segunda-feira, 27 de março de 2023

Leitura bíblica diária - 27 de março de 2023 - Gênesis 12:4


Segunda, 27 de março de 2023.

A promessa de uma grande descendência

“Assim, partiu Abrão, como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã “ (Gênesis 12:4) ARC

“Assim, partiu Abrão, como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; ” Sobre o chamado de Abraão: O autor de Gênesis partiu do princípio de que Deus já tinha feito um chamado anterior a Abraão antes de Harã (veja 11:31): Deus o havia chamado para sair de Ur, sul da Mesopotâmia. Isto é declarado em Gênesis 15:7, e em Neemias 9:7 e em Atos 7:2–4: “...O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na mesopotâmia, antes de habitar em Harã, E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar. Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora “.  No momento em que o Senhor chamou Abraão para sair de Harã, o patriarca já tinha vivido tantos anos ali que considerava aquele lugar a sua pátria. Por isso, o imperativo divino foi para Abrão sair da sua terra, da sua parentela, e da casa de seu pai e ir para a terra que o Senhor lhe mostraria. Sobre as restrições do chamado: Primeiramente, sua “terra” incluía toda a região adjacente a Harã. Em segundo lugar, “parentela” representava o grupo étnico mais amplo ao qual ele pertencia. Por fim, “casa do teu pai” indicava a família extensiva de Tera: “E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor, e a Harã; e Harã gerou a Ló (Gênesis 11:27) ”. Deixar a terra, a parentela e a casa de seu pai significava que Abraão renunciaria seus direitos de herança, os quais certamente incluíam as propriedades da família. A ordem poderia ser traduzida com maior precisão ainda desta forma: “Vá sozinho”. Este detalhe deve ter preparado o patriarca para o anúncio de que seu destino era a terra que Deus estava reservando para a “grande nação” que dele descenderia (12:2, 7).

“...e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã “ Na hora deste chamado para ir para a terra de Canaã, ele tinha setenta e cinco anos; porém ainda não tinha filhos porque Sara era estéril. Mais uma vez, Abraão foi desafiado a ter fé. Não desejando deixar toda a sua família, levou consigo Ló, filho de seu irmão, possivelmente planejando adotá-lo como herdeiro, se Sara continuasse estéril. O escritor não revelou a intenção ou motivo de Abraão. Depois, quando houve a separação de Abraão e Ló, ele já tinha escolhido um servo como herdeiro: “Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? (Gênesis 15:2) “. Veja como isso era importante para o patriarca: primeiro Ló, depois Eliezer e depois Ismael, filho da escrava. O plano divino para a vida de Abraão só poderia se cumprir desde que ele andasse pela fé obediente – confiando no Senhor, seu único mapa rodoviário, e seguindo-O até a terra da promessa. O escritor de Hebreus observou: “Pela fé... partiu sem saber aonde ia” (Hebreus 11:8)

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
23/3/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf

domingo, 26 de março de 2023

LIÇÃO 1 - Quando a Família Age por Conta Própria – 2 Trimestre de 2023.


TEXTO ÁUREO “ E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele. ” (Genesis 17.19)

Quando tinha 86 anos Abrão teve um filho com a escrava egípcia de Sarai chamada Agar: “Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai (Gênesis 16:2). “ O nome deste filho era Ismael: “...Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael (Gênesis 16:15). “ Quando Ismael completou 13 anos o Deus Todo Poderoso apareceu novamente a Abrão e fez um pacto com ele. Nesse pacto Deus promete que multiplicaria grandemente sua semente e lhe daria a terra de Canaã, enquanto que a Abrão foi solicitado que andasse na presença do Senhor sendo perfeito e o pacto da circuncisão aa ele e seus descendentes. Deus muda o nome de Abrão para Abraão porque seria pai de muitas nações e para a surpresa de agora Abraão Deus muda o nome de Sarai para Sara e diz: “Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela (Gênesis 17:16) “. Assim que ouviu essas palavras, se prostrou Abraão, rosto em terra, perante o Senhor e se riu de descrença porque essa promessa parecia impossível. Ele sabia que ele e Sara tinham passado da idade natural de ter filhos. Sendo assim, ele questionou a Deus sobre como um homem de cem anos poderia ser pai de um filho ou uma mulher de noventa anos dar à luz um filho. O pedido de Abraão a Deus foi: Tomara que viva Ismael diante de ti. Ele estava, com efeito, pedindo: “Por favor, Senhor, depois de todos estes anos de espera, o Senhor não vai aceitar a solução razoável para este problema e permitir que meu filho Ismael sirva no lugar do descendente escolhido através do qual o Senhor cumprirá a Sua promessa? ”

