quinta-feira, 25 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE JULHO DE 2024 (Mateus 11.19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE JULHO DE 2024
HUMILDADE E MANSIDÃO COMO VIRTUDES CRISTÃS ESSENCIAIS

Mateus 11.19 “Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.”


“Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores.”

A geração de judeus para a qual João veio não possuía entendimento espiritual. Rejeitaram João por causa de seu estilo de vida peculiar e abnegado. João não comia nem bebia, isso era uma referência ao fato de que ele não tomar vinho (Lucas 1:15) e à sua dieta restrita de “gafanhotos e mel silvestre” (3:4).

Aquela mesma geração também rejeitou Jesus, o qual é aqui identificado como o Filho do Homem que agia diferente de João. Acusaram-no de ser um glutão e bebedor de vinho (Deuteronômio 21:20). Essas falsas alegações eram uma distorção grosseira dos fatos.

Jesus não ordenou que Seus seguidores participassem dos jejuns judaicos tradicionais (Mateus 9:14), pelo menos enquanto estava entre eles e Ele aceitou muitos convites para comer nas casas das pessoas (9:9, 10; 26:6, 7; Lucas 7:36; 10:38; 14:1; 19:5) e para outras festividades como casamentos (João 2:1–11). Embora João fosse criticado por seu comportamento ascético, Jesus foi criticado por participar das atividades normais da vida.

Também ridicularizaram Jesus por andar com certas pessoas durante Seu ministério, rotulando-O de amigo de publicanos e pecadores. Evidentemente, Jesus Se relacionou com essas pessoas para restaurá-las a Deus, e não para participar de seus feitos maus.

Lewis expressou isto dizendo: “Enquanto outros estavam formando grupos separatistas de ‘religiosos’ – os separatistas (fariseus), ou os ‘Filhos da Luz’ (essênios), tentando ser o remanescente santo – Jesus foi até as massas e trabalhou entre os perdidos”.

 

“Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.”

Como no Antigo Testamento, a “sabedoria” é personificada numa mulher (Provérbios 8 e 9). Em vez de “suas obras”, Lucas tem “seus filhos” (Lucas 7:35). A idéia, porém, é a mesma. Independentemente do que os homens digam sobre Jesus e João, estes cumpriram seus papeis no plano providencial de Deus de chamar todos ao arrependimento e de preparar o caminho para a chegada do reino. Os convertidos que esses enviados produziram – cujas vidas foram radicalmente transformadas – justificam suas atividades.

O veredicto final não está em mãos dos críticos briguentos e perversos, e sim nos fatos. Os judeus podiam criticar a João por seu isolamento total, mas João tinha comovido os corações dos homens e os tinha dirigido a Deus em uma forma em que não os tinha comovido durante séculos. Podiam criticar a Jesus porque se mesclava muito na vida cotidiana de gente comum, mas nEle a pessoa estava encontrando uma vida nova, uma nova bondade e uma nova força para viver como deviam fazê-lo e para aproximar-se de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_06.pdf

quarta-feira, 24 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE JULHO DE 2024 (Marcos 2.15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE JULHO DE 2024
JESUS, O HOMEM PURO QUE INTERAGIA COM TODOS

Marcos 2.15 “E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido”.

 

“E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste,”.

O verso 14 diz que quando Jesus passava viu um homem chamado Levi, filho de Alfeu, e este estava sentando na alfândega. Ele era publicano que coletava pedágio para Herodes Antipas. Os judeus odiavam, ou no mínimo menosprezavam, esses publicanos, classificando-os de pecadores.

Após convocá-lo para segui-lo Levi se dispôs com voluntariedade, tanto que após sua convocação Levi deu um grande banquete e convidou Jesus e seus discípulos para estarem com Ele em sua casa: ”E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa” (Lucas 5.29).

Cristo aceitou o seu convite para comer na sua casa, afinal aquele seria um jantar de despedida que ele ofereceria aos seus amigos, sendo que ele abandonou tudo para servir a Cristo. Ele ofereceu esse banquete, como Eliseu: “Voltou, pois, de o seguir, e tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram; então se levantou e seguiu a Elias, e o servia” (1 Reis 19.21), para mostrar não somente com que alegria em si mesmo, mas também com que gratidão a Deus, ele abandonava tudo, obedecendo ao chamado de Cristo.

