sexta-feira, 9 de agosto de 2024

LEITURA BIBLICA DIÁRIA CPAD 09 DE AGOSTO DE 2024 (Ester 3.13)

LEITURA BIBLICA DIÁRIA CPAD
09 DE AGOSTO DE 2024
TUDO PARECIA BEM ATÉ QUE SURGIU UMA ORDEM CONTRA OS JUDEUS

Ester 3.13 “E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.”

 

“E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei,”

O decreto foi direcionado a todos os líderes do império, dos grandes (os sátrapas do rei) aos menores (os príncipes, ou oficiais locais). Dois fatos sobre esse edito são enfatizados:
1) Ele foi enviado a todo o império (a todas as províncias e aos príncipes de cada povo... na sua própria língua) e afetaria, por tanto, todos os judeus por toda a parte.
2) Apesar de escrito por Hamã, ele foi publicado em nome do rei e selado com o anel dele. Ele possuía a força de umalei real, imutável

O decreto foi enviado, por intermédio dos correios, a todas as províncias do rei. Essa atuação do eficiente sistema postal do Império Persa concorda com o que se acha em 1:22, e o mesmo sistema é mencionado novamente em 8:10 e 14: “Os correios, sobre ginetes velozes, saíram apressuradamente, impelidos pela palavra do rei; e esta ordem foi publicada na fortaleza de Susã”.

O império persa foi o primeiro a estabelecer o sistema de correios, que possuía autoridade para requisitar para este serviço público, cavalos, portadores e alimentos dentre as populações civis que achassem no seu caminho. Esse costume é aludido em Mateus 5.41: “E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”. Heródoto escreveu: "Nenhum mortal viaja tão rapidamente como esses mensageiros persas”.

 

“... para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres,”

No dia treze do primeiro mês (nisã, ou março/abril), os secretários do rei foram chamados para colocar o decreto na forma escrita. Faltavam onze meses para a data em que Hamã pretendia efetuar o massacre dos judeus.

Imagine a cena? Hamã ordenou a aniquilação de todos os judeus em cada uma das 127 províncias do reino. Ele colocou por escrito o plano de extermínio e selou-o com o anel do rei, no primeiro mês do ano, mas o mesmo não devia ser executado até o duodécimo mês. Deixe que vivam atormentados, sabendo o que os aguarda, deve ter sido o seu pensamento. Ele não só queria m atá-los, como também torturá-los.

O decreto foi promulgado em cada província... a todos os povos, o convite para se unirem na matança dos judeus evidentemente estava sendo oferecido a todos. Tendo em vista os fatos relatados no capítulo 9, o leitor pode inferir que o convite foi aceito pelos inimigos dos judeus.

No decreto estava determinado para que “Destruíssem, matassem e aniquilassem', esta expressão tríplice é uma característica estilística de documentos legais e expressa “a predileção milenar da oficialidade por terminologia legislativa que sobreviveu às eras, nos Estados Unidos dos dias atuais (e poderíamos acrescentar, no Brasil) não menos do que na antiga Pérsia.” A mesma coisa acontece com o que se segue, embora se devesse pensar que todos os judeus, moços e velhos excluísse mulheres e crianças. Contudo, nesta pena de morte elas foram incluídas especificamente.

Profundamente afetada por essa notícia, Ester mais tarde apelaria ao marido: “Fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem de vez” (7:4)

 

“... em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.”

A nova lei afirmava que isso deveria acontecer no dia treze do duodécimo mês [adar, ou fevereiro/março]. Esse dia especifico foi escolhido pacientemente por Hamã através de sorte, o Pur.: “No primeiro mês (que é o mês de Nisã), no ano duodécimo do rei Assuero, se lançou Pur, isto é, a sorte, perante Hamã, para cada dia, e para cada mês, até ao duodécimo mês, que é o mês de Adar” (Ester 3.7).

