segunda-feira, 14 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE JULHO DE 2025 (1 Coríntios 1.23)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE JULHO DE 2025
A NECESSIDADE DA PREGAÇÃO

1 Coríntios 1.23 “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos. ” 


“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, ” 

Em seu esclarecimento sobre seu chamado a igreja de Corinto, o apóstolo dos gentios afirma que Cristo o enviou para evangelizar, mas “não em sabedoria de palavras” (1 Coríntios 1:17), pois pela sabedoria deste mundo o mundo não foi capaz de conhecer a Deus. Segundo Paulo isso acontece “Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes ” (1 Coríntios 1:19). Esse texto refere-se a seguinte profecia de Isaías: “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído; Portanto eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa no meio deste povo, uma obra maravilhosa e um assombro; porque a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá” (Isaías 29:13,14). A fim de cumprir essa profecia Deus enviou seu Filho para ser uma pedra de contradição: “E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações “ (Lucas 2:34,35). Pedro e Paulo esclarecem que essa pedra de contradição era Cristo: “Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido” (Romanos 9:33). “Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido” (1 Pedro 2:6). “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Coríntios 1:18).


“...que é escândalo para os judeus” 

Porque Cristo crucificado era escândalo para os judeus? Porque Moises escreveu: “Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro, O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança” (Deuteronômio 21:22,23). Veja que o pendurado no madeiro seria maldito de Deus e devia ser enterrado no mesmo dia para não contaminar a terra. Porém Paulo interpreta que: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; ” (Gálatas 3:13). A maioria dos judeus abomina o fato de um crucificado ser o messias, por isso Paulo usa a palavra escândalo com o sentido de ofensa para eles.


“...e loucura para os gregos. ” 

Os gregos sempre buscaram a sabedoria humana, quando Paulo esteve em Atenas eles até aceitaram ouvi-lo acerca do que eles chamavam de nova doutrina: “E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto” (Atos 17:19,20). Quando Paulo se pronunciou de maneira eloquente no areópago, muitos depois de ouvirem acerca da doutrina da Ressurreição se decepcionaram: “E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam...” (Atos 17:32). O ministério do Apostolo não foi muito próspero em Atenas, apesar de que ali creram Dionísio, areopagita e uma mulher por nome Dâmaris crerem. De Atenas ele foi para Corinto, onde fundou uma Igreja cheia de dons espirituais, depois de se ausentar por algum tempo, chegou ao conhecimento de Paulo que muitos dos Coríntios não criam na ressurreição. O apóstolo dedicou um capítulo da sua primeira epístola para esclarecer sobre esse erro que eles influenciados pela sua cultura estavam cometendo: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Coríntios 15:12-14).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/10/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

 

domingo, 13 de julho de 2025

Lição 03 - UMA IGREJA FIEL À PREGAÇÃO DO EVANGELHO - 3 TRIMESTRE DE 2025

TEXTO ÁUREO

“E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?” (Atos 3.12)


“E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto?”

A cura do conhecido coxo da porta formosa deixou todo o povo pasmo. O resultado normal de um milagre é produzir uma resposta dos circunstantes. Automaticamente o milagre fez o povo se apegar ao coxo e a Pedro e João como se tivessem algum poder especial. Pedro quando percebeu isso, disse ao povo: “Varões israelitas, por que vos maravilhais disto?”.

Pedro lançou mão da oportunidade para explicar o significado do acontecido. Eles não deviam ficar perplexos pelo acontecido, pois Jesus havia operado naqueles dias muitos sinais: “A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (Atos 2:22).

Este milagre tinha um propósito muito prático - exaltar o nome de Jesus e dar publicidade aos pregadores do Evangelho. Com isso uma grande multidão se dispôs a escutar a mensagem. Pedro diz que Jesus é a fonte do poder milagroso. Não por ter ele operado milagres na terra, mas por estar agora assentado à destra de Deus.

 

“Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?”

O povo ou considerou que Pedro e João tinham poderes próprios dos mais notáveis, ou que eram tão devotos que Deus respondia às orações deles com sinais milagrosos. Seja qual for o pensamento do povo, Pedro quis desviar a sua atenção, dos apóstolos, para a origem do milagre.

