terça-feira, 24 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE JUNHO DE 2025 (João 21.24)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE JUNHO DE 2025
JOÃO DEU TESTEMUNHO DO QUE OBSERVOU

João 21.24 “Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.”

 

“Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; “

Aqui temos uma afirmação direta de que o discípulo amado é o verdadeiro autor do evangelho. O versículo 20 estabeleceu que esse discípulo era o discípulo amado citado em todo o livro. O versículo 24, então, deve ser lido no contexto dos versículos 20 a 23. Apesar que as palavras as escreveu não signifiquem que sua mão conduziu a pena, assim como os termos de João 19.19 não querem dizer que Pilatos redigiu pessoalmente a placa que foi presa à cruz.

O termo destas coisas não pode ser limitado à narrativa do capítulo 21; na verdade, já que o capítulo 21 serve de epílogo, a expressão deve referir-se aos capítulos anteriores a este. O versículo, portanto, afirma que quem confirma a veracidade deste evangelho é alguém que teve contato estreito com tudo o que ele descreve.

As palavras de 1 João 1.3: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros", aplicam-se tanto ao evangelho como à carta a que servem de introdução. De fato, como Dorothy Sayers costumava lembrar, “dos quatro evangelhos, o de João é o único que afirma ser o relato direto de uma testemunha ocular” - acrescentando: “ E qualquer pessoa acostumada a manusear documentos com criatividade percebe que a evidência interna confirma esta afirmação”.

 

 “... e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. ”

Não podemos ter certeza sobre quem foram as pessoas que acrescentam o testemunho delas: “e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro”. Deve se referir a um grupo de discípulos com quem o Apóstolo amado se relacionava intimamente. Como, porém, sabiam que seu testemunho era verdadeiro?

Não porque tivessem presenciado os eventos que ele descreve. Estas pessoas estão, sim, dando expressão ao testemunho interior do Espírito Santo. O Espírito que elas, assim como João, tinham recebido, fez surgir dentro delas a certeza de que seu testemunho era verdadeiro; o testemunho começara a demonstrar sua validade na experiência pessoal delas, e por isso sabiam que ele era genuíno.

No mesmo sentido, hoje, muitos leitores do evangelho, ao estudarem o relato do evangelista, são levados a dizer por experiência própria: “Sabemos que este testemunho é verdadeiro". Isto porque este relato ainda penetra em nós com a qualidade da autenticação própria da verdade eterna. Aquele de quem este testemunho é dado é a revelação de Deus em vida humana que, quando recebido, é Deus habitando em nós e nós em Deus.

Essa convicção do Espírito é a mesma que tiveram os discípulos que caminhavam a Emaus: “E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24.32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202206_05.pdf

 

Atos 4:19

 

Atos 4:19 “Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;”

 

“Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram:”

Os sacerdotes haviam prendido Pedro e João, logo após eles terem curado um coxo junto a porta formosa em nome de Jesus: “hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo” (Atos 4:9). Até mesmo os sacerdotes conheciam o coxo e não podiam negar o milagre que foi feito: “Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar” (Atos 4:16).

Porém os sacerdotes sabiam que não gozavam de popularidade entre o povo. E não se interessavam em investigar a verdade nas declarações. Só desejavam sufocar uma doutrina que ameaçava a supremacia deles. Após discutirem sobre a questão controversa os sacerdotes decidiram ameaçar Pedro e João: “Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los rigorosamente para que não falem mais nesse nome a homem algum” (Atos 4:17).

 

“Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;”

Para os apóstolos a situação era difícil, afinal Pedro e João eram cidadãos leais. Eles deviam obedecer às autoridades constituídas, especialmente em se tratando de autoridade religiosa. Juízes justos têm de optar entre o caminho de punir e o de declarar inocente. Estes sacerdotes, no entanto, não eram justos. Irritados contra os apóstolos não ousavam fazer nada mais grave contra eles, “por causa do povo”.

Os apóstolos após ouvirem as ameaças responderam: “Julgai vós se é justo, diante de Deus. ouvir-vos antes a vós do que a Deus? Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido".