“E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, “ A resposta de Deus ao rogo de Abraão foi uma repreensão firme e enfática: De fato, que quer dizer “não, mas”. Deus rejeitou o pedido de que Ismael cumprisse o papel do filho designado da promessa e reiterou o que já tinha dito que Sara lhe daria o filho. Para reforçar esta afirmação, Deus disse para Abraão dar ao menino o nome de Isaque, que é um jogo de palavras com “e se riu” em 17:17, fato que Sara repetiria em 18.12. O filho prometido teria um nome para celebrar o riso de descrença do pai diante da promessa do Senhor.

“...e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele. ” Anteriormente, a promessa da aliança perpétua fora para Abraão e sua descendência (17.7); agora Deus a estava estendendo a Isaque e sua descendência. Quando Isaque assumiu o papel de patriarca, seguindo os passos do pai, Deus confirmou Suas promessas: “ E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra (Gênesis 26:2-4). “ Depois de Isaque ir para Berseba, o Senhor apareceu a ele mais uma vez, dizendo: “E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo. Então edificou ali um altar, e invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço (Gênesis 26:24,25) “. Abraão partilhou sua fé com seus filhos e ensinou-os sobre a vontade de Deus para suas vidas. Certa passagem menciona a confiança do Senhor no patriarca com as seguintes palavras: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (18:19). Apesar de termos poucas informações sobre a instrução de Abraão aos seus filhos, a história do sacrifício de Isaque implica que o patriarca partilhava o conhecimento de Deus com o filho. Além disso, ela indica que Isaque desenvolvera uma fé forte em Iavé, a qual o capacitou – provavelmente na adolescência – a sujeitar-se a ser amarrado pelo pai e colocado sobre o altar sem resistir (22:1–19). Considerando que Abrãao amava todos os seus filhos e deu-lhes presentes, parece evidente que ele também lhes deu o maior de todos os presentes: instrução no “caminho do Senhor” – assim como Deus o orientou em 18:19.


DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
23/3/2023


FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201512_08.pdf

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201512_07.pdf

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2023 - CPAD

segunda-feira, 20 de março de 2023

Leitura bíblica diária - 20 de março de 2023 - Mateus 24.12

Segunda-Feira, 20 de março de 2023.

A multiplicação da Iniquidade e a falta de Amor.

Mateus 24:12 “ E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. “

No seu sermão profético sobre o fim dos tempos, Jesus alertou os seus discípulos para diversas características desses tempos. Além de prever a falta de fé no mundo, Jesus mostrou outras características que marcarão os dias finais da ordem mundial das coisas. Haverá falsos cristos, guerras e rumores de guerras, fomes, pestes e terremotos em vários lugares. Será uma época catastrófica em termos de eventos escatológicos. E Jesus previu a morte de discípulos seus com ódio por causa do seu nome. No meio desse tempo tenebroso e catastrófico, Jesus disse esse versículo indicando dois dos maiores sinais da sua vinda para buscar a sua Igreja, que são a multiplicação da iniquidade e o esfriamento do amor entre muitos.

“ E, por se multiplicar a iniquidade ” Sobre a Multiplicação da Iniquidade: Esse aumento da iniquidade ou da pecaminosidade humana na terra foi citado por Jesus em outra ocasião, quando Ele disse que a sua vinda seria como nos dias de Noé: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem (Mateus 24:37-39) “. Nos dias de Noé a corrupção tornou-se global, e Deus resolveu destruir toda a humanidade de então (Genesis 6.11-13). Enviando a catástrofe do Dilúvio, que eliminou todos os seres vivos que havia sobre a terra, exceto Noé e a sua família (Genesis 7.17-24). De igual modo, Jesus alertou que a sua vinda seria como “nos dias de Ló”, em que a depravação moral era tanta que não mais havia sequer casamentos. O que prevalecia era a prática abominável da homossexualidade: “Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, consumindo a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar (Lucas 17.28-30) ”.  O apóstolo Paulo recebeu pelo Espírito Santo a revelação profética das características dos últimos tempos, que antecedem à vinda de Jesus. Naquele tempo, crentes e igrejas que não tiverem a presença, o poder e a unção do Espírito Santo não suportarão a realidade espiritual do mundo, que será dominado por tremenda corrupção. Paulo, escrevendo a Timóteo, o jovem obreiro e o seu filho na fé, disse: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te (2 Timóteo 3.1-5) ”. A Multiplicação da Iniquidade é um evidente sinal de que Cristo está as portas para buscar a sua noiva.

