segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE JANEIRO DE 2025 (João 3.16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE JANEIRO DE 2025
O AMOR DE DEUS REVELADO NO ENVIO DO FILHO

João 3.16 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. "


O novo nascimento é possível graças ao amor de Deus. João 3:16 tem sido devidamente chamado de “o texto áureo” das Escrituras. Se algum versículo resume o amor insondável de Deus, é este.


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,

“Porque” conecta esta declaração com o pensamento anterior, apresentando o motivo pelo qual o Filho do Homem seria “levantado”: “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3:14) para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Deus amou o mundo. Pode-se imaginar os judeus pensando que o amor de Deus se restringia a Israel, mas essa passagem deixa claro que o amor de Deus não se restringe a nenhuma raça. Ele é universal, abrange a todos. Seu amor pelo mundo não é porque o mundo é amável; pelo contrário, o mundo é detestável. A humanidade é composta de ímpios, pecadores e inimigos de Deus: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

“De tal maneira” indica o grau ou a intensidade do amor de Deus. Seu amor pela humanidade custou-lhe a morte de seu próprio Filho “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? “ (Romanos 8:32) Assim como o amor de Deus por Israel moveu-o a salvar o povo da morte física através das instruções que ele deu a respeito da serpente de bronze, seu amor o motiva a salvar da morte espiritual todos que olham para Jesus, seu Filho, o qual foi levantado.

O Termo Filho Unigênito termo aparece cinco vezes nos escritos de João, todas relacionadas a Jesus (1.14,18; 3.16,18; 1 João 4.9). Isso revela claramente sua divindade. “Unigênito”, na Bíblia, conduz a idéia de natureza, caráter, tipo, e não de geração. Jesus é o “unigênito do Pai” no sentido do seu relacionamento exclusivo com Ele. Cristo não foi criado por Deus, Ele preexiste eternamente, por isso é chamado de Pai da Eternidade (Isaías 9.6). Ele já era chamado Filho mesmo antes da sua encarnação, como vemos em 1 João 4.9: “Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos”


 “... para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ”

Deus não só deu o Seu Filho unigênito ao enviá-lo ao mundo, mas também O deu para ser levantado – para morrer na cruz – por todas as pessoas “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim” (João 12:32)

O amor de Deus espera uma resposta de fé. Ele quer que cada pessoa creia nele. O novo nascimento requer fé. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6). Sem fé “nascer da água e do Espírito” não faria sentido, ou até seria impossível. Essa fé deve levar o crente a se submeter humildemente à vontade de Deus e fazer o que ele ordena em sua Palavra. O contexto dessa passagem ensina que essa fé é obediente. Assim como os israelitas tiveram que crer e olhar para a serpente de bronze para viver, hoje temos que crer em Jesus com uma fé obediente. A fé que salva é a fé que obedece “Se me amais, guardai os meus mandamentos “ (João 14:15)

O propósito do dom [dádiva] do Filho de Deus é declarado com uma negação e uma afirmação (veja 1:3): “para que todo o que crê em Jesus não pereça, mas tenha a vida eterna”. “Perecer” contrasta fortemente com ter “a vida eterna”.

João não oferece nenhum meio termo entre crer e se negar a crer em Jesus. Crer no Filho resulta em vida, ao passo que se negar a crer no Filho resulta em perdição. Dado o contraste entre “perecer” e “ter a vida eterna”, é razoável concluir que perecer também é por toda a eternidade. A perdição e punição dos que se negarem a crer é ensinada explicitamente em outras passagens “ E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 26.46). Este “perecer” não significa ser aniquilado, e sim passar a eternidade no inferno, separado de Deus e de Cristo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202111_01.pdf

CARSON, D. A. A difícil doutrina do amor de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

 



domingo, 11 de janeiro de 2026

Lição 3: O Pai enviou o Filho – 1 Trimestre de 2026.

 
TEXTO ÁUREO

 “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1 João 4.9).

 

“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco:”

O Deus que é amor (v.8) “nos amou” (v.10) e expressou o Seu amor enviando o Seu Filho ao mundo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). O amor de Deus foi manifestado, isto é, tornou-se claro, real e eficaz para conosco.

O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós [...]” (1 João  4.10). Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior, pois se manifesta de forma incondicional: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da virtude do objeto a ser amado. O amor de Deus não consiste de palavras, mas de ação. O amor verdadeiro é provado pelo auto-sacrifício. Deus nos amou e enviou seu Filho. O Filho é a dádiva do Pai. Não foi a cruz que gerou o amor de Deus, mas foi o amor de Deus que produziu a cruz.

 

“... que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.”

