domingo, 6 de julho de 2025

Salmo 2.1

 

Salmo 2.1 “Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?”

 

Essas palavras referem-se ao período de confusão que geralmente ocorria no intervalo entre dois reinados. As nações circunvizinhas viam isto como uma oportunidade para invadira terra. Os filisteus chegaram a invadir Israel quando Davi foi coroado rei. Mas qualquer ataque ao ungido de Deus era na verdade contra o próprio Deus — e qualquer um que desafiasse a Deus estava fadado a fracassar!

Werner de Boor diz com toda razão que os planos dos inimigos não apenas fracassaram, mas sua execução bem-sucedida somente foi capaz de realizar aquilo que a tua mão e o teu propósito predeterminaram que aconteça.

O pensamento implícito desta frase é conforme Marshall, “que é fútil para os homens urdir tramas contra o Deus que não somente criou o universo inteiro como também previu estas coisas vãs.”

Na Espanha, foram erigidas duas colunas monumentais nas quais estava escrito: (1) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter ampliado o império romano para o oriente e para o ocidente, e por ter extinguido o nome dos cristãos que levaram a República à ruína”. (2) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter adotado Galério no oriente, por ter abolido a superstição de Cristo em todos lugares, por ter estendido a adoração dos deuses”.

Certo escritor moderno observou com elegância: “Temos aqui um monumento levantado pelo paganismo em cima da sepultura do seu inimigo derrotado. Mas nisto, ‘os povos imaginam coisas vãs’. Longe de estar morto, o cristianismo estava na véspera do triunfo final e permanente, e a pedra fechava um sepulcro vazio. Nem na Espanha, nem em outro lugar, podemos identificar o lugar do sepultamento do cristianismo. Não existe, pois, aquele que vive não tem sepultura”.

Esse salmo foi reconhecido como messiânico no primeiro século a.C. Ele havia predito a oposição do mundo ao seu Cristo, com gentios enfurecidos, povos imaginando coisas vãs, reis se levantando e autoridades ajuntando-se contra o Ungido do Senhor: “Tu falaste pelo Espírito Santo, pela boca de nosso pai Davi, teu servo: 'Por que as nações se enfureceram, e os povos imaginaram coisas vãs? Os reis da terra se levantaram, e os governantes se reuniram juntos contra o Senhor e contra o seu Ungido” (Atos 4:25-26).

Na hora da aflição, a igreja primitiva buscou a Palavra de Deus e descobriu que eles não estavam nas mãos do acaso ou das autoridades judaicas e romanas, mas nas mãos do Todo-poderoso, que governa a história.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_05.pdf

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Atos 4:25

 

Atos 4:25 “Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs? ”

 

“Que disseste pela boca de Davi, teu servo:”

A oração da igreja usa o antigo testamento. Ela cita aqui o autor do Salmo 2. O texto diz que Deus falou por meio do Espírito Santo (o inspirador dos profetas) e por boca do Seu servo Davi (como instrumento humano). Davi é descrito como servo de Deus que inspirado escreveu: “Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? (Salmo 2.1)

O Salmo 2 (era reconhecido como messiânico já no primeiro século a.C.) tinha predito a oposição do mundo ao seu Cristo, com gentios enfurecidos, povos imaginando coisas vãs, reis se levantando e autoridades ajuntando-se contra o Ungido do Senhor (vs. 26).

Com esse salmo entendemos que a rebelião humana contra Jesus foi prevista por Deus e não colocava em risco a soberania divina. Todos os acontecimentos estavam nos planos eternos de Deus. Na hora da aflição, a igreja buscou a Palavra de Deus e descobriu que eles não estavam nas mãos do acaso ou das autoridades judaicas e romanas, mas nas mãos do Todo-poderoso, que governa a história.

 

“Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs?”

