sábado, 24 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE JANEIRO DE 2026 (1 João 4:17-19)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE JANEIRO DE 2026
O AMOR DE DEUS LANÇA FORA O TEMOR E NOS CAPACITA A AMAR 

1 João 4:17-19 “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”.

 

 “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança;”

Em 1 João 4:16, João novamente declarou: “Deus é amor”. Quando vivemos em amor, Deus vive em nós e nós vivemos nele. “Nisto se aperfeiçoa o amor conosco, para que tenhamos confiança no dia do juízo”. Todos que amam a Deus e estão se esforçando para viver como Jesus no mundo não precisam temer o julgamento. Devem olhar para o futuro com confiança.

Confiança, é uma palavra característica desta epístola. O autor já escreveu sobre a inabalável confiança que teremos por ocasião da vinda de Cristo, se permanecermos nele agora (1 João 2:28), e sobre a nossa presente confiança diante de Deus na oração (1 João 3:21, 22), confiança que, diz ele mais tarde, é uma certeza não só de acesso mas de sermos ouvidos e recebermos resposta. Aqui, porém, ele retorna ao futuro, ao dia do juízo que se seguirá ao retorno, do Senhor. Esse dia será dia de vergonha e terror para os ímpios, não, porém para os remidos de Deus.

 

“...  porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. “

A nossa confiança é sinal de que o nosso amor é aperfeiçoado. Baseia-se no fato de que, segundo ele é (isto é, Cristo), também nós somos neste mundo. Jesus é o amado Filho de Deus, em quem Ele se compraz; nós também somos filhos de Deus (1 João. 3:1) e objetos do Seu favor. Se Cristo chamou e chama Deus de “Pai”, nós também podemos chamá-lo assim. Somos “aceitos no amado” (Efésios 1:6); podemos compartilhar da Sua confiança para com Deus.

Quando sabemos disse e do nosso compromisso de viver para ele e ser como Jesus, qual deve ser a nossa confiança em relação ao juízo final? Devemos esperar ouvir do Senhor: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor” (Mateus 25:23).

 

“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor;

Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4:18). Os dois são incompatíveis, como água e óleo. Podemos amar e reverenciar a Deus simultaneamente (Hebreus 5:7), mas não podemos aproximar-nos dele com amor e esconder-nos dele com temor ao mesmo tempo (Rm 8:14, 15; 2 Tm 1:7).

Quando um marido e sua esposa estão verdadeiramente apaixonados um pelo outro, não há lugar para medo no relacionamento. Um jamais se aproveitará do outro, se ali houver amor verdadeiro. Quando um cônjuge trata mal o outro – física, emocional ou mentalmente – e afirma ter amor pelo outro, está mentindo. O amor não produz medo.

Amar implica confiar um no outro e tratar um ao outro da maneira certa. O perfeito e maduro amor por Deus nos deixa sem medo de comparecer perante ele no juízo final. Pelo contrário, ansiamos pela presença do Senhor em nossas vidas.

 

“...porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. “

A razão pela qual o perfeito amor não pode coexistir com o medo tem em si mesmo tem algo da natureza do castigo o que é completamente alheia aos perdoados filhos de Deus que O amam. Uma vez seguros de que somos “segundo ele é” (v.17), amados filhos de Deus,  deixamos de ter medo dele. É evidente, pois, que, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.

Quando amamos a Deus e sabemos que Deus nos ama, não há lugar para ter medo dele. Há um sentimento de temor e reverência por absoluto respeito a Deus. Nesse mesmo sentido, um filho pode amar os pais e ainda ter temor ou reverência a eles, sabendo que o disciplinarão quando fizer algo errado.

 

“Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”

Nosso amor não se origina em nós. Tem origem divina. O autor sagrado já havia demonstrado amplamente que Deus é a origem de todo o verdadeiro amor (1 João 3 :1 ,2 ,16 ,2 4 e 4 :7 ,8 ,16). Ele é a fonte do amor, Ele é amor. Isto significa que Deus é essencialmente amoroso em seu caráter, em suas palavras e em suas obras.

