sexta-feira, 14 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE MARÇO DE 2025 (Gálatas 2.16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE MARÇO DE 2025
NINGUÉM É SALVO PELAS OBRAS DA LEI

Gálatas 2.16 “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. ”

 

“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, ”

Paulo toma a palavra (justificado) do vocabulário da LXX. A citação do contexto é de Salmos 143.2: “E não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente”, que aparece igualmente em Romanos 3.20: “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado”.

Essa palavra tem o sentido de declarar justo. Analisando alguns aspectos do conceito paulino, percebe-se que justificado não significa um declarar justo por contraposição ou fazer justo. Baseia-se no acontecimento salvífico em Cristo Jesus, ou seja, em seu sangue (Romanos 3.24,25), na obra da graça (Romanos 3.24) que atua na sua redenção, onde tem lugar a justificação do mundo pecador.

Desta forma, justificação é a definitiva realização da justiça divina pela ação de Deus. Essa justificação se consuma no futuro como consequência da justiça de Deus para conosco: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21)

 

“... temos também crido em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. ”

Apesar de Paulo, Pedro e outros cristãos judeus terem uma vantagem sobre os gentios, eles precisavam igualmente de salvação. Como os judeus jamais conseguiram obedecer perfeitamente à lei, não podiam se apresentar justos perante Deus (Romanos 7:7–25). A concepção paulina da prática da lei diz respeito as obras dos mandamentos. Na tradição rabínica às vezes é chamada simplesmente “obras”. Disso se deduz que a “prática da lei” em seu aspecto formal são obras concretas que a lei exige que sejam cumpridas.

O apóstolo procura mostrar aos gálatas que os cristãos, tanto os de origem judaica, quanto os de origem gentílica, são justificados não pelas obras da lei, mas pela fé em Cristo. Afinal, eles, assim como os gentios tinham também crido para serem salvos da mesma forma.

Paulo estava estabelecendo o fato de que tanto os judeus como os gentios precisavam da justificação disponível apenas em Cristo. Portanto, os cristãos judeus não tinham motivos para se gabar ou se afastar de seus semelhantes gentios. Atos 15:9 diz que Pedro apresentou o mesmo argumento no concílio de Jerusalém, quando afirmou: Deus “não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração”. E acrescentou: “Cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (Atos 15:11).

Com isso Paulo formula a mais profunda oposição à convicção judaica. Essa é uma das principais declarações teológicas da carta aos Gálatas. A Carta aos Gálatas foi a pedra fundamental da Reforma Protestante, porque seu ensino sobre a salvação exclusivamente pela graça tornou se o tema dominante da pregação dos reformadores.

Jesus Cristo é o meio por intermédio de quem a justificação do homem é possível perante Deus; o fundamento da justificação não é a lei, ou obras da lei que pudessem ser cumpridas para obter “favor de Deus”, mas a justificação que foi possível com a morte de Cristo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201805_01.pdf

 

quinta-feira, 13 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE MARÇO DE 2025 (Romanos 5.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE MARÇO DE 2025
A FÉ EM JESUS É SUFICIENTE PARA A SALVAÇÃO

Romanos 5.1 “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; ”

 

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, ”

O que Paulo dirá nesse capítulo baseia-se na exposição anterior sobre a justificação. Um sistema de lei/obras produz frustração e dúvida porque não conseguimos observar a lei com perfeição. Em contraste com isto, o sistema de graça/fé resulta em paz.

Paulo já havia concluído essa questão: '‘Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da Lei” (Romanos 3.28). O versículo anterior a este (v.27) anula toda a jactância, isto é, toda a possibilidade de alguém querer basear a obra de justificação em méritos pessoais. Ele pergunta: “Onde está a jactância? ” Não há lugar para ela, visto que “ foi de todo excluída”. Se a salvação pudesse ser alcançada pelas obras da Lei ou por obras pessoais, os pecadores teriam do que se orgulhar.

Os judeus orgulhavam-se de seu zelo e tradição religiosa. O próprio Paulo excedia a muitos pelo ardor religioso e a preocupação no cumprimento da Lei (GáIatas 1.14; Filipenses 3,6). Mas a própria justiça dos judeus que era da Lei, não resolvia a questão dos seus pecados. Era necessário a justiça mediante a fé (Filipenses 3.9), e não a justiça das obras. As obras, mediante a fé são valorosas porque conduzem a Deus.

