quarta-feira, 29 de janeiro de 2025
Texto Áureo Lição 5 - Jesus é Deus. 1 João 1.1
TEXTO ÁUREO
"No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (João 1.1)
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE JANEIRO DE 2025 (João 8.58)
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
29 DE JANEIRO DE 2025
JESUS É O MESMO
"GRANDE EU SOU", DO ANTIGO TESTAMENTO
João 8.58 “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.”
“Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo “
Jesus havia dito que se alguém guardasse as suas palavras não veria a morte (v.51). Essas palavras causaram estranheza para os fariseus que responderam que ele tinha demônio, pois, Abraão e os profetas morreram. E surgiu a pergunta: “És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu?” (v.53). Para a surpresa deles Jesus respondeu que Abraão exultou-se por vê-lo. Na cabeça dos fariseus isso era irracional, pois como um homem de menos de cinqüenta anos poderia ter visto Abraão. “Disse-lhes então Jesus”
“Em verdade, em verdade vos digo”. A expressão “em verdade” traduz o original “amem”, em hebraico ela transmite o sentido de verdade ou fidelidade. No Evangelho de João, essa expressão aparece composta com uma repetição a mais, isto é, “em verdade em verdade vos digo” ou “na verdade na verdade te digo". Essa repetição traduz um duplo amém. Na Bíblia Jesus usa essa expressão como introdução de uma declaração solene, como um alerta profundo. Indica que o que se segue após a expressão deve ser recebido, refletido, assimilado e obedecido.
“... que antes que Abraão existisse, eu sou.”
Os dois verbos desta oração, existir e ser, são palavras diferentes em grego. A palavra traduzida aqui como existisse significa literalmente “entrasse na história” e tem uma conotação temporal. Abraão não estava no começo com Deus.
O verbo ser do “Eu Sou” não transmite uma idéia temporal, mas se refere a um sentido definitivo. Daí o evidente contraste entre Abraão e Jesus. A expressão “Eu sou” significa uma existência que ultrapassa o tempo, e nesta declaração Jesus usa a mesma linguagem do Deus de Israel, que é sempre o mesmo: “Eu, o Senhor, o primeiro, e com os últimos eu mesmo” (Isaías 41.4). Como expressou acerca de Jesus o autor de Hebreus com toda simplicidade, que ele é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hebreus 13.8).
Aqui se afirma que Jesus é atemporal. Não houve um momento quando chegou a ser; não haverá jamais um tempo no qual não seja. Não podemos dizer que Jesus foi. Devemos dizer sempre, é. O que quis dizer? É evidente que não quis dizer que Ele, a figura humana chamada Jesus, existiu sempre. Sabemos que Jesus nasceu neste mundo em Belém.
Em Jesus não vemos só um homem que veio, viveu e morreu. Vemos o Deus atemporal, que foi o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, que era antes do tempo e que será depois do tempo, que sempre é. Em Jesus, o Deus eterno se manifestou aos homens. O Verbo que estivera com Deus no princípio e agora estava encarnado na terra.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/joao-524.html
PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
terça-feira, 28 de janeiro de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE JANEIRO DE 2025 (Isaías 9.6)
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE JANEIRO DE 2025
A DEIDADE ABSOLUTA DO MESSIAS SEGUNDO O PROFETA
Isaías 9.6 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. ”
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, ”
Este versículo é um dos grandes pronunciamentos messiânicos, e as tentativas de fazê-lo ajustar-se à época de Isaias por teólogos liberais fracassam miseravelmente. Estamos acostumados a usar os títulos de Cristo nele descritos por causa de nosso condicionamento cristão. Para os judeus, entretanto, essas eram declarações extraordinárias e quase impronunciáveis. Jesus foi condenado exatamente por isso: as reivindicações que fez sobre Si mesmo pareciam grandes demais. Por isso, julgou-se que Ele blasfemava de Deus, tomando para Si mesmo mais do que um homem poderia tomar.
