quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Romanos 8:15

Romanos 8:15 “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”

 

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor,”

Uma vez vencida a carne e mortificadas as obras do corpo pelo Espírito (v.13), o pecador é restaurado da escravidão “porque não recebestes o espírito da escravidão”, e é conduzido ao direito adotivo de ser chamado “filho de Deus” (João 1.12). Esse versículo apresenta duas expressões singulares: “ o espírito de escravidão” e “ espírito de adoção” que são opostas. Era a diferença entre cativeiro e liberdade, entre tremer de medo e confiar, entre ver Deus como um punidor e vê-lO como Pai.

Os que estão sob o domínio do “espírito de escravidão” vivem em temor, medo, dúvida e prisão. Os leitores originais de Paulo entendiam melhor do que nós a diferença entre escravidão e filiação. Se havia uma coisa que definia a relação de um escravo com seu senhor, era o medo; por isso Paulo disse que “não recebemos o espírito de escravidão, para vivermos, outra vez, atemorizados”.

 

“... mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”

Paulo esclarece “recebemos o espírito de adoção [como filhos]”! Não somos escravos que tremem ao se aproximarem do seu Senhor; somos filhos que se sentem confortáveis na presença do Pai. Em 1 Coríntios 2:12 Paulo escreveu: "Nós não temos recebido o espírito do mundo, e, sim, o Espírito que vem de Deus"; em 2 Timóteo 1:7: "Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação." "Eis aí uma bela cadeia de versículos que refletem experiência, todos amoldados na mesma forma, construídos segundo o mesmo modelo, primeiro com os elementos negativos, depois com os positivos; de um lado, escravidão, mundanismo e medo; de outro lado, filiação, dons espirituais, poder e amor."

"O Espírito de adoção" ou de filiação é, em outras palavras, o Espírito que torna os crentes filhos de Deus e os capacita a chamarem a Deus seu Pai. Adoção” vem de huiothesia, um termo composto por huios (“filho”) e thesis (“um lugar”). Refere-se a uma pessoa receber o lugar, posição e privilégio de um filho, mesmo que esse indivíduo não tenha parentesco com seus pais por nascimento. Pelo que se sabe, a adoção não era praticada entre os judeus, mas era comum em outras sociedades.

F. F. Bruce escreveu que no mundo romano do primeiro século “um filho adotivo era um filho escolhido por seu pai para perpetuar o seu nome e herdar seus bens”. Sua condição não era nem um pouco inferior à de um filho segundo as leis comuns da natureza, e bem podia desfrutar da afeição paterna o mais completamente e reproduzir o mais dignamente a personalidade do pai. Dizem que Deus só tem um Filho “natural” e que os demais são filhos por adoção.

Porque fomos assim abençoados, “clamamos: Aba, Pai” . “Aba” é um vocábulo aramaico que significa “pai”, mas é mais do que isso. É uma palavra usada por crianças para chamar o “pai” semelhante a “papai”. A maioria dos judeus não usava essa palavra íntima para se reportar a Deus, mas Jesus a usou. No Jardim do Getsêmani, Ele rogou: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). Os que estão sob o domínio do “espírito de adoção” estão capacitados a orarem com intimidade e a dizerem a Deus: “ Abba, Pai”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 05 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 1.17)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
05 DE FEVEREIRO DE 2026
GRAÇA E VERDADE POR CRISTO

João 1.17 “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. ”

 

“Porque a lei foi dada por Moisés;

Deus havia escolhido Moisés para ser o legislador de Israel. Ele ordenou que Moisés subisse no Sinai: “Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar” (Êxodo 24.12) e o revelou a lei que expressava a sua vontade. Através de Moisés a Lei foi transmitida aos filhos de Jacó: “Moisés nos deu a lei, como herança da congregação de Jacó” (Deuteronômio 33.4).

Por causa da forte relação de Moisés com a Lei de Deus ela ficou conhecida como a “Lei de Moisés”: “Esforçai-vos, pois, muito para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés; para que dele não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda” (Josué 23.6).

