domingo, 11 de janeiro de 2026

Lição 3: O Pai enviou o Filho – 1 Trimestre de 2026.

 
TEXTO ÁUREO

 “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1 João 4.9).

 

“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco:”

O Deus que é amor (v.8) “nos amou” (v.10) e expressou o Seu amor enviando o Seu Filho ao mundo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). O amor de Deus foi manifestado, isto é, tornou-se claro, real e eficaz para conosco.

O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós [...]” (1 João  4.10). Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior, pois se manifesta de forma incondicional: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da virtude do objeto a ser amado. O amor de Deus não consiste de palavras, mas de ação. O amor verdadeiro é provado pelo auto-sacrifício. Deus nos amou e enviou seu Filho. O Filho é a dádiva do Pai. Não foi a cruz que gerou o amor de Deus, mas foi o amor de Deus que produziu a cruz.

 

“... que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.”

John Stott diz que a vinda de Cristo é uma revelação concreta e histórica do amor de Deus, pois o amor (agapé) é sacrifício próprio, a procura do bem positivo de outrem à custa do seu próprio bem, e maior dádiva de si do que a dádiva que Deus fez do Seu Filho nunca houve, nem poderia haver.

Deus, além de enviar o Seu Filho, enviou o Seu Filho unigênito. Cristo é o único Filho nascido no sentido de que não tem irmãos (Hebreus. 11:17). O termo grego “monogenes” pode indicar “único gerado”, ou seja,  o único Filho da sua espécie, nós somos seus filhos por adoção. Isso demonstra a natureza ímpar de Cristo que foi feito único Salvador e Mediador. Ele é ímpar, como impar é a sua dádiva aos homens, pois eles chegam a participar de sua própria natureza.

Ele foi enviado em favor de todo o mundo (João 3.16). Não somente dos que aceitaram a fé, mas a todos os habitantes desta esfera terrestre.  E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2:2).

O propósito de Deus em nos enviar seu Filho unigênito além de realizar através dele a expiação dos nossos pecados foi também para vivermos por meio dele. A vida humana é reputada não como verdadeira vida, mas como mera existência, até que Cristo seja formado nos nossos corações. Através da fé em Cristo recebemos a vida eterna (João 14:6). Essa vida começa aqui e agora. Quem partilha da comunhão com Cristo além de Cristo viver nele, também vive por Cristo: “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim” (João 6.57).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/01/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

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