domingo, 21 de janeiro de 2024

Mateus 5.37

Mateus 5.37 “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna”. 


Nossa época caracteriza-se pela ausência de credibilidade. A palavra de todo homem é suspeita, e temos adotado a atitude de que embora ouçam os o que se diz, sabemos que o que se diz não é o que se pretende dizer. Tal atitude espalhou-se de tal modo que o governo teve de intervir no campo da publicidade e estabelecer certas diretrizes quanto à veracidade da propaganda. Fatos que chegamos a aceitar como verdade, verificamos agora que são falsos. Assim, chegamos a desconfiar de quase tudo o que se diz. A prática do juramento tem raízes muito profundas no Antigo Testamento. O indivíduo jurava para afirmar a veracidade de suas palavras. O juramento era uma maldição que a pessoa se impunha se sua palavra não fosse verdadeira ou sua promessa não fosse cumprida. No texto que temos diante de nós, ocapítulo5deMateus, Jesus referiu-se aos que juravam pelo céu(v.34),ou pela terra (v. 35), ou pela cidade de Jerusalém (v.35). Um dos métodos mais comuns de jurar era erguer a mão para o céu e jurar pelo Deus do céu: “Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, Jurando que desde um fio até à correia de um sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão” (Gênesis 14:22,23).Essa ideia ainda perdura em nossos tribunais, pois se pede à pessoa que levante a mão direita e jure solenemente.


“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, “ 

Jesus não proíbe que juremos em julgamentos e na verdade, quando a lei nos exige isso. Isso é evidenciado pela ocasião dessa parte de seu ensino. O que ele reprova é o abuso. Ele reprova todo juramento como juramento comum. Jurar diante de um magistrado é bem diferente. Dessas mesmas palavras ele forma sua conclusão geral: "Seja o seu 'sim', 'sim', e o seu 'não', 'não' ", indica que respostas honestas podem ser dadas. De seu próprio exemplo, vemos que ele mesmo respondeu sob juramento quando exigido por um magistrado. Quando o sumo sacerdote lhe disse: "Exijo que você jure pelo Deus vivo: se você é o Cristo, o Filho de Deus, diga-nos", Jesus de imediato respondeu, afirmando: "Tu mesmo o disseste", isto é, que aquilo era verdade. Deus Pai confirmou por juramento sua disposição de mostrar aos herdeiros da promessa a imutabilidade de seu conselho. Também Paulo que, pelo que entendemos, tinha o Espírito de Deus e compreendia a mente deJesus, nos deu um exemplo. "Deus [... ] é minha testemunha", disse aos romanos, "de como sempre me lembro de vocês em minhas orações". Aos coríntios ele escreveu: "Invoco a Deus como testemunha de que foi a fim de poupá-los que não voltei a Corinto". E aos filipenses confessou: "Deus é minha testemunha de como tenho saudade de todos vocês, com profunda afeição de Cristo Jesus". Portanto, aparece inegavelmente que, se Paulo conhecia o significado das palavras de Jesus, elas não proíbem o juramento em ocasiões importantes mesmo uns aos outros. Muito menos proíbem juramentos a magistrados. Pelo menos, daquela afirmação de Paulo, algum juramento em geral era aceito. Em Hebreus ele ensinou: "Os homens juram por alguém superior a si mesmos, e o juramento confirma o que foi dito, pondo fim a toda discussão".


“...porque o que passa disso é de procedência maligna”.

