domingo, 18 de janeiro de 2026

Lucas 1:35

Lucas 1:35 “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

 

“E, respondendo o anjo, disse-lhe:”

Após Maria ter questionado o anjo que lhe falara: “Como será isto, visto que não conheço varão?” Segundo pearlman estas palavras não expressam dúvida. Maria apenas não entende a maneira como se cumprirá a profecia. O anjo então lhe responde. Esse anjo chama-se Gabriel. Gabriel foi o anjo enviado a Daniel, na Babilônia, para explicar ao profeta a visão do carneiro e do bode e anunciar a profecia das 70 semanas (Daniel 8.16-27; 9.21-27).

Depois de um intervalo de vários séculos, ele foi enviado a Jerusalém como arauto para anunciar a Zacarias o nascimento de João Batista (Lucas 1.11-22), e agora a Nazaré para anunciar a Maria o nascimento do Messias. Ele Identifica-se a Zacarias como alguém que vive na presença de Deus: “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas” (Lucas 1:19).

 

“Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra;”

Em contraste com as lendas pagãs da antiguidade relacionadas com reputada descendência de deuses e homens, não houve nenhuma intervenção física. O Espírito Santo, por meio de um ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a Encarnação.

Jesus relacionava-se com o Espírito Santo desde o primeiro momento de sua existência humana. O Espírito Santo veio sobre Maria, e o que dela nasceu tinha o direito de ser chamado santo. Através do nascimento virginal, o Filho de Deus tomou sobre si natureza humana. A união das naturezas divina e humana resultou numa Pessoa, Jesus Cristo: ”E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14).

Altíssimo (superlativo do adjetivo alto) é usado como um título para Deus, destacando a sua supremacia (Genesis 14.18; Salmo 7.17; 9,2; Isaías 14.14). Melquisedeque, o sacerdote de Salém, é identificado como servo de El Elyon (Altíssimo). Na LXX e no Novo Testamento, esse título aparece como a palavra grega hupaistos (Lucas 1.32; Atos 7.48).

O “Altíssimo” a cobriria com sua sombra. Esta expressão sugere grande proximidade. Nós devemos andar muito próximos a um companheiro, se desejamos que a sua sombra caia sobre nós. Podemos imaginar alguma expressão mais perfeita ao descrever a constante presença de Deus com os Seus escolhidos, do que esta — eles “descansarão à Sua sombra"? (Salmo 91).

Na bela alegoria de Salomão, a igreja, em época de especial comunhão com Cristo, diz, a respeito dEle — “desejo muito a Sua sombra e debaixo dela me assento” (Cantares 2.3) — Maria não precisaria temer. Poderia confiar em Deus e habitar no seu esconderijo (esconderijo do Altíssimo) e descansar á sombra do Todo-poderoso (El Shaday).

 

“... por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

Por ser filho do “altíssimo”, nascido de uma virgem, embora homem, Jesus seria santo e Filho de Deus. Na linguagem bíblica, “filho de” significa quem participa da natureza de algo ou alguém. O Filho do Altíssimo participa da natureza de Deus. É verdadeiramente divino. Afinal sua vida vinha de cima (João 8.23), ele é o Homem que veio do céu (1 Coríntios 15.47).

Santo também é um atributo divino e um dos títulos de Deus. Jesus se identifica a igreja de Filadélfia como aquele que é santo. Por possuir a natureza divina, Jesus compartilha da santidade de Deus Pai: “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo,” (Apocalipse 3:7). Aquele que é Santo só poderia ter nascido do Espírito Santo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Lição 4: A Paternidade Divina – 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1 João 4.14).

 

“E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”

Os apóstolos foram chamados para serem testemunhas de Cristo: “... e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8). Este versículo afirma a autoridade de uma testemunha ocular para esta epístola. No inicio desta epístola João escreveu: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1-3).