O Messias viria a nós como um menino. Mas Ele viria em primeiro lugar ao remanescente de Israel: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1.11). “Um filho” refere-se a profecia de Isaías 7.14, Emanuel, “Deus conosco”. Essa profecia aponta para o nascimento virginal de Cristo, a sua encarnação, uma das grandes doutrinas cristãs. A encarnação foi a rota escolhida por Deus para Sua manifestação (Semente da mulher). Da mesma sorte que Ele compartilhou nossa natureza humana, também um dia haveremos de compartilhar Sua divindade, nossa mais elevada doutrina cristã: “Pelas quais nos são dadas grandíssimas e preciosas promessas, para que por meio delas sejais participantes da natureza divina” (2 Pedro 1.4).
“... e o principado está sobre os seus ombros, ”
A realeza era simbolizada por um cetro sobre o ombro do rei. O governo estando “sobre os seus ombros” significa que Ele será rei. Diz aqui o hebraico, literalmente: "a carga da autoridade" (governo), ou seja, a chave estaria em Seus ombros: “E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá” (Isaias 22.22).
Isso confirma a autoridade de Cristo vislumbrada pelo apóstolo João a igreja de Filadélfia: “Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha e ninguém abre” (Apocalipse 3.7). Nesse contexto, Ele é descrito como um governante da família de Davi.
“... e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, ”
A
expressão “o seu nome será” é de grande significância. Nomes bíblicos
indicam “o caráter,
a essência ou natureza de uma pessoa...”Isto certamente é verdadeiro quanto aos
nomes
aplicados ao Messias. Analisemos os nomes aplicados a Ele nesta passagem.
Champlin diz que é melhor entender as duas palavras como um único título. Terry Briley observou que: “o título poderia ser traduzido literalmente por ‘Maravilha de Conselheiro’”. Todavia, Maravilhoso” e “Conselheiro” não são colocados juntos por eruditos hebreus antigos.
Maravilhoso é a prova clara de que o Messias iria transcender os limites da compreensão e existência humanas comuns: “Quem entre os deuses é semelhante a ti, Senhor? Quem é semelhante a ti? Majestoso em santidade, terrível em feitos gloriosos, autor de maravilhas? ” (Êxodo 15.11 NVI). Por exemplo, os milagres que os Evangelhos relatam acerca de Jesus, o Messias, deixaram claro que Ele era extraordinário, ou seja, não é comum aos seres humanos caminharem sobre as águas ou ordenar aos mortos para que voltem à vida (João 11.1-46). E o que dizer da sua morte e ressurreição?
A característica de Conselheiro é indispensável aos reis, especialmente quando se trata do Rei dos reis e Senhor dos senhores, que governará eternamente. Desde o Antigo Testamento ao Novo Testamento, observamos que Deus sempre deixou claro que o Messias seria amante da sabedoria (Provérbios 8; Isaías 11.2). Essa sabedoria é notável ao percebermos que, até mesmo quando criança, antes de dar início ao seu ministério, Jesus já se sentava para gastar tempo com os doutores, ouvindo-os e interrogando-os (Lucas 2.41-52). Jesus insinua que Ele é o “Conselheiro” quando chama o Espírito Santo de “outro” Conselheiro (João 14 .16).
Deus Forte,
Conselho e força precisam andar juntos; se faltar um, o outro qualificativo perde sua importância. Contrapondo a fraqueza dos governantes que oprimiram os fracos e desvalidos, mas também se sobrepondo aos países que oprimiram Israel, como Assíria e Babilônia, agora o Deus Forte assume o controle. Ele tem todo o poder e pode governar (Isaías 10.1,2).
Deus é infinitamente mais forte que todos os inimigos e vai dar descanso ao seu povo. Além disso, é na força de Deus que o Messias, também sendo Deus, imporá a justiça e o direito, ninguém mais oprimirá seu próximo, pois a equidade é estabelecida. Ele é forte o suficiente para estabelecer a tão esperada paz. Jesus na sua ressurreição afirmou: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28.18).
Pai da Eternidade,
Pai da Eternidade poderia ser traduzido “Autor da Eternidade [ou, “do Universo”]. Isto se ajusta com João 1.3, onde o Verbo vivo é aquele por intermédio de quem Deus fez tudo o que foi feito. Isto também fala de seu cuidado fiel e amoroso, que é perpétuo.