Jurar pelo céu é o mesmo que jurar por Deus, já que Deus está no céu. Uma vez que Deus está presente em todos os lugares, está na terra e no céu, então jurar pela terra é também jurar por Deus. Jerusalém era a cidade santa de Deus. Assim, jurar por Jerusalém era jurar por Deus. É claro que nada é nosso. Tudo é de Deus. Ele é o único Senhor de tudo, no céu e na terra. É fácil perceber a razão: porque o que passa disso é de procedência maligna. Procedência Maligna quer dizer: isto vem do Diabo, o maligno; vem da corrupção da natureza do homem, da paixão e da veemência; de uma vaidade reinante na mente, e do desprezo pelas coisas sagradas; vem daquela falsidade que há nos homens. “Todo homem é mentiroso” (Romanos 3.4), e, consequentemente, os homens usam estas declarações porque desconfiam uns dos outros e pensam que sem estas palavras não se pode acreditar neles. Observe que os cristãos devem, para crédito da sua religião, evitar não somente o que é mal em si mesmo, mas o que vem do mal e aquilo que tem aparência de mal. É necessário evitar aquilo que possa ser suspeito, aquilo que vem de algum a causa ruim.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/05/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

WESLEY, John. O Sermão do Monte. São Paulo: Vida, 2012.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Mateus 5.22a

Mateus 5.22a “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo[…] . ” 


“Eu, porém, vos digo...” 

Este versículo faz parte das “antíteses” de Jesus, o número de antíteses no sermão do monte são seis (w. 22,28,32,34,39 e 44), constitui, juntamente com sua conclusão, “a ilustração direta do versículo 21: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo “, isto é, a justiça do Reino. Não se trata simplesmente de “máximas morais ou, em outros termos, de um ‘mandamento’ (5,18-19), mas é a ‘justiça superior’” contraposta à justiça dos fariseus, conforme o entendimento de Joachim Jeremias. Para o mesmo autor, a “lógica que prevalece nessa passagem é a do excesso” e, continua ele, “se se trata de excesso, do incalculável, o outro não é simplesmente uma pessoa, objeto de um respeito quantificável em vista de um mandamento, mas se torna ‘sujeito’ que encontramos como próximo para além da regra”. Neste caso a utilização da hipérbole indica que [tal] palavra [...] não visa à descrição precisa de uma prática, que arriscaria se tornar razoável e a reduzir a ‘justiça superior’ da ordem do Reino de Deus à letra do ‘mandamento’ da ordem deste mundo”. O que está sendo dito é que, enquanto o mandamento, por mais objetivo que fosse, não conseguia contemplar as múltiplas formas de o pecado se manifestar, a justiça superior não pode ser convertida em regras, apesar de elas existirem, pois sua abrangência visa ao estado de consciência e aos hábitos do coração. Ela não se contenta com a não concretização do erro e da transgressão, quando qualquer um pode constatar o que de fato ocorreu. Sua atuação baseia-se no amor ao próximo, da mesma forma como Cristo ama a humanidade, um amor sem precedentes, posto que não exige reciprocidade e existe muito antes de o próximo saber de nossa existência objetiva.


“...qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão...”

Aqui Jesus iguala o homicídio àquela ira que não vai além do coração. Pode ser uma ira que nem se manifesta em palavra extremada. Quem sente qualquer aspereza no coração ou qualquer sentimento contrário ao amor está pecando no coração. Quem se ira sem motivo, sem causa suficiente, ou fica mais irado do que a causa permite, corre em risco de julgamento. Naquele momento, é ofensivo aos olhos de Deus. O Senhor, que exigiu dos homens conformarem-se à sua santidade para serem aceitos em sua presença, disse que o homem que se ira sem motivo está revelando impiedade; portanto, ele se desclassifica para entrar na presença de Deus. Talvez queime em nossa consciência que a ira injusta, aos olhos de Deus, é homicídio, e nenhum homicida tem a vida eterna permanente em si. Essa ira é manifestação de impiedade. A ira, o insulto e o xingamento são manifestações exteriores de uma atitude interior do coração. Nosso Senhor ensinou especificamente que quando Deus disse "Não matarás", não cuidava apenas do ato exterior, mas da atitude que gera o ato. Deve ter sido embaraçante para aqueles que se consideravam justos por nunca haverem tirado uma vida humana, ouvir o Senhor dizer-lhes que aos olhos de Deus não há diferença alguma entre a ira e o homicídio.