Aqui, portanto, como nos escritos de Paulo, Cristo substitui a lei de Moisés como ponto central da revelação divina e do estilo de vida. Este evangelho mostra de diversas maneiras que a nova ordem cumpre, ultrapassa e substitui a antiga: o vinho da nova criação é melhor que a água usada na religião judaica (João 2.10); o novo templo é mais excelente que o antigo (João 2.19); o novo nascimento é a porta de entrada para um nível de vida que não pode ser alcançado pelo nascimento natural, mesmo dentro do povo escolhido (João 3.3,5); a água viva do Espírito, que Jesus concede, é muito superior à água do poço de Jacó e à água derramada no ritual da festa dos Tabernáculos, no pátio do templo (João 4.13., 7.37); o pão do céu é a realidade da qual o maná no deserto foi só um vislumbre (João 6.32). Moisés foi o mediador da lei; Jesus Cristo é mais que mediador, é a corporificação da graça e da verdade. “O Verbo era o que Deus era."

 

“... a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. ”

A maneira pela qual Deus se deu a conhecer a Moisés não era sem graça e verdade; pelo contrário, ele se revelou a Moisés como “grande em misericórdia e fidelidade" (Êxodo 34.6), e os mesmos termos são repetidamente usados no A.T. como resumo do seu caráter: “Porém tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade” (Salmo 86.15). Porém, tudo o que destas qualidades foi manifesto nos tempos do A.T. foi revelado em plenitude concentrada no Verbo encarnado.

A lei foi uma expressão da graça de Deus, visto que foi dada para o homem; mas embora fosse uma expressão do amor de Deus, era incompleta e, portanto, insuficiente para salvar o homem do pecado. No entanto, com a vinda do Verbo, cheio de graça e de verdade, o plano total da salvação foi revelado. Agora, os seres humanos têm tudo que é necessário para se apresentarem justos diante de Deus.

 

 

Embora todo o Prólogo tenha discorrido acerca do Verbo, o nome Jesus aparece pela primeira vez aqui. Neste evangelho, geralmente Jesus é o seu nome pessoal e Cristo é um título ou descrição “Messias” ou "Ungido”, mas nesta passagem Jesus Cristo parece ter sido usado como o nome duplo pelo qual ele era comumente conhecido entre os cristãos de fala grega.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_02.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 04 DE FEVEREIRO DE 2026 (Êxodo 25:8)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
04 DE FEVEREIRO DE 2026
DEUS HABITA ENTRE O POVO

Êxodo 25:8 “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”

 

“E me farão um santuário,”

Moisés foi instruído minuciosamente pelo Senhor para edificar um santuário, ou seja, uma tenda provisória e portátil, própria para ser conduzida durante toda viagem à terra de Canaã. Deus mesmo forneceu a planta com todos os objetos e utensílios que comporiam aquele santuário. O padrão para o Tabernáculo construído por Moisés era um padrão da realidade espiritual do sacrifício de Cristo e, deste modo, antecipava a realidade futura. [...] O Santuário terrestre era uma expressão dos princípios eternos e teológicos.

A palavra santuário significa literalmente “lugar santo”. Os nomes dados à estrutura comumente denominada de Tabernáculo são muitos. Foi chamada de "tenda", referindo-se geralmente à cobertura exterior; a "tenda da congregação", onde Deus se encontrava com o Seu povo (27:21); a "tenda do testemunho" porque continha a arca e o Decálogo (25:16); a "habitação" e "habitação de Jeová" (Números 16:9), ou "habitação do testemunho" (Êxodo 38:21); e "lugar santo" (25:8). Os nomes "casa" ou "templo" (1 Samuel. 1:9; 3:3) também são usados, mas referem-se a uma condição mais acanhada do Tabernáculo.

O nome comum é "tenda", um termo que os tradutores elevaram ao mais altissonante "tabernáculo", seguindo o tabernaculum da Vulgata. Posteriormente seria utilizada para descrever também o Templo: “Um trono de glória, posto bem alto desde o princípio, é o lugar do nosso santuário” (Jeremias 17:12).