John Stott diz que a vinda de Cristo é uma revelação concreta e histórica do amor de Deus, pois o amor (agapé) é sacrifício próprio, a procura do bem positivo de outrem à custa do seu próprio bem, e maior dádiva de si do que a dádiva que Deus fez do Seu Filho nunca houve, nem poderia haver.

Deus, além de enviar o Seu Filho, enviou o Seu Filho unigênito. Cristo é o único Filho nascido no sentido de que não tem irmãos (Hebreus. 11:17). O termo grego “monogenes” pode indicar “único gerado”, ou seja,  o único Filho da sua espécie, nós somos seus filhos por adoção. Isso demonstra a natureza ímpar de Cristo que foi feito único Salvador e Mediador. Ele é ímpar, como impar é a sua dádiva aos homens, pois eles chegam a participar de sua própria natureza.

Ele foi enviado em favor de todo o mundo (João 3.16). Não somente dos que aceitaram a fé, mas a todos os habitantes desta esfera terrestre.  “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2:2).

O propósito de Deus em nos enviar seu Filho unigênito além de realizar através dele a expiação dos nossos pecados foi também para vivermos por meio dele. A vida humana é reputada não como verdadeira vida, mas como mera existência, até que Cristo seja formado nos nossos corações. Através da fé em Cristo recebemos a vida eterna (João 14:6). Essa vida começa aqui e agora. Quem partilha da comunhão com Cristo além de Cristo viver nele, também vive por Cristo: “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim” (João 6.57).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/01/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

sábado, 10 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE JANEIRO DE 2026 (Exodo 3.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE JANEIRO DE 2026
DEUS É O “EU SOU”

Exodo 3.14 “E disse Deus a Moisés: eu sou o que sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós.”


“E disse Deus a Moisés: eu sou o que sou.”

A revelação de Deus sob este nome é fundamental para a teologia da era mosaica. O nome de Deus não era conhecido nem usado antes do tempo de Moisés: “E eu apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido” (Êxodo 6:3).

Para o hebreu, “ nome” simboliza “ caráter” . Assim, conhecer o “nome” de Deus é conhecê-lo tal como Ele é, e “ invocar o Seu nome” é apelar a Ele com base em Sua natureza revelada e conhecida (Salmos 99:6). “Proclamar” o nome de “YHWH” é descrever Seu caráter (33:19).

Por isso Moisés perguntou a Deus o seu Nome: “Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?” (Êxodo 3:13).

Deus respondeu usando um jogo de palavras. Em hebraico o verbo “ser” (hayah) é similar ao nome divino (YHWH). Como esse nome consiste de quatro consoantes, ele às vezes é chamado de “Tetragrama”. Os estudiosos antigos pressuporam o nome de “Jeová” em português. Os modernos normalmente transliteram o nome divino como “Javé”, por conta de achados literários da arqueologia posterior. Porém, na maioria das versões traduzidas da Bíblia, a palavra hebraica YHWH é traduzida como SENHOR.

Quando Deus usa o termo como sendo Seu nome, Ele está dizendo: EU SOU QUEM [ou o que] EU SOU. Outra possibilidade é “Eu serei quem [ou o que] eu serei”. Estudiosos dizem que o significado da expressão sugere que Deus é a essência do ser, a “base da existência”. Porém, uma vez que YHWH é “uma conjugação na terceira pessoa e pode significar ‘Ele faz ser’”, o nome pode não “indicar a existência eterna de Deus, mas a ação e a presença de Deus em questões histórias”.

 

“Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós.”

Deus indica com ênfase que Ele tem a intenção de ser conhecido pelo seu nome. Então ordena a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós”. A Bíblia ARA diz “Este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração” (v.15). A NVI apresenta “Esse é o meu nome para sempre, nome pelo qual serei lembrado de geração em geração”. Além disso, Deus ressalta que Ele era o mesmo Deus que havia sido adorado pelos ancestrais de Israel: Abraão, Isaque e Jacó.

Ele quer que Israel saiba através do seu nome: Que Ele é auto-existente; Ele tem a sua existência em si mesmo, e não depende de ninguém para ser. Que Ele é eterno e imutável, e sempre o mesmo, ontem, hoje, e eternamente. Que investigando, não podemos jamais descobri-lo se ele não quiser se revelar. Que Ele é fiel e verdadeiro em todas as suas promessas. Que todo Israel saiba disso: EU SOU me enviou a vós.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201606_04.pdf

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 9 DE JANEIRO DE 2026 (1 Timóteo 2.5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
9 DE JANEIRO DE 2026
O FILHO É MEDIADOR ENTRE O PAI E OS HOMENS

1 Timóteo 2.5 “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. ”

 

“Porque há um só Deus,”

Uma das razões de orarmos por todos os homens é que há um só Deus. Não vivemos num mundo como o produzido pelos gnósticos quando inventavam suas teorias a respeito dos dois deuses, hostis entre si. Não vivemos num mundo como aquele que produziam os pagãos quando inventavam uma horda de deuses, muitas vezes em competição e guerra entre si.