Além disso, os bens dos judeus deveriam ser saqueados; os que os matassem poderiam saquear-lhes os bens. A perspectiva de adquirir riqueza transformou isto numa proposta atraente. Por todo o império, os judeus e seus inimigos se prepararam para a chegada do dia fatal, o dia treze de adar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_04.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 08 DE AGOSTO DE 2024 (1 Timóteo 2.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
08 DE AGOSTO DE 2024
INSTRUÇÕES PARA CRISTÃOS SE RELACIONAREM COM GOVERNOS TERRENOS

1 Timóteo 2.1 “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;”

 

“Admoesto-te, pois, antes de tudo,”

A palavra “admoestar” ” ( noutheteō ), significa aconselhar, advertir. Refere-se a conselhos, observações  e advertências concernentes ao comportamento e à prática de vida do cristão. Paulo admoestava os irmãos em vários lugares (Atos 20:31; 1 Coríntios 4:14). Ao mesmo tempo, ele instruía os discípulos a admoestarem uns aos outros (1 Tessalonicenses 5:14), e especialmente ensinava aos pais sobre a importância de admoestar os próprios filhos (Efésios 6:4).

Um dos motivos de nos reunirmos com os nossos irmãos em Cristo é a admoestação mútua que ajuda cada um a se manter fiel (Hebreus 10:25). Admoestação e advertência fazem parte do trabalho dos evangelistas (1 Timóteo 1:3; 4:13; 2 Timóteo 4:2), mas eles não são os únicos que devem (Romanos 12:8; Gálatas 6:1; Hebreus 3:13).

“Antes de tudo”. As palavras próton pánton “antes de tudo” indicam primazia de importância e não de tempo. A comissão de Cristo para irmos a toda criatura (Marcos 16:15-16) sempre será grande demais para mentes finitas a compreenderem. Precisamos da ajuda de Deus. Por isso, Paulo exortou a Timóteo e a nós a, “antes de tudo”, orarmos.

A oração não é um apêndice no culto, mas parte vital dele. Os apóstolos entenderam a primazia da oração, quando decidiram: “Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (Atos 6.4).

 

“... que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças,”

Muito embora o objetivo de Paulo é insistir na centralidade da oração mais do que numa análise de seus tipos, o apóstolo usa aqui quatro formas de oração.

“Deprecações” - O termo (gr. deesis) significa “suplicar, implorar, rogar por” alguém ou alguma coisa (Dicionário Houaiss). Dá a entender um tipo de oração que é feita de modo ardente, dramático, compassivo. A ideia fundamental da palavra grega deesis, é um sentimento de necessidade. A oração começa com esse sentimento de nossa total dependência de Deus. Oração é a insuficiência humana aproximando-se da suficiência divina.

Segundo, as “orações” (gr. proseuchomai) – “oferecer oração ou votos a Deus”. Designam o movimento da alma em direção a Deus. As orações são um ato de adoração a Deus, exaltando-o pela excelência de seus atributos e rogando a ele pela grandeza de suas misericórdias. A oração é tema de grande destaque na Bíblia. No Antigo Testamento, os homens de Deus venceram sob o manto da oração. Davi orava sempre (SaImo 55.16,17) e Daniel venceu na cova dos leões porque tinha reservas de oração (Daniel 6.10). Esses dois exemplos indicam o valor extraordinário da oração fervorosa e sincera, diante de Deus.

Terceiro, as “intercessões” (gr.: enteuxis). Elas estão relacionadas com a súplica em favor de alguém ou de alguma coisa. Tem o sentido de “intervenção, mediação, interferência, intermédio” (Dicionário Houaiss). Do grego enteuxis, significando “apelar para”, ou intercessões em geral, que se fazem em favor de alguém. A palavra enteuxis também traz a ideia de entrar na presença do rei para lhe fazer uma petição. Portanto, nenhum pedido é grande demais para ele. Para Deus não há impossíveis!

Quarto, as “ações de graças”. Essas grandiosas possibilidades alcançadas pela oração criam uma necessidade natural de incluirmos em nossas petições “ações de graça”. Elas tratam da nossa gratidão a Deus pelo que ele tem feito. A palavra grega eucaristia, deixa claro que orar não é apenas aproximar-se de Deus para adorá-lo por quem ele é, e rogar a ele suas bênçãos, mas, também, e sobretudo, agradecê-lo pelo que ele tem feito. Na avaliação da necessidade e do privilégio de trabalharmos com Deus, que adequada se torna a admoestação de Paulo: “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:20)

 

“... por todos os homens;”

A oração deve ser “em favor de todos os homens”. Não é só a oração que é em favor de todos, o plano de Deus também é para todos. Sua graça é suficiente para que “todos sejam salvos”. Jesus morreu por todos (2 Coríntios 5:14, 15), Ele nos manda ir a todos (Marcos 16:15, 16; Mateus 28:18–20) e disponibilizou o evangelho a todos (Judas 3). Por meio desse evangelho todos serão julgados (Romanos 14:10–12; 2 Coríntios 5:10). Salvar almas do pecado apaga o passado pecaminoso (Atos 2:38; 22:16). O plano de Deus também é para que todos “cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (v.4).