Fé significa aceitar com plena confiança o sacrifício justificador de Cristo. - Que significa ser justificado pela fé? Significa receber o reconhecimento divino por causa de Cristo. A palavra justificar no grego é: “ dikaioo” e quer dizer declarar justo. Como o pecador é declarado justo diante de Deus? - Visto que o pecador não tem condição nem méritos para ser justificado, então Cristo, “que não conheceu pecado”, tomou os pecados do pecador sobre si e os cravou na sua cruz, fazendo-se “pecador por nós”. Feito isto, Ele propiciou para nós a nossa justificação. Nossa justificação baseia-se na fé na obra que Cristo fez por nós (2 Coríntios 5.21; Tito 3.4,5).

 

“... temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; ”

O efeito imediato da justificação é a paz com Deus. A paz com Deus é, portanto, uma realidade presente na vida do crente. Ela é a coroação ou resultado imediato da justificação. Não é algo que vamos ter somente no futuro, mas é algo que o crente já desfruta agora. Essa “ paz com Deus” significa estar de bem com Deus e viver um novo e maravilhoso relacionamento com Ele. Esse benefício só é possível mediante a fé no Filho de Deus, que, pela sua cruz, desfez as inimizades (Efésios 2.14-18).

Essa paz não depende de tudo estar bem no mundo; ela é mais do que uma satisfação emocional. A origem dessa paz é um relacionamento harmonioso com Deus, que produz uma sensação de contentamento, não importam quais sejam as circunstâncias externas (Romanos 5:3, 4).

Temos essa paz com Deus “por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (v. 1b). A paz com Deus só é possível porque Jesus morreu para nos reconciliar com o Seu Pai. Leia 5:1–11, observando quantas vezes Paulo disse que nossas bênçãos espirituais são “por meio de Cristo” (vv. 1, 2, 9–11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200812_01.pdf

GONÇALVES, José. Maravilhosa Graça. Rio de Janeiro: CPAD 2016.

quarta-feira, 12 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE MARÇO DE 2025 (João 3.16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE MARÇO DE 2025
JESUS CRISTO É O ÚNICO SALVADOR DO MUNDO

João 3.16 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. "


O novo nascimento é possível graças ao amor de Deus. João 3:16 tem sido devidamente chamado de “o texto áureo” das Escrituras. Se algum versículo resume o amor insondável de Deus, é este.


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,

“Porque” conecta esta declaração com o pensamento anterior, apresentando o motivo pelo qual o Filho do Homem seria “levantado”: “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3:14) para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Deus amou o mundo. Pode-se imaginar os judeus pensando que o amor de Deus se restringia a Israel, mas essa passagem deixa claro que o amor de Deus não se restringe a nenhuma raça. Ele é universal, abrange a todos. Seu amor pelo mundo não é porque o mundo é amável; pelo contrário, o mundo é detestável. A humanidade é composta de ímpios, pecadores e inimigos de Deus: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

“De tal maneira” indica o grau ou a intensidade do amor de Deus. Seu amor pela humanidade custou-lhe a morte de seu próprio Filho “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? “ (Romanos 8:32) Assim como o amor de Deus por Israel moveu-o a salvar o povo da morte física através das instruções que ele deu a respeito da serpente de bronze, seu amor o motiva a salvar da morte espiritual todos que olham para Jesus, seu Filho, o qual foi levantado.

O Termo Filho Unigênito termo aparece cinco vezes nos escritos de João, todas relacionadas a Jesus (1.14,18; 3.16,18; 1 João 4.9). Isso revela claramente sua divindade. “Unigênito”, na Bíblia, conduz a idéia de natureza, caráter, tipo, e não de geração. Jesus é o “unigênito do Pai” no sentido do seu relacionamento exclusivo com Ele. Cristo não foi criado por Deus, Ele preexiste eternamente, por isso é chamado de Pai da Eternidade (Isaías 9.6). Ele já era chamado Filho mesmo antes da sua encarnação, como vemos em 1 João 4.9: “Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos”


 “... para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ”

Deus não só deu o Seu Filho unigênito ao enviá-lo ao mundo, mas também O deu para ser levantado – para morrer na cruz – por todas as pessoas “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim” (João 12:32)

O amor de Deus espera uma resposta de fé. Ele quer que cada pessoa creia nele. O novo nascimento requer fé. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6). Sem fé “nascer da água e do Espírito” não faria sentido, ou até seria impossível. Essa fé deve levar o crente a se submeter humildemente à vontade de Deus e fazer o que ele ordena em sua Palavra. O contexto dessa passagem ensina que essa fé é obediente. Assim como os israelitas tiveram que crer e olhar para a serpente de bronze para viver, hoje temos que crer em Jesus com uma fé obediente. A fé que salva é a fé que obedece “Se me amais, guardai os meus mandamentos “ (João 14:15)

O propósito do dom [dádiva] do Filho de Deus é declarado com uma negação e uma afirmação (veja 1:3): “para que todo o que crê em Jesus não pereça, mas tenha a vida eterna”. “Perecer” contrasta fortemente com ter “a vida eterna”.