Essas palavras referem-se ao período de confusão que geralmente ocorria no intervalo entre dois reinados. As nações circunvizinhas viam isto como uma oportunidade para invadira terra. Os filisteus chegaram a invadir Israel quando Davi foi coroado rei. Mas qualquer ataque ao ungido de Deus era na verdade contra o próprio Deus — e qualquer um que desafiasse a Deus estava fadado a fracassar!

Werner de Boor diz com toda razão que os planos dos inimigos não apenas fracassaram, mas sua execução bem-sucedida somente foi capaz de realizar aquilo que a tua mão e o teu propósito predeterminaram que aconteça.

O pensamento implícito desta frase é conforme Marshall, “que é fútil para os homens urdir tramas contra o Deus que não somente criou o universo inteiro como também previu estas coisas vãs.”

Na Espanha, foram erigidas duas colunas monumentais nas quais estava escrito: (1) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter ampliado o império romano para o oriente e para o ocidente, e por ter extinguido o nome dos cristãos que levaram a República à ruína”. (2) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter adotado Galério no oriente, por ter abolido a superstição de Cristo em todos lugares, por ter estendido a adoração dos deuses”.

Certo escritor moderno observou com elegância: “Temos aqui um monumento levantado pelo paganismo em cima da sepultura do seu inimigo derrotado. Mas nisto, ‘os povos imaginam coisas vãs’. Longe de estar morto, o cristianismo estava na véspera do triunfo final e permanente, e a pedra fechava um sepulcro vazio. Nem na Espanha, nem em outro lugar, podemos identificar o lugar do sepultamento do cristianismo. Não existe, pois, aquele que vive não tem sepultura”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_05.pdf

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Atos 4.31

 

Atos  4.31 “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus."

 

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos;”

A resposta a oração da igreja veio tão rápida como o trovão depois do raio. Enquanto oravam, recebiam conforme suas petições. Primeiro um tremor de terra: “moveu-se o lugar em que estavam reunidos”. Este era um dos sinais que indicavam uma teofania no Antigo Testamento (Exodo 19:18). Os fracos cristãos do cenáculo “moveram a mão que move o mundo", e o local foi sacudido. E em resposta às orações do seu povo que o Senhor se levanta para sacudir a terra.

Mais coisas são operadas mediante a oração do que o mundo poderia imaginar. A história de todos os reavivamentos espirituais demonstram esta verdade. Os eleitos de Deus podem clamar dia e noite contra as opressões que há na terra, e o Senhor pode esperar com paciência: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça” (Lucas 18.7,8).

Em breve chegará a hora em que as orações de todos os santos terão sua resposta. Então, todos os poderes malignos deste mundo serão sacudidos: “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos” (Apocalipse 8.1-5).

 

“... e todos foram cheios do Espírito Santo”

Após o tremor da terra, houve um tremor de línguas: “todos foram cheios do Espírito Santo”. Apesar de não estar escrito que eles falaram em línguas podemos supor pela observação do historiador. Lucas quando narra pessoas cheias do Espírito Santo sempre associa com manifestação de línguas.

Entendendo que a igreja primitiva era portadora do Espírito Santo e de boas obras. A citação ao preenchimento do Espírito Santo se manifestava com a evidencia do falar em outras línguas. Só assim faz sentido o que observou Simão, o mago, quando quis comprar o Dom do Espírito por dinheiro: “E Simão, (vendo) que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo” (Atos 8:18,19).

 

“... e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.”

Quais foram às emoções dos discípulos? Conjectura Myer Pearlman. Não tinham medo, senão pediriam proteção. Não tinham ódio, por isso não pediram vingança contra seus inimigos. Foi a corajosa resolução de cumprir a vontade de Deus que os levou a orar: “Concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra”.