As palavras de 1 João 1.3: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros", aplicam-se tanto ao evangelho como à carta a que servem de introdução. De fato, como Dorothy Sayers costumava lembrar, “dos quatro evangelhos, o de João é o único que afirma ser o relato direto de uma testemunha ocular” acrescentando: “E qualquer pessoa acostumada a manusear documentos com criatividade percebe que a evidência interna confirma esta afirmação”.

Pedro também anunciou que ele e outros eram “testemunhas oculares de Sua majestade” (2 Pedro 1.16). A palavra traduzida por “testemunhas oculares” só ocorre neste versículo do Novo Testamento. Ele era uma testemunha ocular e não era a única. João estava também presente nessa experiência de Pedro no monte Santo (2 Pedro 1.18), a transfiguração de Jesus. Neste episódio o Pai corroborou a glória de Jesus, identificando-o como o Filho amado em quem se comprazia (2 Pedro 1.17). A transformação que eles viram e a voz que eles ouviram eram prova suficiente para testificar o fato a todos que o ouvissem: “porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4:20).

O testemunho humano é acrescentado ao testemunho do Pai que disse aos dícipulos: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o” (Mateus 17.5b). Sobre esse mesmo fato o Espírito Santo afirma que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o Salvador: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1 João 4:2). O Espírito de Deus nos leva a confessar que Jesus Cristo veio em carne a este mundo, isto é, é assim que um homem confessa a realidade da encarnação.

Jesus é o salvador de todo o mundo. Isso expressa o desejo de Deus que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Timóteo 2.3). Por isso “a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2.11). Segundo os termos neotestamentários, todos os homens são passiveis de redenção, mas isso através da fé e da confissão: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

sábado, 17 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 17 DE JANEIRO DE 2025 (João 16:13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
17 DE JANEIRO DE 2025
DEUS NOS AMOU PRIMEIRO, ENVIANDO SEU FILHO

João 16:13 “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. ”

 

“Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; “

O Consolador é chamado de “Espírito da verdade", ou seja, aquele que nos ensina a verdade acerca de Cristo. Jesus é a personificação da verdade (João 14.6); a verdade que o Espírito irá revelar não acrescenta nada à “verdade que está em Jesus” (Efésios 4.21); é apenas um desvendamento mais completo dela.

A tradução que diz “ele vos guiará a toda a verdade” não está correta; eles já tinham sido colocados no caminho da verdade por Jesus, e o Espírito os conduziria adiante ao longo deste caminho: “ele vos guiará em toda a verdade “.

Todavia ele não terá nada a oferecer ao mundo, ou seja, todo o conjunto de incrédulos, que não são capazes de lhe dar valor ou reconhecê-lo: “que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece" (João 14.17). Homens mundanos, que consideram as coisas visíveis a única realidade, não discernem nem entendem as operações do Espírito (1 Coríntios 2.14).

 

“... porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, “

Jesus tinha vindo à terra como revelador do Pai, mas o tempo do seu ministério foi curto demais para que os discípulos pudessem assimilar tudo o que ele tinha a revelar. Entretanto, seu ministério de revelação haveria de ser continuado pelo Espírito, depois da sua partida.

Jesus tinha insistido, mais de uma vez no fato de que não falava ou agia por iniciativa própria; ele fazia o que o Pai mandava (João 5.19,30, 8.28, 12.49). Da mesma forma, o Paracleto, quando vier, não falará por iniciativa própria. Ele não tem mensagem a transmitir que seja além da que está implícita no Verbo encarnado; é sua função tornar esta mensagem explícita.

Ele falará acerca de tudo o que tiver ouvido assim como Cristo o fazia: “Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai” (João 8.38). Paulo escreveu aos coríntios sobre o conhecimento do Espírito: “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1 Coríntios 2:11,12).

 

“... e vos anunciará o que há de vir. ”

Quanto às coisas que hão de vir, pode-se concluir que o Espírito as revela através do dom de profecia na igreja. O verbo “anunciai”, no entanto, é o mesmo de João 4.25, onde a mulher samaritana diz que o Messias, quando vier, “nos anunciará todas as coisas".

