sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Filipenses 4.8

ilipenses 4.8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”.

 

“Quanto ao mais, irmãos,”

A expressão “quanto ao mais” aqui é usada para dar inicio as porções finais de epistolas. Não introduz, como antítese, o que os crentes filipenses deveriam fazer,  mas trata-se de um simples sinal que indica que Paulo estava chegando ao fim de sua carta.

As virtudes aqui alistadas fazem todas parte do fruto do Espírito (Galatas 5:22,23), devendo ser consideradas como algo que surge mediante o cultivo e o desenvolvimento espirituais. Essas virtudes e que devem ocupar as nossas mentes, devendo sempre ser levadas em conta por nos, em nossa inquirição espiritual: “... para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9).

 Deus nos guarda e nos da paz como um dom; mas também temos obrigações e precisamos cultivar as virtudes espirituais. Sem essas virtudes, o ideal cristão não pode concretizar-se na vida de uma pessoa.

 

“... tudo o que é verdadeiro,“

Deus é a norma de toda a verdade, como também seu padrão e fonte originaria. Nas paginas do N.T., a verdade e freqüentemente sinônimo do evangelho, a verdade conforme ela e revelada em Cristo; e Cristo e a verdade personificada (João 14:6). Aquelas coisas que concordam com a natureza de Deus, na pessoa de Cristo, são verdadeiras, em contraste com a falsidade e a hipocrisia.

É verdadeiro tudo aquilo que é autêntico e não se baseia em suposições, boatos, mentiras e coisas sem comprovação. A igreja de Jesus Cristo não pode e não deve permitir que o espírito de mentira domine sua mente (Cl 3.9). Mentes dominadas por sentimentos carnais fantasiam seus pensamentos com mentiras. Deus abomina a mentira e a sua Palavra diz em Salmos 119.163: “Abomino e aborreço a falsidade”.

 

“... tudo o que é honesto,”

No grego honesto pode significar  honroso, reverenciável, venerável. Dos diáconos se pede que tenham essa qualidade (1 Timóteo. 3:8); mas aqui essa mesma virtude e requerida de todos os crentes. Os crentes devem exibir uma dignidade que se deriva da salvação.

Quando Paulo diz que se deve pensar “em tudo o que é honesto” está  exortando aos cristãos de Filipos que a conduta deles seja transparente e decorosa. Seja como algo feito à luz do dia (Romanos 13.13). O mundo precisa notar essa diferença no comportamento do crente. Ser honesto e pensar em coisas honestas equivalem a pensar em coisas dignas e que merecem o respeito das pessoas ao nosso redor.

 

 “... tudo o que é justo,

No original grego justo significa equitativo, satisfatório em todas as obrigações para com Deus, para com nossos semelhantes e para conosco mesmos. Essa é a forma adjetivada da retidão salvadora, que nos é dada pela Fé, a saber, a própria retidão de Deus (Romanos 3:21). Todas as nossas ações devem concordar com essa nossa natureza inata.

Pensar e ocupar a mente em tudo o que é justo significa desenvolver uma relação positiva com Deus e com os homens. Os padrões de justiça de Deus norteiam o comportamento moral em relação a Deus e às pessoas. O cristão verdadeiro cumpre as leis de justiça e equidade na vida da família, da sociedade e da espiritualidade.

 

“... tudo o que é puro,”

Pureza implica limpeza, algo não contaminado ou poluído. Na língua grega do Novo Testamento, a palavra “puro” advém de hagnos. Essa palavra grega sugere e descreve aquilo que é moralmente puro e livre de sujeiras, de manchas, assim como os sacrifícios de gratidão que faziam parte dos rituais sacerdotais do povo de Israel tinham que ser limpos, perfeitos e puros de qualquer impureza, antes de serem colocados sobre o altar.

Desta forma, também, tudo que fazemos para Deus e tudo quanto oferecemos a Deus precisa ser puro. Uma mente pura significa uma mente casta. A primeira idéia de “ser puro” é ser inocente em relação a ter pensamentos, palavras e ação puros. O crente deve permitir ao Espírito a limpeza contínua no coração, na consciência, nas afeições e nos motivos da vida. Toda sorte de impureza deve ser eliminada no meio do povo de Deus (Efésios 5.3).