 

“... e habitarei no meio deles.”

O propósito do santuário é apresentado aqui como sendo que Deus pudesse “habitar” no meio de Israel. Até aquele momento, Deus havia se manifestado várias vezes em favor de Israel, mas não fora visto ainda “no meio deles”. Quando Deus falava a Moisés no monte, o povo assistia a distância, impactado pela visão dos raios projetados lá de cima.

Agora, porém, Deus está dizendo que a sua presença, que os assistira até ali, estaria permanentemente no meio do arraial, representada por e habitando um santuário erguido sob sua orientação. Enfim, Deus queria que o povo tivesse um relacionamento mais íntimo com Ele, e hoje não é diferente.

Ele deseja o mesmo conosco por meio do seu Santo Espírito, que, como asseverou Jesus, habita em nós desde o dia em que entregamos nossa vida a Cristo: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16,17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981

COHEN, Armando Chaves. Comentário Bíblico: Êxodo. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1998.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Bíblia de Estudo Aplicação pessoal. Rio de Janeiro: CPAD.

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 03 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 1.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
03 DE FEVEREIRO DE 2026
O VERBO SE FEZ CARNE 

João 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ”

O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.

A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7.14; Mateus 1.123) são obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35). Tal encarnação do Verbo é considerada um mistério (1 Timóteo 3.16).

 

“... e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, “

“E vimos a sua glória”. Não meramente a glória externa revelada na transfiguração na qual João testificou: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). E que Pedro mencionou: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo” (2 Pedro 1.16-18), mas, o esplendor do seu divino caráter.

Era a mesma glória de Deus, pois, Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Afinal, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 12.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são um. Não era um a glória refletida como a glória de um santo, e sim a “glória do unigênito do Pai”.

A etimologia do termo “unigênito” em grego, indica a deidade do Filho. O vocábulo vem de monós, “único”, e de genés, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”. Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: “E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”.

 

“... cheio de graça e de verdade. ”

A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. E a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (v.16). Afinal “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (v.17).

A palavra que acompanha graça é verdade, e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: “Eu sou.… a verdade”.

Bruce sobre esse verso escreveu: Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Êxodo 33.18.). E, passando o Senhor por diante dele, clamou: “Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êxodo 34.5).

Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus, pois, as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade (aiêtheia), facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase “grande em misericórdia (hesed) e fidelidade (emeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra a todos os que nele creem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 02 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 1.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
02 DE FEVEREIRO DE 2026
O VERBO ETERNO E DIVINO 

João 1.1 "No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."

 

"No princípio, ”

Observamos nos evangelhos sinópticos que cada evangelista iniciou seu evangelho de uma forma. O evangelista Marcos principiou seu evangelho falando acerca de João o Batista já adulto pregando o evangelho do Reino. Mateus após apresentar a geração de Jesus Cristo descreveu contidamente Maria grávida do Espírito Santo. Já o historiador e doutor Lucas que havia empregado investigação no seu projeto começou seu evangelho falando acerca da anunciação dos nascimentos de João Batista e posteriormente de Jesus.

Já o apóstolo João decidiu ir mais além. Eusébio de Cesaréia nos informa que quando João escreveu seu evangelho ele já havia lido os outros. E com divina inspiração ele retroage até a criação. Lemos em Genesis 1.1: “No principio criou Deus...”, E agora ele revela que Deus Pai não estava sozinho quando criava: "No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus”. Cristo estava presente e atuante na criação, então ele segue dizendo: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (João 1.3,4). Esse versículo descreve Jesus como o início de todas as coisas.

 

“... era o Verbo, ”

O termo “Verbo”, aplicado a Jesus, procede do original Logos e, apesar de seu amplo significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento”, é usado no versículo 1 com o sentido de “Verbo ou Palavra divina”: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). O mesmo vocábulo aparece apenas traduzido como “Palavra”: “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (1 João 5.7).