Assim como se esperava que o Messias expusesse claramente todas as implicações da revelação que tinha precedido sua vinda, o Paracleto também explicará todas as inferências da revelação existente no Messias, e as aplicará com relevância a cada geração subsequente.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE JANEIRO DE 2025 (Efésios 1.3,6)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE JANEIRO DE 2025
O PLANO ETERNO DE ADOÇÃO COMO FILHOS EM CRISTO

Efésios 1.3,6 “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; [...] Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, “

 

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo"

A palavra "bendito" tem um sentido exclusivo e singular, porque restringe-se a Deus. Só Ele é digno de ser bendito. A palavra em si significa “aquele do qual se fala bem”. Porém, os homens tornam-se benditos quando recebem as bênçãos da parte desse Deus bendito. O vocábulo indica que o crente pode usar palavras sobre Deus que evidenciem suas dádivas. O uso dessa expressão pelo apóstolo no início da carta surge como uma canção oferecida a Deus por suas grandes bênçãos. É uma forma de louvor. Paulo estava cheio da graça divina ao escrever essa carta, por isso brotavam de seus lábios muito louvor e adoração. Por três vezes, nos versos 6, 12 e 14 do mesmo capítulo, o apóstolo ensina que a finalidade de todas as coisas que Deus realiza é para louvor de sua glória.

Deus é chamado de “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”, o que de certa forma é incomum. Jesus geralmente referiu-Se a Deus como “Meu Pai”, mas raramente falou dele como “Meu Deus” (Mateus 27:46; João 20:17). Paulo usou as duas designações aqui: “o Deus... de nosso Senhor Jesus Cristo” e “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Jesus nunca falou de “nosso Deus” ou “nosso Pai”, incluindo-Se a Si mesmo e a Seus discípulos, porque Sua relação com a Divindade é única. A oração modelo parece ser uma exceção, pois era uma oração que os discípulos deveriam fazer e não uma oração de Jesus (Mateus 6:9).


"... o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais”

A expressão "bênçãos espirituais" nos faz entender que todas as bênçãos, quer materiais ou espirituais, procedem da mesma fonte — Cristo. Ele abençoa todas as pessoas com bênçãos físicas ao dar “alimento a toda carne” (Salmos 136:25) e “[fazer] nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:45).

Todavia, as bênçãos espirituais são para os que estão “em Cristo”. Essas bênçãos espirituais são para as pessoas espirituais que vivem no reino espiritual; a adoção permite que os cristãos vivam “em Cristo”.


"... nos lugares celestiais em Cristo"

“Lugares celestiais” é uma expressão que denota a sublimidade da vida cristã, ou seja, o nível mais elevado no qual fomos colocados. Se somos espirituais, ainda que no corpo mortal, nossas vidas são espirituais. Estamos no mundo, mas não somos do mundo (João 17.14,15). Paulo chama a atenção para o fato de que, assim como Cristo está assentado à destra do Pai nos lugares celestiais (v. 20), também nós, em Cristo, já estamos como que levantados deste mundo.

É uma posição "em Cristo" e é um estado "em Cristo". Portanto, nossa vida neste mundo é cristocêntrica. Alguns intérpretes preferem "bens celestiais" em vez de "lugares celestiais". Entretanto, a colocação da palavra "lugares" indica uma posição espiritual elevada em que o crente regenerado é posto: a partir do momento da regeneração, o crente se torna uma nova criatura (2 Coríntios 5.17), vivendo numa nova dimensão espiritual — "em Cristo Jesus".


 “Para louvor da glória de sua graça, “ 

Esta expressão é semelhante ao que Paulo disse mais adiante nesta passagem (vv. 12, 14). Paulo estava cheio da graça divina ao escrever essa carta, por isso brotavam de seus lábios muito louvor e adoração. As três ocorrências desta frase assinalam a parte que as três Pessoas da Deidade desempenham na nossa salvação, dando-nos bênçãos que já recebemos. A mais importante motivação do universo é a glória de Deus. O " Breve Catecismo de Westminster " expressa isto bem na resposta à sua primeira pergunta, "Qual é o principal objetivo do homem?" "O principal objetivo do homem é glorificar a Deus, e deleitar-se nEle eternamente".