Não somos a fonte do amor, mas apenas seus instrumentos. O amor não brota em nós, ele passa por meio de nós. Somos o canal do amor de Deus. Quando amamos refletimos o amor de Deus. Nosso amor é o refluxo do fluxo do amor de Deus. Nosso amor por Deus é apenas  uma resposta e um reflexo do seu imenso amor por nós.  

Harvey Blaney está correto quando diz que o amor de Deus pelo homem não é uma reação ao nosso amor. A resposta é nossa. Nosso amor depende do seu amor e é o resultado desse amor.

O amor de Deus existiu primeiro; todo verdadeiro amor é uma resposta à Sua iniciativa. João repete a verdade afirmada anteriormente: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós” (1 João 4:10). O amor de Deus é anterior a qualquer tipo de amor do homem. O homem foi amado mesmo quando era inimigo de Deus: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios [...]Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6,8).

Até mesmo amados por Ele antes da fundação do mundo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:3-5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

BLANEY , Harvey. A primeira epístola de João. Em Comentário Bíblico Beacon. Vol. 10. 2005.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_04.pd

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE JANEIRO DE 2026 (1 João 4.15)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE JANEIRO DE 2026
CONFESSAR A CRISTO REVELA A HABITAÇÃO DE DEUS

1 João 4.15 “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus. ”

 

“Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, ”

O ancião na sua epístola invoca várias fórmulas correntes de confissão (1 João 1:9; 1 João 2:23, 1 João 4:2), elas devem ser compreendidas como típicas da igreja cristã desde o princípio, e envolvem discernimentos sem os quais seria impossível a comunhão com o Pai e de uns com os outros.

A confissão é mais do que falar com a boca ela origina-se no coração (alma). O apóstolo Paulo escreveu aos romanos: que diz? “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10.9-10). Assim está alicerçada sobre a lealdade da alma a Cristo, pois deve haver a confissão da vida, rendição e obediência, e não meramente da palavra em apoio a um credo. Tal confissão dá apoio ao evangelho anunciado pelos apóstolos, combatendo as inovações dos hereges.

Jesus, o homem, é igualmente o divino Filho de Deus, o Cristo, o Verbo eterno, o Logos. Essa confissão da deidade de Jesus Cristo concorda com a doutrina dos apóstolos. Em Mateus 16:16, Pedro declara: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo", ao que Jesus responde: "Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque isto não te foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus" (Mateus 16:17, NVI). Aqui, Jesus destaca a revelação divina necessária para tal confissão. É um reconhecimento que vai além do raciocínio humano e está enraizado em uma compreensão espiritual concedida por Deus.

O mesmo João escreveu: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.31). Essa confissão é prova (quando genuína) de nossa comunhão com Deus (1 João 1:3).

Essa epístola foi escrita para abordar falsos ensinamentos e para tranquilizar os crentes sobre sua fé. Uma das principais heresias que confrontavam a igreja primitiva era o gnosticismo, que negava a verdadeira humanidade e divindade de Jesus. Ao enfatizar a importância de confessar Jesus como o Filho de Deus, João refuta esses falsos ensinamentos e reafirma os princípios fundamentais da doutrina cristã.

 

“Deus está nele, e ele em Deus. ”

Isso já fora dito no décimo terceiro versículo: “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito”. O Espírito Santo, como o Espírito da verdade, capacita os crentes a entender e confessar Jesus como o Filho de Deus e os capacita a viver de acordo com a vontade de Deus e evidencia a habitação mútua.

Este conceito de habitação mútua é um tema recorrente nos escritos de João, particularmente no Evangelho de João e nas epístolas. Em João 15:4, Jesus diz: "Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo; deve permanecer na videira. Nem vocês podem dar fruto, a menos que permaneçam em mim" (NVI). Esta imagem da videira e dos ramos ilustra a união íntima e vital entre Cristo e Seus seguidores.