Quando o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo foi anunciado pela igreja cristã no Século I, os vocábulos, “A Palavra” e “O Verbo”, foram satisfatoriamente compreendidos pelos judeus e gregos, pois essas expressões lhes eram conhecidas.

 

“... e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."

O termo “Deus” aparece duas vezes nessa passagem, uma delas em referência ao Pai: “e o Verbo estava com Deus” que sugere a eterna comunhão entre o Pai e o Filho.. A segunda referência, “e o Verbo era Deus”, aponta para o Filho. Porque o Pai e o Filho, sendo um quanto à sua natureza, são, porém, distintos quanto às suas personalidades (João 8.17,18; 2 João 3). O Verbo é da mesma natureza do Pai, ou seja, divino.

Não se trata de acréscimo de mais um Deus aqui, posto que ao apóstolo foi revelado, pelo Espírito Santo, que o Verbo divino está incluído na essência una e indivisível da Deidade.

Da mesma forma, o apóstolo Paulo transmitiu essa verdade, ao dizer que “para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1Co 8.6). Trata-se do monoteísmo cristão.

É digno de nota que os apóstolos João e Paulo, como os demais, eram judeus e foram criados num contexto monoteístico. Portanto, não admitiam em hipótese alguma outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Marcos 12.29).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Romanos 8.14

Romanos 8.14 “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” 

 

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus,”

Ser guiado pelo Espírito significa tê-lo na vida diária, regendo, governando e orientando, sobretudo significa estar sob o seu total domínio. Pois o Espírito de Deus nos conduz à santidade. Aqueles que através do Espírito fizeram morrer os seus atos pecaminosos são os que são guiados pelo Espírito de Deus. O fazer morrer diariamente, hora após hora, os estímulos e as armadilhas da carne pecaminosa por intermédio do Espírito é uma questão de ser guiado, dirigido, impelido, controlado pelo Espírito.

Godet escreve que existe aqui "como que uma noção de santa violência; o Espírito arrasta o homem [se. a pessoa] para onde a carne não se disporia a ir". O professor Dunn concorda com ele e diz que "o sentido mais natural" é o de "ser constrangido por uma força compulsiva, ou de render-se a um impulso dominante e incontrolável. Dr. Lloyd-Jones faz um alerta teológico com relação à natureza e à operação do Espírito Santo: "Não existe violência alguma no cristianismo ...", diz ele. "O que o Espírito faz é iluminar e persuadir."

Como podemos ter certeza que somos guiados pelo Espírito? Uma das maneiras é recorrendo à Palavra, pois o Espírito Santo jamais conduz alguém a fazer algo contrário à Bíblia, a Palavra escrita que Ele inspirou. Nunca é demais enfatizar que a única maneira objetiva de sabermos como o Espírito quer que vivamos é lendo e estudando a Bíblia. Quanto mais estudo a Bíblia e torno seus preceitos parte do meu modo de pensar, mais eu me aproximo do coração de Deus. Quanto mais me esforço para fazer o que a Bíblia ensina, mais confiante fico de que estou sendo guiado pelo Espírito de Deus.

 

“... esses são filhos de Deus.”

Paulo nos assegurou que somos de fato “filhos de Deus” se seguimos o Espírito! A vida nova, que é desfrutada por aqueles que fazem morrer os seus atos pecaminosos consiste justamente na experiência de se tornarem filhos de Deus. É, pois, evidente que a conhecida noção acerca da "paternidade universal de Deus" não é verdadeira.Todos os seres humanos são de fato"descendência" de Deus por criação; mas "filhos" reconciliados com ele, nós só nos tornamos por adoção ou por meio do novo nascimento. Assim como só quem é habitado pelo Espírito é que pertence a Cristo (v.9), da mesma forma somente aqueles que são guiados pelo Espírito é que são filhos e filhas de Deus.