 

“... tudo o que é amável,

No grego significa digno de amor, indicando aquilo para o que somos atraídos, devido a sua beleza de caráter. Esse termo e usado exclusivamente aqui, em todo o N.T., indicando aquilo que, por sua própria beleza, atrai o amor e se toma caro para alguém. Deus e o grande magneto da bondade, que atrai o amor. Por isso mesmo e que o Senhor Jesus disse que se ele fosse levantado da terra, atrairia a si mesmo todos os homens; e isso mostra ate que ponto ele possuía a beleza divina (João 12:32)

As coisas amáveis são coisas que atraem e causam prazer a todas as pessoas. Significa pensar naquilo que promove o amor fraternal e à amizade. Amizade representa o que mais valorizamos na vida, por isso, “tudo o que é amável” é tudo quanto constrói emocional e espiritualmente nas relações entre os irmãos.

 

“... tudo o que é de boa fama, “

No grego significa, literalmente,  que soa bem. Também pode significar digno de louvor ou admirável. Assim, pois, o crente deve buscar aquelas coisas que criam, para ele, a boa reputação, aquilo que e digno de louvor aos olhos dos outros homens e aos olhos de Deus.

O pensar em coisas de boa fama é ter cuidado com as palavras e ações em relação às pessoas do nosso convívio. Significa rejeitar na mente qualquer coisa ou pensamento que desonrem ou que tragam descrédito às outras pessoas.

Devemos, sim, pensar em tudo o que é “de boa fama”. Aquele que ocupa sua mente com coisas boas acerca de seu irmão “não folga com a injustiça, mas folga com a verdade” (1 Coríntios 13.6). A inveja, o ciúme, a presunção são elementos que permeiam a mente de crentes carnais que não conseguem pensar bem acerca do seu irmão.

 

“...se há alguma virtude, “

No original grego virtude pode significar excelência moral. Essa mesma palavra era usada para indicar manifestação do poder divino, milagre ou o poder de Deus (2 Pedro 1:3). Era o milagre moral divino que Paulo queria que os crentes recebessem, através da atuação do Espírito Santo.

Esse termo aqui tem um significado geral, incluindo tudo quanto Paulo dissera antes. Todas aquelas qualidades compõem a excelência moral que e referida no presente versículo.

A virtude tem seu louvor, e continuará tendo. Deveríamos andar em todos os caminhos da virtude e permanecer nela; e, então, quer nosso louvor seja de homens ou não, ele procederá de Deus (Romanos 2.29).

 

“... e se há algum louvor,”

No grego original temos epainos, que significa louvor, aprovação, também usado como termo para indicar coisa digna de louvor.Aquele que possuí as virtudes anteriormente mencionadas torna-se digno de louvor e o recebe, pelo menos da parte de Deus.

Não que o louvor dos homens seja o nosso alvo (Joao 12:43), mas devemos viver de tal maneira que mereçamos esse louvor. Paulo não recomendava aqui que os crentes filipenses procurassem obter o aplauso ou a recomendação de outros através de ações virtuosas; mas tão-somente quis dizer que os crentes deveriam devotar-se a realização de boas obras, que merecem aprovação, a fim de que os ímpios sejam constrangidos a apoiar a sua boa conduta.

Ao mencionar o louvor, tanto quanto ao mencionar a virtude, Paulo sumaria, em sua declaração, todas as qualidades morais que havia alistado. E como se ele tivesse dito: Se possuirdes essas virtudes será digno de louvor.

 

“... nisso pensai.”

Que essas coisas dignas de louvor e essas virtudes, sejam as razoes de nossa meditação e consideração, para que sejam inclusas em nossa conduta diária. Devem ser substituídos os vãos pensamentos da sensualidade, o lucro e a fama mundanos, buscando cuidadosamente aquelas coisas que contribuem para o bem de nossas almas imortais, o que transcende a qualquer bem terreno que os homens busquem mediante suas mentalidades carnais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/11/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 7 DE NOVEMBRO DE 2025 (Hebreus 9:14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
7 DE NOVEMBRO DE 2025
O SANGUE DE JESUS PURIFICA NOSSAS CONSCIÊNCIAS

Hebreus 9:14 “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? “

 

“Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus,”

O argumento do escritor aos Hebreus parte da premissa menor para a maior: “se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha aspergida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne” (v.13), quanto mais o sangue de Jesus, o Filho de Deus, pode realmente purificar as nossas consciências! O escritor quer com esse argumento mais uma vez ressaltar a superioridade de Cristo, desta vez na avaliação da Sua oferta.