 

“... também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido”.

Levi, ao mesmo tempo em que celebra a festa da sua salvação, abre sua casa para que seus pares conheçam também a Jesus e sejam salvos. Ele transformou seu lar num grande instrumento de evangelização. Ele queria que os seus colegas de profissão e os pecadores também se tornassem seguidores do Senhor Jesus.

Esses publicanos e pecadores eram um grupo de pessoas escandalosas do ponto de vista dos escribas dos fariseus que estavam por perto para identificar possíveis falhas. Pois, publicanos e pecadores eram considerados não melhores que gentios. E era uma ofensa para os judeus comerem com os gentios, posteriormente isso se tornaria um problema para os primitivos judeus cristãos: “Entraste em casa de homens incircuncisos, e comeste com eles?” (Atos 11.3).

Jesus, porém não fez acepção de pessoas e se assentou junto deles para também lhes anunciar que era chegado o Reino dos céus. Afinal ele não viria chamar justos, mas pecadores ao arrependimento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Mateus a João. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Lopes, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.

terça-feira, 23 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE JULHO DE 2024 (Mateus 5.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE JULHO DE 2024
A IMPORTÂNCIA DO TESTEMUNHO PESSOAL EM TODAS AS ÁREAS DA VIDA

Mateus 5.14 "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. “ 


“Vós sois a luz do mundo; “

Todos os cristãos são luz no Senhor (Efésios 5.8), e devem resplandecer como astros (Filipenses 2.15), mas ministram de uma maneira especial. Cristo chama a si mesmo de Luz do mundo (João 8.12), e eles são trabalhadores, juntam ente com Ele, e têm uma parte da sua honra depositada sobre si mesmos. É verdade que a luz é doce, ela é bem-vinda; a luz do primeiro dia do mundo o foi, quando resplandeceu nas trevas; assim é a luz da manhã de cada dia; assim é o Evangelho, e aqueles que o transmitem, para todas as pessoas sensatas. O mundo estava em trevas, mas Cristo chamou os seus discípulos justamente para brilharem neste mundo; e, para que eles possam fazer isto, é dele que eles obtêm a luz.A nossa luz deve brilhar, realizando coisas boas que os homens possam ver e aprovar, obras que tenham boa reputação entre aqueles que não as têm, e que, portanto, lhes darão motivo para pensarem bem do cristianismo. Nós devemos realizar boas obras que possam ser vistas para a edificação de outros, mas não que possam ser vistas para a nossa própria ostentação; nós devemos orar em segredo, e o que estiver entre Deus e as nossas almas deve ser conservado conosco; mas aquilo que é aberto e óbvio à vista dos homens deve ser feito de modo coerente com a nossa profissão de fé, e de um modo que glorifique a Deus (Filipenses 4.8). Aqueles que estão à nossa volta não devem apenas ouvir falar das nossas boas obras, mas devem ver as nossas boas obras: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mateus 5:16).


“...não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; “

Sendo a luz do mundo, eles são reconhecidos e visíveis, e têm muitos olhos sobre si. Quem viaja pela Terra Santa fica impressionado como número de aldeias edificadas sobre os topos das colinas, onde podem ser refrescadas pelas brisas. Ali também podem defender-se melhor dos invasores. Em vindo a noite, a luz das casas nas colinas não pode ocultar-se. De longes abe-se a localização da aldeia próxima por causa da luz que vem do topo da colina. Os discípulos de Cristo, particularmente aqueles que são ativos e zelosos no seu ministério, se tornam notáveis e são observados como faróis de orientação. Eles trarão sinais (Isaías 7.18), serão homens portentosos (Zacarias 3.8); todos os seus vizinhos os estarão observando. Alguns os admiram, os elogiam, se alegram por eles e estudam para imitá-los; outros os invejam, odeiam, censuram e estudam para destruí-los. Desta forma, eles devem se preocupar em agir com cuidado, por causa dos que os observam; eles são espetáculos para o mundo, e devem tomar cuidado com tudo o que pareça mau, porque são muito observados. Os discípulos de Cristo eram homens desconhecidos antes que Ele os chamasse, mas o caráter que Ele lhes atribuiu lhes dignificou. E, como pregadores do Evangelho, eles criaram um padrão; e embora alguns os tenham condenado por isto, eram respeitados por outros, e se assentarão sobre tronos e julgarão (Lucas 22.30). Pois Cristo irá honrar aqueles que o honram.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/03/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE JULHO DE 2024 (Mateus 5:13)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE JULHO DE 2024
A IMPORTÂNCIA DO TESTEMUNHO PESSOAL EM TODAS AS ÁREAS DA VIDA

Mateus 5:13 “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens". 