João não oferece nenhum meio termo entre crer e se negar a crer em Jesus. Crer no Filho resulta em vida, ao passo que se negar a crer no Filho resulta em perdição. Dado o contraste entre “perecer” e “ter a vida eterna”, é razoável concluir que perecer também é por toda a eternidade. A perdição e punição dos que se negarem a crer é ensinada explicitamente em outras passagens “ E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 26.46). Este “perecer” não significa ser aniquilado, e sim passar a eternidade no inferno, separado de Deus e de Cristo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202111_01.pdf

CARSON, D. A. A difícil doutrina do amor de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

terça-feira, 11 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE MARÇO DE 2025 (Salmo 146.3)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE MARÇO DE 2025
SOMENTE EM DEUS HÁ SALVAÇÃO

Salmo 146.3 “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação. ”

 

“Não confieis em príncipes, nem em filho de homem,

Os homens sempre são extremamente propensos a confiar nos grandes e nobres da terra, e se esquecer do Grandioso e Nobre que está nas alturas; e este hábito é fonte frutífera de desapontamento.

Os príncipes são apenas homens, e homens com necessidades maiores do que outras pessoas. Por que, então, devemos confiar neles, e recorrer a eles em busca de auxílio? Eles estão em perigo muito maior, estão sobrecarregados com maiores preocupações, e têm probabilidade muito maior de estar equivocados e se desviar do que quaisquer outros homens; por isto, é tolice escolhê-los para a nossa confiança. Provavelmente, nenhuma classe de homens foi tão falsa para com as suas promessas e os seus tratados como os homens de sangue real.

Foi necessário que Bate-Seba e Natã lembra-se o Rei Davi da sua promessa acerca de Salomão: “E Bate-Seba inclinou a cabeça, e se prostrou perante o rei; e disse o rei: Que tens? E ela lhe disse: Senhor meu, tu juraste à tua serva pelo Senhor teu Deus, dizendo: Salomão, teu filho, reinará depois de mim, e ele se assentará no meu trono. E agora eis que Adonias reina; e tu, ó rei meu senhor, não o sabes” (1 Reis 1.16-18).

Ainda que você escolha um filho do homem, em meio a muitos, e imagine que ele será diferente dos demais, e que você poderá, com segurança, confiar nele, você estará equivocado. Não há ninguém em quem se possa confiar, nem uma pessoa sequer. Adão caiu; por isto, não confie nos seus filhos. O homem é uma criatura desamparada, sem Deus; por isto, não busque ajuda nessa direção. Todos os homens são como os poucos homens que são feitos príncipes. Eles são mais, na aparência, do que na realidade, mais em promessas do que em realizações, são mais capazes de ajudar a si mesmos do que de ajudar os outros.

O Rei Charles tinha feito ao Conde de Strafford uma promessa solene, com a palavra de um rei, de que ele, o conde, não sofreria, “na vida, na honra ou na sorte”, no entanto, com singular infâmia e ingratidão, bem como uma política de pouca visão, assentiu com a sua condenação sem julgamento. Ao saber que isto tinha sido feito, Strafford, colocando a mão sobre o coração, e erguendo os seus olhos para o céu, proferiu essas memoráveis palavras: “Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação”. Huss também se frustou com um salvo-conduto dado pelo rei Segismundo de Luxemburgo que não o impediu de ser condenado por heresia e queimado na fogueira.

 

“... em quem não há salvação. ”

Devido a algum tipo de fraqueza, a alma do homem, quando está em meio a alguma tribulação, perde a esperança em Deus, e decide confiar no homem.  Se for dito, a um homem que estiver em alguma aflição, “Há um grande homem, que poderá libertá-lo”; o homem sorri, ele se alegra, ele é exaltado. Mas se lhe for dito, “Só Deus liberta você”, ele estremece, por assim dizer, pelo desespero.