A o que parece, as igrejas evangélicas, nos tempos atuais, têm-se esquecido dessa oração “por todos os homens”. E mais comum ouvirem-se orações pela com unidade cristã; por suas atividades, na evangelização, no ensino, no discipulado. São orações legítimas e indispensáveis. Mas o alcance da oração da igreja cristã deve ultrapassar “as quatro paredes” dos templos, nas igrejas locais. Onde quer que formos, jamais encontraremos uma pessoa pela qual não precisamos orar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.3

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 07 DE AGOSTO DE 2024 (Esdras 1.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
07 DE AGOSTO DE 2024
O CONTEXTO DO LIVRO DE ESTER REMONTA AO DECRETO DE CIRO

Esdras 1.1 “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:”

 

“No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia”

Esse versículo tem um homônimo em 2 Crônicas 36.22 : “Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor pela boca de Jeremias), despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:”

O primeiro ano de Ciro seria uma data dentro do ano 539 a.C., quando a Babilônia foi conquistada pela Pérsia e Ciro II começou a governar sobre os judeus. No fatídico banquete de Belsazar na tradução misteriosa da parede da palavra “PERES” “Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas” (Daniel 5.28). Naquela mesma noite Belsazar foi morto e Dario, o medo (Subordinado de Ciro), ocupou o reino dos caldeus.

 

“... (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias),”

A proclamação de Ciro ocorreu para que se cumprisse a Palavra do Senhor, por boca de Jeremias. O decreto do rei cumpria a profecia porque Jeremias já dissera que o povo de Deus retornaria à sua terra após “setenta anos” de cativeiro (Jeremias 25:11; 29:4–10).

Os setenta anos podem ser mensurados de suas maneiras: desde a primeira deportação (ca. 605 a.C.) até o primeiro regresso (ca. 538 a.C.2) ou desde a destruição do templo (ca. 586 a.C.) até o término de sua reconstrução (ca. 516 a.C.).

Outra possibilidade é que “setenta” seja considerado um número simbólico que indica um período completo ou cheio: “Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2 Crônicas 36.21).

 

“... despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia,”

A proclamação anunciada aconteceu porque despertou o Senhor o espírito de Ciro. Isso quer dizer que Deus “tocou o coração de Ciro” – a parte de Ciro que acreditou, pensou e tomou decisões.

A NVI diz “despertou o coração de Ciro”, enquanto outra versão inglesa (REB) diz que Deus “inspirou o rei”. Ciro emitiu a proclamação, mas Deus foi a causa principal do regresso do povo a Jerusalém.

 

“... o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:”

A natureza oficial do decreto é indicada pelo fato de que ele foi proclamado (talvez lido em voz alta por arautos em todo o reino) e também transcrito (concebivelmente para exposição pública).

À luz dos fatos subseqüentes, também era importante que a proclamação fosse registrada e guardada nos arquivos persas, onde mais tarde pudesse ser encontrada: Então o rei Dario deu ordem, e buscaram nos arquivos, onde se guardavam os tesouros em babilônia: “E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim:  No primeiro ano do rei Ciro, este baixou o seguinte decreto: A casa de Deus, em Jerusalém, se reedificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados”  (Esdras 6:13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201711_02.pdf

terça-feira, 6 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 06 DE AGOSTO DE 2024 (Jeremias 25.11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
06 DE AGOSTO DE 2024
O CONTEXTO DO LIVRO DE ESTER REMONTA AO CATIVEIRO BABILÔNICO

Jeremias 25.11 “E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos.”

 

“E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto;”

No primeiro ano do Rei Nabucodonosor (v.1), rei da Babilônia. Deus por intermédio do profeta Jeremias diz ao povo de Jerusalém (Judá) para se converterem dos seus maus caminhos. Todavia o povo de Judá não o deu ouvido. Por causa disso Deus traria sobre Judá o Rei Nabucodonosor, seu servo (v.9) a fim de executar seu juízo.