Pedro estabeleceu, para sempre, o princípio fundamental entre os limites da obediência cívica e do dever cristão de testemunhar. Quando existe clara contradição entre os mandamentos dos homens e os de Deus, de tal forma que obedecer a uns é desobedecer aos outros, não sobra mais nenhuma dúvida quanto ao que o crente deve fazer.

Os apóstolos tinham sido convocados a serem testemunhas de Jesus Cristo; e eram obrigados por seu dever a continuarem o seu testemunho.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

segunda-feira, 23 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE JUNHO DE 2025 (João 20.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE JUNHO DE 2025
JOÃO TESTEMUNHOU E ACREDITOU NA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

João 20.8 “Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. “

 

“Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, ”

Simão Pedro e esse outro discípulo haviam corrido ao sepulcro de Jesus após Maria Madalena dizer que levaram o corpo de Jesus (v.1). O fato de o testemunho dela não receber tanto destaque (como o de Pedro) na pregação primitiva, está ligado à pouca importância que a palavra de uma mulher tinha em público, então eles correram para conferir do que se tratava.

Esse outro discípulo chegou primeiro do que Pedro ao sepulcro, mas por provavelmente ser mais novo do que Simão Pedro não entrou diretamente, mas esperou que Pedro entrasse. Acredita-se que esse discípulo é o próprio escritor desse evangelho, João, pois nunca se referia a si diretamente. Ele costumava-se se identificar como o discípulo a quem Jesus amava.

 
“... e viu, e creu. “

Quando esse discípulo viu no chão os lençóis que enrolaram Jesus e o lenço enrolado num lugar a parte creu. A palavra traduzida por “lenço” (soudarion) é um estrangeirismo procedente do latim (sudarium) e identifica uma peça de pano usada normalmente para enxugar o suor (Lucas 19.20, Atos 19.12).

Ele creu porque ele usou seu olho da fé e conseguir ver mais longe do que Pedro vira. Em bora fosse Pedro o primeiro a entrar no sepulcro, foi João o primeiro a realmente crer. Enquanto Pedro pensava sobre o que significaria aquilo, raiou em João a fé na ressurreição, assim como foi ele o primeiro a reconhecer o Cristo ressurreto na praia do mar da Galileia.

Em termos gerais, é verdade que “os primeiros cristãos creram na ressurreição de Cristo não por não encontrarem seu corpo morto, mas porque acharam um Cristo vivo”. Mas houve uma exceção; o discípulo amado creu em sua ressurreição antes de vê-lo novamente vivo - na verdade não porque visse o túmulo vazio mas porque a posição dos lençóis repentinamente esclareceu-lhe a verdade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

 

domingo, 22 de junho de 2025

Lição 13: Renovação da esperança - 2 Trimestre de 2025

TEXTO ÁUREO

“E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! ” (João 20.26)

 

“E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé.”

Os oito dias incluem o primeiro e o último; era o primeiro dia de uma nova semana. Os dias da festa dos pães sem fermento tinham passado, e provavelmente os discípulos estavam se preparando para voltar para a Galiléia, mas tiveram este segundo encontro antes de partir.

Sem dúvida, os outros, desta vez, estavam cheios de expectativa, mas Tomé, por não ter participado da experiência deles na semana anterior, mantinha um comportamento cético: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei” (João 20:25).

Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Na Bíblia, Tomé também era chamado de Dídimo (João 11:16; 20:24), que é o equivalente grego do nome hebraico Tomé, ambos significando "gêmeo". No evangelho de João ele desempenha um papel mais individual. Ele apareceu na história da ressurreição de Lázaro (11.16) e na conversa no cenáculo (14.5) como seguidor leal, mas um pouco pessimista, de Jesus.

A razão pela qual Tomé não estava presente com os discípulos na reunião no dia da ressurreição não foi revelada; dado seu pessimismo, sua ausência poderia ter sido por desânimo. Talvez ele fosse o tipo de indivíduo que prefere lidar com a dor sozinho, em vez de na companhia de outros.