E, como filhos, é-nos concedido um relacionamento especial, íntimo e pessoal com o nosso Pai celestial, acesso amplo e imediato a sua presença através da oração, participação em sua família no mundo todo e nomeação como herdeiros seus. No primeiro século A. D., um filho adotivo era um filho escolhido deliberadamente por seu pai adotivo para perpetuar seu nome e herdar seus bens. Sua condição não era nem um pouco inferior à de um filho segundo as leis comuns da natureza, e bem podia desfrutar da afeição paterna o mais completamente e reproduzir o mais dignamente a personalidade do pai. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, o de sermos chamados filhos e filhas de Deus” (1 João 3:1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

Atos 2:17

Atos 2:17 “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;”

 

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne;”

Essa promessa de derramamento do Espírito Santo é nada menos que o cumprimento do desejo de Moisés de que “todo o povo do Senhor fosse profeta” (Números 11.29). Muitas outras passagens do Antigo Testamento aludem a esse Derramamento do Espírito Santo, tais como Isaías 32.15-17 e Ezequiel 11.1 9,20. Um dos sinais da proximidade do Fim dos Tempos seria, segundo a profecia de Joel, o Derramamento do Espírito Santo “sobre toda a carne”.

Essa promessa, conforme as próprias palavras de Pedro, começou a ser cumprida a partir daquele dia especial para a Igreja em Jerusalém (Atos 2.16), Pedro interpreta a palavra “depois” de Joel por “últimos dias” e diz que seu cumprimento seria estendido até os nossos dias: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39). Entretanto, o cumprimento total dessa promessa (“sobre toda a carne”) só se dará quando do retorno de Cristo.

 

“E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;”

O profeta Joel afirma, inspirado pelo Espírito Santo, que um dos resultados marcantes do Derramamento do Espírito nos últimos dias seria a distribuição dos dons espirituais. Como lembra Stamps, a manifestação dos dons evidencia a manifestação do Espírito Santo na Igreja e, conseqüentemente, a presença de Deus no meio do seu povo: “Mas, se todos profetizarem, e algum incrédulo ou indouto entrar, por todos é convencido, por todos é julgado;  os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, declarando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1 Coríntios 14.24,25).

Algo a se enfocar aqui ainda é que pessoas de todas as nações, de todos os sexos, de todas as faixas etárias e de todas as condições sociais seriam alcançadas pelo Derramamento do Espírito Santo. Joel fala de homens e mulheres, velhos e jovens, servos e livres, todos teriam a bênção da efusão do Espírito a seu alcance se voltassem suas vidas totalmente para Deus.

Lucas altera a ordem das duas linhas que se referem a jovens tendo visões e velhos sonhando sonhos. Em Joel, os velhos sonhando sonhos vem primeiro. Mas Lucas inverte a ordem: “Os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (Atos 2.17). Isso indica que velho sonhar e jovem ter visão não seria uma regra, mas qualquer pessoa poderia receber ambos os dons.

Lucas dá prioridade às “visões”, a fim de destacar um tema que ele entende que é de vital importância e que se repete ao longo da narrativa. Embora as palavras associadas com “sonhos” sejam raras em Lucas-Atos, Lucas gosta de contar histórias em que Deus dirige a igreja através de visões. As visões de Paulo e Ananias (At 9.10,11), de Pedro e Cornélio (Atos 10.3,17), a visão paulina do macedônio (Atos 16.9,10) e sua visão em Corinto (Atos 18.9,10) são apenas alguns exemplos. Lucas não está obcecado em visões. Ao contrário, ele procura incentivar os leitores a aceitar uma verdade importante: Deus gosta muito de nos conduzir, seus profetas do fim dos tempos, de formas muito pessoais e especiais, entre elas visões, visitações angelicais e a orientação do Espírito, para que possamos cumprir nosso chamado de levar o evangelho “até aos confins da terra”.

