigo.

Quem acredita nisso tem sua fonte no não canônico de Livro de Enoque. Todavia, nem a ortodoxia nem Flavio Josefo concordam que os Filhos de Deus esses são anjos. Agostinho afirmou que ninguém pode tomar este relato literalmente e ninguém pode falar a respeito dos anjos dessa maneira. Jesus afirmou que anjos não se casam, e que um dia seremos como eles: ” Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mateus 22.30).

A outra explicação é baseada na rebelião ocorrida no céu e a queda no mundo angelical (Isaías 14.12-15; Ezequiel 28.11-19). O anjo de luz transformou-se em Satanás, que arrastou consigo um terço dos anjos (Apocalipse 12.4). Destes alguns se tornaram demônios e servem seu novo comando, outros, mais ferozes, foram precipitados no inferno (Tártaro), um lugar de trevas, onde aguardam o juízo de Deus.

Judas também fez alusão ao julgamento que sobreveio a certos anjos, mas ele acrescentou que eles caíram porque não estavam satisfeitos com o lugar que Deus lhes conferiu: "E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão, e em prisões eternas até o juízo daquele dia" (Judas v.6).

Judas e outras fontes paralelas, dizem que algumas ordens angelicais caíram. Eles abandonaram o seu estado original. O lugar de honra, de bem-estar e do domínio que eles possuíam nos lugares celestiais, nas esferas espirituais da existência. Antes, tais anjos contavam com o favor divino, pois eram espiritualmente puros e tinham um poder inconcebível. Mas caíram.

Isso sucedeu propositadamente. Fizeram uma louca escolha e má decisão. A sua má escolha pode-se ver em inferência nas palavras de Elifaz, o Tamanita, o amigo de Jó,"...e nos seus anjos encontra loucura" (Jó 4.18b).

 

“... mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão,”

Esses não estão presentemente a serviço de Satanás, e sim, aprisionados por expressa ordem de Deus, em cadeias eternas, na escuridão exterior.

A palavra traduzida por inferno é “Tártaro” e é mencionada apenas uma vez na Bíblia. O Tártaro não é de modo nenhum um conceito judeu, mas sim grego. Na mitologia grega o Tártaro é o inferno mais baixo; está tão abaixo em relação ao Hades como o está a Terra em relação ao Céu.

Ele é classificado por alguns eruditos como sendo um lugar separado do Hades, ou, como é mais provável, o próprio Abismo. Pois, alguns manuscritos dizem que esses anjos foram presos “com correntes de trevas”, e outros “em abismos de trevas”. ARA segue a segunda opção: os entregou a abismos de trevas. Havia um abismo intransponível entre as duas partes do Hades, de forma que Lázaro não podia ir para o outro lado onde estava Deus. Lucas 16.26-31.

No milênio Satanás será amarrado e lançado no abismo: “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem” (Apocalipse 20.1-3). Os demônios temem o Abismo, pois eles rogaram a Jesus que não os lançasse ali: “E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo” (Lucas 8.31).

 

“... ficando reservados para o juízo;”

Esses anjos não ficarão no Tártaro para sempre. Eles estão esperando pelo julgamento do grande dia. ”... reservou na escuridão, e em prisões eternas até o juízo daquele dia" (Judas v.6). Eles estão reservados. Durante a Grande Tribulação, durante o toque da quinta trombeta, eles ficarão por cinco meses sob o domínio total de Satanás, depois, certamente, voltarão a ser aprisionados e evidentemente comparecerão a Juízo Apocalipse 9.1-3.

Isso não significa que serão libertados no dia do julgamento. Certamente não serão! As evidências estão sendo coletadas, de modo que Deus possa proferir o veredito naquele dia temível. Serão julgados certamente na ocasião do Grande Trono Branco. Os crentes ajudarão a julgar os anjos. “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?” (1 Coríntios 6.3). Após eles serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos (Apocalipse 20.10).