“...será réu de juízo […]”

Nosso Senhor disse que se alguém, sem motivo, irar-se contra seu irmão, estará sujeito a julgamento. Isto contrariava o que os fariseus diziam: "Quem matar estará sujeito a julgamento" (v. 21). Queria dizer que qualquer que fosse sua atitude para com outrem, enquanto realmente a pessoa não lhe tirasse a vida, não seria violadora da lei. Para os fariseus, essa pessoa era justa. Nosso Senhor disse que aquele que se irar sem motivo, estará sujeito a julgamento, muito embora nem toque no irmão. Paulo disse: "Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira" (Efésios 4:26). Os cristãos pode mirar-se, sem, contudo, pecar. O apóstolo reconhecia a existência da indignação justa, porque a ira pode ser a reação do amor ofendido. Onde existe amor, deve existir a possibilidade de ira. Nosso Senhor não condenou a indignação justa quando aquilo que é puro, justo e santo for desprezado e maculado; ele disse que todo aquele que se ira contra seu irmão, sem motivo, está sujeito a julgamento como se houvesse cometido homicídio.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/04/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

Mateus 5.20

Mateus 5.20 “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus. ”


“Porque vos digo que, “

No verso 19 Jesus faz menção implicitamente aos escribas e fariseus na afirmação: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens”. Os escribas eram os professores mais admirados da lei, e os fariseus os seus mestres mais celebrados, e ambos se assentavam na cadeira de Moisés (Mateus 23.2). Quando Jesus começa a esclarecer sobre a sua posição concernente a lei de Moisés está dando uma resposta a eles que o consideravam um liberal, não conservador. Porém Jesus afirma: “...em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5:18). Logo, a Lei e os Profetas, longe de serem abolidos, têm sua continuidade vigente levando em conta o cumprimento em Jesus. Os preceitos detalhados do Antigo Testamento podem ser suplantados, porque tudo o que é profético tem de ser, em algum sentido, provisório. Ao mesmo tempo, porém, tudo o que é profético encontra sua continuidade legítima na feliz chegada do que foi profetizado. Após a referência implícita aos fariseus ele se dirige diretamente fazendo uma afirmação que iria choca-los.


“...se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, “. 

Esta era um a estranha doutrina para aqueles que consideravam os escribas e fariseus como tendo chegado à posição mais elevada na religião. Os escribas e os fariseus tinham tal reputação entre o povo, que eram considerados como completamente adaptáveis à lei e as pessoas não se consideravam obrigadas a ser tão boas quanto eles eram. Portanto, foi uma grande surpresa para eles ouvir que deviam ser melhores do que os fariseus e os escribas. A justiça dos “escribas e fariseus” permitia que eles cultivassem sentimentos perversos dentro de seus corações enquanto observavam as cerimônias e rituais religiosos exteriores. Esta era uma corrupção absurda da lei de Deus. Os discípulos de Jesus não tinham que concluir que, por causa dos muitos rituais exteriores que realizavam, estavam livres de se preocupar com os pensamentos íntimos. Mais tarde, Jesus diria aos escribas e fariseus que não adiantava nada limparem os cálices ou os pratos por fora, se deixavam a imundície por dentro (Mateus 23:26).Acima de tudo, que a sua justiça exceda a deles em pureza e espiritualidade. Qual a mais estrita forma de religião? É a mais perfeita justiça exterior? Vá mais alto e mais fundo que tudo isso. Que a sua religião seja a religião do coração. Seja pobre em espírito. Seja pequeno, humilde e simples aos seus próprios olhos. Fique maravilhado e humilhado porque o amor de Deus foi dado a você em Cristo Jesus, seu Senhor. Seja sério. Que toda a sua corrente de pensamentos, obras e palavras flua da mais profunda convicção de que você está à beira de um grande abismo. Você e todas as outras pessoas estão prestes a cair. Você cairá ou na glória eterna ou no fogo eterno. Seja humilde. Que a sua alma seja repleta de humildade, bondade, paciência e longanimidade para com todos. Ao mesmo tempo, que tudo o que está em você tenha sede de Deus. Anseie pelo Deus vivo. Anseie por sua semelhança e deleite- -se nisso. Ame a Deus e a toda a humanidade. Nesse espírito, faça e sofra todas as coisas. Assim você excederá a justiça dos escribas e fariseus. E será então chamado grande no Reino dos céus