Deus falou através de Sonhos em todo o antigo testamento: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12:6).  Já no primeiro livro da Bíblia, no Gênesis, lemos como José do Egito interpretou os sonhos do Faraó que eram profecias referentes a sete anos de fartura, mas também a sete anos de fome. Foi a partir desses sonhos proféticos que Deus conseguiu salvar seu povo da fome.. Outro exemplo foi o sonho de Mardoqueu, pai adotivo de Ester, que era uma profecia sobre a grande perseguição que se levantaria contra o povo eleito pela mão de Amã, e posteriormente o socorro de Deus que viria pela intercessão de Ester ao Rei Assuero. Já o livro de Daniel, por sua vez, traz inúmeros exemplos de sonhos proféticos, mostrando como Deus intervém na vida de seus amigos de forma providencial. Vale a pena conhecer a história desse grande homem que predisse coisas futuras iluminado por Deus.

No novo testamento também temos referencias. Enquanto José processava a informação de Maria sobre estar grávida do Espírito Santo eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (Mateus 1,20). E depois novamente a ele quando estava no Egito (Mateus 2:19). A esposa de Pilatos sofreu por Cristo em um sonho e disse ao seu marido: “Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” (Mateus 27:19). Paulo foi avisado em sonhos para se dirigir a Macedônia (Atos 16,9). Deus, nesses últimos dias, continua se revelado através de sonhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/02/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

DANIEL, Silas; COELHO, Alexandre. Os doze profetas menores.Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MENZIES, Robert, P. Pentecostes – Essa história é a a nossa história. Rio de Janeiro: Cpad, 2016.

https://idemais.com.br/noticias/quando-deus-falou-por-meio-de-sonhos-historias-da-biblia/

Joel 2:28

Joel 2:28 “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.” 

 

“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne,”

Essa mesma passagem do livro de Joel é citada pelo apóstolo Pedro no Dia de Pentecostes, conforme Atos 2.16-21, e é puramente escatológica. Um dos sinais da proximidade do Fim dos Tempos seria, segundo a profecia de Joel, o Derramamento do Espírito Santo “sobre toda a carne”. Essa promessa, conforme as próprias palavras de Pedro, começou a ser cumprida a partir daquele dia especial para a Igreja em Jerusalém (Atos 2.16).

Pedro interpreta a palavra “depois” por “últimos dias”, e seu cumprimento tem se estendido até os nossos dias: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39). Entretanto, o cumprimento total dessa promessa (“sobre toda a carne”) só se dará quando do retorno de Cristo. Isso  é nada menos que o cumprimento do desejo de Moisés de que “todo o povo do Senhor fosse profeta” (Números 11.29). Muitas outras passagens do Antigo Testamento aludem a esse Derramamento do Espírito Santo, tais como Isaías 32.15-17 e Ezequiel 11.1 9,20.

 

“... e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.”

O profeta Joel afirma, inspirado pelo Espírito Santo, que um dos resultados marcantes do Derramamento do Espírito nos últimos dias seria a distribuição dos dons espirituais. Como lembra Stamps, a manifestação dos dons evidencia a manifestação do Espírito Santo na Igreja e, conseqüentemente, a presença de Deus no meio do seu povo: “Mas, se todos profetizarem, e algum incrédulo ou indouto entrar, por todos é convencido, por todos é julgado;  os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, declarando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1 Coríntios 14.24,25).

Algo a se enfocar aqui ainda é que pessoas de todas as nações, de todos os sexos, de todas as faixas etárias e de todas as condições sociais seriam alcançadas pelo Derramamento do Espírito Santo. Joel fala de homens e mulheres, velhos e jovens, servos e livres,  todos teriam a bênção da efusão do Espírito a seu alcance se voltassem suas vidas totalmente para Deus.

Lucas altera a ordem das duas linhas que se referem a jovens tendo visões e velhos sonhando sonhos. Em Joel, os velhos sonhando sonhos vem primeiro. Mas Lucas inverte a ordem: “Os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (Atos 2.17). Isso indica que velho sonhar e jovem ter visão não seria uma regra, mas qualquer pessoa poderia receber ambos os dons.