Missionários relatam que um dos alívios maiores que o cristianismo brinda aos pagãos é a convicção de que há um só Deus. Quando descobrem que existe um só Deus cujo nome é Pai e cuja natureza é o amor, eles se sentem libertados e emancipados.

Há um só Deus e esse Deus tem uma boa vontade por toda a humanidade. Esse único Deus quer que todos os homens se salvem; Ele não deseja a morte e destruição de ninguém: “Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho” (Ezequiel 33.11), mas o bem-estar e salvação de todos.

Ele quer que todos sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade, para serem salvos da forma como Ele estabeleceu, e não de outra forma. Cabe a nós obter o conhecimento da verdade, porque essa é a maneira de ser salvo: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3).

A divindade de nosso “Deus único” tem de ser reconhecida para que haja unidade entre a humanidade. Jeová não é só o Deus dos judeus, é dos gentios também (Romanos 3.29-30).

 

“... e um só Mediador entre Deus e os homens,”

Um mediador é aquele que faz a mediação, ou seja, aquele que age como um intermediário para trabalhar com lados opostos a fim de trazer uma solução.

Deus tem uma disputa conosco por causa do pecado,pois o pecado é descrito como transgressão da lei de Deus (1 João 3: 4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18). O pecado se interpõe entre nós e Ele. "Não há justo, nem um sequer" (Romanos 3:10). Todos os seres humanos são pecadores devido ao pecado que herdamos de Adão e devido ao pecado que cometemos em uma base diária. A penalidade justa por esse pecado é a morte (Romanos 6:23), não apenas morte física, mas a morte eterna (Apocalipse 20: 11-15).

Nada que pudéssemos fazer por nossa conta seria suficiente para mediar entre nós e Deus. Nenhuma quantidade de boas obras ou observância da lei nos torna justos o bastante para estarmos diante de um Deus santo (Isaías 64:6; Romanos 3:20; Gálatas 2:16). Sem um mediador, estamos destinados a passar a eternidade no inferno, pois por nós mesmos a salvação do nosso pecado é impossível. No entanto há um Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.

 

“Jesus Cristo homem.”

A igreja de Roma mantém até hoje uma pluralidade de mediadores e até mesmo os judeus acreditam que há muitos mediadores entre Deus e os homens. Para judeus,  anjos são mediadores. O Testamento de Dan (6:2) diz: "Lembra-te a Deus, e ao anjo que intercede por ti, porque ele é o mediador entre Deus e o homem." Mas a Bíblia afirma que há apenas um mediador entre a humanidade e Deus, e esse é Jesus Cristo Homem.

Jesus, que é Deus e homem ao mesmo tempo representa todos aqueles que colocaram a sua confiança nEle diante do trono da graça de Deus. Ele é o único mediador porque se deu a si mesmo em preço de redenção e medeia por nós, tanto quanto um advogado de defesa medeia pelo seu cliente.

Vemos mais uma prova dessa verdade reconfortante em Hebreus 9:15: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados."

É por causa do grande Mediador que somos capazes de estar diante de Deus vestidos com a justiça de Cristo. Na cruz, Jesus trocou o nosso pecado pela sua justiça (2 Coríntios 5:21). A sua mediação é o único meio de salvação.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf

BARCLAY, William. The First Letter to Timothy - Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

https://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-mediador.html

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 8 DE JANEIRO DE 2026 (Genesis 17.1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
8 DE JANEIRO DE 2026
DEUS, O PAI, É TODO-PODEROSO

Genesis 17.1 “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.”

 

“Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos,”

Os acontecimentos do capítulo 17 ocorreram treze anos após os últimos acontecimentos do capítulo 16; Abrão tinha a idade de noventa e nove anos quando lhe apareceu o Senhor. No fim do capítulo 16 tinha Abrão 86 anos de idade quando lhe nasceu Ismael: “E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael” (Gênesis 16:16).

 

“... apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe:”

Devido ao fato de muitos anos terem se passado desde o seu chamado e devido às partes mais importantes das promessas de Deus permanecerem sem cumprimento, a fé de Abraão parecia oscilar. Pensava Abrão: Onde estavam os descendentes numerosos como as estrelas do céu? Onde estava a grande nação de pessoas que Deus lhe prometeu? O patriarca precisava muito entender mais sobre Deus. Por isso apareceu o Senhor a Abrão.