“...o amor de muitos esfriará. “ Sobre o esfriamento do amor: Um exemplo disso se encontra em Apocalipse, onde Jesus repreendeu os crentes em Éfeso por terem abandonado o primeiro amor:  "Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te pois donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. (Apocalipse 2:4-5) “. "Amor" (Apocalipse 2.4) é a mesma palavra (ágape) traduzida por "caridade" em 1 Coríntios 13, em algumas versões antigas. No início, aqueles irmãos haviam cultivado este "ágape", que é sublime, santo e altruísta, totalmente expressado no ato de Deus dar o seu Filho no Calvário. Inicialmente, haviam aberto seus corações e correspondido a este amor. Agora, contudo, estavam satisfeitos com a doutrina e em cumprir o que consideravam as suas obrigações diante do Senhor. Porém, seu trabalho já não demonstrava mais a compaixão cristã. Suas vidas eram cheias de atividades, mas estéreis e infrutíferas. Eles precisavam corrigir essa falha e voltar àquele Jesus disse que a iniquidade se multiplicaria antes da destruição de Jerusalém. Muitos cristãos esfriariam no amor por Cristo e por Sua igreja.  Aqueles crentes precisavam também voltar a "praticar as primeiras obras". Alguns pensam que isto significa que devamos voltar a repetir cerimônias religiosas tais como o batismo em água e a Ceia do Senhor. Mas isto conduzir-nos-ia a um frio formalismo se a atitude do coração continuasse a mesma. "Primeiras obras" referem-se a um trabalho feito em resposta ao derramamento do amor de Cristo em nossos corações a fim de que se tornem plenos de compaixão. (Ver João 15.8,9,12,17; I Pedro 1.22; 1 João 4.11, 20-21; 2 João 5.6,7). Se a igreja de Éfeso não se arrependesse, poderia esperar por um julgamento certo. O "castiçal" seria removido de seu lugar, significando que a igreja seria tirada da presença de Jesus. Noutras palavras: Jesus não andaria mais no meio dela. Todavia no versículo em questão o esfriamento desse amor é consequência da multiplicação da iniquidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/03/2023

FONTES

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

HORTON, Stanley. Apocalipse – as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201210_06.pdf

domingo, 19 de março de 2023

Lição 13 - Aviva, o Senhor, a Tua Obra - 1 Trimestre de 2023


TEXTO ÁUREO “Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia. ” (Habacuque 3.2)

“Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; ” Qualquer experiência que venhamos a ter com o Senhor começa quando começamos a ouvi-lo. Sua voz, porém, se manifesta de variadas maneiras: Pedro a deu valor quando o galo cantou; Isaias e Agostinho através da morte de um que lhe era querido; Moody através do teste humo de uma anciã. Tozer afirma “ Deus fala aos corações de quem deseja ouvi-lo” corroborando com as escrituras: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 7:16). Habacuque ouviu a Palavra do Senhor. Um dos princípios básicos de um avivamento é o retorno a Palavra. Está escrito nos Salmo: “Vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra “ (Salmos 119:107). David Wilkerson pregou um sermão na Times Square que nos fala até hoje. Ele pregou “traga-nos a verdadeira palavra do Senhor”. Após ouvir a Palavra de Deus Habacuque teme pois compreende a real situação do povo de Judá do qual ele fazia parte. A verdadeira Palavra de Deus produz temor dentro de nós: “E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos “ (Atos 2:43).