Paulo e Barnabé quando curaram um paralítico em Listra foram surpreendidos também com a reação do povo. As multidões, que consistiam dos habitantes locais, acreditaram que Paulo e Barnabé deviam ser deuses que vieram visitá-los, e revolveram que deviam honra-los. Os missionários foram identificados com dois dos deuses tradicionais gregos. Paulo foi considerado igual a Mercúrio, por ser o principal portador da palavra, pois Mercúrio era o mensageiro dos deuses, ao passo que o papel de Júpiter, a principal divindade dos gregos, foi reservado para Barnabé. O sacerdote do templo local preparou tudo para oferecer sacrifícios aos visitantes como marca de honra.

Quando os apóstolos deram conta daquilo que estava para acontecer, agiram rapidamente, rasgando as suas vestes, e tomando seu lugar entre a multidão. Rasgar as vestes é expressão de repugnância diante da tentativa blasfema de considerar divinos os homens, e a corrida rápida dos apóstolos para entrarem no meio da multidão foi a tentativa deles de evitar serem reverenciados como deuses e, assim, de pecarem contra o Deus verdadeiro. A situação exigia alguma explicação, e Paulo não perdeu a oportunidade de instruir o povo acerca da verdadeira natureza de Deus como Pedro também o fez.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

sábado, 12 de julho de 2025

1 Pedro 4.8

   

1 Pedro 4.8 “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados.”

 

“Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros;”

J. N. D. Kelly traduziu assim esse imperativo: “Acima de tudo, porém, tende amor uns pelos outros a toda força”. O amor que os cristãos têm uns pelos outros flui do amor que eles têm em comum por Cristo. “Ardente” significa “constante, firme”. A caridade na Bíblia é um amor elevado, santo, desprendido que, por si só, exprime ações de gentileza, misericórdia e compaixão.  No grego é traduzida pela palavra ágape - o amor melhor que Deus nos confiou “pelo fato de ter Cristo morrido, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

Em 1 Pedro 1:8, o apóstolo disse: “A quem, não havendo visto, amais”.Os leitores de Pedro sentiam o amor de Cristo, pois já sabiam quem era Cristo e o que Ele fizera por eles (1 Pedro 2:21–25). Sabiam também que o Senhor voltaria e sabiam como deveriam viver até esse dia chegar.

O reino de Cristo, então, estava acontecendo entre eles. Na proporção em que praticavam o amor uns pelos outros, participavam das bênçãos de Cristo. Um prenúncio do céu acontece quando crentes vivem no corpo com um amor infinito uns pelos outros. Foi o próprio Jesus quem disse: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35).

 

“... porque o amor cobrirá a multidão de pecados.”

O significado desta frase não é totalmente claro. Pedro poderia querer dizer que o amor de Deus pela humanidade O fez enviar Cristo como Redentor. No dia do julgamento, através da expiação vicária de Cristo, Deus cobrirá multidão de pecados.

Outra possibilidade para Champlin, é se algum crente ama às almas perdidas, e procurara-las convertê-las ao Senhor. Se tiver sucesso, grande multidão de pecados será apagada, isto é, será expiada, e, indiretamente, o amor do tal crente pelas almas perdidas terá produzido esse resultado. Este amor que cobre pecados ainda pode ser visto como uma espécie de expiação pelas inúmeras faltas praticadas pelos irmãos e que são perdoadas. Como disse Salomão: “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10.12).

Embora essas duas interpretações façam sentido, existe outra melhor. A frase vem imediatamente após o apóstolo ter admoestado os crentes a mostrar seu amor uns pelos outros na comunidade de Cristo. É melhor entender a expressão “o amor cobre multidão de pecados” como uma descrição de como o amor mútuo deve ser expresso entre os cristãos.

É provável que os leitores de Pedro, assim como os cristãos modernos, se encontrassem necessitados de mais amor ao observarem os atos uns dos outros. Não há como ser cristão sem estar na companhia de outros cristãos. Servir a Cristo é uma experiência inerentemente comunitária. Talvez não haja teste mais indicativo de que Cristo habita em nós do que nossa disposição para mostrar amor incondicional uns pelos outros.

Raramente ocorre de cristãos estarem juntos e não haver oportunidade para alguém sentir-se ofendido. A igreja de Jesus Cristo não é lugar para quem reprime os sentimentos. Às vezes, o amor exige que os cristãos confrontem um irmão em pecado e insistam no arrependimento. O amor às vezes requer repreensão. Um irmão sábio guarda a repreensão no coração.