Agostinho escreveu: O auxílio do mortal é prometido, e você se alegra; o auxílio do imortal é prometido, e você se entristece? Foi prometido a você que você será libertado por aquele que precisa ser libertado com você, e você exulta, como se recebesse um grande auxílio: foi prometido a você aquele grande Libertador, que não precisa de ninguém que o liberte, e você se desespera, como se fosse apenas uma fábula. Ai desses pensamentos; eles são muito equivocados; na verdade há neles uma triste e grande morte.

Matthew Henry comentou: “Todos os filhos dos homens são como o homem de quem se originaram, que, tendo a honra, não a conservou”. Anthony Farindon disse que “um homem confiar em outro, é como um mendigo pedir esmolas a outro, ou um aleijado carregar outro, ou um cego guiar outro cego”.

Lembremo-nos de Davi que escreveu: “A minha alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei grandemente abalado” (salmo 62.1-2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume III. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/jan-huss-os-primordios-reforma.htm

 

segunda-feira, 10 de março de 2025

Texto Áureo Lição 11: A Salvação não É Obra Humana. Tito 3.5

TEXTO ÁUREO

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.” (Tito 3.5)

Lição 11 - Lições Bíblicas Adultos - 1º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE MARÇO DE 2025 (Salmo 49.7)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE MARÇO DE 2025
NÃO HÁ RECURSO HUMANO QUE POSSA SALVAR O SER HUMANO

Salmo 49.7 “Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele”.

 

“Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão,

Na antiga nação de Israel, a remissão era um instrumento para controlar a escravidão e a dívida pessoal (Deuteronômio 15.1-3,9; 31,10). Em todo sétimo ano o escravo deveria ser liberto (Êxodo 21.2). Semelhantemente, no sétimo ano o devedor deveria ser liberto, e a dívida não deveria ser cobrada (Deuteronômio 15.2). Todos poderiam ser remidores, porém eram as pessoas mais ricas que mais exerciam esse direito de remir tanto escravos como dívidas.

Os ricos podem fazer grandes coisas, mas aqui está descrito algo que eles não podem: “Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele”. O rico poderia remir a seu irmão? Certamente. Todavia o que está implícito aqui é o resgate da alma. Trata-se da redenção espiritual.

Essa remissão foi realizada pelo nosso Grande Deus e Salvador Jesus Cristo “o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tito 2.14). Após nos remir ele nos adotou como seus filhos: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4.4-5)

 

“... ou dar a Deus o resgate dele”.

Resgate traz normalmente, a conotação de libertação de algum tipo de cativeiro através do pagamento de certo preço. Oséias resgatou a sua esposa Gomer por “por quinze peças de prata, e um ômer de cevada, e meio ômer de cevada” (Oséias 3.2).

Algumas pessoas e animais poderiam ser resgatados por certo preço, todavia, nenhum preço poderia ser estipulado para o resgate da alma. Nem mesmo grandes sacrifícios poderiam: “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados” (Hebreus 10.4). Pois a redenção da alma é caríssima (v.8). Esse resgate era tão caro que homem algum poderiam pagar. Poe isso Deus visando a reconciliação enviou ele mesmo o Cordeiro.

Ou seja, isso está muito fora do alcance do dinheiro dos ricos, pois só possuem coisas corruptíveis: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, ” (1 Pedro 1.18,19).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume III. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

 

domingo, 9 de março de 2025

Lição 11: A Salvação não É Obra Humana– 1 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.” (Tito 3.5)

 

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia,

A E.R.C, traduz corretamente: Não por obras de justiça praticadas por nós. Isto elimina toda e qualquer obra; não só as que foram praticadas pela justiça própria dos homens perdidos, como também as obras praticadas em verdadeira justiça. A misericórdia de Deus o constrangeu a entregar seu Filho e não poupá-lo. John Stott diz que a base da nossa salvação não são as nossas obras de justiça, mas a obra de misericórdia.

Assim, a salvação tem sua origem no coração de Deus. É por causa da sua misericórdia que ele interveio em nosso favor; que ele tomou a iniciativa, não pelas ações corretas que realizaram, mas sim pela grande misericórdia de seu coração.

O cristão nunca deve pensar no que conquistou; e sim no que Deus lhe outorgou. Enquanto a justiça nos daria aquilo que mereceríamos ganhar, a misericórdia nos concedeu aquilo que jamais seriamos dignos de receber.