O juízo atingiria a todos inclusive a terra, de maneira que causaria espanto. O povo seria objeto de espanto: “os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuas desolações” (v.9). A terra se tornaria um deserto, como se tornou: “Derramou-se, pois, a minha indignação e a minha ira, e acendeu-se nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, e elas tornaram-se deserto e em desolação, como hoje se vê” (Jeremias 44.6).

 

“... e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos.”

Nesta seção, apesar de Deus apresentar Seus planos para as nações. Ele Se dirigiu especificamente ao Seu próprio povo. Este fato é visto no uso das expressões “esta terra” e “todas estas nações” e “estas nações” (vv. 9, 11).

Os setenta anos de cativeiro é um número arredondado, contado a partir do quarto ano de Jeoaquim (605 a.C.) até o ano da partida dos primeiros dos que voltaram sob o governo de Ciro, mais ou menos 536 a.C.: “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Daniel 9.2).

Tempo este que comportaria três gerações de reinado da Babilônia: “E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam. E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele” (Jeremias 27.6-7).

Esse número de anos não seria aleatório, seria conforme o número de anos que a terra de Israel não descansou nos anos chamados sabáticos: “Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2 Crônics 36.21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201110_02.pdf

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 05 DE AGOSTO DE 2024 (2 Timóteo 3.16)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
05 DE AGOSTO DE 2024
O LIVRO DE ESTER É REVELAÇÃO DIVINA ESCRITA, COMPLETA E PERFEITA


2 Timóteo 3.16 “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. ” 


“Toda a Escritura divinamente inspirada”

Essa é a declaração mais forte da própria Bíblia sobre si mesma. É uma passagem que destaca o valor da Palavra de Deus. O termo “Escritura” no Novo Testamento é usado exclusivamente para a “escritura sagrada”. “Toda”, pode significar também “cada”. Há quem faça distinção entre esses dois significados, afirmando que “toda a Escritura” pode ser a Bíblia como um todo, e “toda Escritura” pode especificar suas partes individuais. 

“Inspirada por Deus” traduz (theopneustos), formado de (Theos, “Deus”) e (pneō, “inspirar”); literalmente, “soprada por Deus”. Alguns comentaristas acreditam que essa imagem venha da criação do homem, quando Deus “lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2:7). Deus “soprou” a Palavra e esta passou a ser “viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4:12). Outros preferem a simples imagem de expirar. Dale Hartman falou da Bíblia como “o sopro de Deus impresso”. Independentemente da imagem pretendida, a frase expressa a atividade criadora de Deus, declarando em termos inequívocos que as Escrituras são de origem divina. 

O agente divino da inspiração foi o Espírito Santo. Quando se citava uma declaração de Davi, observava-se que ele estava “no Espírito Santo” quando a proferiu (Marcos 12:36). Jesus disse a Seus discípulos que enviaria o Espírito Santo para guiá-los “a toda a verdade” (João 16:13; veja 14:26). Pedro afirmou que “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:20, 21). 

As Escrituras não são inspiradas porque um conselho da igreja decretou que elas são inspiradas. Elas são inspiradas porque Deus as fez assim. Nenhum outro texto se enquadra na categoria “inspirado por Deus”. J. W. Roberts escreveu: Os Apócrifos Judaicos e os Pseudoepígrafos, bem como os escritos tradicionais dos primeiros pais da igreja... não pertencem à categoria das Escrituras Sagradas. Além disso, não há lugar no ensino das Escrituras para “profetas dos últimos dias” e revelações. A única predição de futuras revelações, Escrituras e “Chaves” das Escrituras é o aparecimento de falsos profetas e mestres enganadores. 

A maneira mais natural de se ler o versículo 16 é que “toda a Escritura é [em sua totalidade] inspirada por Deus”. Conforme observado anteriormente, a frase “sagradas letras” no versículo 15 inclui apenas os Escritos do Antigo Testamento, uma vez que esses eram os únicos escritos inspirados disponíveis quando Timóteo era criança. Também é verdade que quando os primeiros cristãos liam o termo “Escritura” (3:16), eles provavelmente pensavam primeiramente nos escritos do Antigo Testamento.

 Isso não significa, no entanto, que a passagem se aplique apenas ao Antigo Testamento. Em 2 Pedro 3:15 e 16, Pedro falou dos escritos de Paulo e os colocou ao lado das “demais Escrituras”. Em 1 Timóteo 5:18, Paulo falou de uma citação de Moisés e de uma citação de Lucas como “Escritura”. Assim como no Antigo Testamento, “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21), no Novo Testamento homens guiados pelo Espírito também falaram e escreveram a verdade do céu (João 14:26; 16:13). 