Após o mover da terra e o mover do espírito eles deixaram o cenáculo onde se reuniam e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. É interessante observarmos o uso da palavra “ousadia” nesse texto. Ela aparece, por exemplo, em Atos 4.13 para se referir à coragem de Pedro e João quando foram interrogados pelos anciãos e escribas. O cristão cheio do Espírito se torna corajoso em sua vida cristã. Ele prega a Palavra de Deus com poder e autoridade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

sábado, 5 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE JULHO DE 2025 (Efésios 5.18)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

5 DE JULHO DE 2025
UMA EXPERIÊNCIA CONTÍNUA

Efésios 5.18 "E não vos embriagueis com vinho em que há contenda, mas enchei-vos do espírito. "


"E não vos embriagueis com vinho em que há contenda,"

A Bíblia sagrada nos recomenda a sempre  fugir da bebida forte. Apesar de não ser uma proibição para o povo em geral. Aqueles que possuíam votos, os que eram separados  para servir no santuário, os príncipes do povo Israel eram proibidos ingerir bebidas alcoólicas, pois elas ingeridas de maneira desenfreada poderiam respectivamente: provocar escândalos, como no caso de Noé, profanar a santidade de Deus, como no caso de Nadabe e Abiú e por último perverter o juízo daquele que recebia o poder para julgar. Sobre essa última afirmação as palavras da mãe do rei Lemuel vem a calhar:  "Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam do estatuto, e pervertam o juízo de todos os aflitos". (Provérbios, 31:4-5). Na igreja de Corinto havia acontecido um fato durante a ceia do senhor que deixou Paulo constrangido a ter que exortar a igreja nessa solenidade tão fundamental.  "De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a Ceia do Senhor. Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome, e outro embriaga-se." (1 Coríntios, 11:20-21). Fato extremamente lamentável na região da Acaia. As palavras de Salomão esclarecem no sobre o perigo da bebida forte:  "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio." (Provérbios, 20:1) Por esse motivo a maioria dos cristãos se abstém completamente da bebida alcoólica. Paulo chega a acrescentar que o vinho pode produzir contenda, ou seja, uma obra da carne. Aos Gálatas Paulo escreveu andai no espírito e não cumprireis as concupiscências da carne.


"... mas enchei-vos do espírito. "

Em contrapartida ao domínio que a bebida forte pode exercer sobre o ser humano, o apóstolo Paulo agora recomenda "enchei-vos do Espirito". Ser cheio do espírito santo pode se referir tanto ao batismo no espírito santo como a vida plena no espírito. Ser cheio do espírito santo para Lucas diz respeito à capacitação do espírito santo com a evidência de falar em outras línguas e normalmente quando o Paulo usa o mesmo termo ele se refere a vida plena do espírito santo na qual se exerce o fruto do espírito.  (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus". (Efésios, 5:9,21) 

Sendo assim concluímos que ser cheio do espírito santo para Paulo nesse contexto é viver de uma maneira que agrade ao Senhor e aos nossos semelhantes. "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus" (Efésios, 5:21).


Deivy Ferreira Paniago Júnior
26/02/2021

sexta-feira, 4 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE JULHO DE 2025 (Atos 1.5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

4 DE JULHO DE 2025
UMA EXPERIÊNCIA ESPECÍFICA E DEFINIDA

Atos 1.5 “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias ”.


“Porque, na verdade, João batizou com água, “

João Batista viveu no lugar predito por Isaías. (Deserto, Isaías 40.3, em hebraico é Arabá, o nome do vale do baixo Jordão, próximo do Mar Morto). Conforme a profecia, conclamava ao arrependimento e batizava aqueles que vinham e confessavam os seus pecados. Recusava-se, porém, a batizar, a não ser depois que a pessoa tivesse se arrependido sinceramente. Quando vinham os fariseus e os saduceus, João Batista, como um profeta cheio do Espírito Santo, reconhecia que não havia mudança nas atitudes deles. Exigia que produzissem frutos ou evidências do arrependimento, antes de batizá-los. Eram presunçosos e autoconfiantes, pelo fato de serem descendentes de Abraão. João, porém, mostrava-lhes que isso não os protegeria do julgamento vindouro, e declarava: "E eu, em verdade, vos batizo com [em] água, para o arrependimento [isto é: por causa do arrependimento, visto que já indicara que seu batismo não podia produzir arrependimento]; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com [em] o Espírito Santo, e com [em] fogo" (Mateus 3.11).