“...de modo nenhum entrareis no Reino dos céus. ”

A posição dentro do reino depende da obediência aos mandamentos de Jesus; mas isso não é de surpreender, quando lembramos a tremenda ênfase que o Sermão do Monte dá à obediência a Jesus (Mateus 7.21-23) ou o refrão que Jesus repete: “Mas eu lhes digo...” (veja Mateus 5.20,22,26,28,32,34,39,44). O Antigo Testamento apontava para o Messias e o reino que ele inauguraria. Jesus, afirmando cumprir essa previsão do Antigo Testamento, apresenta o reino a seus seguidores. Ao fazer isso, ele ressalta a obediência e a justiça excelente, sem as quais ninguém pode entrar no reino. É importante notar que as palavras finais de Jesus no Evangelho de Mateus enfatizam novamente a obediência: os crentes têm de fazer discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a obedecer a tudo o que Jesus ordenou (28.18-20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/04/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

CARSON, D. A. O Sermão do Monte: Exposição de Mateus 5—7. São Paulo: Vida Nova, 2018.

WESLEY, John. O Sermão do Monte. São Paulo: Vida, 2012.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_07.pdf 

Mateus 5.18

Mateus 5.18 “ Porque na verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido. ”


“ Porque na verdade vos digo que, ” 

A expressão “em verdade vos digo que” aparece no começo das declarações mais enfáticas de Jesus. Esta palavra grega (amen) é a transliteração para o grego da palavra hebraica que Jesus falou, e é linguagem cristã especializada, denotando afirmação sagrada. “Em verdade vos digo” é “a assinatura de Jesus: nenhum outro professor é conhecido por usar essa expressão. Mateus a registra 31 vezes, João (com um duplo Amen), 25. Ela serve para marcar um dito importante e imbuído de autoridade”


“...até que o céu e a terra passem...”. 

Essa frase nos revela o tempo em que a Lei deve ser cumprida. Ela deverá ser cumprida enquanto essa terra não se renovar. Pedro afirma que "os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão” (2 Pedro 3:10) João afirma no apocalipse que ele viu um novo céu e uma nova terra. Cada palavra da lei deverá ser cumprida. Nós presenciamos esse cumprimento enquanto esse evento não acontecer.


“...nem um jota ou um til se omitirá da lei..."

jota é a tradução de (iota), a menor letra do alfabeto grego. É provável que havia uma referência intencional à menor letra do alfabeto hebraico, o (yod). A palavra traduzida por “til” vem da palavra para “chifre” (keraia). Esse termo denotava “o pequeno traço usado para diferenciar uma letra hebraica de outra”. Os dois termos referem-se às mais pequeninas partes da revelação do Antigo Testamento. Uma paráfrase do que Jesus disse seria: “nem um pingo num ‘i’ ou um travessão num ‘t’ jamais passará da Lei. “A Lei” — conforme foi usada aqui — a expressão é equivalente à “Lei” e aos “Profetas” do versículo anterior. Refere-se ao Antigo Testamento inteiro.


“...sem que tudo seja cumprido. ”.  

A lei de Moisés deveria vigorar até que tudo a respeito da Lei se “cumprisse”. Quando e como isso aconteceu? A respeito da revelação do Antigo Testamento, tudo se cumpriu por meio de Jesus — parcialmente por meio do Seu ensino, mas completamente na Sua pessoa. Jesus veio pra cumprir a Lei.