Todavia aqui a ênfase está na graça de Deus. A graça de Deus inclui o Seu caráter bem como a Sua obra. "A graça é imerecida, sem jus e irrecompensável" (Chafer). É o favor auto dependente de Deus concedido aos homens pecadores, que apenas merecem a Sua ira. O eterno propósito de Deus suscita o louvor a Deus. O apóstolo escreve: “Porque dele e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amem” (Romanos 11:36; Colossenses 1:16).

Esse testemunho é mantido até o último livro das Escrituras. No livro do Apocalipse lemos: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Apocalipse 4:11).


“... pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, ““

Nesse versículo, a segurança de nossa aceitação como filhos de Deus está no Amado, que é Cristo. Ele é o Filho amado de Deus (Mateus 3.17; 17.5), e em Colossenses 1.13 temos uma expressão paralela que afirma ser Jesus "o Filho do seu amor". A graça de Deus se manifestou a nós por causa do seu amado Filho — Jesus!

Andrew T. Lincoln sugeriu como significado que Jesus é “o Filho amado por excelência”. Tudo que Deus fez pelos pecadores e por meio de Cristo não foi simplesmente ignorar o pecado. Embora Deus seja cheio de graça, misericórdia e amor, Ele também é um Deus de santidade e justiça. Portanto, o pecado precisa ser julgado e Ele fez isso na cruz. Todos que estão “em Cristo” encontram-se no lugar onde a santidade e a justiça de Deus podem ser saciadas enquanto Ele tem misericórdia dos pecadores (veja Romanos 3:23–26).

A graça “concedida” aos que estão em Cristo foi dada uma vez por todas no passado para os pecados, sendo uma oferta totalmente suficiente de Cristo pelo pecado (Hebreus 10:12). Paulo incluiu toda a Divindade no louvor por toda a obra da salvação do homem em 1:3–14. Suadoxologia concentrou-se em Deus Pai, no Filho e no Espírito Santo; pois os três tiveram parte no propósito de Deus!

Não podemos fazer a nós mesmos aceitáveis a Deus. Nossa justiça é como trapo de imundícia aos seus olhos. Mas ele, por sua graça, fez-nos aceitáveis em Cristo. “Cristo habita para sempre no amor infinito de Deus, e como estamos em Cristo, o amor de Deus para com Cristo está em nós de uma maneira maravilhosa. ” Quando o filho pródigo chegou em casa com as vestes rasgadas e sujas da lama do chiqueiro, seu pai o abraçou e o beijou e lhe deu nova roupagem! Ele se tornou aceitável ao pai. É como se alguém tomasse um leproso e o transformasse num jovem radiante.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios, 3a Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201304_04.pdf

FOULKES, Francis. Efésios: introdução e comentário. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. 3 ed. São Paulo: Vida Nova/Mundo Cristão, 1984. (Série Cultura Bíblica, n.10).

PFEIFFER, Charles F. e HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR. 1995.

LOPES, Hernandes Dias. Efésios: igreja, a noiva gloriosa de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2009.

STOTT, John R. W. A mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus [tradução de Gordon Chown] - 6.a ed. - São Paulo: ABU Editora, 2001.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE JANEIRO DE 2025 (João 14.6)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE JANEIRO DE 2025
CRISTO COMO ÚNICO CAMINHO AO PAI

João 14.6 “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. ” 


A pergunta confusa de Tomé: "Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?" (v.5), dá a Jesus a oportunidade de expandir e explicar o que disse. Jesus vai para junto do Pai, e os discípulos irão segui-lo; para eles, ele próprio é o caminho até o Pai.