Ele contrapõe a efemeridade de tudo que é humano, “e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Colossenses 1.17). Exatamente por Ele ser eterno, sem começo nem fim, é que é o Deus Forte que controla e mantém todas as coisas em seu devido lugar, com todas as leis da natureza por Ele criadas e sustentadas. Antes que houvessem sido criados céus e terra Ele já existia (João 1.1), pois Ele criou a própria eternidade. Além disso, Ele existirá para todo o sempre, numa perpetuidade de poder, glória e majestade: “Eu Sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim” (Apocalipse 22.13).
Príncipe da Paz. ”
Ele também é o “Príncipe da Paz”, aquele que traz a verdadeira paz — a qual inclui salvação, bênção, integridade, harmonia, e bem-estar — uma paz que Jesus dá agora (João 14.27).
Em hebraico paz é mais do que estado de tranquilidade, mas também sugere prosperidade, espaço, riqueza, saúde, bem-estar, felicidade e contentamento. Contrapondo o ambiente de guerra, desolação, violência e injustiça, o Messias traria uma paz perpétua que nenhum poder ou inconveniente poderia tirar. A paz do Príncipe seria muito mais do que ausência de guerras e violência, mas também de provisão inesgotável de salvação e bênçãos para o povo de Deus, pois somente onde há completa libertação e abundância da bondade de Deus é que se estabelece a paz.
O mundo inteiro anseia por paz. Hoje existem mais conflitos do que jamais houve na terra, não somente bélicos, mas também na sociedade violenta e nas famílias disfuncionais. Mas o Príncipe da Paz estabelece sua paz àqueles que hoje se entregam ao seu governo e num futuro próximo dará paz completa para toda a sociedade e todos os povos e nações da terra, conforme diz o salmista em Salmos 72.12-14: “Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude. Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele”.
E notável e inexplicável que este tão augusto versículo não tenha sido citado uma vez sequer em todo o Novo Testamento. Por outro lado, ele tem feito parte da cristologia desde o princípio.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/11/2024
FONTES:
RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
POMMERENING, Claiton Ivan. Isaías –Eis-me aqui, envia-me a mim. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201006_02.pdf
HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 27 DE JANEIRO DE 2025 (Salmos 45.7)
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
27 DE JANEIRO DE 2025
A DIVINDADE DE JESUS
SEGUNDO O SALMISTA
Salmos 45.7 “Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros. “
“Tu amas a justiça e odeias a impiedade;”
Cristo Jesus não é neutro na grande competição entre o certo e o errado. Tão calorosamente quanto Ele ama um, detesta o outro. Ele ama aqueles que fazem a justiça e odeia os que praticam a impiedade. A totalidade da vida de nosso Senhor na terra comprovou a verdade dessas palavras.
Pela santidade da sua vida, pelo mérito da sua morte, e pelo grande desígnio do seu evangelho, Ele deixou claro que ama a justiça (pois, pelo seu exemplo, pela sua satisfação, e pelos seus preceitos, Ele nos trouxe uma justiça eterna), e que odeia a impiedade, pois o ódio de Deus pelo pecado nunca foi tão evidente quanto nos sofrimentos de Cristo.
Muitos amam a justiça, mas não seriam seu defensor. Esse amor não é o amor de Jesus. Muitos aborrecem ou odeiam a impiedade, não por causa dela em si, mas por causa das suas conseqüências. Esse ódio não é o ódio de Jesus. Para sermos como Jesus temos de amar a justiça como Ele amou e odiar a impiedade como Ele odiou. Amar e odiar como Jesus ama e odeia é ser perfeito como Ele é perfeito. A perfeição deste amor e ódio é a perfeição moral.
“... por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros. “
Cristo, também se referia ao Pai como o seu Deus: “Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20.17). Paulo diz que mesmo ele sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser como ele, mas tomou a forma de servo e achado na forma de homem, prestou-lhe obediência até a morte.