O sangue de bodes e de touros — é provavelmente uma referência às ofertas no Dia da Expiação (Levítico 16), a cinza de uma novilha pode referir-se à oferta ocasional de uma novilha (Números 19). Estas eram disposições externas que ofereciam a purificação ritual da contaminação da carne. É importante notar o contraste entre “carne” e o “Espírito” que acontece entre os versos 13 e 14. As ofertas levíticas podiam fornecer a pureza cerimonial, mas a oferta que Cristo faz purificará a nossa consciência, isto é, era uma purificação interior e espiritual.

O bispo Westcott observa os seguintes motivos pelos quais o sangue de Cristo é superior, partindo da análise de seu sacrifício, que foi: voluntário, ao contrário dos sacrifícios exigidos pela Lei; racional, e não como o dos animais (irracionais); espontâneo, e não em obediência a ordens superiores e moral, como oferta de si próprio por ação do supremo poder nEle residente (o Espírito Eterno).

Jesus se ofereceu “pelo Espírito eterno”. Todas as traduções consideram ser essa uma referência ao “Espírito Santo” ou ao “eterno Espírito de Cristo” e, por isso, deram inicial maiúscula a “Espírito”. É inadequado alegar com base nessa afirmação que o Espírito Santo ajudou Jesus em Sua morte no Calvário. Se fosse assim, as palavras de Jesus de abandono na cruz pareceriam banais (Mateus 27:46). Com certeza, tudo que Cristo fez na terra foi em harmonia com a vontade do Espírito Santo e pode ser esse o sentido aqui.

Cristo fez Seu sacrifício em pleno entendimento do que Ele estava fazendo, o que nenhum animal jamais poderia fazer. Ele Se ofereceu. Nenhuma outra vítima e certamente nenhum outro sumo sacerdote havia feito isso. Foi uma ação tanto voluntária quanto premeditada. Os animais não têm “espírito” pelo qual submetam-se a sacrificar os próprios corpos, mas Jesus tinha. Ele foi até a cruz espontaneamente “sem mácula”, o que significa que Ele não tinha pecado que manchasse a Sua alma. A palavra para “sem mácula” é a mesma usada na LXX para um animal “sem defeito” (Levítico 1:3, 10; 1 Pedro 1:19).

 

“... purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? “

A mera “lavagem cerimonial” dos rituais vétero-testamentários não podia “purificar a consciência”. “A Purificação da carne” (v. 13) era uma lavagem de impureza ritual e não de impureza moral. O autor sagrado já se queixara de que o antigo sistema de sacrifícios nada fizera em favor da natureza moral (ou consciência) dos adoradores: “é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço” (v.9). Porém, o sangue de Cristo é um agente de total purificação do homem interior, o coração.

Limpar a “consciência” era limpar a alma da culpa. O sangue de Cristo continua a nos purificar até hoje (1 João 1:7). Quando a culpa é tirada e a pessoa entende que está perdoada, ela pode finalmente perder o medo de comparecer perante Deus quando morrer. O que o inocente tem a temer? Uma pessoa pode se apresentar calma e tranqüila em todas as calamidades quando ela está ciente, pela fé, de que não tem culpa perante Deus.

Obras mortas referem-se a feitos realizados debaixo da velha aliança que não podiam trazer vida ou vivificar. A mesma expressão ocorre em 6:1: “Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,” (Hebreus 6:1). São todas as obras do homem em si, à parte de Deus.

Essas obras não têm valor comparadas à justiça imputada que temos em Cristo. Porque quem está no pecado está morto para Deus porque está perdido, fora de Cristo. Tal pessoa não pode realizar obras “vivas” que são aceitáveis a Deus: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam” (Isaías 64:6).

Removidas as obras mortas, a pessoa pode enfim “servir ao Deus vivo”. Uma pessoa não pode adorar adequadamente nem servir a Deus sem obter essa remoção. Pois, as obras devem ser negadas, afinal não podem nos salvar. Para termos enfim acesso a justiça imputada por Cristo pela fé: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/11/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201405_08.pdf

GUTHRIE, Donald. Hebreus – Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1983.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/12/hebreus-61.html

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996. 