 

“Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! ”

A aparição de Jesus e sua saudação diante deles são registradas quase da mesma maneira que da outra vez (v.19). Essa segunda vez que Jesus apareceu aos discípulos foi acima de tudo para favorecer Tomé, que  estivera ausente quando Jesus apareceu no dia de sua ressurreição (20:19–23).

Nesse dia, os discípulos, ainda em Jerusalém, estavam mais uma vez reunidos (provavelmente na mesma sala) a portas trancadas, presumivelmente “com medo dos judeus” (20:19). Tal como aconteceu no primeiro aparecimento de Jesus aos discípulos juntos, ele apareceu repentinamente no meio deles e os saudou como antes: “Paz seja convosco”.

Embora as portas estivessem trancadas, veio Jesus e pôs-se no meio deles. Nem aqui nem em nenhum outro versículo da Bíblia se explica como Jesus entrou naquela sala. Provavelmente, devemos presumir que Jesus não precisou destrancar as portas; ele apareceu de repente e se colocou no meio deles. Tudo indica que, da mesma forma que o corpo ressuscitado de Jesus traspassou os lençóis do sepultamento, ele traspassou as portas trancadas. O corpo do Senhor já não estava sujeito às limitações terrenas de um corpo físico. De acordo com Lucas 24:37, o aparecimento repentino de Jesus assustou os discípulos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202206_01.pdf

sábado, 21 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE JUNHO DE 2025 (João 19.30)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE JUNHO DE 2025
JESUS FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO

João 19.30 “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” 

 

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. ”

Os versículos anteriores dizem: “Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse; Tenho sede. Eslava ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca” (vs 28-29).

Na chegada à cruz, o Senhor já recusara a bebida analgésica: “Deram-lhe a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber” (Mateus 27.34); Ele não tinha o desejo de fugir do sofrimento físico, e não queria entrar na morte através do sono induzido por drogas. Pelo contrário, tinha de suportar tudo com a mente bem desperta, seus sentidos ativos, enfrentando a morte como vitorioso Conquistador e não como pobre vítima, sob efeito de drogas.

João ressalta esse fato do cumprimento de todas as profecias messiânicas no que diz respeito aos sofrimentos do Messias na sua primeira vinda, inclusive esta última profecia: “Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre” (SaImo 69.21) ou o Salmo 22.15 “a minha língua se me apega ao céu da boca". O vinagre no jarro provavelmente era vinho azedo, trazido para que os soldados pudessem beber de vez em quando. Após beber o vinagre disse: “Está consumado”. Estava cumprida a obra de Jesus na terra, tanto a salvação como a vida eterna já podiam ser obtidas livremente. Em João 17.4, o Filho pôde dizer antecipadamente ao Pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer”.

Myer Pearlman escreve em seu comentário do evangelho de João sobre o que estava consumado: Isto significa: 1) que todas as profecias tinham recebido nEle o seu pleno cumprimento; 2) que estava completa a obra que Jesus veio realizar; sua primeira declaração, registrada nas Escrituras, foi: “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lucas 2.49); e sua última declaração foi: “Está consumado”. Bem-aventurado o homem que pode dizer, ao final da caminhada da vida: “Está consumado”; 3) que Jesus, na cruz, completou a revelação de Deus que veio oferecer ao mundo (João 3.16; i João 3.16). Tudo fora feito para revelar Deus aos homens.

 

“E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. ”

Em outras passagens dos evangelhos, a mesma frase que aqui descreve Jesus inclinando a cabeça ao morrer é usada para deitar a cabeça para dormir: “O Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8.20) e a implicação é que Jesus curvou voluntariamente a cabeça para entrar no sono da morte.

A declaração de João de que rendeu o espírito também atesta a natureza voluntária da morte de Jesus. O relato de Lucas cita o Senhor dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46). Ninguém tirou a vida de Jesus. Ele deu a própria vida por iniciativa própria e ele tinha autoridade para dá-la: “Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou” (João 10.18).