Por causa dessa disposição Ele foi ungido com óleo da alegria, ou seja, Deus te outorgou o seu Espírito, a divina unção, para auxiliá-lo a cumprir sua missão: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, pois me ungiu para...” (Isaías 61.1).
A sua unção com o óleo da alegria fala da alegria que lhe foi proposta: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual pela alegria que lhe estava proposta suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hebreus 12.2), tanto à luz da face do Pai (Atos 2.28) quanto no sucesso da sua função, a qual Ele verá, e ficará satisfeito, Isaías 53.11.
Ele foi ungido com o Espírito mais do que os seus companheiros:” Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros” (Hebreus 1.9). Essa passagem fala da sua proeminência acima dos anjos. A salvação dos pecadores é a alegria dos anjos (Lucas 15.10), mas muito mais ainda é a alegria do Filho. Ele foi ungido mais do que todos os que foram ungidos, fossem eles sacerdotes ou reis, apóstolos ou pastores. Todos os crentes, que são seus irmãos, e que partilham da unção - eles, com medida, Ele, sem medidas.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
domingo, 26 de janeiro de 2025
Lição 5: Jesus é Deus – 1 Trimestre de 2025.
TEXTO ÁUREO
"No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (João 1.1)
"No princípio, ”
Observamos nos evangelhos sinópticos que cada evangelista iniciou seu evangelho de uma forma. O evangelista Marcos principiou seu evangelho falando acerca de João o Batista já adulto pregando o evangelho do Reino. Mateus após apresentar a geração de Jesus Cristo descreveu contidamente Maria grávida do Espírito Santo. Já o historiador e doutor Lucas que havia empregado investigação no seu projeto começou seu evangelho falando acerca da anunciação dos nascimentos de João Batista e posteriormente de Jesus.
Já o apóstolo João decidiu ir mais além. Eusébio de Cesaréia nos informa que quando João escreveu seu evangelho ele já havia lido os outros. E com divina inspiração ele retroage até a criação. Lemos em Genesis 1.1: “No principio criou Deus...”, E agora ele revela que Deus Pai não estava sozinho quando criava: "No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus”. Cristo estava presente e atuante na criação, então ele segue dizendo: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (João 1.3,4). Esse versículo descreve Jesus como o início de todas as coisas.
“... era o Verbo, ”
O termo “Verbo”, aplicado a Jesus, procede do original Logos e, apesar de seu amplo significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento”, é usado no versículo 1 com o sentido de “Verbo ou Palavra divina”: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). O mesmo vocábulo aparece apenas traduzido como “Palavra”: “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (1 João 5.7).
Quando o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo foi anunciado pela igreja cristã no Século I, os vocábulos, “A Palavra” e “O Verbo”, foram satisfatoriamente compreendidos pelos judeus e gregos, pois essas expressões lhes eram conhecidas.
“... e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."
O termo “Deus” aparece duas vezes nessa passagem, uma delas em referência ao Pai: “e o Verbo estava com Deus” que sugere a eterna comunhão entre o Pai e o Filho.. A segunda referência, “e o Verbo era Deus”, aponta para o Filho. Porque o Pai e o Filho, sendo um quanto à sua natureza, são, porém, distintos quanto às suas personalidades (João 8.17,18; 2 João 3). O Verbo é da mesma natureza do Pai, ou seja, divino.
Não se trata de acréscimo de mais um Deus aqui, posto que ao apóstolo foi revelado, pelo Espírito Santo, que o Verbo divino está incluído na essência una e indivisível da Deidade.
Da mesma forma, o apóstolo Paulo transmitiu essa verdade, ao dizer que “para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1Co 8.6). Trata-se do monoteísmo cristão.
É digno de nota que os apóstolos João e Paulo, como os demais, eram judeus e foram criados num contexto monoteístico. Portanto, não admitiam em hipótese alguma outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Marcos 12.29).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008
SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
sábado, 25 de janeiro de 2025
João 5.18
João 5.18 “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.”
“Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado,”
Curar no sábado parecia pressupor que Jesus era maior que o sábado: “Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Mateus 12.8). Em vez de analisar tal possibilidade, os líderes judeus decidiram cegamente matar Jesus (João 5.16). O que aqui tinha enfurecido os judeus, havia sido o fato de Jesus ordenar a um curado para tomar a sua cama. Os judeus disseram àquele que tinha sido curado: “É sábado, não te é lícito levar o leito” (v.10). O homem curado respondeu: “Aquele que me curou, ele próprio disse:Toma o teu leito, e anda” (v.11). Quando Jesus foi questionado respondeu: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (v.17).
Apontando para Deus como exemplo de trabalhador constante. Embora o Pai descansasse de sua atividade criadora (Genesis. 2:2), ele tem de trabalhar para sustentar o universo. O significado parece ser que durante todo o tempo em que o Pai esteve trabalhando, o Filho também esteve. Agostinho observou que os líderes judaicos “enxergaram a escuridão do sábado mais do que a luz do milagre”, afinal um homem enfermo há trinta e oito anos havia sido curado.
“... mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. ”
Porém, o sábado não era o único motivo para os judeus querer a morte de Jesus. Ela chamava Deus de Pai: “Meu Pai trabalha até agora”. Os judeus notaram a implicação que essa afirmação continha. Quando Jesus dizia que Deus era o Seu Pai, proclamava assim a sua igualdade com Deus. E isso era pior do que trabalhar no sábado. Tal blasfêmia exigia morte (João 7.30).
Nos cultos de oração e ação de graças nas sinagogas, os judeus estavam acostumados a chamar Deus de “nosso Pai”; mas parecia que Jesus estava dizendo ser Deus “seu próprio Pai” de uma maneira excepcional, ou mesmo exclusiva. (João 1.14)
Para um grego não haveria nada de estranho em uma afirmação destas; eles habitualmente consideravam pessoas de destaque semelhantes a um deus, no sentido de serem dotados de uma parte generosa da natureza divina. Mas para os judeus a linha divisória entre o divino e o humano estava muito bem traçada; era inconcebível que alguém fosse considerado comparável a Deus: “A quem, pois, me fareis semelhante, para que eu lhe seja igual?” (Isaías 40.25).
O desejo fatal de ser como Deus tirou Adão do paraíso e precipitou do céu a estrela da manhã. Aqui, porém, para eles, estava um homem cujas palavras e ações implicavam em uma passagem pela fronteira inviolável que separava Deus da humanidade.
Que um homem assim estivesse vivo e à solta representava um perigo à comunidade que o tolerasse. Mas a lei da blasfêmia era formulada de maneira tão estrita que seria difícil provar em juízo que as palavras de Jesus constituíam blasfêmia nos termos da sua definição. Ele poderia ser condenado à pena capital somente se, na continuação do debate, usasse termos considerados tecnicamente como blasfêmia. Isso confirmou as piores suspeitas deles contra Jesus. A verdadeira questão não era trabalhar no sábado, mas era identificar quem era Jesus e de onde Ele recebera aquela autoridade.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200406_11.pdf
Amós 7.14
Amós 7.14 “E respondeu Amós, dizendo a Amazias: Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros. ”
“E respondeu Amós, dizendo a Amazias: ”
Amazias era um sacerdote de Betel durante o reinado de Jeroboão II (Am 7.10-17). Após Amós falar contra Israel Amazias o repreendeu e disse: “Vai-te, ó vidente, e foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza” (v.12) “Mas em Betel daqui por diante não profetizes mais, porque é o santuário do rei e casa real (v.13). Dizendo assim que ele por ser natural de Judá não possuía autoridade para profetizar na casa rela de Israel.
Diante da manifestação desse falso profeta Amós ainda cheio do Espírito Santo vira para este a partir desse verso e profetiza contra sua família e seus bens, além de repetir a sentença de Israel: “Portanto assim diz o Senhor: Tua mulher se prostituirá na cidade, e teus filhos e tuas filhas cairão à espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel certamente será levado cativo para fora da sua terra” (v.17).