É impossível separar Deus de Jesus. Negar a Jesus é perder todo conhecimento de Deus, porque só Ele pode nos brindar esse conhecimento. Negar a Jesus é estar separados de Deus, porque nossa comunhão com Deus depende de nossa resposta a Jesus: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32-33).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Norman. O Novo Testamento Interpretado: Versículo Por Versículo, Volume 1. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://biblechat.ai/pt/arquivo-de-perguntas/novo-testamento/epistolas-gerais/o-que-1-joao-415-ensina-sobre-confessar-reconhecer-jesus/

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE JANEIRO DE 2026 (João 15:26; João 16:7)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE JANEIRO DE 2026
O ESPÍRITO PROCEDE DO PAI E DO FILHO

João 15:26 “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. ”

João 16:7 “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.” 

 

“Mas, quando vier o Consolador, “

O Consolador também denominado ”Espírito da verdade” é a terceira pessoa da Divindade. Ele viria após a partida de Cristo: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16.7). A palavra grega (paraklētos), traduzida por “Consolador” na RA, “originalmente significava no sentido passivo… ‘aquele que é chamado para auxiliar alguém’”.

No grego secular, referia-se a alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, sem, contudo, se restringir ao significado técnico do latim advocatus, relativo a um conselheiro jurídico. Johannes Behm observou que “a forma passiva não descarta a idéia de paraklētos como um ser ativo que fala ‘em nome de alguém perante alguém’”. O termo ocorre uma vez fora do Evangelho de João, em 1 João 2:1, onde o sentido jurídico é devidamente aplicado a Jesus como nosso “Advogado” nos tribunais celestiais.

 

“... que eu da parte do Pai vos hei de enviar, ”

João não fez nenhuma distinção significativa sobre como Jesus disse que o Consolador seria enviado, se pelo Pai a pedido do Filho (João 14:16), pelo Pai em nome de Jesus ((João 14:26), ou pelo próprio Jesus da parte do pai ((João 15:26; 16:7). Sempre que repetia um conceito, João o fazia com variações. Isso revela o relacionamento íntimo do Espírito com os outros dois membros da Trindade. Por fazerem parte de uma só substância, assim com Espírito e alma é difícil às vezes dividi-los.

 

“... aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. ”

O Consolador é chamado de “Espírito da verdade", ou seja, aquele que nos ensina a verdade acerca de Cristo. Jesus é a personificação da verdade (João 14.6); a verdade que o Espírito irá revelar não acrescenta nada à “verdade que está em Jesus” (Efésios 4.21); é apenas um desvendamento mais completo dela. O Espírito está pronto a ensinar e convencer a todos.

Todavia ele não terá nada a oferecer ao mundo, ou seja, todo o conjunto de incrédulos, que não são capazes de lhe dar valor ou reconhecê-lo: “que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece" (João 14.17). Homens mundanos, que consideram as coisas visíveis a única realidade, não discernem nem entendem as operações do Espírito (1 Coríntios 2.14).

A constatação de que o Espírito procede do Pai provavelmente não tem sentido metafísico; é outra maneira de dizer que o Espírito é enviado pelo Pai. A ampliação da igreja ocidental da frase: “Que procede do Pai e do Filho (filioque)" pode ser justificada porque tanto o Pai como o Filho enviam o Espírito; a objeção básica a ela é que não foi correto que uma parte da igreja fizesse uma alteração como esta no credo ecumênico sem consultar o restante da igreja, em especial a igreja oriental.

O Espírito testificaria de Cristo. O testemunho que Jesus tinha dado, com suas palavras e ações não cessaria quando ele não estivesse mais no mundo. O Espírito assumiria este ministério de testemunhar e levá-lo-ia adiante, e o faria através dos discípulos.

O Espírito capacita os discípulos perseguidos a darem testemunho com ousadia: “Quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós” (Mateus 10.19.; Marcos 13.11).

Há um exemplo marcante do cumprimento desta promessa em Atos 5.32, onde Pedro e seus companheiros defendem-se diante do sumo sacerdote e do conselho, e proclamam a ressurreição e entronização de Jesus, dizendo: “Nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem”.

 

“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; “

Os discípulos haviam ficado assustados e tristes com a previsão da perseguição que sofreriam com a partida de Jesus: “Antes, porque isto vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza” (João 16:6). A ideia da partida de Jesus parecesse catastrófica para os apóstolos. Querendo animá-los Jesus prefacia a sua ressalva com a declaração solene: “Mas eu vos digo a verdade”. Neste contexto, essa frase tem a mesma função que a confirmação dupla muitas vezes registrada por João: “em verdade, em verdade”, essa expressão salientava a importância do que seria dito a seguir.