Quando dizemos que “toda a Escritura” “é em sua totalidade inspirada por Deus”, temos em mente tanto o Antigo como o Novo Testamento. Nada afeta mais a compreensão da Bíblia do que a atitude em relação a ela. Devemos crer de todo o coração que a Bíblia é inspirada por Deus e que é tão relevante hoje como era nos dias de Paulo.


"... é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. ” 

Sobre a utilização da Palavra de Deus: “Ela é proveitosa” para:

1) “Ensinar”, ou seja, transmitir ensinos espirituais, com base na Palavra de Deus, que são úteis e necessários para um a boa formação cristã; sem ensino, nenhum a igreja se mantém de pé; é necessário que as pessoas escutem a Palavra do Senhor Jesus e as ponham em prática, para poderem ficar firmes. Do contrário, serão destruídas pelas intempéries espirituais (cf. Mateus 7,24-27; 2.25; Tito 2.12).

2) “Para redarguir” ou seja, “retrucar, responder, replicar”, ou argumentar com segurança; e também, como em outras traduções, “para repreender”; o ensino fundamentado na Palavra de Deus capacita o cristão para argumentar com segurança acerca de sua fé (cf. 1 Pedro 3.15).

3) “Para corrigir”. O ensino bíblico bem fundamentado é como um prumo, que mostra o que está fora do lugar na construção de uma casa. Na vida cristã, se não houver o cuidado indispensável com as instruções e orientações do Senhor, muita coisa fica “torta” ou em desacordo com a vontade de Deus. O ensino é que conduz o homem à santidade e à santificação (SaImo 119.105; Romanos 15.4; 1 Coríntios 4.17).

4) “Para instruir em justiça ”. O ensino da Palavra de Deus é instrução que leva o homem a viver de modo justo e digno. O salmista disse: “Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome” (Salmo 23.3).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/01/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

ROPER, David. A Verdade para Hoje, 2019. Disponível em: <http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_05.pdf>. Acesso em 03 jan.2022.

HARTMAN, Dale. “Prophecy of Scripture,” sermão pregado na igreja de Cristo Eastside, Midwest City, Oklahoma. 

ROBERTS, J. W. Letters to Timothy, The Living Word. Austin, Tex.: R. B. Sweet Co., 1964, pp. 91–93.

domingo, 4 de agosto de 2024

Lição 6 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 06 - O Livro de Ester. Ester 4.14

Lição 06: O Livro de Ester – 3 Trimestre de 2024


TEXTO ÁUREO

“Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Ester 4.14)

 

“Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus,”

Essas palavras são respostas de Mardoqueu a Ester, através do camareiro do rei que servia Ester. Ester lhe havia transmitido que não poderia entrar a presença do rei sem ser chamada, pois havia uma sentença de morte para quem se atrever, salvo aqueles a quem o rei estendesse seu cetro de ouro.

Ciente da resposta Mardoqueu diz a Ester através de Hatá que se ela preferisse se omitir que ele cria que o livramento viria de outra maneira para os judeus. Como se daria esse livramento não é dito. Fontes judaicas antigas entenderam que esse palavreado como “uma referência velada a Deus”.

Muito provavelmente, Mordecai estava expressando sua fé no cuidado de Deus para com o Seu povo, em não permitir que a nação fosse destruída. Essa crença se baseava nas promessas do Senhor a Abraão, e fora reconfirmada muitas vezes desde os dias dos patriarcas.

 

“... mas tu e a casa de teu pai perecereis;”

Todavia, se o livramento viesse para o povo judeu de outra forma, Ester e sua família poderiam não sobreviver. O que Mordecai quis dizer quando disse que Ester e sua família pereceriam se os judeus fossem salvos sem a ajuda dela? Não há uma resposta exata para essa pergunta.

Possivelmente, Mordecai só estava insinuando que Deus poderia punir Ester e sua família se ela permanecesse calada. Uma vez que seu pai Abiel já havia falecido apenas e Ester vivia da casa de seu pai.

 

“... e quem sabe para tal tempo como este chegaste a este reino?”

É possível que Ester tivesse sido elevada a rainha, literalmente, “alcançado a realeza”, para uma conjuntura como esta. Mordecai estava dizendo que Ester deveria ver esse desafio como uma oportunidade para cumprir o propósito de Deus para ela.