 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE NOVEMBRO DE 2025 (Hebreus 10:22)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE NOVEMBRO DE 2025
PESO DE CONSCIÊNCIA COMPROMETE A ORAÇÃO

Hebreus 10:22 “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,”

 

“Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé,”

Temos que nos “achegar” a Deus. Essa declaração pode ser confrontada com Hebreus 4:16: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça”. Valendo-nos do novo e vivo caminho (v.20), chegamos a Deus; primeiramente, buscando o perfeito sacrifício pelo pecado, e o perdão e através desse perdão, então, diariamente, buscando o favor divino.

Devemos nos aproximar dele com um coração verdadeiro um sincero. O coração (ou alma) sincero fala do homem justo, o qual ocupa correta posição diante de Deus (Romanos. 3:21 e 5:1), o qual também demonstra esse fato, com sua vida de santidade, de vitória sobre os vícios (Gálatas 5:19,20). Paulo podia comparecer intrepidamente perante uma multidão de pessoas porque ele sabia que seu coração estava puro (Atos 23:1).

Para isso necessitamos que o nosso antigo coração seja transformado pelo Espírito: “E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” (Ezequiel 36:26,27). Essa transformação só acontece integralmente mediante a inteira certeza de fé.

Obtemos plena certeza de fé quando cremos totalmente nos ensinos doutrinários contido nas Escrituras. Uma fé que não se baseia na verdadeira doutrina bíblica é só superstição baseada em ignorância. Precisamos conhecer a verdade para sermos libertos (João 8:31, 32). O indivíduo que não entende o que deve fazer para obedecer a Cristo, como pode se achegar a ele?

 

“... tendo os corações purificados da má consciência,”

O grego diz aqui, literalmente, corações aspergidos. O sangue do sacrifício era aspergido no Santo dos Santos, com o também em outras cerimônias. Tal aspersão teria efeitos purificadores. O autor sagrado rejeitou esse ponto de vista supersticioso sobre o sangue (Hebreus 9:12 e 10:4); mas vê no poder do Espírito Santo, que torna real para os crentes o sacrifício de Cristo e a vida ressurrecta que ele nos confere, um agente de total purificação do homem interior, o coração.

O autor sagrado se queixara de que o antigo sistema de sacrifícios levíticos nada fizera em favor da natureza moral (ou consciência) dos adoradores: “é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço” (Hebreus 9:9).

Porém, o relacionamento com Cristo purifica-nos a alma. Isso fala sobre a transformação moral que ocorre mediante a santificação (1 Tessalonicenses 4:3).

Essa verdade é expressa aqui com o uma declaração poética, o coração é purificado de sua má consciência. A consciência é aquela qualidade da alma que nos permite distinguir entre o bem e o mal; mas é igualmente o entendimento espiritual que nos guia na inquiriação espiritual. (Romanos 13:5). Uma consciência má é equivalente a uma natureza moral defeituosa, que está ainda poluída pelo erro e pelo pecado ; nessas condições, a consciência não serve de boa orientadora no terreno das ações morais, mas antes, serve de empecilho para a inquirição espiritual.

 

“... e o corpo lavado com água limpa,”

No Antigo Testamento, a água era usada na purificação da carne; no Novo Testamento, ela é usada para purificar a alma dos pecados (Atos 22:16; 1 Pedro 3:20, 21). Na prática, a maioria dos comentaristas concorda que este é o sentido de “água” aqui. No ato de submissão ao batismo, o indivíduo permite que seu corpo demonstre sua total e completa submissão a Cristo. A disposição para permitir que outro o mergulhe indica sua total disposição para obedecer a Cristo.

Pedro declarou que, assim como Noé e sua família foram “salvos através da água” (1 Pedro 3:20), a nossa salvação é concedida pelo mesmo meio. O batismo “figura”, ou é um “antítipo” da salvação aquática de Noé e de sua família.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/11/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201406_06.pdf

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

 

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

TEXTO ÁUREO Lição 6: A Consciência — O Tribunal Interior. Atos 24.16

TEXTO ÁUREO

 “E, por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens.” (Atos 24.16).