Todo cristão, dependendo da ocasião, vai ofender ou ser ofendido. O amor dentro da comunidade de Cristo deverá “cobrir uma multidão de pecados” porque os cristãos têm um Senhor cujo amor por eles cobriu uma multidão de pecados. As fraquezas dos outros irmãos não diminuem o amor que cristãos maduros têm por eles. Eles então deverão mostrar o mesmo perdão e caridade que experimentaram do Senhor para com as faltas de outros.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Norman.O Novo Testamento Interpretado: Versículo Por Versículo, Volume 1. São Paulo: Hagnos, 2001.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201410_03.pdf

1 João 3:18

   

1 João 3:18 “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas em obra e em verdade.”

 

“Meus filhinhos,”

 A palavra, Filhinhos, sugere tanto a idade avançada do autor como o terno e afetuoso relacionamento que havia entre ele e seus leitores. Estes são simplesmente “teknia”, “filhinhos”, em 2:12,28; 3:7,18; 4:4; 5:21. Essa palavra grega ocorre no evangelho de João a partir dos lábios de Jesus, em (João 13:33) “ Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e, como tinha dito aos judeus: para onde eu vou não podeis vós ir, eu vo-lo digo também agora “.

 

“... não amemos de palavra, nem de língua, mas em obra e em verdade.”

O amor fraternal revela um coração compassivo. A compaixão nasce do amor fraternal. Por isso, não pode haver compaixão onde não há amor fraternal. Compaixão é a capacidade de sentir a necessidade do outro o suficiente para fazer algo a respeito. Compaixão é mais ação do que palavras; resulta do amor de Deus que habita no coração (João 3:17).

O cristão compassivo não só vê a necessidade do outro, mas também a supre. João disse: “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (3:17). A compaixão cristã segue uma trajetória definida: habilidade, consciência, ação. O que fazemos para ajudar um irmão é mais importante do que o que dizemos.

O amor que temos pelos nossos irmãos reflete a nossa devoção a Deus. Esse amor anuncia a nossa conversão a Cristo, o nosso compromisso com o exemplo de Cristo e a nossa compaixão pelos outros. As manifestações externas do amor refletem os compromissos internos da alma.

Certo garotinho foi mandado até uma mercearia para comprar uma dúzia de ovos. Feita a compra, pôs-se a voltar para casa. No caminho, o menino acidentalmente caiu e quebrou quatro ovos. Em sua mente, voltar para casa com quatro ovos quebrados era impensável! Tudo o que fez diante daquela situação foi sentar-se ao lado dos ovos quebrados e chorar.

Nisto, um homem veio andando. Vendo a situação do menino, expressou sua tristeza e prosseguiu. Outro homem também passou por ali. Vendo a necessidade, parou, entregou uma moeda de cinquenta centavos ao menino e disse: “Pegue e vá comprar mais quatro ovos”. As ações do segundo homem revelaram seu coração compassivo.

Você é uma pessoa compassiva? Examine suas ações em relação à necessidade alheia!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/02/1-joao-521.html

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_02.pdf

Mateus 22:39

   

Mateus 22:39 “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

 

“E o segundo, semelhante a este, é:”

Jesus responde ao fariseu que lhe pergunta acerca do maior de todos os mandamentos. Diz Ele, com efeito, O maior mandamento da lei e o que vem em primeiro lugar na lei, e se acha em Deuteronômio 6.5: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”. Pois, Deus deve ser amado sem reservas e com toda a capacidade do ser.

Mas há um segundo mandamento, corolário do primeiro e análogo a ele, pois também faz do amor o motivo dominante:   “O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Pois, um homem não pode amar a Deus num sentido real sem amar também a seu próximo, feito como ele à imagem de Deus: “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: Que quem ama a Deus, ame também a seu irmão” (1 João 4:20,21).

O Decálogo, composto de duas pedras contendo os dez grandes mandamentos e estas resumem os 613 preceitos, Jesus resumiu as duas pedras em dois grandes mandamentos. “Amar a Deus acima de todas coisas e ao próximo como a nós mesmos.” Desta forma, Jesus evoca a verticalidade e a horizontalidade dos mandamentos, sendo a verticalidade, a expressão do nosso amor e devoção a Deus e a horizontalidade, a nossa expressão e amor ao próximo.