“Vós sois o sal da terra; “ 

O sal é ingrediente necessário em nossos alimentos, e nossa saúde depende de um consumo adequado de sal. Adicionamos este elemento à alimentação não só para tomá-la mais saborosa, mas também para manter o correto equilíbrio do organismo, tão necessário à saúde. A dosagem excessiva ou deficiente de sal pode causar distúrbios indesejáveis a o nosso bem-estar físico. 
 
O valor do sal tem sido estimado desde tempos imemoriais. Os soldados romanos eram pagos com sal e, se algum deles era desleixado no cumprimento dos deveres, dizia-se que "não valia o seu sal". Antes dos tempos de os tabeliães poderem autenticar a legalidade de um documento, quando duas partes chegavam a um acordo. Juntos comiam sal ou porções de alimento: o ato de comer o sal sujeitava-os àquilo que chamavam pacto de sal. Este pacto ou aliança estabelecia um contrato inviolável (Números 18.19). 
 
Deus prescreveu o sal como parte necessária dos sacrifícios.(Levítico 2:13). Deus disse que se não adicionassem sal à oferta, ela seria inaceitável. Quando o Senhor disse aos discípulos "Vós sois o sal da terra" não estava pregando um novo pensamento aos judeus, para eles os profetas, que tinham vindo antes deles, eram o sal da terra de Israel. 
 
Em nossa sociedade, empregamos o sal para dar sabor e também como conservante. Antes de haver refrigeração, preservava-se a carne imergindo-a em salmoura ou esfregando-a com sal, e então levando-a ao sol para secar. Nossos antepassados, viajando através dos prados, dependiam de carne salgada para seu sustento. Devido a este conceito comum, consideramos esta passagem como ensino do Senhor de que os crentes são conservadores.

“...e se o sal for insípido, com que se há de salgar?

A palavra “insípido” significa destituído de qualquer sabor. Por isso Jó formula a pergunta: "Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?"(Jó 6:6).  Se não formos como devemos ser, seremos como o sal que perdeu o seu sabor. Se nós, que devem temperar os outros, não temos sabor, somos vazios de vida espiritual, de tempero e de vigor. 

Se um cristão é assim, especialmente se um ministro é assim, a sua condição é muito triste, pois ele é irrecuperável: de que maneira ele poderá ser temperado? O sal é um remédio para a comida sem sabor, mas não existe remédio para o sal insípido. O cristianismo dá um gosto especial ao homem. Mas se o homem o absorver e continuar a professá-lo, e ainda assim permanecer vivendo do mesmo modo como um tolo, sem graça e insípido, nenhuma outra doutrina, nenhum outro meio poderá ser aplicado para dar-lhe sabor. Se o cristianismo não puder fazê-lo, nada o fará.


“Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. “ 

Se formos infrutíferos consequentemente, não serviremos para mais nada. Para que poderemos ser usados, em que não cause mais mal que bem? Assim como um homem sem razão, é um cristão sem a graça. Um homem mau é a pior das criaturas, um cristão mau é o pior dos homens; e um ministro mau é o pior dos cristãos. Estaremos condenados à ruína e à rejeição. Seremos hora ou outra expulsos da igreja e da comunhão de fé, para as quais estaremos representando um peso e uma mancha; sendo assim, pisados pelos pés dos homens. 

Que Deus seja glorificado através da vergonha e da rejeição daqueles por quem Ele foi rejeitado, e que não se fizeram adequados para nada, exceto para serem pisados.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/03/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE JULHO DE 2024 (Deuteronômio 25.5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE JULHO DE 2024
O COSTUME DO CASAMENTO CONFORME A LEI

Deuteronômio 25.5 “Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela.”