“..., mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias”

No cenáculo, de acordo com João, Jesus já havia prometido aos apóstolos que o Espírito da verdade iria lembrá-los daquilo que ele havia lhes ensinado e completar aquilo que não fora possível lhes ensinar. Agora Jesus manda que esperem em Jerusalém até que recebam a dádiva prometida (v. 4). Era a promessa de seu Pai (v. 4a, provavelmente através de profecias do Antigo Testamento como (Joel 2:28ss, Isaías 32:15 e Ezequiel 36:27), a sua própria promessa (já que Jesus a repetiu várias vezes durante o seu ministério, v. 4b), e a de João Batista, que chamou a "dádiva" ou "promessa" de "batismo" (v. 5). Jesus agora repete as palavras de João e acrescenta que a tripla promessa ("a promessa do Espírito Santo", 2:33) está para ser cumprida em poucos dias. E, portanto, eles devem esperar. A última frase do versículo 5 é, literalmente: “não depois destes muitos dias”. Williams comenta: “A ordem curiosa das palavras provavelmente significa “não muitos dias depois de hoje”. O derramamento do Espírito ocorreu 10 dias após. Somente quando Deus tiver cumprido sua promessa e eles, "do alto", forem "revestidos" de poder, é que poderão cumprir a comissão.

O batismo do Senhor Jesus, no Jordão, foi o sinal para Ele iniciar seu ministério.  Assim, também, a Igreja precisava de um batismo que a preparasse a cumprir um ministério de alcance mundial. Não seria o ministério de criar uma nova ordem e, sim, de proclamar aquilo que Cristo já havia realizado. Mesmo assim, só no poder do Espírito Santo poderia tamanha obra ser levada a efeito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/1/2023

Fontes:

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro. CPAD, 2020.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE JULHO DE 2025 (Atos 2:20)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

3 DE JULHO DE 2025
A ESPERANÇA FUTURA

Atos 2:20 “ O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; “

 

“O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue,”

A profecia escatológica do profeta Joel é mencionada pelo Apóstolo Pedro em seu primeiro sermão pentecostal na cidade de Jerusalém durante a Festa de Pentecoste (Festa das Semanas). Pedro frisa o derramar dos Espírito, mas cita toda a profecia que possui camadas em seu cumprimento.

A terminologia usada por Joel em relação ao sol e à lua é usada por todo o Antigo Testamento para se falar de ocasiões “em que Deus agiria de um modo especial para abençoar ou amaldiçoar” (Isaías 13:6, 10, 11; Ezequiel 32:2, 7, 8; Amós 5:18, 20). Provavelmente o sol não se apagará; e a lua não se transformará em sangue; mas mediante tais termos devemos entender acontecimentos cósmicos terríveis acontecerão.

Isso nos faz relembrar das pragas do Egito e da negação do sol em brilhar sobre a morte de Jesus, mas algo ainda mais radical do que isso deve estar em pauta. E inútil tentarmos ser específicos aqui, com interpretações naturais ou sobrenaturais das palavras.

 

“... antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; “

O dia de Pentecoste inaugurou a era dos “últimos dias”. O apóstolo Pedro cita as palavras de Joel com alteração “E acontecerá depois destes dias” de Joel, alterado para “E acontecerá nos últimos dias”. Pedro considera que a profecia de Joel se aplica aos últimos dias, e declara que seus ouvintes agora estão vivendo nos últimos dias. Já começou o ato final da salvação divina.

Esses sinais de acontecimentos cósmicos ocorrerão posteriormente ao derramar do Espírito que iniciou naqueles dias e “antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor”.

A expressão "dia do Senhor" e outras equivalentes, como “aquele dia”, é uma expressão comum nas escrituras sagradas, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, e refere-se a um período de tempo em que Deus manifesta o seu poder e julgamento. No Antigo Testamento, a expressão é usada para indicar a vinda do julgamento divino sobre nações e povos, muitas vezes associada a catástrofes e punições (Amós 5.18-20; Isaías 13.6,9; Obadias 15).