 

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

Essa citação é de Levítico 19:18 na Septuaginta: “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. Na passagem correspondente em Lucas, Jesus definiu “próximo” como alguém em necessidade a quem o outro tem condição de ajudar (Lucas 10:29–37). O individualismo e o egoísmo nos nossos dias têm dificultado, e até impedido, gestos de amor ao próximo, até mesmo entre cristãos.

Se cultivarmos um relacionamento correto com Deus, não teremos problemas com seus mandamentos. O amor é a base para a obediência. Na verdade, a Lei como um todo se resume no amor: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Romanos 13.8-10).

Se amarmos a Deus, amaremos nosso próximo; e se amarmos nosso próximo, não faremos nada para prejudicá-lo. Aos gáltas Paulo escreveu que esse mandamento por si só cumpre a Lei: "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Gálatas 5:14).

Outros mestres judeus, tanto antes como depois de Cristo, enfatizaram o tratamento devido a outros semelhantes. O rabino Hillel resumiu a Lei com uma forma negativa da regra de ouro: “O que é odioso para você, não faça ao seu próximo”. O rabino Akiba disse que “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é “o grande princípio da Torá”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://ebdcomentada.com/central-gospel-2o-trimestre-2020-21-06-2020-licao-12-o-maior-de-todos-os-mandamentos-amor/

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201210_02.pdf

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

1 Tessalonicenses 4:9

   

1 Tessalonicenses 4:9 “Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros;”

 

“Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva,”

Amor fraternal vem do vocábulo grego filadelfia, em que se percebe imediatamente a semelhança a Filadélfia, a “cidade do amor fraternal”. Esse tipo de amor se distinguia no grego de outras emoções semelhantes. Era a emoção que normalmente se sentia por um parente, uma emoção geralmente espontânea. Devemos amar os nossos irmãos da fé como se fossem nossos irmãos de sangue.Este tipo de amor implica uma devoção recíproca. O amor fraternal é ensinado no AT (Levítico 19.18) e fazia parte da tradição transmitida na igreja (Marcos 12.29-31; João 13.34).

Paulo disse que não havia necessidade de que ele escrevesse a eles sobre esse amor porque eles já haviam sido por Deus instruídos sobre esse assunto, sendo assim sobre isso o desejo do apóstolos é somente que eles progridam nesse estado cada vez mais: “Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais; porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus“ (1 Tessalonicenses 4:1,2).

 

“... visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros;”

Eles não precisavam que Paulo “escrevesse” sobre o amor fraternal, pois eles já haviam sido oralmente “instruídos por Deus” sobre o assunto. Paulo, evidentemente, não estava dizendo que Deus Se revelou diretamente a eles. Ele quis dizer que eles foram “por Deus instruídos” num sentido indireto quando ele (Paulo) estava presente em Tessalônica ensinando sobre o favor de Deus.

A passagem de Paulo por Tessalônica em sua segunda viagem missionária foi corrida e tumultuada. Ele permaneceu ali por três sábados disputando acerca de Cristo na sinagoga local, mas precisou sair de lá à noite por causa do grande alvoroço que se estabeleceu na cidade por conta de judeus  desobedientes e homens perversos que habitavam ali.

Apesar da curta passagem Paulo lhes instruiu sobre o amor inspirado por Deus. Quando um homem inspirado fala, suas palavras não são palavras de homens, mas são a palavra de Deus: ”Por isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes” (1 Tessalonicenses 2:13)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201503_02.pdf

João 13:34

   

João 13:34 “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.”

 

“Um novo mandamento vos dou:”

Essas palavras de Jesus foram ditas na mesma noite em que seus discípulos se puseram a disputar entre si um lugar de proeminência. Depois de anunciar que partiria em breve, Jesus se certificou de que seus discípulos sabiam o que ele esperava deles quando se ausentasse. Então, Jesus deu-lhes um novo mandamento.

Somente aqui no Evangelho de João Jesus usou claramente a palavra “novo”. O mandamento para amar não era inteiramente novo, mas, de fato, antigo: “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor” (Levítico 19:18).