Estas são palavras do SaImo 31.5: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito; resgata-me, Senhor, Deus da verdade” (NVI), durante séculos foram parte da oração vespertina de judeus piedosos, e podem bem ter tido este sentido para Jesus. Se ele estava acostumado a repetir estas palavras antes de ir dormir, ele agora as disse pela última vez.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 199

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202205_04.pdf

sexta-feira, 20 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE JUNHO DE 2025 (João 19:16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE JUNHO DE 2025
A CONDENAÇÃO DE JESUS POR PILATOS

João 19:16 “Então, consequentemente entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus, e o levaram. “

 

“Então, consequentemente entregou-lho, para que fosse crucificado.”

João relata que Pilatos procurava algum meio para soltar Jesus. Todavia os judeus clamavam, dizendo: ”Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César” (v.12).  Assim, todos os esforços de Pilatos para soltar Jesus falharam. A multidão gritara: “Crucifica-o”. Os principais sacerdotes reconheceram César como seu único rei. Pilatos temia que, se soltasse Jesus, os judeus o acusariam de deslealdade a César. Ele não estava interessado no destino de um perturbador da ordem chamado “Jesus”.

Após esse episódio Pilatos conseqüentemente entrega Jesus para que fosse crucificado. Nem João nem os outros escritores dos Relatos do Evangelho registraram que Pilatos pronunciou uma sentença formal, mas ela está implícita no termo traduzido por “entregou-lho”.

Shepard sobre isso comenta: “Tendo constatado que [sua opinião] não prevalecera, Pilatos tomou uma bacia de água nas mãos perante a multidão e disse: ‘Sou inocente do sangue deste justo; façam isto vocês’. Mas Pilatos não poderia fugir do seu senso de responsabilidade... Pilatos tinha consciência de que era um assassino.”

 

“E tomaram a Jesus, e o levaram.”

O texto não informa claramente a quem Pilatos “entregou” Jesus. Fica subentendido que foi para os líderes judeus mencionados em 19:15. Porém os que tomaram Jesus são os soldados romanos encarregados de servirem de carrascos nesta ocasião (19:23), afinal os judeus não tinham autorização para crucificar ninguém.

Lucas 23:25 esclarece que Pilatos “entregou [Jesus] à vontade deles”. Os judeus tencionavam matar Jesus desde os fatos registrados no capítulo 5; por fim, visando satisfazê-los, Pilatos entregou Jesus à vontade deles. Sendo assim, Jesus foi entregue tal como os judeus pediram, e os soldados romanos o crucificaram.

Mais tarde, Pedro diria em Atos 2:23: “sendo este [Jesus] entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós [os judeus] o matastes, crucificando-o por mãos de [romanos] iníquos”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202205_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200803_11.pdf

 

Lucas 4:18

 

Lucas 4:18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os contritos de coração,”

 

“O Espírito do Senhor está sobre mim,”

Após ser batizado por João na Judéia, Jesus retornou para a Galiléia (v.14). Chegando em Nazaré foi conforme o seu costume na sinagoga. Na sinagoga Jesus teve oportunidade para ler em voz alta o rolo do profeta Isaías (v.17). Então Jesus leu o texto de Isaías que diz: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do Senhor....” (Isaías 61:1,2a)

O Filho, em si mesmo, não precisava de suporte ou da ajuda do Espírito Santo, mas quando o Verbo se fez carne, ele viveu as limitações que a encarnação lhe proporcionou. Na condição de Servo necessitou e dependeu durante todo o seu ministério da ação do Espírito Santo. Ou seja, ele foi ungido. Pedro pregou essa condição aos da casa de Cornélio: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38).

Todos os dons e graças do Espírito foram outorgados a Ele, não por medida, como a outros profetas, mas sem medida, João 3.34. Ele veio pela virtude do Espírito, v. 14.

 

“...pois que me ungiu para evangelizar os pobres.”