 

“Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho,”

Essa é lei do casamento levirato. A lei sobre esse assunto não é exclusiva dos judeus, mas é encontrada em todos os aspectos essenciais, a mesma entre várias nações orientais, antigas e modernas: “Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão” (Gênesis 38:8).

Mas a lei mosaica tornou a obrigatória personalizado (Mateus 22:25) em irmãos mais novos, ou o parente mais próximo, para casar com a viúva (Rute 4:4), associando o desejo natural de perpetuar o nome de um irmão com a preservação da propriedade em as famílias e tribos hebraicas.

Wesley esclarece que “Juntos” quer dizer na mesma cidade, ou pelo menos país. Pois se o irmão seguinte havia removido sua habitação para partes remotas, e depois levado para o cativeiro, a esposa dos mortos tinha liberdade para se casar com o próximo parente que morava no mesmo lugar com ela.

 

“... então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela,”

A raiz da obrigação aqui imposta ao irmão do marido falecido está na idéia primitiva de que a falta de filhos é uma grande calamidade: “E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos” (Gênesis 16: 4), e a extinção de nome e família é uma das maiores que poderia acontecer: “Desapareça a sua posteridade, o seu nome seja apagado na seguinte geração” (Salmo 109: 12-13).

A viúva não deveria se casar outra vez, em outra família, a menos que todos os parentes do seu marido a recusassem, para que o seu dote não passasse a outra família.

O grande fim desta lei foi preservar as heranças nas famílias às quais pertenciam; e o significado é claramente que, se um irmão morreu sem filhos, a próxima relação de solteiro, seja ele irmão ou parente, deveria se casar com a esposa do falecido e criar filhos para ele. Isso aparece evidentemente no caso apresentado ao nosso Salvador, bem como no caso de Rute e Boaz.

 

“... e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela.”

O irmão do marido, ou o parente mais próximo, deve casar-se com ela, parcialmente por respeito a ela, que, tendo deixado o seu próprio povo e a casa de seu pai, deveria ter toda a generosidade possível demonstrada a ela pela família na qual tinha entrado pelo casamento; e parcialmente por respeito ao marido falecido, para que, embora morto, não fosse esquecido, nem perdido na árvore genealógica da sua tribo; pois o primogênito, que o irmão ou parente próximo tivesse com a viúva, teria o nome daquele que estava morto, e entraria na árvore genealógica como seu filho: “E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel” (Deuteronômio 25.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Poéticos. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

BARNES, Albert. Notes on the Old & New Testaments. Baker Book House, 1983.

Clarke, Adam. Commentary and Critical Notes. Nova York: Mason & Lane, 1837.

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

domingo, 21 de julho de 2024

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 4 - O encontro de Rute com Boaz. Rute 2.12

Lição 04: O Encontro de Rute com Boaz – 3º Trimestre de 2024.


TEXTO ÁUREO
 

“O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. ” (Rute 2.12)

 

“O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor, ”

A fama de Rute chegou na sua frente no campo de Boaz. Suas virtudes precederam sua chegada a Belém. Elas são destacadas pelos trabalhadores de Boaz (2.7) e depois por ele próprio (2.11).

Boaz sabia que ele não poderia recompensar Rute adequadamente por sua lealdade. Por isso, orou para que Rute fosse abundantemente recompensada pelo Senhor.

A devoção cristã sempre teve a devida cautela de não fazer o bem "por amor a uma recompensa". Mas as palavras que Boaz usa aqui são "retribuição" e "recompensa". Essa oração de Boaz pedindo a Deus um "pagamento" para Rute por seu devotado serviço deve ser entendida no contexto de sua fé no Senhor da aliança.

Talvez seja conveniente fazer aqui uma distinção entre o que se costuma chamar de recompen­sas "arbitrárias" e aquelas que são "verdadeiras" recompensas. As recompensas arbitrárias não têm qualquer relação direta com o comportamento que as causou. Não há necessariamente nada de errado em se ser recompensado arbitrariamente (como receber di­nheiro por uma pintura a óleo que você criou).

As "verdadeiras" recompensas, pelo contrário, são consequências diretas e integralmente relacionadas com o comportamento (como a satisfação de ser capaz de pintar depois de muita prática). Assim, a verdadeira recompensa de se dar esmolas, orar e jejuar é o relacio­namento com Deus, o que essas atividades pretendem expressar.