“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. ” 

Ao dizer “eu sou o caminho”, Jesus não apenas indica qual é o caminho para a casa do Pai, mas se revela explicitamente como sendo Ele próprio esse caminho. Essa expressão significa que Ele, Cristo, é o único Mediador entre Deus e o seu povo: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1 Timóteo 2.5). Jesus é tanto o caminho do homem para Deus, como fica claro nesse próprio texto de João 14, como também é o caminho de Deus para o homem: "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mateus 11:27). Isso significa que as bênçãos que procedem do Pai alcançam os redimidos por meio do Filho  

Jesus não é apenas o caminho, mas é também a verdade. Ele é a verdade em pessoa, no sentido de que Ele é o único que revela o Pai. Ele é a perfeita revelação da obra redentora de Deus para o homem caído em seus pecados. Jesus é a verdade que liberta, santifica e conduz os santos a casa do Pai: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Ao dizer “eu sou a vida”, Ele indica que somente nele o homem, morto em delitos e pecados, poderá encontrar verdadeira vida. Nesse contexto, em quanto a morte significa a separação de Deus, a vida significa comunhão com Ele. Isso significa que somente em Jesus o homem pode ser reconciliado com Deus e desfrutar da bem-aventurança da vida eterna ao seu lado. Jesus se coloca como sendo a fonte da vida que se opõe à morte. Ele tem a vida em si mesmo: "Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo" (João 5.26). Por isso, somente Ele pode ser o doador da vida para os que são seus: "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" (João 6:40). 

Explicando o significado da frase “eu sou o caminho, a verdade, e a vida”, W. Hendriksen diz que o caminho leva a Deus; a verdade torna o homem livre; e a vida produz comunhão. Assim, quando Jesus revela a verdade redentora de Deus que liberta os homens da escravidão do pecado, e quando concede a vida que produz comunhão com o Pai, então, sendo o caminho, Ele próprio é quem leva os redimidos para junto do Pai. Tomás à Kempis escreveu: Sigam-me. Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Não ê possível andar fora do caminho, não é possível conhecer fora da verdade, não é possível viver fora da vida. Eu sou o caminho pelo qual vocês devem andar; a verdade em que vocês devem crer; a vida na qual vocês devem pôr sua esperança. Eu sou o caminho inerrante, a verdade infalível, a vida infindável. Eu sou o caminho reto, a verdade absoluta, a vida verdadeira, bendita, não-criada. Se vocês permanecerem no meu caminho conhecerão a verdade, e a verdade os libertará, e tomarão posse da vida eterna.


 “ Ninguém vem ao Pai senão por mim. ”

Essa declaração é o resultado natural da frase anterior. Ela indica o quão os homens são absolutamente dependentes de Cristo com relação à comunhão com Deus. Em outras palavras, não existe nenhuma verdade redentora a parte de Cristo. Não há nenhuma esperança de vida eterna longe dele, e nenhum caminho capaz de levar o homem à casa do Pai. Não há outro Cordeiro de Deus que tira o pecado, não há outro sacrifício que apazígua a santa ira de Deus, e também não há outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Jesus é, absolutamente, o caminho, e a verdade, e a vida, e definitivamente ninguém chegará ao Pai senão através dele: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4.12).

Ele é realmente, o único caminho através do qual alguém pode chegar ao Pai; não existe outro. Se esta exclusividade é chocante, devemos ter em mente que quem afirma isto é o Verbo encarnado, o revelador do Pai. Se Deus não tem outro meio de comunicação com a raça humana exceto o seu Verbo (encarnado ou não), então a raça humana não tem outro meio de achegar-se a Deus exceto por este mesmo Verbo, que se tornou carne e habitou entre nós para abrir esta via de acesso.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/09/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

BRUCE, F.F. João – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

https://estiloadoracao.com/eu-sou-o-caminho-verdade-e-vida/

 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Texto Áureo Lição 3: O Pai enviou o Filho. 1 João 4.9

TEXTO ÁUREO

 “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1 João 4.9).