Jesus cumpriu a Lei observando-a perfeitamente. (Ele foi o único que fez isso.) Ele era um judeu “nascido debaixo da Lei” (Gálatas 4:4), sujeito a seus mandamentos. Ele tinha pouco respeito pelas tradições judaicas humanas, mas mostrou o maior respeito pela lei de Deus. Sua atitude em relação a fazer a vontade de Deus se expressa nas palavras que Ele proferiu ao ser batizado: “...assim, nos convém cumprir toda a justiça” (Mateus 3:15). Jesus mostrou o tipo de vida que a Lei visava produzir. Durante o julgamento de Jesus, ninguém pôde apontar uma falha sequer dEle em cumprir algum mandamento (veja Marcos 14:55–59).

Jesus cumpriu a Lei sendo o antitipo dos tipos (sombras) apresentados na Lei (veja Colossenses 2:16, 17; Hebreus 8:4, 5; 10:1) e o cumprimento das profecias a respeito do Messias (veja Lucas 24:27)17. Ele começou Seu ministério pessoal com a mensagem: “O tempo está cumprido” (Marcos 1:15). Em relação ao ministério terreno de Jesus, Mateus afirma constantemente que isto ou aquilo “aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta” (Mateus 1:22; veja 2:23; 3:3; 4:14).

Acima de tudo, Jesus cumpriu a Lei trazendo a solução para o problema do pecado e seu castigo. A Lei fora dada para destacar o problema do pecado, mas era impotente para fazer algo por ele (veja Romanos 8:3). Quando Jesus morreu na cruz, Ele levou sobre Si o castigo por nossos pecados (veja 2 Coríntios 5:21; Gálatas 3:13). Seu último brado na cruz foi: “Está consumado!” (João 19:30). Não era só a vida de Jesus que estava se acabando ali, mas também a Sua missão de ser sacrificado pelos pecados da humanidade (1 Coríntios 15:3) estava concluída. Jesus, portanto, também “cumpriu” a Lei nos outros dois sentidos já mencionados: “cumprir = fazer, levar ao fim” e “encher = completar”. Quando Ele “cumpriu” a Lei em todos os três sentidos, “tudo foi consumado”. Como num contrato cumprido, a velha aliança pôde ser legitimamente abolida para ser introduzida a nova aliança. Paulo escreveu que a lei “foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente” e Paulo deixou claro que “o descendente” era Cristo (Gálatas 3:19, 16; grifo meu). Paulo também disse que “a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio” (Gálatas 3:24, 25).

A pressuposição de que Jesus estava perpetuando o mero legalismo e elevando o lance legalista evapora-se no calor da advertência de Jesus encontrada no versículo 20: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus”. A questão era a qualidade e fim da lei, e não sua quantidade.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/01/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

ROPER, David. A Verdade para Hoje, 2019. Disponível em: <http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201002_03.pdf>. Acesso em 03 jan.2022.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Mateus 5.14

Mateus 5.14 "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. “ 


“Vós sois a luz do mundo; “

Todos os cristãos são luz no Senhor (Efésios 5.8), e devem resplandecer como astros (Filipenses 2.15), mas ministram de uma maneira especial. Cristo chama a si mesmo de Luz do mundo (João 8.12), e eles são trabalhadores, juntam ente com Ele, e têm uma parte da sua honra depositada sobre si mesmos. É verdade que a luz é doce, ela é bem-vinda; a luz do primeiro dia do mundo o foi, quando resplandeceu nas trevas; assim é a luz da manhã de cada dia; assim é o Evangelho, e aqueles que o transmitem, para todas as pessoas sensatas. O mundo estava em trevas, mas Cristo chamou os seus discípulos justamente para brilharem neste mundo; e, para que eles possam fazer isto, é dele que eles obtêm a luz.A nossa luz deve brilhar, realizando coisas boas que os homens possam ver e aprovar, obras que tenham boa reputação entre aqueles que não as têm, e que, portanto, lhes darão motivo para pensarem bem do cristianismo. Nós devemos realizar boas obras que possam ser vistas para a edificação de outros, mas não que possam ser vistas para a nossa própria ostentação; nós devemos orar em segredo, e o que estiver entre Deus e as nossas almas deve ser conservado conosco; mas aquilo que é aberto e óbvio à vista dos homens deve ser feito de modo coerente com a nossa profissão de fé, e de um modo que glorifique a Deus (Filipenses 4.8). Aqueles que estão à nossa volta não devem apenas ouvir falar das nossas boas obras, mas devem ver as nossas boas obras: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mateus 5:16).