Por que, então, Jesus disse que ele estava dando um “novo” mandamento? Woods sugeriu três sentidos em que o mandamento de Jesus era novo. 1) O mandamento era novo no sentido de que “incluir todos os seres humanos – bons e maus – nossos inimigos, bem como nossos amigos”. 2) Também era novo porque “o amor que Jesus difere do amor que a lei ordenava”. 3) Além disso, era novo porque nosso amor tem uma motivação diferente; “devemos imitá-lo tanto quanto possível” por causa do amor que Jesus manifestou por nós.

Embora haja muito a ser dito em favor desses três aspectos, eles não parecem captar a essência exata do mandamento de Jesus. O mandamento é apresentado como “novo” porque Jesus com seu ensino e ainda mais com seu exemplo lhe deu uma nova profundidade de significado. Quando o mandamento é retomado e repetido por João em 1 João 2.7,8, ele não é “mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual desde o princípio tivestes”.

 

“Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.”

Os discípulos que há pouco disputavam entre eles qual seria o maior deviam se amar uns aos outros segundo o amor que Jesus tinha por eles – assim como eu vos amei. Jesus “amou os seus que estavam no mundo” e “amou-os até ao fim” (João 13:1). Jesus demonstrou constantemente o seu amor pelos discípulos em teoria e na prática. É evidente que Jesus queria que eles entendessem a importância desse mandamento, pois ele o repetiu mais duas vezes em suas últimas instruções: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12);  “Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros” (João 15:17).

O preceito de Jesus impactou fortemente João. Em seu Evangelho, ele usou palavras traduzidas por “amor” muitas vezes e com orgulho se identificava como “o discípulo a quem [Jesus] amava” (João 13:23). Além disso, João continuou a enfatizar o tema do amor em 1 João (1 João 3:11, 18, 23; 4:7, 8, 11, 12).

Muitos estudiosos chamam a atenção para uma história preservada por Jerônimo, segundo a qual, na velhice, João nunca deixava de repetir: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”. João nunca se esqueceu da admoestação do seu Senhor.Esse é padrão do amor que os cristãos devem ter uns pelos outros é o daquele que o Senhor derramou em abundância sobre eles.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE JULHO DE 2025 (Atos 2:43)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE JULHO DE 2025
UMA IGREJA REVERENTE

Atos 2:43 “E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. “

 

“E em toda a alma havia temor,”

Um dos efeitos do crescimento da igreja, ainda na sua infância, era o sentimento de reverência ou temor da parte do povo: “A igreja tinha paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria e ia se fortalecendo à medida que andava no temor do Senhor. E, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número” (Atos 9:31). Pois, todos os eventos recentes contribuíram para produzir esse temor: a recente crucificação de Jesus de Nazaré; as maravilhas que participaram desse evento; os eventos do dia de Pentecostes; e os milagres realizados pelos apóstolos eram todos adequados para difundir solenidade, pensamento e ansiedade através da comunidade.

Toda pessoa ou indivíduo; isto é, o povo em geral; não apenas sobre aqueles que se tornaram cristãos, mas as multidões que testemunharam essas coisas. A mesma multidão que pouco antes zombara deles Atos 2:13; foi silenciada diante do poder de Deus. A população não-cristã sentia uma certa apreensão diante de um grupo em cujo meio aconteciam eventos sobrenaturais: ”E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas“ (Atos 5:11).

O efeito de uma grande obra da graça de Deus é comumente produzir uma seriedade e solenidade incomuns em uma comunidade, mesmo entre aqueles que não são convertidos. Ele restringe, subjuga e silencia a oposição. Hoje as pessoas estão acostumadas com o sagrado. Há uma banalização do sagrado. Há saturação, comercialização e paganizarão das coisas de Deus. Quem conhece a santidade de Deus não brinca com as coisas de dele.

 

“... e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.”

A manifestação extraordinária do poder de Deus estava presente na vida da igreja.  “Maravilhas (Prodígios) e sinais” são as mesmas palavras que foram empregadas para descrever as obras poderosas de Jesus:  “Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (Atos 2:22) — estavam sendo operados pelos apóstolos, e Lucas passaria em breve a relatar exemplos específicos.