No Novo Testamento, o termo é utilizado para descrever a volta de Cristo em julgamento e para o estabelecimento do reino eterno. O “Dia do Senhor” não é um “dia” de 24 horas, mas um longo período em que serão derramados os juízos divinos sobre os ímpios da Terra. A Bíblia se refere a ele como um dos mais terríveis diante dos acontecimentos aos que ficarem. Mas para os salvos será o encontro com o seu Senhor e Salvador, um evento de grande celebração (1 Pedro 4.13). Para estes, Jesus voltará do mesmo modo que partiu, ou seja, descerá dos céus (Atos 1.11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2025

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_06.pdf

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

LIÇÃO 01: A IGREJA QUE NASCEU NO PENTECOSTES. Atos 2.4

TEXTO ÁUREO

Atos 2.4 “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 2 DE JULHO DE 2025 (Atos 10:46)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

2 DE JULHO DE 2025
LOUVOR E ADORAÇÃO

Atos 10:46 “Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.”

 

“Porque os ouviam falar línguas, "

O apostolo Pedro estava pregando a Cornélio e a todos os seus convidados. Isso ele fez de maneira relutante (v.28), tanto que só desceu a casa de Cornélio acompanhado com outros judeus de Jope que testemunharam o convite inesperado (v.23). Para a surpresa de Pedro e dos judeus que com ele estavam “caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra” (v.44). E isso foi percebido porque eles os ouviram falar línguas como havia acontecido com os judeus no dia de pentecostes. Mais tarde essa manifestação que faz os líderes judaicos glorificarem a Deus e reconhecerem que “até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida” (Atos 11.18).

Pedro admitiu esse entendimento perante o concílio: “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio. E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo” (Atos 11:15-16). Por isso Pedro posteriormente mandou que eles fossem batizados, pois entendeu que não deveria negar que fossem batizados por água àqueles a quem o Senhor já havia batizado com seu Espírito Santo.

 

“... e magnificar a Deus.”

Além de falar “outras” línguas eles magnificavam a Deus. Embora o significado original da palavra grega traduzida como “magnificar” seja "tornar grande", aqui ela significa "declarar que alguém é grande" ou "exaltar a grandeza de alguém". Essa palavra é usada para exaltação do nome ou atributos de Deus (Gênesis 19:19 ; 2 Samuel 7:26 ; Salmos 35:27 ; 40:16 ; 70:4 ; Lucas 1:46); da palavra de Deus (Salmos 138:2); ou de Cristo (Atos 19:17 ;. Filipenses 1:20).

No dia de Pentecoste as línguas não foram um sinal vazio, mas o anunciação das “grandezas de Deus” em línguas para eles desconhecidas (Atos 2:11), aqui, é ainda mais notável, pois os oradores por serem gentios estavam menos familiarizados com as canções de louvor do Antigo Testamento.

Seja qual for a nossa origem, raça, etnia ou credo, Deus nos acolhe de braços abertos. Ele não faz distinção entre gentios e judeus, e nos oferece o dom da salvação. Como disse Pedro: “Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (Atos 10:35). Tiago concluiu que o designo de Deus era ressuscitar Cristo, o tabernáculo de Davi, “para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas” (Atos 15:17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2025

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

 

terça-feira, 1 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 1 DE JULHO DE 2025 (Atos 2.4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

1 DE JULHO DE 2025
O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO

Atos 2.4 “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”


“E todos foram cheios do Espírito Santo...”  