 

“... nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, ”

A misericórdia de Deus nos salvou pela lavagem. Lavar (loutron) quase que com certeza refere-se ao batismo nas águas. Todos os primitivos pais da igreja entenderam dessa forma. Isso não implica que eles (ou Paulo) ensinassem a regeneração pelo batismo, assim como Ananias não acreditava desse modo, quando disse a Saulo de Tarso: “Levante-se, seja batizado e lave os seus pecados, invocando o nome dele”.

As igrejas evangélicas, em sua maioria, consideram o batismo “um sinal exterior e visível de uma graça espiritual interior”, a saber, o lavar dos pecados e o novo nascimento pelo Espírito Santo. Mas não confundem o sinal (o batismo) com o que ele significa (a salvação).

Regeneração é como se traduz “palingenesia”, que Jesus usou ao falar da regeneração final de todas as coisas e que os estoicos aplicaram à restauração periódica do mundo, em que eles acreditavam. Aqui, entretanto, o novo nascimento é individual (como a “nova criação” de 2 Coríntios 5.17) e não cósmico. Ele se refere a um radical novo início, uma vez que “Deus não nos consertou, mas nos fez completamente novos”.

A outra palavra, “renovação”, é a tradução de “anakainôsis”. Ela pode ser um sinônimo de “regeneração”, entendendo-se a repetição como um efeito retórico. Ou ela pode referir-se ao processo da renovação moral, da transformação, que se segue ao novo nascimento, um processo contínuo de se tornar uma nova criatura em Cristo, à medida que seguimos o conselho do Espírito Santo (Romanos 12.2; Gálatas 3.3).

O Espírito Santo é, certamente, o agente pelo qual somos renascidos e renovados, e é ele que Deus derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador (v. 6b). Tanto o uso do verbo “derramou”, como o emprego do tempo aoristo dão a entender que a referência é ao derramamento do Espírito no dia de Pentecostes, e a afirmação de que ele foi derramado em nós denota a nossa participação pessoal no dom pentecostal.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo: ABU Editora, 2004. 

BARCLAY, William. The Letter to Titus. Tradução: Carlos Biagini

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

sábado, 8 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 8 DE MARÇO DE 2025 (1 João 3.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
8 DE MARÇO DE 2025

O PECADO SIGNIFICA INIQUIDADE, TRANSGRESSÃO DA LEI DE DEUS

1 João 3.4 “Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; porque o pecado é iniquidade. “


O propósito imediato desta passagem aponta aos falsos mestres gnósticos. Como vimos, os gnósticos apresentavam mais de uma razão para justificar o pecado. Diziam que o corpo é mau e que, por isso mesmo, não havia nenhum perigo em satisfazer suas luxúrias e saciar seus prazeres, já que o corpo carece de importância, nem tampouco o que lhe suceda.

Estes homens diziam que o homem verdadeiramente espiritual está tão protegido pelo Espírito que pode pecar para satisfazer o seu coração, sem perigo algum.

João declara uma verdade fundamental, da qual não há fuga nem exceção. Esta passagem (e, na verdade, a epístola inteira) está repleta dessas generalizações, dirigidas contra a arrogante presunção dos hereges de que eles constituíam uma elite separada da gente comum. João não admite essa distinção.

Um dúplice padrão de moralidade é completamente estranho à religião cristã. Assim, seis vezesnesta seção ele emprega a expressão (“todo aquele que ou qualquer que ”), O Evangelho, com as suas implicações morais, preocupa-se com todos os homens, não apenas com alguns.


“Qualquer que comete pecado, “ 

Há uma lista extensa de palavras na Bíblia para designar a palavra pecado: erro, iniquidade, transgressão, maldade, impiedade, engano, sedução, rebelião, violência, perversão, orgulho, malícia, concupiscência, prostituição, injustiça e muitos mais.

Muitos desses termos, e outros similares, estão na sombria lista apresentada pelo apóstolo Paulo em Romanos 1:28-32:“E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;Estando cheios de toda a iniqüidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem”

No hebraico há mais de uma palavra para designar pecado (awon, peshá), porém há um termo genérico para designar o pecado com todos os seus detalhes, (chattá - pronuncia-se hatá,), que literalmente significa “errar o alvo” (Juízes 20.16). O substantivo derivado desse termo aparece pela primeira vez no relato do assassinato de Abel por seu irmão Caim: “E, senão fizeres bem, o pecado jaz à porta” (Genesis 4.7).