Em Atos 3 — O paralítico é curado; em Atos 4.31 — O lugar onde a igreja ora, treme; em Atos 5.12,15 — Muitos sinais e prodígios são efetuados; em Atos 8.6 — Filipe realizou sinais em Samaria; em Atos 9 — A conversão de Saulo é seguida da sua cura; em Atos 12 — Pedro é libertado pelo anjo do Senhor; em Atos 16.26 - Ocorre um terremoto em Filipos; em Atos 19.11- Pelas mãos de Paulo, Deus fazia milagres. Hoje é comum identificarmos dois extremos na igreja: aqueles que negam os milagres e aqueles que os inventam.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

https://versiculoscomentados.com.br/index.php/estudo-de-atos-2-43-comentado-e-explicado/

 

sexta-feira, 11 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE JULHO DE 2025 (Atos 2.39)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE JULHO DE 2025
A ATUALIDADE DA PROMESSA

Atos 2.39 “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. ”

 

“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, ”

O fenômeno do Pentecoste é o cumprimento da promessa de Deus Pai para a sua igreja, feito ainda na antiga aliança pelo profeta Joel, onde ele diz: “ E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões e também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias derramarei o meu Espírito “.

Na época do Antigo Testamento, o Espírito era concedido a indivíduos especialmente escolhidos: profetas, reis e sacerdotes. Agora o dom do Espírito é para “toda a carne”. Pedro ensina que a promessa é universal.

É para qualquer pessoa presente, pois “a promessa diz respeito a vós”. Para todos os judeus. Todos aqueles que buscam essa promessa recebem de graça: “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (João 7.37-39).

A promessa é para todas as próximas gerações “vossos filhos”, ou seja, aos descendentes dos judeus convertidos. Promessas semelhantes ocorrem em Isaías 44: 3: “Derramarei meu Espírito sobre a tua descendência e minhas bênçãos sobre a tua descendência”; e em Isaías 59:21 : “O meu Espírito que está sobre ti e as minhas palavras que eu coloquei na tua boca não se apartarão da tua boca, nem da boca da tua semente, nem da boca da tua boca, Semente da semente, diz o Senhor, de agora em diante e para sempre. ” É uma promessa para os pais que as bênçãos de Deus não se limitam a eles, mas também se estendam à sua posteridade.

 

“...e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. ”

A promessa inclui também a “todos os que estão longe”, ou seja, diretamente os judeus que habitavam em outras terras. Os que foram espalhados em outras nações. Pedro até o momento desse sermão não tinha entendido que o evangelho também deveria ser pregado aos gentios (Romanos 10:12, Romanos 10: 14-20) . Os gentios são algumas vezes claramente indicados pela expressão “longe” de Efésios 2:13 , Efésios 2:17 ; e eles são representados como tendo sido trazidos para “perto” pelo sangue de Cristo. A frase é igualmente aplicável àqueles que estiveram longe de Deus por seus pecados e suas más afeições. Para eles também a promessa é estendida se eles voltarem.

 

E ainda a promessa é “a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”, ou seja, aqueles que não ouviram o evangelho e por isso não acetaram a fé. Esses cristãos do futuro, nós, e as próximas gerações somos alcançados por essa promessa. Jesus já orava por nós:  “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crêr em mim".

E nós temos muitos exemplos bíblicos de Batismo no Espírito Santo após o Pentecostes. Na casa de Cornélio (Atos 11.13-15); os crentes em Samaria (Atos 8.14- 17); Saulo (Atos 9.17); os discípulos de Éfeso (Atos 19.1-7), esse fato aconteceu após vinte e cinco anos depois do derramamento do Espírito Santo em Pentecostes. Desde o evento em Atos dos apóstolos nunca mais o Espírito Santo abandonou a igreja do SENHOR,

Não há restrição de tempo — de geração em geração; não há restrição social— de jovem a velho, de mulher a homem e de escravos a pessoas livres (vs. 17,18); não há restrição geográfica — de Jerusalém até aos confins da terra (Atos 1.8). Deus deseja que todo o seu povo tenha a mesma experiência que os discípulos receberam no Dia de Pentecostes. O cumprimento da promessa do Espírito, dada no Antigo Testamento, não se exaure no Livro de Atos, mas permanece uma bênção presente e universal na história e na presente era. Temos muitos fatos históricos:

Tertuliano (160- 220 d.C) “ foi o primeiro a identificar um rito separado do Batismo que marcava o recebimento do Espírito Santo. Evidências do Espírito Santo na Alemanha e Grã-Bretanha “Pietismo", Metodismo Wesleyanos, Movimento de Santidade nos Séculos XIX e XX na América do Norte. No Brasil no dia 9 de junho de 1911, a irmã Celina Albuquerque recebeu o Batismo no Espírito Santo com evidência de falar em línguas estranhas. Poderíamos citar inúmeros eventos, mas podemos afirmar historicamente que os dons não cessaram.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PEARLMAN, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro. CPAD, 2020.