Quando Jesus insiste em que as boas obras deveriam ser feitas sem interesse em recompensa, ele também dá a entender que a "verdadeira" recompensa pela bondade deve ser deixada com Deus. Um precioso relacionamento com Deus é a "devida recom­pensa" da obediência amorosa em resposta à sua iniciativa de graça e amor: A Abrão Deus disse: "Não temas ... eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão" (Génesis 15:1).

 

“Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. ”

A oração de Boaz termina com esta frase, que de diversas maneiras focaliza o tema de todo o livro. Ela inclui este gracioso quadro de Deus como uma águia que estende as asas sobre os seus filhotes: “Como a águia desperta a sua ninhada, move-se sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas” (Deuteronômio 32.11)

Embora Rute se visse como uma “estrangeira”, Boaz a enxerga como um membro da família de Javé, sob cujas asas ela “veio buscar refúgio”:

 

Rute, antes de chegar a Israel, creu no Deus de Israel; antes de entrar nos campos de Belém, a Casa do Pão, já havia saciado sua fome naquele que é o Pão da Vida. Todo aquele que busca abrigo sob as asas do Onipotente encontra refúgio seguro. Deus jamais desampara aqueles que nEle esperam.

Não há mérito em nós, mas todos aqueles que buscam refúgio sob as asas do Onipotente encontram salvação. A mensagem central do evangelho mostra que todos os que se humilham e buscam refúgio encontram ampla provisão, forte proteção e rica comunhão sob as asas do Onipotente. Como uma galinha ajunta seus pintinhos sob as asas para protegê-los do mal, assim Deus protege aqueles que O buscam (Mateus 23.37).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

LOPES, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

sábado, 20 de julho de 2024

Jó 14.7

 

Jó 14.7 “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.”

 

“Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará,”

Todo homem moribundo certamente refletirá sobre a morte, pois a enfermidade propositalmente o lembrará dela. Aqui Jó fala o que pensa sobre ela, pois está nessa condição. Enquanto meditava Jó observou a árvore. É possível uma árvore cortada, se renovar e tornar a brotar rebentos do seu tronco. Há esperança para ela.

A palavra esperança significa, entre outras coisas, a expectativa de se auferir algum bem ou benefício futuro. No âmbito das Sagradas Escrituras, é a certeza do cumprimento das promessas que nos foram feitas por Deus: “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós”  (2 Coríntios 1.20).

Se o corpo da árvore for cortado, e somente o tronco ou toco for deixado no solo, ainda que possa parecer morto e seco, brotará, e surgirão novos renovos, como se tivessem sido recém plantados. Mas o homem não tem esta esperança de retorno à vida. O que ele deseja dizer é que o homem é inferior à árvore, que é cortada e revive, enquanto o homem não.

Isso não nega uma vida futura, mas um retorno à condição atual da vida. Jó claramente espera por um estado futuro. Ainda assim, é apenas uma esperança vaga e trêmula, não uma garantia; pois Jó não possuía uma revelação da vida futura como temos hoje em Cristo: “E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” (2 Timóteo 1:10).

Exceto o único vislumbre brilhante em Jó 19.25-26 “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus”.

 

“... e não cessarão os seus renovos.”

Swindoll escreveu: Quando você limpa um campo, o lenhador experiente irá aconselhá-lo a remover os tocos. Não os deixe no solo. Se deixar um toco, ele logo brota quando a chuva cai. A árvore vai voltar; até o arbusto crestado volta a ficar verde. As plantas e as árvores são assim. A umidade da terra e a chuva do céu são de certa forma, percebidas pelo toco de uma árvore, e têm uma influência para revivê-lo: “Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta” (Jó 14.9).

Elas se renovarão abundantemente como foi renovada a vara seca de Arão: “Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas” (Números 17.8).

No sonho de Nabucodonosor, quando o fato de ser privado do uso de sua razão foi representado pelo corte de uma árvore, o seu retorno à razão foi representado pelo deixar do tronco na terra, com cadeias de ferro e de bronze, para ser molhado pelo orvalho do céu: “Mas deixai na terra o tronco com as suas raízes, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra” (Daniel 4.15).