Lição 3 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Lição 3 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE JANEIRO DE 2025 (1 João 4:10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE JANEIRO DE 2025
DEUS NOS AMOU PRIMEIRO, ENVIANDO SEU FILHO

1 João 4:10 “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”

 

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós,”

O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando e enviando o seu Filho como sacrifício expiatório por nossos pecados. Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior, pois se manifesta de forma incondicional: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6-8).

A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da virtude do objeto a ser amado. O amor de Deus não consiste de palavras, mas de ação. O amor verdadeiro é provado pelo auto-sacrifício. Deus nos amou e enviou seu Filho. O Filho é a dádiva do Pai. Não foi a cruz que gerou o amor de Deus, mas foi o amor de Deus que produziu a cruz.

 

“... e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”

Cristo veio ao mundo para morrer em nosso lugar, ou seja, como propiciação pelos nossos pecados. A origem da propiciação está clara, é o amor de Deus. Deus deu o seu Filho para morrer pelos pecadores. Esse dom não foi apenas resultado do amor de Deus (João 3.16), nem somente prova e penhor dele (Romanos 8.32), mas a própria essência desse amor.

O fim principal do homem é glorificar a Deus e ter comunhão com ele. O problema supremo do homem, porém, é o pecado, pois este separa o homem de Deus.  O pecado é transgressão da lei de Deus e rebelião contra Deus. O pecado provoca a ira de Deus e precisa ser propiciado para sermos perdoados e aceitos por Deus.

Porém, mediante o sacrifício de Cristo essa comunhão que foi quebrada pelo pecado é restaurada. Jesus não é apenas o propiciador, ele é a propiciação. E por meio do seu sangue que somos purificados do pecado (1 João 1.7).

 Ele sofreu a morte que era a recompensa justa dos nossos pecados. E a eficácia de sua morte permanece para sempre.  John Stott escreveu: Cristo ainda é a propiciação, não porque em algum sentido ele continue a oferecer o seu sacrifício, mas porque o seu sacrifício único, uma vez oferecido, tem virtude eterna que é eficaz hoje nos que creem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/01/1-joao-49.html

 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE JANEIRO DE 2025 (João 6:38)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE JANEIRO DE 2025
O FILHO VEIO AO MUNDO PARA CUMPRIR A VONTADE DO PAI 

João 6:38 “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”

 

“Porque eu desci do céu,”

A idéia de que o Filho, que desce do céu, é um pensamento freqüente neste capitulo, conforme se pode averiguar nas seguintes referências: Vs. 33, 38, 41, 50, 51 e 58. A preexistência de Cristo é aqui ensinada, juntam ente com a autoridade nisso subentendida e a união com o Pai: a autoridade de Jesus é celestial, pois esse foi o seu lar anterior. Ele veio do céu para cuidar dos negócios do seu Pai.

Ele nos trouxe a mensagem celestial, exibindo ante os homens os desígnios do céu que visam a redenção do homem. Tudo isso foi dito por Jesus a fim de autenticar a sua mensagem e missão.

 

“... não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”

Jesus também enfatiza a sua submissão ao Pai; ele procura fazer unicamente a vontade daquele que o enviou. A execução da vontade do Pai foi à comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (João 4.34).

Não como se a vontade de Cristo fosse contrária à vontade do Pai, assim como, em nós, a carne é contrária ao espírito, mas Cristo possuía como homem, as emoções naturais e inocentes da natureza humana, os sentimentos de dor e prazer, uma inclinação para a vida, uma aversão à morte.

Ainda assim, Ele satisfazia não a si mesmo, não deliberava com estes, nem os consultava, quando estava para dar continuidade à sua missão, mas se submetia à vontade de seu Pai. Considerando esse fato, Ele realmente não levava em consideração sua própria vontade, mas o Senhor era, nesse sentido, guiado pela vontade de seu Pai: “porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou” (João 5.30).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/05/joao-530.html