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Atos 4.32

   

Atos 4.32 “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns ”.

 

“E era um o coração e a alma da multidão dos que criam,”

Lucas acabara de relatar que, em resposta às suas orações, os cristãos ficaram novamente "cheios do Espírito Santo" (v. 31). O resultado imediato foi que com intrepidez "anunciavam a palavra de Deus". Desse modo, ignoraram a proibição do Sinédrio, sendo o seu testemunho caracterizado por intrepidez e poder. Lucas, agora mostra que a plenitude do Espírito se manifesta tanto nos atos como nas palavras, tanto no serviço como no testemunho, tanto no amor pela família como na proclamação ao mundo.

A multidão dos que creram, começa ele em 4:32 como em 2:44, formava um grupo muito unido. Eles estavam juntos (2:44) quando se dedicavam à comunhão (2:42) e tinham um só coração e alma (4:32). Essa era a solidariedade de amor fundamental que os crentes gozavam, e a comunhão econômica era apenas uma expressão da união de seus corações e almas.

Esse ideal moveu Paulo a escrever aos gentios de Corinto e Filipos para que agissem como a igreja de Jerusalém: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10);  “Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa” (Filipenses 2.2).

 

“... e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.”

Os crentes, movidos por amor cristão, vendiam seus imóveis espontaneamente. Faziam isto para distribuírem a importância apurada conforme a necessidade de cada um. Eles "tinham tudo em com um"; ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía.

Deus prometera a Israel: “para que entre ti não haja pobre”, mas havia uma condição: “se apenas... cuidares em cumprir todos estes mandamentos que hoje te ordeno” (Deuteronômio 15:4, 5). Israel fracassou em cumprir a exigência, então o povo deixou de receber a promessa. Finalmente, na Israel espiritual, o povo de Deus dedicou-se em fazer a Sua vontade. Por isso lemos as maravilhosas palavras: “nenhum necessitado havia entre eles” ! Essa condição ideal tem sido o objetivo de inúmeras sociedades há anos. Onde existe pobreza, o mundo invariavelmente diz: “Precisamos é de mais programas de governo”. Lucas sugeriria: “Precisamos é ter mais o espírito de Cristo!”

A luz da afirmação posterior de Pedro a Ananias de que a sua propriedade lhe pertencia (Lucas 5:4), não podemos atribuir a essas palavras o sentido de que os crentes tivessem literalmente renunciado à propriedade privada, para o bem comum. Ou seja, não podemos dizer que a igreja de Jerusalém , por ser cheia do Espírito, apresenta um modelo obrigatório — um tipo de "comunismo" cristão primitivo — o qual Deus deseja que todas as comunidades cheias do Espírito copiem.

Adolf Pohl diz que aqui não se ensaiava um novo modelo social nem se definia um novo “conceito de propriedade”. William Barclay é claro nesse ponto: “A sociedade chega a ser verdadeiramente cristã não quando a lei nos obriga a repartir, mas quando o coração nos move a fazê-lo”.

Talvez a frase mais importante seja que ninguém considerava suas as propriedades. Embora de fato e de direito continuassem possuindo seus próprios bens, no coração e na alma cultivavam uma atitude tão radical que consideravam que suas posses estavam à disposição para ajudar os irmãos necessitados.

Tendo retratado a solidariedade de amor gozada pela igreja de Jerusalém, Lucas fornece ao leitor posteriormente dois exemplos contrastantes: Barnabé, cuja generosidade e sinceridade cumpriu o ideal narrado (4:36­ 37); e Ananias e Safira, cuja ganância e hipocrisia o contradisseram (5:1.).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

POHL, Adolf. Atos dos Apóstolos. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2002.

BARCLAY, William. Hechos de los Apóstoles. Editorial. Editorial CLIE, 1974.

PEARLMAN, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995.