Jesus lhes garante que seria melhor que ele vá, não apenas para Ele (João 14:28), mas também para os discípulos. Mesmo que sua partida sirva de sinal para o início da futura perseguição aos discípulos. Pois, a vinda do Consolado da parte de Deus (Parâcleto) havia de compensá-los pela perda da sua presença visível e, além disso, iria equipá-los com todos os recursos de que precisarão no novo tipo de vida que terão em breve.

Jesus explicou claramente que “covinha” que ele partisse: se não o Consolador não viria, se ele não fosse embora.  A razão por que o Espírito tinha de ser enviado após a partida de Jesus não é explicada aqui. Mas podemos inferir que essa partida beneficiaria o ministério dos discípulos, quando eles deixassem de depender da presença física de Jesus.

 

“... mas, quando eu for, vo-lo enviarei.”

Depois que Jesus partisse, Jesus enviaria o Espírito aos seus discípulos. Em João 7:39 João explicou em que “o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. A glorificação de Jesus envolveu seu sofrimento, morte, sepultamento, ressurreição e ascensão à direita de Deus no céu. Era necessário que essa glorificação acontecesse antes de Jesus enviar o Espírito.

O Espírito Santo havia de descer sobre eles com poder. Essa fato só se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo além de capacitar os discípulos a falarem novas línguas, também os revestiu de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49). Isso só ocorre após Jesus subir ao Pai conforme Ele mesmo prometeu.

 

João 15:26
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_02.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/atos-18.html

João 16:7
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/04/joao-1426.html

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Texto Áureo Lição 4: A Paternidade Divina. 1 João 4.14

TEXTO ÁUREO

 “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1 João 4.14).

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE JANEIRO DE 2026 (João 5:26)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE JANEIRO DE 2026
O PAI GERA O FILHO E AMBOS TÊM A VIDA EM SI MESMO 

João 5:26 “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

 

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo,”

Ninguém possui vida inerente em si, além de Deus Pai, que não foi gerado nem criado. Ele é o “Deus vivo” por natureza: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus” (Romanos 14:11).

Os seres humanos, assim como todos os outros seres vivos, não possuem vida em si mesmos; ela provém de Deus, a fonte e sustento de qualquer forma de vida. Dele recebemos a vida: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2:7). Ana em seu cântico confessou essa verdade: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1 Samuel 2:6).

 

“... assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

Somente ao Filho, gerado, mas não criado, o Pai deu sua prerrogativa de ter vida em si mesmo: ‘Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1:4).  Na verdade, a investidura do Filho com esta prerrogativa é uma condição necessária para que ele possa exercer as outras prerrogativas de ressuscitar pessoas e executar julgamento, que ele já disse ter: “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (João 5.21).

O Pai não transferiu esta vida para o Filho somente quando este iniciou seu ministério na terra, ou quando da encarnação; é um ato eterno, parte integrante do relacionamento especial entre Pai e Filho que já existia “no princípio”. É na ordem eterna que o Pai, como tal, dá ao Filho, por ser Filho, a vida inerente que só o Pai pode possuir e dar; no plano temporal o Filho revela esta vida às pessoas. Por isso, em outras passagens dos escritos de João, o Filho é descrito como a personificação verdadeira da vida eterna a qual estava com o Pai e nos foi manifestada: “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1,2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE JANEIRO DE 2026 (João 17.5)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE JANEIRO DE 2026
O PAI SEMPRE FOI ETERNAMENTE

João 17.5 “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”

 

“E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo,”

O objetivo de Jesus ao passar pela terra foi glorificar a Deus. Ele fez isso cumprindo a obra que Deus havia o comissionado: "É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado" (João 12.23). Embora Jesus falasse aqui como se a sua obra na terra já tivesse sido consumada, morrer na cruz era o único ato de obediência que lhe faltava realizar. Esse falar mostra seu total comprometimento com a maior obra que Deus lhe confiara. Em outro dia a hora nona ele gritaria na cruz: "Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (João 19.30).