“...não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; “

Sendo a luz do mundo, eles são reconhecidos e visíveis, e têm muitos olhos sobre si. Quem viaja pela Terra Santa fica impressionado como número de aldeias edificadas sobre os topos das colinas, onde podem ser refrescadas pelas brisas. Ali também podem defender-se melhor dos invasores. Em vindo a noite, a luz das casas nas colinas não pode ocultar-se. De longes abe-se a localização da aldeia próxima por causa da luz que vem do topo da colina. Os discípulos de Cristo, particularmente aqueles que são ativos e zelosos no seu ministério, se tornam notáveis e são observados como faróis de orientação. Eles trarão sinais (Isaías 7.18), serão homens portentosos (Zacarias 3.8); todos os seus vizinhos os estarão observando. Alguns os admiram, os elogiam, se alegram por eles e estudam para imitá-los; outros os invejam, odeiam, censuram e estudam para destruí-los. Desta forma, eles devem se preocupar em agir com cuidado, por causa dos que os observam; eles são espetáculos para o mundo, e devem tomar cuidado com tudo o que pareça mau, porque são muito observados. Os discípulos de Cristo eram homens desconhecidos antes que Ele os chamasse, mas o caráter que Ele lhes atribuiu lhes dignificou. E, como pregadores do Evangelho, eles criaram um padrão; e embora alguns os tenham condenado por isto, eram respeitados por outros, e se assentarão sobre tronos e julgarão (Lucas 22.30). Pois Cristo irá honrar aqueles que o honram.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/03/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Mateus 5:13

Mateus 5:13 “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. 


“Vós sois o sal da terra; “ 

O sal é ingrediente necessário em nossos alimentos, e nossa saúde depende de um consumo adequado de sal. Adicionamos este elemento à alimentação não só para tomá-la mais saborosa, mas também para manter o correto equilíbrio do organismo, tão necessário à saúde. A dosagem excessiva ou deficiente de sal pode causar distúrbios indesejáveis a o nosso bem-estar físico. 
 
O valor do sal tem sido estimado desde tempos imemoriais. Os soldados romanos eram pagos com sal e, se algum deles era desleixado no cumprimento dos deveres, dizia-se que "não valia o seu sal". Antes dos tempos de os tabeliães poderem autenticar a legalidade de um documento, quando duas partes chegavam a um acordo. Juntos comiam sal ou porções de alimento: o ato de comer o sal sujeitava-os àquilo que chamavam pacto de sal. Este pacto ou aliança estabelecia um contrato inviolável (Números 18.19). 
 
Deus prescreveu o sal como parte necessária dos sacrifícios.(Levítico 2:13). Deus disse que se não adicionassem sal à oferta, ela seria inaceitável. Quando o Senhor disse aos discípulos "Vós sois o sal da terra" não estava pregando um novo pensamento aos judeus, para eles os profetas, que tinham vindo antes deles, eram o sal da terra de Israel. 
 
Em nossa sociedade, empregamos o sal para dar sabor e também como conservante. Antes de haver refrigeração, preservava-se a carne imergindo-a em salmoura ou esfregando-a com sal, e então levando-a ao sol para secar. Nossos antepassados, viajando através dos prados, dependiam de carne salgada para seu sustento. Devido a este conceito comum, consideramos esta passagem como ensino do Senhor de que os crentes são conservadores.