Abraão não ouviu simplesmente uma voz como antes: “veio a palavra do Senhor a Abrão em visão” (Gênesis 15:1). Mas, o Senhor lhe aparecera. Naõ sabemos exatamente como foi essa aparição. Poderia ter sido uma das aparições do Logos no Antigo Testamento; uma teofania; ou uma visita do anjo do Senhor, com o sucedeu no caso de Hagar (Genesis 16.9).

 

“Eu sou o Deus Todo-Poderoso,”

O nome principal pelo qual os patriarcas conheceram a Deus era ‘El Shadday, e não “Iavé” (Senhor). Deus disse a Moisés: “Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-Poderoso; mas pelo Meu nome, O Senhor, não lhes fui conhecido” (Êxodo 6:3).

A etimologia de ‘El Shadday é obscura, e não há consenso a respeito de seu significado exato. Como um título divino, Shadday é usado quarenta e oito vezes no Antigo Testamento, e é prefaciado por ’El sete vezes (’El Shadday”  Genesis 17:1; 28:3; 35:11; 43:14; 48:3; Êxodo 6:3; Ezequiel 10:5). A maioria das versões traduz Shadday por “Todo-Poderoso” com base na LXX, em que o termo foi vertido para (pantokrator), que significa “todo-poderoso”.

O Talmude Babilônico mostra que no entendimento dos rabinos esse termo significava “aquele que é (auto) suficiente”. A opinião de outros é que ‘El Shadday significava originalmente “Deus, o Deus do Monte”, e foi usado para associá-lO ao monte onde se acreditava que os deuses cananeus habitavam.

O nome divino El Shadday, com sua mensagem, "Nada é impossível a Deus, que é Todo-poderoso e Todo-suficiente", deve ter encorajado Abrão de maneira fora do comum.

 

“... anda em minha presença e sê perfeito.”

Depois de Se revelar a Abraão como “o Deus Todo-Poderoso”, Iavé incumbiu o patriarca: “anda na minha presença e sê perfeito”.  Andar na presença de Deus significa estar sempre ciente da presença de Deus em sua vida. Deus queria que ele soubesse que Ele seria sua constante companhia e que jamais o deixaria ou o abandonaria (Hebreus 13:5, 6).

“Ser perfeito” de modo algum significa uma vida de perfeição isenta de pecado; porque Abrão nunca o foi, e nunca poderia sê-lo. Significa ser “completo” ou “inteiramente dedicado” em seu “comprometimento com Deus e nas exigências de Deus para si”. Ser perfeito não queria dizer perfeito em si mesmo, pois, toda a perfeição humana é relativa. No entanto, esse é o alvo da vida cristã: obter a própria perfeição divina, posto que em proporções finitas.

Em Mateus 5:48 lemos, "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus". Aqui compreendemos Pelo contexto que a palavra "perfeito" diz respeito à nossa conduta. A ordem de Deus era que Abraão estivesse inteiramente comprometido em andar pela fé na Sua presença, servindo Iavé e fazendo a Sua vontade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MACKINTOSH, C.H. Estudos sobre o livro de Genesis. 3 ed. São Paulo: Associação Religiosa Impressa da Fé, 2001.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Texto Áureo Lição 2: O Deus Pai. Mateus 11.27

TEXTO ÁUREO

 “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11.27).

Lição 2 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Lição 2 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 7 DE JANEIRO DE 2026 (João 5:26)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
7 DE JANEIRO DE 2026
O PAI É O NOSSO PAI CELESTIAL

João 5:26 “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

 

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo,”

Ninguém possui vida inerente em si, além de Deus Pai, que não foi gerado nem criado. Ele é o “Deus vivo” por natureza: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus” (Romanos 14:11).

Os seres humanos, assim como todos os outros seres vivos, não possuem vida em si mesmos; ela provém de Deus, a fonte e sustento de qualquer forma de vida. Dele recebemos a vida: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2:7). Ana em seu cântico confessou essa verdade: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1 Samuel 2:6).

 

“... assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

Somente ao Filho, gerado, mas não criado, o Pai deu sua prerrogativa de ter vida em si mesmo: ‘Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1:4).  Na verdade, a investidura do Filho com esta prerrogativa é uma condição necessária para que ele possa exercer as outras prerrogativas de ressuscitar pessoas e executar julgamento, que ele já disse ter: “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (João 5.21).