Lucas dá prioridade às “visões”, a fim de destacar um tema que ele entende que é de vital importância e que se repete ao longo da narrativa. Embora as palavras associadas com “sonhos” sejam raras em Lucas-Atos, Lucas gosta de contar histórias em que Deus dirige a igreja através de visões. As visões de Paulo e Ananias (At 9.10,11), de Pedro e Cornélio (Atos 10.3,17), a visão paulina do macedônio (Atos 16.9,10) e sua visão em Corinto (Atos 18.9,10) são apenas alguns exemplos. Lucas não está obcecado em visões. Ao contrário, ele procura incentivar os leitores a aceitar uma verdade importante: Deus gosta muito de nos conduzir, seus profetas do fim dos tempos, de formas muito pessoais e especiais, entre elas visões, visitações angelicais e a orientação do Espírito, para que possamos cumprir nosso chamado de levar o evangelho “até aos confins da terra”.

Deus falou através de Sonhos em todo o antigo testamento: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12:6).  Já no primeiro livro da Bíblia, no Gênesis, lemos como José do Egito interpretou os sonhos do Faraó que eram profecias referentes a sete anos de fartura, mas também a sete anos de fome. Foi a partir desses sonhos proféticos que Deus conseguiu salvar seu povo da fome.. Outro exemplo foi o sonho de Mardoqueu, pai adotivo de Ester, que era uma profecia sobre a grande perseguição que se levantaria contra o povo eleito pela mão de Amã, e posteriormente o socorro de Deus que viria pela intercessão de Ester ao Rei Assuero. Já o livro de Daniel, por sua vez, traz inúmeros exemplos de sonhos proféticos, mostrando como Deus intervém na vida de seus amigos de forma providencial. Vale a pena conhecer a história desse grande homem que predisse coisas futuras iluminado por Deus.

No novo testamento também temos referencias. Enquanto José processava a informação de Maria sobre estar grávida do Espírito Santo eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (Mateus 1,20). E depois novamente a ele quando estava no Egito (Mateus 2:19). A esposa de Pilatos sofreu por Cristo em um sonho e disse ao seu marido: “Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” (Mateus 27:19). Paulo foi avisado em sonhos para se dirigir a Macedônia (Atos 16,9). Deus, nesses últimos dias, continua se revelado através de sonhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/02/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

DANIEL, Silas; COELHO, Alexandre. Os doze profetas menores.Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MENZIES, Robert, P. Pentecostes – Essa história é a a nossa história. Rio de Janeiro: Cpad, 2016.

https://idemais.com.br/noticias/quando-deus-falou-por-meio-de-sonhos-historias-da-biblia/

Lição 6: O Filho como o Verbo de Deus. 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 João 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ”

O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.

A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7.14; Mateus 1.123) são obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35). Tal encarnação do Verbo é considerada um mistério (1 Timóteo 3.16).

 

“... e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, “

“ E vimos a sua glória ”. Não meramente a glória externa revelada na transfiguração na qual João testificou: “ O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida ” (1 João 1.1). E que Pedro mencionou: “ Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo ” (2 Pedro 1.16-18), mas, o esplendor do seu divino caráter.

Era a mesma glória de Deus, pois, Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Afinal, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 12.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são um. Não era um a glória refletida como a glória de um santo, e sim a “ glória do unigênito do Pai ”.

A etimologia do termo “unigênito” em grego, indica a deidade do Filho. O vocábulo vem de monós, “único”, e de genés, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”. Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: “ E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai ”.

 

“... cheio de graça e de verdade. ”

A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. E a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (v.16). Afinal “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (v.17).

A palavra que acompanha graça é verdade, e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: “Eu sou.… a verdade”.

Bruce sobre esse verso escreveu: Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Êxodo 33.18.). E, passando o Senhor por diante dele, clamou: “Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êxodo 34.5).

Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus, pois, as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade (aiêtheia), facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase “grande em misericórdia (hesed) e fidelidade (emeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra a todos os que nele creem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

sábado, 31 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 31 DE JANEIRO DE 2026 (Filipenses 2:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
31 DE JANEIRO DE 2026
CRISTO EXALTADO ACIMA DE TODO NOME

Filipenses 2:9 “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

 

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente,”

Nos versículos 6 a 8 temos a descrição do caminho da humilhação do Filho de Deus, quando Ele mesmo desce ao ponto mais baixo de humilhação que um homem poderia descer. Entretanto, nos versículos 9 a 11, Paulo descreve o caminho para cima, quando Jesus é exaltado gloriosamente e ascende ao Pai e é feito Senhor sobre todas as coisas. No pano de fundo está a idéia judaico-rabínica que o sofredor justo será defendido por Deus.