Quem são esses todos? Quase 120 pessoas (Atos 1:15). Esses quase 120 permaneceram no mesmo lugar, em Jerusalém (Atos 2:1), obedecendo a ordem de Jesus para aguardarem a Promessa do Pai de Serem batizados com o Espírito Santo (Atos 1:4). Essa promessa do Pai diz respeito a promessa que Deus o fez a Abraão de todas as nações serem benditas nele: “Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito “ (Gálatas 3:14). O fato de todos terem recebidos a promessa demonstra o que Pedro afirma na casa de Cornélio:  “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo “ (Atos 10:34,35). Afinal o próprio Jesus durante o último dia da festa dos tabernáculos: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado. ” (João 7:38,39). Importante ressaltar a diferença do termo “ser cheio do Espírito Santo” Na teologia de Lucas e do Apóstolo Paulo, segundo o contexto de Lucas ser cheio do Espírito Santo sempre está associado ao dom de línguas, enquanto para Paulo uma vida cheia do Espírito refere-se a evidenciar o fruto do espírito: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18).


“...e começaram a falar em outras línguas, ”. 

Notemos alguns fatos importantes sobre o falar em línguas. O que produz esta manifestação? O impacto do Espírito de Deus sobre a alma humana. É tão direto e com tanto poder, que a pessoa fica extasiada, falando de modo sobrenatural. Isto pelo fato de a mente ficar totalmente controlada pelo Espírito. Para os discípulos, era evidência de estarem controlados pelo poder do Espírito prometido por Cristo. Quando a pessoa fala uma língua que nunca aprendeu, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural assumiu o controle sobre ela. Alguns argumentam que a manifestação do falar em línguas limitou-se à época dos apóstolos. Aconteceu para ajudá-los a estabelecer o Cristianismo, uma novidade naquela época. Não existe, no entanto, limites à continuidade dessa manifestação no Novo Testamento. Mesmo no quarto século depois de Cristo, Agostinho, o notável teólogo do Cristianismo, escreveu: “Ainda fazemos como fizeram os apóstolos, quando impuseram as mãos sobre os samaritanos, invocando sobre eles o Espírito mediante a imposição das mãos. Espera-se por parte dos convertidos que falem em novas línguas. ” Ireneu (115-202 d.C.), notável líder da Igreja, era discípulo de Policarpo, que por sua vez foi discípulo do apóstolo João. Ireneu escreveu: “Temos em nossas igrejas muitos irmãos que possuem dons espirituais e que. por meio do Espírito, falam toda sorte de línguas” . A Enciclopédia Britânica declara que a glossolalia (o falar em línguas) “ocorreu em reavivamentos cristãos durante todas as eras; por exemplo, entre os frades mendicantes do século XIII, entre os jansenistas e os primeiros quaquers, entre os convertidos de Wesley e Whitefield, entre os protestantes perseguidos de Cevennes, e entre os irvingitas”. Podemos multiplicar as referências, demonstrando que o falar em línguas, por meios sobrenaturais, tem ocorrido em toda a história da Igreja. (Nota: O falar em línguas nem sempre é em língua conhecida. Ver 1 Coríntios 14.2.)


“...conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”

Cremos e ensinamos que o Espírito Santo é uma pessoa. Sua personalidade está presente em toda a Bíblia de maneira abundante e inconfundível e tem sido crença da Igreja desde o princípio. A Bíblia revela todos os elementos constitutivos da personalidade do Espírito Santo, como intelecto, emoção e vontade, em 1 Coríntios 12:11 está escrito: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer“. Esse versículo nos revela que o Espírito Santo possui vontade, nos indicando sua personalidade “como quer “ Essa vontade nunca contradiz as outras pessoas da Trindade, pois possuem uma mesma natureza e essência. O Espírito Santo relaciona-se com os crentes de maneira pessoal, pois somente uma pessoa poderia agir como mestre, consolador, santificador e guia. Cremos e declaramos que o Espírito Santo ensina, fala, guia em toda a verdade, julga, ama, contende, convida e intercede. Ele é Deus, Ele é pessoal. Até por isso os cristãos são batizados também em seu nome: "batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28.19).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/03/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

SOARES, Esequias. Declaração de Fé das Assembleias de Deus.Rio de Janeiro: CPAD, 2017.