O Pai não transferiu esta vida para o Filho somente quando este iniciou seu ministério na terra, ou quando da encarnação; é um ato eterno, parte integrante do relacionamento especial entre Pai e Filho que já existia “no princípio”. É na ordem eterna que o Pai, como tal, dá ao Filho, por ser Filho, a vida inerente que só o Pai pode possuir e dar; no plano temporal o Filho revela esta vida às pessoas. Por isso, em outras passagens dos escritos de João, o Filho é descrito como a personificação verdadeira da vida eterna a qual estava com o Pai e nos foi manifestada: “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1,2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE JANEIRO DE 2026 (Deuteronômio 6.4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE JANEIRO DE 2026
O SENHOR É O ÚNICO DEUS VERDADEIRO

Deuteronômio 6.4 “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. ” 

“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. ”  

Esse versículo é conhecido como o “Shemá Israel” que se refere as duas primeiras palavras da seção da Torá que constitui a profissão de fé central do monoteísmo judaico é considerado um credo em sua forma embrionária na Bíblia. Os judeus os escrevem em seus filactérios, e se acham não apenas obrigados a recitá-los pelo menos duas vezes todos os dias, mas muito felizes por serem obrigados a isso, tendo esse provérbio entre si: Abençoados somos nós, que a cada manhã e a cada entardecer dizemos: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Porém mais abençoados seremos se ponderarmos e aproveitarmos devidamente

Deus é um em essência ou natureza, subsistindo por Si mesmo; só o SENHOR é Deus: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há deus...” (Is 45.5). Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou o monoteísmo como parte do primeiro de todos os mandamentos: “... Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Mc 12.29); “... com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele” (Mc 12.32); “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro...” (Jo 17.3).

O apóstolo Paulo declara: “Todavia para nós há um só Deus” (1 Co 8.6); “Ora o medianeiro não é de um só, mas Deus é um” (Gl 3.20); “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Ef 4.6). “Porque há um só Deus” (1 Tm 2.5). Foi o Senhor Jesus quem revelou Deus aos seres humanos por meio da Bíblia: Mt 11.27; Jo 1.18).

O Deus que Jesus revelou é o Deus de Israel e isso ele deixou claro ao pronunciar o primeiro e grande mandamento: “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento” (Mc 12.29, 30). Essa é uma das várias declarações do Novo Testamento que ensina ser o cristianismo monoteísta. A declaração aqui é reveladora porque não deixa dúvida de que o Deus dos cristãos é o mesmo Deus de Israel, pois Jesus citou as palavras diretamente do Antigo Testamento (Dt 6.4-6).

A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos e, mesmo sem conhecer essa terminologia, os cristãos do período apostólico reconheciam essa verdade. Essa doutrina está implícita no Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gn 1.26; 3.22; 11.6, 7; Is 6.8). Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt 6.4) reafirmada pelo Senhor Jesus (Mc 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de Deus não é absoluta. O Novo Testamento revela que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (Mt 28.19; 1 Co 12.4-6; 2 Co 13.13; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2).

Há ainda várias passagens tripartidas no Novo Testamento que revelam a Trindade (Lc 24.49; Rm 1.1-4; 5.1-5; 14.17, 18; 15.16, 30; 1 Co 6.11; 2 Co 1.20, 21; Gl 3.11-14; Ef 1.17; 2.18-22; 3.3-7, 14-17; 1 Ts 5.18). Além das declarações bíblicas apresentadas aqui, há outras evidências contundentes que fundamentam essa doutrina. Cada uma dessas Pessoas é chamada individualmente de Deus e Senhor. O Deus do cristianismo é um (Gl 3.20), mas as Escrituras ensinam também que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. A Bíblia aplica o nome “Deus” ao Pai sozinho (Fp 2.11), da mesma forma ao Filho (Jo 1.1) e ao Espírito Santo (At 5.3, 4); e, na maioria das vezes, com referência à Trindade (Dt 6.4). Isso também ocorre com o Tetragrama (as quatro consoantes do nome divino YHWH), que se aplica ao Pai sozinho (Sl 110.1), ao Filho (Is 40.3; Mt 3.3) e ao Espírito Santo (Ez 8.1,3). No entanto, aplica-se também à Trindade (Sl 83.18). Salta à vista de qualquer leitor da Bíblia a divindade plena e absoluta de cada uma dessas Pessoas. Foi assim que o Espírito revelou a unidade na Trindade. A doutrina da Trindade não neutraliza, nem contradiz a doutrina da Unicidade e nem a doutrina da Unicidade anula a Trindade.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

SOARES, Esequias. Manual de apologética cristã: Defendendo os fundamentos da autêntica fé bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.