Lição 6 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trimestre de 2025 - CPAD

Salmos 139:23

Salmos 139:23 “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.”

 

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração;”

Davi não é cúmplice de traidores. Ele os renega firmemente e agora apela a Deus, mostrando que ele não alimenta nenhum traço de comunhão com eles: “Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?” (v.21). Ele deseja que Deus o sonde, e o sonde completamente, até que cada ponto do seu ser seja conhecido, e lido, e entendido; pois ele está certo de que mesmo depois de tal investigação não será encontrada nele nenhuma cumplicidade com ímpios: “Examina-me, SENHOR, e submete-me a provas; sonda meus sentimentos e minha mente” (Salmos26.2).

Os que são retos encontram conforto na onisciência de Deus como testemunha da retidão deles e, com humilde confiança, imploram a Ele para que os teste e sonde a fim de que se revelem para eles mesmos se o pecado permanece em seus corações: “Quem pode perceber os próprios erros? Purifica-me dos que ainda não me são claros” (Salmos 19.12).

Às vezes, podemos não encontrar uma maneira de se inocentar perante os homens, mas devemos nos contentar e nos consolar com o testemunho de uma boa consciência e com a aprovação, por parte de Deus, da nossa integridade, como acontece como salmista aqui: “Eis que também agora a minha testemunha está no céu, e nas alturas o meu testemunho está” (Jó 16:19).

 

“... prova-me, e conhece os meus pensamentos.”

O salmista quer que Deus realize todo e qualquer teste nele. Que ele seja examinado pelo fogo e pela água. Que Deus não leia apenas os desejos do seu coração, mas também os pensamentos fugitivos da sua cabeça. A palavra traduzida por “pensamentos” ocorre apenas em Salmo 94:19. A idéia é: examine-me completamente; examine não apenas minha conduta exterior, mas também o que penso; quais são meus propósitos; o que passa pela minha mente; o que ocupa minha imaginação e minha memória; o que protege minhas afeições e controla minha vontade.

A fé verdadeira é preciosa; é como ouro, suportará um teste. A presunção é apenas uma falsificação, e não suportará ser testada (1 Pedro 1.7). Um crente verdadeiro não teme nenhuma prova. Ele deseja ser testado por Deus. Ele deseja ter a sua fé testada por outros, ele deseja testar a si mesmo. Ele está disposto a ouvir o pior, e também o melhor. A pregação que mais o agrada é a que é mais penetrante e criteriosa (Hebreus 4.12). Ele detesta ser iludido com esperanças vãs. Ele não será iludido ou lisonjeado a um falso conceito da sua condição espiritual.

Quando aparecerem oportunidades de testes, ele concordará com o conselho do apóstolo: “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos” (2 Coríntios 13.5). Ezequias, quando provado, orou a Deus com essa intensidade: “Ah! Senhor, peço-te, lembra-te agora, de que andei diante de ti em verdade, e com coração perfeito, e fiz o que era reto aos teus olhos” (Isaías 38:3) e recebeu do profeta Isaías a resposta consoladora de Deus. “Assim diz o Senhor, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos. E livrar-te-ei das mãos do rei da Assíria, a ti, e a esta cidade, e defenderei esta cidade” (Isaías 38:5,6).

Que bênção é que exista um Ser que pode nos conhecer de modo perfeito! Ele é infinitamente íntimo conosco: “Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento” (v.2). Oremos como o salmista orou, e que sejamos tão honestos quanto ele.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume III. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Hebreus 9:14

Hebreus 9:14 “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? “

 

“Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus,”

O argumento do escritor aos Hebreus parte da premissa menor para a maior: “se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha aspergida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne” (v.13), quanto mais o sangue de Jesus, o Filho de Deus, pode realmente purificar as nossas consciências! O escritor quer com esse argumento mais uma vez ressaltar a superioridade de Cristo, desta vez na avaliação da Sua oferta.

O sangue de bodes e de touros — é provavelmente uma referência às ofertas no Dia da Expiação (Levítico 16), a cinza de uma novilha pode referir-se à oferta ocasional de uma novilha (Números 19). Estas eram disposições externas que ofereciam a purificação ritual da contaminação da carne. É importante notar o contraste entre “carne” e o “Espírito” que acontece entre os versos 13 e 14. As ofertas levíticas podiam fornecer a pureza cerimonial, mas a oferta que Cristo faz purificará a nossa consciência, isto é, era uma purificação interior e espiritual.