“Eu não sou profeta, nem filho de profeta, ”
Antes de profetizar a Amazias ele se identifica. Primeiro dizendo que não era profeta, nem filho de profeta. Filho de profeta quer dizer escola de profetas, onde os jovens recebiam preparo para instruir a nação (1 Samuel 19.24). Ou seja, ele Ele não teve o seu treinamento nas escolas religiosas ou associações proféticas do seu tempo. Ao contrário, negou qualquer conexão prévia com a comunidade religiosa formal.
Como João, o batista que quando questionado se era profeta negou. Amós também nega. Ele foi um profeta, um porta-voz de Deus, mas não por sua escolha foi por meio de uma ordem de Deus.
“... mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros. ”
Ele vivia no deserto ou na terra de pastoreio próxima a Tecoa (2 Crônicas 11,6; Jeremias 6.1), uma aldeia situada a cerca de 16 quilómetros ao sul de Jerusalém e a 20 a oeste do Mar Morto, onde pastoreava e cultivava sicômoros. É difícil definir o que ele pastoreava. Boieiro e pastor aqui significa “criador de animais domésticos”, o que poderia incluir gado graúdo (vacas, bois) e miúdo (ovelhas, cabras).
O sicômoro bíblico, ou figueira brava. A árvore bíblica é uma figueira, uma árvore forte e que tem de 10 a 13 metros de altura, e um grande tronco cujo diâmetro chega a 6,5 metros. Três ou quatro dias antes da colheita, os figos devem ser cortados e perfurados para soltar o excesso de suco para que possam amadurecer adequadamente. Esse trabalho servil também era executado pelo profeta.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
Hubbard, David Allan. Joel e Amós: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1996.
Salmo 8.4
Salmo 8.4 “Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? ”
“Que é o homem mortal para que te lembres dele?
Em hebraico, “homem mortal” significa “homem fraco” ou “homem miserável”. Por conta disso, é evidente que ele fala do homem não de acordo com o estado da criação, mas em relação à posição de caído em estado de pecado, miséria e mortalidade.
“Que é o homem? ” A Bíblia dá muitas respostas a essa pergunta. Pergunte ao profeta Isaías “Que é o homem? ”, e ele responde que o homem é “erva”: “Toda carne é erva, e toda a sua beleza, como as flores do campo” (Isaías 40.6). Pergunte a Davi “Que é o homem? ”, e ele responde que o homem é “mentira”, não apenas uma “mentira”, mas uma “vaidade” (SaImo 62.9).
Até mesmo a astronomia entende a pequenez do homem. O homem é um mero átomo diante da imensidão da criação! Que é o todo deste globo no qual habitamos comparado com o sistema solar com uma massa de matéria dez mil vezes maior? Que ele é em comparação aos mundos que pelo telescópio foram revelados por toda a região estelar? Que é, então, um reino, ou um território baronial do qual temos tanto orgulhoso como se fôssemos os senhores do universo? Que são eles, quando postos em competição com as glórias do céu?
Não obstante, em tais circunstâncias, o homem — esse verme fraco feito do pó, cujo conhecimento é tão limitado e cujas loucuras são tão numerosas tem o desaforo de pavonear-se em toda a arrogância de orgulho e gloriar-se na sua vergonha. E não há disposição mais incongruente ao caráter e circunstância do homem. O homem sempre está pronto para lisonjear a si ou lisonjear outro homem, mas o Espírito Santo através da sua palavra nos lembra claramente o que somos.
“Para que te lembres dele? ”, ou seja, para que te importes com ele e lhe concedas tão grandes benefícios. Embora o homem seja um grão de areia em relação à terra inteira, quando comparado às incontáveis miríades de seres que povoam as amplidões da criação, é ao mesmo tempo objeto do cuidado e misericórdia paterna do Altíssimo.
O salmista não pretende humilhar o homem, mas engrandecer a bondade infinita de Deus com essa comparação. O Criador dos céus, cuja glória é tão infinitamente grande quanto a nos impressionar com a mais sublime admiração, se deixe rebaixar tanto quanto a graciosamente tomar sobre si o cuidado da raça humana. Ele se lembra de nós. Não estamos à deriva, mas debaixo do seu controle e providencia.