Deus podia muito bem tê-la feito rainha da Pérsia por causa da crise que Ele sabia que seria desencadeada através da ira de Hamã! Esta passagem é uma chave para o significado básico de todo o livro, isto é, demonstrar a providência infalível de Deus em benefício do Seu povo, Israel. Mordecai insinuou isto com bastante clareza e seu pedido era irresistível.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_05.pdf

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

sábado, 3 de agosto de 2024

Ester 1.9

 

Ester 1.9 “Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres, na casa real do rei Assuero.”

 

“Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres,”

Ao mesmo tempo do banquete de sete dias que Assuero ofereceu a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã (v.5), a rainha Vasti entreteve as mulheres oferecendo seu próprio banquete.

A história secular não sabe nada sobre uma rainha chamada Vasti ou Ester no reinado de Xerxes, mas sim sobre sua esposa Amestris, a filha de um general persa, de acordo com Heródoto. Assuero se casou com Amestris antes de se tornar Rei. Vasti pode ter sido uma das outras esposas de Xerxes, desconhecida dos registros extra bíblicos. Segundo a bíblia Sheed: Vasti era um título dado a Amestris.

O nome Vasti que é escrito de sete maneiras diferentes em outras tantas versões, tem sido associado com as palavras persas que significam “melhor" ou “a amada”, “a desejada”, belos significados para o nome de uma rainha.

 

“... na casa real do rei Assuero.”

Diferentemente, portanto, da festa de Belsazar, cuja mulher e concubinas beberam com ele (Daniel 5.2); ou da de Herodes, cuja filha dançou diante dele. Os homens e as mulheres nem sempre se dividiam em festas persas: “E disse Ester: Se parecer bem ao rei, venha hoje com Hamã ao banquete que lhe tenho preparado” (Ester 5:4), mas, nessa ocasião, a rainha ofereceu sua própria celebração.

Vasti recepcionou as mulheres em seu próprio apartamento; não na corte ou no jardim, ao ar livre, mas na casa real. Assim, enquanto o rei demonstrou a honra de sua majestade no pátio do palácio rel, ela e suas damas de companhia demonstraram a honra de sua majestade na casa real.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_02.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

Ester 1.5

 

Ester 1.5 “E, acabados aqueles dias, fez o rei um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.”

 

“E, acabados aqueles dias,”

Quais os dias foram acabados? Os dias do banquete que o rei Assuero ofereceu aos líderes do seu Reino. Esse reino consistia de cento e vinte e sete províncias desde a India a Etiópia (v.1).

O banquete aconteceu no terceiro ano do seu reinado. O objetivo do rei era ter êxito onde Dario, seu pai, fracassou, Assuero passou metade de um ano (cento e oitenta dias) recebendo líderes de todo o império, em busca do apoio deles para o que ele esperava ser a conquista da Grécia.

Para isso exibiu suas riquezas a fim de impressionar seus convidados com as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza (v.4) com a intenção de impressionar quem tivesse relutante a se unir a ele nesse projeto.

 

 “... fez o rei um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã,”

O rei Assuero concluiu seus seis meses de festividade oferecendo uma festa a todo o povo que trabalhava na fortaleza de Susã. Portanto, esse banquete foi a culminação das festividades.

Susã era uma das principais capitais do Império Persa, era capital de Elão e residência d e inverno dos reis persas. Sendo as outras Ecbatana (Esdras 6:1-2) e Persépolis. Daniel foi, certa vez, transportado em visão para esta cidade (Esdras. 8:2); e, mais tarde, Neemias serviu ali como mordomo de Artaxerxes (Neemias 1:1, 2:1).

 

“... desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.”

Evidentemente, todos os habitantes da cidadela de Susã compareceram ao banquete. Isto é, o séquito do rei, oficiais e visitantes, assim para os maiores como para os menores, de todas as classes.

O banquete devia realizar-se ao ar livre, e durou uma semana no pátio do jardim do palácio real, ou melhor, no “pavilhão”, segundo Oppenheim: “o pavilhão do palácio era uma pequena estrutura de luxo, uma unidade arquitetônica independente para o uso do rei ou do herdeiro aparente... uma estrutura aberta, provavelmente um salão aberto com colunatas”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_02.pdf

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

A.L. Oppenheim: “On Royal Gardens in Mesopotamia”, JNES 24 (1965).