“...e se o sal for insípido, com que se há de salgar?

A palavra “insípido” significa destituído de qualquer sabor. Por isso Jó formula a pergunta: "Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?"(Jó 6:6).  Se não formos como devemos ser, seremos como o sal que perdeu o seu sabor. Se nós, que devem temperar os outros, não temos sabor, somos vazios de vida espiritual, de tempero e de vigor. 

Se um cristão é assim, especialmente se um ministro é assim, a sua condição é muito triste, pois ele é irrecuperável: de que maneira ele poderá ser temperado? O sal é um remédio para a comida sem sabor, mas não existe remédio para o sal insípido. O cristianismo dá um gosto especial ao homem. Mas se o homem o absorver e continuar a professá-lo, e ainda assim permanecer vivendo do mesmo modo como um tolo, sem graça e insípido, nenhuma outra doutrina, nenhum outro meio poderá ser aplicado para dar-lhe sabor. Se o cristianismo não puder fazê-lo, nada o fará.


“Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. “ 

Se formos infrutíferos consequentemente, não serviremos para mais nada. Para que poderemos ser usados, em que não cause mais mal que bem? Assim como um homem sem razão, é um cristão sem a graça. Um homem mau é a pior das criaturas, um cristão mau é o pior dos homens; e um ministro mau é o pior dos cristãos. Estaremos condenados à ruína e à rejeição. Seremos hora ou outra expulsos da igreja e da comunhão de fé, para as quais estaremos representando um peso e uma mancha; sendo assim, pisados pelos pés dos homens. 

Que Deus seja glorificado através da vergonha e da rejeição daqueles por quem Ele foi rejeitado, e que não se fizeram adequados para nada, exceto para serem pisados.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/03/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Mateus 5.11

Mateus 5.11 “Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por minha causa. “ 


“Bem-aventurados sois vós...”

A expressão bem-aventurado vem dapalavra latina beatitudo, do substantivo relacionado com beatus, que é como a Vulgata traduz o termo grego makarios (quer dizer feliz)cuja forma prolongada vem do poético makar (significando o mesmo) (Mt 5.3-11). Essa forma de discurso não se originou com Jesus; ocorre frequentemente nos Salmos e na literatura sapiencial do Antigo Testamento, e até os gregos tinham tais discurso. A forma se origina da literatura hebraica e judaica com que Jesus estava familiarizado.Tal expressão não pode ser totalmente compreendida no nosso português, como procede tanto do hebraico como do grego, isso em sua essência, pois a palavra significa uma benção que aquele que a pronuncia, caso realmente tenha sido transformado por Cristo, sabe do seu valor, que se revela pela virtude e no viver diário neste mundo.


“...quando vos injuriarem, e perseguirem, “ 

A palavra “quando” deixa claro que a injúria e a perseguição vão ocorrer na vida cristã, afinal ela não é condicional. Lembra-nos das palavras de Jesus antes da oração sacerdotal: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (João 16:33). Por que o cristão sofrerá aflições pela causa de Cristo? Porque o verdadeiro cristão deve se tornar para este mundo o sal da terra, ou seja, são conservadores e também a luz do mundo, ou melhor, exemplo para o mundo. A cultura em que vivemos anda segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, segundo a eficácia de satanás. Essa eficácia tem relativizado os valores e princípios judaico-cristãos cumprindo a profecia de Isaías: Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! (Isaías 5:20). Quando nos movimentamos contra essas transformações modernas somos taxados como retrógrados, patriarcais e acusados de dividir a sociedade. Quando resplandecemos a luz do mundo para aqueles que amam as trevas não é diferente. A bíblia diz que aquele que está em trevas odeia a luz: Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. (João 3:20). Porém, toda essa aflição pela causa de Cristo refletirá para nós um peso de glória no Senhor: Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia (João 15:18,19), em outras palavras seremos bem-aventurados se seguirmos o exemplo do nosso messias: O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente (1 Pedro 2:23).