Sua abnegação anterior o fez apto para conquistar o “status” de vencedor e Senhor, porque cumpriu o eterno propósito do Pai de formar um novo povo que serviria a Deus, que é a sua Igreja. A Bíblia diz que Ele foi nomeado “ príncipe e Salvador ” (Atos 5.31) e o colocou acima de tudo (Efésios 1.20-22). No caminho da exaltação estavam a sua ressurreição e ascensão. Na semana que antecedia seu padecimento no Calvário, Jesus reivindicou do Pai a glória que tinha antes de vir a este mundo (João 17.5).

Cristo foi exaltado para a maior posição possível. O verbo de Paulo pode significar que Deus O exaltou a uma posição superior (comparativamente) àquela que Ele detinha antes (quando era, então, a forma de Deus). Em Sua pré-existência, Ele era Filho de Deus; agora, após Sua exaltação, recebeu a dignidade de Senhor em sua coroação tornou-se herdeiro de tudo (Hebreus 1.3; 2.9; 12.2).

Além de João, em seu Evangelho, outros escritores do Novo Testamento escreveram da realidade da exaltação de Jesus afirmando que Ele foi exaltado à destra do Pai (Atos 2.33; Hebreus 1.3). Paulo usou a mesma expressão “ assentado à destra do Pai ” (Romanos 8.34; Colossenses 3.1). Essa expressão é derivada de Salmos 110.1 numa alusão ao rei Davi, que metaforicamente é convidado para partilhar o trono de Deus. Jesus foi chamado “ filho de Davi ” para relacionar o trono de Davi com o seu trono de glória.

 

“... e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

“Sobre todo” é tradução do mesmo termo traduzido por “soberanamente” na primeira parte do versículo. Não podemos definir que nome foi dado a Jesus. Alguns sugerem que é um nome que, atualmente, só Deus sabe. Essa é uma possibilidade, porém, considerando que Paulo pretendia claramente exaltar Cristo nas mentes de seus leitores, essa conclusão não parece coerente com o propósito do apóstolo. O versículo seguinte pode nos levar a crer que Paulo se referia ao “nome de Jesus” (v. 10).

Muitos escritores acreditam que a palavra “nome” é usada aqui no sentido de “designação” e preferem a idéia de que o título era “Senhor” (v. 11). No primeiro século da Era Cristã, a idéia de se proclamar um senhor restringia-se ao imperador, que se identificava como Senhor e Deus! Quando os apóstolos começaram a pregar a Cristo, não o apresentaram apenas como Salvador, mas, especialmente, como Senhor. Ora, esse título confrontava a presunção e vaidade do imperador de Roma, porque os cristãos identificavam e reconheciam que a única autoridade para salvar e comandar um novo reino era Jesus.

No grego do Novo Testamento aparece o termo kurios, que é usado de modo especial, porque Jesus representaria o nome pessoal do Deus Todo-Poderoso. O nome “Jesus” ganhou o status de “Senhor” e, por decreto divino, foi elevado acima de todo nome. O próprio Jesus declarou certa feita aos seus discípulos que o Pai faz do Filho juiz universal “para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou” (Jo 5.23).

Ralph Herring escreveu sobre a exaltação de Cristo e declarou que “os dois elementos desta exaltação são a outorga de um nome, conquistado agora que o homem Cristo Jesus juntou o curso de vida da raça humana ao de Deus (v. 9), e o reconhecimento desse nome por parte de todas as inteligências criadas, tanto das que no céu, como das que estão na terra e debaixo da terra (vv. 10,11)”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

MARTIN, Ralph P. Filipenses: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_08.pdf