O bispo Westcott observa os seguintes motivos pelos quais o sangue de Cristo é superior, partindo da análise de seu sacrifício, que foi: voluntário, ao contrário dos sacrifícios exigidos pela Lei; racional, e não como o dos animais (irracionais); espontâneo, e não em obediência a ordens superiores e moral, como oferta de si próprio por ação do supremo poder nEle residente (o Espírito Eterno).

Jesus se ofereceu “pelo Espírito eterno”. Todas as traduções consideram ser essa uma referência ao “Espírito Santo” ou ao “eterno Espírito de Cristo” e, por isso, deram inicial maiúscula a “Espírito”. É inadequado alegar com base nessa afirmação que o Espírito Santo ajudou Jesus em Sua morte no Calvário. Se fosse assim, as palavras de Jesus de abandono na cruz pareceriam banais (Mateus 27:46). Com certeza, tudo que Cristo fez na terra foi em harmonia com a vontade do Espírito Santo e pode ser esse o sentido aqui.

Cristo fez Seu sacrifício em pleno entendimento do que Ele estava fazendo, o que nenhum animal jamais poderia fazer. Ele Se ofereceu. Nenhuma outra vítima e certamente nenhum outro sumo sacerdote havia feito isso. Foi uma ação tanto voluntária quanto premeditada. Os animais não têm “espírito” pelo qual submetam-se a sacrificar os próprios corpos, mas Jesus tinha. Ele foi até a cruz espontaneamente “sem mácula”, o que significa que Ele não tinha pecado que manchasse a Sua alma. A palavra para “sem mácula” é a mesma usada na LXX para um animal “sem defeito” (Levítico 1:3, 10; 1 Pedro 1:19).

 

“... purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? “

A mera “lavagem cerimonial” dos rituais vétero-testamentários não podia “purificar a consciência”. “A Purificação da carne” (v. 13) era uma lavagem de impureza ritual e não de impureza moral. O autor sagrado já se queixara de que o antigo sistema de sacrifícios nada fizera em favor da natureza moral (ou consciência) dos adoradores: “é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço” (v.9). Porém, o sangue de Cristo é um agente de total purificação do homem interior, o coração.

Limpar a “consciência” era limpar a alma da culpa. O sangue de Cristo continua a nos purificar até hoje (1 João 1:7). Quando a culpa é tirada e a pessoa entende que está perdoada, ela pode finalmente perder o medo de comparecer perante Deus quando morrer. O que o inocente tem a temer? Uma pessoa pode se apresentar calma e tranqüila em todas as calamidades quando ela está ciente, pela fé, de que não tem culpa perante Deus.

Obras mortas referem-se a feitos realizados debaixo da velha aliança que não podiam trazer vida ou vivificar. A mesma expressão ocorre em 6:1: “Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,” (Hebreus 6:1). São todas as obras do homem em si, à parte de Deus.

Essas obras não têm valor comparadas à justiça imputada que temos em Cristo. Porque quem está no pecado está morto para Deus porque está perdido, fora de Cristo. Tal pessoa não pode realizar obras “vivas” que são aceitáveis a Deus: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam” (Isaías 64:6).

Removidas as obras mortas, a pessoa pode enfim “servir ao Deus vivo”. Uma pessoa não pode adorar adequadamente nem servir a Deus sem obter essa remoção. Pois, as obras devem ser negadas, afinal não podem nos salvar. Para termos enfim acesso a justiça imputada por Cristo pela fé: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/11/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201405_08.pdf

GUTHRIE, Donald. Hebreus – Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1983.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/12/hebreus-61.html

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996. 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE NOVEMBRO DE 2025 (Romanos 13:5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
5 DE NOVEMBRO DE 2025
A CONSCIÊNCIA REGULA NOSSA CONDUTA PERANTE O ESTADO 

Romanos 13:5 “Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.”

 

“Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos,”

Tendo em mente que Deus instituiu os governos humanos. “Porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas” (v.1). Toda autoridade é ministro de Deus para o nosso bem (v.4) por isso é esperada a nossa sujeição. Cabral diz que não só devemos acatá-las e obedecer-lhes na “letra da lei”, mas devemos cumprir os seus regulamentos. Calvino disse: “Não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações”.