Apesar desta passagem ser difícil, o seu significado é claro. Até os próprios anjos foram castigados quando pecaram por sua concupiscência. Quanto mais serão castigados os homens? Os anjos não puderam rebelar-se contra Deus e escapar às conseqüências dessa rebelião. Como poderão escapar os homens? Os seres humanos não precisam culpar a outros, nem mesmo aos anjos; nada nem ninguém, exceto sua rebelde concupiscência, é responsável pelo pecado que eles cometem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/5/2024

FONTES:

Lopes, Hernandes Dias. 2 Pedro e Judas : quando os falsos profetas atacam a Igreja. — São Paulo: Hagnos, 2013.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201412_04.pdf

SILVA, Severino Pedro. A doutrina bíblica dos anjos- Estudo sobre a natureza e ofício dos seres celestiais. Rio de Janeiro:  CPAD, 1987.

Livro de Enoque, o etíope. São Paulo: Fonte Editorial, 2019.

SILVA, Severino Pedro. Apocalipse Versículo por Versículo. Rio de Janeiro:  CPAD, 1985.

Kistemaker, Simon J.  Epístolas de Pedro e Judas, trans. Susana Klassen, 1a edição., Comentário do Novo Testamento. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2006.

Barclay, William. The Letters of James and Peter (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE JUNHO DE 2024 (Salmo 16.10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE JUNHO DE 2024
INFERNO COMO SEPULTURA, LUGAR DOS MORTOS

Salmo 16.10 “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.”

 

“Pois não deixarás a minha alma no inferno,”

Mesmo após a morte, Davi esperava ver a face do Senhor. Por isso Ele podia se submeter à experiência da morte na esperança de que Deus não abandonaria a sua alma na morte (Sheol), uma vez que Deus é o Deus dos vivos. Sheol aqui, como Hades no Novo Testamento, significa o estado dos mortos, o estado separado das almas depois da morte, o mundo invisível das almas.

Apesar do V.T. não revelar plenamente a vida após a morte, Davi estava confiante que Deus lhe mostraria os caminhos da vida e lhe proporcionaria a plenitude da alegria da presença divina mesmo depois da morte.

No salmo, Davi falou na primeira pessoa; por isso parecia falar de si mesmo. Os judeus, contudo, entendiam que havia tal proximidade entre Davi e seu herdeiro, que ele, muitas vezes, usava a primeira pessoa ao falar do Messias. A questão sempre era se ele se referia a si mesmo ou ao Messias nesse salmo.

Pedro pregou que Davi quando escreveu não falava dele mesmo, mas de Cristo, seu herdeiro que havia ressuscitado e que ele havia sido testemunha: “Sendo, pois, ele profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no Hades, nem a sua carne viu a corrupção” (Atos 2.30-31).

Com sua morte Cristo desceu a sepultura. Pois foi sepultado no túmulo de José de Arimatéia: “Chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José; O qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro”(Marcos 15.43-46).

Pedro confirmando as palavras de Jesus: “Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra” (Mateus 12.40). Afirmou que ele desceu aos espíritos em prisão da época de Noé: “No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão” (1 Pedro 3.19). Disso testemunha também o apóstolo Paulo: “Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas” (Efésios 4.10). Sua alma não permaneceu no Sheol.

 

“... nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.”

Davi dificilmente usaria o termo “Santo” para referir-se a si mesmo, sobretudo após seu pecado com Bete-seba. Pedro, porém, usou outra abordagem: “Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje” (Atos 2.29).

O túmulo de Davi era uma imagem familiar a todos em Jerusalém; era o único túmulo dentro da cidade, e muitas pessoas passavam por ele diariamente. Era óbvio que Davi havia visto a corrupção. Paulo também cita esse versículo e afirma isso: “Por isso também em outro salmo diz: Não permitirás que o teu santo veja corrupção. Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, foi posto junto de seus pais e viu a corrupção. Mas aquele a quem Deus ressuscitou nenhuma corrupção viu” (Atos 13.35-37).

Conseqüentemente, Davi não estava falando de si mesmo, então tinha de ser ao Messias. Disse Pedro que Davi sendo profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono (2 Samuel 7:8–17), prevendo isso, referiu-se à ressurreição de Cristo , que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção (vv. 30, 31) . Ou seja, o corpo de Cristo de maneira impar e singular não sofreu decomposição.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/6/2024

FONTES:

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_06.pdf