Todos os que meditam de dia e de noite na Palavra de Deus serão como árvores renovadas: “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará” (Salmo 1.3).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no livro de Jó – uma interpretação do sofrimento humano. Rio de Janeiro: Juerp, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202102_04.pdf

SWINDOLL, Charles R. Jó: Um homem de tolerância heroica - São Paulo: Mundo Cristão, 2004.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico –Livros Poéticos:  Rio de Janeiro, CPAD.

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE JULHO DE 2024 (Lucas 24.10)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE JULHO DE 2024
AS MULHERES COMO TESTEMUNHAS NO MINISTÉRIO DE JESUS

Lucas 24.10 “E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos.”

 

“E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago,

A feliz descoberta da ressurreição de Jesus foi feita por um grupo de mulheres o que seguiam. Elas haviam ido ao sepulcro a fim de embalsamá-lo. Pois elas levaram as especiarias que tinham preparado.

O embalsamamento era o costume judaico de colocar especiarias aromáticas nas ataduras em que envolviam o corpo. O propósito da visita ao túmulo indica que não esperavam um Cristo ressurreto. E possível, também, segundo o costume da época, que tenham ido lamentar por Ele.

Segundo Mateus, “No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana”; segundo João: “No primeiro dia da semana... de madrugada, sendo ainda escuro”. Conclusão: as mulheres visitaram o túmulo bem cedo, na manhã do domingo, antes do nascer do sol e pouco tempo após a ressurreição. As mulheres que foram ao sepulcro segundo o Evangelista Lucas se chamavam:

Maria Madalena provavelmente tinha esse nome segundo a cidade de Magdala na Galiléia. Uma cidade mencionada somente uma vez no NT, em Mateus 15.39. Ela é mencionada em Lucas 8.2 como tendo sido liberta de sete demônios. Depois de sua conversão, a sua devoção a Cristo se tornou evidente, e pode ser vista em alguns episódios, como por exemplo, quando ela aparece durante o seu ministério e também em sua paixão (Lucas 8.1-3; Marcos 15.40,41; João 19.25). Ela foi a primeira a ver o Senhor ressuscitado (João 20.11-18).

Joana era a esposa de Cuza, oficial de Herodes Antipas: “E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens” (Lucas 8:3) e uma das mulheres que serviam a Jesus com suas fazendas. Acompanhou as outras mulheres da Galiléia até o túmulo de Jesus (Lucas 23.55-24.10).

Maria, a mãe de Tiago, foi mencionada por Mateus (27:56) e Marcos (15:40). Somadas as informações descobrimos que é identificada também como Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e que acompanharam Jesus na Galiléia e o serviram. Ela é mencionada em conexão com todos os eventos que cercam a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo, porém pouco mais pode ser dito com segurança a seu respeito.

 

“... e as outras que com elas estavam,”

Isso indica que as mulheres citadas não eram as únicas. Então provavelmente dois grupos de mulheres visitaram o túmulo. Isto explica as diferenças entre as narrativas. Não era intenção dos quatro evangelistas fazer um relatório minucioso das circunstâncias que envolveram aquela Páscoa; preocuparam-se simplesmente em narrar de forma breve o fato da ressurreição de Jesus.

Cada escritor o apresenta de um ponto de vista, mencionando apenas os detalhes necessários ao seu propósito. Este fato explica as diferenças de detalhes, tais como o número de mulheres, a posição dos anjos e o número deles.

 

“... as que diziam estas coisas aos apóstolos.”

Aparentemente, os apóstolos não estavam reunidos, em um só corpo; eles estavam espalhados, cada um na sua cidade, talvez dois ou três juntos no mesmo alojamento, mas um contava a outros, e estes contavam a outros, de modo que, dentro de pouco tempo, naquela manhã, todos eles souberam disto. Mas nós lemos (v. 11) como a notícia foi recebida: “As suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram”.

Os apóstolos e os outros discípulos aguardavam a ressurreição, mas na realidade, era a última coisa que esperavam. A prisão e a crucificação do Mestre paralisara por um tempo a sua fé, de modo que não podiam crer no testemunho das mulheres. Descrença indesculpável, porque as mulheres viram o túmulo vazio, ouviram a mensagem dos anjos, e viram, tocaram e ouviram o próprio Jesus (Mateus 28.9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.