Seu primeiro pedido nesta oração foi: “glorifica a teu Filho”. Ele apresentou duas razões para Deus glorificá-lo. Em primeiro lugar, ele pediu que Deus o glorificasse para ele poder dar aos seres humanos a dádiva da vida eterna. Deus já havia concedido a Jesus grande autoridade, por isso ele tinha autoridade para dar vida eterna àqueles que conheciam a Deus (João 17:2, 3). Em segundo lugar, Jesus pediu ao Pai para glorificá-lo porque ele teve êxito em realizar a obra de Deus na terra (João 17:4, 5). Ele manifestou o nome de Deus aos apóstolos, e o resultado foi eles guardarem a sua palavra e saberem que as palavras de Jesus vinham de Deus (João 17:6–8).

Se o objetivo de Jesus era glorificar a Deus, o nosso objetivo também deve ser glorificar a Deus. A mente de Jesus estava na glória de Deus! Ele havia dito anteriormente que não buscava sua própria glória, e sim a de seu Pai e havendo glorificado o Pai, podemos esperar um peso de glória muito excelente: “Se Deus é glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e logo o há de glorificar” (João 13:32).

 

“... com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”

A glória que ele pede para receber do Pai é a mesma de que ele gozou na presença dele antes da criação, naquele “princípio” em que a Palavra era eterna com o Pai (João 1.2). Porém, já que ele reassumiria esta glória através da cruz, inevitavelmente ela teria uma nova dimensão que ela não tinha antes que houvesse mundo. Jesus já falou desta nova dimensão de glória aos seus discípulos: “Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo” (13.32).

Ele ora para que, tendo completado sua missão, o Pai o transporte de volta deste mundo de pecado e tristezas para o estado glorioso que deixou para trás quando se tornou homem: “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;  Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai “ (Filipenses 2.6-11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_00.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/04/joao-174.html

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE JANEIRO DE 2026 (João 1.18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE JANEIRO DE 2026
O PAI NÃO TEM INÍCIO NEM FIM, ELE É ETERNO

João 1.18 “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”

 

“Deus nunca foi visto por alguém.”

Quando João disse que ninguém jamais viu a Deus, ele não contestou a possibilidade de pessoas terem testemunhada várias revelações de Deus, como suas aparições a Moisés (Números 12:8) e Isaías (Isaías 6:1–13). A palavra “Deus” é usada sem o artigo, dando ênfase à natureza ou essência de Deus e não só à sua pessoa. Segue-se, então, que ninguém jamais viu a essência de Deus. Deus, sendo Espírito puro, é invisível à visão física.

Nem Abraão, o “amigo de Deus” (Tiago 2.23), nem Moisés, “com quem o Senhor tratava face a face” (Deuteronômio 34.10), puderam ver a glória divina em sua plenitude. Quando Moisés pediu para ver a glória de Deus, este lhe disse: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Exodo 33.20). Em vez disto, foi-lhe dito que ficasse em uma fenda da rocha do Sinai enquanto a glória de Deus passava, e ali, Deus disse, “com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (Exodo 33.22).

 

“O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”

A glória, que nem Moisés pôde ver, agora foi apresentada a homens e mulheres através de Jesus: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9). Alguns textos gregos trazem “Filho unigênito”, enquanto outros têm “Deus unigênito”. Conforme indicado na RA, a evidência textual favorece a tradução “Deus unigênito”, isto é, o único que ocupa um relacionamento especial com o Pai.

A afirmação de que o unigénito está no seio do Pai pode nos lembrar de Lázaro no seio de Abraão, em Lucas 16.22, ou do discípulo amado em sua proximidade a Jesus na última ceia, em João 13.23. Nestas duas passagens a expressão denota um lugar de favor especial, ao lado da pessoa mais importante em um banquete: aqui o significado pode ser o mesmo, mas há também uma indicação do amor e compreensão mútuos a Pai e Filho e da dependência do Filho em relação ao Pai.

Somente alguém que conhece completamente o Pai pode torná-lo totalmente conhecido: “ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_02.pdf