Moisés nos conta a história de Raquel e Lia que disputavam o amor do seu marido Jacó. Lia havia já gerado seis filhos e uma filha a Jacó, mas o Senhor se lembrou de Raquel: “Então, Deus lembrou‑se de Raquel; ele a ouviu e a tornou fértil” (Genesis 30.22). Ele continua trabalhando em favor daqueles que nele esperam.
“E o filho do homem, para que o visites? ”
“O filho do homem”, em hebraico, é “o filho de Adão”, o grande apóstata e rebelde contra Deus. O filho pecador de um pai pecador, o seu filho por semelhança de caráter e temperamento, não menos do que por procriação. Tudo isso tende a engrandecer a misericórdia divina.
“Para que o visites? ”, Deus visita os homens não com ira, como a palavra por vezes é usada, mas com a graça e misericórdia divina. Ele fazia questão de descer no Éden: ”E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia” (Genesis 3.8). Ele visitava frequentemente o povo de Israel desde o Egito: “E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram” (Êxodo 4.31) e nos visita com sua provisão desde a criação: "Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água" (Salmo 65:9).
Deus nos visita pessoalmente, muitas vezes através dos seus servos e também de anjos: “Se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou” (João 13.20). “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos” (Hebreus 13.2).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
Salmo 45.6
Salmo 45.6 "
O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade."
"O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo;"
O salmista desconhecido escreveu esse salmo para celebrar um casamento real, dirigindo-se ao noivo e depois à noiva. O rei (talvez um príncipe ou rei da linhagem davídica) foi tratado como o escolhido de Deus; mas a linguagem, em seu sentido idealizado, deve se referir ao Messias, o descendente do Rei Davi! Os cristãos do primeiro e segundo séculos já acreditavam que Jesus Cristo havia cumprido as palavras deste salmo com base no texto e na aplicação de Hebreus 1 e com base em escritores como Justino Mártir e Irineu, que citaram Salmos 45:6 e 7 inúmeras vezes”.
Este retrato da divindade de Jesus também é dado em Isaías 9:6, onde temos uma descrição do Filho que deveria ser chamado de “Deus Forte”. Jeremias predisse que o “Renovo justo” deveria ser ressuscitado para Davi e reinar como rei, sendo chamado de “Senhor [Yahweh], justiça nossa”.
Primeira Coríntios 15:24 ensina que o reino messiânico terminará na última ressurreição. De fato, o reinado de Cristo como mediador terminará quando os salvos forem entregues ao Pai, porém Ele continuará a reinar como soberano com Deus para sempre: "Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim" (Lucas 1:33); 2 Pedro 1:11 e Daniel 7:14 também confirmam que o seu reino será eterno. Ele terá, então, o mesmo domínio que tinha com Deus antes de iniciar a obra de mediação, pois, o seu trono é eterno e perpétuo.
“... o cetro do teu reino é um cetro de equidade."
A “vara” tem uma variedade de significados na Bíblia. Pode ser de diferentes materiais, conforme era empregada para diferentes propósitos. Em certo período antigo, uma vara de madeira era usada como uma das insígnias da realeza com o nome de cetro.
O cetro reto e ereto expressa a justiça, probidade, verdade e retidão que distinguirão o reinado do Messias quando o seu reino for estabelecido na terra. Apocalipse fala que aquele cujo nome se chama a Palavra de Deus ferirá “as nações” e “as regerá com vara de ferro”. Se a “vara” significa “cetro”, então o “ferro” do qual ela é feita tem de ter o propósito de expressar a severidade dos julgamentos que este onipotente “REI DOS REIS” infligirá em todos que resistem à sua autoridade (Apocalipse 19.13,15,16).
Ele é o monarca legítimo de todas as coisas que há. O seu reinado está fundado no que é direito, a sua Lei é certa, o seu resultado é certo. O nosso Rei não é usurpador e opressor. Até mesmo quando Ele despedaça os inimigos com vara de ferro, não comete injustiça, pois ele “ama a justiça e aborrece a iniquidade” (v.9).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/1/25
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_08.pdf