“...aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, “Após ouvir e entender a situação que viria Habacuque ora ao Senhor. E impossível ocorrer um avivamento espiritual sem oração. A oração, como já afirmou um servo de Deus do passado, é a respiração da alma. Sem oração, a vida espiritual vai por água abaixo. Ela é uma questão de sobrevivência. Em épocas de crise, então, nem se fala. Por isso a oração do profeta. Sabendo o profeta que seu povo não sobreviveria se o Senhor não interviesse com uma nova manifestação do Seu Espírito ele ora “aviva, ó Senhor, a tua obra “. Somente assim a vida espiritual dos fiéis seria preservada, por isso o clamor. Dessa forma, aprendemos aqui que só a ação de Deus, o avivamento espiritual, pode preservar o crente em meio ao caos, impedindo-o de ser levado e consumido pelo turbilhão das circunstâncias. Muitas vezes, o crente é tentado a crer que a obra de Deus prospera por causa dele. Esse é um grande erro. Se ela prospera, é por causa do Dono da obra. Infelizmente, não são poucos os que pensam que o culto é abençoado se fulano ou beltrano pregar ou cantar. Porém, a Bíblia nos diz que quem faz tudo é Deus. Sem Ele, nada somos ou temos. Enquanto as pessoas pensarem que quem faz avivamento são pessoas, nunca o avivamento chegará. Se deseja-se avivamento, deve-se reconhecer que a obra não é nossa, mas de Deus. Dele é tanto o querer quanto o efetuar. É impossível que haja avivamento sem o reconhecimento de que a obra é de Deus.

“...no meio dos anos a notifica; “ Essas palavras de Habacuque revelam o desejo do profeta de que a ação divina sobre seu povo se intensificasse com o passar dos anos, de tal forma que fosse evidenciada para todos. O intento do profeta é ver a mão de Deus agindo de novo poderosamente na vida dos judeus, fazendo conhecidas entre as nações as maravilhas do Senhor no meio do seu povo. Assim como foram notórios os milagres no Egito e no deserto, despertando o temor das cidades ao redor, Habacuque esperava uma futura visitação contínua e crescente de Deus sobre os israelitas, ao ponto de equiparar-se àqueles dias memoráveis de vitória e glória. Consigo ver essa oração cumprida nos seguintes fatos históricos modernos: na Reforma Protestante; No avivamento inglês do século 18, com os irmãos João e Carlos Wesley, e George Whitefield, acontecimento também conhecido como “Despertamento Evangélico”; O Grande Despertamento do século 18 nos Estados Unidos; o Avivamento de 1859 na Irlanda, que varreu parte da Europa e produziu grandes reflexos nos Estados Unidos; E o Movimento Pentecostal, encetado na virada do século 19 para o 20. Precisamos em nossos dias de mais dessas visitações profundas de Deus, manifestações que não só renovam vidas e avivam igrejas, mas também despertam nações.

 “...; na ira lembra-te da misericórdia. ” Ao mencionar a ira divina em sua oração, Habacuque nos ensina que não há avivamento sem a consciência do juízo divino, sem a percepção de que Deus julga e está julgando. Em outras palavras, não há reavivamento sem o reconhecimento da ira de Deus. Paulo instruiu-nos a considerarmos tanto a bondade quanto a severidade de Deus: “Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus. Para os que caíram, severidade; mas para contigo, a benignidade de Deus. De outra maneira, também tu serás cortado. E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados, porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar” (Romanos 11.22-23). O teólogo A. W. Pink escreve: “A ira de Deus é a perfeição do caráter divino sobre o qual precisamos meditar frequentemente. ” E, por extensão, não há avivamento sem a consciência da ira divina, porque só há arrependimento com a conscientização da miserabilidade e abominação do pecado, que são percebidas quando olhamos o pecado com os olhos de Deus. Habacuque sabia que após fazer a ferida, Deus aplica a cura. Isso porque, para que o vaso de barro seja usado, primeiro tem que ser concertado; e para ser concertado, deve antes ser quebrado. E somente após ser amassado, ele é restaurado. Um avivamento é uma demonstração tremenda da misericórdia de Deus. Quando a terra está ferida pelo juízo divino, sem produzir; quando nossos pecados pesam sobre nós, esmagando-nos; quando não há esperança aos olhos humanos; quando tudo ao redor parece “sem forma e vazio”, morto e gélido, e então nos lançamos ao chão em clamor humildemente diante dos Céus, Deus ouve e atende. Ele abre as comportas celestiais e derrama sobre nossa vida catarata de gozo, chuva de misericórdia. Ele prometeu: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e se converter de seus maus caminhos; então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

19/3/2023

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

DANIEL, Silas. Habacuque - A vitória da fé em meio ao caos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.