“...e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por minha causa. “

Mais uma vez a astúcia do inimigo manifestada contra o verdadeiro cristão “ e mentindo”, isso implica que mesmo sendo o cristão irrepreensível o diabo (que quer dizer caluniador) usa seus aliados para fazer o que lhe é próprio: Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira (João 8:44). Por isso, não devemos nem crer em todo espírito ou em somente uma testemunha acusativa: Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniquidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato (Deuteronômio 19:15). Muitas vezes na igreja muitas falam contra alguém, mas quando o pastor quer tentar resolver a questão na maioria das vezes não há testemunhas, todos falaram que ouviram e normalmente foi a mesma pessoa que espalhou. Duvide do que não há testemunha, o diabo é mentiroso. Paulo confirma o texto do antigo testamento: Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra (2 Coríntios 13:1). Vale acrescentar que a beatitude não é promessa para quem sofre por qualquer motivo, a condição dessa benção é pela causa de Cristo, como por exemplo: João preso em Patmos, estava preso por causa da palavra de Deus; Paulo preso em Roma, se apresentava nas cartas como “prisioneiro de Jesus Cristo”; Pedro preso em Jerusalém, o contexto de Atos é a perseguição de Herodes Agripa I contra os líderes da seita dos nazarenos. A perseguição assolou de maneira severa os primeiros cristãos que segundo Tertuliano eram a semente do evangelho esses de maneira singular são bem-aventurados conosco: Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus (1 Pedro 2:19,20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/03/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. 

Mateus 1.23

Mateus 1.23 “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. ” 


“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, “ 

Essa passagem é o cumprimento da profecia do nascimento virginal do nosso Senhor profetizada pelo profeta Isaías (Isaías 7.14). Lucas e Mateus descrevem o cumprimento dessa profecia aproximadamente 700 anos após: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18). Lucas nos relata mais detalhadamente que “foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1:26,27). O anjo a disse: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1:31). A resposta de Maria foi: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? ” (Lucas 1:34). A tréplica do Anjo foi: ”Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).  Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5)


“E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. ”

José, o noivo de Maria, sabia que não havia ainda consumado seu casamento e duvidou quando Maria descreveu esse fato sobrenatural: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19). E quando ele vai dormir um anjo lhe aparece em Sonho confirmando o testemunho de Maria: “não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;  E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20,21). É o evangelista Mateus, que associa esse evento a profecia de Isaías: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz” (Mateus 1:22). Emanuel, no hebraico, é a junção de dois termos — immánu, que significa “conosco”, e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. Jesus não somente foi homem, mas estabeleceu morada entre os homens: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1:14).Jesus não se chamava Emanuel como nome próprio, mas vários textos bíblicos apontam para Ele como sendo designado por esse nome como aquilo que Ele de fato é: Deus Conosco. Esse nome designa sua missão entre a humanidade de fazer Deus estar com a humanidade, de habitar entre os homens.  Mostra a natureza divina do Filho de Deus como sua obra messiânica da graça, habitando entre os homens e ao mesmo tempo significando que “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9). Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus, o Messias (Mateus 1.23).” Note também que Mateus termina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (28.20). Ele continua sendo o Emanuel, “Deus conosco”. Escatologicamente todos os que nele creem habitarão com Ele: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21.3) 

  

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016. 

 

POMMERENING, Clayton Ivan. Lições Bíblicas Jovens - Lição 9: O sinal do Emanuel. CPAD, 3º Trimestre de 2016. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Texto Áureo Lição 3 - A Natureza da Igreja - 1 Coríntios 12.12


TEXTO ÁUREO

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.” (1 Coríntios 12.12)

Acesse o Texto em: https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/texto-aureo-licao-3-natureza-da-igreja.html 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/12/2023

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2023

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201704_02.pdf

https://ministeriocristocentricohesed.blogspot.com/2020/06/trindade-uma-analise.html