Barclay comenta que Paulo via no estado um instrumento a serviço de Deus, o qual protegia o mundo do caos. Aqueles que administravam o estado estavam desempenhando a parte deles nessa grande tarefa. Conscientes ou não dessa verdade, estavam fazendo o trabalho de Deus e era dever do cristão ajudá-los e não impedi-los. Como servos de Deus, devemos orar pelas autoridades ( 1 Timóteo 2.1,2).

 

“... não somente pelo castigo,”

O Estado recebe a incumbência de uma função explicitamente proibida ao cristão (Romanos 12.17,19). Deus proíbe ao cristão aplicar vingança pessoal e ordena ao Estado fazê-lo. As autoridades governamentais executam a ira de Deus sobre os malfeitores e, desse modo, aplicam a punição, como fica evidente na declaração de Paulo de que ela é vingadora para castigar o que faz mal, podendo até mesmo aplicar a espada (morte).

Paulo primeiramente devia se referir a esses castigos. Mas certamente não podemos excluir o castigo divino, visto que os desobedientes, nesse caso, são rebeldes contra uma instituição ordenada por Deus.

 

“... mas também pela consciência.”

A consciência é aquela faculdade mental dada por Deus a cada ser humano para ajudá-lo a distinguir entre o certo e o errado. Alguns obedecem aos limites de velocidade só por medo de uma multa; outros pagam o imposto de renda só por medo de serem processados.

Paulo disse que devemos obedecer às autoridades, não apenas porque isso é mais seguro, mas porque é o que se deve fazer e  porque é o que Deus quer que façamos. Assim como Paulo, devemos nos esforçar “por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (Atos 24:16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200905_01.pdf

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

 

terça-feira, 4 de novembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE NOVEMBRO DE 2025 (1 Coríntios 8:10)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

4 DE NOVEMBRO DE 2025
DEVEMOS NOS PREOCUPAR COM A CONSCIÊNCIA DOS OUTROS 

1 Coríntios 8:10 “Porque, se alguém te vir a ti, que tens conhecimento, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?”

 

“Porque, se alguém te vir a ti, que tens conhecimento, sentado à mesa no templo dos ídolos,”

Paulo esteve falando do conhecimento que capacita o homem a considerar um ídolo como uma coisa nula. Agora assinala que aquele conhecimento não é universal entre os cristãos. Então ele lembra e aplica o mesmo princípio de amor enfatizado em Romanos 14: “Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes” (v.2).

Ainda que saibamos que algo não seja errado ou pecaminoso, devemos nos lembrar do irmão (ou irmã) mais fraco, cuja consciência ainda lhes fala que tais coisas são erradas ou pecaminosas.

Os coríntios se arrogavam o “direito” de fazer o que lhes aprouvesse na questão dos ídolos. Paulo lhes lembra que nenhum cristão tem liberdade para assegurar os seus “direitos”, se isto significar dano a outras pessoas. Neste caso, a situação hipotética de um crente fraco ver um crente mais maduro num templo pagão. O homem dotado de saber é retratado como tomando parte numa festa no templo de um ídolo. À mesa é a expressão comum para “reclinar”. Indica uma refeição tomada tranqüilamente.

 

“... não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?”

Paulo faz uma pergunta retórica para mostrar o possível dano. Dando um exemplo como esse, “não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?”. A resposta é obvia. Esse homem poderia fazer com que o seu irmão mais fraco comesse das coisas sacrificadas aos ídolos. E a consciência dos fracos faria que eles se sentissem de tal forma culpados e pecadores, que poderiam perecer espiritualmente: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Romanos 14:22,23). E se voltar para o mundo.

Temos de nos lembrar que o irmão (ou irmã) mais fraco é parte do Corpo de Cristo, uma pessoa por quem Ele morreu. Quando nos entregamos a desejos egocêntricos (que para nós podem não ser errados) e ferimos a consciência fraca de outra pessoa, não apenas pecamos contra essa pessoa, mas pecamos contra Cristo (v.15). Por isso ele escreve a igreja de Roma: “Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo” (Romanos 14:20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/11/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983