O seu equivalente grego na Septuaginta e no Novo Testamento é hamartia. De onde deriva a matéria da Teologia chamada Harmatiologia (Estudo do Pecado)


“...também comete iniquidade; porque o pecado é iniquidade. “ 

O que é “iniquidade”?A palavra grega para iniquidade (anomia) significa “ilegalidade, transgressão”. O termo hebraico correspondente é (awon), significa “entortar, torcer”, dá a ideia de perverter a lei de Deus.

Tanto que a tradução NVI está dessa forma: “Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei” (1 João 3:4NVI)

O pecado não é apenas uma falha negativa (hamartia), uma injustiça ou falta de retidão, mas é essencialmente uma ativa rebelião contra a vontade de Deus e uma violação da sua santa lei(anomia). Este fato é tão sério que o anticristo é chamado pelo apóstolo Paulo de: “o homem da iniquidade”, ou seja, o homem sem lei (2 Tessalonicenses 2.3).

O problema não está na quantidade de pecados que praticamos, mas em quem ofendemos. Quando pecamos ofendemos a Deus que colocou sua lei no nosso coração.

Que venhamos resistir ao pecado como José na casa do seu senhor Potifar: “Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus? ” (Gênesis 39:9)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. Edições Vida Nova. São Paulo, SP. 1982:

SCHAEFFER, Francis. A obra consumada de Cristo.

PEDRO, Severino. A Doutrina do Pecado. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012.

LOPES, Hernandes Dias. I João: como ter garantia da salvação. São Paulo: Hagnos 2010.

 

sexta-feira, 7 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 7 DE MARÇO DE 2025 (Romanos 3.10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
7 DE MARÇO DE 2025

TODOS SE EXTRAVIARAM, NÃO HÁ QUEM FAÇA O BEM

Romanos 3.10 “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.”


“Como está escrito:”

Paulo havia declarado sua premissa: tanto judeus como gentios estavam debaixo do pecado e careciam da justiça de Deus. Ele sabia, porém, que um deles — os judeus — resistiria a esse veredito e exigiria uma prova conclusiva. Então, o apóstolo retomou a lei da qual eles se orgulhavam: ”Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?” (Romanos 2:23), dizendo: “como está escrito”.

Paulo recorre às Escrituras. Essa é a autoridade máxima. A Bíblia não tem uma opinião entre muitas; tem a palavra final, o argumento irresistível e irrefutável.

Franz Leenhardt escreve: “Apoiando-se na autoridade da Escritura, vai Paulo forçar o leitor, judeu ou grego, a penetrar o próprio eu e reconhecer diante de Deus que está ‘debaixo do pecado’”.

Calvino alerta para o fato de que, se Paulo usou a autoridade das Escrituras para convencer os homens de sua iniqüidade, aqueles que estão encarregados do ensino na igreja devem tornar-se muito mais atentos para não agir de outro modo na pregação do evangelho.

 

“Não há um justo, nem um sequer.”

Paulo citou a tradução grega do Antigo Testamento, como geralmente fazia. Aqui cita Salmo 14:1–33 ao discorrer acerca da situação revoltante da humanidade. Alguns acreditam que pode ter citado uma versão de Eclesiastes 7.20: “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque”.

Com argumentos irresistíveis expõe a culpabilidade dos gentios e também dos judeus. Deus encerrou todos no pecado para usar de misericórdia para com todos. O pecado atingiu a todos sem exceção. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3.23).

“Justo” é usado aqui no sentido de “estar correto perante Deus”. Toda pessoa responsável faz algumas coisas que são erradas. Conseqüentemente, perante Deus ela está condenada “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todo” (Tiago 2:10).

A situação poderia ser ilustrada com um recipiente contendo terra e água. Derrame um pouco de água limpa na terra. A água torna a terra limpa? Não. Agora pingue um pouco de terra na água. A terra deixa a água suja? Sem dúvida. O pecado é parecido com isso: por mais que a sua vida tenha coisas boas, existem algumas coisas más — e isso faz de você um pecador. Existem exceções? O salmista não poderia ter sido mais claro. Paulo citou-o dizendo: “não... nem um sequer... não... não... não... nem um sequer”!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/05/2024

FONTES:

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200810_07.pdf

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

HENDRIKSEN, William. Romanos. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.

LEENHARDT, Franz J. Epístola aos Romanos – Comentário Exegético. São Paulo: ASTE, 1969