Jesus veio pregar o evangelho aos pobres. Os pobres sempre foram desfavorecidos nas sociedades humanas e é digno de nota que Lucas relata uma bem-aventurança para os pobres: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lucas 6:20); ao passo que Mateus fala dos “pobres de espírito” (Mateus 5:3). Pregar as boas-novas aos pobres é característica do ministério de Jesus: “Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres anuncia-se o evangelho” (Lucas 7:22). O termo evangelho significa “boas-novas” ou “boas notícias”. Os pobres sempre estavam mais dispostos a ouvir Jesus. As suas necessidades faziam com que eles se voltassem para o Salvador

Os pastores, aos quais vieram os anjos (Lucas 2:7ss.) pertenciam a uma classe pobre. Na realidade até a família do próprio Jesus era pobre, pois a oferta feita na ocasião do nascimento da Criança era a dos pobres (Lucas 2:24; cf. Levitico 12:8). De modo geral, Jesus preocupa-se com os interesses dos pobres: “Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos” (Lucas 14:12-14).

 

“Enviou-me a curar os contritos de coração,”

A ERC acrescenta uma expressão em relação ao Messias “curar os quebrantados do coração”. Esse acréscimo provavelmente foi feito para fazer a citação de Lucas conformar-se com a de Isaías 61:1: “enviou-me a restaurar os contritos de coração”. Embora não se encontre nos manuscritos originais do Livro de Lucas, essa era uma obra que o Messias deveria realizar.

Ele é enviado com diligência amorosa e pessoal para “restaurar” os corações daqueles que estão quebrantados. “Coração quebrantado” é uma expressão que implica tristeza profunda que amarga a própria vida. Deus se agrada desses, pois eles confessam do fundo da alma que não merecem o menor olhar da bondade de Deus. Mas Deus agirá em favor deles como Ele mesmo, ou seja, como Deus de amor, misericórdia e bondade, e que são eles em quem Ele põe o coração:

 Ele os carregará no colo, nunca os deixará, nem os abandonará. Ainda que esses contritos se considerem muitas vezes perdidos, Deus os salvará: Pois “Ele sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas” (Salmos 147:3).

Um coração quebrantado faz da alma um receptáculo adequado para Deus habitar: “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos” (Isaías 57.15).  

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GONÇALVES, José. Lucas – O evangelho de Jesus o homem perfeito. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200704_07.pdf

Atos 4:16

 

Atos 4:16 “Dizendo: Que havemos de fazer a estes homens? Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar;”

 

“Dizendo: Que havemos de fazer a estes homens?”

Após serem usados em nome de Jesus para curarem o chamado coxo da porta formosa. Pedro e João foram detidos a tarde pelo capitão do templo que atuou em nome dos sacerdotes saduceus. No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas para ouvirem Pedro e João e perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? (v.7). Após a resposta cheia de ousadia de Pedro acerca da autoridade do nome de Jesus os sacerdotes e principais conferenciaram entre si. E Disseram: “Que havemos de fazer a estes homens?”

Apesar de eles ter se doído muito por ouvirem homens sem letras e indoutos (não tinham curso em escola rabínica) ensinando ao povo, não podiam agir precipitadamente por impulso contra eles, pois muitos dos que ouviram a palavra creram e o número desses chegou a quase cinco mil.  

 

“Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar;”

A perplexidade dos membros do concílio diante de um inegável milagre de cura já foi descrita, e as observações atribuídas aos membros do concilio meramente refletem seus sentimentos óbvios.

Mesmo eles não crendo que Pedro e João falavam em Nome do Senhor reconheciam que o sinal manifesto por eles era notório demais e não podia ser simplesmente negado. Afinal eles mesmos reconheceram o coxo e nada tinham que dizer em contrário (V.14). O sinal para eles não foi suficiente para reconhecerem a obra de Deus. Outro sacerdote, chamado Nicodemos, convencido havia dito a Jesus: “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2).

Observe que nem um milagre “notório” mudou aqueles corações endurecidos. Estevão antes do seu martírio disse a eles: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais” (Atos 7:51). Homens de dura cerviz não se permitem convencer, pois sua mente esta cauterizada.

E assim diz o Espírito Santo: “Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Onde vossos pais me tentaram, me provaram, e viram por quarenta anos as minhas obras. Por isso me indignei contra esta geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não conheceram os meus caminhos” (Hebreus 3:7-10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.